Fim de semana em Petoskey-MI

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M119 – Harbor Springs

No final do mês de outubro fomos conhecer a região de Petoskey aqui  de Michigan que fica na  área conhecida como Little Traverse Bay. Petoskey é um destino de praia (praia formada pelo gigantesco lago Michigan) muito frequentado nas férias de verão aqui de Michigan entre os meses de Maio e Setembro. Porém no outono a região também faz sucesso devido a mudança nas cores das folhas das árvores que vão do tom vermelho, passando pelo laranja até chegar no amarelo ouro o que dá para a região um efeito visual lindo!

Saímos na sexta-feira a tarde e ao invés de ir direto para Petoskey desviamos para oeste sentido Traverse City. A viagem em si em direção ao norte de Michigan já é por si só um deleite para os olhos, ver todas aquelas árvores coloridas beirando as estradas é lindo demais! Já estivemos em Traverse duas vezes mas como desta vez estávamos com os meus pais queríamos que eles também conhecessem esta cidade que é um dos destinos turísticos mais famosos aqui de Michigan.

Chegamos quando já estava anoitecendo em Traverse e ficamos hospedados no Grand Beach Resort Hotel. O Hotel fica bem localizado, bem de frente para a praia. O tempo não ajudou muito, estava frio e com uma garôa fininha. O hotel tinha uma piscina indoor o que foi o ponto alto para o Theo nesse primeiro dia de viagem. Depois da piscina e de um banho saímos para jantar. Os restaurantes da rua principal do centro de Traverse City estavam bem cheios, acabamos jantando em um restaurante mais próximo do hotel, já que com um bebe não da para arriscar ficar em fila de espera em restaurante.

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Praia em frente ao Grand Beach Resort Hotel. No verão deve ser ótimo!

Recomendo fortemente reservar os hotéis antes de ir para esta região. Mesmo não sendo alta temporada, a maioria dos hotéis estavam lotados! Se você também tem a intensão de jantar em algum restaurante em especial também recomendo ligar para o local durante o dia e fazer reserva se não quiser esperar mais de uma hora na fila por uma mesa.

O quarto do hotel era muito bom,  com duas camas queen-size, uma mini copa com microondas, frigobar e pia o que facilita a vida de quem esta com um bebe e precisa fazer papinhas e preparar mamadeiras. O ponto negativo do hotel foi a não disponibilidade de berço para bebe (esqueci de solicitar quando fiz a reserva), um cheiro (fraco) de cigarro no quarto, mesmo o hotel sendo smoky-free e a sala de café da manhã era muito pequena com relação ao tamanho do hotel, o que tornou a hora do café da manhã tumultuada.

No dia seguinte , o tempo estava um pouco melhor e passeamos um pouco pela cidade.  Fomos conhecer o The Village Grand Traverse Community. Para mim o mais legal do local é a área externa, o que rendeu bonitas fotos. Lá também tem restaurante e lojinhas.

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The Village Grand Traverse Community

Na saída paramos na Grand Traverse Pie Company, um lugar famoso pelos diversos tipos de tortas doces. O lugar é super gostosinho, paramos lá para tomar um chocolate quente e recomendo visitar o local. Além das tortas vi saindo vários sanduiches bem apetitosos!

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Pie Company em Traverse City

O centrinho de Traverse é cheio de restaurantes e lojinhas, super charmoso o que  pede uma caminhada a pé, mas desta vez o nosso destino era mais ao norte então só passamos de carro. Recomendo se tiver tempo de viagem, reservar um dia inteiro  para curtir a região central de Traverse City. Traverse também fica perto de Glen Arbor e de Sleeping Bear Sand Dunes, dois lugares que vale a pena a visita se você ainda não esteve lá.

Nossa viagem para Traverse City esta aqui.

E para quem gosta de cerveja existem várias cervejarias pela região além das vinícolas.

De Traverse City pegamos a estrada US-31 sentido Petoskey. O viagem durou em torno de uma hora e o trajeto beirando o lago Michigan é lindo! No caminho existem várias farms que vendem  maçãs na beira da estrada. Um pouco antes de chegar em Petoskey passamos por uma cidade chamada Charlevoix que fica situada entre o lago Michigan e o lago Charlovoix, só de passar por ela já me deu vontade de para e almoçar em algum restaurante de lá de frente para o lago, uma cidadezinha super charmosa.

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US-31 a caminho de Petoskey

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Charlevoix-MI

Chegamos em Petoskey no começo da tarde. Ficamos hospedados no Comfort Inn, um hotel padrão aqui nos EUA. A recepção era um pouco datada mas  o quarto e banheiros eram bons. Ficamos hospedados no segundo andar e como o hotel não tinha elevador tivemos que subir pelas escadas com as malas. O café da manhã, padrão americano, estava melhor que o do hotel de Traverse City.

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Petoskey-MI

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Bayfront Park em  Petoskey

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Lake Michigan – Bayfront Park Petoskey

Saímos do hotel e fomos conhecer a loja de chocolates Kilwins Chocolate Kitchen que fica bem na avenida principal que beira o lago. A loja é bem bacana e além dos chocolates e sorvetes, vende aqueles fudges típicos da região norte de Michigan e a pipoca caramelizada que o Theo adora. Se você se programar com antecedência dá para fazer um tour pela fábrica de chocolates. De lá paramos no Bayfront park que fica bem na beira do lago (na estrada um pouco mais ao norte desse park tem o Sunset Park, que fica na parte alta da estrada e é um ótimo local para tirar fotos). As árvores estavam lindas com as cores do outono! Tinha um playground bem bacana também mas como já era fim de tarde o vento frio encurtou o nosso tempo no parque.

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Petoskey-MI

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Kilwins chocolate kitchen em Petoskey

Quase em frente ao Bayfront park tem o Bear River Valley Recreation Area, um lugar bem tranquilo e gostoso para fazer caminhada. A ponte de arcos que tem logo na entrada é bem bonita, vale a pena o passeio se você gosta de caminhadas ao ar livre. A cidade em si é bem bonita e possui muitas casas em estilo vitoriano que dá todo um charme para o local. Por ficar em uma colina, Petoskey tem uma vista privilegiada do Lake Michigan.

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Petoskey- Bear River Valley

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Bear River Valley – este parque fica bem no centro de Petoskey

A noite, deixamos os meninos com os avós no hotel e saímos para um jantar a dois. Por coincidência estava tendo a Restaurant Week em Petoskey bem neste fim de semana. Escolhemos o restaurante Pallete Bistro para ir e acertamos na escolha, A comida estava muito boa, o lugar super aconchegante! Nossa passagem por Petoskey foi rápida, com certeza iremos voltar para desbravar mais a cidade.

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Centrinho de Petoskey-Mi

Mais sobre a cidade de Petoskey e o que fazer por lá clique aqui.

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M-119 Tunnel of Trees

No dia seguinte  deixamos o hotel para conhecer o famoso Tunnel of Trees. Tunnel of Trees Scenic Heritage Rte é como é conhecido o trecho da estrada M119 entre  as cidades de Harbor Springs e Cross Village ao norte de Petoskey. Esse trecho tem 20 milhas (aproximadamente 32 quilometros) e está entre uma das estradas mais bonitas de Michigan e é muito procurada nesta época do ano por causa das cores das folhas das árvores durante o outono.

O dia estava um pouco nublado mas a paisagem continuava  linda para o passeio! O nosso hotel estava localizado bem na saída para a M119. Logo no início da estrada tem a Cervejaria  Petoskey Brewing, que é parada obrigatória para os amantes de cerveja. A caminho de Harbor Springs do lado esquerdo da estrada vai estar o Petoskey State park. Se você estiver com tempo, vale parar e desbravar a região. O parque fica  em frente ao lago Michigan e deve ser lindo.

Continuando na M119, a próxima parada foi em Harbor Springs. Fiquei encantada com Harbor Springs! É uma cidadezinha bem pequena mas super charmosa. Na rua que beira a praia tem uns casarões lindos! No verão aquele lugar deve ser o máximo. É em Harbor Springs que o famoso Tunnel of Trees começa de verdade.

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Pond Hill Farm- Harbor Springs

Outra parada bacana, logo depois de Harbor Springs é a  Pond Hill Farm. É uma fazenda que nessa época do ano fica cheia de abóboras. Um lugar bacana para fotografar e para quem tem crianças tem uma fazendinha e algumas brincadeiras como boliche de abóboras. Eles vendem vários tipos de cervejas e vinhos da região e para quem quer entrar no clima do outono de Michigan tem para vender os famosos dunuts com açúcar e canela e suco de maçã tradicional e o quente que parece um chá de maçã, muito bom!

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Pond Hill Farm

 

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Pond Hill Farm

Continuamos na estrada sentido norte. A M-119 neste trecho é estreita então as árvores ficam bem próximas uma das outras formando um verdadeiro túnel de árvores. É uma estradinha cheia de curvas, subidas e descidas, uma delícia de ir passeando observando a paisagem, sem pressa, mas prestem atenção no trafego pois mesmo ela sendo estreita ela é de mãos dupla e não tem faixa separando as pistas (o asfalto era novo, pode ser por isso) então um olho nas árvores e outro na estrada. Em alguns trechos da estrada é possível ver o Lago Michigan a sua esquerda (para quem esta indo sentido Norte). Praticamente não existem pontos de parada, pois a área de acostamento é bem estreita mas em alguns lugares é possível dar uma parada rápida com o carro para fotografar.

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M-119

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M-119 Tunnel of Trees

Este ano, a mudança das cores das folhas das árvores atrasou. Dizem que foi porque o frio demorou para chegar por essas bandas este ano. Normalmente a mudança das folhas nesta região mais ao norte de Michigan começa no final de setembro tendo o seu ápice no meio do mês de Outubro. Estivemos na região no fim de semana do dia 22 de outubro e ainda tinha vários trechos onde as folhas ainda estavam verdes. Este ano, só conseguiu ver tudo amarelo cor de ouro quem esteve na região entre a última semana de outubro e a primeira de novembro, o que foi totalmente atípico.

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Este trecho da M119 ainda estava bem verde, mas mesmo assim lindo!

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No final da mudança das cores a M-119 fica assim! (photo M-119 facebook page)

Um pouco antes de chegar em Cross Village tem uma vilinha na beira da estrada chamada de Good Heart, onde tem opções charmosas para tomar um chocolate quente. Mas cuidado, se você piscar voce passa por ela sem perceber.

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Uma paradinha no meio da M-119

 

A estrada termina em Cross Village que é praticamente uma rua onde fica  o Legs Inn, famoso restaurante e ponto de parada obrigatória  da pequena comunidade mas para a nossa surpresa ele já estava fechado para a estação. Tentamos comer alguma coisa no Old World Cafe que fica do outro lado da rua mas estava impossível de entrar, lotado. Fomos então conhecer a praia de Cross Village. Muito bonita, pena que o tempo fechou e estava aquele vento frio vindo do lago Michigan.

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Praia em Cross Village-MI

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Praia de Cross Village-MI

De lá pegamos estrada de volta para casa. Esta região da M-119 dá para ser explorada com mais calma, principalmente no verão para curtir as praias e os parques. Infelizmente só tínhamos tempo para passar por ela. Voltamos pela I-75, se tivéssemos um dia a mais iríamos até Mackinaw City para os meus pais conhecerem pois estávamos bem pertinho, a menos de meia hora de carro. A volta foi bem puxada, paramos para almoçar na cidade de Gaylord em um restaurante tipo buffet chamado Ponderosa Steakhouse, o que é raro por aqui. Então seguimos direto para casa com duas crianças no carro. No final o Thomas já estava cansado e chorou bastante. O ideal seria ter dormido em algum hotel no caminho e voltado no dia seguinte pela manhã, fica então a dica para quem esta com criança pequena.

 

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Este mapa mostra um roteiro bem bacana de viagem para se fazer por Michigan

Mais informações:

Pagina da M-119 no facebook

Pure Michigan

MyNorth

Petoskey Area

Traverse City

Abraços

Juliana

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole.

3 anos morando nos EUA

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Aeroporto de Guarulhos – 10 de novembro de 2013

E hoje dia 11 de novembro de 2016 faz exatamente 3 anos que desembarcamos em terras americanas! Nossa como o tempo passa rápido!

Obrigada a todos vocês que acompanham o blog! Sempre leio TODOS os comentários que vocês deixam aqui e se eu não te respondi peço mil desculpas. Continuem participando ativamente do blog, deixem comentários, curtam a nossa página no Facebook e no Instagram. Compartilhem com os amigos!! Isso ajuda o blog a crescer!

Este post de hoje é para agradecer a essa oportunidade que tivemos há 3 anos atrás e fazer uma retrospectiva de algumas coisas que vivenciamos por aqui. Vou deixar abaixo o link para alguns posts que escrevi no blog ao longo desses 3 anos e  que tem tudo a ver com o dia de hoje!

Um grande abraço!!

Juliana

O dia em que chegamos aqui nos EUA 

O post que escrevi de dentro do avião

O primeiro post do blog

Aos recém-chegados nos EUA

O que levar para os EUA

Primeiras providencias ao chegar nos EUA

1 ano morando nos EUA

O que perdemos quando deixamos o Brasil

Bom, estes três anos foram bem vividos, muitas experiências novas e viagens!! O que amamos!!

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Inverno de 2014 – descobrimos como é morar em um lugar que neva! No nosso primeiro inverno fomos presenteados com  recordes de temperaturas baixas e quantidade de neve acumulada!

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Fevereiro de 2014 -Andamos sobre um lago congelado pela primeira vez!

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Aprendemos a fazer um boneco de neve (não é fácil como parece)

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Theo descobriu que brincar em um playground cheio de neve é bem divertido!

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Passamos a relacionar o mês de outubro com abóboras!!

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Descobrimos que Detroit é muito mais do que edifícios abandonados

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Descobrimos uma estação chamada Outono de Michigan e passamos a ama-la!!

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Assistimos a Nascar

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Aprendemos a curtir os fins de tarde de verão nos parques e aproveitar o calor ao máximo pois aqui ele dura pouco.

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Nos divertimos nas noites de Halloween!

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Segurei em uma arma pela primeira vez na vida! Nao gostei mas foi uma experiência nova dar uns tiros.

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Aprendemos a ter paciência para cultivar tulipas!, Plantar os bulbos em novembro antes da neve para ve-las florecer apenas em maio na primavera.

