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Summer Camp- Férias de verão nos EUA

Summer-Camp

O ano escolar está quase chegando ao fim aqui nos EUA.  Aqui em Michigan temos apenas mais duas semanas de aulas antes do início das férias de verão! Serão praticamente 3 meses sem aulas nas escolas públicas americanas então, haja imaginação para entreter a criançada!

Porém, um fato contraditório que tem por aqui é que ao mesmo tempo em que as crianças ficam de férias o verão inteiro, os pais tem pouquíssimos dias de férias aqui nos EUA. As férias do americano são bem curtas, variam de 5 a 15 dias por ano! Apenas pessoas com um bom tempo de empresa e cargos altos conseguem ter 30 dias de férias no ano.

Então o que fazer com a criançada? Quando  nem casa de vó tem para a criançada passar as férias? Os  SUMMER CAMPS podem ser a solução!

Os acampamentos de verão aqui nos EUA geram milhões de dólares por ano e são a salvação para os pais que não querem que os filhos desperdicem o verão na frente da televisão ou do iPad.

Existem inúmeros tipos de Summer Camps. Tem os oferecidos pelo próprio distrito escolar da criança, o da própria cidade, das igrejas, YMCA e empresas particulares especializadas em summer camps. Os temas também são diversos indo do típico acampamento na beira do lago com direito a pescaria e fogueira, summer camps de artes, esportes, culinária e até summer camps de robótica.

As opções são infinitas e dá para manter as crianças entretidas durante todo o verão, o grande problema para mim é o preço dos Summer Camps, são muito caros! Uma semana em um Summer Camp das 9 horas  da manhã as 3 horas da tarde varia de $100,00 a $300,00 dólares por semana! Multiplica isso por quase 12 semanas de férias, é muito dinheiro!

Mas fazer o quê? Não é justo deixar a criança em casa durante o verão, sendo que esta estação do ano é muito curta aqui em Michigan. Por enquanto inscrevi o Theo em uma semana no  summer camp do YMCA cujo o tema é Liga dos heróis e fica na beira de um lago com diversas atividades ao ar livre. Vamos ver como vai ser esse que é praticamente o primeiro Summer Camp dele.

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Quando morávamos em Canton tinha um projeto oferecido pelo Canton Activit Crew chamado Supervised Playground Program, que era muito bacana. Você registrava a criança no programa por uma taxa de $25 dólares o verão inteiro e o seu filho ficava com a equipe de recreadores do programa em alguns parques com playgrounds da cidade. O Theo adorou e para mim era uma grande ajuda pois aproveitava o tempo em que ele estava com os recreadores para ir ao mercado, fazer almoço e os afazeres de casa enquanto ele se divertia com as outras crianças e monitores. Infelizmente aqui na região em que moramos atualmente não tem esse tipo de projeto. Os programas similares que tem por aqui chamados de Summer Care custam em média $35 dólares por dia.

No site da maioria dos distritos escolares você encontra as opções de Summer Camps da sua região. Segue abaixo o link para alguns programas de verão na nossa região aqui em Michigan:

My Summer Camps 

YMCA Michigan Camps

Canton Leisure Services

Walled Lake Communit Education Summer Program

City of Novi Camps

Plymouth-Canton Communit Education Summer Program

Huron Valley Summer Program

West Bloomfield Summer Camps

As bibliotecas e academias também capricham na programação para a criançada durante o verão, o que é uma boa opção sem ter que gastar muito dinheiro.

A rede de Academia LifeTime, que é bem conhecida aqui na região tem uma programação bem bacana de Summer camp.

Life Time Kids Camp 

Espero que o post ajude aos vocês papais e mamães a manterem as crianças ativas e felizes durante as longas ferias de verão americanas!

Abraços

Juliana

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar os posts do blog mas não copie e cole.

 

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Adaptação das Crianças `as Escolas Americanas

Quando uma família se muda para um outro país com filhos pequenos, a adaptação das crianças ao ambiente escolar é com certeza uma das maiores preocupações dos pais.

