Você sabe os nomes dos filmes em inglês?

 

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Para mim sempre será “Curtindo a vida adoidado”!

Adoro ir  ao cinema desde que morávamos no Brasil. Adoro assistir filmes em casa e conversar sobre filmes é uma coisa do cotidiano das pessoas. Vira e mexe quando você esta em uma roda de amigos pode surgir algum comentário sobre algum filme ou alguém comenta sobre uma determinada cena engraçada ou outras coisas.

Porém quando você passa a morar aqui nos EUA você vai perceber que conversar sobre algum filme novo com os seus amigos que estão no Brasil ou sobre algum filme da sua época pré-EUA com amigos americanos vai esbarrar em uma barreira: O nome do filme.

A grande maioria dos filmes americanos tem o seu nome modificado quando eles fazem a tradução  para passar nos cinemas brasileiros com a finalidade do título fazer mais sentido em português, pois as vezes, se a tradução for feita ao pé da letra o título ficaria meio esquisito para os Brasileiros (o titulo original em inglês aparece entre parênteses bem pequenininho embaixo do titulo em portugues, eu nunca lia).

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Se beber não case

Por esse motivo muitos filmes novos que eu assisti aqui nos EUA eu não sei como ficou o nome em português e muitos filmes que eu assisti no Brasil eu simplesmente não sei o nome em inglês o que gera situações engraçadas como conversar sobre algum filme ou alguma cena com a minha amiga americana (que também adora filmes).

Estes dias estava na casa dela quando alguma coisa aconteceu com as crianças e eu me lembrei na hora de uma cena do filme “Curtindo a vida adoidado” (recordista em aparições na sessão da tarde do Brasil) e eu quis comentar a cena na hora com ela e ai …eu não sabia o nome do filme em inglês. Tentei traduzir do português para o inglês (“Enjoying the life a lot!” kkkk), mas é claro que ela não sabia de que filme eu estava falando então tive que descrever o filme, tentar lembrar do nome do ator principal (nao lembrei), enfim…até ela descobrir qual era o filme a situação toda já tinha perdido a graça . Pelo menos eu pratiquei o meu inglês descrevendo o filme! E cabe lembrar que a situação contrária, dela tentar me falar sobre algum filme e eu não ter a menor ideia de que filme ela esta falando, tambem acontece! kkkkk

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As panteras

As vezes pego filmes na biblioteca da cidade para assistir em casa (se não tem no NETFLIX claro!), e lá vem outra dificuldade: os filmes ficam organizados por ordem alfabética. Lá vou eu na internet pesquisar o nome do filme em inglês para eu conseguir encontrar o dito cujo no meio daquela centena de filmes! (o mesmo acontece com os livros).

Este post é mais para mostrar que morar em outro país é um aprendizado diário, você sempre esta aprendendo coisas novas e se deparando com situações que te tiram da sua zona de conforto a todo momento, inclusive em coisas banais!

Abaixo segue uma listinha de filmes cujos títulos são completamente diferentes !

Curtindo a vida adoidado – Ferris Bueller’s Day Off (Dia de folga do Ferris)

Se beber não case – Hangover (Ressaca)

Onze homens e um segredo – Ocean’s 11 (Os 11 do Ocean)

Esqueceram de mim – Home Alone (sozinho em casa)

Senhor das Armas – Lord of war (Senhor da guerra)

As panteras – Charlie’s Angels ( Os anjos de Charlie)

O Chamado – The Ring (O Anel)

A ressaca – Hot Tube Time Machine ( Jacauzzi, a maquina do tempo)

Jogos Mortais – Saw (Serra)

Meu Malvado favorito – Despicable Me (Desprezível eu)

Todo mundo em panico- Scary Movie ( Filme assustador)

O Poderoso Chefão- The Godfather ( O padrinho)

Truque de Mestre – Now you see me ( Agora você me ve)

As patricinhas de Beverly Hills – Clueless (Sem noção)

E se fosse verdade- Just like Heaven ( Como o paraiso)

Um sonho possível- The Blind side (O lado invisível)

Maluca paixão – All about Steve (tudo sobre Steve)

Mesmo se nada der Certo- Began Again ( Comece de novo)

Esposa de Mentirinha-  Just go with it ( Apenas vamos com isto)

Sintonia de Amor- Sleepless in Seatle (Sem dormir em Seatle)

A espera de um Milagre – The Green Mile (A milha verde)

Se lembrarem de mais filmes deixem nos comentários!

Abracos

Juliana

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole

Como é Morar em Michigan (Entrevista para o blog Descobri a America)

E hoje tem um pouquinho de como é morar aqui em Michigan na entrevista que dei para a Carol Mendes do blog http://www.descobriaamerica.com É só clicar no link abaixo! Entra lá !! Como é morar em Michigan …

Como é morar em Michigan por Carol Mendes:

“Michigan! Um estado com bastante história para a minha própria família (a parte americana dela, claro), e inclusive ainda temos diversos parentes por lá. Mas se tem uma brasileira que pode nos passar  informações super bacanas sobre o estado, e sobre Wixom (na região de Detroit), onde mora agora, ela é a Juliana Fontes, responsável pelo blog Morar nos EUA. Vamos à leitura? 🙂

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“Meu nome é Juliana, sou esposa do Léo e mãe do Theo e do Thomas! Era dentista no Brasil e aqui sou dona de casa e mãe 24 horas. Adoro mexer com fotos e fazer “scrapbook”. Também tenho um blog chamado Morar nos EUA. Estamos nos Estados Unidos desde novembro de 2013. No primeiro ano, moramos na cidade de Canton, no estado do Michigan, e depois nos mudamos para a cidade de Wixom, também em Michigan, onde já estamos há 2 anos. É uma cidade pequena, como a maioria das cidades de subúrbio, mas todas muito próximas umas das outras e com inúmeras opções de comércio e lazer. No Brasil morávamos no estado de de São Paulo.

Nos mudamos para os Estados Unidos porque apareceu uma oportunidade de trabalho aqui para o meu marido na área dele e, como sempre tivemos vontade de passar pela experiência de morar em outro país, resolvemos encarar esta aventura!

No Brasil eu era dentista especialista em Periodontia, formada há quase 15 anos e com meu próprio consultório. Não foi fácil abrir mão da minha carreira, pois sabia que aqui eu não poderia clinicar. Porém, não me arrependo; a experiência de vida é engrandecedora! Sou uma “stay-at-home mom” (mãe em tempo integral) feliz, mas tem horas que dá saudade de clinicar novamente.

Não tivemos muitos problemas com relação a adaptação à cultura daqui. Posso dizer que me adaptei mais rápido do que eu esperava. Claro que a língua é sempre uma barreira no início, mas isso nunca me impediu de me relacionar com as pessoas e explorar a nossa nova cidade. A presença de amigos brasileiros que já moravam aqui na região nos ajudou muito nessa adaptação. Além disso, o fato do meu filho frequentar a escola pública abriu uma oportunidade para eu ajudar como voluntária na escola dele, o que me ajudou a conhecer as mães americanas. Assim que chegamos aqui, tivemos que começar a vida novamente do zero e entender como o sistema funciona, mas depois dos três primeiros meses tudo entrou nos eixos e vida retomou sua rotina.

A maioria das pessoas que moram na nossa região são pessoas que trabalham na indústria automobilística. Por causa disso também tem muitos estrangeiros por aqui. Eu percebo que as pessoas são muito tranquilas e as famílias são bem grandes, com uma média de 3 a 4 filhos por casal. Os americanos são muito patriotas e adoram demonstrar o orgulho que tem pelo seu país, o que se pode ver pela quantidade de casas ostentando a bandeira dos Estados Unidos do lado de fora e pela participação ativa da população em datas comemorativas, como no feriado de 4 de julho. Me dou bem com os americanos; depois que te conhecem eles são pessoas bem receptivas. Mas cada um cuida da sua vida. Percebi que, desde a infância, os americanos aprendem a ser bem independentes. Ninguém te julga pela roupa que você veste ou pelo carro que você tem. Como qualquer país, aqui há alguns hábitos e costumes diferentes dos nossos brasileiros, mas essa é grande experiência de se morar em outro país: o contato com outras culturas e formas de pensar e olhar o Brasil e nós, brasileiros, por uma outra perspectiva.

Então os americanos são “na deles”; não são como a maioria dos brasileiros que já chega abraçando e beijando uma pessoa que acabou de conhecer e que em menos de meia hora de conversa já virou o seu melhor amigo de infância. Mas eles são muito, MUITO educados e adoram conversar com quem vem de outro país, principalmente do Brasil, que para eles é um destino exótico! E assim, aos pouquinhos eles vão se abrindo. Tenho amizade com duas americanas mães de amigos do meu filho, de frequentar a casa delas e elas a minha. Nossos maridos se tornaram amigos e sempre rola um churrasco aqui em casa ou um hambúrguer na casa deles! Tem que ter a mente aberta, sem preconceitos !

Agora sobre os pontos positivos e os pontos negativos de morar em Wixom, minha cidade atual:

  • Pontos positivos – Em primeiro lugar, a segurança. Mesmo estando a apenas meia hora de Detroit, que é considerada uma das cidades mais violentas dos Estados Unidos, nós nos sentimos muito seguros em Wixom. Poder entrar e sair de casa sem ter que procurar por algum “suspeito”, deixar o seu carro estacionado em qualquer lugar, sem medo de que ele possa ser roubado e ficar parada no semáforo com o vidro do carro totalmente aberto (no verão de Michigan claro!) para mim não tem preço. Em segundo lugar, é a presença de boas escolas. Meu filho adora a escola e já está fluente em inglês. Isso vai ser um diferencial no futuro dele. Além disso, a presença de muitas áreas verdes e inúmeros parques para recreação aos finais de semana. Uma outra coisa linda aqui de Michigan e que eu adoro é poder presenciar a mudança das estações do ano. Cada estação aqui é muito bem definida e tem a sua beleza particular. Mas a minha preferida é o outono! É lindo ver as folhas das árvores se tingindo de vermelho, laranja e amarelo! É uma paisagem que não temos no Brasil e acho que por isso me encanta tanto!
  • Pontos negativos – Os meses de inverno são os mais difíceis. No começo é legal, a neve é linda, brincamos na neve, fazemos “sledding” (tobogã na neve)… mas depois de dois meses de muito frio e neve, começa a baixar uma certa depressão. Um outro ponto negativo é falta de transporte público. Não existe linhas de ônibus, nem de trem, nem metro e táxi só o do aeroporto. Aqui você é obrigado a ter um carro.

Apenas complementando as informações sobre o clima em Wixom, em geral as estações são bem definidas no estado de Michigan. Temos um inverno bem gelado com muita neve, uma primavera chuvosa, um verão bem quente e úmido (aqui tem muitos lagos e muito verde!) e um outono lindo com temperaturas amenas.

Nos meses de primavera, verão e outono, as opções para relaxar nos finais de semana são ir aos parques, fazer pic-nic, andar de bicicleta, passear pela região norte do Estado. Durante o inverno acabamos ficando mais dentro de casa, mas gostamos de ir ao cinema, casa de amigos, praticar ice-skating. Quando a temperatura permite, gostamos de fazer “sledding” nos parques. Para quem gosta e sabe esquiar, tem algumas opções de estações de Ski no norte de Michigan.

