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Termos escolares nos EUA

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Falta menos de 1 mes para o novo ano letivo 2017/2018 começar aqui em Michigan, então resolvi fazer uma lista com alguns termos escolares usados pelas escolas daqui para ajudar os pais cujos filhos irão ingressar no universo das escolas públicas americanas este ano.

Distrito escolar: conjunto de escolas (Elementary, Middle e High school) a qual a sua casa pertence. A escola em que o seu filho irá estudar depende do seu  endereço.

Pre-school: Escolas pagas para crianças menores de 5 anos. As escolas públicas também  oferecem pre-school a partir dos 3 anos de idade, porém tambem é um serviço pago mas com um valor mais acessível do que das escolas privadas.

Kindergarten: É quando começa o ensino público para crianças  a partir dos 5 anos completos. É quando a criança começa a ser alfabetizada.

Elementary School: de 1st a 5th grade (série)

Middle School: de  6th a 8th grade

High School: de 9th a 12th grade

K-12: Significa que o distrito escolar tem escolas desde do Kindergardem até a 12 grade que é o último ano da High school.

Enrollment: matricular a criança na escola

Prime Time Care: Serviço (pago) oferecido pelo distrito escolar para as crianças que precisam entrar mais cedo ou sair mais tarde da escola por causa do horário do  trabalho dos pais por exemplo

ESL (English Second Language): Programa oferecido para alunos estrangeiros que  ainda não falam ingles.

Lunch Menu: cardápio da escolar. As crianças tem a opção de levar comida de casa ou comprar o lanche da escola

Field Trip: excursão, passeio com a turma da escola.

Chaperone: São os pais que vão na excursão para ajudar a cuidar das crianças durante os passeios

Drop off/ pick up : deixar e buscar a criança

Dismissal: É a hora em que as crianças saem da escola

Sack Lunch: normalmente é pedido em dias de excursão. Significa que tem que ser um lanche que a criança consiga comer com as mãos, sem a necessidade de mesa, cadeiras e talheres. Normalmente mando um lachinho de pão de forma, um suco de caixinha e uma fruta como maca ou mini-cenourinhas na lancheira.

Field Day: é o dia em que tem várias atividades e gincanas na área externa da escola, normalmente ocorre nas últimas semanas  de aula e as crianças ganham a camiseta da escola. Muitos pais são voluntários neste dia na escola para ajudar nas atividades.

Winter Break: férias no meio do inverno (aqui em Michigan  é na semana entre Natal  e o Ano Novo e temos um Mid-winter-break em fevereiro)

Spring Break: férias na primavera (aqui em Michigan é em Abril)

Summer Break: As famosas férias de verão que duram aproximadamente 3 meses! Aqui em Michigan elas vão do meio de junho até o início de setembro

PTA (Parent Teacher Association): Toda escola tem associação formada por pais de alunos e professores  que visa principalmente a captação de recursos, planejamento e realização dos eventos escolares

Conference Day: Dia de reunião com a professor. Normalmente são dias pre-estabelecidos pela  escola com horários individuais para os pais conversarem a professor.

School Office: é a secretaria da escola

Principal: é a diretora da escola

Recess: hora do intervalo

Recess Lady: funcionária da escola que fica de olho na criançada durante o recess

Registration/ Enroll/ Sign up: Inscrever a criança em alguma atividade escolar

Assesments: São testes realizados para avaliar o aluno

Report Card: É o boletim do estudante. Vem descrito toda a evolução da criança durante o ano escolar e com comentários dos professores.

PJ day: dia do pijama

Picture Day: O famoso dia onde uma empresa de fotografia contratada pela escolar faz aquelas famosas fotos dos alunos e da turma da classe. Normalmente tem 2 picture days por ano letivo, um no outono e outro na primavera

Spring Fair: Evento escolar que ocorre nos meses de primavera com atividades ao ar livre na escola

Book Fair: Feira do livro, que normalmente dura uma semana onde uma editora, normalmente a Scholastic, monta uma como se fosse uma livraria na escola com vários títulos de livros expostos separados por temas e ano escolar onde  os estudantes podem comprar livros com bons preços. Tem um dia da semana em que a feira é aberta para a família.

PROM: famosa festa de encerramento da High School iguaiszinhas as que a gente assiste nos filmes.

Summer Camp: Atividades extracurriculares durante o período das férias de verão. Podem ser atividades esportivas,  de musica, acampamentos, passeios, teatro… inúmeras atividades algumas organizadas pelo próprio distrito escolar ou por empresas privadas.

Aqui nos EUA tanto as professoras como os funcionários da escola são chamados pelo sobrenome com o prefixo Mr. (para professor) ou Mrs. (professora casada) ou Ms (professora solteira). Então se o nome da professora do seu filho é Jenifer Parker ela será chamada de Mrs Parker por exemplo. Você também sera chamada pela professa pelo seu sobrenome e os pais dos colegas de classe do seu filho também. O fato engraçado é que as mães, quando se conhecem,  se tratam pelo primeiro nome daí quando a professora manda algum email com a lista das mães que irão ajudar por exemplo, na festa de Halloween da escola, você nunca sabe qual mãe que é, pois não temos o  habito de guardar o sobrenome das pessoas.

Outro fato curioso é que aqui é bem comum ter professor (homem) na educação infantil, o que é mais  raro de ver no Brasil.

