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DETROIT

 

Reinassence Center – Detroit (foto: @morarnoseua)

Depois de quase 4 anos morando aqui em Michigan e escrevendo o blog, me dei conta que escrevi muito pouco sobre a cidade de Detroit. Como neste verão recebemos bastante visitas do Brasil, acabamos indo mais vezes do que de costume para Detroit o que foi muito bom para rever a cidade e notar as boas mudanças que estão ocorrendo por lá.

Muitas pessoas torcem o nariz quando falamos de Detroit. Ainda se tem muito forte aquela imagem dos filmes da década de 80 de uma cidade caindo aos pedaços, feia e violenta. É claro que as sucessivas crises econômicas, que vem desde a década de 50 e que afetaram fortemente a indústria automobilística, castigaram muito a cidade. Detroit passou de uma cidade de quase 2 milhões de habitantes para pouco mais de 700 mil habitantes. Imaginem qualquer grande cidade como Chicago ou New York sem mais da metade da sua população. Ainda tem muitos bairros completamente abandonados, com moradores de rua (homeless) e áreas mal cuidadas, mas esse cenário aos poucos esta mudando.  A cidade tem recebido muitos investimentos privados e desde de que me mudei para Michigan, há quatro anos, eu vejo  downtown Detroit, que é o centro da cidade,  melhorar a cada ano.

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Jefferson Avenue – Detroit (foto: @morarnoseua)

O centro de Detroit, apesar de ser bem compacto, nos dá as vezes a sensação de uma cidade meio vazia, principalmente durante os meses de inverno. Porém durante os passeios que fiz pela cidade neste verão, tive a sensação de uma cidade mais viva com jovens e famílias caminhando pela recém remodelada Woodwoard  Avenue e pelo calçadão ao lado do Detroit river. Lojas e restaurantes novos abriram suas portas, os streets cars (Q-line) voltaram novinhos e até bicicletas disponíveis para locação (como vi em cidades como Montreal no Canadá e em Chicago) tem agora em Detroit.

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Downtown Detroit (foto: @morarnoseua)

Os novos streetcars de Detroit (Q-Line) (foto: @moraranoseua)

A região do Riverfront ou river walk está sendo toda revitalizada. O trecho que fica em frente a famosa torre da GM (Renaissance Center) já está todo pronto. Lá, além de poder almoçar ou jantar em um dos restaurantes que ficam dentro do complexo, você pode fazer caminhada, alugar bicicleta para rodar por downtown,  ter um jantar diferente no Detroit Princess Riverboat ou simplesmente apreciar a vista do Detroit river. Para quem tem crianças, as novas “fontes” com jatos de água que saem do chão, o carrossel e o novo playground fazem a alegria da criançada. (Dica: levem roupinhas extras pois não vi nenhuma criança resistir aos jatos de água, os meu saíram de lá ensopados)

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A nova River walk com os seus jatos de água que fazem a alegria da criançada nos meses de verão! (foto: @morarnoseua)

Recomendo deixarem o carro estacionado no public parking coberto (que é pago) que fica em frente a entrada do hotel do complexo da GM (414 Renaissance Dr W). Paguei 15 dólares por 4 horas de estacionamento. Você retira o ticket na máquina na hora em que entra com o carro, estaciona você mesmo em alguma vaga disponível e na hora de sair coloca novamente o ticket na máquina que vai calcular o valor que pode ser pago com dinheiro ou cartão de crédito na própria máquina. Da região do complexo da GM você pode circular por downtown a pé mesmo, de bicicleta, usar os novos streetscars ou ainda o trenzinho suspenso chamado People Mover que faz um “circulo” passando pelos principais pontos de interesse do centro de Detroit.

 

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Estações do trem suspenso do People Mover por downtown Detroit

Saindo do complexo da GM, se você caminhar pelo River Walk para o lado esquerdo você vai encontrar a fonte que a criançada adora que eu falei acima, o terminal de locar bike e um pouquinho mais para frente, o carrossel com o novo playground ao lado e o Outdoor Adventure Center, espaco inaugurado em 2015 e mantido pelo DNR com atividades educativas para as crianças e que explicam os recursos naturais de Michigan como seus lagos, rios, florestas e dunas (entrada de $5 para adultos e $3 para crianças). Este trecho da Atwater St onde está localizado o Outdoor Adventure Center acabou de ser revitalizado e tem vários apartamentos novinhos de frente para o Detroit river porém, como era uma região repleta de galpões que estavam abandonados (o próprio Outdoor Adventure Center foi construído em um destes galpões), você ainda verá ao fundo alguns desses galpões caindo aos pedaços por lá.

Outdoor Adventure Center

Caminhando para o lado direito (sentido Sul) você vai ver ao longe a Ambassador Bridge, ponte que liga Detroit a cidade de Windsor no Canadá.  Continuando você vai ver o Princess Riverboat e se seguir até o final a river walk termina bem em frente ao COBO Hall, centro de convenção e exposição onde é realizado o famoso salão do automóvel de Detroit. Ali também ainda está o Joe Louis Arena que até o meio deste ano era a casa do time de Hockey de Michigan, os Red Wings. O estádio será demolido e no lugar será construído um novo centro comercial e residencial além de prédios de estacionamento para dar suporte ao COBO.

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Região do river walk em frente ao Joe Luis Arena (foto: @morarnoseua)

Bem em frente ao Princess Riverboat, subindo a escada em direção a downtown vai  ter  uma praça chamada Hart Plaza. Não tem nada de interessante nela, a  não ser um escultura de aço enorme que era para ser uma fonte, mas que parece que não deu muito certo. Durante os meses de verão  costuma ter “feirinha” ou eventos especiais aos finais de semana. É comum você cruzar com algum homeless nesta praça. Não precisa ficar com medo ou apreensivo, eles não vão te assaltar, é o mesmo tipo de homeless com quem você cruza pelas ruas de New York ou qualquer outra grande cidade.

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Hart Plaza – Downtown Detroit (foto: @morarnoseua)

Passe pela a praça, cruze a Jefferson Avenue e você vai sair direto no começo da Woodward Ave. Agora sim você vai encontrar uma nova Detroit! Este trecho da Woodward avenue que vai até a região do Fox Theater e do Commerica Park (estádio dos Tigers) foi toda revitalizada e é  ali que você vai encontrar os principais ícones de Detroit e os novos streetcars. Poucas pessoas sabem mas esta avenida foi a primeira rua pavimentada dos Estados Unidos e o nome oficial dela é M-1(Michigan Highway 1) e ela divide a cidade de Detroit em leste e oeste indo até a  cidade de Pontiac.

