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4 anos nos EUA e o futuro do blog

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Outono de Michigan 2017 – foto @morarnoseua

 

Hoje, dia 10 de novembro de 2017 faz exatamente 4 anos que deixamos a nossa vida redondinha, casa legal, cidade bacana, emprego, familiares e amigos para começar tudo do zero em outro país. Olho para traz e parece que foi ontem, como passou rápido! Quanta coisa aconteceu, o quanto que aprendemos, desafios, saudades…e no meio disso tudo este blog que me colocou em contato com tanta gente na mesma situação que nós e que fez o meu caminho se cruzar com de pessoas novas (algumas que tive o prazer de conhecer pessoalmente e que se tornaram minhas amigas),  que chegaram aqui em Michigan alguns anos depois da gente mas que encontram aqui, algumas respostas e caminhos para as dúvidas tão frequentes durante este momento de mudança e adaptação.

Quatro anos se passaram desde que escrevi o primeiro post aqui e uma das perguntas que eu mais recebo hoje é: “Você ainda escreve o blog Juliana?” ” O blog acabou?” e a resposta é NÃO, o blog não acabou! O que acontece é que desde que o meu segundo filho nasceu eu não consegui ainda me organizar para reservar um tempo para sentar e compartilhar as nossas experiências aqui no blog e outra, eu acho que não tenho mais tanta novidades para escrever aqui, depois de 4 anos a vida já entrou em uma rotina. A finalidade principal quando iniciei o blog, era compartilhar a nossas experiência durante a fase desta grande mudança de vida que tivemos há quatro anos atrás. Escrevi muito sobre o nosso período de adaptação, as coisas novas que aprendemos, compartilhei dicas praticas  como tirar a carteira de motorista, locação de casa, as escolas nos EUA entre outras coisas. Todos essas informações estão aqui no blog e sei que continuam ajudando muitos recém chegados por aqui.

Ultimamente, o tempo que eu tenho para o blog esta sendo dedicado mais para a página do blog no Instagram. Lá eu consigo juntar duas coisas que eu gosto muito que é a fotografia e o escrever. Então para você que sente falta de posts mais frequentes por aqui ou que quer saber como anda a nossa rotina depois de 4 anos em terras americanas,  comece a nos seguir no Instagram @morarnoseua. Pelo menos 1 vez por semana eu posto alguma foto por lá!

Mas aproveitando que eu estou aqui, vou falar um pouquinho de como foram esses últimos meses. Durante o verão estivemos com a casa cheia! Recebi praticamente toda a minha família: mãe, pai, irmã, sobrinhas, irmão, cunhada e até o meu avô de 91 anos venho para cá!

Minha mãe e meu avô ficaram 2 meses aqui conosco durante o verão o que foi muito bom! Para nós que moramos longe de todos é uma delícia ter a família junto com a gente! Como estávamos com visita praticamente durante todo o verão não fomos viajar por Michigan como de costume. Acampamos apenas uma vez e fomos pela primeira vez no parque aquático Cedar Point que fica no estado vizinho de Ohio.

As aulas do Theo começaram em Setembro e agora ele é um 3th Grade! Ele já está bem adaptado na nova escola (mudamos de casa no ano passado, então ele teve que mudar de escola novamente) e  já tem vários amiguinhos. Brincou muito na rua durante o verão todo já que nesse novo bairro em que moramos tem muitas crianças e todas vão juntas no mesmo ônibus para escola.

Ahh! Teve show do Bon Jovi e U2 também!

Mal começaram as aulas e tivemos que ir para o Brasil renovar (de novo) o nosso visto H1b. Tem post no blog explicando como é a renovação. O Visto H1b pode ser renovado por no máximo 2 vezes pois a validade dele é no máximo de 6 anos. Aproveitamos a viagem  para ver a outra parte da família que não venho para os EUA este ano e finalmente conseguimos fazer uma viagem a dois depois de 4 anos (pois tinha as avós para cuidar das crianças).

Fomos comemorar os nosso 10 anos de casados em Fernando de Noronha! Que lugar lindo! Merece todos os clichês!! E olha que já viajamos para lugares lindíssimos! Sim, é um destino caro, por isso nunca fomos enquanto morávamos no Brasil. Sempre quando colocávamos na ponta do lápis os custos para se viajar para Noronha, optávamos em viajar para fora do Brasil. Valeu a pena? Sim, sim, sim!!! Cada centavo valeu a pena!

Depois de quase um mês no Brasil voltamos para a nossa vidinha a quatro aqui nos EUA. Chegamos junto com o Outono, época de mudança de estação, o frio esta chegando, os dias estão mais curtos. É um momento de curtir o nosso ninho, a nossa casa e uns aos outros.

Vocês leitores do blog, continuem por aqui! O blog não esta abandonado! (Acho que já escrevi isto antes, rs). Continuem enviando dúvidas e perguntas, vejo todas! As vezes demoro um pouco para responder mas um dia a sua resposta chega tá!

Um grande abraço

Juliana

 

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DETROIT

 

Reinassence Center – Detroit (foto: @morarnoseua)

Depois de quase 4 anos morando aqui em Michigan e escrevendo o blog, me dei conta que escrevi muito pouco sobre a cidade de Detroit. Como neste verão recebemos bastante visitas do Brasil, acabamos indo mais vezes do que de costume para Detroit o que foi muito bom para rever a cidade e notar as boas mudanças que estão ocorrendo por lá.

Muitas pessoas torcem o nariz quando falamos de Detroit. Ainda se tem muito forte aquela imagem dos filmes da década de 80 de uma cidade caindo aos pedaços, feia e violenta. É claro que as sucessivas crises econômicas, que vem desde a década de 50 e que afetaram fortemente a indústria automobilística, castigaram muito a cidade. Detroit passou de uma cidade de quase 2 milhões de habitantes para pouco mais de 700 mil habitantes. Imaginem qualquer grande cidade como Chicago ou New York sem mais da metade da sua população. Ainda tem muitos bairros completamente abandonados, com moradores de rua (homeless) e áreas mal cuidadas, mas esse cenário aos poucos esta mudando.  A cidade tem recebido muitos investimentos privados e desde de que me mudei para Michigan, há quatro anos, eu vejo  downtown Detroit, que é o centro da cidade,  melhorar a cada ano.

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Jefferson Avenue – Detroit (foto: @morarnoseua)

O centro de Detroit, apesar de ser bem compacto, nos dá as vezes a sensação de uma cidade meio vazia, principalmente durante os meses de inverno. Porém durante os passeios que fiz pela cidade neste verão, tive a sensação de uma cidade mais viva com jovens e famílias caminhando pela recém remodelada Woodwoard  Avenue e pelo calçadão ao lado do Detroit river. Lojas e restaurantes novos abriram suas portas, os streets cars (Q-line) voltaram novinhos e até bicicletas disponíveis para locação (como vi em cidades como Montreal no Canadá e em Chicago) tem agora em Detroit.

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Downtown Detroit (foto: @morarnoseua)

Os novos streetcars de Detroit (Q-Line) (foto: @moraranoseua)

A região do Riverfront ou river walk está sendo toda revitalizada. O trecho que fica em frente a famosa torre da GM (Renaissance Center) já está todo pronto. Lá, além de poder almoçar ou jantar em um dos restaurantes que ficam dentro do complexo, você pode fazer caminhada, alugar bicicleta para rodar por downtown,  ter um jantar diferente no Detroit Princess Riverboat ou simplesmente apreciar a vista do Detroit river. Para quem tem crianças, as novas “fontes” com jatos de água que saem do chão, o carrossel e o novo playground fazem a alegria da criançada. (Dica: levem roupinhas extras pois não vi nenhuma criança resistir aos jatos de água, os meu saíram de lá ensopados)

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A nova River walk com os seus jatos de água que fazem a alegria da criançada nos meses de verão! (foto: @morarnoseua)

Recomendo deixarem o carro estacionado no public parking coberto (que é pago) que fica em frente a entrada do hotel do complexo da GM (414 Renaissance Dr W). Paguei 15 dólares por 4 horas de estacionamento. Você retira o ticket na máquina na hora em que entra com o carro, estaciona você mesmo em alguma vaga disponível e na hora de sair coloca novamente o ticket na máquina que vai calcular o valor que pode ser pago com dinheiro ou cartão de crédito na própria máquina. Da região do complexo da GM você pode circular por downtown a pé mesmo, de bicicleta, usar os novos streetscars ou ainda o trenzinho suspenso chamado People Mover que faz um “circulo” passando pelos principais pontos de interesse do centro de Detroit.