Se você já tem filhos aqui que estudam em escolas públicas ou particulares aqui nos EUA e quiser complementar este post com termos novos, é só deixar nos comentários do post!

Abraços

Juliana

Escola nos EUA

Como é ter um filho Bilíngue

 

Todos os textos e fotos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos e fotos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole.

 

 

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Como vestir as crianças no inverno.

img_8840Este é o nosso quarto inverno aqui em Michigan e me dei conta de que  nunca escrevi aqui no blog como eu visto o Theo para ir para a escola nestes dias congelantes. Diferentemente do Brasil  onde, quando faz frio, a gente agasalha a criançada com inúmeras camadas de roupas, aqui por incrível que pareça, o vestuário de inverno é mais enxuto.

Em primeiro lugar temos que lembrar que aqui por mais que faça um frio de menos 20 graus lá fora, as casas assim como as escolas, shoppings, supermercados, carros e ônibus escolares são todos aquecidos. Então se a criança não vai ficar brincando na neve ela não precisa estar cheia de roupa para ir para a escola pois a escola é quentinha.

O vestuário do Theo para os dias frios para ir para a escola consiste em uma camiseta por baixo de um conjunto de moletom (evite calça jeans pois congela). Por cima da blusa de moletom ele coloca uma jaqueta própria para a neve (vale a pena investir em marcas boas como Northface e Columbia). Como ele tem que esperar o ônibus escolar ao ar livre ele coloca touca e luvas. No pé um tênis ou se estiver neve acumulada na rua bota de neve.

Lembrar que quando a criança for com a bota de neve no pé tem que mandar um tênis dentro da mochila para usar na escola. Ele coloca a calça de neve por cima da calça de moletom apenas se está nevando ou se tem muita neve acumulada na rua  pois eu  sei que ele não resiste em brincar na neve enquanto espera ônibus. Se ele não vai com a tal calça ele leva na mochila para usar na hora do intervalo para brincar no playground  da escola.

Aqui as crianças brincam no lado de fora da escola até a sensação térmica de menos zero graus Fahrenheit ou aproximadamente -17 graus Celsius. Lembrem-se que sensação térmica é diferente da temperatura marcada no termômetro. Portanto não se esqueça de enviar toda a roupa apropriada para a criança brincar lá fora (se não estiver muito frio coloca toda a roupa de neve e botas em uma sacola para a criança levar)

Uma outra dica é hidratar bem as mãos, o rosto e os lábios que são as áreas do corpo que ficam mais expostas ao frio e portanto ressecam mais.

Evite também deixar a temperatura da sua casa e do carro muito quentes para evitar o choque de temperatura  todas as vezes em que você for sair de casa. Aqui em casa deixamos o aquecimento na casa dos 67F (20 graus Celsius aproximadamente) o que pede um  moletom leve dentro de casa além de ajudar a economizar na conta de gás.

É normal sentir mais frio nos primeiros anos depois o nosso corpo vai se acostumando com as temperaturas mais baixas. No nosso primeiro inverno aqui eu enchia o Theo de roupa comprei até aquelas roupas do tipo segunda pele térmicas para ele colocar por baixo do moletom, porém ele começou a reclamar que passava calor na escola. Nunca mais usei esse tipo de roupa.

Depois de três anos morando aqui eu acho que o nosso organismo se acostumou com frio tanto é que estamos no meio de Janeiro e eu ainda não coloquei nem touca e nem luva para sair de casa, coloco apenas uma jaqueta por cima da roupa que eu estou usando e as crianças a mesma coisa. Se bem que este mês de Janeiro está bem atípico, teve muita pouca neve e as temperaturas estão por volta de 3 e 5 °C então não neva, estamos tendo um mês de Janeiro bem úmido com bastante garoa, dias cinzentos e muita neblina.

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Janeiro de 2017- Cade a neve?

Nos mudamos para Michigan em novembro de 2013 então pegamos o famoso inverno de 2014 onde fez temperaturas muito baixas chegando fácil a -20°C e muita, muita neve acumulada. Os invernos seguintes tanto do ano de 2015 como do ano de 2016 foram bem tranquilos se comparados ao nosso primeiro inverno, então eu não sei se agora nossa resistência ao frio é maior e por isso a gente  usa menos roupas de inverno ou se é porque os invernos não estão tão frios.

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Estamos com um bebe de 10 meses aqui em casa e ainda estou tentando achar a melhor maneira de sair com ele de casa no frio. É complicado colocar muita roupa de frio em um bebe pois eles são pequenininhos e gordinhos e ficam imobilizados quando a gente coloca muita roupa neles o que acaba os deixando irritados.

Quando ele pesada até 8 kilos ele cabia no bebe conforto então não tinha muito problema pois para sair era só colocá-lo no bebe conforto ainda dentro do quentinho de casa, acoplar o mesmo no carro e chegando no destino final era só jogar um cobertorzinho por cima e entrar rapidinho no ambiente quentinho ou se fosse o caso era só acoplar o bebe conforto no stroller e passear no shopping. Não precisava encher ele de roupa e se ele dormisse no carro ele podia continuar o soninho enquanto estivesse no bebe conforto.

