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Warren Sand Dunes State Park – Michigan

Nosso cantinho no camping (foto @morarnoseua)

 Na semana passada abrimos a nossa temporada de camping aqui em Michigan! Já escrevi aqui no blog que gostamos bastante de acampar, principalmente porque aqui a infraestrutura dos campings são muitos boas, o ambiente é bem família (bebidas alcoólicas são proibidas dentro dos states parks), as crianças adoram e a gente sai completamente da rotina. Dá um trabalho danado sim, pois com criança a gente tem que levar praticamente a casa no bagageiro do carro, mas mesmo assim vale muito a pena e é a maneira mais econômica para curtir o verão de Michigan.

Warren Sand Dunes State Park (foto @morarnoseua)

Este nosso primeiro camping foi em lugar que ainda não conhecíamos e que nos surpreendeu muito! Ficamos no Warren Sand Dunes State Park, que fica localizado ao sul da costa oeste do estado de Michigan. O lugar é lindo e fica bem as margens do lago Michigan que é praticamente um mar de água doce. Este State park fica a 2 horas e 50 minutos de onde moramos e fomos para passar apenas o final de semana, mas para acampar compensa mesmo ficar pelo menos duas diárias. O ideal é entrar na sexta e sair no domingo. Muitos campgrounds nem aceitam reservas inferiores a duas noites.

Warren Sand Dunes State Park (foto @morarnoseua)

Na área da praia tem um bolsão de estacionamento bem grande  com área de apoio com banheiros limpos (tem trocador para bebes) e ducha externa para tirar a areia. Tem também dois quiosques  de praia (coisa rara aqui em Michigan) que vendem sorvete, hot-dog e guloseimas. Ainda na área do estacionamento, haviam dois food trucks vendendo tacos e hamburger, mas não sei se eles estão sempre lá.

Warren Sand Dunes State Park (foto @morarnoseua)

Chegamos no sábado e o tempo estava muito bom, com sol mas não tão calor. A praia tem faixa de areia grande, a areia é fina com algumas pedras e água cristalina (e gelada claro!). Mesmo com o vento, que acaba formando ondas no lago, as crianças se divertiram muito e passamos a tarde toda na praia! Outro atrativo dessa praia são dunas  que se formam e dá para subir no topo delas para apreciar a vista lá de cima. O por-do-sol visto de lá deve ser lindo, mas como agora est escurecendo tarde por aqui (o por-do-sol é por volta das nove e meia da noite) voltamos para a área do campground antes de começar a escurecer.

A área de camping fica localizada em uma área bem arborizada desse state park. Logo que você chega você tem que estacionar o carro e fazer a sua registration no office logo na entrada (nesta época do ano os campings lotam, então você já tem que ter a sua reserva feita online). A recepcionista irá verificar a sua reserva, solicitar a placa do veículo (tem que ter o recreation passport dos states parks), te passar algumas informações básicas e te entregar um papel que tem que ficar no seu carro, pois só pode entrar na área do campground quem esta hospedado lá dentro (visitantes que vem apenas para passar o dia na praia não podem entrar na área do camping, o que torna acampar por aqui ainda mais seguro).

Warren Sand Dunes State Park (foto @morarnoseua)

A  insfrestrurada era ótima com banheiros femininos e masculinos espaçosos, área de ducha para tomar banho individuais e separada dos banheiros, o que é ótimo para dar banho nas crianças. A água é quente e com bastante pressão. Logo na entrada do campground tem uma lojinha de conveniência que vende além de bugigangas lenha e gelo.  Todos os sites (que é o espaço reservado para você montar a sua barraca) tem mesa de pic-nic, fire-pit e ponto de energia elétrica, porém torneira com água potável apenas em alguns pontos. A parte ruim é que não tinha área de pia comunitária para lavar a louça suja e por motivos óbvios não se pode lavar louça suja de comida nas torneiras disponíveis, então a dica é levar tudo o mais descartável possível e bastante papel toalha para poder dar aquela limpada nas panelinhas e frigideiras.

Sempre quando reservamos o nosso espaço no camping gosto de ficar próxima (mas não do lado) da área dos banheiros por causa das crianças e nesse também tinha um playground pertinho da gente, além de uma área com uma tenda e um motorhome chamada “host-spot”, onde tinha vários livros para crianças e adultos emprestarem para ler durante a sua estadia no camping, além de livros para doação. No sábado de manhã também estavam servindo café por lá.

Para quem gosta de fazer trilhas, tem diversas trilhas pelo state park e deve ser muito legal faze-las, mas com crianças pequenas não arriscamos. Como área do camping não fica perto da praia, fomos de carro até lá (aproximadamente uma milha), mas quem curte uma aventura da para ir pelas trilhas pelas dunas.

No domingo, a idéia era levantar acampamento e passear pela regiáo de St Joseph que ainda não conhecemos, mas optamos em voltar para a praia do parque  e curtir a companhia dos amigos que estavam  no acampamento conosco. Devido a chuva forte que caiu durante a madrugada, a cor da água da praia não estava mais tão azul, porém estava menos gelada e tinha bastante pedrinhas  na areia, mas o sol saiu ficamos por lá até as 4 horas da tarde, antes de voltarmos para casa. As crianças aproveitaram muito!

Como já falei em post anterior, para fazer as reservas nos campings dos parques estaduais é só você entrar no site do DNR, super simples e fácil. Em alguns campings privados dá para reservar pelo site já em outros tem que ligar no local.

Tem muitas pessoas entrando em contato pelo instagram (@morarnoseua) pedindo dicas de viagens durante o verão aqui em Michigan. Como temos mais quatro campings reservados para este verão, pretendo compartilhar aqui com vocês a nossa experiência em cada um deles e deixar várias dicas! A primeira delas é que se você pretende acampar neste verão, corre para fazer a sua reserva pois já está praticamente tudo lotado, principalmente os campings dos States Parks, mas ainda é possível encontrar disponibilidades nos campings privados.