Perguntas como “Será que o meu filho (a) vai se adaptar?”, “Mas ele não fala nada de inglês, como vai ser na escola?”, Será que ele vai fazer amigos?”, “Vai sofrer preconceito na escola por ser estrangeiro?” estão entre as principais perguntas que recebo dos pais aqui no blog.

Vou falar aqui no post da minha experiência com o meu filho que na época tinha acabado de completar cinco anos e não falava nada em inglês quando chegamos aqui nos EUA. Claro que cada criança é única e o tempo de adaptação pode variar de criança para criança e principalmente com qual idade ela chega aqui nos EUA.

A adaptação do Theo aqui nos EUA me surpreendeu muito pois foi muito rápida para quem não falava nada de inglês. Eu estava muito ansiosa na época e preocupada pois foi uma mudança de rotina muito grande na vida dele. Mudamos para uma casa nova em um outro país, uma escola completamente nova, nova professora, novos amigos e principalmente uma nova língua. Se já é complicado mudar o seu filho de escola dentro do seu próprio país pois é difícil deixar os amiguinhos antigos, com os quais a criança já tem um vínculo de afeto, imaginem fazer novos amigos em uma escola nova quando a criança não fala o mesmo idioma dos colegas de classe? Comunicação é a base da rotina escolar.

O primeiro dia de aula do Theo aqui nos EUA foi um dia muito especial para nós e principalmente me mostrou que eu tenho um pequeno grande valente aqui em casa. O detalhe desse primeiro dia pode ser conferido clicando no post abaixo.

O primeiro dia de aula do Theo nos EUA

O Theo se adaptou muito rápido a escola mesmo sem falar inglês e eu acho que o grande sucesso deste desafio, além da própria coragem dele e do nosso incentivo positivo como pais, foi o suporte que ele teve por parte da escola aqui nos EUA.

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Cantinho da leitura dentro de sala de aula. Muitos livros, fora os que tem na biblioteca da escola.

Como os EUA recebem muitos estrangeiros de toda parte do mundo, as escolas públicas daqui estão acostumadas a receber estas crianças e possuem uma equipe de professores e um método de ensino especialmente voltado para elas que é o programa ESL (English Second Language) ou ELLs (English Language Learnings).

Quando você vai matricular o seu filho em uma escola aqui nos EUA, dentre os documentos necessários, tem um questionário onde você tem que preencher a nacionalidade da criança e o idioma falado em casa. Com base nestas informações o próprio sistema escolar já vai indicar se o seu filho está apto ao programa ESL/ELLs.

Praticamente todas as crianças e adolescentes estrangeiros matriculados em escolas públicas americanas entram neste programa no qual elas tem um suporte dentro de sala de aula que irá ajudá-los com o aprendizado da língua inglesa. A criança passa por avaliações semestrais e ela só sairá do programa quando o professor perceber que ela é capaz de acompanhar a sua turma sem dificuldades. Este programa é totalmente gratuíto.

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Tabela utilizada para avaliar o nível de inglês dos alunos

Esse programa é inserido na rotina escolar de diversas maneiras dependendo do distrito escolar que a criança frequenta. No caso do Theo nos primeiros dias ficava uma professora com ele em sala de aula dando suporte (ele entrou no Kindergarden o que seria o último ano da educação infantil no Brasil). Depois ele ficava em sala de aula com a professora da turma dele e em algum período do dia escolar a professora do ESL ia até a sala de aula buscá-lo para fazer as atividades do ESL em uma sala separada.

Tem distritos escolares que possuem escolas específicas para as crianças estrangeiras que não falam a língua inglesa. Depois que a criança passa a dominar e a compreender o idioma ela vai para a sua escola regular do bairro.

Os pais recebem este relatório do WIDA sempre que as crianças passam pela avaliação:

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Último relatório do WIDA do Theo que o liberou do ESL!

 

Link do  WIDA Federal Program (alguns Estados não estão no programa WIDA, neste caso é só entrar no distrito escolar da cidade em que voce irá morar e procurar informações sobre o programa ESL/ELLs utilizado).

A maioria das escolas aqui dos EUA, pelo o que eu leio a respeito e pela minha própria experiência com o meu filho, se mostram muito abertas a esta mistura de nacionalidades no ambiente escolar.