 Mas agora o meu bebe cresceu e não cabe mais no bebe conforto então para sair de carro, temos que colocá-lo na cadeirinha que fica direto no carro. Por normas de segurança não é recomendado colocar as crianças nas cadeirinhas com jaquetas  grossas pois o cinto pode não reter a criança no caso de um acidente. O recomendado é prender a criança com o cinto da cadeirinha e depois, por cima do cinto você pode colocar a jaqueta de frio sobre a criança ou um cobertor para mantê-la quentinha até o carro esquentar.

Depois de algumas tentativas frustadas de tentar colocar a jaqueta ou o macacão de frio no Thomas ainda estando dentro do carro antes de sair (ele acordava e ficava irritado comigo tentando passar os braçinhos dele dentro da manga e eu toda torta tentando enfiar a jaqueta em um bebe que não para quieto dentro do carro), resolvi que o melhor mesmo é tirá-lo da cadeirinha, colocar uma touca nele e enrrola-lo no cobertor que já está no carro e correr com ele no colo até estar dentro de um lugar quentinho. Se tiver que colocá-lo no carrinho, tiro primeiro o carrinho do porta malas e já deixo aberto perto da porta do carro. Se não estiver muito frio tiro ele do carro e coloco no carrinho e ponho o cobertor por cima dele, se estiver muito frio não fico Passando frio no  estacionamento para colocá-lo no carrinho, é filho em um braço e com a outra mão eu empurro o carrinho até entrar no ambiente quentinho e daí eu vou colocá-lo com calma no carrinho. Enquanto isso o filho mais velho coitado, só escuta a doida da mãe gritando: “pega a jaqueta!”, “põe a touca!”, “olha pra atravessar a rua!”.

Outra coisa que tem me ajudado muito com Thomas neste inverno é que ao invés de comprar aquelas bolsas de maternidade padrão eu comprei uma mochila para colocar as coisas dele dentro, então eu fico com as mãos livres e sem a preocupação da bolsa ficar caindo do ombro. A mochila não é tão bonita como aquelas bolsas lindas de maternidade que vendem aqui nos Estados Unidos mas é uma opção super prática para quem tem bebe.

Para quem tem bebe pequenininho uma boa opção também para andar com a criança durante inverno é colocar a criança no canguru ou sling porque ela fica bem quentinha, porém o Thomas já está com 10 quilos então eu prefiro colocar no carrinho para minha mais fácil mas isso depende de cada mamãe.

Em resumo: deixe as roupas pesadas de neve para quando a criançada for brincar do lado de fora. No dia a dia, uma corridinha do carro quentinho para dentro de um outro ambiente quentinho não vai matar ninguém de frio.

E vocês mamães e papais, tem alguma dica prática sobre o assunto para compartilhar aqui no blog? Deixe nos comentários!

Abraços

Juliana

O que fazer com as criancas em Detroit

Michigan State University X University of Michigan

Aqui em Michigan temos duas grandes universidades, a  Michigan State University e a University of Michigan. E como não poderia deixar de ser, existe uma certa rivalidade entre as duas, principalmente quando o assunto é futebol americano.

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A Michigan State University foi fundada em 1855 e fica localizada na cidade  East Lansing (ao lado de Lansing, que é a capital de Michigan) e é a oitava maior universidade dos EUA, com uma média de 50 mil alunos. As faculdades mais populares são a de Biologia, Psicologia e Logística e ela tem o seu próprio estádio de futebol, o Spartan Stadium com capacidade para 75 mil espectadores.

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A University of Michigan  (U-M) fica localizada na cidade de Ann Arbor aqui em Michigan, mas foi fundada em 1817 originalmente em Detroit. É a universidade mais antiga de Michigan e possui campos também nas cidades de Flint e Dearborn. Atualmente conta com um número de mais de 43 mil alunos inscritos. No campos da U-M  fica localizado o maior estádio de futebol dentro de uma universidade do mundo, o Michigan Stadium,  com capacidade para mais de cem  mil espectadores! As cores da universidades é o amarelo e o  azul e o seu grito de guerra é “Let’s go Blue!”. As faculdades mais populares são a de Business, Economia e Odontologia.

No próximo mês de Julho vai ter uma partida especial entre o Real Madri e o Chelsea, evento que promete lotar o estádio e movimentar a cidade.

Aqui tem um comparativo entre as duas universidades

O critério para admissão nas Faculdades por aqui é bem diferente do Brasil, não existe vestibular e sim uma soma de avaliações acadêmicas e não-academicas. Os critérios acadêmicos normalmente são o histórico escolar, as notas nos testes oficiais (American College Testing), recomendações de professores e redação. E os critérios não-academicos são as atividades extra-curriculares que o aluno fez durante a vida, algum talento ou habilidade especial que o aluno tenha (um ótimo jogador de futebol ou um excelente pianista por exemplo), qualidades pessoais do aluno (fluente em mais de um idioma, experiência de vida em outro país por exemplo) e se este realizou trabalhos voluntários. Tudo isso junto vai ser avaliado pela Universidade quando um aluno aplica para uma vaga.

As duas universidades (Colleges) são públicas (public institution), mas não são gratuitas, aqui tem que pagar as anuidades da faculdade. As anuidades (Tuition) giram em torno de 13 mil dólares por ano para quem é residente do estado de Michigan. Alunos que vem de outros estados vão ter um valor aproximado de anuidade de 35 mil dólares por ano!