 

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Estações do trem suspenso do People Mover por downtown Detroit

Saindo do complexo da GM, se você caminhar pelo River Walk para o lado esquerdo você vai encontrar a fonte que a criançada adora que eu falei acima, o terminal de locar bike e um pouquinho mais para frente, o carrossel com o novo playground ao lado e o Outdoor Adventure Center, espaco inaugurado em 2015 e mantido pelo DNR com atividades educativas para as crianças e que explicam os recursos naturais de Michigan como seus lagos, rios, florestas e dunas (entrada de $5 para adultos e $3 para crianças). Este trecho da Atwater St onde está localizado o Outdoor Adventure Center acabou de ser revitalizado e tem vários apartamentos novinhos de frente para o Detroit river porém, como era uma região repleta de galpões que estavam abandonados (o próprio Outdoor Adventure Center foi construído em um destes galpões), você ainda verá ao fundo alguns desses galpões caindo aos pedaços por lá.

Outdoor Adventure Center

Caminhando para o lado direito (sentido Sul) você vai ver ao longe a Ambassador Bridge, ponte que liga Detroit a cidade de Windsor no Canadá.  Continuando você vai ver o Princess Riverboat e se seguir até o final a river walk termina bem em frente ao COBO Hall, centro de convenção e exposição onde é realizado o famoso salão do automóvel de Detroit. Ali também ainda está o Joe Louis Arena que até o meio deste ano era a casa do time de Hockey de Michigan, os Red Wings. O estádio será demolido e no lugar será construído um novo centro comercial e residencial além de prédios de estacionamento para dar suporte ao COBO.

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Região do river walk em frente ao Joe Luis Arena (foto: @morarnoseua)

Bem em frente ao Princess Riverboat, subindo a escada em direção a downtown vai  ter  uma praça chamada Hart Plaza. Não tem nada de interessante nela, a  não ser um escultura de aço enorme que era para ser uma fonte, mas que parece que não deu muito certo. Durante os meses de verão  costuma ter “feirinha” ou eventos especiais aos finais de semana. É comum você cruzar com algum homeless nesta praça. Não precisa ficar com medo ou apreensivo, eles não vão te assaltar, é o mesmo tipo de homeless com quem você cruza pelas ruas de New York ou qualquer outra grande cidade.

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Hart Plaza – Downtown Detroit (foto: @morarnoseua)

Passe pela a praça, cruze a Jefferson Avenue e você vai sair direto no começo da Woodward Ave. Agora sim você vai encontrar uma nova Detroit! Este trecho da Woodward avenue que vai até a região do Fox Theater e do Commerica Park (estádio dos Tigers) foi toda revitalizada e é  ali que você vai encontrar os principais ícones de Detroit e os novos streetcars. Poucas pessoas sabem mas esta avenida foi a primeira rua pavimentada dos Estados Unidos e o nome oficial dela é M-1(Michigan Highway 1) e ela divide a cidade de Detroit em leste e oeste indo até a  cidade de Pontiac.

A “prainha” do Campus Matius Park no coração de downtown (foto: @morarnoseua)

Caminhando pela Woodward  a gente chega no Campus Matius Park. É nesta praça que na época de Natal eles montam uma árvore de natal enorme com um ring de patinação no gelo bem em frente. Estivemos lá no nosso primeiro inverno aqui em Michigan em 2013.  Este ano no verão foi montada uma “prainha” com várias cadeiras sobre um chão de areia para as crianças brincarem (tinha baldinhos e pazinhas de praia a disposição da criançada) e também para o pessoal que trabalha nos escritórios ao redor relaxarem durante a hora de almoço (se bem que americano quase nunca faz hora de almoço). Neste trecho da avenida você vai encontrar várias opções de restaurantes como o Hard Rock Café Detroit, Shake-Shack, a churrascaria Texas de Brazil, Starbucks, restaurante mexicano, tailandês, bakerys, pubs entre outros.

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Apresentando Detroit para a familia (foto: @morarnoseua)

Ainda neste trecho da Woodward você vai encontrar a estatua “The Spirit of Detroit” e o monumento ao Joe Louis que sempre aparecem em fotos de Detroit. Para quem gosta de arquitetura tem vários edifícios históricos entre eles o Guardian Building que foi todo restaurado e hoje é sede do Bank of América. O saguão principal dele é aberto ao público e a entrada fica pela Congress Street. Assim que você cruzar o Campus Martius a Woodward Ave continua para a esquerda em direção ao Fox Theater, a Detroit Opera House, ao estádio do Tigers (Commerica), o Ford Field (estádio dos Lions – futebol americao) e ao futuro Little Cesar Arena que será o novo estádio dos Pistons (time de basquete) e dos Red Wings com inauguração prevista para o final do ano e com show da Lady Gaga.

Do campus Martius para a direita você vai cair na região da Greektown, lugar repleto de restaurantes e onde fica o Greektown cassino. Todos esses lugares tem estação do People Mover, que você pode utilizar caso não queira caminhar muito.

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Interior do Guardian Building – downtown Detroit (foto: @morarnoseua)

Wayne County Building – prédio histórico lindo, porém encontra-se completamente vazio (foto: @morarnsoeua)

Na região mais oeste na Woodward, região conhecida como Midtown, você irá encontrar o famoso Detroit Institute of Arts , um prédio muito bonito com um acervo riquíssimo de obras de arte. Ali do ladinho temos o Michigan Science Center para passar o dia com as crianças. Tem muitas atividades educativas e um cinema IMAX. Para quem gosta de visitar prédios públicos bem frente fica a Biblioteca Publica de Detroit. Nesta região recomendo deixar o carro estacionado no parking de um dos museus. Por ali também fica o Motor City Cassino Hotel que a noite chama atenção por suas luzes coloridas. É um cassino com hotel de luxo junto. O cassino em si é bacana mas a região ao redor ainda é feia e está com várias obras ao redor.

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Para quem gosta de restaurantes diferentes e com história, temos o The Whitney  também neste trecho da Woodward (4421 Woodward Avenue Detroit) . É uma mansão de 1894 que pertenceu ao homem mais rico de Detroit, o barão David Whitney Jr. Em 1986 ela virou um restaurante com uma arquitetura linda, uma escadaria principal que parece coisa de filme, muito mobiliário antigo e belos vitrais e é claro, muitas histórias de que a mansão é mal assombrada, o que dá todo um charme e mistério para o The Whitney. É um restaurante com um preço diferenciado (entende-se mais caro que o padrão) mas de segunda a sexta das 4-6pm e aos domingos eles tem o chamado Early Evening menu no valor de $40 dólares por pessoa onde esta incluso uma entrada, o prato principal e uma sobremesa (normalmente este é o valor de apenas um prato após as 6pm).

Para quem curte música, o museu da Motown  fica a pouco minutos de carro dessa região. O museu é bem pequeno e os tours (que são guiados) devem ser agendados com antecedência. A região onde fica a Motown é meio feia mas já tem um projeto de um novo museu  da Motown na região “nova” de Detroit.

Outra área de Detroit legal para passear em um sábado de manhã durante os meses mais quentes é no Eastern Market Detroit. É um mercadão com várias bancas de frutas, legumes, pães, flores. Nos galpões ao redor tem peixaria, mercearias, lojas especificas de café, queijos, geleias, mobiliário antigo, artesanatos e artistas de rua. Nesta última visita descobrimos um lugar que vende vários tipos de sucos naturais o que é difícil achar por aqui. Na região também tem vários grafites e a arquitetura do lugar rendem fotos muito bacanas. Na área ao redor do Eastern Market tem vários estacionamentos.