Abaixo segue links para os posts que já escrevi sobre acampar nos EUA.

Como é acampar nos EUA

Praias de Michigan

Silver Lake and Grand Haven

Abraços

Juliana Fontes

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog (citar a fonte) mas não copie e cole.

 

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Ohio – Cavernas e aviões

Para nós de Michigan, o vizinho estado de Ohio é sempre lembrado como destino de passeio principalmente pelo parque temático e aquático Cedar Point ou pelos hotéis voltados para as crianças como o Great Wolf Lodge e o Kalarari mas, se dirigimos um pouquinho mais, podemos ter boas e diferentes opções de passeios por lá.

3-0487Já estivemos em Cleveland em 2014 (tem post aqui no blog) e em Put it Bay no ano de 2015 (infelizmente acabei não escrevendo sobre essa ilha de Ohio, no lake Erie onde o meio de locomoção são carrinhos de golfe).

Nesta última semana de spring break por aqui tiramos dois dias e fomos mais ao sul do estado conhecer a Ohio Caverns e o Museu Nacional da Força Aérea Americana. São dois passeios bem bacanas, principalmente para quem tem crianças e que dá para fazer em um fim de semana.

A primeira parada foi a Ohio Caverns que fica localizada na cidadezinha de West Village. O lugar fica no meio do nada e o caminho até lá não tem nada de muito interessante (I-75). Encontramos o lugar bem fácil com o GPS e também tinha bastante placas com sinalização, mas a geografia do lugar não indicava que por ali poderia haver uma caverna. Já estive no PETAR  no Brasil há muitos anos atrás, com isso eu já tinha um conceito de caverna pré-estabelecido na minha mente, então quando chegamos no lugar cheguei a pensar que as 3 horas de viagem poderia ter sido uma furada, ainda mais quando descobri que a entrada da caverna era pela gift store!

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Ohio Caverns

Mas ao descer a escadaria para o porão da gift store, qual não foi a minha surpresa ao descobrir que ali embaixo tinha um túnel que iria dar em uma enorme caverna subterrânea! O tour guiado pela caverna durou quase uma hora e foi muito bacana! O meu filho mais velho de 9 anos gostou bastante e o de 2 anos, mesmo não entendo muito bem aonde ele estava também se comportou muito bem dentro da caverna. O acesso é super fácil, então é tranquilo para ir com crianças pequenas. A temperatura do lado de fora da caverna estava por volta de 5 graus mas dentro da caverna a temperatura fica sempre na casa dos 15 graus independente da estação do ano, o que para nós de Michigan (nessa época do ano) é calor, rsrsrs.

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Ohio Caverns

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Ohio Caverns

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Ohio Caverns

Outra surpresa foi que tinha mais gente do que eu imaginava para visitar a caverna. Como ainda estava frio eu achei que só iria ter  nós e mais alguns gatos pingados para o tour, mas no final o nosso grupo tinha umas 15 pessoas e quando saímos tinha mais gente chegando. Com base nisso, acho que nos meses de verão o lugar deve ficar bem cheio.

No local tem banheiro, a gift store e área para picnic. Não tem lanchonete então fica a dica para levar lanchinhos de casa. Saindo de West Liberty dirigimos até as proximidades da cidade de Dayton, onde tínhamos hotel reservado. Reservamos pelo site hotel.com e o hotel era muito bom. Ficamos no Springhill Suítes Dayton Beavercreek da rede Marriott (pagamos $114 dólares na semana da Spring Break), hotel novinho, super bem decorado, quarto grande, café da manhã muito bom para o padrão americano, do lado do shopping, super bem localizado e perto do nosso próximo passeio (Museu Nacional da Forca área Americana).

 

3-0508No dia seguinte (que amanheceu chovendo muito) fomos conhecer o Museu Nacional da Força Aérea Americana.  O museu  é enorme (são 4 galpões interligados) e a entrada é gratuita. Na entrada tem que passar por revista no RX e não é permitido entrar com comida no local. Tem lanchonete com opção de pizza, lanches frios prontos e saladinhas no final do terceiro galpão. Para quem gosta de aviação e sobre a história das guerras em que os EUA esteve envolvido (WWI, WWII, Vietnã, Korea , etc) é um prato cheio! O passeio começa pelos irmãos Wright que foram, para os americanos, quem inventou o avião (não vi nenhuma citação, nem pequenininha ao nosso Santos Dummont por lá), passando pelos aviões das guerras, mísseis, um pouco da NASA até os aviões dos presidentes americanos. São 4 galpões enormes repletos de aeronaves (360 aviões), muita informação, simuladores, cinema 3D e tours guiados. Para quem tem crianças pequenas recomendo levar o stroller pois se anda muito por lá.

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Primeiro dos 4 galpões – o inicio da aviação

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National Air Force Museum- Segundo galpão

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National Air Force Museum – Terceiro galpão

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National Air Force Museum

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National Air Force Museum – Quarto galpão

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National Air Force Museum

3-0570Para terminar o nosso passeio com emoção, na hora em que estávamos nos preparando para sair do museu soou o alerta para tornado e todas as pessoas que estavam dentro do museu tiveram que ir para o abrigo (shelter) que na verdade era dentro do auditório do museu (estava chovendo e ventando muito). Ficamos uns 20 minutos lá dentro e nesse tempo o responsável pelo museu ficou do palco respondendo as perguntas e curiosidades dos visitantes o que acabou sendo uma atração extra do passeio. O alerta de tornado acabou sendo apenas um susto e todos sobrevivemos! rsrsrs

 

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Nao encontrei nada sobre o Santos Dummont, mas tinha um reconhecimento da participação do Brasil durante a WWII

 

Espero que tenham gostado das dicas de passeio!