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Não poderia deixar de citar  também a Northern Michigan University, que fica localizada na Upper Península de Michigan, na cidade de Marquete. Foi fundada em  1899 e possui  uma média de 9 mil alunos. Suas principais faculdades são na área  de ciência e pesquisa, artes, busisness, educação e saúde. Estudar aqui é um pouquinho mais em conta, vamos dizer. A anuidade para residentes do estado de Michigan é por volta de 10 mil dólares e para não residentes 15 mil dólares. E cursar faculdade em Marquete é um teste de resistência pois o inverno na upper península é congelante e dura fácil uns seis meses.

Uma coisa que eu reparei aqui é que normalmente cada família tem a sua universidade do coração, parece coisa de time de futebol. Normalmente os pais querem que os filhos continuam a linhagem dentro da universidade isto é, os pais querem que os filhos estudem onde eles estudaram e que por sua vez os pais deles (avós) também estudaram. E esse carinho pela universidade muitas vezes esta declarado na frente de várias casas aqui em Michigan, através de bandeiras ou plaquinhas da Universidade na frente das casas.

Aqui na região em que moramos percebo que a Michigan State é a mais querida vamos dizer. É mais comum cruzar com bandeiras da Michigan State ou com o símbolo dos Spartans nas casas por aqui do que da “rival”  University of Michigan.

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Bandeira americana acompanhada pela bandeira da Michigan State e plaquinha no jardim em frente a uma residência aqui em Michigan.

Interessante né? Algum leitor já estudou em alguma universidade aqui nos EUA? Deixe a sua opinião nos comentários!

Abraços

Juliana

 

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Uma adolescente brasileira em uma High School americana

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Nós brasileiros temos aquela idéia de escola americana baseado no que assistimos em filmes. Será que é daquele jeito mesmo?  Para matar a minha curiosidade e ajudar um pouco as famílias que estão vindo com filhos adolescentes para os EUA, conversei com a Gabi que tem 15 anos  e que se mudou do Brasil para os EUA há um ano com os seus pais e esta cursando o primeiro ano da High School aqui em Michigan.

Morarnoseua: Como você reagiu a notícia que iria mudar de país?

Gabi: Eu senti muitas emoções ao mesmo tempo. Eu fiquei animada pois sabia que iria ser uma experiência totalmente diferente daqui, fiquei nervosa pois o meu inglês não era muito bom e triste por causa da minha família e amigos que não viriam comigo.

Morarnoseua: Em que ano da High School você está?

Gabi: Estou acabando o nono ano, mais conhecido como Freshman Year, que é o primeiro ano da High School entre os quatro.

Morarnoseua: Como foi o seu primeiro dia de aula aqui nos EUA?

Gabi: Com certeza não foi um dos melhores dias da minha vida. Eu só queria voltar para o Brasil e para a minha escola e amigos. Sinceramente eu me senti muito mal, mas depois do segundo dia eu percebi que não era tão ruim assim.

Morarnoseua: Você já falava inglês quando se mudou para cá?

Gabi:Eu fiz alguns cursos no Brasil que foram bons e que me ajudaram mas eu nunca tinha conversado realmente com alguem em inglês o que me deixou muito nervosa. Antes de me mudar para os EUA fiz aula particular com uma professora e foi o que realmente  me ajudou.

Morarnoseua: Você teve aulas de ESL (English Second Language) assim que começou na High School? Tem muitos estrangeiros na sua escola?

Gabi: Sim, eu tive ESL por alguns meses, mas eu não acho que ajudou em muita coisa, me ajudou mais com as lições de casa. Para você ter direito ao ESL tem que fazer uma prova uma vez por ano para avaliar o seu nível de inglês e se o seu nível for considerado “alto” o seu direito ao ESL acaba.

Na minha escola não tem muitos estrangeiros, tem mais na outra High School do distrito, que é onde tem o maior programa de ESL na qual eu estudaria se precisasse de uma ajuda maior com o inglês, mas não precisei. É difícil ver estrangeiro na minha escola, os que tem já estão aqui há muito tempo e nem no programa de ESL eles estão mais.

Morarnoseua: Você sentiu preconceito por parte dos colegas de classe por ser brasileira?

Gabi: Nenhum! O pessoal fica super animado em saber que você é de outro país e que fala outra língua. Mas também tem aquele pessoal que nem liga mas te tratam de uma maneira normal, como qualquer pessoa.

Panelinha em toda a escola tem, mas nunca vi muito, acho que é por eu estar no primeiro ano. Claro que tem as meninas mais populares, os meninos mais populares! Acho que eu estou na média. Conheço algumas pessoas que fazem parte dos grupos mais populares mas eu não faço parte do grupo.

Morarnoseua: Como são divididos os anos da High School?

Gabi: São 4 anos de High School (referente ao Colegial do Brasil). O nono ano (primeiro ano da High School) é  conhecido também como Freshmam. O Sophomore year é o décimo ano, Junior é o décimo primeiro e o Senior é o décimo segundo e último ano de High School.

Morarnoseua: Como é a rotina de aula em uma high School americana?

Gabi: Aqui, diferente do Brasil, os professores não trocam de sala de aula e sim os alunos. Cada professor tem a sua própria sala de aula. São seis aulas por dia e meia hora de intervalo. Os corredores da escola durante a troca de salas são exatamente iguais aos que a gente vê nos filmes americanos e como eu falo “a mochila é a sua arma” na High School. O melhor lanche que tem é pizza mas tem opções mais saudáveis também.

Morarnoseua: Quais as principais diferenças que você notou com relação a sua escola no Brasil?