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Tentamos Esquiar

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Tentamos patinar

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Descobrimos uma nova gordice: Elephant ears

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Fomos para a Disney!

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Conhecemos New York

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Redescobrimos Chicago!

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O Canadá esta logo ali!

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Conhecemos Montreal no Canada e reencontramos amigos queridos por lá!

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Foi muito bom visitar Toronto de novo!

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Fomos para Indianapoles

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Descobrimos que acampar em Michigan é muito legal!

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Fui no show da Shania Twain

E podemos dizer que conhecemos o 5 grandes lagos (The Great Lakes)!

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Lake Superior em Munising na Upper Península de Michigan

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Lake Erie em Cleavelend-Ohio

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Lake Michigan em Sleeping Bear sand Dunes em Michigan

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Lake Ontário no Canadá

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Lake Huron

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Fiquei grávida!

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A familiar aumentou!!

Muita coisa aconteceu, aprendemos muitas coisas novas nessa vida fora do Brasil, muita saudade, muitas conquistas, fizemos amigos, algumas perdas, mas no final posso dizer que esses 3 anos foram muito bem vividos!!!

Mais abraços!

Juliana

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Compra de casa nos EUA

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No post de hoje, quem esta colaborando com o blog e esclarece as dúvidas sobre a compra de casa aqui nos EUA  é a Neja Fredigo, brasileira que mora aqui em Michigan desde de 1982 e que está no ramo de imóveis desde de meados dos anos 90.

Segue abaixo as perguntas mais frequentes dos leitores do Blog!

1- Depois de quanto tempo morando nos EUA consigo comprar uma casa aqui?

Sempre inicio aconselhando para se analisar com tranquilidade. Se depois de refletir por semanas você decidir que comprar um imóvel é vantajoso pra você, recomendo seis meses de preparação para o processo de compra. Nesse período preparatório é importante manter suas finanças estáveis, sem novas dívidas. Um mês antes de iniciar a procura ativa (entrar nas casas), inicie a procura de um credor. Aconselho iniciar perguntando no seu banco, e também à amigos com situações semelhantes (se eles estiverem a par dos seus planos)
Tenha cautela pra perguntar a vários dentro de um período de duas semanas.

Temos três situações:

A. Se você estiver trabalhando pra mesma empresa que trabalhava no Brasil, o seu bom crédito do Brasil pode ser usado pra você conseguir um empréstimo de credores que ajudam trabalhadores chegando de outro país .Você pode comprar assim que encontrar uma casa do seu gosto.

B. Para quem mudou de empresa, aconselho esperar os tradicionais dois anos residindo aqui nos EUA, para poder criar um histórico de crédito forte, e pagar juros mais baixos. Como no Brasil, menos risco para o credor, mais baixos serão os seus juros. Tendo em conta vários fatores na história financeira de uma pessoa, por exemplo:

35%: histórico de pagamento: pagamentos em atraso diminui crédito. E os credores cobram juros mais altos. Como no Brasil.
30%: peso da dívida: número de contas com saldos, empréstimos, prestações.
15%: duração da história de crédito: a idade média das contas em seu relatório e a idade da conta mais antiga. Aconselho manter usando (nem se somente de 4 em 4 meses, para colocar gasolina) o primeiro cartão de crédito.
10%: tipos de crédito utilizado: Os consumidores podem se beneficiar por terem um histórico de gerenciamento de diferentes tipos de crédito.
10%: pesquisas recentes de crédito: consultas de crédito rígidos (“hard inquiry”) , que ocorrem quando o consumidor solicita um cartão de crédito, empréstimo para comprar carro, etc tradicionalmente abaixam a pontuação de crédito (especialmente se for feito várias vezes). Sempre aconselho entrar em contato com quantos credores você quiser, contanto que seja dentro de duas semanas ou 45 dias, dependendo da firma. Mas o governo federal só garante os 14 dias. É mais seguro.
Pra compra de casa (mortgage, hipoteca) a pontuação clássica é entre 300 e 850. Quanto mais alto o número, menor o risco para o credor, mais alta será a sua credibilidade e os credores lhe cobrarão juros mais baixos (2.6, 3.4, etc)

C. Se for comprar o imóvel em dinheiro (cash), você pode comprar assim que encontrar uma casa sem a necessidade de usar seu crédito. Você recebe a escritura assim que a firma de título (Title Company) confirma que a escritura está limpa. Dentro de 5-7 dias, se tudo estiver em ordem,  os compradores recebem a chave.

2- O histórico de crédito influencia na compra caso eu for comprar a vista, sem fazer financiamento?
Não.

3- Como é o processo de financiamento (Mortgage) para comprar casa nos EUA.?

O processo é simples, se você estiver morando aqui por pelo menos 2 anos.
Primeiro olhe em https://www.annualcreditreport.com se tudo está certinho no seu histórico. Depois converse com vários credores (sempre lembre: dentro daquele período de duas semanas) e escolha o melhor. O credor da sua escolha (e aconselho conversar com pelo menos 3 ou 4) vai analisar o seu histórico. A avaliação do seu crédito vai determinar os juros.

Quando estiver pronto para visitar casas, peça ao credor uma carta de pré-aprovação e contrate um corretor para lhe representar. Como um advogado, o outro corretor (do vendedor) tem por lei a obrigação de proteger o melhor interesse do vendedor. O preço mais alto, as melhores condições, etc.

As taxas de juros por ano variam com o seu crédito, e o dia. . http://www.bankrate.com/finance/mortgages/current-interest-rates.aspx
Hoje está entre 2.7-3.4% para quem tem bom crédito. Avise se você quiser dicas para aumentar o seu crédito.

4 – Quais os documentos que devo apresentar para comprar uma casa nos EUA?
-Os formulários W-2 dos últimos 2 anos.
-Check recebido do empregador nos últimos 30 dias.
-Extratos bancários dos últimos 2 meses.
Inclua IRAs, 401ks, fundos mútuos, ações, etc, caso você tenha.

Informações adicionais dependendo da sua situação especifica:
Se você é comerciante ou o seu rendimento é baseado em comissões, o credor provavelmente vai lhe pedir declarações de impostos federais para os últimos 2 anos.
Se você alugou durante o ano passado, nome, endereço e número de telefone do Landlord.
Se você estiver aplicando para um empréstimo FHA:Se ambos os candidatos trabalham e têm filhos menores de 13 anos, um relatório de despesas de assistência à infância.

O credor que você escolher lhe dará informações detalhadas.

5- Qual o valor da comissão do corretor e quais taxas tenho que pagar para comprar um imóvel nos EUA?

A comissão do corretor é paga pelo vendedor.
E o imposto predial varia por local. Quanto melhor o distrito escolar, mais alto será imposto. https://www.fizber.com/propertytax/default.aspx

Corretores imobiliários podem lhe dizer a quantia. Você pode incluir esse pagamento no seu empréstimo e pagar mensalmente uma parcela pequena.
E também casas `a venda no MLS, tem o imposto anunciado.
Digite o endereço do imóvel e código postal para obter informações sobre a casa. Selecione o “imposto pago” para receber dados fiscais para os anos atuais e mais recentes.

6- O que são casas foreclosure? É seguro comprar essas casas?

Com muita cautela é sim. Durante a crise dos anos 2005-2010 todos os 50 estados (principalmente AZ, FL, MI, NV) tinham casas em foreclosure (imóveis cuja posse passou para o banco ou prefeitura por falta de pagamento da hipoteca).Você pode comprar estes imóveis para morar ou alugar.

E se for por falta de pagamento do imposto predial, você pode comprar o penhor e lucrar com isso, como um investimento. Vinte e nove estados, além de Washington, DC, as Ilhas Virgens e Porto Rico permitem vendas de garantia de imposto. Cada estado utiliza um processo ligeiramente diferente para realizar as vendas de garantia de imposto. (Avise se quiser saber os detalhes).

Comprar uma casa em foreclosure é considerado arriscado. Tenha cautela. Aconselho aos que já compraram outras casas no país, e que saibam reformar essas casas, e que podem pagar a um eletricista e um bombeiro licenciados. Pois em muitos casos (como no programa de televisão http://www.hgtv.com/shows/flip-or-flop ) você não pode sequer examinar a casa por dentro e tem que adivinhar sobre sua condição interior. Na maioria das vezes, não há inspeção da condição exterior do imóvel. Do alicerce, da hidráulica, elétrica, etc. Você poderia acabar ficando com uma casa cheia de violações de construção e riscos ambientais, como amianto, radão, ou tinta com chumbo.
E se os proprietários ainda estiverem morando na casa, mais cautela ainda: pois muitos ficam frustrados e danificam a propriedade antes de sair.
Nas últimas duas décadas (principalmente entre 2004-2012) tenho ajudado muitos investidores comprarem casas em foreclosure. Tipicamente eles tem um time de empreiteiros, e em 40-90 dias a casa está pronta para os novos moradores.

7- Como funciona o processo de compra de um imóvel nos EUA? Como escolher um corretor, como fazer uma proposta? Posso desistir da compra depois de feita a proposta?

Cinco, seis meses antes de sua caça as casas, novamente verifique o seu histórico de crédito. É prudente evitar movimentar dinheiro, mudar de bancos, ou fazer grandes compras seis meses antes de comprar uma nova casa. Evite abrir novos cartões de crédito, acumulando muita dívida ou comprar itens caros.

Quando você decidir comprar, escolha um credor/ emprestador, e pedir uma carta de pré-qualificação. Use o seu nome como aparece na sua carteira de habilitação. Pergunte a amigos uma referencia de corretores.
Entreviste somente Realtors, pois os agentes que não são Realtors não seguem a ética de Realtors e nem oferecem o mesmo nível de serviço. Fale com pelo menos 3.
E inicie visitando casas com sua corretora. Corretores licenciados podem lhe mostrar casas em qualquer cidade do estado onde têm a licença.
Encontrou uma casa boa? Sua corretora prepara a oferta (preço baseado em preços de vendas recentes na área) você assina eletronicamente a proposta e a sua corretora envia a oferta com a carta do seu credor.

Alguns vendedores pedem também o EMD depósito em dinheiro (2-5% do preço da oferta) no envio da oferta. Este dinheiro é depositado com a companhia de título logo após o contrato for ratificado e vai ser aplicado como um crédito para seus custos de fechamento.
Você tem a opção de escolher uma empresa de título, se desejar.Se for uma oferta em dinheiro, inclua a sua prova de fundos bancários.

Sempre aconselho a comprar a casa mais modesta na melhor área do bairro.
E assim, a fase de negociações se inicia.Tudo depende do mercado no momento, e da motivação do vendedor.
Dirija pelo bairro da casa em várias horas do dia para ver o que está acontecendo na rua. Se há barulho, veja a distancia para escritório durante a hora do rush, etc. Seja paciente.

Assim que o vendedor aceitar sua oferta, chame um inspetor para fazer uma inspeção ($200-900) na casa. http://www.ashi.org/ e/ou http://www.nahi.org/

Se você estiver comprando uma casa em construção, aconselho uma inspeção da casa antes que o drywall seja instalado, conhecido como uma “inspeção de pré fechamento”, o que fornece um nível de garantia de qualidade para o comprador.

Se você escolher continuar com a compra, o seu banco vai enviar um avaliador pra confirmar que a casa realmente vale o preço negociado. estando tudo certo, o seu credor entra em movimento.

Um dia (ou 1 hora) antes de receber a escritura (depois de 30-45 dias) você volta a casa para ver se tudo está em ordem. Caso tudo esteja certinho, seu credor lhe oferece o empréstimo, você escreve o cheque para a firma de titulo, e recebe a chave e a escritura do imóvel.
Traga a carteira de motorista, e o recibo de ter pago um ano de seguro predial.

A proposta tem três condições de contingências:
Caso o relatório da inspeção não lhe satisfaça, você pode desistir da compra e receber o seu EMD de volta. Se a casa não valer o preço pedido, e/ou se o banco decidir não lhe fornecer o empréstimo.

Depois da compra (caso a firma de titulo não envie pelo correio pra você) vá pessoalmente `a prefeitura da sua cidade e traga o seu “Homestead Affidavit” para que você possa receber o desconto, a isenção oferecida pelo governo aos proprietários de uma residência principal, a sua residência oficial.

8- O que é o Closing Day? É necessário ter a assessoria de um advogado no dia?

É o dia em que você recebe a escritura do imóvel. Antecipe pagar entre 2-7% do preço da compra da casa em custos de “closing” que o seu credor cobra.
Mas se for compra em “cash” o custo é geralmente bem menor, pois não há avaliação bancaria do valor do imóvel, somente a inspeção física da casa, e o serviço da firma de titulo.
Não é necessário ter advogado, nem corretor no dia, mas as para sua proteção, aconselho ter um ou o outro.

9- Sou obrigado a pagar pela vistoria do imóvel?
Sim se você decidir contratar um inspetor. Alguns empreiteiros que já construíram casa e entendem bem, não contratam um. Mas sempre aconselho fazer inspeção.

10- O que é a Title Company?
A firma que garante a legalidade da escritura.

11- Quais os impostos que tenho que pagar de uma casa nos EUA? Existe IPTU como no Brasil?
Há menos.
http://www.michigan.gov/taxes

No estado de MI, onde o estado também cobra uma taxa de transferência na compra -$7.5 por cada mil dólares. E a maioria dos condados $1.1 por mil.

12- Preciso contratar um corretor de imóveis para comprar uma casa na planta, ou compro direto com a construtora?
Você escolhe. Tipicamente compradores recebem descontos (ou um deck, landscape, basement terminado, etc) quando têm um representante (familiar com o mercado, a construtora, o tipo de construção, etc) negociando a favor do comprador.
O corretor da construtora tem o objetivo oposto, de vender por um preço mais alto, sem oferecer nenhuma concessão, representando a construtora empregadora.

13- Posso comprar um terreno e contratar um empreiteiro para construir?
Varia com a subdivisão. Aconselho verificar antes, e ler os by-laws com muita cautela antes de fazer a oferta e se comprometer comprar.Em terrenos fora de subdivisão você pode.

14- Qual o valor médio de casas em Michigan para uma família de classe média, um casal com 2 filhos?
Varia muito. Depende de vários elementos que sejam difíceis (e caros) de modificar.
Com dois filhos se precisa de pelo menos 3 quartos, sem sobrar quarto pra hospede, ou escritório. Recomendo 4 quartos.

