Viagem de avião com um bebê

 Acabamos de chegar ao Brasil para as nossas férias de final de ano e esta foi a primeira viagem de avião do Thomas e já começamos com uma viagem longa de quase 11 horas!  Estava preocupada de como ele iria se comportar no avião e de como seria a nossa logística no aeroporto com malas, seat car para despachar, stroller, uma criança e um bebê. Li vários posts em diferentes blogs sobre viagem com bebês para ter uma idéia do que me esperava mas nada como vivenciar na prática!

O processo já se inicia na hora de reservar as passagens aéreas. Voamos pela Delta Airlines (única companhia aérea que tem vôo direto de Detroit para São Paulo). Crianças menores de 2 anos não precisam de assentos então para o Thomas só tivemos que pagar a taxa de embarque para ele viajar no colo. Pelo site não tem a opção de acrescentar o nome do bebê como passageiro, então depois que compramos os nossos bilhetes ligamos na Delta airlines com o número da nossa reserva e adicionamos o nome do Thomas como passageiro. Perguntamos também se tinha a possibilidade de reservar o bercinho (bassinet) para ele, mas recebemos a informação de que isso só poderia ser resolvido na hora do check-in pois teria que remanejar os  assentos. A principio havíamos conseguido reservar 3 assentos na fileira do meio na clásse econômica (pegamos os 2 assentos do corredor e um do meio, ficando um assento vago entre a gente na esperança de que ninguém fosse comprar aquele assento e assim ficaríamos com um assento vago para nós).

Para ter direito ao bercinho você tem que comprar os assentos que ficam de frente para a “parede” que separa as classes do avião pois só ali tem os ganchos necessários para prender  bercinho, porém quando fizemos as nossas reservas esses assentos já estavam ocupados. Cabe lembrar que o bercinho acomoda bebês de até 12 kilos.

Primeiro de tudo, viajar com um bebê requer toda uma preparação desde de antes de viajar com a montagem da mala de mão que vai com você no avião. É fralda, mamadeira, leite em pó, trocas de roupas, pomada para assadura, copinho de água, brinquedinho (não barulhento) para distrair a criança, papinha, babador, álcool em gel, trocador descartável e por aí vai.

No dia anterior da viagem verificamos os assentos no site da Delta e constatamos que a classe econômica estava lotada e o assento entre a gente na fileira do meio já havia sido ocupado. Vimos que na classe Confort plus havia uma fileira inteira do meio vazia (4 assentos) então optamos em fazer um upgrade para podermos viajar com mais conforto.

Ao chegarmos no aeroporto fomos informados que teríamos que solicitar o bercinho para a comissária de bordo dentro do avião e ela teria que conversar com as pessoas que estavam nos assentos de frente para a tal parede se  eles concordariam em trocar de lugar com a gente.

Depois de feito o Check-in, fomos passar pelo Rx. Este é um momento tumultuado para quem está com criança, principalmente com um bebê. É um tal de tirar sapato, casaco, celulares, computador … O Thomas estava no stroller, tivemos que pegá-lo no colo e colocar o carrinho dobrado para passar no RX. Me perguntaram se eu estava com mamadeira com água dentro e solicitaram para eu tirar as mamadeiras da mochila e colocá-las em uma bandeja em separado. Depois que elas passaram pelo RX um agente da polícia me avisou que levaria as mamadeiras para análise ali mesmo ao lado dos RX. Passei pelo RX com o Thomas no colo e pela primeira fez passei pelo teste de drogas. Eles passaram um papel específico na palma da minha mão e colocaram em uma máquina para análise, as pessoas são escolhidas aleatoriamente para este teste.

Passando pelo Rx foi hora de colocar sapato, pegar casaco, abrir  o stroller, colocar bebê no stroller, guardar as mamadeiras de novo na mochila e ficar de olho no filho mais velho para ele não se perder no meio dessa bagunça toda! Por sorte chegamos com antecedência para o vôo então não precisamos fazer tudo isso na correria e também não tinha muitas pessoas passando pelo Rx neste momento. Para quem tem bebês menores de 6 meses recomendo levarem o bebe no canguru ou sling, pois evita esse negócio de tira do carrinho, fecha carrinho, abre carrinho, coloca criança no carrinho. O Thomas está com quase 10 kilos então eu não aguento mais carregar ele por muito tempo no canguru por isso optamos em levá-lo no stroller.

Chegamos no nosso portão de embarque cedo então deu tempo de jantarmos  antes de embarcamos. Antes de embarcamos aproveitei para trocar a fralda do Thomas para ele entrar no avião com a fralda sequinha. Ele foi sentadinho no stroller até a porta do avião, lá colocamos o carrinho em uma sacola própria para ele para proteção (o mesmo tipo que usamos para despachar o car-seat).

Quando entramos no avião falamos com a  comissária de bordo se seria possível trocar de assento (três fileiras para frente) para conseguirmos pegar o berço. A fileira do meio em frente a “parede” do berço só tinha passageiros na ponta, as duas poltronas do centro estavam vazias. A aeromoça foi falar com os passageiros, explicou a situação e  por gentileza eles toparam em mudar de assento com conosco! Resultado: ficamos com quatro poltronas para nós mais o bercinho!