Gabi: Minhas aulas começam as 7:15 da manhã e terminam as 2:30 da tarde. Cada professor tem a sua sala de aula então são os alunos que trocam de sala e não temos aula com as mesmas pessoas o dia inteiro, o que é diferente do Brasil.

Os professores aqui querem te ver sempre tirando boas notas então eles “não jogam” a matéria em cima de você, eles querem ter certeza de que você entendeu o que foi ensinado. Há alguns dias atrás eu pedi para a minha professora me ajudar com um problema de matemática, ela sentou do meu lado e fez comigo todos os problemas da minha revisão que eram parecidos com aquele que eu tinha dúvida junto comigo.

O ano escolar aqui também é diferente. Começa em Setembro e termina em Julho. Nós temos duas semanas de break entre o Natal e o Ano Novo, outro break em fevereiro (Winter Break) e mais uma semana de folga em Abril,  que é a tão conhecida Spring Break.

Morarnoseua: Quais são as matérias obrigatórias na High School?

Gabi: Vai depender do ano em que você está. Para o Freshmam (9 ano) são matemática, inglês e biologia durante o ano inteiro. Economia, Civics, educação física e Teen Health são apenas durante um semestre do ano (o ano escolar se baseia em dois semestres). Além dessas aulas eu faço Espanhol também.

Morarnoseua: Você pode optar por qual matéria fazer? Quais as opções de atividade extra-classe?

Gabi: Sim, você pode optar por matérias mas tem um número limite dentre varias opções. Eu não tive a oportunidade de escolher para o meu Freshmam Year, mas já escolhi para o meu Sophomore Year.

 Esportes é por temporadas, você tem que se registrar para entrar e depois você vai nos encontros que são semanais.

Aqui os times são normalmente divididos em varsity, que é um nível mais alto, Junior varsity  ou  JV que é um nível médio e as vezes tem um time de Freshmam. Tem os tryouts e pela a sua habilidade eles vêem em qual time você se encaixa.

Morarnoseua: Sei que você é uma cheerleader. Tem todo aquele status que a gente vê nos filmes?

Gabi: Eu achei que ia ser igual dos filmes, mas na verdade é como qualquer esporte, talvez por causa do Estado ou da escola. Algumas pessoas não consideram como um esporte e a gente fica brava, mas é um esporte como qualquer outro e não tem um status muito grande.

Morarnoseua: Como são os testes na High School?

Gabi: Aqui tem 3 tipos de testes. Os Quizzes que são pequenos testes que tem toda semana mas não para todas as aulas, os professores normalmente te avisam uns dois dias antes. Tem os testes que são mais importantes como os BA`S que acontecem no final do capítulo de cada matéria e as Provas finais que acontecem em Janeiro e em Junho.

Morarnoseua: Você acha o comportamento do adolescente americano diferente do brasileiro?

Gabi:  Sim, eu acho que eles são mais esforçados na escola e realmente se preocupam com a faculdade (College).

Morarnoseua: Com relação ao futuro. Você quer voltar para o Brasil ou gostaria de ficar por aqui?

Com certeza eu quero concluir a High School aqui e  o College também!

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Adaptação das Crianças `as Escolas Americanas

Quando uma família se muda para um outro país com filhos pequenos, a adaptação das crianças ao ambiente escolar é com certeza uma das maiores preocupações dos pais.

Perguntas como “Será que o meu filho (a) vai se adaptar?”, “Mas ele não fala nada de inglês, como vai ser na escola?”, Será que ele vai fazer amigos?”, “Vai sofrer preconceito na escola por ser estrangeiro?” estão entre as principais perguntas que recebo dos pais aqui no blog.

Vou falar aqui no post da minha experiência com o meu filho que na época tinha acabado de completar cinco anos e não falava nada em inglês quando chegamos aqui nos EUA. Claro que cada criança é única e o tempo de adaptação pode variar de criança para criança e principalmente com qual idade ela chega aqui nos EUA.

A adaptação do Theo aqui nos EUA me surpreendeu muito pois foi muito rápida para quem não falava nada de inglês. Eu estava muito ansiosa na época e preocupada pois foi uma mudança de rotina muito grande na vida dele. Mudamos para uma casa nova em um outro país, uma escola completamente nova, nova professora, novos amigos e principalmente uma nova língua. Se já é complicado mudar o seu filho de escola dentro do seu próprio país pois é difícil deixar os amiguinhos antigos, com os quais a criança já tem um vínculo de afeto, imaginem fazer novos amigos em uma escola nova quando a criança não fala o mesmo idioma dos colegas de classe? Comunicação é a base da rotina escolar.

O primeiro dia de aula do Theo aqui nos EUA foi um dia muito especial para nós e principalmente me mostrou que eu tenho um pequeno grande valente aqui em casa. O detalhe desse primeiro dia pode ser conferido clicando no post abaixo.

O primeiro dia de aula do Theo nos EUA

O Theo se adaptou muito rápido a escola mesmo sem falar inglês e eu acho que o grande sucesso deste desafio, além da própria coragem dele e do nosso incentivo positivo como pais, foi o suporte que ele teve por parte da escola aqui nos EUA.

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Cantinho da leitura dentro de sala de aula. Muitos livros, fora os que tem na biblioteca da escola.