Em Walled Lake hoje há uma casa bonitinha de 3 quartos numa rua modesta (Dekalb # 114) por $265 mil.
É possível  comprar uma casa modesta, de 3 quartos, por volta de $300-380 mil em um distrito escolar melhor, mas casa construída nos anos 50-60. Ou casas novas, grandes, bonitas, ao norte de Oxford.
Quem trabalha remotamente e tem a liberdade de morar longe, há casas maiores por menos de $400 mil.

Nós sempre falamos que há três fatores importantes na compra de um imóvel:
1. Local
2. Local
3. Local

Afinal um imóvel não se move facilmente. Isso só é feito com casas históricas -varias casas de Thomas Edson foram transportadas de NJ para Dearborn, por exemplo.

O distrito escolar, o local dentro daquele distrito, e dentro da subdivisão, o tipo de quintal, o ano de construção, cinco elementos que também nunca poderão ser modificados.
Além de planta da casa (caro para modificar), estilo arquitetônico, e outros detalhes.

15- Qual a diferença entre single home, town-home, condos e apartamentos?

Single Home: casa com quintal em volta,
Townhome: casa geminada,
Condos:condomínio nem sempre é geminado, mas o quintal é sempre mínimo,
Apartamentos:  apartamento não se compra é só de aluguel.

Cabe lembrar que  casa muito perto de prédios de apartamento perde valor.

Neja Fedrigo, Associate Real Estate Broker
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Alugar casa nos EUA

Como são as casas americanas

Como é morar em Michigan

 

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole.

 

Alugar casa nos EUA- Esclarecendo as dúvidas.

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Devido ao grande número de perguntas que recebo aqui no blog sobre o processo de locação de casa aqui nos EUA, convidei a Beatriz Siminovich, que é brasileira e trabalha como corretora de imóveis aqui em Michigan para responder as perguntas mais frequentes dos leitores do Blog!

 Meu nome é Beatriz Siminovich mas todos me conhecem como Bia. Nos mudamos para Michigan há 11 anos. Viemos para um experiência de 2 anos que foi ampliada para 5 anos, mas depois de 2 filhos resolvemos fazer nossa vida por aqui! Sou formada em Propaganda e tenho meu MBA em marketing. Há algum tempo trabalho com corretagem e adoro conhecer e trabalhar com todos que chegam! Em pouco tempo bati todos os recordes da empresa na qual trabalho e já ganhei prêmios na área. Nada como fazer aquilo que gostamos! Espero poder ajudar!

Não vou ter acessoria da empresa para locar uma casa nos EUA. Como faço para encontrar e escolher um corretor de imóveis?

Existem 2 maneiras de achar um corretor:

1. Cada listing tem um corretor. É possível ligar diretamente e pedir para eles mostrarem a casa… Ele vai conhecer bem o imóvel e terá o maior prazer em mostrá-lo!

2. Eu sempre sugiro perguntar para amigos ou colegas de trabalho se eles conhecem algum corretor que possa ajudar na busca! Eu também poderei ajudar sempre! Na locação, venda ou compra de imóvel! Meus clientes acham que pelo fato de falarmos português ajuda muito na hora da escolha de um corretor.

Quais são os documentos que devo apresentar para locar uma casa nos EUA? Tenho que levar algum comprovante de renda do Brasil?

Normalmente para o aluguel são necessários possuir uma história de crédito aqui nos EUA e também possuir uma boa nota no crédito!
Infelizmente quem está recém-chegado no país não tem nenhum desses dois requisitos, mas uma carta da empresa garantindo a oferta de trabalho ao locatário já são suficientes para o aluguel de um imóvel!
Os americanos adoram saber que somos estrangeiros e viemos transferidos. E de nosso interesse em pagar as contas em dia para criar um bom histórico e no futuro poder comprar um imóvel!

Existem imobiliárias como no Brasil? Qual é a diferença?

São muitas imobiliárias aqui nos EUA. A grande diferença é que aqui todos os imóveis estão em banco online. Temos acesso a tudo que está disponível! Mas cada corretor é responsável e vai ganhar a comissão de determinado imóvel representando o vendedor (landlord).

Me interessei por várias casas em sites como o Realtor.com e o Zilow.com. Eles são confiáveis?

O Realtor.com é muito confiável porque tem o mesmo banco de imóveis que o corretor tem! Funciona da mesma forma e com a mesma rapidez. Já o Zillow, na minha opinião é o mais fácil e gostoso de fazer a busca mas NÃO é confiável já que as informações dos imóveis não são atualizadas com a mesma rapidez do Realtor.

Como é feito o contrato com o corretor de imóveis nos EUA? Posso mudar de corretor?

Não! Depois do contrato assinado, a não ser que cancelado, o comprador/locatário usará o mesmo corretor. Caso não esteja satisfeito é necessário o envio de algum tipo de documento escrito para informar o cancelamento de contrato! Um e-mail já é o suficiente!

Qual é o tempo mínimo do contrato de aluguel?

Normalmente os contratos de aluguel tem um tempo de 1 ano como mínimo. Existem exceções de 6 meses. Apartamentos, diferentemente de condos ou casas podem ser alugados por menos de 12 meses.

Tenho que deixar pago alugueis em adiantado por ainda não ter histórico de credito nos EUA?

Normalmente com a carta da empresa não será necessário pagar por meses em adiantado. A pratica aqui é deixar um cheque calção de 1 aluguel e meio e mais o primeiro aluguel na hora de fazer o contrato.
Em caso de donos do próprio negócio, sem garantia da empresa, será necessário pagamento adiantado de 6 meses.

Qual o valor da comissão do corretor? Quem paga a comissão, o locatário ou o dono
do imóvel?

Aqui nos EUA a comissão do corretor será paga pelo vendedor (landlord) do imóvel. No aluguel, o primeiro mês é pago ao corretor e no caso da venda, a comissão e de 6% do valor do imóvel. Nos dois casos o corretor dividirá a comissão (50% para o corretor que representa o vendedor/landlord e 50% para o corretor que representa o comprador/locatário)

Se eu tiver que deixar o imóvel antes do termino do contrato tem multa? Consigo transferir o contrato de aluguel para um amigo caso precise retornar para o Brasil?

Sim, as multas variam de caso a caso e serão determinadas na hora que assinar o contrato. Não se pode fazer um sublease (transferência de aluguel) sem a autorização do dono do imóvel.

Os chamados “condos” nos EUA são similares aos condomínios fechados do Brasil? O inquilino tem que pagar o condomínio?

Os condos não são condomínios fechados, normalmente são apartamentos ou casas geminadas. Em 99% dos casos os condomínios já estão inclusos no valor final do aluguel!

Para recém-chegados nos EUA é melhor alugar um apartamento ao invés de uma casa?

Vai depender de cada família optar por casa ou apartamento/condomínio. O medo do brasileiro é ter de lidar com a grama ou com a neve mas por $100 por mês é possível contratar empresas que oferecem esses serviços.As casas oferecem mais espaço e mais privacidade as famílias enquanto os condomínios oferecem alguns serviços.

O inquilino é o responsável pela manutenção do jardim e remoção da neve do imóvel?

Normalmente o inquilino é responsável pelo jardim/neve mas pode ser negociável no valor do aluguel.

Se eu locar uma casa nos EUA serei o responsável pelo pagamento das taxas e impostos do imóvel?

Não! Quem aluga paga apenas o aluguel! Não é responsável por taxas ou impostos.

Qual o valor médio de aluguel de uma casa em Michigan?

Vai depender da cidade mas uma casa com 3 quartos e 2 banheiros numa região com escolas boas começa a partir dos $1800. Já condos a partir dos $1300 e apartamentos $1000.

Tenho que ter um fiador ou fazer um seguro aluguel para locar uma casa nos EUA?

Com a carta da empresa não será necessário possuir fiador para alugar um imóvel aqui.

É possível locar uma casa já toda mobiliada nos EUA?

É possível alugar casas mobiliadas mas são muito custosas. Varia de $2500 a $4000
casas ou apartamentos mobiliados. São chamados de executivo apartments. Muitas empresas oferecem esses apartamentos nos primeiros 2 meses da mudança.

Tenho pressa de locar uma casa pois preciso do comprovante de endereço matricular o meu filho na escola. Quanto tempo leva em media para o contrato ser feito e eu receber as chaves do imóvel?

É muito rápido fazer o contrato de aluguel e contratos podem ser assinados em menos de 1 semana.

Espero poder ajudar muito  vocês na compra, venda ou locação do seu próximo imóvel!
Bem vindos a Michigan e tomara que vocês gostem daqui assim como nós gostamos!

 

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O que perdemos quando deixamos o Brasil.

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10 de novembro de 2013 – nossa despedida do Brasil

Em novembro deste ano irá completar 3 anos em que estamos morando aqui nos EUA.  Como o tempo passa rápido! Sei que ando meio sumida do blog, devendo posts novos e devendo respostas as perguntas de vocês, seguidores do blog, mas é que a vida de dona de casa aqui nos EUA com dois filhos, sendo que um deles é um bebe, sem uma diarista para ajudar na casa pelo menos uma vez por semana e sem as vovós por perto para dar um help com as crianças não é moleza não! Quem pensa que morar nos EUA é só glamour está completamente enganado.

Bom, mas vamos ao que interessa que é um post novo no blog!!

Depois de 3 anos, acho que já  é possível fazer um balanço realístico de como esta sendo esta experiência de morar fora do Brasil. O terceiro ano é um bom momento para avaliar, como é morar fora do seu país e longe da sua família, já que o deslumbramento dos primeiros anos já passou.

No primeiro ano tudo é novidade! A educação das pessoas, o preço  das coisas, o layout das cidades que faz você se sentir dentro de um filme americano da sessão da tarde, a segurança, as lojas, os restaurantes, a beleza do outono, a neve fofa e branquinha do inverno, até ver o termômetro marcar menos vinte graus célsius no inverno é empolgante! Novos amigos,  fazer aulas de inglês, se encantar com as escolas públicas e com a estrutura das bibliotecas, conhecer lugares novos. Claro que também tem os perrengues deste primeiro ano, mas faz parte do processo de adaptação. Sentimos muita falta da família, mas no primeiro ano tem muita coisa acontecendo, a gente conversa com a família do Brasil pelo Skype quase todo dia, então a saudade não dói muito ainda.

Depois de dois anos morando fora a vida já entrou na rotina. Escola, trabalho, coisas de casa para fazer. Suas visitas aos outlets se resumem a duas vezes ao ano, quando vem família ou amigos te visitar. Você já enjoou de restaurantes do tipo Olive Garden e não acha mais graça em ir no Shopping da sua cidade. Mas você agora conhece restaurantes mais legais, já descobriu aquele mercadinho árabe onde da para comprar algo parecido com requeijão, seu nível de inglês já melhorou e você se sente bem mais confortável para conversar com os americanos. Se locomove de carro para cima e para baixo sem precisar mais do GPS. Você descobre que não vai ser amigo de todo brasileiro que você conhecer. A conversa com a família pelo Skype já não é mais tão frequente, umas duas vezes por semana talvez, afinal todo mundo tem coisa para fazer e a vida das pessoas no Brasil seguiu em frente sem a sua presença. A saudade começa a apertar principalmente aos fins de semana .

Morar fora tem inúmeros pontos positivos como já relatei aqui no blog. Você sai da sua zona de conforto, vive novas experiências, aprende uma nova língua, uma nova cultura, conhece pessoas  novas, sua mente abre para o mundo e você muda como pessoa. Mas  no terceiro ano de vida no exterior, um novo item entrou com força na minha coluna dos pontos negativos: as Perdas.

Morar no exterior é se acostumar, se é que é possível, com as perdas constantes em sua vida. Perdemos o nascimento e os aniversários do sobrinhos. Perdemos os churrascos em família aos domingos. Perdemos o aniversário de 90 anos do meu avo.  Perdemos os Natais em família. Perdemos o encontro de turma do pessoal da faculdade. Perdemos o casamento de amigos queridos e de primos. Perdemos os amigos que fizemos aqui nos EUA pois chegou o momento deles retornarem para o Brasil. Perdemos a nossa presença naquela foto oficial da família. Meus filhos perdem diariamente o convívio com os avós e com os primos. Perdemos nossas avós maternas. Perdemos o último adeus.

Deixamos de fazer parte da vida das pessoas que ficaram no Brasil (mãe, pai e vovós não entram nessa lista). A vida seguiu para todo mundo, para os que partiram e para os que ficaram. E não venha com o argumento de que hoje em dia dá para participar desses momentos via Skype pois não funciona. Nas primeiras festas de aniversários você até tenta entrar ao vivo na festa, direto dos “states” via skype, mas depois você percebe que não funciona. A diferença de horário entre os países não ajuda, as crianças não tem paciência para ficar conversando através de uma telinha e nada substitui a presença física nesses momentos.

Tudo bem, tudo bem, eu sei que a situação do Brasil esta complicada, não tem emprego, não tem segurança, um monte de gente gostaria de trocar de lugar comigo mas para quem tem uma família muito querida é difícil ficar tanto tempo longe.  É difícil não estar presente para compartilhar os sorrisos dos  momentos de alegrias e  nem presente para dar consolo nos momentos de tristeza.

Não me arrependo em ter me mudado para os EUA, está sendo uma experiência única de vida e estamos felizes aqui. Ganhamos segurança, ganhamos liberdade, ganhamos cultura, ganhamos conhecimentos, ganhamos novos amigos mas as perdas estão ali do lado para não nos deixar esquecer que tudo tem os dois lados.

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10 dicas que irão facilitar o seu dia-a-dia nos EUA

-Coisas dos EUA

-By By Brasil!

Você sabe os nomes dos filmes em inglês?

 

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Para mim sempre será “Curtindo a vida adoidado”!

Adoro ir  ao cinema desde que morávamos no Brasil. Adoro assistir filmes em casa e conversar sobre filmes é uma coisa do cotidiano das pessoas. Vira e mexe quando você esta em uma roda de amigos pode surgir algum comentário sobre algum filme ou alguém comenta sobre uma determinada cena engraçada ou outras coisas.

Porém quando você passa a morar aqui nos EUA você vai perceber que conversar sobre algum filme novo com os seus amigos que estão no Brasil ou sobre algum filme da sua época pré-EUA com amigos americanos vai esbarrar em uma barreira: O nome do filme.