Abraços

Juliana

Site para maiores informações:

Ohio Caverns

National American Air Force Museum

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Hotel para criança – Great Wolf Lodge

 

 

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Great Wolf Lodge (foto:google)

Quando planejamos fazer uma viagem com crianças, na maioria das vezes procuramos por hotéis que tenham alguma atividade para elas, principalmente quando o objetivo é ficar mais dentro do hotel, sem muitos passeios externos e descansar. No Brasil temos muitas opções bacanas que vão desde de pousadinhas charmosas, hotéis resorts na praia a hotéis fazendas no interior. Não somos uma família disposta a pagar diárias caras em hotéis (preferimos investir o dinheiro nos passeios) e em 95% das vezes em que viajamos aqui nos EUA ficamos hospedados  em hotéis de rede (padrão Holiday inn) ou até mesmo em campings (adoramos acampar). Mas eu vou ser sincera, aqui  em Michigan a rede hoteleira é bem fraquinha e não se iluda com o termo resort acoplado ao nome do hotel o que por aqui pode significar apenas que o hotel tem uma micro piscina aquecida.

Mas de vez em quando queremos fazer uma agrado para as crianças e para a gente também e ficar hospedados em um hotel mais bacana e family friend principalmente agora  que esta fazendo um frio danado lá fora e  as opções de atividades externas para quem tem uma criança de menos de 2 anos são poucas.

Dentro das poucas opções de hotéis family friend aqui em Michigan, temos os campings como o Yogi Bear Jellystone Park para ir durante os meses de verão, os hotéis em estações de Ski como o Boyne Mountain e o Crystal Mountain , o Kalahari (no estado vizinho de Ohio) e o Great Wolf Lodge  de onde acabamos de voltar.

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Parque aquático do hotel (foto: @morarnoseua)

O Great Wolf Logde é uma rede de hotéis com parque aquático presente em diversos estados americanos. Perto de onde moramos temos dois: o que fica localizado na cidade de Traverse City, aqui em Michigan  e o de Sandusky, em Ohio. Optamos por ir no de Ohio por ser mais perto (2 horas de viagem) e a diária ser mais em conta. Um fato que assusta quando você vai fazer reserva neste hotel é o valor da diária, uma média de $350 dólares por dia durante o fim de semana. É caro, principalmente quando você faz a conversão para Reais na sua cabeça brasileira. Conseguimos achar uma promoção de diária no Groupon onde pagamos $450 dólares por duas diárias incluso o pawpass (algumas atividades para crianças que você paga extra no hotel) e um upgrade para o quarto temático (tem as opções de quarto standard, temático e premium)

Outro fato legal do Great Wolf Lodge de Sandusky é que ele fica praticamente do lado do Cedar Point, que é um conjunto de parque temático e aquático bem legal que tem em Ohio para ir durante os meses de verão.

O quarto em que ficamos era bem espaçoso e acomoda bem uma família de 5 pessoas com uma cama queen de casal, uma bicama e mais um beliche. Tinha micro-ondas e frigobar no quarto o que é perfeito para famílias com crianças e também pia do lado de fora do banheiro o que é ótimo quando se tem que lavar mamadeiras.

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Nosso quarto temático (@morarnoseua)

O parque aquático do hotel é bem legal com opções de piscinas para todas as idades, e tem até uma hot-tub não muito quente onde as crianças também podem entrar. Tem vários salva-vidas pelo parque e funcionários controlando as crianças nos tobogãs para não ter o risco de uma cair em cima da outra. Tenho que admitir que eu achei a temperatura da água das piscinas um pouco fria e também tinha lugares do parque em que circulava uma corrente de ar frio. Cabe lembrar que estamos em dezembro e as temperatura lá foram estavam por volta dos zero graus.Também achei as partes comum do hotel meio frias. Levei bermuda e camiseta para circular pelo hotel  crente que estaria tudo quentinho lá dentro, mas passei os dias de calça jeans e moletom (ou eu que sou muito friorenta rsrsrs)

Sobre o restaurante principal do hotel  este deixa a desejar pelo preço que cobra. No jantar até que o valore é meio padrão americano mas o café da manhã é muito caro pelo o que oferece. Pagamos $15 dólares por adulto e $8,50 por criança por uma bandeja família com ovo mexido, panqueca, bacon e salsicha, 2 mini-muffins, uma fatia de bolo e um potinho com meia dúzias de frutas picadas Esta era a única opção de café da manhã e não dava para pedir apenas torradas com frutas, ou um waffle (como não gostamos de bacon e nem salsicha a comida ficou toda lá). Depois dessa, fomos no mercado do lado do hotel e na manhã seguinte tomamos o nosso café da manhã delícia no quarto com pãozinho, cream-cheese, queijo, frutas e chocolate quente.

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Única opção de café da manhã (foto: @morarnoseua)

Tem outras opções de lanchonetes dentro do hotel para comer um lanche, pizza, donuts, sorvete…

No hotel tem uma atividade chamada MagiQuest que o meu mais velho de 9 anos amou. É como se fosse uma gincana do tipo Harry Potter (você tem que comprar o kit do jogo e escolher uma varinha na loja do hotel) onde a criança tem que desvendar pistas e achar “objetos mágicos ” espalhados pelo hotel para se tornar um grande Mago. A idéia é interessante pois mantém as crianças entretidas andando pelos corredores do hotel depois de brincarem no parque aquático,  e os adultos também.

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Lojinha do MagiQuest (@morarnoseua)

No hotel também tem um espaço chamado Cubclub onde tem atividades como pintura e crafts e como padrão aqui nos EUA, também tem um Arcade com jogos eletrônicos. Como é mês de Natal no saguão de Natal tinha uma Gingerbread house em tamanho real montada onde você podia reservar para fazer uma refeição em família lá dentro e também todas as noites tinha foto com o Papai Noel. A noite também teve apresentação de música no saguão principal, tipo um teatrinho feito com personagens mecânicos, além de  contação de história e neve artificial no final do dia.

