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Sleeping Bear Dunes National Lakeshore – Glen Arbor

Sleeping Bear dunes (foto: @moraranoseua)

Diferente dos anos anteriores, desta vez planejamos com antecedência e viemos passar a semana do feriado de 4 de julho aqui em Glen Arbor, o nosso cantinho de verão preferido em Michigan.

A cidade de Glen Arbor fica localizada na Leelanau península, na área conhecida como Northern Michigan  da lower península e dentro do Sleeping Bear Dunes National Lakeshore. É uma cidade pequenininha com estilo praiano com opção de restaurantes e lojas bacanas e um dos pontos de partida para um dos pontos turísticos mais famosos de Michigan o Sleeping Bear Dunes National Lakeshore (parque nacional de 71,000 acres que se extende desde a cidade de Empire até Leland).

Sleeping Bear Dunes Nacional lakeshore (foto: @moraranoseua)

Por do sol em Glen Arbor (foto: @moraranoseua)

Toda a região é repleta de trilhas tanto para caminhadas como para bikes e é o lugar perfeito para quem gosta de estar em contato com a natureza e fugir das cidades maiores. O Visitor Center do parque fica na cidade de Empire mas você vai conseguir informação e mapas em qualquer uma das cidadezinhas que fazem parte do complexo de Sleeping Bear.

Lake Michigan Overlook (foto @morarnoseua)

Para visitar a região das dunas, trilhas e praias que pertencem ao Sleeping Bear Dunes National Lakeshore é necessário pagar uma taxa de $20 dólares por carro que é válida por uma semana. Esta é a quarta vez que visitamos as famosas dunas e a vista do lago Michigan lá de cima  (Dune Overlook) sempre tira o meu fôlego! Lembrem-se de não passar reto pela entrada da estradinha que chega até o topo da duna (tem placas de sinalização com o nome Stocking Scenic Drive) além disso,  quando comprar o ingresso do parque, você irá receber um jornal com informações da região e um mapa do local, não tem como errar!

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Este mapa está dentro do jornal que você recebe ao pagar a  taxa para poder entrar na área do parque

Dune Overlook (foto: @morarnoseua)

Para quem gosta encarar uma subida de duna, outra opção é o Dune Climb, outro ponto bastante visitado. Você terá uma vista bem bacana do Glen Lake lá de cima (se olhar para trás), mas você não vai conseguir ter uma vista do lago Michigan depois de encarar a primeira subida. Do topo é ainda preciso encarar uma trilha para chegar no mirante. Aconselho a ir de tênis, boné, levar água e muito protetor solar. Não recomendo ir com crianças pequenas já que essa trilha é considerada de nível avançado e tem 3,5 milhas.

Foto – @morarmoseua

Nossa primeira vez em Sleeping Bear (clique aqui)

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Principais atracoes de Sleeping Bear (foto do jornal que recebemos ao pagar a taxa para entrar no parque)

Fizemos a reserva no hotel no começo de Maio, já que a opção hoteleira por aqui é pequena, principalmente se você pretende ter acesso ao Glen Lake. Como das outras vezes que estivemos aqui ficamos hospedados no Maple Lane Resort que tem uma prainha privativa no Little Glen Lake. Além do acesso ao lago, eles oferecem a opção de quarto do tipo kitchenette que tem uma mini cozinha, o que é ideal para preparar comida para as crianças. Na praia eles disponibilizam caiaque e paddle para os hóspedes e píer.

O hotel é simples mas bem agradável com quadra de areia , campfire para fazer s’mores a noite, um pequeno playground (poderia ser melhor), mesas de pic-nic e churrasqueiras espalhadas pelo gramado . O café da manha oferecido na diária é bem fraquinho e é servido na cozinha comunitária do hotel (Gathering room).

Para nós o grande atrativo de ficar hospedado nesse hotel/motel e não em algum outro hotel da cidade  é o acesso ao Glen Lake, lago cristalino, com fundo de areia, raso e água em temperatura agradável para as crianças. Ótimo para passar o dia todo andando de barco, fazendo wakeboard ou simplesmente se refrescando e tomando sol!

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Motel Maple Lane Resort

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Área externa do hotel em que ficamos hospedados

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Prainha que pertence ao hotel que ficamos no Glen Lake (foto: @moraranoseua)

Para quem não vai ficar hospedado na margem do Glen lake (o lago possui 2 lados separados por uma ponte, o lado maior é chamado de Big Glen lake e o menor de Little Glen lake), ele possui três acessos públicos. Um é exclusivo para colocar e retirar os barcos do lago (boat acess). Tem um acesso pela picnic área no little Glen lake quase em frente ao Dune Climb e um outro no big Glen lake em uma área chamada founders picnic area com área para picnic, playground, acesso para caiaque, pier e uma prainha com faixa de areia estreita.

Glen Lake – olha a cor da água desse lago! (Foto:@morarnoseua)

Glen Lake é perfeito para as crianças! (Foto:@morarnoseua)

Em Glen Arbor a única opção de campground é o D.H. Campground que é do tipo “rústico”. Na beira do Glen lake tem algumas opções de “hotel” (entende-se por motel tipo o que a gente vê nos filmes americanos) ou cabanas e há também as opções de casas de veraneio para locação. Na cidade tem opções de bed&breakfast e mais alguns hotéis pequenos. Tudo lota nesta época do ano, então a reserva tem que ser feita com antecedência.