Como os EUA recebem muitos estrangeiros de toda parte do mundo, as escolas públicas daqui estão acostumadas a receber estas crianças e possuem uma equipe de professores e um método de ensino especialmente voltado para elas que é o programa ESL (English Second Language) ou ELLs (English Language Learnings).

Quando você vai matricular o seu filho em uma escola aqui nos EUA, dentre os documentos necessários, tem um questionário onde você tem que preencher a nacionalidade da criança e o idioma falado em casa. Com base nestas informações o próprio sistema escolar já vai indicar se o seu filho está apto ao programa ESL/ELLs.

Praticamente todas as crianças e adolescentes estrangeiros matriculados em escolas públicas americanas entram neste programa no qual elas tem um suporte dentro de sala de aula que irá ajudá-los com o aprendizado da língua inglesa. A criança passa por avaliações semestrais e ela só sairá do programa quando o professor perceber que ela é capaz de acompanhar a sua turma sem dificuldades. Este programa é totalmente gratuíto.

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Tabela utilizada para avaliar o nível de inglês dos alunos

Esse programa é inserido na rotina escolar de diversas maneiras dependendo do distrito escolar que a criança frequenta. No caso do Theo nos primeiros dias ficava uma professora com ele em sala de aula dando suporte (ele entrou no Kindergarden o que seria o último ano da educação infantil no Brasil). Depois ele ficava em sala de aula com a professora da turma dele e em algum período do dia escolar a professora do ESL ia até a sala de aula buscá-lo para fazer as atividades do ESL em uma sala separada.

Tem distritos escolares que possuem escolas específicas para as crianças estrangeiras que não falam a língua inglesa. Depois que a criança passa a dominar e a compreender o idioma ela vai para a sua escola regular do bairro.

Os pais recebem este relatório do WIDA sempre que as crianças passam pela avaliação:

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Último relatório do WIDA do Theo que o liberou do ESL!

 

Link do  WIDA Federal Program (alguns Estados não estão no programa WIDA, neste caso é só entrar no distrito escolar da cidade em que voce irá morar e procurar informações sobre o programa ESL/ELLs utilizado).

A maioria das escolas aqui dos EUA, pelo o que eu leio a respeito e pela minha própria experiência com o meu filho, se mostram muito abertas a esta mistura de nacionalidades no ambiente escolar.

O Theo está em uma Elementary School, onde estudam crianças de 5 a 10 anos (do kinderganten até a quinta série). Nessa faixa de idade escolar a relação entre as crianças é muito tranquila e elas não se importam em qual país você nasceu, elas querem brincar juntas, conversar e dar risadas. Essas crianças não tem preconceito com relação as outras crianças. As escolas daqui também são muito rígidas com relação ao comportamento do aluno em sala de aula e qualquer tipo de bullying é inadmissível.

Não sei como funciona a adaptação do pré-adolescente e do adolescente nas escolas daqui (alunos da Middle School e da High School) pois sabemos que nessa fase o ambiente escolar é um lugar muito importante no desenvolvimento social dos nossos filhos. Nessa idade os grupos de amigos já estão formados pois como aqui as crianças do mesmo bairro estudam na mesmo escola eles já se conhecem há muito tempo, e para um adolescente que chega de um outro país sem falar o idioma, se inserir em grupos de amigos já formados não deve ser tarefa fácil. Mas isso vai depender da personalidade de cada criança ou adolescente.

Hoje, dois anos e dois meses depois de chegar aos EUA sem falar nada de inglês, o Theo já está fluente. Ele saiu do programa ESL há 1 ano atrás pois segundo a professora o inglês dele está no mesmo nível dos coleguinhas de sala americanos. Cabe lembrar que dentro de casa só conversamos em Português. Tomamos esta decisão pois a carga de inglês que ele tem por dia na escola já é grande (ele fica 7 horas por dia na escola) e achamos importante manter a língua do nosso país. Além disso o meu inglês é repleto de erros gramaticais e de sotaque tanto é que, hoje em dia, sou eu quem pergunto para o meu filho como que se pronuncia determinada palavra em inglês!

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Uma das paredes da sala de aula do Theo

Um fato interessante é que as crianças que chegam aqui muito novinhas, por volta de 1 e 2 anos (por elas estarem no processo de começar a falar e adquirir vocabulário), quando começam a frequentar as escolinhas daqui elas tendem a misturar os dois idiomas e acabam usando palavras em português e em inglês na mesma frase, por mais que os pais falem apenas em português com elas. Crianças maiores como o Theo que chegou aqui com 5 anos, portanto já com o português bem consolidado, tem uma facilidade muito grande em transitar entre os dois idiomas sem misturá-los. Parece que eles têm um botãozinho que muda de maneira automática do português para o inglês e vice-versa.

O inglês dele, segundo a professora não tem sotaque e por sua vez, como sempre o incentivamos a falar português em casa e corrigimos os erros gramaticais que ele comete as vezes (pois agora ele tende a traduzir do inglês para o português) o português dele continua muito bom.

Com base nestes dois anos que estou morando aqui e observando tanto a adaptação do meu filho como a de filhos de amigos mais novos ou mais velhos que o meu, e pelo depoimento de outras mães em comunidades e blogs de brasileiros que se mudaram para o exterior com crianças, a adaptação ocorre de uma maneira muito natural e elas aprendem a falar inglês com uma rapidez impressionante! Então se a sua preocupação em se mudar ou não para outro pais é se o seu filho (a) vai aprender a nova língua e se adaptar, pode riscar este item do seu caderninho!