A “prainha” do Campus Matius Park no coração de downtown (foto: @morarnoseua)

Caminhando pela Woodward  a gente chega no Campus Matius Park. É nesta praça que na época de Natal eles montam uma árvore de natal enorme com um ring de patinação no gelo bem em frente. Estivemos lá no nosso primeiro inverno aqui em Michigan em 2013.  Este ano no verão foi montada uma “prainha” com várias cadeiras sobre um chão de areia para as crianças brincarem (tinha baldinhos e pazinhas de praia a disposição da criançada) e também para o pessoal que trabalha nos escritórios ao redor relaxarem durante a hora de almoço (se bem que americano quase nunca faz hora de almoço). Neste trecho da avenida você vai encontrar várias opções de restaurantes como o Hard Rock Café Detroit, Shake-Shack, a churrascaria Texas de Brazil, Starbucks, restaurante mexicano, tailandês, bakerys, pubs entre outros.

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Apresentando Detroit para a familia (foto: @morarnoseua)

Ainda neste trecho da Woodward você vai encontrar a estatua “The Spirit of Detroit” e o monumento ao Joe Louis que sempre aparecem em fotos de Detroit. Para quem gosta de arquitetura tem vários edifícios históricos entre eles o Guardian Building que foi todo restaurado e hoje é sede do Bank of América. O saguão principal dele é aberto ao público e a entrada fica pela Congress Street. Assim que você cruzar o Campus Martius a Woodward Ave continua para a esquerda em direção ao Fox Theater, a Detroit Opera House, ao estádio do Tigers (Commerica), o Ford Field (estádio dos Lions – futebol americao) e ao futuro Little Cesar Arena que será o novo estádio dos Pistons (time de basquete) e dos Red Wings com inauguração prevista para o final do ano e com show da Lady Gaga.

Do campus Martius para a direita você vai cair na região da Greektown, lugar repleto de restaurantes e onde fica o Greektown cassino. Todos esses lugares tem estação do People Mover, que você pode utilizar caso não queira caminhar muito.

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Interior do Guardian Building – downtown Detroit (foto: @morarnoseua)

Wayne County Building – prédio histórico lindo, porém encontra-se completamente vazio (foto: @morarnsoeua)

Na região mais oeste na Woodward, região conhecida como Midtown, você irá encontrar o famoso Detroit Institute of Arts , um prédio muito bonito com um acervo riquíssimo de obras de arte. Ali do ladinho temos o Michigan Science Center para passar o dia com as crianças. Tem muitas atividades educativas e um cinema IMAX. Para quem gosta de visitar prédios públicos bem frente fica a Biblioteca Publica de Detroit. Nesta região recomendo deixar o carro estacionado no parking de um dos museus. Por ali também fica o Motor City Cassino Hotel que a noite chama atenção por suas luzes coloridas. É um cassino com hotel de luxo junto. O cassino em si é bacana mas a região ao redor ainda é feia e está com várias obras ao redor.

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Para quem gosta de restaurantes diferentes e com história, temos o The Whitney  também neste trecho da Woodward (4421 Woodward Avenue Detroit) . É uma mansão de 1894 que pertenceu ao homem mais rico de Detroit, o barão David Whitney Jr. Em 1986 ela virou um restaurante com uma arquitetura linda, uma escadaria principal que parece coisa de filme, muito mobiliário antigo e belos vitrais e é claro, muitas histórias de que a mansão é mal assombrada, o que dá todo um charme e mistério para o The Whitney. É um restaurante com um preço diferenciado (entende-se mais caro que o padrão) mas de segunda a sexta das 4-6pm e aos domingos eles tem o chamado Early Evening menu no valor de $40 dólares por pessoa onde esta incluso uma entrada, o prato principal e uma sobremesa (normalmente este é o valor de apenas um prato após as 6pm).

Para quem curte música, o museu da Motown  fica a pouco minutos de carro dessa região. O museu é bem pequeno e os tours (que são guiados) devem ser agendados com antecedência. A região onde fica a Motown é meio feia mas já tem um projeto de um novo museu  da Motown na região “nova” de Detroit.

Outra área de Detroit legal para passear em um sábado de manhã durante os meses mais quentes é no Eastern Market Detroit. É um mercadão com várias bancas de frutas, legumes, pães, flores. Nos galpões ao redor tem peixaria, mercearias, lojas especificas de café, queijos, geleias, mobiliário antigo, artesanatos e artistas de rua. Nesta última visita descobrimos um lugar que vende vários tipos de sucos naturais o que é difícil achar por aqui. Na região também tem vários grafites e a arquitetura do lugar rendem fotos muito bacanas. Na área ao redor do Eastern Market tem vários estacionamentos.

Eastern Market (foto: @morarnoseua)

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Região do Eastern Market Detroit (foto: @morarnoseua)

Outro lugar gostoso para passear nos meses quentes é na Belle Isle Park. É uma ilha que fica bem no meio do Detroit River. Quando estive lá pela primeira vez no final do inverno de 2014 eu a achei bem sem graça e mal cuidada. Na época, a estação do ano não ajudou muito nessa primeira impressão da ilha e ela ainda estava sob a administração da cidade que não tinha dinheiro para cuidar dela. Quatro anos se passaram e hoje a ilha esta sob administração do DNR, isto é, ela virou um parque do Estado. Muitas melhorias já foram feitas desde então,  como manutenção dos jardins e instalação de um novo playground ao lado do Nature Center (aprovado pelas crianças daqui de casa). Na ilha também tem um aquário, um conservatório e um museu mas ainda não entrei nesses lugares para dar a minha opinião.

Para entrar na ilha os carros tem que tem que ter o passe anual no valor de $11 (Recreation Passaport) que permite a entrada em qualquer um dos States Parks de Michigan.  A vista do skyline de Detroit de lá é bem bacana e vale a pena levar a bicicleta para pedalar pela ilha. Durante os meses de  verão é comum encontrar famílias que moram na região de Detroit fazendo churrascos e pic-nics nas áreas verdes. Também é possível locar caiaque e navegar pelo rio que corta a pequena ilha. Nesta ilha é onde ocorre anualmente o Detroit Grand Prix (Indycars series) e uma série de outros eventos ao ar livre.

Belle Isle (foto: google)

 

Agora a pergunta que não quer calar: É seguro passear em Detroit?