Opções de camping em Sleeping Bear

Para encontrar hotéis em Glen Arbor e região é so fazer uma busca em sites como o Hotels.com ou Expedia.com. Para locação de cabanas/cottages tem opções no Airbnb e no Trivago, o que vale muito a pena quando vai um grupo de amigos.

Desta vez, como tínhamos mais dias para explorar a região, fizemos passeios novos como navegar de caiaque pelo Crystal River. A empresa que faz o passeio fica bem no centrinho de Glen Arbor e se chama Crystal River Outfitters   e eles te levam de van até o ponto de saída dos caiques. Recomendo ligar antes ou ir até o local pessoalmente para fazer a reserva dos caiaques já que a procura é grande. O passeio é super tranquilo para ir com crianças pois o rio é raso, de água cristalina e de correnteza bem suave e o trajeto é feito a favor da correnteza então não precisa remar muito.

Crystal River (foto: @moraranoseua)

Crystal River – olha a agua cristalina deste rio! (foto: @moraranoseua)

O Leo foi em um caiaque duplo ($58 dólares) com o Theo de 9 anos e eu fui no caique simples (R$36 dólares) com o Thomas de 2 anos no meu colo. Por estarmos com as crianças optamos pelo trajeto curto que durou uma hora e meia, mas no final o Thomas já estava meio cansado e foi para o caique no colo do pai para mudar um pouco. Quem estiver sem criança ou com crianças maiores pode fazer o trajeto completo que dura aproximadamente 3 horas dependendo da intensidade das remadas.

Crystal River(foto: @moraranoseua)

Caiaque no Crystal River (foto: @moraranoseua)

Outro lugar novo que conhecemos dessa vez foi Glen Haven, uma vilinha histórica entre Glen Arbor e a Dune Climb. A praia de lá tem faixa de areia estreita mas é ótima para tomar sol e para as crianças brincarem, mas como toda praia voltada para o lago Michigan a água é gelada mesmo no verão.  Tem um museu marítimo (pequeno mas bem legal para as crianças) e uma lojinha antiga onde é possível obter o carimbo do Sleeping Bear National Park no passaporte (você pode estampar os carimbos de todos os parques nacionais no seu passaporte como marco da sua visita nesses lugares). Como não estávamos com os passaportes, o Theo carimbou no Summer Jounal que ele está escrevendo durante as férias.  E para os pais e mães de plantão, do lado dessa loja tem um banheiro público com fraldário, espaçoso e limpíssimo, então podem curtir a praia de lá tranquilos com a criançada.

Praia em Glen Haven(foto: @moraranoseua)

Também vistamos a cidade de Leland, que fica a meia hora ao norte de Glen Arbor. É outra cidade gracinha de Michigan e de onde saem os ferrys para visitar as ilhas de Manitou. A cidade é famosa pela vilinha histórica de Fishtown, onde hoje em dia só restou uma peixaria as outras casinhas se transformaram em lojinhas e restaurantes charmosos na beira do rio que desagua do lago Michigan. Não exploramos muito a cidade, ficamos mais na região da Fishtown e no centrinho onde tem diversas lojinhas típicas de cidade de praia.

Fishtown em Leland (foto: @moraranoseua)

Leland (foto: @moraranoseua)

Pescaria em Fishtown (foto: @moraranoseua)

(Foto:@morarnoseua)

Para quem tiver tempo para explorar mais a região de Leland, recomendo ir até Northport, lá na pontinha mais ao norte de Leelanau (tem um State Park lá) e voltar pela costa leste da península explorando as várias vinícolas e cervejarias que tem na região até chegar em Traverse City.

No trajeto entre Glen Arbor e Leland pela M22 você passa por um outro ponto bem conhecido chamado Pyramid Point Overlook. Tentamos passar lá na volta mas pegamos a trilha errada com o carro que foi pela parte de baixo em direção as praias. Mas nenhum passeio é dado como perdido, resolvemos parar e lá fui eu com o Theo dar uma espiada na praia que era bem bacana, de pedras e mais selvagem (me lembrou as praias de Munisng na Upper Península), mas o melhor foi atravessar a pé um rio para chegar na praia, o que para o Theo foi mais legal que ver a praia em si.

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travessia de rio para chegar na praia

Praia na região do  Pyramid Point com a ilha de North Manitou ao fundo

Mas Voltando ao Pyramid Point, pelas fotos que eu vi a vista de lá é bem parecida com o Dune Overlook e a trilha para se chegar lá é tranquila. Da próxima vez vou analisar direito o  mapa e pegar o caminho certo e  tentar conhecer esse outro ponto do Sleeping Bear Dunes National Lakeshore.

Outra área que ainda não exploramos é a região de Empire, que é aonde fica o visitor Center (headquarters) do Sleeping Bear Dunes Nacional Lakeshore. Dizem que o por-do-sol nas praias de lá são espectaculares  e tem outra trilha famosa com vista incrível para o lago Michigan chamada Empire Bluff Trail.