Eastern Market (foto: @morarnoseua)

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Região do Eastern Market Detroit (foto: @morarnoseua)

Outro lugar gostoso para passear nos meses quentes é na Belle Isle Park. É uma ilha que fica bem no meio do Detroit River. Quando estive lá pela primeira vez no final do inverno de 2014 eu a achei bem sem graça e mal cuidada. Na época, a estação do ano não ajudou muito nessa primeira impressão da ilha e ela ainda estava sob a administração da cidade que não tinha dinheiro para cuidar dela. Quatro anos se passaram e hoje a ilha esta sob administração do DNR, isto é, ela virou um parque do Estado. Muitas melhorias já foram feitas desde então,  como manutenção dos jardins e instalação de um novo playground ao lado do Nature Center (aprovado pelas crianças daqui de casa). Na ilha também tem um aquário, um conservatório e um museu mas ainda não entrei nesses lugares para dar a minha opinião.

Para entrar na ilha os carros tem que tem que ter o passe anual no valor de $11 (Recreation Passaport) que permite a entrada em qualquer um dos States Parks de Michigan.  A vista do skyline de Detroit de lá é bem bacana e vale a pena levar a bicicleta para pedalar pela ilha. Durante os meses de  verão é comum encontrar famílias que moram na região de Detroit fazendo churrascos e pic-nics nas áreas verdes. Também é possível locar caiaque e navegar pelo rio que corta a pequena ilha. Nesta ilha é onde ocorre anualmente o Detroit Grand Prix (Indycars series) e uma série de outros eventos ao ar livre.

Belle Isle (foto: google)

 

Agora a pergunta que não quer calar: É seguro passear em Detroit?

Na minha opinião, o perímetro de 2 quarteirões ao redor do Campus Martius Park é uma área super tranquila e segura para se passear por Detroit, assim como a região do Eastern Market e dos museus. Temos que ter em mente que a cidade está se reerguendo então, ainda tem muitas obras na região, como edifícios sendo restaurados, outros sendo demolidos, ruas fechadas em decorrência de novas construções e tapumes de obras em alguns lugares e ainda tem sim, prédios completamente vazios no centro. Quando viajamos, queremos ver lugares bonitos e charmosos e passar longe de lugares feios, porém Detroit tem estes dois lados.

A região de downtown é bem policiada e foram instaladas várias câmeras de segurança. Durante o nosso passeio pelo Riverfront cruzei com vários policiais fazendo a ronda de bicicleta e sempre tem viaturas passando pelas principais avenidas.  Eu passeio em Detroit com as nossas visitas e  com meus filhos pequenos sem neuras. Vou com a minha bolsa a tiracolo e quase sempre estou com o celular na mão tirando fotos. Não sinto medo e nem fico apreensiva em andar a pé pela cidade (diferente de quando estou em São Paulo, sorry São Paulo), mas é claro que como qualquer cidade grande você tem que estar atenta ao que acontece a sua volta.

Ninguém vai chegar em você e te assaltar enquanto você caminha pela cidade ou se estiver parado com o carro no farol (isso não existe aqui), o que a gente escuta as vezes, são casos de furto o que também ocorre em Paris, New York ou em Roma. O problema é que Detroit tem uma má fama que vem de décadas então, qualquer coisa que acontece aqui vira motivo para taxa-la como uma cidade violenta. Detroit requer mais de uma visita para que você consiga enchegar as suas peculiaridades, os seus detalhes e a sua história.

Mas daí você me pergunta: “Juliana, mas eu vejo no noticiário casos de assassinatos e de gangues em Detroit”. Sim, as vezes acontecem crimes feios em determinados bairros da cidade. Normalmente eles estão relacionados ao tráfico de drogas, richas entre gangues e por incrível que pareça, brigas de família. Por isso é sempre bom saber quais lugares são seguros de se visitar. Eu não seria louca de entrar em uma bairro conhecido por ser perigoso, nem em Detroit, nem em Los Angeles, nem em São Paulo e nem em nenhum outro lugar do mundo, é necessário ter bom senso.

Visitar Detroit requer mente aberta. Visitar Detroit é estar preparado para ver o novo de um lado da rua e o decadente do outro. É apreciar arranha-céus espelhados mas ter que passar por bairros mal cuidados para se chegar até eles. É dirigir por highways do primeiro mundo e ver casas abandonadas e queimadas as suas margens. Visitar Detroit é ver com os seus olhos a história de uma cidade que teve um passado rico e glorioso, seguido pela sua total decadência  e saber contemplar hoje, o seu renascimento.

Se você mora aqui perto de Detroit ou já visitou a cidade deixe aqui nos comentários a sua experiência na cidade e dicas de passeios por lá se você tiver!

Se você quiser ter mais opiniões sobre Detroit, tem um post bem bacana no Blog Colagem da Luciana Misura  (post escrito em 2013, um pouco antes de eu me mudar para Michigan) e no blog da  Gaby no Canada  que esteve recentemente na cidade.

No site VisitDetroit.com também tem muita informação sobre a cidade, sempre atualizado.

Está vindo com crianças? Clique no link abaixo para ver as opções de passeios com a criançada na região:

Detroit e arredores com crianças

Quer saber mais sobre a historia de Detroit? Entre no site do Detroit Historical Society

Grande Abraço!

Juliana Fontes

“Todos os textos e fotos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos e fotos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole”

 

 

O que perdemos quando deixamos o Brasil.

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10 de novembro de 2013 – nossa despedida do Brasil

Em novembro deste ano irá completar 3 anos em que estamos morando aqui nos EUA.  Como o tempo passa rápido! Sei que ando meio sumida do blog, devendo posts novos e devendo respostas as perguntas de vocês, seguidores do blog, mas é que a vida de dona de casa aqui nos EUA com dois filhos, sendo que um deles é um bebe, sem uma diarista para ajudar na casa pelo menos uma vez por semana e sem as vovós por perto para dar um help com as crianças não é moleza não! Quem pensa que morar nos EUA é só glamour está completamente enganado.

Bom, mas vamos ao que interessa que é um post novo no blog!!

Depois de 3 anos, acho que já  é possível fazer um balanço realístico de como esta sendo esta experiência de morar fora do Brasil. O terceiro ano é um bom momento para avaliar, como é morar fora do seu país e longe da sua família, já que o deslumbramento dos primeiros anos já passou.

No primeiro ano tudo é novidade! A educação das pessoas, o preço  das coisas, o layout das cidades que faz você se sentir dentro de um filme americano da sessão da tarde, a segurança, as lojas, os restaurantes, a beleza do outono, a neve fofa e branquinha do inverno, até ver o termômetro marcar menos vinte graus célsius no inverno é empolgante! Novos amigos,  fazer aulas de inglês, se encantar com as escolas públicas e com a estrutura das bibliotecas, conhecer lugares novos. Claro que também tem os perrengues deste primeiro ano, mas faz parte do processo de adaptação. Sentimos muita falta da família, mas no primeiro ano tem muita coisa acontecendo, a gente conversa com a família do Brasil pelo Skype quase todo dia, então a saudade não dói muito ainda.

Depois de dois anos morando fora a vida já entrou na rotina. Escola, trabalho, coisas de casa para fazer. Suas visitas aos outlets se resumem a duas vezes ao ano, quando vem família ou amigos te visitar. Você já enjoou de restaurantes do tipo Olive Garden e não acha mais graça em ir no Shopping da sua cidade. Mas você agora conhece restaurantes mais legais, já descobriu aquele mercadinho árabe onde da para comprar algo parecido com requeijão, seu nível de inglês já melhorou e você se sente bem mais confortável para conversar com os americanos. Se locomove de carro para cima e para baixo sem precisar mais do GPS. Você descobre que não vai ser amigo de todo brasileiro que você conhecer. A conversa com a família pelo Skype já não é mais tão frequente, umas duas vezes por semana talvez, afinal todo mundo tem coisa para fazer e a vida das pessoas no Brasil seguiu em frente sem a sua presença. A saudade começa a apertar principalmente aos fins de semana .