Na minha opinião, o perímetro de 2 quarteirões ao redor do Campus Martius Park é uma área super tranquila e segura para se passear por Detroit, assim como a região do Eastern Market e dos museus. Temos que ter em mente que a cidade está se reerguendo então, ainda tem muitas obras na região, como edifícios sendo restaurados, outros sendo demolidos, ruas fechadas em decorrência de novas construções e tapumes de obras em alguns lugares e ainda tem sim, prédios completamente vazios no centro. Quando viajamos, queremos ver lugares bonitos e charmosos e passar longe de lugares feios, porém Detroit tem estes dois lados.

A região de downtown é bem policiada e foram instaladas várias câmeras de segurança. Durante o nosso passeio pelo Riverfront cruzei com vários policiais fazendo a ronda de bicicleta e sempre tem viaturas passando pelas principais avenidas.  Eu passeio em Detroit com as nossas visitas e  com meus filhos pequenos sem neuras. Vou com a minha bolsa a tiracolo e quase sempre estou com o celular na mão tirando fotos. Não sinto medo e nem fico apreensiva em andar a pé pela cidade (diferente de quando estou em São Paulo, sorry São Paulo), mas é claro que como qualquer cidade grande você tem que estar atenta ao que acontece a sua volta.

Ninguém vai chegar em você e te assaltar enquanto você caminha pela cidade ou se estiver parado com o carro no farol (isso não existe aqui), o que a gente escuta as vezes, são casos de furto o que também ocorre em Paris, New York ou em Roma. O problema é que Detroit tem uma má fama que vem de décadas então, qualquer coisa que acontece aqui vira motivo para taxa-la como uma cidade violenta. Detroit requer mais de uma visita para que você consiga enchegar as suas peculiaridades, os seus detalhes e a sua história.

Mas daí você me pergunta: “Juliana, mas eu vejo no noticiário casos de assassinatos e de gangues em Detroit”. Sim, as vezes acontecem crimes feios em determinados bairros da cidade. Normalmente eles estão relacionados ao tráfico de drogas, richas entre gangues e por incrível que pareça, brigas de família. Por isso é sempre bom saber quais lugares são seguros de se visitar. Eu não seria louca de entrar em uma bairro conhecido por ser perigoso, nem em Detroit, nem em Los Angeles, nem em São Paulo e nem em nenhum outro lugar do mundo, é necessário ter bom senso.

Visitar Detroit requer mente aberta. Visitar Detroit é estar preparado para ver o novo de um lado da rua e o decadente do outro. É apreciar arranha-céus espelhados mas ter que passar por bairros mal cuidados para se chegar até eles. É dirigir por highways do primeiro mundo e ver casas abandonadas e queimadas as suas margens. Visitar Detroit é ver com os seus olhos a história de uma cidade que teve um passado rico e glorioso, seguido pela sua total decadência  e saber contemplar hoje, o seu renascimento.

Se você mora aqui perto de Detroit ou já visitou a cidade deixe aqui nos comentários a sua experiência na cidade e dicas de passeios por lá se você tiver!

Se você quiser ter mais opiniões sobre Detroit, tem um post bem bacana no Blog Colagem da Luciana Misura  (post escrito em 2013, um pouco antes de eu me mudar para Michigan) e no blog da  Gaby no Canada  que esteve recentemente na cidade.

No site VisitDetroit.com também tem muita informação sobre a cidade, sempre atualizado.

Está vindo com crianças? Clique no link abaixo para ver as opções de passeios com a criançada na região:

Detroit e arredores com crianças

Quer saber mais sobre a historia de Detroit? Entre no site do Detroit Historical Society

Grande Abraço!

Juliana Fontes

“Todos os textos e fotos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos e fotos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole”

 

 

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Mackinac Island -MI

IMG_1755Para muitas pessoas o estado de Michigan se resume a cidade de Detroit e a indústria automobilística, porém como já mencionei aqui no blog, Michigan é um estado repleto de belezas naturais e cidadezinhas encantadoras!

Neste verão, depois de quase quatro anos morando aqui, fomos conhecer a famosa Mackinac Island, uma pequena ilha que fica bem na divisa entre a Lower (LP) e a Uppper península (UP) de Michigan. Historicamente a ilha teve uma grande importância estratégica no passado por ficar localizada bem no estreito de Mackinac que liga o Lake Michigan com o Lake Huron, dois dos cinco grandes lagos americanos. Hoje a ilha é reconhecida como patrimônio histórico (muitas de suas casas foram construídas entre os anos de 1700 e 1800) e é sem dúvida um dos destinos de férias de verão mais conhecidos daqui. A população da ilha gira entorno de 500 habitantes, mas no verão chega a ter em média 15 mil visitantes por dia!

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Os casarões centenários da ilha! Lindos! A maioria deles hoje são hospedagens do tipo  Bed&Breakfast

Saímos no sábado pela manhã de casa e depois de quatro horas de estrada estávamos em Mackinaw City. A idéia era já fazer o check-in no hotel antes de pegar o ferry para a ilha mas como só poderíamos entrar depois da 3pm,  deixamos o carro no estacionamento do hotel, pegamos as nossas bikes, abastecemos as mochilas com comidinhas e trocas de roupa para as crianças e pedalamos até o píer de onde saem os ferrys, que era bem pertinho do hotel, bem no centrinho da cidade.

Optamos em ficar hospedados em Mackinaw City pois os preços são mais em conta do que na ilha, porém o hotel é aquele “padrão Michigan”, o que quer dizer que pagamos $170 a diária (Fairview Beachfront Inn) para ficar em um hotel antigo,  com café da manhã (bem fraquinho) compartilhado com o hotel do lado e cuja única infraestrutura que o hotel oferecia, que era a piscina (que eles chamavam de waterpark, mas que de waterpark não tem nada), não conseguimos usar pois só abria depois do meio-dia (no sábado quando chegamos estávamos na ilha nessa hora e no dia seguinte o nosso check-out era as 11 da manhã. Existem várias opções de hospedagem na cidade, acho que não tivemos sorte desta vez…pelo menos ele era pé na areia no Lake Huron.

Se o valor da diária não é problema para você, recomendo ficar hospedados na própria ilha que tem opções boas de hotel e de bed-and-breakfast, mas é bom fazer as reservas com antecedência durante os meses de verão em Michigan. E se for para gastar mesmo fiquem hospedados no Grand Hotel, um hotel de luxo histórico com diárias na casa dos $900 dólares na alta temporada (totalmente fora do nosso budget rsrsrs). Cabe lembrar que, infelizmente, não é permitido acampar na ilha, mesmo 80% dela ser um State Park.