Dica de roteiro na Leelanau peninsula

Mais sobre as praias de Michigan clique aqui

Sobre a alimentação durante a viagem, tenho que confessar que não aguento mais comer comida americana, [e sempre a mesma coisa, tem tudo o mesmo gosto com algumas poucas exceções. Como no nosso quarto do hotel tinha cozinha, fazíamos as nossas próprias comidas, coisas simples que criança gosta como macarronada, arroz com franguinho desfiado, noite do hamburger, sanduiches naturais, muitas frutas e por ai vai.

Riverfront Pizza em Glen Arbor

Saímos para comer fora apenas dois dias. Comemos uma pizza muito boa (para os padrões americanos) no Riverfront Pizza. O lugar fica na beira do rio em que fizemos o caiaque, é minúsculo e funciona no esquema delivery, mas tem algumas poucas mesas disponíveis na beira do rio. E no dia de virmos embora almoçamos no tradicional Boone Docks, um restaurante com bar e lojinha que ocupa toda a esquina da rua principal da cidade bem em frente ao único mercado da região, o Andersons Glen Arbor Market. Um outro restaurante bem  típico da região é o Cherry Republic famoso pelas tortas de cereja e o Arts Tavern.   E para fechar, o melhor sorvete da cidade para o nosso paladar é o The Pine Cone, bem ali na rua principal.

Comeco da noite do feriado de 4th July (Foto:@morarnoseua)

Sei que este post saiu meio tarde já que metade do verão de Michigan já passou, mas ainda esta em tempo para quem não conhece, ir para a região do Sleeping Bear e vale lembrar que no outono, mesmo já estando mais frio a paisagem na região é espetacular!

Um grande abraço a todos

Juliana

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog (citar a fonte) mas não copie e cole.

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Feriado nos EUA – Memorial Day

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Hoje foi feriado de Memorial Day aqui nos EUA. Este feriado é uma homenagem aos militares que perderam a vida defendendo a bandeira americana na guerras e é um dos principais feriados americanos. É comemorado principalmente através das parades (desfiles) pelas cidades e é abertura oficial da temporada dos churrascos no quintal (barbecures) e das atividade de verão como piscinas e splashpads nos parques e clubes (pelo menos aqui em Michigan).

Neste final de semana a vizinhança caprichou na arrumação do quintal, cortaram a grama,  encheram as jardineiras de flores, tiraram as capas dos moveis do pátio (que protegiam contra a neve e chuva)  e  limparam a churrasqueira!  Todo mundo animado por aqui! Muita gente viajando para as “praias” de Michigan também,  já que o tempo colaborou com um sol lindo neste fim de semana prolongado. Ah, e lojas cheias também, já que feriado aqui é sinônimo de megapromoções e compras!

Nos ficamos por aqui mesmo pois resolvemos tirar o carpete da sala e colocar piso de madeira no estilo americano de faça você mesmo (DIY). O Theo participou também pela primeira vez do desfile de Memorial Day com a turma do karatê.

Já falei sobre o Memorial Day neste post aqui, vale a pena ler pois visitamos o Greenfield Village e foi muito legal!

Todo este clima de festa com churrascos, piscina, barcos nos lagos é concentrado entre os feriados de Memorial Day (última segunda-feira de Maio) e o Labor Day (segunda segunda-feira de Setembro) aqui em Michigan. Este período engloba as férias de verão da criançada que começa agora na segunda semana do mês de Junho (summer break) e termina na semana do Labor Day em Setembro (o início do ano escolar aqui é em Setembro, diferente do Brasil que é no final de Janeiro).

Enfim, já estamos todos ansiosos para os próximos meses de calor e vamos tentar aproveitar ao máximo pois aqui em Michigan ele dura pouco, infelizmente.

                                      ” The Summer is on the corner!”

Abraços

Juliana

Todos os textos e fotos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole.

 

 

Você sabe os nomes dos filmes em inglês?

 

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Para mim sempre será “Curtindo a vida adoidado”!

Adoro ir  ao cinema desde que morávamos no Brasil. Adoro assistir filmes em casa e conversar sobre filmes é uma coisa do cotidiano das pessoas. Vira e mexe quando você esta em uma roda de amigos pode surgir algum comentário sobre algum filme ou alguém comenta sobre uma determinada cena engraçada ou outras coisas.

Porém quando você passa a morar aqui nos EUA você vai perceber que conversar sobre algum filme novo com os seus amigos que estão no Brasil ou sobre algum filme da sua época pré-EUA com amigos americanos vai esbarrar em uma barreira: O nome do filme.

A grande maioria dos filmes americanos tem o seu nome modificado quando eles fazem a tradução  para passar nos cinemas brasileiros com a finalidade do título fazer mais sentido em português, pois as vezes, se a tradução for feita ao pé da letra o título ficaria meio esquisito para os Brasileiros (o titulo original em inglês aparece entre parênteses bem pequenininho embaixo do titulo em portugues, eu nunca lia).

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Se beber não case

Por esse motivo muitos filmes novos que eu assisti aqui nos EUA eu não sei como ficou o nome em português e muitos filmes que eu assisti no Brasil eu simplesmente não sei o nome em inglês o que gera situações engraçadas como conversar sobre algum filme ou alguma cena com a minha amiga americana (que também adora filmes).