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Música e contação de historia no final do dia (@morarnoseua)

Senti falta de uma equipe de monitores mais ativos  com as crianças, que fizessem atividade mais direcionadas com elas, como tem nos resorts do Brasil. No Great Wolf Lodge só tinha monitores no cubclub e os pais tinham que ficar com as crianças.

Gostamos muito de ficar hospedados no Great Wolf Lodge de Sandusky. É um passeio perfeito para um fim de semana em família, sair um pouco da rotina, ainda mais agora nos meses de inverno onde não temos muitas opções ao ar livre com a criançada. Você já esteve lá? Deixe a sua opinião aqui nos comentários do blog!

Abraços

Juliana

 

Mackinac Island -MI

IMG_1755Para muitas pessoas o estado de Michigan se resume a cidade de Detroit e a indústria automobilística, porém como já mencionei aqui no blog, Michigan é um estado repleto de belezas naturais e cidadezinhas encantadoras!

Neste verão, depois de quase quatro anos morando aqui, fomos conhecer a famosa Mackinac Island, uma pequena ilha que fica bem na divisa entre a Lower (LP) e a Uppper península (UP) de Michigan. Historicamente a ilha teve uma grande importância estratégica no passado por ficar localizada bem no estreito de Mackinac que liga o Lake Michigan com o Lake Huron, dois dos cinco grandes lagos americanos. Hoje a ilha é reconhecida como patrimônio histórico (muitas de suas casas foram construídas entre os anos de 1700 e 1800) e é sem dúvida um dos destinos de férias de verão mais conhecidos daqui. A população da ilha gira entorno de 500 habitantes, mas no verão chega a ter em média 15 mil visitantes por dia!

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Os casarões centenários da ilha! Lindos! A maioria deles hoje são hospedagens do tipo  Bed&Breakfast

Saímos no sábado pela manhã de casa e depois de quatro horas de estrada estávamos em Mackinaw City. A idéia era já fazer o check-in no hotel antes de pegar o ferry para a ilha mas como só poderíamos entrar depois da 3pm,  deixamos o carro no estacionamento do hotel, pegamos as nossas bikes, abastecemos as mochilas com comidinhas e trocas de roupa para as crianças e pedalamos até o píer de onde saem os ferrys, que era bem pertinho do hotel, bem no centrinho da cidade.

Optamos em ficar hospedados em Mackinaw City pois os preços são mais em conta do que na ilha, porém o hotel é aquele “padrão Michigan”, o que quer dizer que pagamos $170 a diária (Fairview Beachfront Inn) para ficar em um hotel antigo,  com café da manhã (bem fraquinho) compartilhado com o hotel do lado e cuja única infraestrutura que o hotel oferecia, que era a piscina (que eles chamavam de waterpark, mas que de waterpark não tem nada), não conseguimos usar pois só abria depois do meio-dia (no sábado quando chegamos estávamos na ilha nessa hora e no dia seguinte o nosso check-out era as 11 da manhã. Existem várias opções de hospedagem na cidade, acho que não tivemos sorte desta vez…pelo menos ele era pé na areia no Lake Huron.

Se o valor da diária não é problema para você, recomendo ficar hospedados na própria ilha que tem opções boas de hotel e de bed-and-breakfast, mas é bom fazer as reservas com antecedência durante os meses de verão em Michigan. E se for para gastar mesmo fiquem hospedados no Grand Hotel, um hotel de luxo histórico com diárias na casa dos $900 dólares na alta temporada (totalmente fora do nosso budget rsrsrs). Cabe lembrar que, infelizmente, não é permitido acampar na ilha, mesmo 80% dela ser um State Park.

Para se chegar na ilha é preciso pegar um ferry que sai da cidade de Macknaw City (LP)ou de Saint Ignace (UP), o trajeto dura em torno de 20 minutos e é feito por duas companhias, a Star Line Mackinac Island Ferry  e a Shepler’s Mackinac Island  Ferry. O serviço das duas companhias é praticamente o mesmo e no site você terá acesso a informações sobre preços e horários. Optamos pela Shepler’s pois estava com promoção de criança free na compra de adulto e compramos os tickets  on-line para aproveitar o desconto. Um fato curioso é que na ilha não entram carros, então você terá que deixar o seu carro nos estacionamentos que essas empresas oferecem. Para se locomover na ilha você terá a opção de andar a pé, alugar bicicleta ou de andar de charrete.  Optamos por levar as nossas bikes pois já temos a cadeirinha do bebe acoplada. Cabe lembrar que tivemos que pagar $10 dólares a mais por bike no ferry.

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Em Mackinaw City aguardando o Ferry

Um fato interessante é que durante o inverno de Michigan este trecho do lago fica completamente congelado, então os ferrys não funcionam. O único meio de acesso para ilha é através de snowmobiles que percorrem um trecho seguro do lago congelado chamado de “ice-bridge” que liga Mackinaw City a ilha. Os snowmobiles são os únicos veículos motorizados autorizados a chegar na ilha.

O passeio de ferry até a ilha  foi gostoso, ficamos na parte de cima que é aberta então tivemos uma vista privilegiada da Mackinac Bridge. Conforme o ferry se aproxima da ilha ele passa do lado de um farol e já dá para contemplar a fachada dos casarões históricos da ilha, muitos deles em estilo vitoriano, além do forte Holmes e do Grande hotel.

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No ferry a caminho de Mackinac Island com a famosa Mackinac Bridge ao fundo

Desembarcar em Mackinac Island é como voltar no tempo, a rua principal, que na verdade é uma estrada, a M-185 (única estrada dos Estados Unidos que não permite veículos motorizados) é margeada por casarões antigos que hoje são sede de diversos restaurantes, lojinhas, locadoras de bicicletas e hotéis. Ao invés de carros nas ruas temos charretes puxadas a cavalo e muitas, muitas bicicletas! Para manter a ordem, tem lugares demarcados para estacionar as bikes ao longo da rua, locais exclusivos para as charretes e guarda de transito para garantir a ordem. Por ser um sábado a ilha estava bem cheia e as calçadas estreitas  dominadas por pedestres que cruzavam a rua de um lado para o outro o que requeria muita atenção quando estavámos pilotando as bicicletas.