O Theo está em uma Elementary School, onde estudam crianças de 5 a 10 anos (do kinderganten até a quinta série). Nessa faixa de idade escolar a relação entre as crianças é muito tranquila e elas não se importam em qual país você nasceu, elas querem brincar juntas, conversar e dar risadas. Essas crianças não tem preconceito com relação as outras crianças. As escolas daqui também são muito rígidas com relação ao comportamento do aluno em sala de aula e qualquer tipo de bullying é inadmissível.

Não sei como funciona a adaptação do pré-adolescente e do adolescente nas escolas daqui (alunos da Middle School e da High School) pois sabemos que nessa fase o ambiente escolar é um lugar muito importante no desenvolvimento social dos nossos filhos. Nessa idade os grupos de amigos já estão formados pois como aqui as crianças do mesmo bairro estudam na mesmo escola eles já se conhecem há muito tempo, e para um adolescente que chega de um outro país sem falar o idioma, se inserir em grupos de amigos já formados não deve ser tarefa fácil. Mas isso vai depender da personalidade de cada criança ou adolescente.

Hoje, dois anos e dois meses depois de chegar aos EUA sem falar nada de inglês, o Theo já está fluente. Ele saiu do programa ESL há 1 ano atrás pois segundo a professora o inglês dele está no mesmo nível dos coleguinhas de sala americanos. Cabe lembrar que dentro de casa só conversamos em Português. Tomamos esta decisão pois a carga de inglês que ele tem por dia na escola já é grande (ele fica 7 horas por dia na escola) e achamos importante manter a língua do nosso país. Além disso o meu inglês é repleto de erros gramaticais e de sotaque tanto é que, hoje em dia, sou eu quem pergunto para o meu filho como que se pronuncia determinada palavra em inglês!

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Uma das paredes da sala de aula do Theo

Um fato interessante é que as crianças que chegam aqui muito novinhas, por volta de 1 e 2 anos (por elas estarem no processo de começar a falar e adquirir vocabulário), quando começam a frequentar as escolinhas daqui elas tendem a misturar os dois idiomas e acabam usando palavras em português e em inglês na mesma frase, por mais que os pais falem apenas em português com elas. Crianças maiores como o Theo que chegou aqui com 5 anos, portanto já com o português bem consolidado, tem uma facilidade muito grande em transitar entre os dois idiomas sem misturá-los. Parece que eles têm um botãozinho que muda de maneira automática do português para o inglês e vice-versa.

O inglês dele, segundo a professora não tem sotaque e por sua vez, como sempre o incentivamos a falar português em casa e corrigimos os erros gramaticais que ele comete as vezes (pois agora ele tende a traduzir do inglês para o português) o português dele continua muito bom.

Com base nestes dois anos que estou morando aqui e observando tanto a adaptação do meu filho como a de filhos de amigos mais novos ou mais velhos que o meu, e pelo depoimento de outras mães em comunidades e blogs de brasileiros que se mudaram para o exterior com crianças, a adaptação ocorre de uma maneira muito natural e elas aprendem a falar inglês com uma rapidez impressionante! Então se a sua preocupação em se mudar ou não para outro pais é se o seu filho (a) vai aprender a nova língua e se adaptar, pode riscar este item do seu caderninho!

E para terminar o post segue duas frases clássicas que o Theo costuma falar em português pensando em inglês. A gente até acha graça, mas sempre fazemos questão de corrigir para o português dele ficar sempre bonitinho.

-“Posso ter água mamãe?” Normalmente ele perguntaria “Me dá água por favor mamãe?”  mas ele tende a traduzir do “Could I have water”.

-” Você sabe este desenho que está passando na TV?” Normalmente seria “Você conhece este desenho que está passando na TV?”, mas ele traduz do “Do you know this cartoon?”

Outros posts do blog relacionados a escola:

Escola nos EUA

Como é a escola pública nos EUA

Noite Multicultural na escola

Tem filhos em idade escolar aqui nos EUA? Deixe sua opinião aqui nos comentários!!

Abraços!

Juliana

 

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