Morar fora tem inúmeros pontos positivos como já relatei aqui no blog. Você sai da sua zona de conforto, vive novas experiências, aprende uma nova língua, uma nova cultura, conhece pessoas  novas, sua mente abre para o mundo e você muda como pessoa. Mas  no terceiro ano de vida no exterior, um novo item entrou com força na minha coluna dos pontos negativos: as Perdas.

Morar no exterior é se acostumar, se é que é possível, com as perdas constantes em sua vida. Perdemos o nascimento e os aniversários do sobrinhos. Perdemos os churrascos em família aos domingos. Perdemos o aniversário de 90 anos do meu avo.  Perdemos os Natais em família. Perdemos o encontro de turma do pessoal da faculdade. Perdemos o casamento de amigos queridos e de primos. Perdemos os amigos que fizemos aqui nos EUA pois chegou o momento deles retornarem para o Brasil. Perdemos a nossa presença naquela foto oficial da família. Meus filhos perdem diariamente o convívio com os avós e com os primos. Perdemos nossas avós maternas. Perdemos o último adeus.

Deixamos de fazer parte da vida das pessoas que ficaram no Brasil (mãe, pai e vovós não entram nessa lista). A vida seguiu para todo mundo, para os que partiram e para os que ficaram. E não venha com o argumento de que hoje em dia dá para participar desses momentos via Skype pois não funciona. Nas primeiras festas de aniversários você até tenta entrar ao vivo na festa, direto dos “states” via skype, mas depois você percebe que não funciona. A diferença de horário entre os países não ajuda, as crianças não tem paciência para ficar conversando através de uma telinha e nada substitui a presença física nesses momentos.

Tudo bem, tudo bem, eu sei que a situação do Brasil esta complicada, não tem emprego, não tem segurança, um monte de gente gostaria de trocar de lugar comigo mas para quem tem uma família muito querida é difícil ficar tanto tempo longe.  É difícil não estar presente para compartilhar os sorrisos dos  momentos de alegrias e  nem presente para dar consolo nos momentos de tristeza.

Não me arrependo em ter me mudado para os EUA, está sendo uma experiência única de vida e estamos felizes aqui. Ganhamos segurança, ganhamos liberdade, ganhamos cultura, ganhamos conhecimentos, ganhamos novos amigos mas as perdas estão ali do lado para não nos deixar esquecer que tudo tem os dois lados.

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole.

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Como é Morar em Michigan

E hoje tem um pouquinho de como é morar aqui em Michigan na entrevista que dei para a Carol Mendes do blog www.descobriaamerica.com

“Michigan! Um estado com bastante história para a minha própria família (a parte americana dela, claro), e inclusive ainda temos diversos parentes por lá. Mas se tem uma brasileira que pode nos passar  informações super bacanas sobre o estado, e sobre Wixom (na região de Detroit), onde mora agora, ela é a Juliana Fontes, responsável pelo blog Morar nos EUA. Vamos à leitura? 🙂

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“Meu nome é Juliana, sou esposa do Léo e mãe do Theo e do Thomas! Era dentista no Brasil e aqui sou dona de casa e mãe 24 horas. Adoro mexer com fotos e fazer “scrapbook”. Também tenho um blog chamado Morar nos EUA. Estamos nos Estados Unidos desde novembro de 2013. No primeiro ano, moramos na cidade de Canton, no estado do Michigan, e depois nos mudamos para a cidade de Wixom, também em Michigan, onde já estamos há 2 anos. É uma cidade pequena, como a maioria das cidades de subúrbio, mas todas muito próximas umas das outras e com inúmeras opções de comércio e lazer. No Brasil morávamos no estado de de São Paulo.

Nos mudamos para os Estados Unidos porque apareceu uma oportunidade de trabalho aqui para o meu marido na área dele e, como sempre tivemos vontade de passar pela experiência de morar em outro país, resolvemos encarar esta aventura!

No Brasil eu era dentista especialista em Periodontia, formada há quase 15 anos e com meu próprio consultório. Não foi fácil abrir mão da minha carreira, pois sabia que aqui eu não poderia clinicar. Porém, não me arrependo; a experiência de vida é engrandecedora! Sou uma “stay-at-home mom” (mãe em tempo integral) feliz, mas tem horas que dá saudade de clinicar novamente.

Não tivemos muitos problemas com relação a adaptação à cultura daqui. Posso dizer que me adaptei mais rápido do que eu esperava. Claro que a língua é sempre uma barreira no início, mas isso nunca me impediu de me relacionar com as pessoas e explorar a nossa nova cidade. A presença de amigos brasileiros que já moravam aqui na região nos ajudou muito nessa adaptação. Além disso, o fato do meu filho frequentar a escola pública abriu uma oportunidade para eu ajudar como voluntária na escola dele, o que me ajudou a conhecer as mães americanas. Assim que chegamos aqui, tivemos que começar a vida novamente do zero e entender como o sistema funciona, mas depois dos três primeiros meses tudo entrou nos eixos e vida retomou sua rotina.

A maioria das pessoas que moram na nossa região são pessoas que trabalham na indústria automobilística. Por causa disso também tem muitos estrangeiros por aqui. Eu percebo que as pessoas são muito tranquilas e as famílias são bem grandes, com uma média de 3 a 4 filhos por casal. Os americanos são muito patriotas e adoram demonstrar o orgulho que tem pelo seu país, o que se pode ver pela quantidade de casas ostentando a bandeira dos Estados Unidos do lado de fora e pela participação ativa da população em datas comemorativas, como no feriado de 4 de julho. Me dou bem com os americanos; depois que te conhecem eles são pessoas bem receptivas. Mas cada um cuida da sua vida. Percebi que, desde a infância, os americanos aprendem a ser bem independentes. Ninguém te julga pela roupa que você veste ou pelo carro que você tem. Como qualquer país, aqui há alguns hábitos e costumes diferentes dos nossos brasileiros, mas essa é grande experiência de se morar em outro país: o contato com outras culturas e formas de pensar e olhar o Brasil e nós, brasileiros, por uma outra perspectiva.

Então os americanos são “na deles”; não são como a maioria dos brasileiros que já chega abraçando e beijando uma pessoa que acabou de conhecer e que em menos de meia hora de conversa já virou o seu melhor amigo de infância. Mas eles são muito, MUITO educados e adoram conversar com quem vem de outro país, principalmente do Brasil, que para eles é um destino exótico! E assim, aos pouquinhos eles vão se abrindo. Tenho amizade com duas americanas mães de amigos do meu filho, de frequentar a casa delas e elas a minha. Nossos maridos se tornaram amigos e sempre rola um churrasco aqui em casa ou um hambúrguer na casa deles! Tem que ter a mente aberta, sem preconceitos !

Agora sobre os pontos positivos e os pontos negativos de morar em Wixom, minha cidade atual:

  • Pontos positivos – Em primeiro lugar, a segurança. Mesmo estando a apenas meia hora de Detroit, que é considerada uma das cidades mais violentas dos Estados Unidos, nós nos sentimos muito seguros em Wixom. Poder entrar e sair de casa sem ter que procurar por algum “suspeito”, deixar o seu carro estacionado em qualquer lugar, sem medo de que ele possa ser roubado e ficar parada no semáforo com o vidro do carro totalmente aberto (no verão de Michigan claro!) para mim não tem preço. Em segundo lugar, é a presença de boas escolas. Meu filho adora a escola e já está fluente em inglês. Isso vai ser um diferencial no futuro dele. Além disso, a presença de muitas áreas verdes e inúmeros parques para recreação aos finais de semana. Uma outra coisa linda aqui de Michigan e que eu adoro é poder presenciar a mudança das estações do ano. Cada estação aqui é muito bem definida e tem a sua beleza particular. Mas a minha preferida é o outono! É lindo ver as folhas das árvores se tingindo de vermelho, laranja e amarelo! É uma paisagem que não temos no Brasil e acho que por isso me encanta tanto!
  • Pontos negativos – Os meses de inverno são os mais difíceis. No começo é legal, a neve é linda, brincamos na neve, fazemos “sledding” (tobogã na neve)… mas depois de dois meses de muito frio e neve, começa a baixar uma certa depressão. Um outro ponto negativo é falta de transporte público. Não existe linhas de ônibus, nem de trem, nem metro e táxi só o do aeroporto. Aqui você é obrigado a ter um carro.