Estes dias estava na casa dela quando alguma coisa aconteceu com as crianças e eu me lembrei na hora de uma cena do filme “Curtindo a vida adoidado” (recordista em aparições na sessão da tarde do Brasil) e eu quis comentar a cena na hora com ela e ai …eu não sabia o nome do filme em inglês. Tentei traduzir do português para o inglês (“Enjoying the life a lot!” kkkk), mas é claro que ela não sabia de que filme eu estava falando então tive que descrever o filme, tentar lembrar do nome do ator principal (nao lembrei), enfim…até ela descobrir qual era o filme a situação toda já tinha perdido a graça . Pelo menos eu pratiquei o meu inglês descrevendo o filme! E cabe lembrar que a situação contrária, dela tentar me falar sobre algum filme e eu não ter a menor ideia de que filme ela esta falando, tambem acontece! kkkkk

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As panteras

As vezes pego filmes na biblioteca da cidade para assistir em casa (se não tem no NETFLIX claro!), e lá vem outra dificuldade: os filmes ficam organizados por ordem alfabética. Lá vou eu na internet pesquisar o nome do filme em inglês para eu conseguir encontrar o dito cujo no meio daquela centena de filmes! (o mesmo acontece com os livros).

Este post é mais para mostrar que morar em outro país é um aprendizado diário, você sempre esta aprendendo coisas novas e se deparando com situações que te tiram da sua zona de conforto a todo momento, inclusive em coisas banais!

Abaixo segue uma listinha de filmes cujos títulos são completamente diferentes !

Curtindo a vida adoidado – Ferris Bueller’s Day Off (Dia de folga do Ferris)

Se beber não case – Hangover (Ressaca)

Onze homens e um segredo – Ocean’s 11 (Os 11 do Ocean)

Esqueceram de mim – Home Alone (sozinho em casa)

Senhor das Armas – Lord of war (Senhor da guerra)

As panteras – Charlie’s Angels ( Os anjos de Charlie)

O Chamado – The Ring (O Anel)

A ressaca – Hot Tube Time Machine ( Jacauzzi, a maquina do tempo)

Jogos Mortais – Saw (Serra)

Meu Malvado favorito – Despicable Me (Desprezível eu)

Todo mundo em panico- Scary Movie ( Filme assustador)

O Poderoso Chefão- The Godfather ( O padrinho)

Truque de Mestre – Now you see me ( Agora você me ve)

As patricinhas de Beverly Hills – Clueless (Sem noção)

E se fosse verdade- Just like Heaven ( Como o paraiso)

Um sonho possível- The Blind side (O lado invisível)

Maluca paixão – All about Steve (tudo sobre Steve)

Mesmo se nada der Certo- Began Again ( Comece de novo)

Esposa de Mentirinha-  Just go with it ( Apenas vamos com isto)

Sintonia de Amor- Sleepless in Seatle (Sem dormir em Seatle)

A espera de um Milagre – The Green Mile (A milha verde)

Se lembrarem de mais filmes deixem nos comentários!

Abracos

Juliana

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
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Como é morar em Richmond na Virginia

E o post de hoje foi escrito pela Carol Mendes do blog Descobri a América que mora na cidade de Richmond, no estado da Virginia.

Obrigada Carol por colaborar com o blog!

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Meu nome é Carol Mendes, moro nos Estados Unidos há 4 anos, atualmente em Richmond, estado da Virginia. Mantenho um blog com dicas sobre a vida nos EUA chamado Descobri a América (www.descobriaamerica.com) e hoje vim contar pra vocês, leitores do blog Morar nos EUA, um pouquinho da minha vida aqui.

Sou de São Paulo, casada com um americano e mãe de dois garotinhos lindos. Nunca sonhei em morar na América, mas… “o amor não escolhe pátria” e isso resume bem como vim parar neste país.

Já morei em North Carolina, numa cidadezinha nas montanhas, fronteira com os estados de Tennessee e Georgia. Amo o sul dos Estados Unidos, principalmente os americanos sulistas!

Richmond não é uma cidade muito conhecida pelos brasileiros, mas é a capital do estado da Virginia e está situada a mais ou menos duas horas e meia ao sul de Washington, D.C. É uma das cidades mais antigas do país e muitos acontecimentos importantes na história americana aconteceram aqui. Prédios e bairros históricos, museus, monumentos e campos de batalha enriquecem e embelezam Richmond em toda a sua extensão. Até Pocahontas viveu aqui! J

Richmond City, em si, é relativamente pequena e contava com 220.289 habitantes em 2015, de acordo com o United States Census Bureau. Quando falamos sobre Richmond, geralmente nos referimos à Grande Richmond, ou seja, Richmond City e Condados de Chesterfield, Hanover e Henrico (subúrbios). A Grande Richmond conta com aproximadamente um milhão de habitantes.

Quem não mora em Richmond City, mora nos subúrbios (arredores) da cidade, por serem locais mais tranquilos (não confunda subúrbios com pobreza). Geralmente as famílias moram nos arredores porque a vida no centro é mais agitada, além dos preços dos imóveis do centro serem inacessíveis à maioria da população (entenda como milhões de dólares).

O que acho interessante nos arredores de Richmond City é que, em muitos lugares, não há calçadas. É chato porque, quando se você quer passear de carrinho com as crianças, é necessário ir pela rua (apesar dos carros trafegarem “devagar”).