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Ao chegar em Mackinac Island voce já se da conta que a bicicleta é o principal meio de transporte local

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Depois das bikes, os cavalos são a outra opção de transporte na ilha.

Optamos em seguir a avenida sentido sul da ilha e conforme nos afastávamos do centro o tumulto foi diminuindo. Esta rua/ciclovia contorna toda a ilha e tem a extensão de aproximadamente 8 milhas (13 km de circunferência) e pode ser percorrida de bike ou a pé. Os passeios a cavalo ficam mais concentrados no centrinho. Também tem diversas trilhas pelo interior da ilha para quem gosta de hiking.

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A rua/estrada (M-185) que contorna Mackinac Island

Claro que tem pontos turísticos tradicionais na ilha como o Arch Rock, o Fort Holmes, boboletário, museu, igreja e o Grand hotel mas preferimos nos concentrar no passeio de bike contornando a ilha e apreciar a vista do alto da Arch Rock pois só tínhamos praticamente uma tarde na ilha. Para quem for passar o final de semana na ilha vai ter tempo suficiente para os programas turísticos.

Como estava um dia lindo de sol (mas com um ventinho típico do norte de Michigan claro) a água do lake Huron estava transparente  e com um tom azul lindo! As praias que se formam na ilha não tem areia e sim muitas pedras, então as pessoas constroem castelos de pedras ao longo da margem o que da um efeito visual super bonito e diferente! E é claro que os meninos adoraram brincar nas pedras. Ao longo do nosso trajeto paramos para um lanchinho e apreciar a vista que era linda! Depois estacionamos as bikes no acesso para o Arch Rock que é que uma formação rochosa em forma de arco no alto do morro com vista para o lago. A escadaria que leva até lá tem por volta de 200 degraus mas não é difícil de subir e lá fomos nos com as crianças. Lá em cima tinha bastante gente, muitas tinham chegado de charrete por uma trilha interna. Tem alguns bancos para descansar e um mirante com uma bela vista para o Lake Huron. Todo mundo (claro!) queria tirar uma foto com a Arch roch ao fundo então, tivemos que esperar um pouco para conseguir tirar as fotos e usar estratégias para não sair nenhum desconhecido de “papagaio de pirata” na mesma…fato típico de lugares turísticos.

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Escadaria que leva ate a Arch Rock

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A famosa Arch Rock. Lá embaixo a estrada na qual viemos pedalando!

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Vista do Lake Huron do mirante da Arch Rock

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Praia de Pedras de Mackinac Island

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Castelos/faróis de pedras!

Não demos a volta toda na ilha pois o Theo já estava cansado de pedalar (estávamos com a nossa bike dupla onde eu pedalava na frente e ele ia atrás ajudando a pedalar e o Leo em outra bike com o Thomas na cadeirinha), então demos meia volta e retornamos pelo mesmo trajeto. Já era por volta de 5 horas da tarde quando chegamos novamente no centrinho da ilha, estacionamos as bikes e fomos almoçar/jantar no restaurante Pink Pony, o qual eu tinha lido bons reviews na internet. Este restaurante fica dentro de um hotel e o ambiente é antigo e meio vintage. Com relação a comida esta estava boa  mas nada diferente do padrão americano de ser. O kids-menu tinha as opções de sempre dos restaurantes (tender fingers, hamburguinho, grilled-cheese ou macarrão com queijo).

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Centrinho de Mackinac Island

Ao saírmos do restaurante a ilha já estava mais vazia e o tempo estava começando a esfriar. Pedalamos um pouco no outro sentindo mas logo voltamos para pegar o ferry de volta para Macknaw City. Na volta viemos na parte de dentro do ferry pois o vento estava desagradável na parte externa. O interior do ferry é bem grande com bastante assentos e as janelas grande permitem um boa vista lá de fora, e a esta hora, as luzes da Mackinac Bridge já estavam acesas!

Quando voltamos para Mackinaw City pedalamos de volta para o hotel para ai sim, fazer o nosso check-in. No começo da noite demos uma volta pela cidade, tomamos um sorvete e fomos até  beira do lago ver o sol se por na Mackinac Bridge. Agora no verão o dia começa a escurecer  por volta das 9 e meia da noite apenas, o que faz o dia render bastante!

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Por-do-sol na Mackinac Bridge! Lindo!

Na manhã seguinte passeamos pela cidade, fizemos algumas fotos e antes de virmos embora almoçamos no Nonna Lisa’s Restaurant que tem uma decoração bem bacana em estilo cabana com animais empalhados e lareira (o Thomas ficou um pouco assustado com os bichos) e a comida estava muito boa, fugindo um pouco do cardápio típico americano.

Mackinaw city também é uma gracinha de cidade com varias opções de hotéis, restaurantes e lojinhas e passagem obrigatória para quem vai sentido upper península. Vale a penas dedicar um dia para passear e conhecer a cidade.

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Uma das paradas obrigatórias em Mackinaw City. Este é um dos melhores pontos para se ver a Mackinac Bridge!

Espero que tenham gostado de conhecer mais um pedacinho de Michigan aqui no blog! Visitem o perfil do blog no Instagram (@morarmoseua), tem sempre fotos novas por lá!

Abraços

Juliana

Todos os textos e fotos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos e fotos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole.

Mais lugarzinhos de Michigan nos posts abaixo!

Fim de semana em Petoskey-MI

Upper Peninsula de Michigan

Praias de Michigan

Traverse City -MI

Conhecendo o Texas

 

Dallas- Texas

Aproveitamos o feriado da Páscoa para conhecer o estado do Texas. Escolhemos esse destino pois era um lugar que nós ainda não conhecíamos, é quente e queríamos aproveitar a viagem para reencontrar duas famílias de amigos que não víamos há muito tempo e que moram por lá.

