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Warren Sand Dunes State Park – Michigan

Nosso cantinho no camping (foto @morarnoseua)

 Na semana passada abrimos a nossa temporada de camping aqui em Michigan! Já escrevi aqui no blog que gostamos bastante de acampar, principalmente porque aqui a infraestrutura dos campings são muitos boas, o ambiente é bem família (bebidas alcoólicas são proibidas dentro dos states parks), as crianças adoram e a gente sai completamente da rotina. Dá um trabalho danado sim, pois com criança a gente tem que levar praticamente a casa no bagageiro do carro, mas mesmo assim vale muito a pena e é a maneira mais econômica para curtir o verão de Michigan.

Warren Sand Dunes State Park (foto @morarnoseua)

Este nosso primeiro camping foi em lugar que ainda não conhecíamos e que nos surpreendeu muito! Ficamos no Warren Sand Dunes State Park, que fica localizado ao sul da costa oeste do estado de Michigan. O lugar é lindo e fica bem as margens do lago Michigan que é praticamente um mar de água doce. Este State park fica a 2 horas e 50 minutos de onde moramos e fomos para passar apenas o final de semana, mas para acampar compensa mesmo ficar pelo menos duas diárias. O ideal é entrar na sexta e sair no domingo. Muitos campgrounds nem aceitam reservas inferiores a duas noites.

Warren Sand Dunes State Park (foto @morarnoseua)

Na área da praia tem um bolsão de estacionamento bem grande  com área de apoio com banheiros limpos (tem trocador para bebes) e ducha externa para tirar a areia. Tem também dois quiosques  de praia (coisa rara aqui em Michigan) que vendem sorvete, hot-dog e guloseimas. Ainda na área do estacionamento, haviam dois food trucks vendendo tacos e hamburger, mas não sei se eles estão sempre lá.

Warren Sand Dunes State Park (foto @morarnoseua)

Chegamos no sábado e o tempo estava muito bom, com sol mas não tão calor. A praia tem faixa de areia grande, a areia é fina com algumas pedras e água cristalina (e gelada claro!). Mesmo com o vento, que acaba formando ondas no lago, as crianças se divertiram muito e passamos a tarde toda na praia! Outro atrativo dessa praia são dunas  que se formam e dá para subir no topo delas para apreciar a vista lá de cima. O por-do-sol visto de lá deve ser lindo, mas como agora est escurecendo tarde por aqui (o por-do-sol é por volta das nove e meia da noite) voltamos para a área do campground antes de começar a escurecer.

A área de camping fica localizada em uma área bem arborizada desse state park. Logo que você chega você tem que estacionar o carro e fazer a sua registration no office logo na entrada (nesta época do ano os campings lotam, então você já tem que ter a sua reserva feita online). A recepcionista irá verificar a sua reserva, solicitar a placa do veículo (tem que ter o recreation passport dos states parks), te passar algumas informações básicas e te entregar um papel que tem que ficar no seu carro, pois só pode entrar na área do campground quem esta hospedado lá dentro (visitantes que vem apenas para passar o dia na praia não podem entrar na área do camping, o que torna acampar por aqui ainda mais seguro).

Warren Sand Dunes State Park (foto @morarnoseua)

A  insfrestrurada era ótima com banheiros femininos e masculinos espaçosos, área de ducha para tomar banho individuais e separada dos banheiros, o que é ótimo para dar banho nas crianças. A água é quente e com bastante pressão. Logo na entrada do campground tem uma lojinha de conveniência que vende além de bugigangas lenha e gelo.  Todos os sites (que é o espaço reservado para você montar a sua barraca) tem mesa de pic-nic, fire-pit e ponto de energia elétrica, porém torneira com água potável apenas em alguns pontos. A parte ruim é que não tinha área de pia comunitária para lavar a louça suja e por motivos óbvios não se pode lavar louça suja de comida nas torneiras disponíveis, então a dica é levar tudo o mais descartável possível e bastante papel toalha para poder dar aquela limpada nas panelinhas e frigideiras.