E para terminar o post segue duas frases clássicas que o Theo costuma falar em português pensando em inglês. A gente até acha graça, mas sempre fazemos questão de corrigir para o português dele ficar sempre bonitinho.

-“Posso ter água mamãe?” Normalmente ele perguntaria “Me dá água por favor mamãe?”  mas ele tende a traduzir do “Could I have water”.

-” Você sabe este desenho que está passando na TV?” Normalmente seria “Você conhece este desenho que está passando na TV?”, mas ele traduz do “Do you know this cartoon?”

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Abraços!

Juliana

 

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
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Snow Day!

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Você sabe o que significa Snow Day? Um dia em que neva, você vai responder!  Claro que você está certo, mas se você tem filhos em idade escolar e vai morar aqui nos estados do norte dos EUA onde neva bastante no inverno, “Snow Day” significa que as aulas estão canceladas naquele dia.

Semana passada tivemos a primeira grande nevasca aqui em Michigan. Começou a nevar na madrugada de sábado para domingo (no dia do SuperBowl) e só  parou na segunda-feira. Teve vários alertas na TV para se evitar sair de casa e armazenar alimentos (aqui eles são meio neuróticos com isso). Acumulou  bastante neve aqui na nossa região e no domingo a tarde recebi a mensagem no meu celular que as aulas de segunda-feira do nosso filho estavam canceladas.

Sempre que é declarado “Snow day”, eu recebo uma mensagem ou um telefonema automático do distrito escolar notificando o cancelamento das aulas. Na televisão também fica passando no rodapé da tela as escolas que estarão fechadas no dia seguinte por causa do “Snow day”. É um sistema muito organizado e funciona muito bem.

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O motivo principal  para se declarar “Snow Day” é a segurança dos alunos. Como aqui nos EUA a maioria das crianças utilizam os ônibus escolares para irem para a escola ou vão caminhando, com muita neve pelas ruas não é seguro para os ônibus escolares circularem e nem para os alunos caminharem até a escola. Quando neva muito, a  prioridade é limpar primeiro as autoestradas e as avenidas principais da cidade, então normalmente as ruas dos bairros residenciais e as calçadas são limpas mais tarde.

Na segunda-feira a tarde já havia parado de nevar e as ruas já estavam em sua maioria limpas. Para minha surpresa recebi outra mensagem de alerta da escola que ” devido as condições climáticas e para a segurança dos alunos as aulas estavam canceladas”  também na terça-feira. Na verdade não estava mais nevando e nem tão frio (-1C), acho que as aulas foram canceladas pois as calçadas e algumas ruas secundárias ainda não estavam totalmente limpas.

Outro motivo que faz ser declarado “Snow Day” é quando está muito frio (não obrigatoriamente nevando). Como as crianças vão caminhando ou de ônibus para a escola (neste caso precisam ficar no ponto esperando o ônibus chegar), em dias muito frios (normalmente quando a sensação térmica esta abaixo de 20 graus negativos) as aulas também podem ser canceladas.

Na prática os distritos escolares, acostumados com esses imprevistos do inverno daqui da região, já consideram que haverá alguns dias de “Snow day” durante o inverno, então normalmente esses dias de aulas não precisam serem repostos pois teoricamente eles já estão previstos no calendário escolar.

Comparado com o inverno de 2014, este de 2015 está tranquilo. Até o momento tivemos 3 “Snow Days” aqui na nossa região (o primeiro, que foi no inicio de janeiro, não pegamos pois estávamos viajando). Pelo que eu me lembre, no ano passado tivemos por volta de 6 “Snow days”, acumulou muito mais neve e fez muito mais frio do que este ano.

Então agora você já sabe, quando você encontrar uma criança toda feliz falando “Today is Snow day!” é por que não tem aula e ela pode passar o dia em casa brincado na neve!

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Se você entende um pouco de inglês, assista este vídeo para rir um pouco e entender a sensação do Snow Day !

Juliana

Cheguei nos EUA – Primeiras Providências

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Depois da despedida cheia de lágrimas no aeroporto no Brasil, da expectativa durante o vôo para os Estados Unidos, do frio na barriga na hora de passar pela imigração americana e da alegria de pisar finalmente em solo americano não como turista e sim com futuro morador vem a  pergunta: Por onde eu começo?

Assim que você desembarcar aqui nos EUA você terá que tomar algumas providências burocráticas necessárias. Fiz uma lista abaixo da principais.

MORADIA: Quando chegamos em Michigan foi  necessário um carro para nós e outro para as malas para nos levar do aeroporto até o hotel. O quarto do hotel era muito bom e tinha uma salinha e uma cozinha o que foi ótimo para a gente que estava de mudança com criança e um monte de malas.  Depois de uma semana em hotel (ficamos hospedados no TownePlace Suites de Novi,Mi) fomos para casa de amigos que já moravam aqui. Durante este período fomos a busca de casa para locar. A locação de imóveis aqui é muito rápida. Todas as casas que havíamos visto pela internet no Brasil já estavam locadas. Além das poucas opções de casas que nos agradavam ainda tínhamos o fator da escola do Theo pois queríamos alugar uma casa que ficasse em um bom distrito escolar.