A região em que moramos não é uma área turística. Dificilmente alguém do Brasil vai escolher Michigan como destino de férias nos Estados Unidos, ainda mais Wixom! A grande maioria das pessoas que vem para a região de Detroit é para negócios ou para participar de congressos, principalmente relacionados com a indústria automobilística. Mas Michigan tem várias boas surpresas! Existem diversos museus na região de Detroit, ainda não tive a oportunidade de ir, mas dizem que o Detroit Institute of Arts Museum é muito bom. Tem o Detroit Zooque fica em Royal Oak que é bem legal para passear com crianças. The Henry Ford é um museu que conta um pouco da história americana e da indústria automobilística. Passear no Riverfront em downtown Detroit e observar a cidade de Windsor, no Canadá ali do outro lado do Detroit River também é um ótimo passeio para os dias quentes de verão e, se você tiver visto canadense, é só cruzar a ponte que você já estará no Canadá. Tem também um museu a céu aberto chamado Greenfield Village que fica na cidade de Dearborn, bem próximo a Detroit, é um lugar muito legal, que reproduz uma vila americana do início do século dezenove, sempre tem atividades especiais em datas comemorativas e vale muito a pena a visita, um passeio para a família inteira! Durante os meses de verão, uma visita às praias da região norte de Michigan é passeio obrigatório. A região é muito verde, muito linda e a cor turquesa e a imensidão do lago Michigan no verão é uma surpresa indescritível! Se tiverem a oportunidade de ir para o norte de Michigan, não deixem de visitar as cidades de Traverse City,Sleeping Bear Dunes, Mackinac Island, Petroskey, Silver Lake Dunes. É muito comum, durante o verão, as famílias alugarem trailers e acamparem nos diversos parques da região norte. A Upper Peninsula de Michigan é linda também e tem lugares lindos e prais de lago inacreditáveis!

Quanto a ter contato com brasileiros, temos um grupo de amigos brasileiros, sim. Sempre que possível procuramos nos encontrar, mas não temos o hábito de frequentar encontros de brasileiros. Na nossa região há muitos brasileiros, portanto, diversos eventos da comunidade, mas não nos prendemos a isso. Temos a mente bem aberta e temos amizades com americanos também. Não nos fechamos em uma comunidade.

Já sobre mercados que vendam produtos brasileiros em Wixom, não temos. Tem um na cidade de Ann Arborchamado Tienda La Libertad, que na verdade é mexicano mas tem algumas coisas brasileiras. Brasileiro mesmo não tem!

A mesma coisa em relação  restaurantes: nenhum em Wixom! Tem a churrascaria Gaucho, em Northville, cujo dono e até alguns garçons são brasileiros. Também tem uma outra churrascaria em Detroit, a Texas de Brazil. O que tem aqui são brasileiras que cozinham comida caseira para fora como feijoada, moqueca, feijao e salgadinhos.

Quanto à saudade do Brasil, sentimos falta da nossa família! E das praias brasileiras.

Às vezes pensamos em voltar a residir no Brasil no futuro, por causa da saudade da família e para que os meninos possam conviver mais com os avós. Mas quando vemos a situação de violência e corrupção que se encontra o Brasil, a vontade passa.

Muitas pessoas sonham em vir morar aqui nos Estados Unidos. O meu conselho é que se você quer mesmo vir pra cá, corra atrás, estude inglês e se especialize. Tem que ser uma decisão muito bem pensada. Aqui é um país seguro, com ótimas escolas, ótimas opções de lazer, mas também tem que se trabalhar muito e o custo de vida não é barato. Algumas pessoas se iludem achando que nos Estados Unidos tudo é mais barato que no Brasil, mas não é bem assim. Comprar um carro ou fazer compras nos outlets pode até ser mais barato que no Brasil, mas pagar aluguel de casa, arcar com um plano de saúde, contas de água, luz e gás pesam bastante no orçamento no final do mês, então tudo tem que ser levado em consideração. É uma mudança de vida muito grande, as culturas são diferentes e você sempre será um estrangeiro aqui.”

Juliana Fontes

A entrevista acima foi dada com exclusividade para o blog descobriaamerica, é proibido qualquer tipo de reprodução da mesma.

Abraços!

Juliana

Fonte: Entrevista para o blog Descobri a America

Como é morar em Richmond na Virginia

E o post de hoje foi escrito pela Carol Mendes do blog Descobri a América que mora na cidade de Richmond, no estado da Virginia.

Obrigada Carol por colaborar com o blog!

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Meu nome é Carol Mendes, moro nos Estados Unidos há 4 anos, atualmente em Richmond, estado da Virginia. Mantenho um blog com dicas sobre a vida nos EUA chamado Descobri a América (www.descobriaamerica.com) e hoje vim contar pra vocês, leitores do blog Morar nos EUA, um pouquinho da minha vida aqui.

Sou de São Paulo, casada com um americano e mãe de dois garotinhos lindos. Nunca sonhei em morar na América, mas… “o amor não escolhe pátria” e isso resume bem como vim parar neste país.

Já morei em North Carolina, numa cidadezinha nas montanhas, fronteira com os estados de Tennessee e Georgia. Amo o sul dos Estados Unidos, principalmente os americanos sulistas!

Richmond não é uma cidade muito conhecida pelos brasileiros, mas é a capital do estado da Virginia e está situada a mais ou menos duas horas e meia ao sul de Washington, D.C. É uma das cidades mais antigas do país e muitos acontecimentos importantes na história americana aconteceram aqui. Prédios e bairros históricos, museus, monumentos e campos de batalha enriquecem e embelezam Richmond em toda a sua extensão. Até Pocahontas viveu aqui! J

Richmond City, em si, é relativamente pequena e contava com 220.289 habitantes em 2015, de acordo com o United States Census Bureau. Quando falamos sobre Richmond, geralmente nos referimos à Grande Richmond, ou seja, Richmond City e Condados de Chesterfield, Hanover e Henrico (subúrbios). A Grande Richmond conta com aproximadamente um milhão de habitantes.

Quem não mora em Richmond City, mora nos subúrbios (arredores) da cidade, por serem locais mais tranquilos (não confunda subúrbios com pobreza). Geralmente as famílias moram nos arredores porque a vida no centro é mais agitada, além dos preços dos imóveis do centro serem inacessíveis à maioria da população (entenda como milhões de dólares).

O que acho interessante nos arredores de Richmond City é que, em muitos lugares, não há calçadas. É chato porque, quando se você quer passear de carrinho com as crianças, é necessário ir pela rua (apesar dos carros trafegarem “devagar”).

Ter carro é algo essencial por aqui. Há transporte feito por ônibus (GRTC Transit System) mas a abrangência é limitada e não há linhas saindo de bairros residenciais.  Resumindo, sem carro você não vai a lugar algum.

Falando em carro, temos o sistema de trens da Amtrak que nos leva de Richmond a Washington em duas horas. Vale a pena para quem quer conhecer Washington mas não está a fim de dirigir e enfrentar o trânsito do caminho até lá, principalmente chegando na cidade.

 Sobre o clima, temos todas as estações do ano bem divididas: verão é quente (entre 28 e 40 graus Celsius, em média), inverno é frio mas na maioria das vezes não passa de zero graus Celsius, e primavera e outono são amenos. De janeiro a março é possível ter neve, mas é sempre pouca e derrete logo, às vezes até no mesmo dia.

 Para quem gosta de praia, estamos pertinho da costa leste! Virginia Beach, a mais famosa praia, fica a apenas 190 Km daqui.

 Há somente um mercadinho brasileiro, chamado Cantinho do Brasil. Quanto a restaurantes, há o Texas de Brazil e o Ipanema Cafe. A comunidade brasileira é bem pequena, o que pode ser ótimo para quem está querendo vir para uma cidade bacana aprender inglês e não ter contato com brasileiros (para evitar conversar em português).

De forma geral, adoro a minha vida nos Estados Unidos. Não pense que se trata de um país perfeito, pois não é; mas é onde me sinto em casa atualmente e onde posso preparar um futuro melhor para os meus filhos. Para quem sonha em vir pra cá, primeiramente é necessário ter em mente que morar e passar férias são universos bem diferentes. A decisão de morar aqui tem que ser tomada de forma consciente, após extensa pesquisa e planejamento. E é para ajudar nessa busca de informações que eu e a Juliana tentamos contar em nossos blogs sobre a vida nos EUA como ela realmente é. Viver num país diferente, viver uma cultura e valores diversos, exigem uma alta capacidade de adaptação e humildade e isso não é pra todo mundo. Será que é pra você? Se quiser saber a minha opinião e experiências, te convido a visitar o blog Descobri a América no link abaixo. See you soon!

Carol Mendes

Blog: www.descobriaamerica.com

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Como é Morar em Michigan (Entrevista para o blog Descobri a America)

E hoje tem um pouquinho de como é morar aqui em Michigan na entrevista que dei para a Carol Mendes do blog www.descobriaamerica.com

É só clicar no link abaixo! Entra lá !!

Como é morar em Michigan por Carol Mendes:

“Michigan! Um estado com bastante história para a minha própria família (a parte americana dela, claro), e inclusive ainda temos diversos parentes por lá. Mas se tem uma brasileira que pode nos passar  informações super bacanas sobre o estado, e sobre Wixom (na região de Detroit), onde mora agora, ela é a Juliana Fontes, responsável pelo blog Morar nos EUA. Vamos à leitura? 🙂

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“Meu nome é Juliana, sou esposa do Léo e mãe do Theo e do Thomas! Era dentista no Brasil e aqui sou dona de casa e mãe 24 horas. Adoro mexer com fotos e fazer “scrapbook”. Também tenho um blog chamado Morar nos EUA. Estamos nos Estados Unidos desde novembro de 2013. No primeiro ano, moramos na cidade de Canton, no estado do Michigan, e depois nos mudamos para a cidade de Wixom, também em Michigan, onde já estamos há 2 anos. É uma cidade pequena, como a maioria das cidades de subúrbio, mas todas muito próximas umas das outras e com inúmeras opções de comércio e lazer. No Brasil morávamos no estado de de São Paulo.

Nos mudamos para os Estados Unidos porque apareceu uma oportunidade de trabalho aqui para o meu marido na área dele e, como sempre tivemos vontade de passar pela experiência de morar em outro país, resolvemos encarar esta aventura!

No Brasil eu era dentista especialista em Periodontia, formada há quase 15 anos e com meu próprio consultório. Não foi fácil abrir mão da minha carreira, pois sabia que aqui eu não poderia clinicar. Porém, não me arrependo; a experiência de vida é engrandecedora! Sou uma “stay-at-home mom” (mãe em tempo integral) feliz, mas tem horas que dá saudade de clinicar novamente.

Não tivemos muitos problemas com relação a adaptação à cultura daqui. Posso dizer que me adaptei mais rápido do que eu esperava. Claro que a língua é sempre uma barreira no início, mas isso nunca me impediu de me relacionar com as pessoas e explorar a nossa nova cidade. A presença de amigos brasileiros que já moravam aqui na região nos ajudou muito nessa adaptação. Além disso, o fato do meu filho frequentar a escola pública abriu uma oportunidade para eu ajudar como voluntária na escola dele, o que me ajudou a conhecer as mães americanas. Assim que chegamos aqui, tivemos que começar a vida novamente do zero e entender como o sistema funciona, mas depois dos três primeiros meses tudo entrou nos eixos e vida retomou sua rotina.

A maioria das pessoas que moram na nossa região são pessoas que trabalham na indústria automobilística. Por causa disso também tem muitos estrangeiros por aqui. Eu percebo que as pessoas são muito tranquilas e as famílias são bem grandes, com uma média de 3 a 4 filhos por casal. Os americanos são muito patriotas e adoram demonstrar o orgulho que tem pelo seu país, o que se pode ver pela quantidade de casas ostentando a bandeira dos Estados Unidos do lado de fora e pela participação ativa da população em datas comemorativas, como no feriado de 4 de julho. Me dou bem com os americanos; depois que te conhecem eles são pessoas bem receptivas. Mas cada um cuida da sua vida. Percebi que, desde a infância, os americanos aprendem a ser bem independentes. Ninguém te julga pela roupa que você veste ou pelo carro que você tem. Como qualquer país, aqui há alguns hábitos e costumes diferentes dos nossos brasileiros, mas essa é grande experiência de se morar em outro país: o contato com outras culturas e formas de pensar e olhar o Brasil e nós, brasileiros, por uma outra perspectiva.

Então os americanos são “na deles”; não são como a maioria dos brasileiros que já chega abraçando e beijando uma pessoa que acabou de conhecer e que em menos de meia hora de conversa já virou o seu melhor amigo de infância. Mas eles são muito, MUITO educados e adoram conversar com quem vem de outro país, principalmente do Brasil, que para eles é um destino exótico! E assim, aos pouquinhos eles vão se abrindo. Tenho amizade com duas americanas mães de amigos do meu filho, de frequentar a casa delas e elas a minha. Nossos maridos se tornaram amigos e sempre rola um churrasco aqui em casa ou um hambúrguer na casa deles! Tem que ter a mente aberta, sem preconceitos !