Sempre quando reservamos o nosso espaço no camping gosto de ficar próxima (mas não do lado) da área dos banheiros por causa das crianças e nesse também tinha um playground pertinho da gente, além de uma área com uma tenda e um motorhome chamada “host-spot”, onde tinha vários livros para crianças e adultos emprestarem para ler durante a sua estadia no camping, além de livros para doação. No sábado de manhã também estavam servindo café por lá.

Para quem gosta de fazer trilhas, tem diversas trilhas pelo state park e deve ser muito legal faze-las, mas com crianças pequenas não arriscamos. Como área do camping não fica perto da praia, fomos de carro até lá (aproximadamente uma milha), mas quem curte uma aventura da para ir pelas trilhas pelas dunas.

No domingo, a idéia era levantar acampamento e passear pela regiáo de St Joseph que ainda não conhecemos, mas optamos em voltar para a praia do parque  e curtir a companhia dos amigos que estavam  no acampamento conosco. Devido a chuva forte que caiu durante a madrugada, a cor da água da praia não estava mais tão azul, porém estava menos gelada e tinha bastante pedrinhas  na areia, mas o sol saiu ficamos por lá até as 4 horas da tarde, antes de voltarmos para casa. As crianças aproveitaram muito!

Como já falei em post anterior, para fazer as reservas nos campings dos parques estaduais é só você entrar no site do DNR, super simples e fácil. Em alguns campings privados dá para reservar pelo site já em outros tem que ligar no local.

Tem muitas pessoas entrando em contato pelo instagram (@morarnoseua) pedindo dicas de viagens durante o verão aqui em Michigan. Como temos mais quatro campings reservados para este verão, pretendo compartilhar aqui com vocês a nossa experiência em cada um deles e deixar várias dicas! A primeira delas é que se você pretende acampar neste verão, corre para fazer a sua reserva pois já está praticamente tudo lotado, principalmente os campings dos States Parks, mas ainda é possível encontrar disponibilidades nos campings privados.

Abaixo segue links para os posts que já escrevi sobre acampar nos EUA.

Como é acampar nos EUA

Praias de Michigan

Silver Lake and Grand Haven

Abraços

Juliana Fontes

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog (citar a fonte) mas não copie e cole.

 

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Conhecendo o Texas

 

Dallas- Texas

Aproveitamos o feriado da Páscoa para conhecer o estado do Texas. Escolhemos esse destino pois era um lugar que nós ainda não conhecíamos, é quente e queríamos aproveitar a viagem para reencontrar duas famílias de amigos que não víamos há muito tempo e que moram por lá.

 Quero deixar aqui registrado que a minha idéia de um Texas com uma paisagem mais árida  tipo os filmes de cowboys que agente vê na TV ou de um lugar mais rústico foi por água abaixo quando desembarcamos em Dallas. Paisagem muito verde, cidade com avenidas largas, limpa, muita construção nova! Estradas para todos os lados e muito viadutos ligando todos os lugares. Na verdade, nós  que moramos em Michigan é que estamos no interior rsrs.

Uptown Dallas

Tiramos um dia para passear por Dallas e conhecer um pouco a região.   Estacionamos o nosso carro no subsolo do Museu de Artes de Dallas e pagamos $10 para deixar o carro lá o dia inteiro. Bem frente ao Museu de Arte tem um parque muito legal chamado Klyde Warren Park para ir com as crianças pois tem um splash playground onde as crianças podem brincar e se molhar. O dia estava quente por volta de uns  24°C o que para nós de Michigan é calor, então os meninos se divertiram bastante no parque. Na hora em que chegamos estava tendo aula de ioga no gramado do parque e tinham bastante gente participando e também estavam chegando vários foods trucks. Neste parque mesmo pegamos o bondinho/trolley (de graça) para ir até a região da uptown que é onde se concentra vários restaurantes.  Estes bondes  antigos que foram restaurados, fazem um trajeto bem legal pela uptown de Dallas e você pode descer e subir em qualquer ponto de parada que estão sinalizados nas ruas por onde ele passa e além do mais você não precisa pegar o carro e pagar outro estacionamento.