A grande maioria dos filmes americanos tem o seu nome modificado quando eles fazem a tradução  para passar nos cinemas brasileiros com a finalidade do título fazer mais sentido em português, pois as vezes, se a tradução for feita ao pé da letra o título ficaria meio esquisito para os Brasileiros (o titulo original em inglês aparece entre parênteses bem pequenininho embaixo do titulo em portugues, eu nunca lia).

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Se beber não case

Por esse motivo muitos filmes novos que eu assisti aqui nos EUA eu não sei como ficou o nome em português e muitos filmes que eu assisti no Brasil eu simplesmente não sei o nome em inglês o que gera situações engraçadas como conversar sobre algum filme ou alguma cena com a minha amiga americana (que também adora filmes).

Estes dias estava na casa dela quando alguma coisa aconteceu com as crianças e eu me lembrei na hora de uma cena do filme “Curtindo a vida adoidado” (recordista em aparições na sessão da tarde do Brasil) e eu quis comentar a cena na hora com ela e ai …eu não sabia o nome do filme em inglês. Tentei traduzir do português para o inglês (“Enjoying the life a lot!” kkkk), mas é claro que ela não sabia de que filme eu estava falando então tive que descrever o filme, tentar lembrar do nome do ator principal (nao lembrei), enfim…até ela descobrir qual era o filme a situação toda já tinha perdido a graça . Pelo menos eu pratiquei o meu inglês descrevendo o filme! E cabe lembrar que a situação contrária, dela tentar me falar sobre algum filme e eu não ter a menor ideia de que filme ela esta falando, tambem acontece! kkkkk

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As panteras

As vezes pego filmes na biblioteca da cidade para assistir em casa (se não tem no NETFLIX claro!), e lá vem outra dificuldade: os filmes ficam organizados por ordem alfabética. Lá vou eu na internet pesquisar o nome do filme em inglês para eu conseguir encontrar o dito cujo no meio daquela centena de filmes! (o mesmo acontece com os livros).

Este post é mais para mostrar que morar em outro país é um aprendizado diário, você sempre esta aprendendo coisas novas e se deparando com situações que te tiram da sua zona de conforto a todo momento, inclusive em coisas banais!

Abaixo segue uma listinha de filmes cujos títulos são completamente diferentes !

Curtindo a vida adoidado – Ferris Bueller’s Day Off (Dia de folga do Ferris)

Se beber não case – Hangover (Ressaca)

Onze homens e um segredo – Ocean’s 11 (Os 11 do Ocean)

Esqueceram de mim – Home Alone (sozinho em casa)

Senhor das Armas – Lord of war (Senhor da guerra)

As panteras – Charlie’s Angels ( Os anjos de Charlie)

O Chamado – The Ring (O Anel)

A ressaca – Hot Tube Time Machine ( Jacauzzi, a maquina do tempo)

Jogos Mortais – Saw (Serra)

Meu Malvado favorito – Despicable Me (Desprezível eu)

Todo mundo em panico- Scary Movie ( Filme assustador)

O Poderoso Chefão- The Godfather ( O padrinho)

Truque de Mestre – Now you see me ( Agora você me ve)

As patricinhas de Beverly Hills – Clueless (Sem noção)

E se fosse verdade- Just like Heaven ( Como o paraiso)

Um sonho possível- The Blind side (O lado invisível)

Maluca paixão – All about Steve (tudo sobre Steve)

Mesmo se nada der Certo- Began Again ( Comece de novo)

Esposa de Mentirinha-  Just go with it ( Apenas vamos com isto)

Sintonia de Amor- Sleepless in Seatle (Sem dormir em Seatle)

A espera de um Milagre – The Green Mile (A milha verde)

Se lembrarem de mais filmes deixem nos comentários!

Abracos

Juliana

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
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Como é Morar em Michigan (Entrevista para o blog Descobri a America)

E hoje tem um pouquinho de como é morar aqui em Michigan na entrevista que dei para a Carol Mendes do blog http://www.descobriaamerica.com É só clicar no link abaixo! Entra lá !! Como é morar em Michigan …

Como é morar em Michigan por Carol Mendes:

“Michigan! Um estado com bastante história para a minha própria família (a parte americana dela, claro), e inclusive ainda temos diversos parentes por lá. Mas se tem uma brasileira que pode nos passar  informações super bacanas sobre o estado, e sobre Wixom (na região de Detroit), onde mora agora, ela é a Juliana Fontes, responsável pelo blog Morar nos EUA. Vamos à leitura? 🙂

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“Meu nome é Juliana, sou esposa do Léo e mãe do Theo e do Thomas! Era dentista no Brasil e aqui sou dona de casa e mãe 24 horas. Adoro mexer com fotos e fazer “scrapbook”. Também tenho um blog chamado Morar nos EUA. Estamos nos Estados Unidos desde novembro de 2013. No primeiro ano, moramos na cidade de Canton, no estado do Michigan, e depois nos mudamos para a cidade de Wixom, também em Michigan, onde já estamos há 2 anos. É uma cidade pequena, como a maioria das cidades de subúrbio, mas todas muito próximas umas das outras e com inúmeras opções de comércio e lazer. No Brasil morávamos no estado de de São Paulo.

Nos mudamos para os Estados Unidos porque apareceu uma oportunidade de trabalho aqui para o meu marido na área dele e, como sempre tivemos vontade de passar pela experiência de morar em outro país, resolvemos encarar esta aventura!

No Brasil eu era dentista especialista em Periodontia, formada há quase 15 anos e com meu próprio consultório. Não foi fácil abrir mão da minha carreira, pois sabia que aqui eu não poderia clinicar. Porém, não me arrependo; a experiência de vida é engrandecedora! Sou uma “stay-at-home mom” (mãe em tempo integral) feliz, mas tem horas que dá saudade de clinicar novamente.

Não tivemos muitos problemas com relação a adaptação à cultura daqui. Posso dizer que me adaptei mais rápido do que eu esperava. Claro que a língua é sempre uma barreira no início, mas isso nunca me impediu de me relacionar com as pessoas e explorar a nossa nova cidade. A presença de amigos brasileiros que já moravam aqui na região nos ajudou muito nessa adaptação. Além disso, o fato do meu filho frequentar a escola pública abriu uma oportunidade para eu ajudar como voluntária na escola dele, o que me ajudou a conhecer as mães americanas. Assim que chegamos aqui, tivemos que começar a vida novamente do zero e entender como o sistema funciona, mas depois dos três primeiros meses tudo entrou nos eixos e vida retomou sua rotina.

A maioria das pessoas que moram na nossa região são pessoas que trabalham na indústria automobilística. Por causa disso também tem muitos estrangeiros por aqui. Eu percebo que as pessoas são muito tranquilas e as famílias são bem grandes, com uma média de 3 a 4 filhos por casal. Os americanos são muito patriotas e adoram demonstrar o orgulho que tem pelo seu país, o que se pode ver pela quantidade de casas ostentando a bandeira dos Estados Unidos do lado de fora e pela participação ativa da população em datas comemorativas, como no feriado de 4 de julho. Me dou bem com os americanos; depois que te conhecem eles são pessoas bem receptivas. Mas cada um cuida da sua vida. Percebi que, desde a infância, os americanos aprendem a ser bem independentes. Ninguém te julga pela roupa que você veste ou pelo carro que você tem. Como qualquer país, aqui há alguns hábitos e costumes diferentes dos nossos brasileiros, mas essa é grande experiência de se morar em outro país: o contato com outras culturas e formas de pensar e olhar o Brasil e nós, brasileiros, por uma outra perspectiva.

Então os americanos são “na deles”; não são como a maioria dos brasileiros que já chega abraçando e beijando uma pessoa que acabou de conhecer e que em menos de meia hora de conversa já virou o seu melhor amigo de infância. Mas eles são muito, MUITO educados e adoram conversar com quem vem de outro país, principalmente do Brasil, que para eles é um destino exótico! E assim, aos pouquinhos eles vão se abrindo. Tenho amizade com duas americanas mães de amigos do meu filho, de frequentar a casa delas e elas a minha. Nossos maridos se tornaram amigos e sempre rola um churrasco aqui em casa ou um hambúrguer na casa deles! Tem que ter a mente aberta, sem preconceitos !

Agora sobre os pontos positivos e os pontos negativos de morar em Wixom, minha cidade atual:

  • Pontos positivos – Em primeiro lugar, a segurança. Mesmo estando a apenas meia hora de Detroit, que é considerada uma das cidades mais violentas dos Estados Unidos, nós nos sentimos muito seguros em Wixom. Poder entrar e sair de casa sem ter que procurar por algum “suspeito”, deixar o seu carro estacionado em qualquer lugar, sem medo de que ele possa ser roubado e ficar parada no semáforo com o vidro do carro totalmente aberto (no verão de Michigan claro!) para mim não tem preço. Em segundo lugar, é a presença de boas escolas. Meu filho adora a escola e já está fluente em inglês. Isso vai ser um diferencial no futuro dele. Além disso, a presença de muitas áreas verdes e inúmeros parques para recreação aos finais de semana. Uma outra coisa linda aqui de Michigan e que eu adoro é poder presenciar a mudança das estações do ano. Cada estação aqui é muito bem definida e tem a sua beleza particular. Mas a minha preferida é o outono! É lindo ver as folhas das árvores se tingindo de vermelho, laranja e amarelo! É uma paisagem que não temos no Brasil e acho que por isso me encanta tanto!
  • Pontos negativos – Os meses de inverno são os mais difíceis. No começo é legal, a neve é linda, brincamos na neve, fazemos “sledding” (tobogã na neve)… mas depois de dois meses de muito frio e neve, começa a baixar uma certa depressão. Um outro ponto negativo é falta de transporte público. Não existe linhas de ônibus, nem de trem, nem metro e táxi só o do aeroporto. Aqui você é obrigado a ter um carro.

Apenas complementando as informações sobre o clima em Wixom, em geral as estações são bem definidas no estado de Michigan. Temos um inverno bem gelado com muita neve, uma primavera chuvosa, um verão bem quente e úmido (aqui tem muitos lagos e muito verde!) e um outono lindo com temperaturas amenas.

Nos meses de primavera, verão e outono, as opções para relaxar nos finais de semana são ir aos parques, fazer pic-nic, andar de bicicleta, passear pela região norte do Estado. Durante o inverno acabamos ficando mais dentro de casa, mas gostamos de ir ao cinema, casa de amigos, praticar ice-skating. Quando a temperatura permite, gostamos de fazer “sledding” nos parques. Para quem gosta e sabe esquiar, tem algumas opções de estações de Ski no norte de Michigan.

A região em que moramos não é uma área turística. Dificilmente alguém do Brasil vai escolher Michigan como destino de férias nos Estados Unidos, ainda mais Wixom! A grande maioria das pessoas que vem para a região de Detroit é para negócios ou para participar de congressos, principalmente relacionados com a indústria automobilística. Mas Michigan tem várias boas surpresas! Existem diversos museus na região de Detroit, ainda não tive a oportunidade de ir, mas dizem que o Detroit Institute of Arts Museum é muito bom. Tem o Detroit Zooque fica em Royal Oak que é bem legal para passear com crianças. The Henry Ford é um museu que conta um pouco da história americana e da indústria automobilística. Passear no Riverfront em downtown Detroit e observar a cidade de Windsor, no Canadá ali do outro lado do Detroit River também é um ótimo passeio para os dias quentes de verão e, se você tiver visto canadense, é só cruzar a ponte que você já estará no Canadá. Tem também um museu a céu aberto chamado Greenfield Village que fica na cidade de Dearborn, bem próximo a Detroit, é um lugar muito legal, que reproduz uma vila americana do início do século dezenove, sempre tem atividades especiais em datas comemorativas e vale muito a pena a visita, um passeio para a família inteira! Durante os meses de verão, uma visita às praias da região norte de Michigan é passeio obrigatório. A região é muito verde, muito linda e a cor turquesa e a imensidão do lago Michigan no verão é uma surpresa indescritível! Se tiverem a oportunidade de ir para o norte de Michigan, não deixem de visitar as cidades de Traverse City,Sleeping Bear Dunes, Mackinac Island, Petoskey, Silver Lake Dunes. É muito comum, durante o verão, as famílias alugarem trailers e acamparem nos diversos parques da região norte. A Upper Peninsula de Michigan é linda também e tem lugares lindos e prais de lago inacreditáveis!

Quanto a ter contato com brasileiros, temos um grupo de amigos brasileiros, sim. Sempre que possível procuramos nos encontrar, mas não temos o hábito de frequentar encontros de brasileiros. Na nossa região há muitos brasileiros, portanto, diversos eventos da comunidade, mas não nos prendemos a isso. Temos a mente bem aberta e temos amizades com americanos também. Não nos fechamos em uma comunidade.

Já sobre mercados que vendam produtos brasileiros em Wixom, não temos. Tem um na cidade de Ann Arborchamado Tienda La Libertad, que na verdade é mexicano mas tem algumas coisas brasileiras. Brasileiro mesmo não tem!

A mesma coisa em relação  restaurantes: nenhum em Wixom! Tem a churrascaria Gaucho, em Northville, cujo dono e até alguns garçons são brasileiros. Também tem uma outra churrascaria em Detroit, a Texas de Brazil. O que tem aqui são brasileiras que cozinham comida caseira para fora como feijoada, moqueca, feijao e salgadinhos.

Quanto à saudade do Brasil, sentimos falta da nossa família! E das praias brasileiras.

Às vezes pensamos em voltar a residir no Brasil no futuro, por causa da saudade da família e para que os meninos possam conviver mais com os avós. Mas quando vemos a situação de violência e corrupção que se encontra o Brasil, a vontade passa.

Muitas pessoas sonham em vir morar aqui nos Estados Unidos. O meu conselho é que se você quer mesmo vir pra cá, corra atrás, estude inglês e se especialize. Tem que ser uma decisão muito bem pensada. Aqui é um país seguro, com ótimas escolas, ótimas opções de lazer, mas também tem que se trabalhar muito e o custo de vida não é barato. Algumas pessoas se iludem achando que nos Estados Unidos tudo é mais barato que no Brasil, mas não é bem assim. Comprar um carro ou fazer compras nos outlets pode até ser mais barato que no Brasil, mas pagar aluguel de casa, arcar com um plano de saúde, contas de água, luz e gás pesam bastante no orçamento no final do mês, então tudo tem que ser levado em consideração. É uma mudança de vida muito grande, as culturas são diferentes e você sempre será um estrangeiro aqui.”