Agora sobre os pontos positivos e os pontos negativos de morar em Wixom, minha cidade atual:

  • Pontos positivos – Em primeiro lugar, a segurança. Mesmo estando a apenas meia hora de Detroit, que é considerada uma das cidades mais violentas dos Estados Unidos, nós nos sentimos muito seguros em Wixom. Poder entrar e sair de casa sem ter que procurar por algum “suspeito”, deixar o seu carro estacionado em qualquer lugar, sem medo de que ele possa ser roubado e ficar parada no semáforo com o vidro do carro totalmente aberto (no verão de Michigan claro!) para mim não tem preço. Em segundo lugar, é a presença de boas escolas. Meu filho adora a escola e já está fluente em inglês. Isso vai ser um diferencial no futuro dele. Além disso, a presença de muitas áreas verdes e inúmeros parques para recreação aos finais de semana. Uma outra coisa linda aqui de Michigan e que eu adoro é poder presenciar a mudança das estações do ano. Cada estação aqui é muito bem definida e tem a sua beleza particular. Mas a minha preferida é o outono! É lindo ver as folhas das árvores se tingindo de vermelho, laranja e amarelo! É uma paisagem que não temos no Brasil e acho que por isso me encanta tanto!
  • Pontos negativos – Os meses de inverno são os mais difíceis. No começo é legal, a neve é linda, brincamos na neve, fazemos “sledding” (tobogã na neve)… mas depois de dois meses de muito frio e neve, começa a baixar uma certa depressão. Um outro ponto negativo é falta de transporte público. Não existe linhas de ônibus, nem de trem, nem metro e táxi só o do aeroporto. Aqui você é obrigado a ter um carro.

Apenas complementando as informações sobre o clima em Wixom, em geral as estações são bem definidas no estado de Michigan. Temos um inverno bem gelado com muita neve, uma primavera chuvosa, um verão bem quente e úmido (aqui tem muitos lagos e muito verde!) e um outono lindo com temperaturas amenas.

Nos meses de primavera, verão e outono, as opções para relaxar nos finais de semana são ir aos parques, fazer pic-nic, andar de bicicleta, passear pela região norte do Estado. Durante o inverno acabamos ficando mais dentro de casa, mas gostamos de ir ao cinema, casa de amigos, praticar ice-skating. Quando a temperatura permite, gostamos de fazer “sledding” nos parques. Para quem gosta e sabe esquiar, tem algumas opções de estações de Ski no norte de Michigan.

A região em que moramos não é uma área turística. Dificilmente alguém do Brasil vai escolher Michigan como destino de férias nos Estados Unidos, ainda mais Wixom! A grande maioria das pessoas que vem para a região de Detroit é para negócios ou para participar de congressos, principalmente relacionados com a indústria automobilística. Mas Michigan tem várias boas surpresas! Existem diversos museus na região de Detroit, ainda não tive a oportunidade de ir, mas dizem que o Detroit Institute of Arts Museum é muito bom. Tem o Detroit Zooque fica em Royal Oak que é bem legal para passear com crianças. The Henry Ford é um museu que conta um pouco da história americana e da indústria automobilística. Passear no Riverfront em downtown Detroit e observar a cidade de Windsor, no Canadá ali do outro lado do Detroit River também é um ótimo passeio para os dias quentes de verão e, se você tiver visto canadense, é só cruzar a ponte que você já estará no Canadá. Tem também um museu a céu aberto chamado Greenfield Village que fica na cidade de Dearborn, bem próximo a Detroit, é um lugar muito legal, que reproduz uma vila americana do início do século dezenove, sempre tem atividades especiais em datas comemorativas e vale muito a pena a visita, um passeio para a família inteira! Durante os meses de verão, uma visita às praias da região norte de Michigan é passeio obrigatório. A região é muito verde, muito linda e a cor turquesa e a imensidão do lago Michigan no verão é uma surpresa indescritível! Se tiverem a oportunidade de ir para o norte de Michigan, não deixem de visitar as cidades de Traverse City,Sleeping Bear Dunes, Mackinac Island, Petroskey, Silver Lake Dunes. É muito comum, durante o verão, as famílias alugarem trailers e acamparem nos diversos parques da região norte. A Upper Peninsula de Michigan é linda também e tem lugares lindos e prais de lago inacreditáveis!

Quanto a ter contato com brasileiros, temos um grupo de amigos brasileiros, sim. Sempre que possível procuramos nos encontrar, mas não temos o hábito de frequentar encontros de brasileiros. Na nossa região há muitos brasileiros, portanto, diversos eventos da comunidade, mas não nos prendemos a isso. Temos a mente bem aberta e temos amizades com americanos também. Não nos fechamos em uma comunidade.

Já sobre mercados que vendam produtos brasileiros em Wixom, não temos. Tem um na cidade de Ann Arborchamado Tienda La Libertad, que na verdade é mexicano mas tem algumas coisas brasileiras. Brasileiro mesmo não tem!

A mesma coisa em relação  restaurantes: nenhum em Wixom! Tem a churrascaria Gaucho, em Northville, cujo dono e até alguns garçons são brasileiros. Também tem uma outra churrascaria em Detroit, a Texas de Brazil. O que tem aqui são brasileiras que cozinham comida caseira para fora como feijoada, moqueca, feijao e salgadinhos.

Quanto à saudade do Brasil, sentimos falta da nossa família! E das praias brasileiras.

Às vezes pensamos em voltar a residir no Brasil no futuro, por causa da saudade da família e para que os meninos possam conviver mais com os avós. Mas quando vemos a situação de violência e corrupção que se encontra o Brasil, a vontade passa.

Muitas pessoas sonham em vir morar aqui nos Estados Unidos. O meu conselho é que se você quer mesmo vir pra cá, corra atrás, estude inglês e se especialize. Tem que ser uma decisão muito bem pensada. Aqui é um país seguro, com ótimas escolas, ótimas opções de lazer, mas também tem que se trabalhar muito e o custo de vida não é barato. Algumas pessoas se iludem achando que nos Estados Unidos tudo é mais barato que no Brasil, mas não é bem assim. Comprar um carro ou fazer compras nos outlets pode até ser mais barato que no Brasil, mas pagar aluguel de casa, arcar com um plano de saúde, contas de água, luz e gás pesam bastante no orçamento no final do mês, então tudo tem que ser levado em consideração. É uma mudança de vida muito grande, as culturas são diferentes e você sempre será um estrangeiro aqui.”

Juliana Fontes

A entrevista acima foi dada com exclusividade para o blog descobriaamerica, é proibido qualquer tipo de reprodução da mesma.

Abraços!

Juliana

Michigan Fireworks

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Detroit Fireworks (image: google)

Por volta do dia 20 de Junho deu início as comemorações de 4 de Julho aqui em Michigan (Indepence Day). Com o começo do verão por aqui, os principais eventos comemorativos são  as queimas de fogos em diversos lagos e parques das cidades. Não sei se nos outros estados americanos também é assim, mas aqui em Michigan entre o final do mês de Junho até o  dia 4 de julho tem queima de fogos quase todos os dias em diferentes lugares, tem até um cronograma com as datas e os locais para quem quiser acompanhar as queimas de fogos por com site e tudo!

Fireworks Displays in Michigan

Ontem (28/6) aconteceu a principal queima de fogos na cidade de Detroit as margens do Detroit River. Nunca fui lá ver pessoalmente a esta queima de fogos mas pelos vídeos que assisti na internet foi muito bonito!

Detroit Fireworks video

É  super comum ver tendas enormes nos estacionamentos das lojas vendendo tudo o que é tipo de fogos de artificio, é a sensação do momento por aqui. Tem até lojas enormes especializas na venda de fogos de artifício como a Phantom fireworks

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Phantom fireworks store

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Venda de fogos de artificio no estacionamento do mercado

Como já falei em outro post, o ano novo aqui em Michigan é muito sem graça, pois é inverno aqui, está frio e com neve, então ninguém vai lá fora soltar fogos, fica todo mundo dentro de casa ou em festas em recintos fechados. Então estas comemorações do 4 de Julho acabam lembrando muito as nossas comemorações de final de ano do Brasil. Claro que não dá para comparar com a queima de fogos do Rio de Janeiro (aqui eles soltam os fogos um por um, vamos assim dizer e só no final tem aquela explosão de fogos ao mesmo tempo), mas é bonito de assistir e as crianças adoram claro!

Abraços!

Juliana

Michigan State University X University of Michigan

Aqui em Michigan temos duas grandes universidades, a  Michigan State University e a University of Michigan. E como não poderia deixar de ser, existe uma certa rivalidade entre as duas, principalmente quando o assunto é futebol americano.

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A Michigan State University foi fundada em 1855 e fica localizada na cidade  East Lansing (ao lado de Lansing, que é a capital de Michigan) e é a oitava maior universidade dos EUA, com uma média de 50 mil alunos. As faculdades mais populares são a de Biologia, Psicologia e Logística e ela tem o seu próprio estádio de futebol, o Spartan Stadium com capacidade para 75 mil espectadores.

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A University of Michigan  (U-M) fica localizada na cidade de Ann Arbor aqui em Michigan, mas foi fundada em 1817 originalmente em Detroit. É a universidade mais antiga de Michigan e possui campos também nas cidades de Flint e Dearborn. Atualmente conta com um número de mais de 43 mil alunos inscritos. No campos da U-M  fica localizado o maior estádio de futebol dentro de uma universidade do mundo, o Michigan Stadium,  com capacidade para mais de cem  mil espectadores! As cores da universidades é o amarelo e o  azul e o seu grito de guerra é “Let’s go Blue!”. As faculdades mais populares são a de Business, Economia e Odontologia.

No próximo mês de Julho vai ter uma partida especial entre o Real Madri e o Chelsea, evento que promete lotar o estádio e movimentar a cidade.

Aqui tem um comparativo entre as duas universidades

O critério para admissão nas Faculdades por aqui é bem diferente do Brasil, não existe vestibular e sim uma soma de avaliações acadêmicas e não-academicas. Os critérios acadêmicos normalmente são o histórico escolar, as notas nos testes oficiais (American College Testing), recomendações de professores e redação. E os critérios não-academicos são as atividades extra-curriculares que o aluno fez durante a vida, algum talento ou habilidade especial que o aluno tenha (um ótimo jogador de futebol ou um excelente pianista por exemplo), qualidades pessoais do aluno (fluente em mais de um idioma, experiência de vida em outro país por exemplo) e se este realizou trabalhos voluntários. Tudo isso junto vai ser avaliado pela Universidade quando um aluno aplica para uma vaga.

As duas universidades (Colleges) são públicas (public institution), mas não são gratuitas, aqui tem que pagar as anuidades da faculdade. As anuidades (Tuition) giram em torno de 13 mil dólares por ano para quem é residente do estado de Michigan. Alunos que vem de outros estados vão ter um valor aproximado de anuidade de 35 mil dólares por ano!

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Não poderia deixar de citar  também a Northern Michigan University, que fica localizada na Upper Península de Michigan, na cidade de Marquete. Foi fundada em  1899 e possui  uma média de 9 mil alunos. Suas principais faculdades são na área  de ciência e pesquisa, artes, busisness, educação e saúde. Estudar aqui é um pouquinho mais em conta, vamos dizer. A anuidade para residentes do estado de Michigan é por volta de 10 mil dólares e para não residentes 15 mil dólares. E cursar faculdade em Marquete é um teste de resistência pois o inverno na upper península é congelante e dura fácil uns seis meses.

Uma coisa que eu reparei aqui é que normalmente cada família tem a sua universidade do coração, parece coisa de time de futebol. Normalmente os pais querem que os filhos continuam a linhagem dentro da universidade isto é, os pais querem que os filhos estudem onde eles estudaram e que por sua vez os pais deles (avós) também estudaram. E esse carinho pela universidade muitas vezes esta declarado na frente de várias casas aqui em Michigan, através de bandeiras ou plaquinhas da Universidade na frente das casas.