Para se chegar na ilha é preciso pegar um ferry que sai da cidade de Macknaw City (LP)ou de Saint Ignace (UP), o trajeto dura em torno de 20 minutos e é feito por duas companhias, a Star Line Mackinac Island Ferry  e a Shepler’s Mackinac Island  Ferry. O serviço das duas companhias é praticamente o mesmo e no site você terá acesso a informações sobre preços e horários. Optamos pela Shepler’s pois estava com promoção de criança free na compra de adulto e compramos os tickets  on-line para aproveitar o desconto. Um fato curioso é que na ilha não entram carros, então você terá que deixar o seu carro nos estacionamentos que essas empresas oferecem. Para se locomover na ilha você terá a opção de andar a pé, alugar bicicleta ou de andar de charrete.  Optamos por levar as nossas bikes pois já temos a cadeirinha do bebe acoplada. Cabe lembrar que tivemos que pagar $10 dólares a mais por bike no ferry.

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Em Mackinaw City aguardando o Ferry

Um fato interessante é que durante o inverno de Michigan este trecho do lago fica completamente congelado, então os ferrys não funcionam. O único meio de acesso para ilha é através de snowmobiles que percorrem um trecho seguro do lago congelado chamado de “ice-bridge” que liga Mackinaw City a ilha. Os snowmobiles são os únicos veículos motorizados autorizados a chegar na ilha.

O passeio de ferry até a ilha  foi gostoso, ficamos na parte de cima que é aberta então tivemos uma vista privilegiada da Mackinac Bridge. Conforme o ferry se aproxima da ilha ele passa do lado de um farol e já dá para contemplar a fachada dos casarões históricos da ilha, muitos deles em estilo vitoriano, além do forte Holmes e do Grande hotel.

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No ferry a caminho de Mackinac Island com a famosa Mackinac Bridge ao fundo

Desembarcar em Mackinac Island é como voltar no tempo, a rua principal, que na verdade é uma estrada, a M-185 (única estrada dos Estados Unidos que não permite veículos motorizados) é margeada por casarões antigos que hoje são sede de diversos restaurantes, lojinhas, locadoras de bicicletas e hotéis. Ao invés de carros nas ruas temos charretes puxadas a cavalo e muitas, muitas bicicletas! Para manter a ordem, tem lugares demarcados para estacionar as bikes ao longo da rua, locais exclusivos para as charretes e guarda de transito para garantir a ordem. Por ser um sábado a ilha estava bem cheia e as calçadas estreitas  dominadas por pedestres que cruzavam a rua de um lado para o outro o que requeria muita atenção quando estavámos pilotando as bicicletas.

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Ao chegar em Mackinac Island voce já se da conta que a bicicleta é o principal meio de transporte local

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Depois das bikes, os cavalos são a outra opção de transporte na ilha.

Optamos em seguir a avenida sentido sul da ilha e conforme nos afastávamos do centro o tumulto foi diminuindo. Esta rua/ciclovia contorna toda a ilha e tem a extensão de aproximadamente 8 milhas (13 km de circunferência) e pode ser percorrida de bike ou a pé. Os passeios a cavalo ficam mais concentrados no centrinho. Também tem diversas trilhas pelo interior da ilha para quem gosta de hiking.

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A rua/estrada (M-185) que contorna Mackinac Island

Claro que tem pontos turísticos tradicionais na ilha como o Arch Rock, o Fort Holmes, boboletário, museu, igreja e o Grand hotel mas preferimos nos concentrar no passeio de bike contornando a ilha e apreciar a vista do alto da Arch Rock pois só tínhamos praticamente uma tarde na ilha. Para quem for passar o final de semana na ilha vai ter tempo suficiente para os programas turísticos.

Como estava um dia lindo de sol (mas com um ventinho típico do norte de Michigan claro) a água do lake Huron estava transparente  e com um tom azul lindo! As praias que se formam na ilha não tem areia e sim muitas pedras, então as pessoas constroem castelos de pedras ao longo da margem o que da um efeito visual super bonito e diferente! E é claro que os meninos adoraram brincar nas pedras. Ao longo do nosso trajeto paramos para um lanchinho e apreciar a vista que era linda! Depois estacionamos as bikes no acesso para o Arch Rock que é que uma formação rochosa em forma de arco no alto do morro com vista para o lago. A escadaria que leva até lá tem por volta de 200 degraus mas não é difícil de subir e lá fomos nos com as crianças. Lá em cima tinha bastante gente, muitas tinham chegado de charrete por uma trilha interna. Tem alguns bancos para descansar e um mirante com uma bela vista para o Lake Huron. Todo mundo (claro!) queria tirar uma foto com a Arch roch ao fundo então, tivemos que esperar um pouco para conseguir tirar as fotos e usar estratégias para não sair nenhum desconhecido de “papagaio de pirata” na mesma…fato típico de lugares turísticos.

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Escadaria que leva ate a Arch Rock

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A famosa Arch Rock. Lá embaixo a estrada na qual viemos pedalando!

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Vista do Lake Huron do mirante da Arch Rock

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Praia de Pedras de Mackinac Island

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Castelos/faróis de pedras!

Não demos a volta toda na ilha pois o Theo já estava cansado de pedalar (estávamos com a nossa bike dupla onde eu pedalava na frente e ele ia atrás ajudando a pedalar e o Leo em outra bike com o Thomas na cadeirinha), então demos meia volta e retornamos pelo mesmo trajeto. Já era por volta de 5 horas da tarde quando chegamos novamente no centrinho da ilha, estacionamos as bikes e fomos almoçar/jantar no restaurante Pink Pony, o qual eu tinha lido bons reviews na internet. Este restaurante fica dentro de um hotel e o ambiente é antigo e meio vintage. Com relação a comida esta estava boa  mas nada diferente do padrão americano de ser. O kids-menu tinha as opções de sempre dos restaurantes (tender fingers, hamburguinho, grilled-cheese ou macarrão com queijo).

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Centrinho de Mackinac Island

Ao saírmos do restaurante a ilha já estava mais vazia e o tempo estava começando a esfriar. Pedalamos um pouco no outro sentindo mas logo voltamos para pegar o ferry de volta para Macknaw City. Na volta viemos na parte de dentro do ferry pois o vento estava desagradável na parte externa. O interior do ferry é bem grande com bastante assentos e as janelas grande permitem um boa vista lá de fora, e a esta hora, as luzes da Mackinac Bridge já estavam acesas!