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Klyde Warren Park

Paramos para almoçar em um restaurante chamado Bread Winners Café&Backery, o restaurante é bem bacana as tem várias opções de comidas, lanches e cafés. O que eu gostei nesse restaurante foi o pátio interno com bastante plantas e com luz natural que foi onde ficamos para almoçar, outra coisa que eu achei  interessante foi o kids menu na contra capa de um livro infantil e a única falha do restaurante foi ausência de trocador infantil nos banheiros. Como precisava trocar a fralda do Thomas perguntei para o garçom se tinha algum lugar que eu poderia trocar-lo e ele me encaminhou para uma sala que não estava sendo usada no momento no restaurante onde havia vários sofás onde pude trocar.

Bread Winners Cafe

Trolley de Dallas

Não consigo entender qual a dificuldade dos estabelecimentos em colocar trocador nos banheiros, é uma coisa tão simples! É só fixar na parede o trocador inclusive, no banheiro masculino, deveria ser obrigado por Lei a ter.

Depois de almoço caminhamos um pouco a pé pela região da Uptown de Dallas e  encontramos uma cafeteria de chocolate chamada Sablon Chocolate Lounge e como não resistimos a um chocolate entramos lá para uma sobremesa.

No dia seguinte fomos conhecer o Distrito histórico Fort Worth Stockyard. É um quarteirão da cidade que reproduz o Texas antigo com a estação ferroviária, área de rodeio, desfiles de boi restaurantes especializados em carnes e as lojas que vendem artigos de couro como  botas e os chapéus de caubóis. Almocamos no H3 Ranch, um restaurante com estilo bem texano e comemos uma costela muito boa! Foi um passeio bem legal e o mais próximo que cheguei daquele Texas que aparece em Filmes.

Fort Worth Stockyards

Em Dallas ficamos hospedados na casa de amigos, então não tenho indicação de hotel por lá. Seguimos viagem de Dallas sentido Houston com um pequeno desvio no caminho na cidade de Waco pois o Leo descobriu um lugar para fazer wakeboard de cabo (Cable Park) e como em Michigan não tem e só faz calor três meses por ano ele quiser aproveitar a viagem pra matar a saudade de fazer wakeboard. O lugar é bem legal tem uma boa estrutura e os meninos se divertiram. Almoçamos em Waco mesmo em um restaurante de rede chamado Texas Roadhouse, surpreendentemente a carne e os acompanhamento que pedimos estavam muito bons! (Depois de mais de três anos morando nos EUA não  esperamos muita coisa de restaurantes de rede).

Cable park em Waco

Chegamos em Houston  já a noite em baixo de chuva! Como estávamos bem cansados da viagem fomos direto para o hotel. Ficamos hospedados no Sheraton Houston Brookhollow pois como deixamos para fazer a reserva em cima da hora era o com valor mais em conta, ficava um pouco afastado do centro mas para nos não tinha problema. O  hotel era bom mas já está pedindo uma renovação principalmente dos banheiros. Também não tinha frigobar no quarto o que para quem viaja com crianças faz falta (enchemos o balde de gelo que tinha no quarto com gelo para conservar o iogurte que tínhamos com a gente).

 Na manhã seguinte, tomamos café da manha no hotel e fomos direto para o Space Center da NASA . Passamos o dia todo lá e é um passeio bem legal para se fazer com crianças, principalmente meninos que tem essa afinidade com astronautas, foguetes e o espaço. Nossa ideia era fazer um almoço mais tarde em alguma churrascaria brasileira em Houston, mas saímos muito tarde da NASA e tínhamos combinado de jantar na casa de uma amiga brasileira que mora em Houston, então seguimos direto para a casa dela. Foi ótimo reencontra-la e para tornar a visita melhor ainda os pais dela estavam lá de visita e eles são uma família muito querida por nós, mesmo sem nos ver há muitos anos! Para quem mora longe da família e doa amigos esses reencontros aquecem o coração!