Aqui na região em que moramos percebo que a Michigan State é a mais querida vamos dizer. É mais comum cruzar com bandeiras da Michigan State ou com o símbolo dos Spartans nas casas por aqui do que da “rival”  University of Michigan.

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Bandeira americana acompanhada pela bandeira da Michigan State e plaquinha no jardim em frente a uma residência aqui em Michigan.

Interessante né? Algum leitor já estudou em alguma universidade aqui nos EUA? Deixe a sua opinião nos comentários!

Abraços

Juliana

 

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
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Sites e Canais legais para dar um UP no seu Ingles

Depois de 3 anos morando aqui nos EUA o meu falar em inglês está melhorzinho (ainda dá branco as vezes e o sotaque ainda é muito forte) diferente do meu ouvir e entender que  já melhoraram muito!!!  Como não estou mais frequentando as aulas de inglês por causa do bebe, eu  uso a internet para continuar treinando e aprender coisas novas. E o mais legal desses canais é que eles ensinam o inglês falado mesmo, sem focar apenas em gramática , o que  é muito chato.

Então segue abaixo os meus canais e sites preferidos para estudar inglês! É só clicar no link para ser direcionado direto para os sites.

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VOA – Este site é muito legal para treinar Listening. Tem várias matérias como se fosse um jornal e diferentes assuntos. Além disso tem dicas de pronúncia e dicas rápidas de gramática.

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Engvid – Canal do YOUTUBE  com vários professores. A minha preferida é a Ronnie, uma canadense muito engraçada.

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Cintia Disse – Tem várias dicas legais de inglês, mas o forte do Canal é a própria Cintia que é muito engraçada e aborda diversos assuntos além do inglês, então cuidado para não fugir do foco que é o inglês (eu sempre acabo me entretendo com outros assuntos do canal dela que não é o  inglês rsrsrs).

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English in Brazil – As dicas da Carina Fragozo são ótimas e ela é fera em ensinar  pronúncia.

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Ingles na ponta da Lingua – Site com várias dicas de expressões em inglês  que normalmente não estão nos livros e que são muito usadas pelos americanos.

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AJ Hoge – Na Verdade ele vende um curso de inglês (Effortless english), mas ele tem  alguns vídeos free no youtube com várias dicas de como estudar inglês de uma maneira eficiente que vale muito apena assistir.

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Ingles Online – Ouvia os podcasts deste site desde quando eu morava no Brasil. Os podcasts são ótimos e dá para salvar no celular e escutar repetidas vezes, o que te faz treinar o listening.

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Amigo Gringo – Adoro! Nem tanto para aprender inglês pois esse não é o foco do Canal mas os vídeos com dicas sobre os costumes dos americanos e o comportamento dos brasileiros aqui nos EUA são ótimos!

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Privite English Portal –  Os vídeos do Steve Ford são bem didáticos e é  bom para aprender um pouco de gramática de uma maneira mais light.

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SmallAdvantages – Descobri recentemente este canal do americano Gavin Roy que fala muito bem português e tem dicas muito legais de inglês falado do dia-a-dia! Já entrou na minha lista dos favoritos!

Espero que tenham gostado das dicas !

Abraços

Juliana

ESL nos EUA

10 Dicas que irão facilitar o seu dia-a-dia nos EUA

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Summer Camp- Férias de verão nos EUA

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O ano escolar está quase chegando ao fim aqui nos EUA.  Aqui em Michigan temos apenas mais duas semanas de aulas antes do início das férias de verão! Serão praticamente 3 meses sem aulas nas escolas públicas americanas então, haja imaginação para entreter a criançada!

Porém, um fato contraditório que tem por aqui é que ao mesmo tempo em que as crianças ficam de férias o verão inteiro, os pais tem pouquíssimos dias de férias aqui nos EUA. As férias do americano são bem curtas, variam de 5 a 15 dias por ano! Apenas pessoas com um bom tempo de empresa e cargos altos conseguem ter 30 dias de férias no ano.

Então o que fazer com a criançada? Quando  nem casa de vó tem para a criançada passar as férias? Os  SUMMER CAMPS podem ser a solução!

Os acampamentos de verão aqui nos EUA geram milhões de dólares por ano e são a salvação para os pais que não querem que os filhos desperdicem o verão na frente da televisão ou do iPad.

Existem inúmeros tipos de Summer Camps. Tem os oferecidos pelo próprio distrito escolar da criança, o da própria cidade, das igrejas, YMCA e empresas particulares especializadas em summer camps. Os temas também são diversos indo do típico acampamento na beira do lago com direito a pescaria e fogueira, summer camps de artes, esportes, culinária e até summer camps de robótica.

As opções são infinitas e dá para manter as crianças entretidas durante todo o verão, o grande problema para mim é o preço dos Summer Camps, são muito caros! Uma semana em um Summer Camp das 9 horas  da manhã as 3 horas da tarde varia de $100,00 a $300,00 dólares por semana! Multiplica isso por quase 12 semanas de férias, é muito dinheiro!

Mas fazer o quê? Não é justo deixar a criança em casa durante o verão, sendo que esta estação do ano é muito curta aqui em Michigan. Por enquanto inscrevi o Theo em uma semana no  summer camp do YMCA cujo o tema é Liga dos heróis e fica na beira de um lago com diversas atividades ao ar livre. Vamos ver como vai ser esse que é praticamente o primeiro Summer Camp dele.

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Quando morávamos em Canton tinha um projeto oferecido pelo Canton Activit Crew chamado Supervised Playground Program, que era muito bacana. Você registrava a criança no programa por uma taxa de $25 dólares o verão inteiro e o seu filho ficava com a equipe de recreadores do programa em alguns parques com playgrounds da cidade. O Theo adorou e para mim era uma grande ajuda pois aproveitava o tempo em que ele estava com os recreadores para ir ao mercado, fazer almoço e os afazeres de casa enquanto ele se divertia com as outras crianças e monitores. Infelizmente aqui na região em que moramos atualmente não tem esse tipo de projeto. Os programas similares que tem por aqui chamados de Summer Care custam em média $35 dólares por dia.

No site da maioria dos distritos escolares você encontra as opções de Summer Camps da sua região. Segue abaixo o link para alguns programas de verão na nossa região aqui em Michigan:

My Summer Camps 

YMCA Michigan Camps

Canton Leisure Services

Walled Lake Communit Education Summer Program

City of Novi Camps

Plymouth-Canton Communit Education Summer Program

Huron Valley Summer Program

West Bloomfield Summer Camps

As bibliotecas e academias também capricham na programação para a criançada durante o verão, o que é uma boa opção sem ter que gastar muito dinheiro.

A rede de Academia LifeTime, que é bem conhecida aqui na região tem uma programação bem bacana de Summer camp.

Life Time Kids Camp 

Espero que o post ajude aos vocês papais e mamães a manterem as crianças ativas e felizes durante as longas ferias de verão americanas!

Abraços

Juliana

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Memorial Day – Morar nos EUA

Hoje é feriado de Memorial Day aqui nos EUA. Repostando aqui como foi o nosso primeiro Memorial day aqui em 2014.

Morar nos EUA

Ontem foi feriado de Memorial Day aqui nos EUA. É um feriado Nacional  em homenagem aos militares que morreram durante a Guerra Civil Americana (1861-1865). Este dia é marcado por inúmeros desfiles (“parades”) de militares pelas cidades e visita aos cemitérios militares. Este feriado também marca o início da temporada de verão por aqui, já que as temperaturas já estão na casa dos 26 graus, a vizinhança já esta fazendo churrasco, os parques da cidade já estão a todo vapor e até os parques de água para a criançada se refrescar já estão funcionando.

Aproveitamos bem o nosso feriado e fomos aos parques, fizemos piqueniques com as crianças, vimos um desfile na cidade de Novi que é aqui pertinho e até andamos de barco a remo.

Para entrar no clima do Memorial Day, no sábado fomos ao Greenfield Village, na cidade de Dearborn, que fica a uns 20 minutos de…

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Uma adolescente brasileira em uma High School americana

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Nós brasileiros temos aquela idéia de escola americana baseado no que assistimos em filmes. Será que é daquele jeito mesmo?  Para matar a minha curiosidade e ajudar um pouco as famílias que estão vindo com filhos adolescentes para os EUA, conversei com a Gabi que tem 15 anos  e que se mudou do Brasil para os EUA há um ano com os seus pais e esta cursando o primeiro ano da High School aqui em Michigan.

Morarnoseua: Como você reagiu a notícia que iria mudar de país?

Gabi: Eu senti muitas emoções ao mesmo tempo. Eu fiquei animada pois sabia que iria ser uma experiência totalmente diferente daqui, fiquei nervosa pois o meu inglês não era muito bom e triste por causa da minha família e amigos que não viriam comigo.

Morarnoseua: Em que ano da High School você está?

Gabi: Estou acabando o nono ano, mais conhecido como Freshman Year, que é o primeiro ano da High School entre os quatro.

Morarnoseua: Como foi o seu primeiro dia de aula aqui nos EUA?

Gabi: Com certeza não foi um dos melhores dias da minha vida. Eu só queria voltar para o Brasil e para a minha escola e amigos. Sinceramente eu me senti muito mal, mas depois do segundo dia eu percebi que não era tão ruim assim.

Morarnoseua: Você já falava inglês quando se mudou para cá?

Gabi:Eu fiz alguns cursos no Brasil que foram bons e que me ajudaram mas eu nunca tinha conversado realmente com alguem em inglês o que me deixou muito nervosa. Antes de me mudar para os EUA fiz aula particular com uma professora e foi o que realmente  me ajudou.

Morarnoseua: Você teve aulas de ESL (English Second Language) assim que começou na High School? Tem muitos estrangeiros na sua escola?

Gabi: Sim, eu tive ESL por alguns meses, mas eu não acho que ajudou em muita coisa, me ajudou mais com as lições de casa. Para você ter direito ao ESL tem que fazer uma prova uma vez por ano para avaliar o seu nível de inglês e se o seu nível for considerado “alto” o seu direito ao ESL acaba.

Na minha escola não tem muitos estrangeiros, tem mais na outra High School do distrito, que é onde tem o maior programa de ESL na qual eu estudaria se precisasse de uma ajuda maior com o inglês, mas não precisei. É difícil ver estrangeiro na minha escola, os que tem já estão aqui há muito tempo e nem no programa de ESL eles estão mais.

Morarnoseua: Você sentiu preconceito por parte dos colegas de classe por ser brasileira?

Gabi: Nenhum! O pessoal fica super animado em saber que você é de outro país e que fala outra língua. Mas também tem aquele pessoal que nem liga mas te tratam de uma maneira normal, como qualquer pessoa.

Panelinha em toda a escola tem, mas nunca vi muito, acho que é por eu estar no primeiro ano. Claro que tem as meninas mais populares, os meninos mais populares! Acho que eu estou na média. Conheço algumas pessoas que fazem parte dos grupos mais populares mas eu não faço parte do grupo.

Morarnoseua: Como são divididos os anos da High School?

Gabi: São 4 anos de High School (referente ao Colegial do Brasil). O nono ano (primeiro ano da High School) é  conhecido também como Freshmam. O Sophomore year é o décimo ano, Junior é o décimo primeiro e o Senior é o décimo segundo e último ano de High School.

Morarnoseua: Como é a rotina de aula em uma high School americana?

Gabi: Aqui, diferente do Brasil, os professores não trocam de sala de aula e sim os alunos. Cada professor tem a sua própria sala de aula. São seis aulas por dia e meia hora de intervalo. Os corredores da escola durante a troca de salas são exatamente iguais aos que a gente vê nos filmes americanos e como eu falo “a mochila é a sua arma” na High School. O melhor lanche que tem é pizza mas tem opções mais saudáveis também.

Morarnoseua: Quais as principais diferenças que você notou com relação a sua escola no Brasil?

Gabi: Minhas aulas começam as 7:15 da manhã e terminam as 2:30 da tarde. Cada professor tem a sua sala de aula então são os alunos que trocam de sala e não temos aula com as mesmas pessoas o dia inteiro, o que é diferente do Brasil.