Quando voltamos para Mackinaw City pedalamos de volta para o hotel para ai sim, fazer o nosso check-in. No começo da noite demos uma volta pela cidade, tomamos um sorvete e fomos até  beira do lago ver o sol se por na Mackinac Bridge. Agora no verão o dia começa a escurecer  por volta das 9 e meia da noite apenas, o que faz o dia render bastante!

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Por-do-sol na Mackinac Bridge! Lindo!

Na manhã seguinte passeamos pela cidade, fizemos algumas fotos e antes de virmos embora almoçamos no Nonna Lisa’s Restaurant que tem uma decoração bem bacana em estilo cabana com animais empalhados e lareira (o Thomas ficou um pouco assustado com os bichos) e a comida estava muito boa, fugindo um pouco do cardápio típico americano.

Mackinaw city também é uma gracinha de cidade com varias opções de hotéis, restaurantes e lojinhas e passagem obrigatória para quem vai sentido upper península. Vale a penas dedicar um dia para passear e conhecer a cidade.

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Uma das paradas obrigatórias em Mackinaw City. Este é um dos melhores pontos para se ver a Mackinac Bridge!

Espero que tenham gostado de conhecer mais um pedacinho de Michigan aqui no blog! Visitem o perfil do blog no Instagram (@morarmoseua), tem sempre fotos novas por lá!

Abraços

Juliana

Todos os textos e fotos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos e fotos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole.

Mais lugarzinhos de Michigan nos posts abaixo!

Fim de semana em Petoskey-MI

Upper Peninsula de Michigan

Praias de Michigan

Traverse City -MI

Conhecendo o Texas

 

Dallas- Texas

Aproveitamos o feriado da Páscoa para conhecer o estado do Texas. Escolhemos esse destino pois era um lugar que nós ainda não conhecíamos, é quente e queríamos aproveitar a viagem para reencontrar duas famílias de amigos que não víamos há muito tempo e que moram por lá.

 Quero deixar aqui registrado que a minha idéia de um Texas com uma paisagem mais árida  tipo os filmes de cowboys que agente vê na TV ou de um lugar mais rústico foi por água abaixo quando desembarcamos em Dallas. Paisagem muito verde, cidade com avenidas largas, limpa, muita construção nova! Estradas para todos os lados e muito viadutos ligando todos os lugares. Na verdade, nós  que moramos em Michigan é que estamos no interior rsrs.

Uptown Dallas

Tiramos um dia para passear por Dallas e conhecer um pouco a região.   Estacionamos o nosso carro no subsolo do Museu de Artes de Dallas e pagamos $10 para deixar o carro lá o dia inteiro. Bem frente ao Museu de Arte tem um parque muito legal chamado Klyde Warren Park para ir com as crianças pois tem um splash playground onde as crianças podem brincar e se molhar. O dia estava quente por volta de uns  24°C o que para nós de Michigan é calor, então os meninos se divertiram bastante no parque. Na hora em que chegamos estava tendo aula de ioga no gramado do parque e tinham bastante gente participando e também estavam chegando vários foods trucks. Neste parque mesmo pegamos o bondinho/trolley (de graça) para ir até a região da uptown que é onde se concentra vários restaurantes.  Estes bondes  antigos que foram restaurados, fazem um trajeto bem legal pela uptown de Dallas e você pode descer e subir em qualquer ponto de parada que estão sinalizados nas ruas por onde ele passa e além do mais você não precisa pegar o carro e pagar outro estacionamento.

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Klyde Warren Park

Paramos para almoçar em um restaurante chamado Bread Winners Café&Backery, o restaurante é bem bacana as tem várias opções de comidas, lanches e cafés. O que eu gostei nesse restaurante foi o pátio interno com bastante plantas e com luz natural que foi onde ficamos para almoçar, outra coisa que eu achei  interessante foi o kids menu na contra capa de um livro infantil e a única falha do restaurante foi ausência de trocador infantil nos banheiros. Como precisava trocar a fralda do Thomas perguntei para o garçom se tinha algum lugar que eu poderia trocar-lo e ele me encaminhou para uma sala que não estava sendo usada no momento no restaurante onde havia vários sofás onde pude trocar.

Bread Winners Cafe

Trolley de Dallas

Não consigo entender qual a dificuldade dos estabelecimentos em colocar trocador nos banheiros, é uma coisa tão simples! É só fixar na parede o trocador inclusive, no banheiro masculino, deveria ser obrigado por Lei a ter.

Depois de almoço caminhamos um pouco a pé pela região da Uptown de Dallas e  encontramos uma cafeteria de chocolate chamada Sablon Chocolate Lounge e como não resistimos a um chocolate entramos lá para uma sobremesa.

No dia seguinte fomos conhecer o Distrito histórico Fort Worth Stockyard. É um quarteirão da cidade que reproduz o Texas antigo com a estação ferroviária, área de rodeio, desfiles de boi restaurantes especializados em carnes e as lojas que vendem artigos de couro como  botas e os chapéus de caubóis. Almocamos no H3 Ranch, um restaurante com estilo bem texano e comemos uma costela muito boa! Foi um passeio bem legal e o mais próximo que cheguei daquele Texas que aparece em Filmes.

Fort Worth Stockyards

Em Dallas ficamos hospedados na casa de amigos, então não tenho indicação de hotel por lá. Seguimos viagem de Dallas sentido Houston com um pequeno desvio no caminho na cidade de Waco pois o Leo descobriu um lugar para fazer wakeboard de cabo (Cable Park) e como em Michigan não tem e só faz calor três meses por ano ele quiser aproveitar a viagem pra matar a saudade de fazer wakeboard. O lugar é bem legal tem uma boa estrutura e os meninos se divertiram. Almoçamos em Waco mesmo em um restaurante de rede chamado Texas Roadhouse, surpreendentemente a carne e os acompanhamento que pedimos estavam muito bons! (Depois de mais de três anos morando nos EUA não  esperamos muita coisa de restaurantes de rede).

Cable park em Waco

Chegamos em Houston  já a noite em baixo de chuva! Como estávamos bem cansados da viagem fomos direto para o hotel. Ficamos hospedados no Sheraton Houston Brookhollow pois como deixamos para fazer a reserva em cima da hora era o com valor mais em conta, ficava um pouco afastado do centro mas para nos não tinha problema. O  hotel era bom mas já está pedindo uma renovação principalmente dos banheiros. Também não tinha frigobar no quarto o que para quem viaja com crianças faz falta (enchemos o balde de gelo que tinha no quarto com gelo para conservar o iogurte que tínhamos com a gente).