Aqui nos EUA você contrata um agente, que é como um corretor de imóveis do Brasil e ele te leva para ver as casas que te interessaram. Se alguma casa te agradar e não estiver na agência dele, este agente vai contatar a agência na qual esta anunciada a casa e pegar as chaves para te mostrar o imóvel. Aqui você não fica andando com o corretor no seu carro para ir visitar os imóveis, cada um vai com o seu carro e se encontra no endereço da casa.

Sites que nos ajudaram na procura de casas:

REALTOR

ZILLOW

HOMES 

CENTURY 21

Tem um post no blog que esclarece as dúvidas sobre locação de casa nos EUA, é só clicar no link abaixo:

Aluguel de  casa nos EUA

SOCIAL SECURITY NUMBER (SSN): Sem esse número você não é ninguém aqui. Você vai precisar dele para abrir conta em banco, locar a casa, tirar a carteira de motorista entre outras coisas. Meu marido venho com o visto H1B o que dá direito a ter o SSN. Eu e o Theo somos visto H4 (dependente do H1B). Visto H4 não tem direito ao SSN. Neste caso tive que solicitar no escritório do Social Security uma carta que justificasse o motivo pelo qual eu não posso ter o SSN (o motivo é que sou visto H4) e levar esta carta no escritório da Secretary of State para poder tirar a minha Driver License. Com esta carta solicitamos também um número chamado ITIN (para mim e para o  meu filho) para que entrássemos como dependentes do meu marido na declaração do imposto de renda. Cabe lembrar que dependentes com visto H4 por não terem o SSN não podem trabalhar legalmente aqui nos EUA. Depois de um ano morando aqui é possível entrar com um pedido solicitando uma autorização para trabalho.

Mais informações sobre o Social Security Number aqui.

Informações sobre o ITIN aqui

Mais informações sobre o visto H1B aqui.

CONTA NO BANCO:  É super simples. As agências daqui são vazias, é só entrar e falar que você quer abrir uma conta nova. Você vai precisar do número do SSN, comprovante de residência e de trabalho. Se  você não tem o SSN, você pode ter conta conjunta com alguém que tenha. Você não irá conseguir ter um cartão de Crédito com um bom limite logo que chegar aqui pois você não vai ter ainda um histórico de crédito.

ESCOLA: Se você tem filhos em idade escolar procure alugar uma casa em um bom distrito escolar. Na maioria dos sites de locação de casa  tem a nota da escola do bairro em que esta localizado o imóvel. Para fazer a matricula é só se dirigir até a escola do bairro da sua casa com o comprovante de endereço (contrato de aluguel da casa inicialmente, depois eles solicitaram para eu levar uma conta de água ou energia no nosso nome), certidão de nascimento e carteira de vacinação da criança (tem que ter as traduções dos documentos). Não precisa mostrar passaporte com visto e nem o SSN para matricular uma criança na escola.

Abaixo está o link do distrito escolar aqui da minha cidade para vocês terem uma idéia de como funciona as escolas aqui.

Distrito escolar

Caso queira pesquisar o distrito escolar da sua região é só colocar no google: “school district + o nome da cidade”

HABILITAÇÃO: Tem post sobre como tirar a driver license aqui. Você tem que ter comprovante de endereço, número do SSN ou a carta do Social Security para quem é visto H4. Para tirar a Driver Licence você terá que se dirigir ao escritório da Secretary of State da sua cidade. É permitido dirigir durante 3 meses, a partir da sua data de entrada nos EUA,  com a sua carteira de habilitação do Brasil.

Mais informações: Secretary of State

COMPRAR UM CARRO: O preço dos carro aqui é bem mais barato que no Brasil e os impostos sobre os veículos também. Você pode comprar o seu carro à vista ou fazer um Leasing, o que é muito comum por aqui. O problema do Leasing para os recém chegados é que como não temos ainda histórico de crédito o valor mensal acaba saindo mais alto. Todo carro é obrigado a ter seguro aqui, o valor também varia em função do seu histórico de crédito (se você é um bom pagador ou não).

MÉDICO/HOSPITAIS: Procure saber qual é o hospital mais próximo da sua casa e clínicas de emergências ( Urgent Care (UR) e os Emergency Cares (ER)). A saúde aqui é bem cara e você tem que ter um plano de saúde. Aqui não existe saúde de graça fornecida pelo governo (o “Obamacare” ainda está engatinhando). Provavelmente se você esta vindo por uma empresa, o contratado e seus dependentes terão direito a um plano de saúde. É bom saber que mesmo tendo um ótimo plano de saúde você terá que pagar algumas co-participações em consultas e exames. Para quem tem criança é bom ter indicação de pediatra. Eu tive muita sorte pois já conhecia algumas pessoas que moravam aqui e que me indicaram um ótimo pediatra brasileiro que atende aqui na região em que estou morando, o que foi ótimo pois conversar em termos médicos em inglês no início fica meio complicado. Mas se você está indo para um lugar onde não conhece ninguém, o melhor lugar para pedir a indicação de médico pediatra é na própria escola do seu filho.

Espero que este post tenha ajudado. O primeiro mês vai ser uma loucura, esteja preparado para isso é muita coisa para ser resolvida ao mesmo tempo. Nós não tivemos nenhuma acessoria para resolver toda esta parte burocrática, fomos com a cara e a coragem mesmo, perguntando e procurando informações na internet.

Leiam também : Aos recém-chegados  e 10 dicas que irão faciliatr o seu dia-a-dia nos EUA

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Abraços

Juliana