Os professores aqui querem te ver sempre tirando boas notas então eles “não jogam” a matéria em cima de você, eles querem ter certeza de que você entendeu o que foi ensinado. Há alguns dias atrás eu pedi para a minha professora me ajudar com um problema de matemática, ela sentou do meu lado e fez comigo todos os problemas da minha revisão que eram parecidos com aquele que eu tinha dúvida junto comigo.

O ano escolar aqui também é diferente. Começa em Setembro e termina em Julho. Nós temos duas semanas de break entre o Natal e o Ano Novo, outro break em fevereiro (Winter Break) e mais uma semana de folga em Abril,  que é a tão conhecida Spring Break.

Morarnoseua: Quais são as matérias obrigatórias na High School?

Gabi: Vai depender do ano em que você está. Para o Freshmam (9 ano) são matemática, inglês e biologia durante o ano inteiro. Economia, Civics, educação física e Teen Health são apenas durante um semestre do ano (o ano escolar se baseia em dois semestres). Além dessas aulas eu faço Espanhol também.

Morarnoseua: Você pode optar por qual matéria fazer? Quais as opções de atividade extra-classe?

Gabi: Sim, você pode optar por matérias mas tem um número limite dentre varias opções. Eu não tive a oportunidade de escolher para o meu Freshmam Year, mas já escolhi para o meu Sophomore Year.

 Esportes é por temporadas, você tem que se registrar para entrar e depois você vai nos encontros que são semanais.

Aqui os times são normalmente divididos em varsity, que é um nível mais alto, Junior varsity  ou  JV que é um nível médio e as vezes tem um time de Freshmam. Tem os tryouts e pela a sua habilidade eles vêem em qual time você se encaixa.

Morarnoseua: Sei que você é uma cheerleader. Tem todo aquele status que a gente vê nos filmes?

Gabi: Eu achei que ia ser igual dos filmes, mas na verdade é como qualquer esporte, talvez por causa do Estado ou da escola. Algumas pessoas não consideram como um esporte e a gente fica brava, mas é um esporte como qualquer outro e não tem um status muito grande.

Morarnoseua: Como são os testes na High School?

Gabi: Aqui tem 3 tipos de testes. Os Quizzes que são pequenos testes que tem toda semana mas não para todas as aulas, os professores normalmente te avisam uns dois dias antes. Tem os testes que são mais importantes como os BA`S que acontecem no final do capítulo de cada matéria e as Provas finais que acontecem em Janeiro e em Junho.

Morarnoseua: Você acha o comportamento do adolescente americano diferente do brasileiro?

Gabi:  Sim, eu acho que eles são mais esforçados na escola e realmente se preocupam com a faculdade (College).

Morarnoseua: Com relação ao futuro. Você quer voltar para o Brasil ou gostaria de ficar por aqui?

Com certeza eu quero concluir a High School aqui e  o College também!

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Brazilian Bazar – Um pouquinho do Brasil em Michigan!

 

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Estou morando há dois anos e meio aqui nos EUA e neste tempo procurei me adaptar com os produtos daqui e a viver sem algumas coisas do Brasil, mas a partir do momento em que você descobre que tem brasileiro fazendo coxinha com catupiry, feijoada e pastel para vender por estas bandas você já corre para fazer uma encomenda!

Na última sexta-feira aconteceu aqui na cidade de Novi em Michigan o primeiro Grand Brazilian Bazar, evento organizado com o intuito de divulgar o trabalho dos brasileiros que moram aqui em Michigan e acima de tudo para matarmos um pouquinho as saudades das coisas típicas do Brasil principalmente das comidas!!

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Mari e Aline, as organizadoras do Bazar!

Tinha um pouco de tudo. Artesanato, divulgação de serviços de decoração de festa, cosméticos entre outras coisas, mas o chamariz do bazar era sem dúvida a comida. Pastel, salgadinhos de festa típicos do Brasil, docinhos brasileiros, pão de mel, bolo, pão de queijo, feijoada! O maior sucesso! Pena que acabou tudo muito rápido!

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Vista Geral do Bazar. Foi um sucesso!

Além de divulgar o trabalho dos brasileiros o bazar foi um momento para juntar a brasileirada que mora por aqui, encontrar amigos e por que não fazer novas amizades. Sempre tem aquela família que acabou de chegar e aquela que já esta por aqui há mais de 10 anos o que é uma ótima oportunidade para trocar experiências!

O outro lado do bazar é mostrar como a gente tem a capacidade de se reinventar quando a gente sai da nossa zona de conforto.  Como normalmente são os maridos que recebem uma proposta de emprego aqui nos EUA e se mudam com a família, nós as esposas, acabamos ficando em casa cuidando das crianças e administrando a rotina doméstica o que parece fácil mas não é!

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Giselle Tessarini Cake Designer

Muitas de nós tinham uma carreira consolidada no Brasil, mas por algum motivo como a barreira da língua (meu caso), o tipo de visto (meu caso), o não reconhecimento do seu diploma universitário aqui (meu caso também rsrsrs), e a ausência de vaga de emprego na nossa área, acabam dificultando a nossa volta para o mercado de trabalho aqui nos EUA.

Com o passar do tempo tudo entra na rotina novamente, o marido vai trabalhar, as crianças vão para a escola e nós, as esposas, acabamos ficando em casa. É claro que a gente faz amizades, marcamos passeios juntas e saímos para conversar e tomar um café, mas chega um momento em que queremos mais e ai temos que nos reinventar!

Algumas optam por escrever blogs (meu caso de novo!) e outras transformam um talento que tinham como hobbie em algo lucrativo! Foi isso o que eu vi no bazar, administradoras, advogadas, fisioterapeutas, engenheiras… enfim, mulheres altamente qualificadas, muitas com inglês fluente vendendo seu artesanato lindo, sua coxinha deliciosa, uma feijoada suculenta e aquele bolo de aniversario decorado que dá de dez a zero nos bolos americanos! Tudo feito com amor e carinho! Todas com um sorriso no rosto e orgulhosas de estarem fazendo parte deste evento da comunidade brasileira aqui de Michigan!

Desejo muito sucesso para todos os expositores que estavam no evento e obrigada por trazerem um pedacinho do nosso Brasil para os EUA !

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Expositores do 1º Grand Brazilian Bazar

Vou deixar aqui no blog o contato de alguns dos expositores do bazar. Infelizmente não consegui pegar o contato de todos, então se você estava lá no bazar e quer deixar o seu contato aqui no blog, é só deixar nos comentários que eu adiciono no post!

Mari Brazilian Foods  (Salgados e doces)-  mari_neusa@hotmail.com

Mommy’s day off (comida caseira brasileira)

Giselle Tessarini Cake Designer – gisellethomazete@gmail.com

Pastel da Japas

Brazilian friends finger foods

Eli’s Doces (churros) elischurros@gmail.com

La Bella Papeterie – sabrinanmelo@hotmail.com

Lily Table decoration – lilytable@yahoo.com

Fabee Sewing and Sweets

BY AAN

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Como é morar em Michigan

Para os Brasileiros que estão chegando em Michigan, estou repostando a entrevista que dei no ano passado sobre como é morar por aqui!

Abraços

Morar nos EUA

Hoje saiu a entrevista que eu dei para a Lu lá do Blog Viver nos EUA. Segue abaixo o link!

Como é morar em Michigan

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1- Em que cidade e estado americano você mora? Há quanto tempo você vive nos Estados Unidos e em que parte do Brasil você morava antes de vir para cá? (pode falar um pouco sobre como veio para cá também)

 Estamos morando nos EUA  desde novembro de 2013. Primeiro moramos na cidade de Canton aqui em Michigan e agora estamos morando em Wixom, também em Michigan. É uma cidade pequena, como a maioria das cidades de subúrbio, mas todas muito próximas umas das outras e com inúmeras opções de comércio e lazer. No Brasil morávamos no estado de de São Paulo. Nos mudamos para os EUA pois apareceu uma oportunidade de trabalho para o meu marido na área dele aqui, e como sempre tivemos vontade…

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Temos um bebe!

Em primeiro lugar quero agradecer a todas as mensagens de felicitações que recebi de vocês, leitores do blog, pelo nascimento do Thomas. Obrigada por todo o carinho!

Estamos todos bem e curtindo essa nova fase da nossa família. Agora somos quatro por aqui  e a rotina com um bebezinho agora é outra aqui em casa.

Tenho recebido muitas perguntas e dúvidas sobre a vida aqui nos EUA porém no momento estou sem tempo para me dedicar ao blog.  Leio todos os comentários que vocês deixam por aqui, as vezes ele demora um pouquinho para aparecer no blog pois os comentarios precisam da minha aprovação para serem publicados, e agora não consigo acessar no blog todos os dias.

Vou responder as dúvidas de vocês assim que possível e logo voltarei com novos posts por aqui!

Um grande abraço!

Juliana

O Parto – Gravidez nos EUA

Foi Cesariana. Não foi dessa vez que passei pela experiência de ter um parto normal. Por razões médicas tive que fazer uma “C-Section” nove dias antes da minha “Due Date” como  chamam a data prevista do parto nos EUA (o que corresponde a 40 semanas de gestação). Mas o que realmente importa é que a cirurgia foi tranquila e o nosso bebe nasceu super saudável!

A minha C-section não estava agendada, então assim que eu sai do consultório da minha médica, depois de uma consulta de pré-natal de rotina, ela já notificou o Hospital que eu iria dar entrada na parte da tarde.

A Chegada no Hospital

Assim que chegamos no hospital demos entrada na parte burocrática que foi preencher e assinar alguns papeis, apresentar documento de identificação (driver license) e o cartão do plano de saúde. Sai da recepção já com uma pulseira de identificação no meu braço e fui encaminhada, junto com o meu esposo, para o nosso quarto no hospital. Uma funcionária do hospital nos acompanhou até o quarto.

O quarto era igualzinho ao que vimos durante a visita no hospital. Logo depois de dominarmos o quarto com nossas coisas como mala da mamãe, do bebe e do papai (que mais tarde descobri que não usaria praticamente nada do que eu levei) a enfermeira responsável se apresentou e conferiu toda a minha ficha clinica que a minha médica já havia encaminhado para o hospital. Depois a médica que iria fazer o meu parto venho conversar comigo. Não foi a minha médica oficial do pré-natal e sim uma das médicas da clínica com quem eu já havia passado durante o “rodízio” de médicos durante as consultas de pré-natal, pois era ela quem estava de plantão no dia.

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Nosso quarto no hospital

Fiquei no quarto aproximadamente por cinco horas aguardando o momento do meu parto (eu e o bebe sendo monitorados durante todo esse tempo). Durante esse período fui medicada, apresentada para as outras enfermeiras, respondi a um questionário enorme pois optamos em doar o sangue do cordão umbilical do bebe para pesquisas com células tronco e aquelas coisas básicas de hospital. O anestesista venho se apresentar e fazer algumas perguntas e explicar o procedimento da eperidural antes de eu ser levada para o centro cirúrgico.

O Parto

Durante o parto, toda a equipe de dentro do centro cirúrgico foi ótima e atenciosa. A todo momento o auxiliar do anestesista ficou ao meu lado perguntando como eu estava me sentindo. O meu marido entrou no centro cirúrgico para assistir ao parto depois que eu já estava anestesiada. A cirurgia foi super rápida e o nosso bebe nasceu chorando a pleno pulmões!!

Assim que ele nasceu, a pediatra que estava presente no centro cirúrgico, realizou os primeiros cuidados com o bebe, logo em seguida ele foi entregue para o meu marido que ficou com ele nos braços ao meu lado. Diferente do Brasil o bebe não foi colocado sobre o meu peito logo após o nascimento.

Um fato que achei interessante foi que os instrumentistas cirúrgicos contaram todos os instrumentos cirúrgicos e o número de gazes que iriam ser usadas durante a cirurgia em voz alta antes da cirurgia começar, e assim que terminou o parto eles recontaram tudo novamente em voz alta (inclusive as gazes).