Apenas complementando as informações sobre o clima em Wixom, em geral as estações são bem definidas no estado de Michigan. Temos um inverno bem gelado com muita neve, uma primavera chuvosa, um verão bem quente e úmido (aqui tem muitos lagos e muito verde!) e um outono lindo com temperaturas amenas.

Nos meses de primavera, verão e outono, as opções para relaxar nos finais de semana são ir aos parques, fazer pic-nic, andar de bicicleta, passear pela região norte do Estado. Durante o inverno acabamos ficando mais dentro de casa, mas gostamos de ir ao cinema, casa de amigos, praticar ice-skating. Quando a temperatura permite, gostamos de fazer “sledding” nos parques. Para quem gosta e sabe esquiar, tem algumas opções de estações de Ski no norte de Michigan.

A região em que moramos não é uma área turística. Dificilmente alguém do Brasil vai escolher Michigan como destino de férias nos Estados Unidos, ainda mais Wixom! A grande maioria das pessoas que vem para a região de Detroit é para negócios ou para participar de congressos, principalmente relacionados com a indústria automobilística. Mas Michigan tem várias boas surpresas! Existem diversos museus na região de Detroit, ainda não tive a oportunidade de ir, mas dizem que o Detroit Institute of Arts Museum é muito bom. Tem o Detroit Zooque fica em Royal Oak que é bem legal para passear com crianças. The Henry Ford é um museu que conta um pouco da história americana e da indústria automobilística. Passear no Riverfront em downtown Detroit e observar a cidade de Windsor, no Canadá ali do outro lado do Detroit River também é um ótimo passeio para os dias quentes de verão e, se você tiver visto canadense, é só cruzar a ponte que você já estará no Canadá. Tem também um museu a céu aberto chamado Greenfield Village que fica na cidade de Dearborn, bem próximo a Detroit, é um lugar muito legal, que reproduz uma vila americana do início do século dezenove, sempre tem atividades especiais em datas comemorativas e vale muito a pena a visita, um passeio para a família inteira! Durante os meses de verão, uma visita às praias da região norte de Michigan é passeio obrigatório. A região é muito verde, muito linda e a cor turquesa e a imensidão do lago Michigan no verão é uma surpresa indescritível! Se tiverem a oportunidade de ir para o norte de Michigan, não deixem de visitar as cidades de Traverse City,Sleeping Bear Dunes, Mackinac Island, Petroskey, Silver Lake Dunes. É muito comum, durante o verão, as famílias alugarem trailers e acamparem nos diversos parques da região norte. A Upper Peninsula de Michigan é linda também e tem lugares lindos e prais de lago inacreditáveis!

Quanto a ter contato com brasileiros, temos um grupo de amigos brasileiros, sim. Sempre que possível procuramos nos encontrar, mas não temos o hábito de frequentar encontros de brasileiros. Na nossa região há muitos brasileiros, portanto, diversos eventos da comunidade, mas não nos prendemos a isso. Temos a mente bem aberta e temos amizades com americanos também. Não nos fechamos em uma comunidade.

Já sobre mercados que vendam produtos brasileiros em Wixom, não temos. Tem um na cidade de Ann Arborchamado Tienda La Libertad, que na verdade é mexicano mas tem algumas coisas brasileiras. Brasileiro mesmo não tem!

A mesma coisa em relação  restaurantes: nenhum em Wixom! Tem a churrascaria Gaucho, em Northville, cujo dono e até alguns garçons são brasileiros. Também tem uma outra churrascaria em Detroit, a Texas de Brazil. O que tem aqui são brasileiras que cozinham comida caseira para fora como feijoada, moqueca, feijao e salgadinhos.

Quanto à saudade do Brasil, sentimos falta da nossa família! E das praias brasileiras.

Às vezes pensamos em voltar a residir no Brasil no futuro, por causa da saudade da família e para que os meninos possam conviver mais com os avós. Mas quando vemos a situação de violência e corrupção que se encontra o Brasil, a vontade passa.

Muitas pessoas sonham em vir morar aqui nos Estados Unidos. O meu conselho é que se você quer mesmo vir pra cá, corra atrás, estude inglês e se especialize. Tem que ser uma decisão muito bem pensada. Aqui é um país seguro, com ótimas escolas, ótimas opções de lazer, mas também tem que se trabalhar muito e o custo de vida não é barato. Algumas pessoas se iludem achando que nos Estados Unidos tudo é mais barato que no Brasil, mas não é bem assim. Comprar um carro ou fazer compras nos outlets pode até ser mais barato que no Brasil, mas pagar aluguel de casa, arcar com um plano de saúde, contas de água, luz e gás pesam bastante no orçamento no final do mês, então tudo tem que ser levado em consideração. É uma mudança de vida muito grande, as culturas são diferentes e você sempre será um estrangeiro aqui.”

Juliana Fontes

A entrevista acima foi dada com exclusividade para o blog descobriaamerica, é proibido qualquer tipo de reprodução da mesma.

Abraços!

Juliana

Michigan Fireworks

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Detroit Fireworks (image: google)

Por volta do dia 20 de Junho deu início as comemorações de 4 de Julho aqui em Michigan (Indepence Day). Com o começo do verão por aqui, os principais eventos comemorativos são  as queimas de fogos em diversos lagos e parques das cidades. Não sei se nos outros estados americanos também é assim, mas aqui em Michigan entre o final do mês de Junho até o  dia 4 de julho tem queima de fogos quase todos os dias em diferentes lugares, tem até um cronograma com as datas e os locais para quem quiser acompanhar as queimas de fogos por com site e tudo!

Fireworks Displays in Michigan

Ontem (28/6) aconteceu a principal queima de fogos na cidade de Detroit as margens do Detroit River. Nunca fui lá ver pessoalmente a esta queima de fogos mas pelos vídeos que assisti na internet foi muito bonito!

Detroit Fireworks video

É  super comum ver tendas enormes nos estacionamentos das lojas vendendo tudo o que é tipo de fogos de artificio, é a sensação do momento por aqui. Tem até lojas enormes especializas na venda de fogos de artifício como a Phantom fireworks

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Phantom fireworks store

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Venda de fogos de artificio no estacionamento do mercado

Como já falei em outro post, o ano novo aqui em Michigan é muito sem graça, pois é inverno aqui, está frio e com neve, então ninguém vai lá fora soltar fogos, fica todo mundo dentro de casa ou em festas em recintos fechados. Então estas comemorações do 4 de Julho acabam lembrando muito as nossas comemorações de final de ano do Brasil. Claro que não dá para comparar com a queima de fogos do Rio de Janeiro (aqui eles soltam os fogos um por um, vamos assim dizer e só no final tem aquela explosão de fogos ao mesmo tempo), mas é bonito de assistir e as crianças adoram claro!

Abraços!

Juliana

O Parto – Gravidez nos EUA

Foi Cesariana. Não foi dessa vez que passei pela experiência de ter um parto normal. Por razões médicas tive que fazer uma “C-Section” nove dias antes da minha “Due Date” como  chamam a data prevista do parto nos EUA (o que corresponde a 40 semanas de gestação). Mas o que realmente importa é que a cirurgia foi tranquila e o nosso bebe nasceu super saudável!