 Quero deixar aqui registrado que a minha idéia de um Texas com uma paisagem mais árida  tipo os filmes de cowboys que agente vê na TV ou de um lugar mais rústico foi por água abaixo quando desembarcamos em Dallas. Paisagem muito verde, cidade com avenidas largas, limpa, muita construção nova! Estradas para todos os lados e muito viadutos ligando todos os lugares. Na verdade, nós  que moramos em Michigan é que estamos no interior rsrs.

Uptown Dallas

Tiramos um dia para passear por Dallas e conhecer um pouco a região.   Estacionamos o nosso carro no subsolo do Museu de Artes de Dallas e pagamos $10 para deixar o carro lá o dia inteiro. Bem frente ao Museu de Arte tem um parque muito legal chamado Klyde Warren Park para ir com as crianças pois tem um splash playground onde as crianças podem brincar e se molhar. O dia estava quente por volta de uns  24°C o que para nós de Michigan é calor, então os meninos se divertiram bastante no parque. Na hora em que chegamos estava tendo aula de ioga no gramado do parque e tinham bastante gente participando e também estavam chegando vários foods trucks. Neste parque mesmo pegamos o bondinho/trolley (de graça) para ir até a região da uptown que é onde se concentra vários restaurantes.  Estes bondes  antigos que foram restaurados, fazem um trajeto bem legal pela uptown de Dallas e você pode descer e subir em qualquer ponto de parada que estão sinalizados nas ruas por onde ele passa e além do mais você não precisa pegar o carro e pagar outro estacionamento.

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Klyde Warren Park

Paramos para almoçar em um restaurante chamado Bread Winners Café&Backery, o restaurante é bem bacana as tem várias opções de comidas, lanches e cafés. O que eu gostei nesse restaurante foi o pátio interno com bastante plantas e com luz natural que foi onde ficamos para almoçar, outra coisa que eu achei  interessante foi o kids menu na contra capa de um livro infantil e a única falha do restaurante foi ausência de trocador infantil nos banheiros. Como precisava trocar a fralda do Thomas perguntei para o garçom se tinha algum lugar que eu poderia trocar-lo e ele me encaminhou para uma sala que não estava sendo usada no momento no restaurante onde havia vários sofás onde pude trocar.

Bread Winners Cafe

Trolley de Dallas

Não consigo entender qual a dificuldade dos estabelecimentos em colocar trocador nos banheiros, é uma coisa tão simples! É só fixar na parede o trocador inclusive, no banheiro masculino, deveria ser obrigado por Lei a ter.

Depois de almoço caminhamos um pouco a pé pela região da Uptown de Dallas e  encontramos uma cafeteria de chocolate chamada Sablon Chocolate Lounge e como não resistimos a um chocolate entramos lá para uma sobremesa.

No dia seguinte fomos conhecer o Distrito histórico Fort Worth Stockyard. É um quarteirão da cidade que reproduz o Texas antigo com a estação ferroviária, área de rodeio, desfiles de boi restaurantes especializados em carnes e as lojas que vendem artigos de couro como  botas e os chapéus de caubóis. Almocamos no H3 Ranch, um restaurante com estilo bem texano e comemos uma costela muito boa! Foi um passeio bem legal e o mais próximo que cheguei daquele Texas que aparece em Filmes.

Fort Worth Stockyards

Em Dallas ficamos hospedados na casa de amigos, então não tenho indicação de hotel por lá. Seguimos viagem de Dallas sentido Houston com um pequeno desvio no caminho na cidade de Waco pois o Leo descobriu um lugar para fazer wakeboard de cabo (Cable Park) e como em Michigan não tem e só faz calor três meses por ano ele quiser aproveitar a viagem pra matar a saudade de fazer wakeboard. O lugar é bem legal tem uma boa estrutura e os meninos se divertiram. Almoçamos em Waco mesmo em um restaurante de rede chamado Texas Roadhouse, surpreendentemente a carne e os acompanhamento que pedimos estavam muito bons! (Depois de mais de três anos morando nos EUA não  esperamos muita coisa de restaurantes de rede).

Cable park em Waco

Chegamos em Houston  já a noite em baixo de chuva! Como estávamos bem cansados da viagem fomos direto para o hotel. Ficamos hospedados no Sheraton Houston Brookhollow pois como deixamos para fazer a reserva em cima da hora era o com valor mais em conta, ficava um pouco afastado do centro mas para nos não tinha problema. O  hotel era bom mas já está pedindo uma renovação principalmente dos banheiros. Também não tinha frigobar no quarto o que para quem viaja com crianças faz falta (enchemos o balde de gelo que tinha no quarto com gelo para conservar o iogurte que tínhamos com a gente).

 Na manhã seguinte, tomamos café da manha no hotel e fomos direto para o Space Center da NASA . Passamos o dia todo lá e é um passeio bem legal para se fazer com crianças, principalmente meninos que tem essa afinidade com astronautas, foguetes e o espaço. Nossa ideia era fazer um almoço mais tarde em alguma churrascaria brasileira em Houston, mas saímos muito tarde da NASA e tínhamos combinado de jantar na casa de uma amiga brasileira que mora em Houston, então seguimos direto para a casa dela. Foi ótimo reencontra-la e para tornar a visita melhor ainda os pais dela estavam lá de visita e eles são uma família muito querida por nós, mesmo sem nos ver há muitos anos! Para quem mora longe da família e doa amigos esses reencontros aquecem o coração!

Nasa Space Center

Nasa Space Center

 

Por dentro do Space Center

Saturno V

No dia seguinte os nossos planos de passear na parte da manhã pelo centro de Houston furaram pois estava chovendo e tínhamos que voltar dirigindo até Dallas (4 horas) para pegar o nosso voo de volta para Michigan. Antes de sairmos de Houstom paramos em uma padaria Mexicana chamada El Bolillo Bakery que vende todos os tipos de pães gostosos que você pode imaginar, inclusive pão francês! O único problema é que não tinha mesinhas lá dentro para comer, mas enchemos a nossa bandeja de gordices e fizemos pic-nic de café da manha no carro mesmo.