Outra coisa diferente foi que antes da cirurgia começar a médica pediu para eu responder algumas perguntas como qual era o meu nome completo, o porque que eu estava deitada naquela mesa cirúrgica e que tipo de cirurgia seria realizada em mim. Eu ali nervosa e ansiosa e meu cérebro tendo que processar e responder as perguntas em inglês, não gostei desse interrogatório bem ali na hora do parto.

Assim que a cirurgia terminou fui direto para o meu quarto. Meu marido na frente empurrando o bercinho com o bebe e eu atrás.  No Brasil eu fiquei duas horas sozinha em uma sala de recuperação antes de ir para o quarto e o bebe ficou no berçário durante todo esse tempo.

Quando entramos no quarto, os avós e o irmão mais velho já estavam lá ansiosos para conhecer o novo membro da família!

A estadia no Hospital

 Durante a minha estadia no hospital, que foi de 3 dias, o bebe ficou ao meu lado no quarto. Ele foi levado do quarto apenas três vezes: para fazer o teste de audição, o teste similar ao do pezinho que é feito no Brasil e no último dia o teste no bebe conforto (car seat), onde colocaram o bebe no car seat que vamos usar no carro e lá ele ficou por aproximadamente uma hora tendo os sinais vitais e respiração controlados para ver se o nosso bebe conforto era seguro para ele.

Outra coisa diferente do Brasil é que aqui o lema americano DIY (Do It Yourself) ocorre no hospital também. Durante toda a minha estadia no hospital foi o meu marido que fez as trocas de fraldas do bebe. As enfermeiras só trocavam a fralda dele quando vinham examiná-lo. Logo que chegamos no quarto a enfermeira já nos mostrou onde ficavam as fraldas, trocas de roupas e lencinhos para os cuidados com o bebe. E também deixou todos os itens de higiene para o meu uso no banheiro, incluindo uma cinta pós-parto. Lembro que no Brasil as enfermeiras me ajudaram bastante neste quesito “cuidados com a mamãe”. Também tinha que preencher uma tabela com a hora em que o bebe mamou, o tempo em que ele ficou mamando e de qual lado, além de ter que anotar as vezes em que ele fez xixi ou coco.

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Cantinho do bebe dentro do nosso quarto

Outra coisa diferente foi o “banho” do bebe. Aqui eles deram um “banho” no bebe com toalhinhas umedecidas no segundo dia pós-parto. Um dos motivos é não molhar a região do umbigo para ele secar mais rápido. Eles não passam nada no umbigo, nem álcool 70 como me aconselharam passar no Brasil (o que fez sentido pois o umbigo caiu no 5 dia após nascimento, o do Theo demorou mais).

Tanto eu como o bebe éramos examinados várias vezes durante o dia. Perdi a conta de quantas vezes a minha temperatura e a pressão arterial foram  aferidas. Toda medicação administrada em mim ou no bebe tinha o código de barras escaneado e as nossas pulseiras de identificação também eram escaneadas antes do inicio de qualquer exame e tudo ia direto para o computador ou para o tablet da enfermeira. Também recebia medicação para dor de 6 em 6 horas e já sai do hospital com os meus remédios na bolsa para os próximos dias, o que evitou uma parada desnecessária na farmácia na saída do hospital.

Os cuidados da equipe médica

A atenção da equipe médica comigo e com o nosso bebe foi nota dez! Enfermeiras gentis e atenciosas. A única reclamação que fizemos foi com relação a pediatra que fez o exame do bebe no segundo dia. Achamos que ela não o examinou direito e ficou toda nervosa quando ele regurgitou nela (ela venho examina-lo na hora em que ele estava mamando). Reclamamos com a minha médica sobre o atendimento da pediatra e um pouco depois a enfermeira chefe venho ao nosso quarto pedir desculpas e disse que providencias seriam tomadas. No dia seguinte outra pediatra venho examiná-lo e ai sim foi feito um exame cuidadoso e minucioso no nosso bebe.

Também recebi duas vezes a visita no quarto de uma consultora em amamentação que me orientou e ficou ali do meu lado, na prática, me ensinando a maneira correta de amamentar  o bebe (tem coisas que a gente esquece depois de 7 anos).

Aqui ele tomou apenas a primeira dose da vacina para Hepatite B no hospital. Aqui não é dada a BCG, aquela que deixa a “marquinha” no braço.

Um fato curioso é que toda hora que uma pediatra ou enfermeira diferente vinham examinar o bebe, sempre me perguntavam se eu havia optado em fazer a circuncisão nele, até a consultora de amamentação perguntou. Falei que no Brasil esse procedimento não era comum (exceto por razões religiosas) e elas me disseram que aqui nos EUA é comum fazer a circuncisão nos bebes, que é tipo uma “tradição” de família onde se o pai foi circuncidado o filho provavelmente irá ser também. Mais uma diferença cultural entre os países.

Segurança

Tanto eu como o bebe recebemos uma pulseira com um chip. Caso o bebe se aproximasse de outra mãe (isto é, com um chip diferente) o chip iria disparar um alarme. Se por algum motivo o bebe saísse da área de controle da maternidade um alarme seria disparado, os elevadores do andar da maternidade iriam parar e a segurança do hospital seria acionada.

Alimentação no Hospital

No hospital em que eu fiquei as enfermeiras não eram responsáveis em trazer refeições para mim. Se eu tivesse fome eu era responsável pela minha alimentação. Tinha um frigobar no quarto para eu armazenar as comidinhas que eu trouxe de casa como iogurte e suco e tinha um cardápio do restaurante do hospital para eu solicitar refeição no quarto caso eu quisesse. Tinha uma pequena copa no corredor dos quartos com máquina de café, de refrigerante, microondas para esquentar comida  e alguns snacks para a gente se servir (no caso o papai).

Mala do bebe?

Durante toda a estada no hospital (3 dias) O nosso bebe ficou o tempo inteiro com uma roupinha que foi fornecida pelo hospital. Ele ficava de fralda, uma camisetinha tipo pagão e era colocado dentro de um saquinho bem quentinho. Ele só usou a roupinha que eu levei para o hospital na hora de vir para casa. Eu também fiquei os dois primeiros dias com a camisola fornecida pelo hospital, apenas na última noite coloquei a que eu trouxe de casa. Resumindo: não precisa levar praticamente nada para o hospital para se ter um bebe por aqui. É tudo muito simples e prático.

Visitas no Hospital

O nascimento de um bebe aqui é um momento muito íntimo da família e reservado para as pessoas bem próximas dos pais do bebe. A sala de visitas da maternidade ficava praticamente vazia o tempo todo. No quarto, apenas as pessoas mais próximas como papai, e avós do bebe. O movimento nos corredores dos quartos era bem pequeno, diferente de quanto eu tive meu primeiro filho no Brasil onde os corredores da maternidade São Luiz pareciam uma festa! Aqui também não tem enfeite na porta do quarto da maternidade com o nome do bebe.

Zica Virus

Estivemos no Brasil no final do ano de 2015. Minha médica do pré-natal me liberou para a viagem desde que tomasse cuidados necessários e além disso a fama do Zica vírus ainda não havia chegado aqui nos EUA. Quando a médica que fez o meu parto (que como falei não foi a minha médica) viu no meu prontuário que eu havia estado no Brasil ela entrou no quarto assustada e quis saber detalhes sobre a minha estada no Brasil, se eu tinha tido sinais de gripe e coisa e tal, mas depois que explicamos toda situação ela se acalmou. Brinquei com o meu marido que mais um pouco eles iam colocar aquelas fitas amarelas de isolamento no nosso quarto rsrsrsrs.

Conclusão

Os meus dois partos foram lindos. Foram um pouco diferentes mas não posso dizer se aqui foi melhor que no Brasil ou vice-versa. Gostei do esquema mais intimista do parto aqui mas ao mesmo tempo senti falta de uma “festinha” a mais no quarto com a presença da família que infelizmente estava no Brasil neste momento tão especial.

Agora é só esperar chegar a conta do hospital ….aí  que medo! rsrsrsr …. o que será assunto para um outro post.

Visita ao Hospital

Pré-natal nos EUA

Grávida nos EUA

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar mas não copie e cole.

Visita ao Hospital nos EUA- Gravidez nos EUA

Como fizemos no Brasil na minha primeira gravidez, agendamos a visita para conhecer o Hospital onde o nosso segundo filho irá nascer. Optamos por um hospital próximo da nossa casa e onde a minha médica atendesse.

Estávamos em três casais no dia do tour nos hospital. Fomos acompanhados por uma senhora que nos apresentou desde a recepção até  a sala de parto do hospital. Cada hospital é de um jeito claro. Este que optamos é um hospital novo, moderno mas pequeno se comparado ao Hospital-Maternidade São Luiz em São Paulo onde foi feito o meu primeiro parto. Para  mim as duas grandes diferenças entre os hospitais são:

1- Ao ser admitida no hospital, a mão e acompanhante já são direcionados para um quarto privado onde ficarão até receber alta do hospital. É neste quarto que a mãe passa por todo o processo de trabalho de parto,  onde o bebe nasce, toma o primeiro banho, recebe a visita do pediatra, toma as vacinas e recebe o banho de luz se necessário até o dia da alta. A mãe só vai ser encaminhada para o centro cirúrgico se for necessário fazer uma cesariana e o bebe só ira sair do lado da mãe caso precise de algum tratamento especifico, tipo ficar na UTI neo-Natal, consequentemente….

2- Não tem berçário do tipo “aquário” com aquele monte de bebezinho que a gente adora ficar vendo quando vai fazer visita na maternidade. Ninguém fica vendo os filhos dos outros por aqui.

Outra coisa que fizemos esta semana foi uma vista na pediatra que atente neste mesmo hospital para entendermos como funciona os cuidados com o bebe por aqui (o nosso pediatra aqui dos EUA não realiza visita nos hospitais).  No Hospital o bebe irá receber apenas a vacina contra Hepatite B, injeção de vitamina K e aquele colírio nos olhos. Aqui não é administrada a vacina BCG.

 Eles estimulam o contato pele-a-pele da mãe com o bebe a partir do momento em que o bebe nasce. O bebe será “limpo” com paninhos sobre o colo da mãe assim que nascer, será examinado pelo pediatra e ficará em contato com a mãe por pelo menos 20 minutos e já será feita a primeira tentativa de amamentação, para só depois receber o primeiro “banho” (com paninhos úmidos) no próprio quarto e ser vestido com uma roupinha do hospital. O bebe só irá vestir a roupinha que a mãe escolheu no dia de ir para casa.

Como o meu primeiro parto foi cesariana, dentro de um centro cirúrgico e o meu primeiro contato com o Theo foi muito rápido. Logo depois do nascimento ele foi para o berçário e eu para a sala de recuperação onde fiquei por mais de duas horas, pois o hospital estava lotado e não tinha quarto disponível para mim. Todo mundo assistiu pelo “vidro aquário” o primeiro banho dele, menos eu.  Então estou com uma grande expectativa para ter o parto normal e conseguir desfrutar desse primeiro contato com o meu bebe.

A pediatra nos disse que se o parto for normal e bebe e mãe estiverem bem, a alta pode ser dada em 24 horas horas após o nascimento. Em caso em que o bebe tenha que ficar em observação ou cesariana a alta será data em 48 horas. Aqui ele recomendam ficar o menor tempo possível dentro do hospital para evitar o risco de contrair alguma infecção hospitalar. Após a alta, os pais devem retornar no prazo de dois dias  ao pediatra escolhido por eles para a primeira consulta do bebe.

Tem um vídeo no YOUTUBE do blog da Flavia Calina, que mostra bem como é um parto normal aqui nos EUA. O vídeo tem cerca de 30 minutos mas é bem legal, mostra desde o momento em que ela vai para a maternidade até o nascimento da bebe. Me ajudou a visualizar como pode ser o meu parto (para mim vai ser tudo novo pois quero tentar o parto normal desta vez) e dá para vocês terem uma idéia de como é um quarto de maternidade aqui nos EUA e o primeiro contato do bebe com a mãe.

Vídeo de parto normal nos EUA do blog da Flavia Calina.

Vamos ver como vai ser na prática, depois eu vou fazer um post contando como foi “realmente” a minha experiência em uma maternidade aqui nos EUA.