 Na manhã seguinte, tomamos café da manha no hotel e fomos direto para o Space Center da NASA . Passamos o dia todo lá e é um passeio bem legal para se fazer com crianças, principalmente meninos que tem essa afinidade com astronautas, foguetes e o espaço. Nossa ideia era fazer um almoço mais tarde em alguma churrascaria brasileira em Houston, mas saímos muito tarde da NASA e tínhamos combinado de jantar na casa de uma amiga brasileira que mora em Houston, então seguimos direto para a casa dela. Foi ótimo reencontra-la e para tornar a visita melhor ainda os pais dela estavam lá de visita e eles são uma família muito querida por nós, mesmo sem nos ver há muitos anos! Para quem mora longe da família e doa amigos esses reencontros aquecem o coração!

Nasa Space Center

Nasa Space Center

 

Por dentro do Space Center

Saturno V

No dia seguinte os nossos planos de passear na parte da manhã pelo centro de Houston furaram pois estava chovendo e tínhamos que voltar dirigindo até Dallas (4 horas) para pegar o nosso voo de volta para Michigan. Antes de sairmos de Houstom paramos em uma padaria Mexicana chamada El Bolillo Bakery que vende todos os tipos de pães gostosos que você pode imaginar, inclusive pão francês! O único problema é que não tinha mesinhas lá dentro para comer, mas enchemos a nossa bandeja de gordices e fizemos pic-nic de café da manha no carro mesmo.

Nossa bandeija de pãezinhos do El bolillo

A viagem foi corrida mais super legal! Com certeza Houston pede mais dias de visita porém deu pra conhecer um lugar novo e reencontramos amigos queridos!! Gostamos muito do Texas e recomendamos viajar para lá sim! Dizem que Austin e Santo Antonio são muito legais também!

Blogs com dicas ótimas sobre o Texas:

Aprendiz de Viajante

Alo Houston!

Abraços

Juliana

Todos os textos e fotos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole.

Detroit e arredores com criancas

É isso mesmo! Tire da sua cabeça aquela imagem da cidade de Detroit que você vê nos filmes e aproveitem para desbravar lugares bem bacanas que tem por aqui com a criançada!

Para os dias frios:

Michigan Science Center Science 

Este é um passeio que agrada crianças de todas as idades e aos pais também já que dá para se divertir junto com elas! Tem o cinema IMAX e atrações especiais, é só ficar de olho na programação!

Detroit Institute of Arts

É um museu de arte, nem todo mundo gosta, mas tem obras de pintores mundialmente conhecidos como Van Gogh e Picasso o que pode agradar crianças maiores.

The Henry Ford Museum

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É um museu que conta a história da indústria  automobilística e da indústria aqui nos EUA. Não é um museu de “colocar a mão” como o Science e sim mais de olhar as máquinas e os automóveis expostos, mas vale a pena conhecer! A parte do trens é bem bacana e aqui fica uma dica: escondido atrás da área dos trens tem um espaço com poltronas e vários legos e trenzinhos para as crianças brincarem enquanto os pais dão uma descansada.

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O lugar escondido para os pais descansarem um pouco enquanto as crianças brincam.

Sea Life Michigan Aquarium

É um aquário pequeno que fica dentro de um shopping de Outlets mas é novinho,  muito bem dividido e agradou muito o meu filho de 8 anos! Os destaques são os tubarões, a moreia gigante , o polvo e as tartarugas marinhas.

Ann Arbor Hands On Museum

Um lugar para a criança colocar a mão na massa e se divertir com experiências e brincadeiras! Recomendo para crianças a partir  de 2 anos até 10 anos.

Mt Brighton Ski Resort

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Quem disse que não da para esquiar em Michigan!? Ta certo que não temos montanhas altas mas para quem não é um expert em Ski alpino da para se divertir bastante! Voce pode comprar o passe e locar os equipamentos para esquiar por conta própria ou se inscrever  online nas aulas de Ski para aprender o básico.

AirTimeTrampoline 

Um galpão repleto de camas elásticas para a criançada pular e gastar todas as energias! E os papais podem pular junto também.

Legoland Discovery Center

Fica dentro do mesmo outlet do Sealife Auarium e é um lugar bacana para crianças de 2 até uns 8 anos.

Para os dias quentes:

Greenfield Village

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Vila histórica linda que pertence ao complexo do Henry Ford Museum. Voce vai passar um dia inteiro la dentro! Fique de olho na programação do site para os dias que tem eventos especiais! Fomos no feriado de memorial Day e foi muito bacana ver toda a reprodução da Guerra Civil Americana!

Detroit Zoo

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Tem gente que gosta e tem gente que não de zoológicos. Eu morro de dó dos bichinhos ali presos e sendo exibidos mas…criança gosta de ver bichos e o zoológico de Detroit é bem legal! A aérea do urso polar é a mais concorrida com  certeza! A  área  nova dos pinguins acabou de ser inaugurada  também!

– Passear no Detroit River Front

DSC00187.JPGA região que beira o Detroit River em frente ao prédio da GM foi toda revitalizada e vale a pena o passeio! E o Canadá esta ali do outro lado do rio.

Kensington Metro Park

Adoramos este parque! Se você é residente vale a pena comprar o passe anual. Tem atrações para todas as estações do ano. No verão tem as “praias”, splash playground com toboagua, tem uma fazendinha, inúmeras áreas de picnic com playground, área de churrasqueira, trilhas para andar de bike, aluguel de caiaque, pedalinho e canoa. No inverno a área para fazer sled é bem bacana! Fique de olho na programação pois o parque tem vários eventos!

The Adventure Park

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Para que curte arvorismo este é o lugar! Um lugar super bem estruturado repleto de circuitos de arvorismo demarcados por grau de dificuldade e ziplines!

Heritage Park em Farmington Hills

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Um parque bem legal para levar a criançada  para brincar no verão e fazer um pic-nic.

Para crianças maiores que curtem esportes vale a pena levá-las assistir aos jogos dos times de Michigan:

Baseball (Tigers) –Commerica Park

Futebol Americano (Lions)

Basquete (Pistons)

Hockey (Red Wings) 

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Para levar a criançada para almoçar ou jantar:

Rain Forest Cafe

Hard Rock Cafe

Buddys Pizza

Mora aqui na região de Detroit? Tem alguma dica para dar? Deixe nos comentários!!

Bom divertimento!

Abracos

Juliana

Como vestir as crianças no inverno

 

O cansativo voo de volta …

Saindo de GRU, mal sabia o que me esperava kkkkk!