A minha C-section não estava agendada, então assim que eu sai do consultório da minha médica, depois de uma consulta de pré-natal de rotina, ela já notificou o Hospital que eu iria dar entrada na parte da tarde.

A Chegada no Hospital

Assim que chegamos no hospital demos entrada na parte burocrática que foi preencher e assinar alguns papeis, apresentar documento de identificação (driver license) e o cartão do plano de saúde. Sai da recepção já com uma pulseira de identificação no meu braço e fui encaminhada, junto com o meu esposo, para o nosso quarto no hospital. Uma funcionária do hospital nos acompanhou até o quarto.

O quarto era igualzinho ao que vimos durante a visita no hospital. Logo depois de dominarmos o quarto com nossas coisas como mala da mamãe, do bebe e do papai (que mais tarde descobri que não usaria praticamente nada do que eu levei) a enfermeira responsável se apresentou e conferiu toda a minha ficha clinica que a minha médica já havia encaminhado para o hospital. Depois a médica que iria fazer o meu parto venho conversar comigo. Não foi a minha médica oficial do pré-natal e sim uma das médicas da clínica com quem eu já havia passado durante o “rodízio” de médicos durante as consultas de pré-natal, pois era ela quem estava de plantão no dia.

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Nosso quarto no hospital

Fiquei no quarto aproximadamente por cinco horas aguardando o momento do meu parto (eu e o bebe sendo monitorados durante todo esse tempo). Durante esse período fui medicada, apresentada para as outras enfermeiras, respondi a um questionário enorme pois optamos em doar o sangue do cordão umbilical do bebe para pesquisas com células tronco e aquelas coisas básicas de hospital. O anestesista venho se apresentar e fazer algumas perguntas e explicar o procedimento da eperidural antes de eu ser levada para o centro cirúrgico.

O Parto

Durante o parto, toda a equipe de dentro do centro cirúrgico foi ótima e atenciosa. A todo momento o auxiliar do anestesista ficou ao meu lado perguntando como eu estava me sentindo. O meu marido entrou no centro cirúrgico para assistir ao parto depois que eu já estava anestesiada. A cirurgia foi super rápida e o nosso bebe nasceu chorando a pleno pulmões!!

Assim que ele nasceu, a pediatra que estava presente no centro cirúrgico, realizou os primeiros cuidados com o bebe, logo em seguida ele foi entregue para o meu marido que ficou com ele nos braços ao meu lado. Diferente do Brasil o bebe não foi colocado sobre o meu peito logo após o nascimento.

Um fato que achei interessante foi que os instrumentistas cirúrgicos contaram todos os instrumentos cirúrgicos e o número de gazes que iriam ser usadas durante a cirurgia em voz alta antes da cirurgia começar, e assim que terminou o parto eles recontaram tudo novamente em voz alta (inclusive as gazes).

Outra coisa diferente foi que antes da cirurgia começar a médica pediu para eu responder algumas perguntas como qual era o meu nome completo, o porque que eu estava deitada naquela mesa cirúrgica e que tipo de cirurgia seria realizada em mim. Eu ali nervosa e ansiosa e meu cérebro tendo que processar e responder as perguntas em inglês, não gostei desse interrogatório bem ali na hora do parto.

Assim que a cirurgia terminou fui direto para o meu quarto. Meu marido na frente empurrando o bercinho com o bebe e eu atrás.  No Brasil eu fiquei duas horas sozinha em uma sala de recuperação antes de ir para o quarto e o bebe ficou no berçário durante todo esse tempo.

Quando entramos no quarto, os avós e o irmão mais velho já estavam lá ansiosos para conhecer o novo membro da família!

A estadia no Hospital

 Durante a minha estadia no hospital, que foi de 3 dias, o bebe ficou ao meu lado no quarto. Ele foi levado do quarto apenas três vezes: para fazer o teste de audição, o teste similar ao do pezinho que é feito no Brasil e no último dia o teste no bebe conforto (car seat), onde colocaram o bebe no car seat que vamos usar no carro e lá ele ficou por aproximadamente uma hora tendo os sinais vitais e respiração controlados para ver se o nosso bebe conforto era seguro para ele.

Outra coisa diferente do Brasil é que aqui o lema americano DIY (Do It Yourself) ocorre no hospital também. Durante toda a minha estadia no hospital foi o meu marido que fez as trocas de fraldas do bebe. As enfermeiras só trocavam a fralda dele quando vinham examiná-lo. Logo que chegamos no quarto a enfermeira já nos mostrou onde ficavam as fraldas, trocas de roupas e lencinhos para os cuidados com o bebe. E também deixou todos os itens de higiene para o meu uso no banheiro, incluindo uma cinta pós-parto. Lembro que no Brasil as enfermeiras me ajudaram bastante neste quesito “cuidados com a mamãe”. Também tinha que preencher uma tabela com a hora em que o bebe mamou, o tempo em que ele ficou mamando e de qual lado, além de ter que anotar as vezes em que ele fez xixi ou coco.

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Cantinho do bebe dentro do nosso quarto

Outra coisa diferente foi o “banho” do bebe. Aqui eles deram um “banho” no bebe com toalhinhas umedecidas no segundo dia pós-parto. Um dos motivos é não molhar a região do umbigo para ele secar mais rápido. Eles não passam nada no umbigo, nem álcool 70 como me aconselharam passar no Brasil (o que fez sentido pois o umbigo caiu no 5 dia após nascimento, o do Theo demorou mais).

Tanto eu como o bebe éramos examinados várias vezes durante o dia. Perdi a conta de quantas vezes a minha temperatura e a pressão arterial foram  aferidas. Toda medicação administrada em mim ou no bebe tinha o código de barras escaneado e as nossas pulseiras de identificação também eram escaneadas antes do inicio de qualquer exame e tudo ia direto para o computador ou para o tablet da enfermeira. Também recebia medicação para dor de 6 em 6 horas e já sai do hospital com os meus remédios na bolsa para os próximos dias, o que evitou uma parada desnecessária na farmácia na saída do hospital.

Os cuidados da equipe médica

A atenção da equipe médica comigo e com o nosso bebe foi nota dez! Enfermeiras gentis e atenciosas. A única reclamação que fizemos foi com relação a pediatra que fez o exame do bebe no segundo dia. Achamos que ela não o examinou direito e ficou toda nervosa quando ele regurgitou nela (ela venho examina-lo na hora em que ele estava mamando). Reclamamos com a minha médica sobre o atendimento da pediatra e um pouco depois a enfermeira chefe venho ao nosso quarto pedir desculpas e disse que providencias seriam tomadas. No dia seguinte outra pediatra venho examiná-lo e ai sim foi feito um exame cuidadoso e minucioso no nosso bebe.

Também recebi duas vezes a visita no quarto de uma consultora em amamentação que me orientou e ficou ali do meu lado, na prática, me ensinando a maneira correta de amamentar  o bebe (tem coisas que a gente esquece depois de 7 anos).

Aqui ele tomou apenas a primeira dose da vacina para Hepatite B no hospital. Aqui não é dada a BCG, aquela que deixa a “marquinha” no braço.

Um fato curioso é que toda hora que uma pediatra ou enfermeira diferente vinham examinar o bebe, sempre me perguntavam se eu havia optado em fazer a circuncisão nele, até a consultora de amamentação perguntou. Falei que no Brasil esse procedimento não era comum (exceto por razões religiosas) e elas me disseram que aqui nos EUA é comum fazer a circuncisão nos bebes, que é tipo uma “tradição” de família onde se o pai foi circuncidado o filho provavelmente irá ser também. Mais uma diferença cultural entre os países.

Segurança

Tanto eu como o bebe recebemos uma pulseira com um chip. Caso o bebe se aproximasse de outra mãe (isto é, com um chip diferente) o chip iria disparar um alarme. Se por algum motivo o bebe saísse da área de controle da maternidade um alarme seria disparado, os elevadores do andar da maternidade iriam parar e a segurança do hospital seria acionada.