Ter carro é algo essencial por aqui. Há transporte feito por ônibus (GRTC Transit System) mas a abrangência é limitada e não há linhas saindo de bairros residenciais.  Resumindo, sem carro você não vai a lugar algum.

Falando em carro, temos o sistema de trens da Amtrak que nos leva de Richmond a Washington em duas horas. Vale a pena para quem quer conhecer Washington mas não está a fim de dirigir e enfrentar o trânsito do caminho até lá, principalmente chegando na cidade.

 Sobre o clima, temos todas as estações do ano bem divididas: verão é quente (entre 28 e 40 graus Celsius, em média), inverno é frio mas na maioria das vezes não passa de zero graus Celsius, e primavera e outono são amenos. De janeiro a março é possível ter neve, mas é sempre pouca e derrete logo, às vezes até no mesmo dia.

 Para quem gosta de praia, estamos pertinho da costa leste! Virginia Beach, a mais famosa praia, fica a apenas 190 Km daqui.

 Há somente um mercadinho brasileiro, chamado Cantinho do Brasil. Quanto a restaurantes, há o Texas de Brazil e o Ipanema Cafe. A comunidade brasileira é bem pequena, o que pode ser ótimo para quem está querendo vir para uma cidade bacana aprender inglês e não ter contato com brasileiros (para evitar conversar em português).

De forma geral, adoro a minha vida nos Estados Unidos. Não pense que se trata de um país perfeito, pois não é; mas é onde me sinto em casa atualmente e onde posso preparar um futuro melhor para os meus filhos. Para quem sonha em vir pra cá, primeiramente é necessário ter em mente que morar e passar férias são universos bem diferentes. A decisão de morar aqui tem que ser tomada de forma consciente, após extensa pesquisa e planejamento. E é para ajudar nessa busca de informações que eu e a Juliana tentamos contar em nossos blogs sobre a vida nos EUA como ela realmente é. Viver num país diferente, viver uma cultura e valores diversos, exigem uma alta capacidade de adaptação e humildade e isso não é pra todo mundo. Será que é pra você? Se quiser saber a minha opinião e experiências, te convido a visitar o blog Descobri a América no link abaixo. See you soon!

Carol Mendes

Blog: www.descobriaamerica.com

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Michigan Fireworks

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Detroit Fireworks (image: google)

Por volta do dia 20 de Junho deu início as comemorações de 4 de Julho aqui em Michigan (Indepence Day). Com o começo do verão por aqui, os principais eventos comemorativos são  as queimas de fogos em diversos lagos e parques das cidades. Não sei se nos outros estados americanos também é assim, mas aqui em Michigan entre o final do mês de Junho até o  dia 4 de julho tem queima de fogos quase todos os dias em diferentes lugares, tem até um cronograma com as datas e os locais para quem quiser acompanhar as queimas de fogos por com site e tudo!

Fireworks Displays in Michigan

Ontem (28/6) aconteceu a principal queima de fogos na cidade de Detroit as margens do Detroit River. Nunca fui lá ver pessoalmente a esta queima de fogos mas pelos vídeos que assisti na internet foi muito bonito!

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É  super comum ver tendas enormes nos estacionamentos das lojas vendendo tudo o que é tipo de fogos de artificio, é a sensação do momento por aqui. Tem até lojas enormes especializas na venda de fogos de artifício como a Phantom fireworks

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Phantom fireworks store

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Venda de fogos de artificio no estacionamento do mercado

Como já falei em outro post, o ano novo aqui em Michigan é muito sem graça, pois é inverno aqui, está frio e com neve, então ninguém vai lá fora soltar fogos, fica todo mundo dentro de casa ou em festas em recintos fechados. Então estas comemorações do 4 de Julho acabam lembrando muito as nossas comemorações de final de ano do Brasil. Claro que não dá para comparar com a queima de fogos do Rio de Janeiro (aqui eles soltam os fogos um por um, vamos assim dizer e só no final tem aquela explosão de fogos ao mesmo tempo), mas é bonito de assistir e as crianças adoram claro!

Abraços!

Juliana

10 dicas que irão facilitar o seu dia-a-dia nos EUA

O grande dia chegou! Você vai morar nos EUA!! Para te ajudar separei 10 dicas que podem ser úteis no seu dia-a-dia por aqui:

1- CONTINUE ESTUDANDO INGLES

Por mais que você ache que o seu nível de inglês é muito bom, se você nunca morou em outro país de língua inglesa, assim que você chegar aqui você vai perceber que o seu inglês é horrível e que entender os americanos falando é mais difícil do que você imaginava! Não se sinta intimidado, isto é normal, com o passar dos meses o seu ouvido vai se acostumando com o inglês no dia-a-dia, mas não se esqueça de fazer a sua parte também e estudar a língua inglesa pois você não vai melhorar o seu inglês se não se esforçar a falar em inglês. Além do mais é uma questão de educação e consideração você aprender a falar a língua do pais que você escolheu para morar. Os americanos não têm a obrigação de entender o que você está falando (afinal é você quem está no país deles) e sim você é que tem que se esforçar para melhorar o seu inglês dia após dia e entender o que eles estão falando.