Depois de três anos morando aqui em Michigan esta foi a primeira vez em que pegamos um voo com escala. Quando compramos os bilhetes para as nossa viagem para o Brasil não conseguimos comprar um voo direto de São Paulo para Michigan então, tivemos que fazer uma conexão em Atlanta.

Aproveito para lembrar que, para quem está viajando com crianças, para sair do Brasil se o passaporte não tem o nome dos pais você é obrigado a apresentar um documento que pode ser o RG da criança ou a certidão de nascimento com o nome de ambos os pais. Apresentei o RG do Theo junto com o passaporte dele e no caso do Thomas, como ele tem passaporte americano, não precisei apresentar outro documento, porém tive que entregar aquela guia branca que recebi no voo quando vim para o Brasil e que foi carimbada com a data de entrada dele no país (pois ele entrou como estrangeiro com visto de turista) e na hora de vir embora o passaporte dele foi carimbado de novo com a data de saída do país.

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Se estiver viajando com passaporte americano não se  esqueça de preencher o cartão de entrada/saída

Na hora de passar no raio X no Brasil foi bem mais tranquilo que nos Estados Unidos, não precisamos tirar os sapatos e quando eu avisei que tinha mamadeira com água dentro da mochila  a funcionária não fez questão de olhar e nem analisar a água da mamadeira como foi feito no aeroporto nos Estados Unidos.

O nosso voo teve um pequeno atraso para sair de São Paulo, ficamos em média uns 30 minutos parados no gate aguardando autorização para decolar.Diferente do voo de ida para o Brasil neste voo de volta o avião estava lotado então não conseguimos fazer um upgrade para classe economic confort da Delta. Para ajudar, os nossos assentos eram na fileira do meio quase no final do avião, por um lado foi bom pois se fosse um pouco mais para frente seriam 4 no meio então provavelmente teria uma pessoa sentada junto conosco (os últimos acentos do avião a invés de quatro são três assentos) então viemos nós três com o Thomas no colo. E claro desta vez não conseguimos bercinho. Nada contra viajar com um desconhecido ao nosso lado, mas com  criança junto coitada da pessoa, pois é pé para um lado, cabeça para o outro, senta-levanta, senta-levanta, na hora de comer então…não vou nem relatar aqui o caos que é, quem tem filhos pequenos vai me entender rsrsrsr.

O voo de São Paulo para Atlanta foi tranquilo, o Thomas conseguiu dar uma boa dormida no colo e o travesseiro que levamos ajudou muito pois coloquei o travesseiro no meu colo como apoio para ele dormir. O Theo, como de costume, assistiu aos filmes dele e depois do jantar também dormiu, foi um pouco mais apertado desta vez porque não tinha um assento vago entre nós. Bom eu…não dormi nada, assisti a uns quatro filmes durante o voo.

A canseira na verdade começou quando chegamos em Atlanta. O carrinho do Thomas que eu tinha despachado na porta do avião em Guarulhos não foi entregue na porta do avião quando desembarcamos e sim enviado direto para as esteiras junto com as malas então tivemos que andar com Thomas no colo desde o gate de desembarque até chegar na fila da imigração. Quando chegamos para fazer a imigração a fila estava bem grande e faltava apenas aproximadamente uma hora para o nosso voo de Atlanta para Detroit sair (parece muito tempo mas não é). Conversamos com uma funcionária se era possível fazer a nossa imigração mais rápida pois iríamos perder a conexão e estávamos com uma criança de colo e ela falou que como nosso voo era para Detroit não teria problema se o perdêssemos pois toda hora tinha voo para Detroit. Resumindo, ficamos aproximadamente 50 minutos em pé na fila da imigração com uma criança de 10 quilos no colo.

Depois que saímos da imigração corremos que nem loucos para pegar as bagagens na esteira para não perder o voo. Quando fomos checar no painel de qual gate nosso voo iria sair vimos que era praticamente do outro lado do aeroporto! Corremos com as malas até o setor de conecções, colocamos elas novamente nas esteiras  antes de passar novamente pelo RX. (como elas já estava etiquetadas para irem para Detroit não tivemos que fazer outro check-in). Passar novamente pelo raio X significa  tirar os sapatos, ter as mamadeiras analisadas, tirar a criança do carrinho para passar o carrinho  no raio X também, colocar a criança novamente no carrinho e sair correndo pelo aeroporto. Estávamos tão longe do gate que tivemos que pegar até um trem para chegar no local de destino e quando chegamos as portas já estavam fechadas e o nosso avião estava taxiando. Perdemos o voo para Detroit.

Perdemos o voo…paciência …aproveitamos para ir ao banheiro trocar o Thomas e dar a mamadeira dele enquanto isso o Léo foi até um guichê da Delta para ver quando seria o próximo voo para Detroit.

Quando finalmente embarcamos para Detroit (duas horas depois) o Thomas que já estava bem cansado e resolveu começar a chorar. Dentro do avião não queria ficar sentado no meu colo, não queria ficar em pé, não queria nada, foi um voo bem cansativo e ele só conseguiu dormir um pouquinho quando já estávamos chegando em Detroit.

Pois é, este relato é para mostrar que nem tudo é perfeito e sai como o planejado como o nosso voo de ida para o Brasil que eu relatei aqui no blog.

Abraços

Juliana

Viagem de avião com um bebe

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole.

Como vestir as crianças no inverno.

img_8840Este é o nosso quarto inverno aqui em Michigan e me dei conta de que  nunca escrevi aqui no blog como eu visto o Theo para ir para a escola nestes dias congelantes. Diferentemente do Brasil  onde, quando faz frio, a gente agasalha a criançada com inúmeras camadas de roupas, aqui por incrível que pareça, o vestuário de inverno é mais enxuto.

Em primeiro lugar temos que lembrar que aqui por mais que faça um frio de menos 20 graus lá fora, as casas assim como as escolas, shoppings, supermercados, carros e ônibus escolares são todos aquecidos. Então se a criança não vai ficar brincando na neve ela não precisa estar cheia de roupa para ir para a escola pois a escola é quentinha.

O vestuário do Theo para os dias frios para ir para a escola consiste em uma camiseta por baixo de um conjunto de moletom (evite calça jeans pois congela). Por cima da blusa de moletom ele coloca uma jaqueta própria para a neve (vale a pena investir em marcas boas como Northface e Columbia). Como ele tem que esperar o ônibus escolar ao ar livre ele coloca touca e luvas. No pé um tênis ou se estiver neve acumulada na rua bota de neve.