Alimentação no Hospital

No hospital em que eu fiquei as enfermeiras não eram responsáveis em trazer refeições para mim. Se eu tivesse fome eu era responsável pela minha alimentação. Tinha um frigobar no quarto para eu armazenar as comidinhas que eu trouxe de casa como iogurte e suco e tinha um cardápio do restaurante do hospital para eu solicitar refeição no quarto caso eu quisesse. Tinha uma pequena copa no corredor dos quartos com máquina de café, de refrigerante, microondas para esquentar comida  e alguns snacks para a gente se servir (no caso o papai).

Mala do bebe?

Durante toda a estada no hospital (3 dias) O nosso bebe ficou o tempo inteiro com uma roupinha que foi fornecida pelo hospital. Ele ficava de fralda, uma camisetinha tipo pagão e era colocado dentro de um saquinho bem quentinho. Ele só usou a roupinha que eu levei para o hospital na hora de vir para casa. Eu também fiquei os dois primeiros dias com a camisola fornecida pelo hospital, apenas na última noite coloquei a que eu trouxe de casa. Resumindo: não precisa levar praticamente nada para o hospital para se ter um bebe por aqui. É tudo muito simples e prático.

Visitas no Hospital

O nascimento de um bebe aqui é um momento muito íntimo da família e reservado para as pessoas bem próximas dos pais do bebe. A sala de visitas da maternidade ficava praticamente vazia o tempo todo. No quarto, apenas as pessoas mais próximas como papai, e avós do bebe. O movimento nos corredores dos quartos era bem pequeno, diferente de quanto eu tive meu primeiro filho no Brasil onde os corredores da maternidade São Luiz pareciam uma festa! Aqui também não tem enfeite na porta do quarto da maternidade com o nome do bebe.

Zica Virus

Estivemos no Brasil no final do ano de 2015. Minha médica do pré-natal me liberou para a viagem desde que tomasse cuidados necessários e além disso a fama do Zica vírus ainda não havia chegado aqui nos EUA. Quando a médica que fez o meu parto (que como falei não foi a minha médica) viu no meu prontuário que eu havia estado no Brasil ela entrou no quarto assustada e quis saber detalhes sobre a minha estada no Brasil, se eu tinha tido sinais de gripe e coisa e tal, mas depois que explicamos toda situação ela se acalmou. Brinquei com o meu marido que mais um pouco eles iam colocar aquelas fitas amarelas de isolamento no nosso quarto rsrsrsrs.

Conclusão

Os meus dois partos foram lindos. Foram um pouco diferentes mas não posso dizer se aqui foi melhor que no Brasil ou vice-versa. Gostei do esquema mais intimista do parto aqui mas ao mesmo tempo senti falta de uma “festinha” a mais no quarto com a presença da família que infelizmente estava no Brasil neste momento tão especial.

Agora é só esperar chegar a conta do hospital ….aí  que medo! rsrsrsr …. o que será assunto para um outro post.

Visita ao Hospital

Pré-natal nos EUA

Grávida nos EUA

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A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar mas não copie e cole.

10 dicas que irão facilitar o seu dia-a-dia nos EUA

O grande dia chegou! Você vai morar nos EUA!! Para te ajudar separei 10 dicas que podem ser úteis no seu dia-a-dia por aqui:

1- CONTINUE ESTUDANDO INGLES

Por mais que você ache que o seu nível de inglês é muito bom, se você nunca morou em outro país de língua inglesa, assim que você chegar aqui você vai perceber que o seu inglês é horrível e que entender os americanos falando é mais difícil do que você imaginava! Não se sinta intimidado, isto é normal, com o passar dos meses o seu ouvido vai se acostumando com o inglês no dia-a-dia, mas não se esqueça de fazer a sua parte também e estudar a língua inglesa pois você não vai melhorar o seu inglês se não se esforçar a falar em inglês. Além do mais é uma questão de educação e consideração você aprender a falar a língua do pais que você escolheu para morar. Os americanos não têm a obrigação de entender o que você está falando (afinal é você quem está no país deles) e sim você é que tem que se esforçar para melhorar o seu inglês dia após dia e entender o que eles estão falando.

Uma dica que eu dou e que funciona comigo é que sempre que alguém falar com você e você não entender, seja humilde, ponha um sorriso no rosto e diga que não entendeu, que acabou de chegar do Brasil (eles adoram cruzar com brasileiros) e que está aprendendo a falar inglês, e que se ele pode repetir a pergunta mais devagar.

2- EXPLORE O SEU BAIRRO/CIDADE

Conheça a região em que você vai morar. Entre nas lojas, nos supermercados mesmo que não vá comprar nada. Descubra onde fica a agencia dos correios (Post Office), a Secretary of State (local onde se resolvem coisas burocráticas como carteira de motorista, documentos de veículos, etc), onde é a prefeitura (City Office), a Biblioteca (library), Hospital mais próximo, a agencia bancária e tudo mais que tiver na sua região.

3- BEM VINDO AO PAÍS DO FAÇA VOCE MESMO – DIY (DO IT YOURSELF)

– Na hora de abastecer: Aqui é você quem abastece o seu carro. Uma dica é estacionar o carro com o lado onde está a abertura do tanque de combustível voltado e próximo da bomba de combustível pois as mangueiras aqui são curtas. Se for pagar com dinheiro (espécie) você estaciona o carro em frente a bomba, verifica qual o número da bomba, vai até o interior da loja de conveniência e paga o valor que você deseja colocar no carro. Se for pagar com cartão é só seguir as orientações que aparece no visor da bomba de combustível, selecionar o tipo de combustível e abastecer. Algumas bombas solicitam para você colocar o ZIP code da região em que você mora. Não se esqueça de fechar o tanque depois de abastecer.

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– Self-Checkout nos supermercados: A quantidade de caixas onde é você mesmo quem passa as suas compras no leitor de código de barras, paga e empacota tudo sozinho é bem maior do que os caixas com atendentes. Eu particularmente prefiro os self-checkouts pois normalmente não tem fila. Para o caso de frutas e legumes que não tenham código de barras, é só colocar o produto na balança que estará na sua frente e digitar o número que está em uma etiqueta no produto (exemplo: PLU 1047), se for necessário a máquina vai pedir para voce digitar a quantidade. Só utilizo o caixa tradicional quando faço compras maiores no supermercado. Quando você passar as suas compras no caixa que tem atendente, normalmente é ele (a) quem empacota as suas compras. No final da compra, se você fizer o pagamento com cartão de débito terá a opção de “Cashback“, isto é, você pode sacar dinheiro em espécie ali mesmo no caixa do supermercado, o que facilita a vida pois você não precisa ficar indo em banco ou procurar caixa eletrônico para sacar dinheiro.

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– Lavar o carro: Os lava-rápido aqui são super práticos! Você para em frente a um aspirador gigante e aspira a sujeira você mesmo e joga o lixo que se acumulou durante a semana no latão que fica do lado do aspirador. Depois segue em frente com o carro e coloca o dinheiro da lavagem na máquina ou entrega para um atendente que fica na entrada do “túnel” de lavagem propriamente dito. Coloca o carro no ponto Neutro e um trilho vai puxando o seu carro para o interior do túnel onde a lavagem é realizada pela máquina. Fique atento na saída do túnel para sair rapidinho com o carro, principalmente se tiver outro carro vindo atrás de você. Se tiver um outro atendente na saída do túnel com um paninho oferecendo para secar o seu carro e você concordar não se esqueça de dar uma caixinha para ele  (normalmente eles pedem $1,00). O valor da lavagem simples por aqui varia de $3,50 a $5,00 dólares.

– Limpeza da casa: Serviço de diarista ou empregada doméstica são caros por aqui. Normalmente ninguém tem empregada, somos nós mesmos que cuidamos da nossa casa e roupas. A secadora ajuda a não ter que passar as roupas do dia-a-dia (se você dobrar ou pendurar as roupas ainda quentes assim que saírem da secadora, não precisa passar). Aqui em casa camisetas e moletons vão direto da secadora para o guarda-roupa. Passo as camisas sociais, mas se não souber passar tem a opção das lavanderias que cobram em média $1,50 dólares para passar camisas. A lava-louça também ajuda bastante na cozinha.