Uma dica que eu dou e que funciona comigo é que sempre que alguém falar com você e você não entender, seja humilde, ponha um sorriso no rosto e diga que não entendeu, que acabou de chegar do Brasil (eles adoram cruzar com brasileiros) e que está aprendendo a falar inglês, e que se ele pode repetir a pergunta mais devagar.

2- EXPLORE O SEU BAIRRO/CIDADE

Conheça a região em que você vai morar. Entre nas lojas, nos supermercados mesmo que não vá comprar nada. Descubra onde fica a agencia dos correios (Post Office), a Secretary of State (local onde se resolvem coisas burocráticas como carteira de motorista, documentos de veículos, etc), onde é a prefeitura (City Office), a Biblioteca (library), Hospital mais próximo, a agencia bancária e tudo mais que tiver na sua região.

3- BEM VINDO AO PAÍS DO FAÇA VOCE MESMO – DIY (DO IT YOURSELF)

– Na hora de abastecer: Aqui é você quem abastece o seu carro. Uma dica é estacionar o carro com o lado onde está a abertura do tanque de combustível voltado e próximo da bomba de combustível pois as mangueiras aqui são curtas. Se for pagar com dinheiro (espécie) você estaciona o carro em frente a bomba, verifica qual o número da bomba, vai até o interior da loja de conveniência e paga o valor que você deseja colocar no carro. Se for pagar com cartão é só seguir as orientações que aparece no visor da bomba de combustível, selecionar o tipo de combustível e abastecer. Algumas bombas solicitam para você colocar o ZIP code da região em que você mora. Não se esqueça de fechar o tanque depois de abastecer.

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imagem: google

– Self-Checkout nos supermercados: A quantidade de caixas onde é você mesmo quem passa as suas compras no leitor de código de barras, paga e empacota tudo sozinho é bem maior do que os caixas com atendentes. Eu particularmente prefiro os self-checkouts pois normalmente não tem fila. Para o caso de frutas e legumes que não tenham código de barras, é só colocar o produto na balança que estará na sua frente e digitar o número que está em uma etiqueta no produto (exemplo: PLU 1047), se for necessário a máquina vai pedir para voce digitar a quantidade. Só utilizo o caixa tradicional quando faço compras maiores no supermercado. Quando você passar as suas compras no caixa que tem atendente, normalmente é ele (a) quem empacota as suas compras. No final da compra, se você fizer o pagamento com cartão de débito terá a opção de “Cashback“, isto é, você pode sacar dinheiro em espécie ali mesmo no caixa do supermercado, o que facilita a vida pois você não precisa ficar indo em banco ou procurar caixa eletrônico para sacar dinheiro.

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– Lavar o carro: Os lava-rápido aqui são super práticos! Você para em frente a um aspirador gigante e aspira a sujeira você mesmo e joga o lixo que se acumulou durante a semana no latão que fica do lado do aspirador. Depois segue em frente com o carro e coloca o dinheiro da lavagem na máquina ou entrega para um atendente que fica na entrada do “túnel” de lavagem propriamente dito. Coloca o carro no ponto Neutro e um trilho vai puxando o seu carro para o interior do túnel onde a lavagem é realizada pela máquina. Fique atento na saída do túnel para sair rapidinho com o carro, principalmente se tiver outro carro vindo atrás de você. Se tiver um outro atendente na saída do túnel com um paninho oferecendo para secar o seu carro e você concordar não se esqueça de dar uma caixinha para ele  (normalmente eles pedem $1,00). O valor da lavagem simples por aqui varia de $3,50 a $5,00 dólares.

– Limpeza da casa: Serviço de diarista ou empregada doméstica são caros por aqui. Normalmente ninguém tem empregada, somos nós mesmos que cuidamos da nossa casa e roupas. A secadora ajuda a não ter que passar as roupas do dia-a-dia (se você dobrar ou pendurar as roupas ainda quentes assim que saírem da secadora, não precisa passar). Aqui em casa camisetas e moletons vão direto da secadora para o guarda-roupa. Passo as camisas sociais, mas se não souber passar tem a opção das lavanderias que cobram em média $1,50 dólares para passar camisas. A lava-louça também ajuda bastante na cozinha.

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Handman: Se você gosta e sabe  fazer pequenos consertos em casa ou tem um marido ou esposa que gosta, você irá economizar um bom dinheiro por aqui, pois a mão de obra referente a serviços aqui é cara! Saber trocar chuveiro, lâmpada, instalar uma geladeira, máquina de lavar, montar um armário entre outras coisas vai te ajudar muito por aqui.

Dica: hoje em dia com o YouTube tem vídeos que te ensinam a fazer de tudo! E em lojas como Menards, HomeDepot e Lowes você encontra tudo o que precisa.

4- NÂO ESQUECA DAS GORJETAS

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imagem: google

Sempre que for a algum restaurante tem que dar gorjeta (TIP) para o garçom. No mínimo 15% do valor da conta. Se ele foi simpático e te atendeu super bem o ideal é dar 20%. Lembre-se de que a gorjeta é referente ao serviço do garçom. Se a comida estava ruim, você tem que reclamar da a comida e não descontar da tip do garçom. Neste caso o restaurante vai trocar o seu prato, ou te dar um desconto no valor da conta ou uma sobremesa de graça, alguma coisa eles vão fazer para te agradar e não perder o cliente claro. Oferecer menos de 15% de gorjeta para o garçom significa que ele te atendeu muito mal.