Lembrar que quando a criança for com a bota de neve no pé tem que mandar um tênis dentro da mochila para usar na escola. Ele coloca a calça de neve por cima da calça de moletom apenas se está nevando ou se tem muita neve acumulada na rua  pois eu  sei que ele não resiste em brincar na neve enquanto espera ônibus. Se ele não vai com a tal calça ele leva na mochila para usar na hora do intervalo para brincar no playground  da escola.

Aqui as crianças brincam no lado de fora da escola até a sensação térmica de menos zero graus Fahrenheit ou aproximadamente -17 graus Celsius. Lembrem-se que sensação térmica é diferente da temperatura marcada no termômetro. Portanto não se esqueça de enviar toda a roupa apropriada para a criança brincar lá fora (se não estiver muito frio coloca toda a roupa de neve e botas em uma sacola para a criança levar)

Uma outra dica é hidratar bem as mãos, o rosto e os lábios que são as áreas do corpo que ficam mais expostas ao frio e portanto ressecam mais.

Evite também deixar a temperatura da sua casa e do carro muito quentes para evitar o choque de temperatura  todas as vezes em que você for sair de casa. Aqui em casa deixamos o aquecimento na casa dos 67F (20 graus Celsius aproximadamente) o que pede um  moletom leve dentro de casa além de ajudar a economizar na conta de gás.

É normal sentir mais frio nos primeiros anos depois o nosso corpo vai se acostumando com as temperaturas mais baixas. No nosso primeiro inverno aqui eu enchia o Theo de roupa comprei até aquelas roupas do tipo segunda pele térmicas para ele colocar por baixo do moletom, porém ele começou a reclamar que passava calor na escola. Nunca mais usei esse tipo de roupa.

Depois de três anos morando aqui eu acho que o nosso organismo se acostumou com frio tanto é que estamos no meio de Janeiro e eu ainda não coloquei nem touca e nem luva para sair de casa, coloco apenas uma jaqueta por cima da roupa que eu estou usando e as crianças a mesma coisa. Se bem que este mês de Janeiro está bem atípico, teve muita pouca neve e as temperaturas estão por volta de 3 e 5 °C então não neva, estamos tendo um mês de Janeiro bem úmido com bastante garoa, dias cinzentos e muita neblina.

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Janeiro de 2017- Cade a neve?

Nos mudamos para Michigan em novembro de 2013 então pegamos o famoso inverno de 2014 onde fez temperaturas muito baixas chegando fácil a -20°C e muita, muita neve acumulada. Os invernos seguintes tanto do ano de 2015 como do ano de 2016 foram bem tranquilos se comparados ao nosso primeiro inverno, então eu não sei se agora nossa resistência ao frio é maior e por isso a gente  usa menos roupas de inverno ou se é porque os invernos não estão tão frios.

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cade a neve?

 

 

Estamos com um bebe de 10 meses aqui em casa e ainda estou tentando achar a melhor maneira de sair com ele de casa no frio. É complicado colocar muita roupa de frio em um bebe pois eles são pequenininhos e gordinhos e ficam imobilizados quando a gente coloca muita roupa neles o que acaba os deixando irritados.

Quando ele pesada até 8 kilos ele cabia no bebe conforto então não tinha muito problema pois para sair era só colocá-lo no bebe conforto ainda dentro do quentinho de casa, acoplar o mesmo no carro e chegando no destino final era só jogar um cobertorzinho por cima e entrar rapidinho no ambiente quentinho ou se fosse o caso era só acoplar o bebe conforto no stroller e passear no shopping. Não precisava encher ele de roupa e se ele dormisse no carro ele podia continuar o soninho enquanto estivesse no bebe conforto.

 Mas agora o meu bebe cresceu e não cabe mais no bebe conforto então para sair de carro, temos que colocá-lo na cadeirinha que fica direto no carro. Por normas de segurança não é recomendado colocar as crianças nas cadeirinhas com jaquetas  grossas pois o cinto pode não reter a criança no caso de um acidente. O recomendado é prender a criança com o cinto da cadeirinha e depois, por cima do cinto você pode colocar a jaqueta de frio sobre a criança ou um cobertor para mantê-la quentinha até o carro esquentar.

Depois de algumas tentativas frustadas de tentar colocar a jaqueta ou o macacão de frio no Thomas ainda estando dentro do carro antes de sair (ele acordava e ficava irritado comigo tentando passar os braçinhos dele dentro da manga e eu toda torta tentando enfiar a jaqueta em um bebe que não para quieto dentro do carro), resolvi que o melhor mesmo é tirá-lo da cadeirinha, colocar uma touca nele e enrrola-lo no cobertor que já está no carro e correr com ele no colo até estar dentro de um lugar quentinho. Se tiver que colocá-lo no carrinho, tiro primeiro o carrinho do porta malas e já deixo aberto perto da porta do carro. Se não estiver muito frio tiro ele do carro e coloco no carrinho e ponho o cobertor por cima dele, se estiver muito frio não fico Passando frio no  estacionamento para colocá-lo no carrinho, é filho em um braço e com a outra mão eu empurro o carrinho até entrar no ambiente quentinho e daí eu vou colocá-lo com calma no carrinho. Enquanto isso o filho mais velho coitado, só escuta a doida da mãe gritando: “pega a jaqueta!”, “põe a touca!”, “olha pra atravessar a rua!”.

Outra coisa que tem me ajudado muito com Thomas neste inverno é que ao invés de comprar aquelas bolsas de maternidade padrão eu comprei uma mochila para colocar as coisas dele dentro, então eu fico com as mãos livres e sem a preocupação da bolsa ficar caindo do ombro. A mochila não é tão bonita como aquelas bolsas lindas de maternidade que vendem aqui nos Estados Unidos mas é uma opção super prática para quem tem bebe.

Para quem tem bebe pequenininho uma boa opção também para andar com a criança durante inverno é colocar a criança no canguru ou sling porque ela fica bem quentinha, porém o Thomas já está com 10 quilos então eu prefiro colocar no carrinho para minha mais fácil mas isso depende de cada mamãe.

Em resumo: deixe as roupas pesadas de neve para quando a criançada for brincar do lado de fora. No dia a dia, uma corridinha do carro quentinho para dentro de um outro ambiente quentinho não vai matar ninguém de frio.

E vocês mamães e papais, tem alguma dica prática sobre o assunto para compartilhar aqui no blog? Deixe nos comentários!

Abraços

Juliana

O que fazer com as criancas em Detroit