Abraços

Juliana

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Pré-Natal nos EUA

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Por indicação de amigos daqui, optei em ter o meu bebe em um hospital próximo de onde moramos e com uma equipe médica com boa referencia. Minha obstetra foi um tiro no escuro, não a conhecia mas desde de a primeira consulta gostei dela, principalmente pelo fato de ela entender que o inglês não é a minha língua natural e ter paciência para me ouvir, tentar me entender e falar comigo de maneira simples, clara e sem pressa.

Por mais que eu já consiga entender bem quando os americanos conversam comigo, as vezes na hora de eu falar em inglês, principalmente  com alguém que eu não conheço muito bem, acabo ficando um pouco nervosa e cometo erros gramaticais ou dá aquele branco, onde eu esqueço todas as palavras que eu sei.

Mas vamos ao que interessa, como são as consultas de pré-natal aqui nos EUA?

Assim que cheguei na clínica, preenchi toda aquela papelada padrão na recepção onde tive que colocar todo o meu histórico de saúde e assinar (maridão e google translator do lado para dar um help com o inglês). Aguardei um pouco na recepção e logo fui chamada por uma enfermeira que me pesou, mediu minha estatura e a minha pressão arterial. Depois foi feito um exame de sangue completo e de urina. Em seguida conheci a minha obstetra que conversou muito comigo (em um inglês bem pausado e sem pressa) e para quem passei todas as informações sobre a minha primeira gestação, do parto e da minha saúde. Em seguida realizei o primeiro ultrasom na própria clinica e pude ver o meu bebe pela primeira vez. Foi um atendimento rápido e profissional.

Foi oferecido diversos testes sanguíneos para detectar a probabilidade de eu ter filhos com algum tipo de deficiência. Como o meu primeiro filho nasceu saudável e não tenho histórico familiar de síndromes, optei em não fazer, para não ficar pensando em doenças e síndromes durante a gravidez.

No segundo ultrasom (12 semanas de gestação) foi oferecido fazer testes adicionais para checar possíveis anormalidades no bebe. Perguntei para a médica o porque de fazer esses exames já que eu vou ter o meu filho de qualquer maneira sendo ele perfeito ou não. A médica disse que aqui nos EUA, se for detectado algum tipo de síndrome ou anomalia a mãe tem a opção de interromper a gravidez se for da vontade dela (o aborto é legalizado aqui nos EUA).

Depois de 2 semanas dessa última consulta, chegaram os famosos boletos médicos de cobrança em casa. Mesmo tendo um bom plano de saúde aqui, temos que pagar co-participacao (co-pay) em praticamente todos os exames e consultas.

No terceiro ultrasom (20 semanas) foi feito o Ultra-som morfológico. Foi quando eu senti uma grande diferença com o atendimento do Brasil. Foi feito o exame completo, tudo direitinho, mas a grande diferença é que, na minha primeira gestação, esse exame foi mais explicativo para mim como mãe pois o médico na ocasião, depois de seguir o protocolo e fazer todas as analises e medições necessárias do bebe, mudou o ultrasom para o 3D, onde pudemos ver o nosso filho com maiores detalhes, ver o rostinho dele, as mãozinhas e ouvir o coraçãozinho, enfim , o médico do Brasil fez uma “sessão” para deixar os futuros papais felizes e saímos da clinica com o DVD com as fotos e os videos do bebe para mostrar para toda a família!

Aqui eles são mais diretos ao assunto, sem muito “mela-mela” se vocês me entendem, e no final do ultrasom eu recebi uma imagem impressa em preto e branco do nosso bebe. No final desta consulta a médica me perguntou se eu queria fazer o teste para detectar Síndrome de Down no nosso bebe e eu também me recusei a fazer o teste (eu já amo o meu filho do jeito que ele é). Cabe lembrar que tive que assinar documentos oficializando que foi opção minha em não realizar estes exames. Nesta consulta também tomei a vacina da gripe, tinha a opção de não tomar, mas a médica me convenceu desta vez.

Depois de uma tempo fui me acostumando com o estilo das consultas por aqui ( no início as consultas são mensais). Em cada retorno é sempre o mesmo procedimento: Você chega na clínica, escreve o seu nome, horário em que chegou, hora da consulta e o nome do seu médico em uma ficha que fica no balcão da recepção e aguarda ser chamada (depois da primeira consulta não precisa mais apresentar a identidade com o cartão do seguro saúde).

Assim que a enfermeira te chama e ela verifica o seu peso, a  sua pressão arterial e solicita para você ir até o banheiro para fazer a coleta da urina (em toda consulta é realizado exame de urina). Então você volta para a sala da médica e espera ela chegar. Quando ela chega são feitas as perguntas padrões de como você está se sentindo e se você tem alguma pergunta. Se você realizou exames na consulta anterior ela te passa os resultados dos exames e pergunta se você tem alguma dúvida. Depois ela te examina propriamente dito, faz a medição da barriga, apalpa para sentir a posição do bebe e usa um aparelho para ouvir os batimentos cardíacos do bebe. As consultas são bem rápidas, a médica não fica mais do que quinze minutos com você.

Em novembro, como estivemos no Brasil para renovar os nossos vistos, aproveitei para fazer um ultrasom a moda Brasil com tudo o que tenho direito! Como ainda tenho o meu plano de saúde do Brasil passei por uma super consulta em super hospital com direito a ver o meu pequeno em 3D, 4D , ouvir coração, ver todos os detalhes de mãozinhas, boquinha e tirar todas as dúvidas com o médico em português!!!!

Assim que retornei para os EUA, mostrei os exames do Brasil para a minha médica daqui e ela me dispensou de um novo ultrasom,  o que me fez economizar $190 dólares!!! Porém só iria ver o meu neném novamente no final da gestação.

A partir do sétimo mês de gestação comecei a fazer um rodízio entre os médicos da clínica  isto é, em cada consulta de retorno eu passei a ser examinada por um médico diferente e as consultas passaram a ser quinzenais. Este rodízio tem a finalidade de você conhecer todos os profissionais da equipe  pois, na hora do parto, o médico que vai realizar o procedimento vai ser aquele que estiver de plantão na hora (na clínica em que eu vou são 6 obstetras).

A partir da 35 semana de gestação as consultas passaram a ser semanais. Foi realizado o exame para um tipo de bactéria chamado de Group B Strep (GBS), que não causa nenhum problema na mãe ou no bebe durante a gestação, porém se o resultado for positivo a mãe tem que tomar antibiótico 4 horas antes do parto para evitar passar infecção para o bebe.

Esta semana realizei a minha consulta de 36 semanas e tudo seguiu o mesmo protocolo que já descrevi acima. Passei com uma outra médica que não se conformou de eu ter feito cesariana no Brasil sem ao menos eu ter tentado o parto normal (ela perguntou quanto tempo eu fiquei em trabalho de parto antes de os médicos optarem em fazer a cesária e quando eu falei que a cesária foi agendada ela fez aquela cara de espanto). Aqui nos EUA, normalmente, não se faz cesariana (C-section) agendada. O procedimento cirúrgico só é indicado para casos em que a mãe ou o bebe tenha algum problema de saúde, onde o parto via vaginal pode colocar em risco a vida de ambos. A cesariana só realizada em último caso como uma cirurgia de emergência.

Nesta última semana também recebi as orientações de como proceder caso eu comece a sentir contrações e como saber qual é o momento de ir para o hospital.

Espero que tenham gostado do post!

No próximo post desta série vou falar como foi a  visita para conhecermos a Maternidade aqui nos EUA.

Abraços

Juliana

Atualização do post: o meu primeiro parto foi cesariana e ocorreu há 7 anos atrás. Na primeira consulta com a médica aqui nos EUA ela pediu para eu solicitar para o meu obstetra do Brasil uma carta explicando o tipo de incisão que havia sido feita e explicações de como foi o procedimento cirúrgico. Consegui a carta e como não houve nenhuma complicação e pelo tempo que a cirurgia havia sido feita, não havia nenhuma razão para eu não tentar o parto normal. Pode ser que em casos de uma cesariana recente seja indicado o agendamento de cesariana aqui também. Obrigada leitoras do blog por me lembrarem desse detalhe.

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Grávida nos EUA

Ficar grávida é uma das experiências mais extraordinárias que uma mulher pode ter. É uma mudança geral que acontece com você tanto do ponto de vista físico como do emocional. Todos da família ficam envolvidos com a sua gravidez, passam a se preocupar mais com você e com o bebe, principalmente as futuras vovós!

Mas como é ficar grávida morando em um país que não é o seu? Longe dos mimos e da ajuda da família, ter que usar um sistema de saúde que é diferente do que você estava habituado no Brasil e conversar sobre termos médicos, sintomas e sentimentos em outro idioma?

A partir de hoje começo uma série de posts sobre gravidez nos EUA, com a finalidade de ajudar as futuras mamães que estão de mudança para cá e por eu estar passando por esta experiência em “real time” já que estou na 35 semana de gestação!

Minha primeira gravidez foi há sete anos e ainda morávamos no Brasil. Estava perto da família que me ajudou bastante durante a gravidez (na época eu trabalha fora). Tinha um excelente plano de saúde, que cobriu todas as minhas consultas desde exames rotineiros, ultrasom e até parto em um excelente hospital em São Paulo.

Agora está sendo diferente…. a alegria de ser mãe novamente é imensa, ainda mais que agora tem um irmão mais velho todo feliz aqui em casa, mas a família está longe…. e o funcionamento dos planos de saúde aqui é um pouco diferente.

 No próximo post vou falar de como está sendo o meu pré-natal aqui nos EUA  e entrar em maiores detalhes sobre o funcionamento das consultas medicas por aqui.

Abraços

Juliana

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10 dicas que irão facilitar o seu dia-a-dia nos EUA

O grande dia chegou! Você vai morar nos EUA!! Para te ajudar separei 10 dicas que podem ser úteis no seu dia-a-dia por aqui:

1- CONTINUE ESTUDANDO INGLES

Por mais que você ache que o seu nível de inglês é muito bom, se você nunca morou em outro país de língua inglesa, assim que você chegar aqui você vai perceber que o seu inglês é horrível e que entender os americanos falando é mais difícil do que você imaginava! Não se sinta intimidado, isto é normal, com o passar dos meses o seu ouvido vai se acostumando com o inglês no dia-a-dia, mas não se esqueça de fazer a sua parte também e estudar a língua inglesa pois você não vai melhorar o seu inglês se não se esforçar a falar em inglês. Além do mais é uma questão de educação e consideração você aprender a falar a língua do pais que você escolheu para morar. Os americanos não têm a obrigação de entender o que você está falando (afinal é você quem está no país deles) e sim você é que tem que se esforçar para melhorar o seu inglês dia após dia e entender o que eles estão falando.

Uma dica que eu dou e que funciona comigo é que sempre que alguém falar com você e você não entender, seja humilde, ponha um sorriso no rosto e diga que não entendeu, que acabou de chegar do Brasil (eles adoram cruzar com brasileiros) e que está aprendendo a falar inglês, e que se ele pode repetir a pergunta mais devagar.

2- EXPLORE O SEU BAIRRO/CIDADE

Conheça a região em que você vai morar. Entre nas lojas, nos supermercados mesmo que não vá comprar nada. Descubra onde fica a agencia dos correios (Post Office), a Secretary of State (local onde se resolvem coisas burocráticas como carteira de motorista, documentos de veículos, etc), onde é a prefeitura (City Office), a Biblioteca (library), Hospital mais próximo, a agencia bancária e tudo mais que tiver na sua região.

3- BEM VINDO AO PAÍS DO FAÇA VOCE MESMO – DIY (DO IT YOURSELF)

– Na hora de abastecer: Aqui é você quem abastece o seu carro. Uma dica é estacionar o carro com o lado onde está a abertura do tanque de combustível voltado e próximo da bomba de combustível pois as mangueiras aqui são curtas. Se for pagar com dinheiro (espécie) você estaciona o carro em frente a bomba, verifica qual o número da bomba, vai até o interior da loja de conveniência e paga o valor que você deseja colocar no carro. Se for pagar com cartão é só seguir as orientações que aparece no visor da bomba de combustível, selecionar o tipo de combustível e abastecer. Algumas bombas solicitam para você colocar o ZIP code da região em que você mora. Não se esqueça de fechar o tanque depois de abastecer.