Juliana Fontes

A entrevista acima foi dada com exclusividade para o blog descobriaamerica, é proibido qualquer tipo de reprodução da mesma.

Abraços!

Juliana

Fonte: Entrevista para o blog Descobri a America

Como é morar em Richmond na Virginia

E o post de hoje foi escrito pela Carol Mendes do blog Descobri a América que mora na cidade de Richmond, no estado da Virginia.

Obrigada Carol por colaborar com o blog!

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Meu nome é Carol Mendes, moro nos Estados Unidos há 4 anos, atualmente em Richmond, estado da Virginia. Mantenho um blog com dicas sobre a vida nos EUA chamado Descobri a América (www.descobriaamerica.com) e hoje vim contar pra vocês, leitores do blog Morar nos EUA, um pouquinho da minha vida aqui.

Sou de São Paulo, casada com um americano e mãe de dois garotinhos lindos. Nunca sonhei em morar na América, mas… “o amor não escolhe pátria” e isso resume bem como vim parar neste país.

Já morei em North Carolina, numa cidadezinha nas montanhas, fronteira com os estados de Tennessee e Georgia. Amo o sul dos Estados Unidos, principalmente os americanos sulistas!

Richmond não é uma cidade muito conhecida pelos brasileiros, mas é a capital do estado da Virginia e está situada a mais ou menos duas horas e meia ao sul de Washington, D.C. É uma das cidades mais antigas do país e muitos acontecimentos importantes na história americana aconteceram aqui. Prédios e bairros históricos, museus, monumentos e campos de batalha enriquecem e embelezam Richmond em toda a sua extensão. Até Pocahontas viveu aqui! J

Richmond City, em si, é relativamente pequena e contava com 220.289 habitantes em 2015, de acordo com o United States Census Bureau. Quando falamos sobre Richmond, geralmente nos referimos à Grande Richmond, ou seja, Richmond City e Condados de Chesterfield, Hanover e Henrico (subúrbios). A Grande Richmond conta com aproximadamente um milhão de habitantes.

Quem não mora em Richmond City, mora nos subúrbios (arredores) da cidade, por serem locais mais tranquilos (não confunda subúrbios com pobreza). Geralmente as famílias moram nos arredores porque a vida no centro é mais agitada, além dos preços dos imóveis do centro serem inacessíveis à maioria da população (entenda como milhões de dólares).

O que acho interessante nos arredores de Richmond City é que, em muitos lugares, não há calçadas. É chato porque, quando se você quer passear de carrinho com as crianças, é necessário ir pela rua (apesar dos carros trafegarem “devagar”).

Ter carro é algo essencial por aqui. Há transporte feito por ônibus (GRTC Transit System) mas a abrangência é limitada e não há linhas saindo de bairros residenciais.  Resumindo, sem carro você não vai a lugar algum.

Falando em carro, temos o sistema de trens da Amtrak que nos leva de Richmond a Washington em duas horas. Vale a pena para quem quer conhecer Washington mas não está a fim de dirigir e enfrentar o trânsito do caminho até lá, principalmente chegando na cidade.

 Sobre o clima, temos todas as estações do ano bem divididas: verão é quente (entre 28 e 40 graus Celsius, em média), inverno é frio mas na maioria das vezes não passa de zero graus Celsius, e primavera e outono são amenos. De janeiro a março é possível ter neve, mas é sempre pouca e derrete logo, às vezes até no mesmo dia.

 Para quem gosta de praia, estamos pertinho da costa leste! Virginia Beach, a mais famosa praia, fica a apenas 190 Km daqui.

 Há somente um mercadinho brasileiro, chamado Cantinho do Brasil. Quanto a restaurantes, há o Texas de Brazil e o Ipanema Cafe. A comunidade brasileira é bem pequena, o que pode ser ótimo para quem está querendo vir para uma cidade bacana aprender inglês e não ter contato com brasileiros (para evitar conversar em português).

De forma geral, adoro a minha vida nos Estados Unidos. Não pense que se trata de um país perfeito, pois não é; mas é onde me sinto em casa atualmente e onde posso preparar um futuro melhor para os meus filhos. Para quem sonha em vir pra cá, primeiramente é necessário ter em mente que morar e passar férias são universos bem diferentes. A decisão de morar aqui tem que ser tomada de forma consciente, após extensa pesquisa e planejamento. E é para ajudar nessa busca de informações que eu e a Juliana tentamos contar em nossos blogs sobre a vida nos EUA como ela realmente é. Viver num país diferente, viver uma cultura e valores diversos, exigem uma alta capacidade de adaptação e humildade e isso não é pra todo mundo. Será que é pra você? Se quiser saber a minha opinião e experiências, te convido a visitar o blog Descobri a América no link abaixo. See you soon!

Carol Mendes

Blog: www.descobriaamerica.com

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Como é Morar em Michigan (Entrevista para o blog Descobri a America)

E hoje tem um pouquinho de como é morar aqui em Michigan na entrevista que dei para a Carol Mendes do blog www.descobriaamerica.com

É só clicar no link abaixo! Entra lá !!

Como é morar em Michigan por Carol Mendes:

“Michigan! Um estado com bastante história para a minha própria família (a parte americana dela, claro), e inclusive ainda temos diversos parentes por lá. Mas se tem uma brasileira que pode nos passar  informações super bacanas sobre o estado, e sobre Wixom (na região de Detroit), onde mora agora, ela é a Juliana Fontes, responsável pelo blog Morar nos EUA. Vamos à leitura? 🙂

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“Meu nome é Juliana, sou esposa do Léo e mãe do Theo e do Thomas! Era dentista no Brasil e aqui sou dona de casa e mãe 24 horas. Adoro mexer com fotos e fazer “scrapbook”. Também tenho um blog chamado Morar nos EUA. Estamos nos Estados Unidos desde novembro de 2013. No primeiro ano, moramos na cidade de Canton, no estado do Michigan, e depois nos mudamos para a cidade de Wixom, também em Michigan, onde já estamos há 2 anos. É uma cidade pequena, como a maioria das cidades de subúrbio, mas todas muito próximas umas das outras e com inúmeras opções de comércio e lazer. No Brasil morávamos no estado de de São Paulo.

Nos mudamos para os Estados Unidos porque apareceu uma oportunidade de trabalho aqui para o meu marido na área dele e, como sempre tivemos vontade de passar pela experiência de morar em outro país, resolvemos encarar esta aventura!

No Brasil eu era dentista especialista em Periodontia, formada há quase 15 anos e com meu próprio consultório. Não foi fácil abrir mão da minha carreira, pois sabia que aqui eu não poderia clinicar. Porém, não me arrependo; a experiência de vida é engrandecedora! Sou uma “stay-at-home mom” (mãe em tempo integral) feliz, mas tem horas que dá saudade de clinicar novamente.

Não tivemos muitos problemas com relação a adaptação à cultura daqui. Posso dizer que me adaptei mais rápido do que eu esperava. Claro que a língua é sempre uma barreira no início, mas isso nunca me impediu de me relacionar com as pessoas e explorar a nossa nova cidade. A presença de amigos brasileiros que já moravam aqui na região nos ajudou muito nessa adaptação. Além disso, o fato do meu filho frequentar a escola pública abriu uma oportunidade para eu ajudar como voluntária na escola dele, o que me ajudou a conhecer as mães americanas. Assim que chegamos aqui, tivemos que começar a vida novamente do zero e entender como o sistema funciona, mas depois dos três primeiros meses tudo entrou nos eixos e vida retomou sua rotina.

A maioria das pessoas que moram na nossa região são pessoas que trabalham na indústria automobilística. Por causa disso também tem muitos estrangeiros por aqui. Eu percebo que as pessoas são muito tranquilas e as famílias são bem grandes, com uma média de 3 a 4 filhos por casal. Os americanos são muito patriotas e adoram demonstrar o orgulho que tem pelo seu país, o que se pode ver pela quantidade de casas ostentando a bandeira dos Estados Unidos do lado de fora e pela participação ativa da população em datas comemorativas, como no feriado de 4 de julho. Me dou bem com os americanos; depois que te conhecem eles são pessoas bem receptivas. Mas cada um cuida da sua vida. Percebi que, desde a infância, os americanos aprendem a ser bem independentes. Ninguém te julga pela roupa que você veste ou pelo carro que você tem. Como qualquer país, aqui há alguns hábitos e costumes diferentes dos nossos brasileiros, mas essa é grande experiência de se morar em outro país: o contato com outras culturas e formas de pensar e olhar o Brasil e nós, brasileiros, por uma outra perspectiva.

Então os americanos são “na deles”; não são como a maioria dos brasileiros que já chega abraçando e beijando uma pessoa que acabou de conhecer e que em menos de meia hora de conversa já virou o seu melhor amigo de infância. Mas eles são muito, MUITO educados e adoram conversar com quem vem de outro país, principalmente do Brasil, que para eles é um destino exótico! E assim, aos pouquinhos eles vão se abrindo. Tenho amizade com duas americanas mães de amigos do meu filho, de frequentar a casa delas e elas a minha. Nossos maridos se tornaram amigos e sempre rola um churrasco aqui em casa ou um hambúrguer na casa deles! Tem que ter a mente aberta, sem preconceitos !

Agora sobre os pontos positivos e os pontos negativos de morar em Wixom, minha cidade atual:

  • Pontos positivos – Em primeiro lugar, a segurança. Mesmo estando a apenas meia hora de Detroit, que é considerada uma das cidades mais violentas dos Estados Unidos, nós nos sentimos muito seguros em Wixom. Poder entrar e sair de casa sem ter que procurar por algum “suspeito”, deixar o seu carro estacionado em qualquer lugar, sem medo de que ele possa ser roubado e ficar parada no semáforo com o vidro do carro totalmente aberto (no verão de Michigan claro!) para mim não tem preço. Em segundo lugar, é a presença de boas escolas. Meu filho adora a escola e já está fluente em inglês. Isso vai ser um diferencial no futuro dele. Além disso, a presença de muitas áreas verdes e inúmeros parques para recreação aos finais de semana. Uma outra coisa linda aqui de Michigan e que eu adoro é poder presenciar a mudança das estações do ano. Cada estação aqui é muito bem definida e tem a sua beleza particular. Mas a minha preferida é o outono! É lindo ver as folhas das árvores se tingindo de vermelho, laranja e amarelo! É uma paisagem que não temos no Brasil e acho que por isso me encanta tanto!
  • Pontos negativos – Os meses de inverno são os mais difíceis. No começo é legal, a neve é linda, brincamos na neve, fazemos “sledding” (tobogã na neve)… mas depois de dois meses de muito frio e neve, começa a baixar uma certa depressão. Um outro ponto negativo é falta de transporte público. Não existe linhas de ônibus, nem de trem, nem metro e táxi só o do aeroporto. Aqui você é obrigado a ter um carro.

Apenas complementando as informações sobre o clima em Wixom, em geral as estações são bem definidas no estado de Michigan. Temos um inverno bem gelado com muita neve, uma primavera chuvosa, um verão bem quente e úmido (aqui tem muitos lagos e muito verde!) e um outono lindo com temperaturas amenas.

Nos meses de primavera, verão e outono, as opções para relaxar nos finais de semana são ir aos parques, fazer pic-nic, andar de bicicleta, passear pela região norte do Estado. Durante o inverno acabamos ficando mais dentro de casa, mas gostamos de ir ao cinema, casa de amigos, praticar ice-skating. Quando a temperatura permite, gostamos de fazer “sledding” nos parques. Para quem gosta e sabe esquiar, tem algumas opções de estações de Ski no norte de Michigan.

A região em que moramos não é uma área turística. Dificilmente alguém do Brasil vai escolher Michigan como destino de férias nos Estados Unidos, ainda mais Wixom! A grande maioria das pessoas que vem para a região de Detroit é para negócios ou para participar de congressos, principalmente relacionados com a indústria automobilística. Mas Michigan tem várias boas surpresas! Existem diversos museus na região de Detroit, ainda não tive a oportunidade de ir, mas dizem que o Detroit Institute of Arts Museum é muito bom. Tem o Detroit Zooque fica em Royal Oak que é bem legal para passear com crianças. The Henry Ford é um museu que conta um pouco da história americana e da indústria automobilística. Passear no Riverfront em downtown Detroit e observar a cidade de Windsor, no Canadá ali do outro lado do Detroit River também é um ótimo passeio para os dias quentes de verão e, se você tiver visto canadense, é só cruzar a ponte que você já estará no Canadá. Tem também um museu a céu aberto chamado Greenfield Village que fica na cidade de Dearborn, bem próximo a Detroit, é um lugar muito legal, que reproduz uma vila americana do início do século dezenove, sempre tem atividades especiais em datas comemorativas e vale muito a pena a visita, um passeio para a família inteira! Durante os meses de verão, uma visita às praias da região norte de Michigan é passeio obrigatório. A região é muito verde, muito linda e a cor turquesa e a imensidão do lago Michigan no verão é uma surpresa indescritível! Se tiverem a oportunidade de ir para o norte de Michigan, não deixem de visitar as cidades de Traverse City,Sleeping Bear Dunes, Mackinac Island, Petroskey, Silver Lake Dunes. É muito comum, durante o verão, as famílias alugarem trailers e acamparem nos diversos parques da região norte. A Upper Peninsula de Michigan é linda também e tem lugares lindos e prais de lago inacreditáveis!

Quanto a ter contato com brasileiros, temos um grupo de amigos brasileiros, sim. Sempre que possível procuramos nos encontrar, mas não temos o hábito de frequentar encontros de brasileiros. Na nossa região há muitos brasileiros, portanto, diversos eventos da comunidade, mas não nos prendemos a isso. Temos a mente bem aberta e temos amizades com americanos também. Não nos fechamos em uma comunidade.

Já sobre mercados que vendam produtos brasileiros em Wixom, não temos. Tem um na cidade de Ann Arborchamado Tienda La Libertad, que na verdade é mexicano mas tem algumas coisas brasileiras. Brasileiro mesmo não tem!

A mesma coisa em relação  restaurantes: nenhum em Wixom! Tem a churrascaria Gaucho, em Northville, cujo dono e até alguns garçons são brasileiros. Também tem uma outra churrascaria em Detroit, a Texas de Brazil. O que tem aqui são brasileiras que cozinham comida caseira para fora como feijoada, moqueca, feijao e salgadinhos.