Lembre-se de que eles vão trazer a conta sem você pedir, não é falta de educação ou  não significa que ele está te expulsando do restaurante, é apenas a cultura deles.

5- PONTUALIDADE

Americano é pontual. Esse negócio de combinar de jantar as 7 da noite e aparecer quase oito horas não existe por aqui, é uma tremenda falta de consideração com a pessoa que está te esperando. Isso serve para tudo: negócios, jantares, festa de aniversário, playdates para quem tem filhos.

6- CONSUMIDOR AQUI É REI!

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Uma das coisas que eu acho mais fantástica por aqui é a facilidade de trocar e retornar produtos nas lojas! Comprou uma coisa e venho com defeito, ou simplesmente usou e não gostou? Pode devolver na loja sem maiores burocracias. Na grande maioria das vezes você nem precisa trocar por outro produto, eles te devolvem o valor da mercadoria em dinheiro ou extornam no seu cartão de crédito. Importante ter sempre a nota fiscal de compra e trazer o produto com a etiqueta de compra no caso de roupas ou na embalagem original (ela pode ter sido aberta sem problemas, mas é bom não estar rasgada, amassada …). Você pode trocar e devolver tudo, desde de roupas a produtos eletrônicos, já vi gente devolvendo até comida em supermercado!!

Outra dica legal é que a grande maioria das lojas cobrem o preço do Amazon! Então sempre que for comprar alguma coisa, principalmente produtos mais caros como eletrônicos, antes de passar no caixa entra no site do Amazon e verifica o valor, se estiver mais barato é só mostrar o celular com o preço do produto no Amazon para o caixa que ele faz o mesmo valor para você! Já utilizamos dessa estratégia (que aqui eles chamam de Price-match) em lojas como Best Buy, BuyBuyBaby e Toy R US.

E não se esqueçam de usar os cupons de descontos!!

Faça o cartão de Rewards da lojas e farmácias, isso te ajuda a ganhar descontos,  acumular pontos e economizar!!

7- HOSPITAL SÓ SE FOR REALMENTE NECESSÁRIO

Como já falei em posts anteriores aqui no blog (Planos de saúde nos EUA), a saúde aqui nos EUA é cara! Mesmo tendo plano de saúde você terá que pagar co-participações em atendimentos e exames, então a dica que eu dou é evitar ir a hospitais por causa de coisas simples como uma gripe, uma dor de garganta fraquinha, dor de barriga ou unha encravada. Claro que se os sintomas persistirem você deve procurar um médico, principalmente se você tiver criança em casa, mas faça uso do bom senso. Existem planos de saúde que tem médico via telefone, isto é você liga, descreve os seus sintomas e conforme for ele te passa as orientações do que fazer.  Caso seja necessário ir a um médico agende uma consulta com o seu médico de família (não apareça na clínica sem agendar pois será considerado atendimento de emergência). Se for uma situação mais séria e você não conseguir um horário para o mesmo dia com o seu médico ou é fim de semana e a clínica está fechada, procure um Urgent Care Center. Só se dirija a um Emergence Room em um Hospital se for um caso muito sério mesmo como suspeita de infarto, AVC… Se bem que nestes casos o ideal é ligar para o 911 pois em minutos a ambulância e os bombeiros estarão na porta da sua casa!

8- A TERRA DA MARMITA

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Se você vai trabalhar fora  e quiser manter uma alimentação saudável e fugir dos fast-foods, a marmita vai fazer parte do seu dia-a-dia. A grande maioria das empresas daqui não tem refeitórios, principalmente pelo fato de que o americano não tem o hábito de almoçar “comida de verdade” como nós brasileiros. Se você mora fora de uma grande cidade como New York, Los Angeles ou Chicago, ir almoçar na praça de alimentação do shopping ou no “quilão” da esquina não será uma opção para você, vai ter que levar comida de casa sim!

Nas lojas como Marshalls e HomeGoods e até mesmo nos supermercados você vai encontrar vários opções bem bacanas de “lancheiras térmicas” para adultos para você levar para o trabalho. Normalmente nas empresas tem uma pequena copa com microondas, pratos e talheres para você utilizar na hora do almoço.

A mesma coisa vale para quem tem filhos. Como eles ficam o dia todo na escola eles almoçam por lá. Os pais tem a opção de comprar o “almoço” da escola, mas se você não quer que o seu filho se entupa de nuggets, pizza, tacos e macarrão com queijo diariamente, ele vai ter que levar comida de casa também!

9- ABRA A SUA MENTE E O SEU CORAÇÃO PARA UMA NOVA CULTURA

Aqui não é o Brasil, é outro pais, outra cultura, outra língua, pessoas que foram criadas e cresceram de uma maneira diferente de você, então tudo vai ser diferente e você vai ter que se adaptar a essas diferenças para que a sua vida flua de uma maneira mais fácil. Isso não quer dizer que você tem que esquecer suas raízes e as coisas que você gosta do Brasil, mas você não pode ficar fazendo drama por não achar o corte de carne que você costumava comprar no açougue do Brasil ou porque é difícil achar pão-de-queijo por aqui ou ainda porque aqui não vai passar a final do campeonato brasileiro de futebol na televisão!