Nasa Space Center

Nasa Space Center

 

Por dentro do Space Center

Saturno V

No dia seguinte os nossos planos de passear na parte da manhã pelo centro de Houston furaram pois estava chovendo e tínhamos que voltar dirigindo até Dallas (4 horas) para pegar o nosso voo de volta para Michigan. Antes de sairmos de Houstom paramos em uma padaria Mexicana chamada El Bolillo Bakery que vende todos os tipos de pães gostosos que você pode imaginar, inclusive pão francês! O único problema é que não tinha mesinhas lá dentro para comer, mas enchemos a nossa bandeja de gordices e fizemos pic-nic de café da manha no carro mesmo.

Nossa bandeija de pãezinhos do El bolillo

A viagem foi corrida mais super legal! Com certeza Houston pede mais dias de visita porém deu pra conhecer um lugar novo e reencontramos amigos queridos!! Gostamos muito do Texas e recomendamos viajar para lá sim! Dizem que Austin e Santo Antonio são muito legais também!

Blogs com dicas ótimas sobre o Texas:

Aprendiz de Viajante

Alo Houston!

Abraços

Juliana

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Viagem de avião com um bebê

 Acabamos de chegar ao Brasil para as nossas férias de final de ano e esta foi a primeira viagem de avião do Thomas e já começamos com uma viagem longa de quase 11 horas!  Estava preocupada de como ele iria se comportar no avião e de como seria a nossa logística no aeroporto com malas, seat car para despachar, stroller, uma criança e um bebê. Li vários posts em diferentes blogs sobre viagem com bebês para ter uma idéia do que me esperava mas nada como vivenciar na prática!

O processo já se inicia na hora de reservar as passagens aéreas. Voamos pela Delta Airlines (única companhia aérea que tem vôo direto de Detroit para São Paulo). Crianças menores de 2 anos não precisam de assentos então para o Thomas só tivemos que pagar a taxa de embarque para ele viajar no colo. Pelo site não tem a opção de acrescentar o nome do bebê como passageiro, então depois que compramos os nossos bilhetes ligamos na Delta airlines com o número da nossa reserva e adicionamos o nome do Thomas como passageiro. Perguntamos também se tinha a possibilidade de reservar o bercinho (bassinet) para ele, mas recebemos a informação de que isso só poderia ser resolvido na hora do check-in pois teria que remanejar os  assentos. A principio havíamos conseguido reservar 3 assentos na fileira do meio na clásse econômica (pegamos os 2 assentos do corredor e um do meio, ficando um assento vago entre a gente na esperança de que ninguém fosse comprar aquele assento e assim ficaríamos com um assento vago para nós).

Para ter direito ao bercinho você tem que comprar os assentos que ficam de frente para a “parede” que separa as classes do avião pois só ali tem os ganchos necessários para prender  bercinho, porém quando fizemos as nossas reservas esses assentos já estavam ocupados. Cabe lembrar que o bercinho acomoda bebês de até 12 kilos.

Primeiro de tudo, viajar com um bebê requer toda uma preparação desde de antes de viajar com a montagem da mala de mão que vai com você no avião. É fralda, mamadeira, leite em pó, trocas de roupas, pomada para assadura, copinho de água, brinquedinho (não barulhento) para distrair a criança, papinha, babador, álcool em gel, trocador descartável e por aí vai.

No dia anterior da viagem verificamos os assentos no site da Delta e constatamos que a classe econômica estava lotada e o assento entre a gente na fileira do meio já havia sido ocupado. Vimos que na classe Confort plus havia uma fileira inteira do meio vazia (4 assentos) então optamos em fazer um upgrade para podermos viajar com mais conforto.

Ao chegarmos no aeroporto fomos informados que teríamos que solicitar o bercinho para a comissária de bordo dentro do avião e ela teria que conversar com as pessoas que estavam nos assentos de frente para a tal parede se  eles concordariam em trocar de lugar com a gente.