Quanto à saudade do Brasil, sentimos falta da nossa família! E das praias brasileiras.

Às vezes pensamos em voltar a residir no Brasil no futuro, por causa da saudade da família e para que os meninos possam conviver mais com os avós. Mas quando vemos a situação de violência e corrupção que se encontra o Brasil, a vontade passa.

Muitas pessoas sonham em vir morar aqui nos Estados Unidos. O meu conselho é que se você quer mesmo vir pra cá, corra atrás, estude inglês e se especialize. Tem que ser uma decisão muito bem pensada. Aqui é um país seguro, com ótimas escolas, ótimas opções de lazer, mas também tem que se trabalhar muito e o custo de vida não é barato. Algumas pessoas se iludem achando que nos Estados Unidos tudo é mais barato que no Brasil, mas não é bem assim. Comprar um carro ou fazer compras nos outlets pode até ser mais barato que no Brasil, mas pagar aluguel de casa, arcar com um plano de saúde, contas de água, luz e gás pesam bastante no orçamento no final do mês, então tudo tem que ser levado em consideração. É uma mudança de vida muito grande, as culturas são diferentes e você sempre será um estrangeiro aqui.”

Juliana Fontes

A entrevista acima foi dada com exclusividade para o blog descobriaamerica, é proibido qualquer tipo de reprodução da mesma.

Abraços!

Juliana

Michigan Fireworks

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Detroit Fireworks (image: google)

Por volta do dia 20 de Junho deu início as comemorações de 4 de Julho aqui em Michigan (Indepence Day). Com o começo do verão por aqui, os principais eventos comemorativos são  as queimas de fogos em diversos lagos e parques das cidades. Não sei se nos outros estados americanos também é assim, mas aqui em Michigan entre o final do mês de Junho até o  dia 4 de julho tem queima de fogos quase todos os dias em diferentes lugares, tem até um cronograma com as datas e os locais para quem quiser acompanhar as queimas de fogos por com site e tudo!

Fireworks Displays in Michigan

Ontem (28/6) aconteceu a principal queima de fogos na cidade de Detroit as margens do Detroit River. Nunca fui lá ver pessoalmente a esta queima de fogos mas pelos vídeos que assisti na internet foi muito bonito!

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É  super comum ver tendas enormes nos estacionamentos das lojas vendendo tudo o que é tipo de fogos de artificio, é a sensação do momento por aqui. Tem até lojas enormes especializas na venda de fogos de artifício como a Phantom fireworks

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Phantom fireworks store

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Venda de fogos de artificio no estacionamento do mercado

Como já falei em outro post, o ano novo aqui em Michigan é muito sem graça, pois é inverno aqui, está frio e com neve, então ninguém vai lá fora soltar fogos, fica todo mundo dentro de casa ou em festas em recintos fechados. Então estas comemorações do 4 de Julho acabam lembrando muito as nossas comemorações de final de ano do Brasil. Claro que não dá para comparar com a queima de fogos do Rio de Janeiro (aqui eles soltam os fogos um por um, vamos assim dizer e só no final tem aquela explosão de fogos ao mesmo tempo), mas é bonito de assistir e as crianças adoram claro!

Abraços!

Juliana

Michigan State University X University of Michigan

Aqui em Michigan temos duas grandes universidades, a  Michigan State University e a University of Michigan. E como não poderia deixar de ser, existe uma certa rivalidade entre as duas, principalmente quando o assunto é futebol americano.

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A Michigan State University foi fundada em 1855 e fica localizada na cidade  East Lansing (ao lado de Lansing, que é a capital de Michigan) e é a oitava maior universidade dos EUA, com uma média de 50 mil alunos. As faculdades mais populares são a de Biologia, Psicologia e Logística e ela tem o seu próprio estádio de futebol, o Spartan Stadium com capacidade para 75 mil espectadores.

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A University of Michigan  (U-M) fica localizada na cidade de Ann Arbor aqui em Michigan, mas foi fundada em 1817 originalmente em Detroit. É a universidade mais antiga de Michigan e possui campos também nas cidades de Flint e Dearborn. Atualmente conta com um número de mais de 43 mil alunos inscritos. No campos da U-M  fica localizado o maior estádio de futebol dentro de uma universidade do mundo, o Michigan Stadium,  com capacidade para mais de cem  mil espectadores! As cores da universidades é o amarelo e o  azul e o seu grito de guerra é “Let’s go Blue!”. As faculdades mais populares são a de Business, Economia e Odontologia.

No próximo mês de Julho vai ter uma partida especial entre o Real Madri e o Chelsea, evento que promete lotar o estádio e movimentar a cidade.

Aqui tem um comparativo entre as duas universidades

O critério para admissão nas Faculdades por aqui é bem diferente do Brasil, não existe vestibular e sim uma soma de avaliações acadêmicas e não-academicas. Os critérios acadêmicos normalmente são o histórico escolar, as notas nos testes oficiais (American College Testing), recomendações de professores e redação. E os critérios não-academicos são as atividades extra-curriculares que o aluno fez durante a vida, algum talento ou habilidade especial que o aluno tenha (um ótimo jogador de futebol ou um excelente pianista por exemplo), qualidades pessoais do aluno (fluente em mais de um idioma, experiência de vida em outro país por exemplo) e se este realizou trabalhos voluntários. Tudo isso junto vai ser avaliado pela Universidade quando um aluno aplica para uma vaga.

As duas universidades (Colleges) são públicas (public institution), mas não são gratuitas, aqui tem que pagar as anuidades da faculdade. As anuidades (Tuition) giram em torno de 13 mil dólares por ano para quem é residente do estado de Michigan. Alunos que vem de outros estados vão ter um valor aproximado de anuidade de 35 mil dólares por ano!

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Não poderia deixar de citar  também a Northern Michigan University, que fica localizada na Upper Península de Michigan, na cidade de Marquete. Foi fundada em  1899 e possui  uma média de 9 mil alunos. Suas principais faculdades são na área  de ciência e pesquisa, artes, busisness, educação e saúde. Estudar aqui é um pouquinho mais em conta, vamos dizer. A anuidade para residentes do estado de Michigan é por volta de 10 mil dólares e para não residentes 15 mil dólares. E cursar faculdade em Marquete é um teste de resistência pois o inverno na upper península é congelante e dura fácil uns seis meses.

Uma coisa que eu reparei aqui é que normalmente cada família tem a sua universidade do coração, parece coisa de time de futebol. Normalmente os pais querem que os filhos continuam a linhagem dentro da universidade isto é, os pais querem que os filhos estudem onde eles estudaram e que por sua vez os pais deles (avós) também estudaram. E esse carinho pela universidade muitas vezes esta declarado na frente de várias casas aqui em Michigan, através de bandeiras ou plaquinhas da Universidade na frente das casas.

Aqui na região em que moramos percebo que a Michigan State é a mais querida vamos dizer. É mais comum cruzar com bandeiras da Michigan State ou com o símbolo dos Spartans nas casas por aqui do que da “rival”  University of Michigan.

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Bandeira americana acompanhada pela bandeira da Michigan State e plaquinha no jardim em frente a uma residência aqui em Michigan.

Interessante né? Algum leitor já estudou em alguma universidade aqui nos EUA? Deixe a sua opinião nos comentários!

Abraços

Juliana

 

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
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Sites e Canais legais para dar um UP no seu Ingles

Depois de 3 anos morando aqui nos EUA o meu falar em inglês está melhorzinho (ainda dá branco as vezes e o sotaque ainda é muito forte) diferente do meu ouvir e entender que  já melhoraram muito!!!  Como não estou mais frequentando as aulas de inglês por causa do bebe, eu  uso a internet para continuar treinando e aprender coisas novas. E o mais legal desses canais é que eles ensinam o inglês falado mesmo, sem focar apenas em gramática , o que  é muito chato.

Então segue abaixo os meus canais e sites preferidos para estudar inglês! É só clicar no link para ser direcionado direto para os sites.

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VOA – Este site é muito legal para treinar Listening. Tem várias matérias como se fosse um jornal e diferentes assuntos. Além disso tem dicas de pronúncia e dicas rápidas de gramática.

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Engvid – Canal do YOUTUBE  com vários professores. A minha preferida é a Ronnie, uma canadense muito engraçada.

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Cintia Disse – Tem várias dicas legais de inglês, mas o forte do Canal é a própria Cintia que é muito engraçada e aborda diversos assuntos além do inglês, então cuidado para não fugir do foco que é o inglês (eu sempre acabo me entretendo com outros assuntos do canal dela que não é o  inglês rsrsrs).

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English in Brazil – As dicas da Carina Fragozo são ótimas e ela é fera em ensinar  pronúncia.

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Ingles na ponta da Lingua – Site com várias dicas de expressões em inglês  que normalmente não estão nos livros e que são muito usadas pelos americanos.

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AJ Hoge – Na Verdade ele vende um curso de inglês (Effortless english), mas ele tem  alguns vídeos free no youtube com várias dicas de como estudar inglês de uma maneira eficiente que vale muito apena assistir.

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Ingles Online – Ouvia os podcasts deste site desde quando eu morava no Brasil. Os podcasts são ótimos e dá para salvar no celular e escutar repetidas vezes, o que te faz treinar o listening.

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Amigo Gringo – Adoro! Nem tanto para aprender inglês pois esse não é o foco do Canal mas os vídeos com dicas sobre os costumes dos americanos e o comportamento dos brasileiros aqui nos EUA são ótimos!

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Privite English Portal –  Os vídeos do Steve Ford são bem didáticos e é  bom para aprender um pouco de gramática de uma maneira mais light.

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SmallAdvantages – Descobri recentemente este canal do americano Gavin Roy que fala muito bem português e tem dicas muito legais de inglês falado do dia-a-dia! Já entrou na minha lista dos favoritos!

Espero que tenham gostado das dicas !

Abraços

Juliana

ESL nos EUA

10 Dicas que irão facilitar o seu dia-a-dia nos EUA

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Summer Camp- Férias de verão nos EUA

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O ano escolar está quase chegando ao fim aqui nos EUA.  Aqui em Michigan temos apenas mais duas semanas de aulas antes do início das férias de verão! Serão praticamente 3 meses sem aulas nas escolas públicas americanas então, haja imaginação para entreter a criançada!

Porém, um fato contraditório que tem por aqui é que ao mesmo tempo em que as crianças ficam de férias o verão inteiro, os pais tem pouquíssimos dias de férias aqui nos EUA. As férias do americano são bem curtas, variam de 5 a 15 dias por ano! Apenas pessoas com um bom tempo de empresa e cargos altos conseguem ter 30 dias de férias no ano.

Então o que fazer com a criançada? Quando  nem casa de vó tem para a criançada passar as férias? Os  SUMMER CAMPS podem ser a solução!

Os acampamentos de verão aqui nos EUA geram milhões de dólares por ano e são a salvação para os pais que não querem que os filhos desperdicem o verão na frente da televisão ou do iPad.

Existem inúmeros tipos de Summer Camps. Tem os oferecidos pelo próprio distrito escolar da criança, o da própria cidade, das igrejas, YMCA e empresas particulares especializadas em summer camps. Os temas também são diversos indo do típico acampamento na beira do lago com direito a pescaria e fogueira, summer camps de artes, esportes, culinária e até summer camps de robótica.

As opções são infinitas e dá para manter as crianças entretidas durante todo o verão, o grande problema para mim é o preço dos Summer Camps, são muito caros! Uma semana em um Summer Camp das 9 horas  da manhã as 3 horas da tarde varia de $100,00 a $300,00 dólares por semana! Multiplica isso por quase 12 semanas de férias, é muito dinheiro!

Mas fazer o quê? Não é justo deixar a criança em casa durante o verão, sendo que esta estação do ano é muito curta aqui em Michigan. Por enquanto inscrevi o Theo em uma semana no  summer camp do YMCA cujo o tema é Liga dos heróis e fica na beira de um lago com diversas atividades ao ar livre. Vamos ver como vai ser esse que é praticamente o primeiro Summer Camp dele.

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Quando morávamos em Canton tinha um projeto oferecido pelo Canton Activit Crew chamado Supervised Playground Program, que era muito bacana. Você registrava a criança no programa por uma taxa de $25 dólares o verão inteiro e o seu filho ficava com a equipe de recreadores do programa em alguns parques com playgrounds da cidade. O Theo adorou e para mim era uma grande ajuda pois aproveitava o tempo em que ele estava com os recreadores para ir ao mercado, fazer almoço e os afazeres de casa enquanto ele se divertia com as outras crianças e monitores. Infelizmente aqui na região em que moramos atualmente não tem esse tipo de projeto. Os programas similares que tem por aqui chamados de Summer Care custam em média $35 dólares por dia.

No site da maioria dos distritos escolares você encontra as opções de Summer Camps da sua região. Segue abaixo o link para alguns programas de verão na nossa região aqui em Michigan:

My Summer Camps 

YMCA Michigan Camps

Canton Leisure Services

Walled Lake Communit Education Summer Program

City of Novi Camps

Plymouth-Canton Communit Education Summer Program

Huron Valley Summer Program

West Bloomfield Summer Camps

As bibliotecas e academias também capricham na programação para a criançada durante o verão, o que é uma boa opção sem ter que gastar muito dinheiro.

A rede de Academia LifeTime, que é bem conhecida aqui na região tem uma programação bem bacana de Summer camp.

Life Time Kids Camp 

Espero que o post ajude aos vocês papais e mamães a manterem as crianças ativas e felizes durante as longas ferias de verão americanas!

Abraços

Juliana

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Memorial Day – Morar nos EUA

Hoje é feriado de Memorial Day aqui nos EUA. Repostando aqui como foi o nosso primeiro Memorial day aqui em 2014.

Morar nos EUA

Ontem foi feriado de Memorial Day aqui nos EUA. É um feriado Nacional  em homenagem aos militares que morreram durante a Guerra Civil Americana (1861-1865). Este dia é marcado por inúmeros desfiles (“parades”) de militares pelas cidades e visita aos cemitérios militares. Este feriado também marca o início da temporada de verão por aqui, já que as temperaturas já estão na casa dos 26 graus, a vizinhança já esta fazendo churrasco, os parques da cidade já estão a todo vapor e até os parques de água para a criançada se refrescar já estão funcionando.