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Handman: Se você gosta e sabe  fazer pequenos consertos em casa ou tem um marido ou esposa que gosta, você irá economizar um bom dinheiro por aqui, pois a mão de obra referente a serviços aqui é cara! Saber trocar chuveiro, lâmpada, instalar uma geladeira, máquina de lavar, montar um armário entre outras coisas vai te ajudar muito por aqui.

Dica: hoje em dia com o YouTube tem vídeos que te ensinam a fazer de tudo! E em lojas como Menards, HomeDepot e Lowes você encontra tudo o que precisa.

4- NÂO ESQUECA DAS GORJETAS

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Sempre que for a algum restaurante tem que dar gorjeta (TIP) para o garçom. No mínimo 15% do valor da conta. Se ele foi simpático e te atendeu super bem o ideal é dar 20%. Lembre-se de que a gorjeta é referente ao serviço do garçom. Se a comida estava ruim, você tem que reclamar da a comida e não descontar da tip do garçom. Neste caso o restaurante vai trocar o seu prato, ou te dar um desconto no valor da conta ou uma sobremesa de graça, alguma coisa eles vão fazer para te agradar e não perder o cliente claro. Oferecer menos de 15% de gorjeta para o garçom significa que ele te atendeu muito mal.

Lembre-se de que eles vão trazer a conta sem você pedir, não é falta de educação ou  não significa que ele está te expulsando do restaurante, é apenas a cultura deles.

5- PONTUALIDADE

Americano é pontual. Esse negócio de combinar de jantar as 7 da noite e aparecer quase oito horas não existe por aqui, é uma tremenda falta de consideração com a pessoa que está te esperando. Isso serve para tudo: negócios, jantares, festa de aniversário, playdates para quem tem filhos.

6- CONSUMIDOR AQUI É REI!

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Uma das coisas que eu acho mais fantástica por aqui é a facilidade de trocar e retornar produtos nas lojas! Comprou uma coisa e venho com defeito, ou simplesmente usou e não gostou? Pode devolver na loja sem maiores burocracias. Na grande maioria das vezes você nem precisa trocar por outro produto, eles te devolvem o valor da mercadoria em dinheiro ou extornam no seu cartão de crédito. Importante ter sempre a nota fiscal de compra e trazer o produto com a etiqueta de compra no caso de roupas ou na embalagem original (ela pode ter sido aberta sem problemas, mas é bom não estar rasgada, amassada …). Você pode trocar e devolver tudo, desde de roupas a produtos eletrônicos, já vi gente devolvendo até comida em supermercado!!

Outra dica legal é que a grande maioria das lojas cobrem o preço do Amazon! Então sempre que for comprar alguma coisa, principalmente produtos mais caros como eletrônicos, antes de passar no caixa entra no site do Amazon e verifica o valor, se estiver mais barato é só mostrar o celular com o preço do produto no Amazon para o caixa que ele faz o mesmo valor para você! Já utilizamos dessa estratégia (que aqui eles chamam de Price-match) em lojas como Best Buy, BuyBuyBaby e Toy R US.

E não se esqueçam de usar os cupons de descontos!!

Faça o cartão de Rewards da lojas e farmácias, isso te ajuda a ganhar descontos,  acumular pontos e economizar!!

7- HOSPITAL SÓ SE FOR REALMENTE NECESSÁRIO

Como já falei em posts anteriores aqui no blog (Planos de saúde nos EUA), a saúde aqui nos EUA é cara! Mesmo tendo plano de saúde você terá que pagar co-participações em atendimentos e exames, então a dica que eu dou é evitar ir a hospitais por causa de coisas simples como uma gripe, uma dor de garganta fraquinha, dor de barriga ou unha encravada. Claro que se os sintomas persistirem você deve procurar um médico, principalmente se você tiver criança em casa, mas faça uso do bom senso. Existem planos de saúde que tem médico via telefone, isto é você liga, descreve os seus sintomas e conforme for ele te passa as orientações do que fazer.  Caso seja necessário ir a um médico agende uma consulta com o seu médico de família (não apareça na clínica sem agendar pois será considerado atendimento de emergência). Se for uma situação mais séria e você não conseguir um horário para o mesmo dia com o seu médico ou é fim de semana e a clínica está fechada, procure um Urgent Care Center. Só se dirija a um Emergence Room em um Hospital se for um caso muito sério mesmo como suspeita de infarto, AVC… Se bem que nestes casos o ideal é ligar para o 911 pois em minutos a ambulância e os bombeiros estarão na porta da sua casa!

8- A TERRA DA MARMITA

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Se você vai trabalhar fora  e quiser manter uma alimentação saudável e fugir dos fast-foods, a marmita vai fazer parte do seu dia-a-dia. A grande maioria das empresas daqui não tem refeitórios, principalmente pelo fato de que o americano não tem o hábito de almoçar “comida de verdade” como nós brasileiros. Se você mora fora de uma grande cidade como New York, Los Angeles ou Chicago, ir almoçar na praça de alimentação do shopping ou no “quilão” da esquina não será uma opção para você, vai ter que levar comida de casa sim!

Nas lojas como Marshalls e HomeGoods e até mesmo nos supermercados você vai encontrar vários opções bem bacanas de “lancheiras térmicas” para adultos para você levar para o trabalho. Normalmente nas empresas tem uma pequena copa com microondas, pratos e talheres para você utilizar na hora do almoço.

A mesma coisa vale para quem tem filhos. Como eles ficam o dia todo na escola eles almoçam por lá. Os pais tem a opção de comprar o “almoço” da escola, mas se você não quer que o seu filho se entupa de nuggets, pizza, tacos e macarrão com queijo diariamente, ele vai ter que levar comida de casa também!

9- ABRA A SUA MENTE E O SEU CORAÇÃO PARA UMA NOVA CULTURA

Aqui não é o Brasil, é outro pais, outra cultura, outra língua, pessoas que foram criadas e cresceram de uma maneira diferente de você, então tudo vai ser diferente e você vai ter que se adaptar a essas diferenças para que a sua vida flua de uma maneira mais fácil. Isso não quer dizer que você tem que esquecer suas raízes e as coisas que você gosta do Brasil, mas você não pode ficar fazendo drama por não achar o corte de carne que você costumava comprar no açougue do Brasil ou porque é difícil achar pão-de-queijo por aqui ou ainda porque aqui não vai passar a final do campeonato brasileiro de futebol na televisão!

10- NÃO EVITE OS AMERICANOS !

Americanos são bacanas!! Eles são na deles, não são como a maioria dos brasileiros que já chega abraçando e beijando uma pessoa que acabou de conhecer e que em menos de meia hora de conversa já virou o seu melhor amigo de infância, mas eles são muito, MUITO educados e adoram conversar com quem venho de outro país, principalmente do Brasil que para eles é um destino exótico! E assim, aos pouquinhos eles vão se abrindo. E se você tem filhos na escola, ou se eles praticam algum esporte, essa vai ser uma grande oportunidade de fazer amizades com as mães e os pais dos colegas dos seus filhos! E ter um amigo americano vai te ajudar com dicas que só quem nasceu e cresceu aqui podem dar!

Faça a sua parte, seja receptivo e se esforce para conhece-los! Você nunca vai fazer amizade com um americano se na primeira tentativa dele em conversar,  você soltar um “I don’t speak English”, virar as costas e ir embora.

Claro que existem exceções, assim como no Brasil,  onde podemos conhecer pessoas bem legais e outras insuportáveis. Não venha com o pré-conceito de que os americanos são arrogantes e se acham os donos do mundo, é mentira! A maioria das pessoas que falam isso nunca sequer colocaram os pés aqui nos EUA.

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Juliana

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