Depois de feito o Check-in, fomos passar pelo Rx. Este é um momento tumultuado para quem está com criança, principalmente com um bebê. É um tal de tirar sapato, casaco, celulares, computador … O Thomas estava no stroller, tivemos que pegá-lo no colo e colocar o carrinho dobrado para passar no RX. Me perguntaram se eu estava com mamadeira com água dentro e solicitaram para eu tirar as mamadeiras da mochila e colocá-las em uma bandeja em separado. Depois que elas passaram pelo RX um agente da polícia me avisou que levaria as mamadeiras para análise ali mesmo ao lado dos RX. Passei pelo RX com o Thomas no colo e pela primeira fez passei pelo teste de drogas. Eles passaram um papel específico na palma da minha mão e colocaram em uma máquina para análise, as pessoas são escolhidas aleatoriamente para este teste.

Passando pelo Rx foi hora de colocar sapato, pegar casaco, abrir  o stroller, colocar bebê no stroller, guardar as mamadeiras de novo na mochila e ficar de olho no filho mais velho para ele não se perder no meio dessa bagunça toda! Por sorte chegamos com antecedência para o vôo então não precisamos fazer tudo isso na correria e também não tinha muitas pessoas passando pelo Rx neste momento. Para quem tem bebês menores de 6 meses recomendo levarem o bebe no canguru ou sling, pois evita esse negócio de tira do carrinho, fecha carrinho, abre carrinho, coloca criança no carrinho. O Thomas está com quase 10 kilos então eu não aguento mais carregar ele por muito tempo no canguru por isso optamos em levá-lo no stroller.

Chegamos no nosso portão de embarque cedo então deu tempo de jantarmos  antes de embarcamos. Antes de embarcamos aproveitei para trocar a fralda do Thomas para ele entrar no avião com a fralda sequinha. Ele foi sentadinho no stroller até a porta do avião, lá colocamos o carrinho em uma sacola própria para ele para proteção (o mesmo tipo que usamos para despachar o car-seat).

Quando entramos no avião falamos com a  comissária de bordo se seria possível trocar de assento (três fileiras para frente) para conseguirmos pegar o berço. A fileira do meio em frente a “parede” do berço só tinha passageiros na ponta, as duas poltronas do centro estavam vazias. A aeromoça foi falar com os passageiros, explicou a situação e  por gentileza eles toparam em mudar de assento com conosco! Resultado: ficamos com quatro poltronas para nós mais o bercinho!

O bercinho só foi colocado no lugar depois que avião atingiu a altura de cruzeiro. Sobre o bercinho: o Thomas coube certinho no berço do avião (no momento ele esta com 10 kg) e ele conseguiu dormir algumas horas lá porém o bercinho tem suas desvantagens. Quando você coloca a criança no bercinho, por questão de segurança,  você tem que fechar uma tela por cima da criança, que fecha o berco todo, inclusive o rostinho dela, isso me deixou meio aflita pois a tela ficou a poucos centímetros do rostinho dele.  Outro problema: o Thomas está com 9 meses então ele se mexe muito enquanto dorme, principalmente os braços, então toda hora em que ele se mexia ele batia as mãozinhas na tela e chorava, daí eu tinha que pegar ele no colo. Outro ponto negativo: toda a vez em que a luz de apertar os cintos acende, você tem que tirar a criança do berço e segurá-la no seu colo, se o bebê está dormindo tem grande chance  dele acordar.

No nosso vôo, essa luz de apertar os cintos não apagava nunca mesmo o  vôo estando tranquilo sem turbulências ou trepidações. Depois que o bercinho foi instalado, fiquei um tempão com ele no colo e nada da luz apagar, ele dormiu e nada da luz apagar, venho o jantar e claro que ele acordou com aquela movimentação toda, acabou o jantar, todo mundo se ajeitou para assistir um filme ou dormir e nada da luz apagar, o Thomas dormiu de novo no meu colo e nada da luz apagar, foi ai que o comissário Gustavo (obrigada Gustavo do vôo DL53) teve a sensibilidade de ir falar comigo e dizer que iria pedir para o superior dele se ele autorizava apagar a luz de apertar os cintos. Cinco minutos depois a luz se apagou e finalmente consegui colocar o Thomas no bercinho.

Minha conclusão sobre o bercinho: Só vale a pena solicitar se o bebê for bem novinho, no máximo até uns 6 meses, mais do que isso, como foi o caso do Thomas, é muito trabalho para pouco uso.