Aproveitamos bem o nosso feriado e fomos aos parques, fizemos piqueniques com as crianças, vimos um desfile na cidade de Novi que é aqui pertinho e até andamos de barco a remo.

Para entrar no clima do Memorial Day, no sábado fomos ao Greenfield Village, na cidade de Dearborn, que fica a uns 20 minutos de…

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Uma adolescente brasileira em uma High School americana

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Nós brasileiros temos aquela idéia de escola americana baseado no que assistimos em filmes. Será que é daquele jeito mesmo?  Para matar a minha curiosidade e ajudar um pouco as famílias que estão vindo com filhos adolescentes para os EUA, conversei com a Gabi que tem 15 anos  e que se mudou do Brasil para os EUA há um ano com os seus pais e esta cursando o primeiro ano da High School aqui em Michigan.

Morarnoseua: Como você reagiu a notícia que iria mudar de país?

Gabi: Eu senti muitas emoções ao mesmo tempo. Eu fiquei animada pois sabia que iria ser uma experiência totalmente diferente daqui, fiquei nervosa pois o meu inglês não era muito bom e triste por causa da minha família e amigos que não viriam comigo.

Morarnoseua: Em que ano da High School você está?

Gabi: Estou acabando o nono ano, mais conhecido como Freshman Year, que é o primeiro ano da High School entre os quatro.

Morarnoseua: Como foi o seu primeiro dia de aula aqui nos EUA?

Gabi: Com certeza não foi um dos melhores dias da minha vida. Eu só queria voltar para o Brasil e para a minha escola e amigos. Sinceramente eu me senti muito mal, mas depois do segundo dia eu percebi que não era tão ruim assim.

Morarnoseua: Você já falava inglês quando se mudou para cá?

Gabi:Eu fiz alguns cursos no Brasil que foram bons e que me ajudaram mas eu nunca tinha conversado realmente com alguem em inglês o que me deixou muito nervosa. Antes de me mudar para os EUA fiz aula particular com uma professora e foi o que realmente  me ajudou.

Morarnoseua: Você teve aulas de ESL (English Second Language) assim que começou na High School? Tem muitos estrangeiros na sua escola?

Gabi: Sim, eu tive ESL por alguns meses, mas eu não acho que ajudou em muita coisa, me ajudou mais com as lições de casa. Para você ter direito ao ESL tem que fazer uma prova uma vez por ano para avaliar o seu nível de inglês e se o seu nível for considerado “alto” o seu direito ao ESL acaba.

Na minha escola não tem muitos estrangeiros, tem mais na outra High School do distrito, que é onde tem o maior programa de ESL na qual eu estudaria se precisasse de uma ajuda maior com o inglês, mas não precisei. É difícil ver estrangeiro na minha escola, os que tem já estão aqui há muito tempo e nem no programa de ESL eles estão mais.

Morarnoseua: Você sentiu preconceito por parte dos colegas de classe por ser brasileira?

Gabi: Nenhum! O pessoal fica super animado em saber que você é de outro país e que fala outra língua. Mas também tem aquele pessoal que nem liga mas te tratam de uma maneira normal, como qualquer pessoa.

Panelinha em toda a escola tem, mas nunca vi muito, acho que é por eu estar no primeiro ano. Claro que tem as meninas mais populares, os meninos mais populares! Acho que eu estou na média. Conheço algumas pessoas que fazem parte dos grupos mais populares mas eu não faço parte do grupo.

Morarnoseua: Como são divididos os anos da High School?

Gabi: São 4 anos de High School (referente ao Colegial do Brasil). O nono ano (primeiro ano da High School) é  conhecido também como Freshmam. O Sophomore year é o décimo ano, Junior é o décimo primeiro e o Senior é o décimo segundo e último ano de High School.

Morarnoseua: Como é a rotina de aula em uma high School americana?

Gabi: Aqui, diferente do Brasil, os professores não trocam de sala de aula e sim os alunos. Cada professor tem a sua própria sala de aula. São seis aulas por dia e meia hora de intervalo. Os corredores da escola durante a troca de salas são exatamente iguais aos que a gente vê nos filmes americanos e como eu falo “a mochila é a sua arma” na High School. O melhor lanche que tem é pizza mas tem opções mais saudáveis também.

Morarnoseua: Quais as principais diferenças que você notou com relação a sua escola no Brasil?

Gabi: Minhas aulas começam as 7:15 da manhã e terminam as 2:30 da tarde. Cada professor tem a sua sala de aula então são os alunos que trocam de sala e não temos aula com as mesmas pessoas o dia inteiro, o que é diferente do Brasil.

Os professores aqui querem te ver sempre tirando boas notas então eles “não jogam” a matéria em cima de você, eles querem ter certeza de que você entendeu o que foi ensinado. Há alguns dias atrás eu pedi para a minha professora me ajudar com um problema de matemática, ela sentou do meu lado e fez comigo todos os problemas da minha revisão que eram parecidos com aquele que eu tinha dúvida junto comigo.

O ano escolar aqui também é diferente. Começa em Setembro e termina em Julho. Nós temos duas semanas de break entre o Natal e o Ano Novo, outro break em fevereiro (Winter Break) e mais uma semana de folga em Abril,  que é a tão conhecida Spring Break.

Morarnoseua: Quais são as matérias obrigatórias na High School?

Gabi: Vai depender do ano em que você está. Para o Freshmam (9 ano) são matemática, inglês e biologia durante o ano inteiro. Economia, Civics, educação física e Teen Health são apenas durante um semestre do ano (o ano escolar se baseia em dois semestres). Além dessas aulas eu faço Espanhol também.

Morarnoseua: Você pode optar por qual matéria fazer? Quais as opções de atividade extra-classe?

Gabi: Sim, você pode optar por matérias mas tem um número limite dentre varias opções. Eu não tive a oportunidade de escolher para o meu Freshmam Year, mas já escolhi para o meu Sophomore Year.

 Esportes é por temporadas, você tem que se registrar para entrar e depois você vai nos encontros que são semanais.

Aqui os times são normalmente divididos em varsity, que é um nível mais alto, Junior varsity  ou  JV que é um nível médio e as vezes tem um time de Freshmam. Tem os tryouts e pela a sua habilidade eles vêem em qual time você se encaixa.

Morarnoseua: Sei que você é uma cheerleader. Tem todo aquele status que a gente vê nos filmes?

Gabi: Eu achei que ia ser igual dos filmes, mas na verdade é como qualquer esporte, talvez por causa do Estado ou da escola. Algumas pessoas não consideram como um esporte e a gente fica brava, mas é um esporte como qualquer outro e não tem um status muito grande.

Morarnoseua: Como são os testes na High School?

Gabi: Aqui tem 3 tipos de testes. Os Quizzes que são pequenos testes que tem toda semana mas não para todas as aulas, os professores normalmente te avisam uns dois dias antes. Tem os testes que são mais importantes como os BA`S que acontecem no final do capítulo de cada matéria e as Provas finais que acontecem em Janeiro e em Junho.

Morarnoseua: Você acha o comportamento do adolescente americano diferente do brasileiro?

Gabi:  Sim, eu acho que eles são mais esforçados na escola e realmente se preocupam com a faculdade (College).

Morarnoseua: Com relação ao futuro. Você quer voltar para o Brasil ou gostaria de ficar por aqui?

Com certeza eu quero concluir a High School aqui e  o College também!

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
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Brazilian Bazar – Um pouquinho do Brasil em Michigan!

 

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Estou morando há dois anos e meio aqui nos EUA e neste tempo procurei me adaptar com os produtos daqui e a viver sem algumas coisas do Brasil, mas a partir do momento em que você descobre que tem brasileiro fazendo coxinha com catupiry, feijoada e pastel para vender por estas bandas você já corre para fazer uma encomenda!

Na última sexta-feira aconteceu aqui na cidade de Novi em Michigan o primeiro Grand Brazilian Bazar, evento organizado com o intuito de divulgar o trabalho dos brasileiros que moram aqui em Michigan e acima de tudo para matarmos um pouquinho as saudades das coisas típicas do Brasil principalmente das comidas!!

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Mari e Aline, as organizadoras do Bazar!

Tinha um pouco de tudo. Artesanato, divulgação de serviços de decoração de festa, cosméticos entre outras coisas, mas o chamariz do bazar era sem dúvida a comida. Pastel, salgadinhos de festa típicos do Brasil, docinhos brasileiros, pão de mel, bolo, pão de queijo, feijoada! O maior sucesso! Pena que acabou tudo muito rápido!

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Vista Geral do Bazar. Foi um sucesso!

Além de divulgar o trabalho dos brasileiros o bazar foi um momento para juntar a brasileirada que mora por aqui, encontrar amigos e por que não fazer novas amizades. Sempre tem aquela família que acabou de chegar e aquela que já esta por aqui há mais de 10 anos o que é uma ótima oportunidade para trocar experiências!

O outro lado do bazar é mostrar como a gente tem a capacidade de se reinventar quando a gente sai da nossa zona de conforto.  Como normalmente são os maridos que recebem uma proposta de emprego aqui nos EUA e se mudam com a família, nós as esposas, acabamos ficando em casa cuidando das crianças e administrando a rotina doméstica o que parece fácil mas não é!

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Giselle Tessarini Cake Designer

Muitas de nós tinham uma carreira consolidada no Brasil, mas por algum motivo como a barreira da língua (meu caso), o tipo de visto (meu caso), o não reconhecimento do seu diploma universitário aqui (meu caso também rsrsrs), e a ausência de vaga de emprego na nossa área, acabam dificultando a nossa volta para o mercado de trabalho aqui nos EUA.

Com o passar do tempo tudo entra na rotina novamente, o marido vai trabalhar, as crianças vão para a escola e nós, as esposas, acabamos ficando em casa. É claro que a gente faz amizades, marcamos passeios juntas e saímos para conversar e tomar um café, mas chega um momento em que queremos mais e ai temos que nos reinventar!

Algumas optam por escrever blogs (meu caso de novo!) e outras transformam um talento que tinham como hobbie em algo lucrativo! Foi isso o que eu vi no bazar, administradoras, advogadas, fisioterapeutas, engenheiras… enfim, mulheres altamente qualificadas, muitas com inglês fluente vendendo seu artesanato lindo, sua coxinha deliciosa, uma feijoada suculenta e aquele bolo de aniversario decorado que dá de dez a zero nos bolos americanos! Tudo feito com amor e carinho! Todas com um sorriso no rosto e orgulhosas de estarem fazendo parte deste evento da comunidade brasileira aqui de Michigan!

Desejo muito sucesso para todos os expositores que estavam no evento e obrigada por trazerem um pedacinho do nosso Brasil para os EUA !

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Expositores do 1º Grand Brazilian Bazar

Vou deixar aqui no blog o contato de alguns dos expositores do bazar. Infelizmente não consegui pegar o contato de todos, então se você estava lá no bazar e quer deixar o seu contato aqui no blog, é só deixar nos comentários que eu adiciono no post!

Mari Brazilian Foods  (Salgados e doces)-  mari_neusa@hotmail.com

Mommy’s day off (comida caseira brasileira)

Giselle Tessarini Cake Designer – gisellethomazete@gmail.com

Pastel da Japas

Brazilian friends finger foods

Eli’s Doces (churros) elischurros@gmail.com

La Bella Papeterie – sabrinanmelo@hotmail.com

Lily Table decoration – lilytable@yahoo.com

Fabee Sewing and Sweets

BY AAN

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole.

Como é morar em Michigan

Para os Brasileiros que estão chegando em Michigan, estou repostando a entrevista que dei no ano passado sobre como é morar por aqui!

Abraços

Morar nos EUA

Hoje saiu a entrevista que eu dei para a Lu lá do Blog Viver nos EUA. Segue abaixo o link!

Como é morar em Michigan

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1- Em que cidade e estado americano você mora? Há quanto tempo você vive nos Estados Unidos e em que parte do Brasil você morava antes de vir para cá? (pode falar um pouco sobre como veio para cá também)

 Estamos morando nos EUA  desde novembro de 2013. Primeiro moramos na cidade de Canton aqui em Michigan e agora estamos morando em Wixom, também em Michigan. É uma cidade pequena, como a maioria das cidades de subúrbio, mas todas muito próximas umas das outras e com inúmeras opções de comércio e lazer. No Brasil morávamos no estado de de São Paulo. Nos mudamos para os EUA pois apareceu uma oportunidade de trabalho para o meu marido na área dele aqui, e como sempre tivemos vontade…

Ver o post original 1.918 mais palavras

Temos um bebe!

Em primeiro lugar quero agradecer a todas as mensagens de felicitações que recebi de vocês, leitores do blog, pelo nascimento do Thomas. Obrigada por todo o carinho!

Estamos todos bem e curtindo essa nova fase da nossa família. Agora somos quatro por aqui  e a rotina com um bebezinho agora é outra aqui em casa.

Tenho recebido muitas perguntas e dúvidas sobre a vida aqui nos EUA porém no momento estou sem tempo para me dedicar ao blog.  Leio todos os comentários que vocês deixam por aqui, as vezes ele demora um pouquinho para aparecer no blog pois os comentarios precisam da minha aprovação para serem publicados, e agora não consigo acessar no blog todos os dias.

Vou responder as dúvidas de vocês assim que possível e logo voltarei com novos posts por aqui!

Um grande abraço!

Juliana

O Parto – Gravidez nos EUA

Foi Cesariana. Não foi dessa vez que passei pela experiência de ter um parto normal. Por razões médicas tive que fazer uma “C-Section” nove dias antes da minha “Due Date” como  chamam a data prevista do parto nos EUA (o que corresponde a 40 semanas de gestação). Mas o que realmente importa é que a cirurgia foi tranquila e o nosso bebe nasceu super saudável!

A minha C-section não estava agendada, então assim que eu sai do consultório da minha médica, depois de uma consulta de pré-natal de rotina, ela já notificou o Hospital que eu iria dar entrada na parte da tarde.

A Chegada no Hospital

Assim que chegamos no hospital demos entrada na parte burocrática que foi preencher e assinar alguns papeis, apresentar documento de identificação (driver license) e o cartão do plano de saúde. Sai da recepção já com uma pulseira de identificação no meu braço e fui encaminhada, junto com o meu esposo, para o nosso quarto no hospital. Uma funcionária do hospital nos acompanhou até o quarto.