Nossa bandeija de pãezinhos do El bolillo

A viagem foi corrida mais super legal! Com certeza Houston pede mais dias de visita porém deu pra conhecer um lugar novo e reencontramos amigos queridos!! Gostamos muito do Texas e recomendamos viajar para lá sim! Dizem que Austin e Santo Antonio são muito legais também!

Blogs com dicas ótimas sobre o Texas:

Aprendiz de Viajante

Alo Houston!

Abraços

Juliana

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A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole.

Viagem de avião com um bebê

 Acabamos de chegar ao Brasil para as nossas férias de final de ano e esta foi a primeira viagem de avião do Thomas e já começamos com uma viagem longa de quase 11 horas!  Estava preocupada de como ele iria se comportar no avião e de como seria a nossa logística no aeroporto com malas, seat car para despachar, stroller, uma criança e um bebê. Li vários posts em diferentes blogs sobre viagem com bebês para ter uma idéia do que me esperava mas nada como vivenciar na prática!

O processo já se inicia na hora de reservar as passagens aéreas. Voamos pela Delta Airlines (única companhia aérea que tem vôo direto de Detroit para São Paulo). Crianças menores de 2 anos não precisam de assentos então para o Thomas só tivemos que pagar a taxa de embarque para ele viajar no colo. Pelo site não tem a opção de acrescentar o nome do bebê como passageiro, então depois que compramos os nossos bilhetes ligamos na Delta airlines com o número da nossa reserva e adicionamos o nome do Thomas como passageiro. Perguntamos também se tinha a possibilidade de reservar o bercinho (bassinet) para ele, mas recebemos a informação de que isso só poderia ser resolvido na hora do check-in pois teria que remanejar os  assentos. A principio havíamos conseguido reservar 3 assentos na fileira do meio na clásse econômica (pegamos os 2 assentos do corredor e um do meio, ficando um assento vago entre a gente na esperança de que ninguém fosse comprar aquele assento e assim ficaríamos com um assento vago para nós).

Para ter direito ao bercinho você tem que comprar os assentos que ficam de frente para a “parede” que separa as classes do avião pois só ali tem os ganchos necessários para prender  bercinho, porém quando fizemos as nossas reservas esses assentos já estavam ocupados. Cabe lembrar que o bercinho acomoda bebês de até 12 kilos.

Primeiro de tudo, viajar com um bebê requer toda uma preparação desde de antes de viajar com a montagem da mala de mão que vai com você no avião. É fralda, mamadeira, leite em pó, trocas de roupas, pomada para assadura, copinho de água, brinquedinho (não barulhento) para distrair a criança, papinha, babador, álcool em gel, trocador descartável e por aí vai.

No dia anterior da viagem verificamos os assentos no site da Delta e constatamos que a classe econômica estava lotada e o assento entre a gente na fileira do meio já havia sido ocupado. Vimos que na classe Confort plus havia uma fileira inteira do meio vazia (4 assentos) então optamos em fazer um upgrade para podermos viajar com mais conforto.

Ao chegarmos no aeroporto fomos informados que teríamos que solicitar o bercinho para a comissária de bordo dentro do avião e ela teria que conversar com as pessoas que estavam nos assentos de frente para a tal parede se  eles concordariam em trocar de lugar com a gente.

Depois de feito o Check-in, fomos passar pelo Rx. Este é um momento tumultuado para quem está com criança, principalmente com um bebê. É um tal de tirar sapato, casaco, celulares, computador … O Thomas estava no stroller, tivemos que pegá-lo no colo e colocar o carrinho dobrado para passar no RX. Me perguntaram se eu estava com mamadeira com água dentro e solicitaram para eu tirar as mamadeiras da mochila e colocá-las em uma bandeja em separado. Depois que elas passaram pelo RX um agente da polícia me avisou que levaria as mamadeiras para análise ali mesmo ao lado dos RX. Passei pelo RX com o Thomas no colo e pela primeira fez passei pelo teste de drogas. Eles passaram um papel específico na palma da minha mão e colocaram em uma máquina para análise, as pessoas são escolhidas aleatoriamente para este teste.

Passando pelo Rx foi hora de colocar sapato, pegar casaco, abrir  o stroller, colocar bebê no stroller, guardar as mamadeiras de novo na mochila e ficar de olho no filho mais velho para ele não se perder no meio dessa bagunça toda! Por sorte chegamos com antecedência para o vôo então não precisamos fazer tudo isso na correria e também não tinha muitas pessoas passando pelo Rx neste momento. Para quem tem bebês menores de 6 meses recomendo levarem o bebe no canguru ou sling, pois evita esse negócio de tira do carrinho, fecha carrinho, abre carrinho, coloca criança no carrinho. O Thomas está com quase 10 kilos então eu não aguento mais carregar ele por muito tempo no canguru por isso optamos em levá-lo no stroller.

Chegamos no nosso portão de embarque cedo então deu tempo de jantarmos  antes de embarcamos. Antes de embarcamos aproveitei para trocar a fralda do Thomas para ele entrar no avião com a fralda sequinha. Ele foi sentadinho no stroller até a porta do avião, lá colocamos o carrinho em uma sacola própria para ele para proteção (o mesmo tipo que usamos para despachar o car-seat).

Quando entramos no avião falamos com a  comissária de bordo se seria possível trocar de assento (três fileiras para frente) para conseguirmos pegar o berço. A fileira do meio em frente a “parede” do berço só tinha passageiros na ponta, as duas poltronas do centro estavam vazias. A aeromoça foi falar com os passageiros, explicou a situação e  por gentileza eles toparam em mudar de assento com conosco! Resultado: ficamos com quatro poltronas para nós mais o bercinho!