Como ficamos com os 4 assentos do meio, eu vim em uma ponta, o Leo em outra e o Theo deitado nos dois bancos do meio. O Theo sempre amou viajar de avião, para ele é o máximo a hora do jantar, escolher filme e até ir naquele banheiro minúsculo. Por falar em banheiro, trocamos a fralda do Thomas duas vezes durante o vôo. Uma logo depois do jantar e outra um pouco antes do avião pousar. Pensei que ia ser mais complicado trocá-lo naquele banheiro minúsculo, mas não foi tão ruim, e o fato de eu ser pequena favoreceu. Montei 3  mini kits de troca de fraldas em um saquinho do tipo ziplock contendo 1 fralda, 1 trocador de papel descartável, pomada de assadura pequena, lenço umedecido embalagem pequena para viagem e uma troca de roupa, assim não precisei entrar no banheiro do avião com aquela mala enorme de bebê, foi só entrar com o ele e o saquinho ziplock.

Sobre comida para o bebê,  li que se você solicitar na reserva a companhia aérea disponibiliza comida para bebê, mas preferi levar a comida dele. Levei quatro mamadeiras e leite em pó suficiente para preparar 6 mamadeiras. Sei que foi meio exagerado, mas é melhor pecar pelo excesso do que pela falta.

No final ele mamou 3 mamadeiras ( uma antes de embarcar, outra antes de dormir e a última na hora do café da manhã do avião que foi a hora em que ele acordou). Não sou muito a favor de papinhas prontas mas neste caso levei papinha orgânica pronta em embalagem do tipo bisnaga pois daí não precisa de colherzinha para comer , mas no final ele acabou comendo um pouco da nossa comida na hora do jantar e não quis comer a papinha, ficou só na base do leite mesmo durante a viagem.

Mesmo sem ter conseguido dormir direito desta vez, o vôo foi tranquilo, sem turbulência e com decolagem e pouso bem suaves. Fiquei preocupada do Thomas sentir dor de ouvido por causa da pressurização da cabine mas ele não demonstrou ter sentido nada. Como ele não chupa chupeta ofereci água durante a decolagem e o pouso.

Ao descermos da aeronave tivemos que esperar pelo carrinho dele, então fomos praticamente os últimos a passar pela imigração. Como o Thomas só tem o passaporte americano com visto brasileiro (ainda não fiz o registro dele como brasileiro no Consulado geral do Brasil em Chicago, portanto ele ainda não tem passaporte brasileiro – depois em outro post eu explico o motivo), perguntei para uma funcionária se eu deveria passar com ele na fila de estrangeiros, mas como ele é bebê ela nos encaminhou para a fila de atendimento preferencial. A grande diferença aqui é que junto com o passaporte americano do Thomas tive que apresentar o formulário branco de entrada e saída para estrangeiros que os comissários de bordo entregam dentro do avião. A agente da imigração carimbou tanto o passaporte dele quanto o formulário branco o qual deve ser entregue quando ele deixar o país. Americanos com visto brasileiro de turista podem ficar no Brasil por no máximo 90 dias ou até a data que o agente carimbou no passaporte. Mamães sempre fiquem atentas se o passaporte americano das crianças foram carimbados para evitar problemas futuros com a imigração brasileira.

Depois de todo esse processo fomos pegar as malas.  Estávamos com 4 malas grandes, 2 malas pequenas de mão, mala do bebe, mala de mão do nosso filho mais velho com brinquedos e muda de roupa caso fosse necessário, o car seat para por no carro e o carrinho do bebe. Precisamos de 2 carrinhos para levar as bagagens. Eu levei um, o maridão outro e o Theo foi empurrando o Thomas no stroller. Fiquei só imaginando uma mãe ou pai viajando sozinhos com os filhos, deve ser uma loucura!

Depois de todo esse processo foi só correr para i abraço dos avós que estavam nos esperando no desembarque!!

Agora vamos curtir as nossas férias com a família aqui nesse calorão do Brasil pois quando voltarmos para Michigan vai estar a maior friaca!

 

Abracos

Juliana

 

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