O quarto era igualzinho ao que vimos durante a visita no hospital. Logo depois de dominarmos o quarto com nossas coisas como mala da mamãe, do bebe e do papai (que mais tarde descobri que não usaria praticamente nada do que eu levei) a enfermeira responsável se apresentou e conferiu toda a minha ficha clinica que a minha médica já havia encaminhado para o hospital. Depois a médica que iria fazer o meu parto venho conversar comigo. Não foi a minha médica oficial do pré-natal e sim uma das médicas da clínica com quem eu já havia passado durante o “rodízio” de médicos durante as consultas de pré-natal, pois era ela quem estava de plantão no dia.

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Nosso quarto no hospital

Fiquei no quarto aproximadamente por cinco horas aguardando o momento do meu parto (eu e o bebe sendo monitorados durante todo esse tempo). Durante esse período fui medicada, apresentada para as outras enfermeiras, respondi a um questionário enorme pois optamos em doar o sangue do cordão umbilical do bebe para pesquisas com células tronco e aquelas coisas básicas de hospital. O anestesista venho se apresentar e fazer algumas perguntas e explicar o procedimento da eperidural antes de eu ser levada para o centro cirúrgico.

O Parto

Durante o parto, toda a equipe de dentro do centro cirúrgico foi ótima e atenciosa. A todo momento o auxiliar do anestesista ficou ao meu lado perguntando como eu estava me sentindo. O meu marido entrou no centro cirúrgico para assistir ao parto depois que eu já estava anestesiada. A cirurgia foi super rápida e o nosso bebe nasceu chorando a pleno pulmões!!

Assim que ele nasceu, a pediatra que estava presente no centro cirúrgico, realizou os primeiros cuidados com o bebe, logo em seguida ele foi entregue para o meu marido que ficou com ele nos braços ao meu lado. Diferente do Brasil o bebe não foi colocado sobre o meu peito logo após o nascimento.

Um fato que achei interessante foi que os instrumentistas cirúrgicos contaram todos os instrumentos cirúrgicos e o número de gazes que iriam ser usadas durante a cirurgia em voz alta antes da cirurgia começar, e assim que terminou o parto eles recontaram tudo novamente em voz alta (inclusive as gazes).

Outra coisa diferente foi que antes da cirurgia começar a médica pediu para eu responder algumas perguntas como qual era o meu nome completo, o porque que eu estava deitada naquela mesa cirúrgica e que tipo de cirurgia seria realizada em mim. Eu ali nervosa e ansiosa e meu cérebro tendo que processar e responder as perguntas em inglês, não gostei desse interrogatório bem ali na hora do parto.

Assim que a cirurgia terminou fui direto para o meu quarto. Meu marido na frente empurrando o bercinho com o bebe e eu atrás.  No Brasil eu fiquei duas horas sozinha em uma sala de recuperação antes de ir para o quarto e o bebe ficou no berçário durante todo esse tempo.

Quando entramos no quarto, os avós e o irmão mais velho já estavam lá ansiosos para conhecer o novo membro da família!

A estadia no Hospital

 Durante a minha estadia no hospital, que foi de 3 dias, o bebe ficou ao meu lado no quarto. Ele foi levado do quarto apenas três vezes: para fazer o teste de audição, o teste similar ao do pezinho que é feito no Brasil e no último dia o teste no bebe conforto (car seat), onde colocaram o bebe no car seat que vamos usar no carro e lá ele ficou por aproximadamente uma hora tendo os sinais vitais e respiração controlados para ver se o nosso bebe conforto era seguro para ele.

Outra coisa diferente do Brasil é que aqui o lema americano DIY (Do It Yourself) ocorre no hospital também. Durante toda a minha estadia no hospital foi o meu marido que fez as trocas de fraldas do bebe. As enfermeiras só trocavam a fralda dele quando vinham examiná-lo. Logo que chegamos no quarto a enfermeira já nos mostrou onde ficavam as fraldas, trocas de roupas e lencinhos para os cuidados com o bebe. E também deixou todos os itens de higiene para o meu uso no banheiro, incluindo uma cinta pós-parto. Lembro que no Brasil as enfermeiras me ajudaram bastante neste quesito “cuidados com a mamãe”. Também tinha que preencher uma tabela com a hora em que o bebe mamou, o tempo em que ele ficou mamando e de qual lado, além de ter que anotar as vezes em que ele fez xixi ou coco.

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Cantinho do bebe dentro do nosso quarto

Outra coisa diferente foi o “banho” do bebe. Aqui eles deram um “banho” no bebe com toalhinhas umedecidas no segundo dia pós-parto. Um dos motivos é não molhar a região do umbigo para ele secar mais rápido. Eles não passam nada no umbigo, nem álcool 70 como me aconselharam passar no Brasil (o que fez sentido pois o umbigo caiu no 5 dia após nascimento, o do Theo demorou mais).

Tanto eu como o bebe éramos examinados várias vezes durante o dia. Perdi a conta de quantas vezes a minha temperatura e a pressão arterial foram  aferidas. Toda medicação administrada em mim ou no bebe tinha o código de barras escaneado e as nossas pulseiras de identificação também eram escaneadas antes do inicio de qualquer exame e tudo ia direto para o computador ou para o tablet da enfermeira. Também recebia medicação para dor de 6 em 6 horas e já sai do hospital com os meus remédios na bolsa para os próximos dias, o que evitou uma parada desnecessária na farmácia na saída do hospital.

Os cuidados da equipe médica

A atenção da equipe médica comigo e com o nosso bebe foi nota dez! Enfermeiras gentis e atenciosas. A única reclamação que fizemos foi com relação a pediatra que fez o exame do bebe no segundo dia. Achamos que ela não o examinou direito e ficou toda nervosa quando ele regurgitou nela (ela venho examina-lo na hora em que ele estava mamando). Reclamamos com a minha médica sobre o atendimento da pediatra e um pouco depois a enfermeira chefe venho ao nosso quarto pedir desculpas e disse que providencias seriam tomadas. No dia seguinte outra pediatra venho examiná-lo e ai sim foi feito um exame cuidadoso e minucioso no nosso bebe.

Também recebi duas vezes a visita no quarto de uma consultora em amamentação que me orientou e ficou ali do meu lado, na prática, me ensinando a maneira correta de amamentar  o bebe (tem coisas que a gente esquece depois de 7 anos).

Aqui ele tomou apenas a primeira dose da vacina para Hepatite B no hospital. Aqui não é dada a BCG, aquela que deixa a “marquinha” no braço.

Um fato curioso é que toda hora que uma pediatra ou enfermeira diferente vinham examinar o bebe, sempre me perguntavam se eu havia optado em fazer a circuncisão nele, até a consultora de amamentação perguntou. Falei que no Brasil esse procedimento não era comum (exceto por razões religiosas) e elas me disseram que aqui nos EUA é comum fazer a circuncisão nos bebes, que é tipo uma “tradição” de família onde se o pai foi circuncidado o filho provavelmente irá ser também. Mais uma diferença cultural entre os países.

Segurança

Tanto eu como o bebe recebemos uma pulseira com um chip. Caso o bebe se aproximasse de outra mãe (isto é, com um chip diferente) o chip iria disparar um alarme. Se por algum motivo o bebe saísse da área de controle da maternidade um alarme seria disparado, os elevadores do andar da maternidade iriam parar e a segurança do hospital seria acionada.

Alimentação no Hospital

No hospital em que eu fiquei as enfermeiras não eram responsáveis em trazer refeições para mim. Se eu tivesse fome eu era responsável pela minha alimentação. Tinha um frigobar no quarto para eu armazenar as comidinhas que eu trouxe de casa como iogurte e suco e tinha um cardápio do restaurante do hospital para eu solicitar refeição no quarto caso eu quisesse. Tinha uma pequena copa no corredor dos quartos com máquina de café, de refrigerante, microondas para esquentar comida  e alguns snacks para a gente se servir (no caso o papai).

Mala do bebe?

Durante toda a estada no hospital (3 dias) O nosso bebe ficou o tempo inteiro com uma roupinha que foi fornecida pelo hospital. Ele ficava de fralda, uma camisetinha tipo pagão e era colocado dentro de um saquinho bem quentinho. Ele só usou a roupinha que eu levei para o hospital na hora de vir para casa. Eu também fiquei os dois primeiros dias com a camisola fornecida pelo hospital, apenas na última noite coloquei a que eu trouxe de casa. Resumindo: não precisa levar praticamente nada para o hospital para se ter um bebe por aqui. É tudo muito simples e prático.

Visitas no Hospital

O nascimento de um bebe aqui é um momento muito íntimo da família e reservado para as pessoas bem próximas dos pais do bebe. A sala de visitas da maternidade ficava praticamente vazia o tempo todo. No quarto, apenas as pessoas mais próximas como papai, e avós do bebe. O movimento nos corredores dos quartos era bem pequeno, diferente de quanto eu tive meu primeiro filho no Brasil onde os corredores da maternidade São Luiz pareciam uma festa! Aqui também não tem enfeite na porta do quarto da maternidade com o nome do bebe.

Zica Virus

Estivemos no Brasil no final do ano de 2015. Minha médica do pré-natal me liberou para a viagem desde que tomasse cuidados necessários e além disso a fama do Zica vírus ainda não havia chegado aqui nos EUA. Quando a médica que fez o meu parto (que como falei não foi a minha médica) viu no meu prontuário que eu havia estado no Brasil ela entrou no quarto assustada e quis saber detalhes sobre a minha estada no Brasil, se eu tinha tido sinais de gripe e coisa e tal, mas depois que explicamos toda situação ela se acalmou. Brinquei com o meu marido que mais um pouco eles iam colocar aquelas fitas amarelas de isolamento no nosso quarto rsrsrsrs.

Conclusão

Os meus dois partos foram lindos. Foram um pouco diferentes mas não posso dizer se aqui foi melhor que no Brasil ou vice-versa. Gostei do esquema mais intimista do parto aqui mas ao mesmo tempo senti falta de uma “festinha” a mais no quarto com a presença da família que infelizmente estava no Brasil neste momento tão especial.

Agora é só esperar chegar a conta do hospital ….aí  que medo! rsrsrsr …. o que será assunto para um outro post.

Visita ao Hospital

Pré-natal nos EUA

Grávida nos EUA

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Visita ao Hospital nos EUA- Gravidez nos EUA

Como fizemos no Brasil na minha primeira gravidez, agendamos a visita para conhecer o Hospital onde o nosso segundo filho irá nascer. Optamos por um hospital próximo da nossa casa e onde a minha médica atendesse.

Estávamos em três casais no dia do tour nos hospital. Fomos acompanhados por uma senhora que nos apresentou desde a recepção até  a sala de parto do hospital. Cada hospital é de um jeito claro. Este que optamos é um hospital novo, moderno mas pequeno se comparado ao Hospital-Maternidade São Luiz em São Paulo onde foi feito o meu primeiro parto. Para  mim as duas grandes diferenças entre os hospitais são:

1- Ao ser admitida no hospital, a mão e acompanhante já são direcionados para um quarto privado onde ficarão até receber alta do hospital. É neste quarto que a mãe passa por todo o processo de trabalho de parto,  onde o bebe nasce, toma o primeiro banho, recebe a visita do pediatra, toma as vacinas e recebe o banho de luz se necessário até o dia da alta. A mãe só vai ser encaminhada para o centro cirúrgico se for necessário fazer uma cesariana e o bebe só ira sair do lado da mãe caso precise de algum tratamento especifico, tipo ficar na UTI neo-Natal, consequentemente….

2- Não tem berçário do tipo “aquário” com aquele monte de bebezinho que a gente adora ficar vendo quando vai fazer visita na maternidade. Ninguém fica vendo os filhos dos outros por aqui.

Outra coisa que fizemos esta semana foi uma vista na pediatra que atente neste mesmo hospital para entendermos como funciona os cuidados com o bebe por aqui (o nosso pediatra aqui dos EUA não realiza visita nos hospitais).  No Hospital o bebe irá receber apenas a vacina contra Hepatite B, injeção de vitamina K e aquele colírio nos olhos. Aqui não é administrada a vacina BCG.

 Eles estimulam o contato pele-a-pele da mãe com o bebe a partir do momento em que o bebe nasce. O bebe será “limpo” com paninhos sobre o colo da mãe assim que nascer, será examinado pelo pediatra e ficará em contato com a mãe por pelo menos 20 minutos e já será feita a primeira tentativa de amamentação, para só depois receber o primeiro “banho” (com paninhos úmidos) no próprio quarto e ser vestido com uma roupinha do hospital. O bebe só irá vestir a roupinha que a mãe escolheu no dia de ir para casa.

Como o meu primeiro parto foi cesariana, dentro de um centro cirúrgico e o meu primeiro contato com o Theo foi muito rápido. Logo depois do nascimento ele foi para o berçário e eu para a sala de recuperação onde fiquei por mais de duas horas, pois o hospital estava lotado e não tinha quarto disponível para mim. Todo mundo assistiu pelo “vidro aquário” o primeiro banho dele, menos eu.  Então estou com uma grande expectativa para ter o parto normal e conseguir desfrutar desse primeiro contato com o meu bebe.

A pediatra nos disse que se o parto for normal e bebe e mãe estiverem bem, a alta pode ser dada em 24 horas horas após o nascimento. Em caso em que o bebe tenha que ficar em observação ou cesariana a alta será data em 48 horas. Aqui ele recomendam ficar o menor tempo possível dentro do hospital para evitar o risco de contrair alguma infecção hospitalar. Após a alta, os pais devem retornar no prazo de dois dias  ao pediatra escolhido por eles para a primeira consulta do bebe.

Tem um vídeo no YOUTUBE do blog da Flavia Calina, que mostra bem como é um parto normal aqui nos EUA. O vídeo tem cerca de 30 minutos mas é bem legal, mostra desde o momento em que ela vai para a maternidade até o nascimento da bebe. Me ajudou a visualizar como pode ser o meu parto (para mim vai ser tudo novo pois quero tentar o parto normal desta vez) e dá para vocês terem uma idéia de como é um quarto de maternidade aqui nos EUA e o primeiro contato do bebe com a mãe.

Vídeo de parto normal nos EUA do blog da Flavia Calina.

Vamos ver como vai ser na prática, depois eu vou fazer um post contando como foi “realmente” a minha experiência em uma maternidade aqui nos EUA.

Abraços

Juliana

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