O bercinho só foi colocado no lugar depois que avião atingiu a altura de cruzeiro. Sobre o bercinho: o Thomas coube certinho no berço do avião (no momento ele esta com 10 kg) e ele conseguiu dormir algumas horas lá porém o bercinho tem suas desvantagens. Quando você coloca a criança no bercinho, por questão de segurança,  você tem que fechar uma tela por cima da criança, que fecha o berco todo, inclusive o rostinho dela, isso me deixou meio aflita pois a tela ficou a poucos centímetros do rostinho dele.  Outro problema: o Thomas está com 9 meses então ele se mexe muito enquanto dorme, principalmente os braços, então toda hora em que ele se mexia ele batia as mãozinhas na tela e chorava, daí eu tinha que pegar ele no colo. Outro ponto negativo: toda a vez em que a luz de apertar os cintos acende, você tem que tirar a criança do berço e segurá-la no seu colo, se o bebê está dormindo tem grande chance  dele acordar.

No nosso vôo, essa luz de apertar os cintos não apagava nunca mesmo o  vôo estando tranquilo sem turbulências ou trepidações. Depois que o bercinho foi instalado, fiquei um tempão com ele no colo e nada da luz apagar, ele dormiu e nada da luz apagar, venho o jantar e claro que ele acordou com aquela movimentação toda, acabou o jantar, todo mundo se ajeitou para assistir um filme ou dormir e nada da luz apagar, o Thomas dormiu de novo no meu colo e nada da luz apagar, foi ai que o comissário Gustavo (obrigada Gustavo do vôo DL53) teve a sensibilidade de ir falar comigo e dizer que iria pedir para o superior dele se ele autorizava apagar a luz de apertar os cintos. Cinco minutos depois a luz se apagou e finalmente consegui colocar o Thomas no bercinho.

Minha conclusão sobre o bercinho: Só vale a pena solicitar se o bebê for bem novinho, no máximo até uns 6 meses, mais do que isso, como foi o caso do Thomas, é muito trabalho para pouco uso.

Como ficamos com os 4 assentos do meio, eu vim em uma ponta, o Leo em outra e o Theo deitado nos dois bancos do meio. O Theo sempre amou viajar de avião, para ele é o máximo a hora do jantar, escolher filme e até ir naquele banheiro minúsculo. Por falar em banheiro, trocamos a fralda do Thomas duas vezes durante o vôo. Uma logo depois do jantar e outra um pouco antes do avião pousar. Pensei que ia ser mais complicado trocá-lo naquele banheiro minúsculo, mas não foi tão ruim, e o fato de eu ser pequena favoreceu. Montei 3  mini kits de troca de fraldas em um saquinho do tipo ziplock contendo 1 fralda, 1 trocador de papel descartável, pomada de assadura pequena, lenço umedecido embalagem pequena para viagem e uma troca de roupa, assim não precisei entrar no banheiro do avião com aquela mala enorme de bebê, foi só entrar com o ele e o saquinho ziplock.

Sobre comida para o bebê,  li que se você solicitar na reserva a companhia aérea disponibiliza comida para bebê, mas preferi levar a comida dele. Levei quatro mamadeiras e leite em pó suficiente para preparar 6 mamadeiras. Sei que foi meio exagerado, mas é melhor pecar pelo excesso do que pela falta.

No final ele mamou 3 mamadeiras ( uma antes de embarcar, outra antes de dormir e a última na hora do café da manhã do avião que foi a hora em que ele acordou). Não sou muito a favor de papinhas prontas mas neste caso levei papinha orgânica pronta em embalagem do tipo bisnaga pois daí não precisa de colherzinha para comer , mas no final ele acabou comendo um pouco da nossa comida na hora do jantar e não quis comer a papinha, ficou só na base do leite mesmo durante a viagem.

Mesmo sem ter conseguido dormir direito desta vez, o vôo foi tranquilo, sem turbulência e com decolagem e pouso bem suaves. Fiquei preocupada do Thomas sentir dor de ouvido por causa da pressurização da cabine mas ele não demonstrou ter sentido nada. Como ele não chupa chupeta ofereci água durante a decolagem e o pouso.

Ao descermos da aeronave tivemos que esperar pelo carrinho dele, então fomos praticamente os últimos a passar pela imigração. Como o Thomas só tem o passaporte americano com visto brasileiro (ainda não fiz o registro dele como brasileiro no Consulado geral do Brasil em Chicago, portanto ele ainda não tem passaporte brasileiro – depois em outro post eu explico o motivo), perguntei para uma funcionária se eu deveria passar com ele na fila de estrangeiros, mas como ele é bebê ela nos encaminhou para a fila de atendimento preferencial. A grande diferença aqui é que junto com o passaporte americano do Thomas tive que apresentar o formulário branco de entrada e saída para estrangeiros que os comissários de bordo entregam dentro do avião. A agente da imigração carimbou tanto o passaporte dele quanto o formulário branco o qual deve ser entregue quando ele deixar o país. Americanos com visto brasileiro de turista podem ficar no Brasil por no máximo 90 dias ou até a data que o agente carimbou no passaporte. Mamães sempre fiquem atentas se o passaporte americano das crianças foram carimbados para evitar problemas futuros com a imigração brasileira.

Depois de todo esse processo fomos pegar as malas.  Estávamos com 4 malas grandes, 2 malas pequenas de mão, mala do bebe, mala de mão do nosso filho mais velho com brinquedos e muda de roupa caso fosse necessário, o car seat para por no carro e o carrinho do bebe. Precisamos de 2 carrinhos para levar as bagagens. Eu levei um, o maridão outro e o Theo foi empurrando o Thomas no stroller. Fiquei só imaginando uma mãe ou pai viajando sozinhos com os filhos, deve ser uma loucura!

Depois de todo esse processo foi só correr para i abraço dos avós que estavam nos esperando no desembarque!!

Agora vamos curtir as nossas férias com a família aqui nesse calorão do Brasil pois quando voltarmos para Michigan vai estar a maior friaca!

 

Abracos

Juliana

 

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