10- NÃO EVITE OS AMERICANOS !

Americanos são bacanas!! Eles são na deles, não são como a maioria dos brasileiros que já chega abraçando e beijando uma pessoa que acabou de conhecer e que em menos de meia hora de conversa já virou o seu melhor amigo de infância, mas eles são muito, MUITO educados e adoram conversar com quem venho de outro país, principalmente do Brasil que para eles é um destino exótico! E assim, aos pouquinhos eles vão se abrindo. E se você tem filhos na escola, ou se eles praticam algum esporte, essa vai ser uma grande oportunidade de fazer amizades com as mães e os pais dos colegas dos seus filhos! E ter um amigo americano vai te ajudar com dicas que só quem nasceu e cresceu aqui podem dar!

Faça a sua parte, seja receptivo e se esforce para conhece-los! Você nunca vai fazer amizade com um americano se na primeira tentativa dele em conversar,  você soltar um “I don’t speak English”, virar as costas e ir embora.

Claro que existem exceções, assim como no Brasil,  onde podemos conhecer pessoas bem legais e outras insuportáveis. Não venha com o pré-conceito de que os americanos são arrogantes e se acham os donos do mundo, é mentira! A maioria das pessoas que falam isso nunca sequer colocaram os pés aqui nos EUA.

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Abraços!

Juliana

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Festas de Final de Ano longe da Família

happy_new_year_2_1920O ano de 2016 chegou e estamos entrando no nosso terceiro ano de Estados Unidos. É sempre um momento em que paramos para repensar no ano que passou e nas expectativas para este novo ano que esta começando. Tivemos a sensação que este último ano (2015) passou muito mais rápido do que o nosso primeiro ano aqui nos EUA (2014), provavelmente por já termos estabelecido uma rotina no dia-a-dia e por não  ter mais tantas novidades assim. Ao contrário das festas de final de ano de 2014 que passamos no Brasil, este ano de 2015 passamos o Natal e o Ano Novo aqui em Michigan. Vou confessar que este ano senti mais falta do Brasil durante as comemorações Natalinas. O nosso primeiro Natal aqui foi no ano de 2013 e havíamos acabado de chegar aqui nos EUA, então tudo era novidade: a neve, o frio, novos amigos, casa nova, país novo, um sonho que estava se tornando realidade!! Passamos o Natal  e o Ano Novo com amigos e tudo foi muito divertido!

Clique no link para o post do Nosso primeiro Natal nos EUA

A decoração de Natal das casas aqui são lindas, de encher os olhos! O pessoal se empolga mesmo, enchem as fachadas de luzes coloridas e acessórios natalinos, igualzino aos filmes. As lojas, shoppings, ruas … tudo enfeitado!!! Cada ida ao supermercado ou as lojas é um teste de resistencia para não comprar mais um enfeite natalino para casa pois é tudo muito lindo e bem feito, ainda mais eu que adoro enfeitar a casa para o Natal!

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Casa decorada para o Natal (image:walldesk.com)

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Montamos a nossa Gingerbread house novamente este ano!

Porém este ano o Natal teve um ar mais melancólico para mim…Passamos o Natal e a noite de Ano Novo com nossos amigos daqui de Michigan, mas este ano senti mais falta da minha família que ficou no Brasil. Senti falta da bagunça da casa da minha mãe nestas datas festivas com gente entrando e saindo da casa a todo momento, do falatório alto e daquela movimentação de panelas, cheiros e temperos na cozinha. Por incrível que pareça, senti falta até do calor do Brasil! Aqui estava friozinho na noite de Natal porém não nevou, nem neve no chão tinha, o que fez o Natal daqui perder um pouco da graça. Também senti falta de amigos que foram passar as festas no Brasil e daqueles que voltaram em definitivo para o Brasil neste ano que passou…

Na noite de Ano Novo senti falta do barulho dos fogos de artifícios, de olhar para o céu e ver aquela explosão de luzes coloridas e da rolha da champanhe explodindo e sendo derramada para enchar as taças. Aqui como moramos no subúrbio (fora de um grande centro) as pessoas não tem o costume de soltar fogos para comemorar a virada do Ano pois esta muito frio lá fora e também ninguem sai abrindo garrafa de champanhe de qualquer jeito dentro de casa pois a rolha pode bater no teto e furá-lo (lembrem-se de que as casas aqui são de drywall) e não pode cair bebida no chão senão molha o carpete. Então podem esquecer aquela imagem daquele tio festeiro sacundindo a garrafa de champanhe enquanto faz a contagem regressiva para a entrada do Ano Novo.

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E a nossa árvore de Natal natural também não podia faltar!

Por isso, como já disse em post anterior, não se isole. É muito importante fazer amigos novos quando voce muda para um novo país, pois são eles que vão te dar um pouco de conforto nessas datas que remetem muito a família, e eles também estão na mesma situação que voce, com os mesmos sentimentos e com a mesma saudade.

Este ano de 2016 vai ser um ano muito especial para nós, pois a família aqui vai aumentar! Sei que será um desafio estar longe da família do Brasil neste momento, mas este vai ser mais um desafio que iremos passar juntos e com certeza vai inspirar novos tópicos de assunto para o blog.

Abraços!

Juliana