O bercinho só foi colocado no lugar depois que avião atingiu a altura de cruzeiro. Sobre o bercinho: o Thomas coube certinho no berço do avião (no momento ele esta com 10 kg) e ele conseguiu dormir algumas horas lá porém o bercinho tem suas desvantagens. Quando você coloca a criança no bercinho, por questão de segurança,  você tem que fechar uma tela por cima da criança, que fecha o berco todo, inclusive o rostinho dela, isso me deixou meio aflita pois a tela ficou a poucos centímetros do rostinho dele.  Outro problema: o Thomas está com 9 meses então ele se mexe muito enquanto dorme, principalmente os braços, então toda hora em que ele se mexia ele batia as mãozinhas na tela e chorava, daí eu tinha que pegar ele no colo. Outro ponto negativo: toda a vez em que a luz de apertar os cintos acende, você tem que tirar a criança do berço e segurá-la no seu colo, se o bebê está dormindo tem grande chance  dele acordar.

No nosso vôo, essa luz de apertar os cintos não apagava nunca mesmo o  vôo estando tranquilo sem turbulências ou trepidações. Depois que o bercinho foi instalado, fiquei um tempão com ele no colo e nada da luz apagar, ele dormiu e nada da luz apagar, venho o jantar e claro que ele acordou com aquela movimentação toda, acabou o jantar, todo mundo se ajeitou para assistir um filme ou dormir e nada da luz apagar, o Thomas dormiu de novo no meu colo e nada da luz apagar, foi ai que o comissário Gustavo (obrigada Gustavo do vôo DL53) teve a sensibilidade de ir falar comigo e dizer que iria pedir para o superior dele se ele autorizava apagar a luz de apertar os cintos. Cinco minutos depois a luz se apagou e finalmente consegui colocar o Thomas no bercinho.

Minha conclusão sobre o bercinho: Só vale a pena solicitar se o bebê for bem novinho, no máximo até uns 6 meses, mais do que isso, como foi o caso do Thomas, é muito trabalho para pouco uso.

Como ficamos com os 4 assentos do meio, eu vim em uma ponta, o Leo em outra e o Theo deitado nos dois bancos do meio. O Theo sempre amou viajar de avião, para ele é o máximo a hora do jantar, escolher filme e até ir naquele banheiro minúsculo. Por falar em banheiro, trocamos a fralda do Thomas duas vezes durante o vôo. Uma logo depois do jantar e outra um pouco antes do avião pousar. Pensei que ia ser mais complicado trocá-lo naquele banheiro minúsculo, mas não foi tão ruim, e o fato de eu ser pequena favoreceu. Montei 3  mini kits de troca de fraldas em um saquinho do tipo ziplock contendo 1 fralda, 1 trocador de papel descartável, pomada de assadura pequena, lenço umedecido embalagem pequena para viagem e uma troca de roupa, assim não precisei entrar no banheiro do avião com aquela mala enorme de bebê, foi só entrar com o ele e o saquinho ziplock.

Sobre comida para o bebê,  li que se você solicitar na reserva a companhia aérea disponibiliza comida para bebê, mas preferi levar a comida dele. Levei quatro mamadeiras e leite em pó suficiente para preparar 6 mamadeiras. Sei que foi meio exagerado, mas é melhor pecar pelo excesso do que pela falta.

No final ele mamou 3 mamadeiras ( uma antes de embarcar, outra antes de dormir e a última na hora do café da manhã do avião que foi a hora em que ele acordou). Não sou muito a favor de papinhas prontas mas neste caso levei papinha orgânica pronta em embalagem do tipo bisnaga pois daí não precisa de colherzinha para comer , mas no final ele acabou comendo um pouco da nossa comida na hora do jantar e não quis comer a papinha, ficou só na base do leite mesmo durante a viagem.

Mesmo sem ter conseguido dormir direito desta vez, o vôo foi tranquilo, sem turbulência e com decolagem e pouso bem suaves. Fiquei preocupada do Thomas sentir dor de ouvido por causa da pressurização da cabine mas ele não demonstrou ter sentido nada. Como ele não chupa chupeta ofereci água durante a decolagem e o pouso.

Ao descermos da aeronave tivemos que esperar pelo carrinho dele, então fomos praticamente os últimos a passar pela imigração. Como o Thomas só tem o passaporte americano com visto brasileiro (ainda não fiz o registro dele como brasileiro no Consulado geral do Brasil em Chicago, portanto ele ainda não tem passaporte brasileiro – depois em outro post eu explico o motivo), perguntei para uma funcionária se eu deveria passar com ele na fila de estrangeiros, mas como ele é bebê ela nos encaminhou para a fila de atendimento preferencial. A grande diferença aqui é que junto com o passaporte americano do Thomas tive que apresentar o formulário branco de entrada e saída para estrangeiros que os comissários de bordo entregam dentro do avião. A agente da imigração carimbou tanto o passaporte dele quanto o formulário branco o qual deve ser entregue quando ele deixar o país. Americanos com visto brasileiro de turista podem ficar no Brasil por no máximo 90 dias ou até a data que o agente carimbou no passaporte. Mamães sempre fiquem atentas se o passaporte americano das crianças foram carimbados para evitar problemas futuros com a imigração brasileira.

Depois de todo esse processo fomos pegar as malas.  Estávamos com 4 malas grandes, 2 malas pequenas de mão, mala do bebe, mala de mão do nosso filho mais velho com brinquedos e muda de roupa caso fosse necessário, o car seat para por no carro e o carrinho do bebe. Precisamos de 2 carrinhos para levar as bagagens. Eu levei um, o maridão outro e o Theo foi empurrando o Thomas no stroller. Fiquei só imaginando uma mãe ou pai viajando sozinhos com os filhos, deve ser uma loucura!

Depois de todo esse processo foi só correr para i abraço dos avós que estavam nos esperando no desembarque!!

Agora vamos curtir as nossas férias com a família aqui nesse calorão do Brasil pois quando voltarmos para Michigan vai estar a maior friaca!

 

Abracos

Juliana

 

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole.

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3 ideias sobre “Viagem de avião com um bebê

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