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imagem: google

– Self-Checkout nos supermercados: A quantidade de caixas onde é você mesmo quem passa as suas compras no leitor de código de barras, paga e empacota tudo sozinho é bem maior do que os caixas com atendentes. Eu particularmente prefiro os self-checkouts pois normalmente não tem fila. Para o caso de frutas e legumes que não tenham código de barras, é só colocar o produto na balança que estará na sua frente e digitar o número que está em uma etiqueta no produto (exemplo: PLU 1047), se for necessário a máquina vai pedir para voce digitar a quantidade. Só utilizo o caixa tradicional quando faço compras maiores no supermercado. Quando você passar as suas compras no caixa que tem atendente, normalmente é ele (a) quem empacota as suas compras. No final da compra, se você fizer o pagamento com cartão de débito terá a opção de “Cashback“, isto é, você pode sacar dinheiro em espécie ali mesmo no caixa do supermercado, o que facilita a vida pois você não precisa ficar indo em banco ou procurar caixa eletrônico para sacar dinheiro.

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– Lavar o carro: Os lava-rápido aqui são super práticos! Você para em frente a um aspirador gigante e aspira a sujeira você mesmo e joga o lixo que se acumulou durante a semana no latão que fica do lado do aspirador. Depois segue em frente com o carro e coloca o dinheiro da lavagem na máquina ou entrega para um atendente que fica na entrada do “túnel” de lavagem propriamente dito. Coloca o carro no ponto Neutro e um trilho vai puxando o seu carro para o interior do túnel onde a lavagem é realizada pela máquina. Fique atento na saída do túnel para sair rapidinho com o carro, principalmente se tiver outro carro vindo atrás de você. Se tiver um outro atendente na saída do túnel com um paninho oferecendo para secar o seu carro e você concordar não se esqueça de dar uma caixinha para ele  (normalmente eles pedem $1,00). O valor da lavagem simples por aqui varia de $3,50 a $5,00 dólares.

– Limpeza da casa: Serviço de diarista ou empregada doméstica são caros por aqui. Normalmente ninguém tem empregada, somos nós mesmos que cuidamos da nossa casa e roupas. A secadora ajuda a não ter que passar as roupas do dia-a-dia (se você dobrar ou pendurar as roupas ainda quentes assim que saírem da secadora, não precisa passar). Aqui em casa camisetas e moletons vão direto da secadora para o guarda-roupa. Passo as camisas sociais, mas se não souber passar tem a opção das lavanderias que cobram em média $1,50 dólares para passar camisas. A lava-louça também ajuda bastante na cozinha.

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Handman: Se você gosta e sabe  fazer pequenos consertos em casa ou tem um marido ou esposa que gosta, você irá economizar um bom dinheiro por aqui, pois a mão de obra referente a serviços aqui é cara! Saber trocar chuveiro, lâmpada, instalar uma geladeira, máquina de lavar, montar um armário entre outras coisas vai te ajudar muito por aqui.

Dica: hoje em dia com o YouTube tem vídeos que te ensinam a fazer de tudo! E em lojas como Menards, HomeDepot e Lowes você encontra tudo o que precisa.

4- NÂO ESQUECA DAS GORJETAS

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Sempre que for a algum restaurante tem que dar gorjeta (TIP) para o garçom. No mínimo 15% do valor da conta. Se ele foi simpático e te atendeu super bem o ideal é dar 20%. Lembre-se de que a gorjeta é referente ao serviço do garçom. Se a comida estava ruim, você tem que reclamar da a comida e não descontar da tip do garçom. Neste caso o restaurante vai trocar o seu prato, ou te dar um desconto no valor da conta ou uma sobremesa de graça, alguma coisa eles vão fazer para te agradar e não perder o cliente claro. Oferecer menos de 15% de gorjeta para o garçom significa que ele te atendeu muito mal.

Lembre-se de que eles vão trazer a conta sem você pedir, não é falta de educação ou  não significa que ele está te expulsando do restaurante, é apenas a cultura deles.

5- PONTUALIDADE

Americano é pontual. Esse negócio de combinar de jantar as 7 da noite e aparecer quase oito horas não existe por aqui, é uma tremenda falta de consideração com a pessoa que está te esperando. Isso serve para tudo: negócios, jantares, festa de aniversário, playdates para quem tem filhos.

6- CONSUMIDOR AQUI É REI!

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Uma das coisas que eu acho mais fantástica por aqui é a facilidade de trocar e retornar produtos nas lojas! Comprou uma coisa e venho com defeito, ou simplesmente usou e não gostou? Pode devolver na loja sem maiores burocracias. Na grande maioria das vezes você nem precisa trocar por outro produto, eles te devolvem o valor da mercadoria em dinheiro ou extornam no seu cartão de crédito. Importante ter sempre a nota fiscal de compra e trazer o produto com a etiqueta de compra no caso de roupas ou na embalagem original (ela pode ter sido aberta sem problemas, mas é bom não estar rasgada, amassada …). Você pode trocar e devolver tudo, desde de roupas a produtos eletrônicos, já vi gente devolvendo até comida em supermercado!!

Outra dica legal é que a grande maioria das lojas cobrem o preço do Amazon! Então sempre que for comprar alguma coisa, principalmente produtos mais caros como eletrônicos, antes de passar no caixa entra no site do Amazon e verifica o valor, se estiver mais barato é só mostrar o celular com o preço do produto no Amazon para o caixa que ele faz o mesmo valor para você! Já utilizamos dessa estratégia (que aqui eles chamam de Price-match) em lojas como Best Buy, BuyBuyBaby e Toy R US.

E não se esqueçam de usar os cupons de descontos!!

Faça o cartão de Rewards da lojas e farmácias, isso te ajuda a ganhar descontos,  acumular pontos e economizar!!

7- HOSPITAL SÓ SE FOR REALMENTE NECESSÁRIO

Como já falei em posts anteriores aqui no blog (Planos de saúde nos EUA), a saúde aqui nos EUA é cara! Mesmo tendo plano de saúde você terá que pagar co-participações em atendimentos e exames, então a dica que eu dou é evitar ir a hospitais por causa de coisas simples como uma gripe, uma dor de garganta fraquinha, dor de barriga ou unha encravada. Claro que se os sintomas persistirem você deve procurar um médico, principalmente se você tiver criança em casa, mas faça uso do bom senso. Existem planos de saúde que tem médico via telefone, isto é você liga, descreve os seus sintomas e conforme for ele te passa as orientações do que fazer.  Caso seja necessário ir a um médico agende uma consulta com o seu médico de família (não apareça na clínica sem agendar pois será considerado atendimento de emergência). Se for uma situação mais séria e você não conseguir um horário para o mesmo dia com o seu médico ou é fim de semana e a clínica está fechada, procure um Urgent Care Center. Só se dirija a um Emergence Room em um Hospital se for um caso muito sério mesmo como suspeita de infarto, AVC… Se bem que nestes casos o ideal é ligar para o 911 pois em minutos a ambulância e os bombeiros estarão na porta da sua casa!

8- A TERRA DA MARMITA

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Se você vai trabalhar fora  e quiser manter uma alimentação saudável e fugir dos fast-foods, a marmita vai fazer parte do seu dia-a-dia. A grande maioria das empresas daqui não tem refeitórios, principalmente pelo fato de que o americano não tem o hábito de almoçar “comida de verdade” como nós brasileiros. Se você mora fora de uma grande cidade como New York, Los Angeles ou Chicago, ir almoçar na praça de alimentação do shopping ou no “quilão” da esquina não será uma opção para você, vai ter que levar comida de casa sim!

Nas lojas como Marshalls e HomeGoods e até mesmo nos supermercados você vai encontrar vários opções bem bacanas de “lancheiras térmicas” para adultos para você levar para o trabalho. Normalmente nas empresas tem uma pequena copa com microondas, pratos e talheres para você utilizar na hora do almoço.

A mesma coisa vale para quem tem filhos. Como eles ficam o dia todo na escola eles almoçam por lá. Os pais tem a opção de comprar o “almoço” da escola, mas se você não quer que o seu filho se entupa de nuggets, pizza, tacos e macarrão com queijo diariamente, ele vai ter que levar comida de casa também!

9- ABRA A SUA MENTE E O SEU CORAÇÃO PARA UMA NOVA CULTURA

Aqui não é o Brasil, é outro pais, outra cultura, outra língua, pessoas que foram criadas e cresceram de uma maneira diferente de você, então tudo vai ser diferente e você vai ter que se adaptar a essas diferenças para que a sua vida flua de uma maneira mais fácil. Isso não quer dizer que você tem que esquecer suas raízes e as coisas que você gosta do Brasil, mas você não pode ficar fazendo drama por não achar o corte de carne que você costumava comprar no açougue do Brasil ou porque é difícil achar pão-de-queijo por aqui ou ainda porque aqui não vai passar a final do campeonato brasileiro de futebol na televisão!

10- NÃO EVITE OS AMERICANOS !

Americanos são bacanas!! Eles são na deles, não são como a maioria dos brasileiros que já chega abraçando e beijando uma pessoa que acabou de conhecer e que em menos de meia hora de conversa já virou o seu melhor amigo de infância, mas eles são muito, MUITO educados e adoram conversar com quem venho de outro país, principalmente do Brasil que para eles é um destino exótico! E assim, aos pouquinhos eles vão se abrindo. E se você tem filhos na escola, ou se eles praticam algum esporte, essa vai ser uma grande oportunidade de fazer amizades com as mães e os pais dos colegas dos seus filhos! E ter um amigo americano vai te ajudar com dicas que só quem nasceu e cresceu aqui podem dar!

Faça a sua parte, seja receptivo e se esforce para conhece-los! Você nunca vai fazer amizade com um americano se na primeira tentativa dele em conversar,  você soltar um “I don’t speak English”, virar as costas e ir embora.

Claro que existem exceções, assim como no Brasil,  onde podemos conhecer pessoas bem legais e outras insuportáveis. Não venha com o pré-conceito de que os americanos são arrogantes e se acham os donos do mundo, é mentira! A maioria das pessoas que falam isso nunca sequer colocaram os pés aqui nos EUA.

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Cheguei nos EUA- Primeiras Providencias

Convivendo com os americanos

Abraços!

Juliana

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Visto H1-B – O Processo

Morar nos EUA

Estamos indo para os Estados Unidos com o visto H1-B isto é, o meu marido irá trabalhar em uma empresa americana. Não estamos indo como expatriados, que é o caso de pessoas que vão para os EUA transferido dentro da mesma empresa (Visto tipo L). O requerente principal do H1-B pode levar o conjugue e filhos solteiros até 21 anos (neste caso visto H-4, o qual é uma variação do H1-B).

O visto H1-B permite que você trabalhe nos Estados Unidos pelo período de 3 anos, sendo que este pode ser renovado por mais três. Cabe lembrar que o visto H4 permite estudar nos EUA porém não permite trabalhar.

Todo o processo ocorreu lá nos EUA. Meu marido foi ate lá conhecer a empresa e fazer a entrevista para o emprego, como houve um acordo entre as partes a empresa entrou com um processo perante ao governo americano (USCIS

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“Loteria” do H1b VISA

No último ano muito se falou sobre a Loteria para o visto H1B isto é, mesmo tendo uma empresa como seu sponsor aqui  nos EUA, isto não será garantia de que voce será selecionado para receber o visto H1b.  Além de ter um currículo profissional muito bom, voce vai ter que contar com a sorte.

Não sei explicar com certeza como funciona todo esse processo (quando a nossa aplicação foi feita para o H1b em Abril de 2013, não teve essa “loteria”) estou pesquisando na internet para entender melhor o assunto e ai sim, escrever um post detalhado sobre o tema aqui no blog, mas vou deixar abaixo alguns links para sites que podem te ajudar a esclarecer algumas dúvidas sobre a temida “loteria”.

USCIS

H1B VISA Lottery Process

US Immigration News

Leia também: Visto H1b

Até mais!

Juliana