Quando você pensa que o frio foi embora….

Post antigo, mas perfeito para o dia de hoje!

Morar nos EUA

Imagem Um dia de sol em Michigan!

No próximo dia 20 de março começa, oficialmente,  a primavera aqui nos EUA. Já entramos no horário de verão (ou saímos do horário de inverno ?) aqui em Michigan, então a diferença de horário com relação ao Brasil é de apenas uma hora agora. Os dias estão começando a ficar mais longos, o sol aparece quase todos os dias e a vida aos poucos começa a resurgir nesta terra gelada. Como a  neve e o gelo estão derretendo,  a grama do nosso quintal voltou a aparecer e com isso os pássaros também estão voltando. Já é possível encontrar algumas pessoas  andando a pé pelas ruas, vizinhos passeando com seus cachorros (os quais estavam dentro de casa desde janeiro) e já cruzei com uns dois motociclistas ( por causa do frio e do gelo nas ruas , desde de que nos mudamos para cá não tinha…

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Solicitar passaporte brasileiro nos EUA

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*Post atualizado em 9 de março de 2018

Dependendo do tempo em que você mora aqui nos EUA, uma hora o seu passaporte brasileiro vai vencer e você terá que renová-lo, já que não dá para ficar em um país no qual você não é cidadão com o passaporte vencido. Normalmente é mais fácil aproveitar uma visita ao Brasil para fazer a renovação do passaporte (que agora é válido por 10 anos), porém as vezes não dá para ir para o Brasil fazer essa renovação, neste caso temos que nos dirigir a um dos Consulados Brasileiros que tem aqui nos EUA.

Aqui no estado de Michigan não temos nenhum Consulado Brasileiro, as vezes o consulado itinerante passa por aqui, mas como ele não venho para Michigan desde que chegamos, tivemos que ir até a cidade de Chicago, no estado vizinho de Illinois, onde está localizado o Consulado Brasileiro mais próximo, para fazer a renovação do passaporte.

Você não é obrigado a ir até o consulado para solicitar um novo passaporte, esta solicitação pode ser feita pelos correios, porém a data de validade do passaporte vai ser de apenas 3 anos e não 5 anos.

O site do Consulado Brasileiro em Chicago tem todas as informações necessárias e é bem explicativo, e minhas dúvidas foram respondidas rapidamente via email (passaporte.chicago@itamaraty.gov.br).

No site você terá que preencher o formulário de requerimento de passaporte comum (RER) e enviar os documentos solicitados digitalizados (não se esqueça de anotar o seu código de recuperação)

Site do Consulado Brasileiro de Chicago aqui.

Não é necessário agendar o atendimento. O atendimento é feito por ordem de chegada e todos os documentos necessários tem que estar em mãos para não perder a viagem. Se você optar em solicitar o seu passaporte no balcão do consulado, não é necessário retornar em 15 dias para retirá-lo, a entrega pode ser realizada via correio, não se esqueça de levar um envelope express do post-office pré-selado, endereçado e com treaking number no dia da solicitação para o retorno dos passaportes (o passaporte antigo fica retido no Consulado, mesmo ainda válido e com o seu visto americano nele, ele retorna para você junto com o novo passaporte).

Também é necessário levar um “Money Order” emitido na própria agência dos correios no valor de $120,00 dólares para pagar pelo novo passaporte (para menores o valor é de $40 dólares para crianças de 0-4 anos e de $80,00 dólares para de 5-18 anos). O Consulado brasileiro não aceita dinheiro, cheques pessoais ou cartão de crédito.

Optamos de ir no domingo para Chicago para fazer a solicitação do passaporte na segunda-feira pela manha no consulado. Ficamos hospedados bem no centro próximo ao Consulado. Os hotéis de Chicago são caros e os do centro mais caros ainda, mas como entramos no domingo conseguimos uma boa tarifa no booking.com. A vantagem de ficarmos hospedados praticamente ao lado do consulado foi que economizamos em estacionamento (pagamos somente uma diária do estacionamento do hotel) e evitamos pegar o congestionamento de Chicago caso ficássemos hospedados afastados do centro.

Como estávamos com todos os documentos solicitados em mãos, o processo dentro do Consulado Brasileiro foi bem rápido, os atendentes não são exemplos de simpatia mas efetuaram o trabalho com eficiência e em 15 dias úteis o novo passaporte brasileiro chegou via correios em nossa casa com o passaporte antigo junto.

Documentos Necessários

– Passaporte anterior
– Recibo de Entrega de Requerimento – RER

– Comprovante da identidade e naturalidade

– Comprovante da nacionalidade

Certidão de Quitação Eleitoral(http://www.tse.jus.br/eleitor/certidoes/certidao-de-quitacao-eleitoral)  *Não é mais necessário apresentar a quitação eleitoral

*justificativa eleitoral de brasileiros no exterior

– Alistamento Militar, para homens entre 18 e 45 anos de idade
 – Uma Foto recente, no tamanho 2”x2” (tamanho passaporte americano) – Dica: para quem é sócio do COSTCO eles tiram foto para passaporte por $5 dólares 4 fotos! Em qualquer outro lugar como na CVS, eles cobram mais de $30 dólares para tirar foto de passaporte!

– Taxa consular (Money Order expedido pelo correios americano USPS)

exemplo do Money Order
Solicitação via CORREIOS
Agora o prazo de validade do passaporte solicitado via correios  é o mesmo se solicitado pessoalmente (10 anos para maiores de 18 anos e 5 anos para menores de idade). Os documentos necessários são os mesmos descritos acima com a diferença que como o formulário de solicitação RER não será assinado na frente do agente consular é necessário solicitar a assinatura e o carimbo de um notário público no formulário.
É necessário colocar TODOS os documentos ORIGINAIS solicitados, inclusive o Money Ordem, dentro de um envelope do USPS Express (selado e com treaking number). Colocar ainda DENTRO deste envelope um OUTRO envelope USPS express também selado, com treaking number e endereçado para você como envelope de retorno para que o Consulado possa devolver os seus documentos junto com o novo passaporte (pode dobrar este envelope vazio para que ele caiba dentro do primeiro envelope).
Para MENORES de idade
Além de todos os documentos acima, é necessário anexar a Autorização para solicitação de passaporte para menores (está disponível no site do consulado), a qual deve ser assinada por ambos os pais e ter a assinatura e o carimbo de um notário público. Se estiver solicitando pelo correio, tanto esta Autorização como a RER, além da assinatura e carimbo do notário DEVEM ter o Certificate The Authorithy (Appostille) que é emitido pela Secretary of State. É só levar esses dois documentos já assinados pelo notário e solicitar o Certificado (custa $1 dólar cada).
Abraços

Juliana

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole

Hotel para criança – Great Wolf Lodge

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Great Wolf Lodge (foto:google)

Quando planejamos fazer uma viagem com crianças, na maioria das vezes procuramos por hotéis que tenham alguma atividade para elas, principalmente quando o objetivo é ficar mais dentro do hotel, sem muitos passeios externos e descansar. No Brasil temos muitas opções bacanas que vão desde de pousadinhas charmosas, hotéis resorts na praia a hotéis fazendas no interior. Não somos uma família disposta a pagar diárias caras em hotéis (preferimos investir o dinheiro nos passeios) e em 95% das vezes em que viajamos aqui nos EUA ficamos hospedados  em hotéis de rede (padrão Holiday inn) ou até mesmo em campings (adoramos acampar). Mas eu vou ser sincera, aqui  em Michigan a rede hoteleira é bem fraquinha e não se iluda com o termo resort acoplado ao nome do hotel o que por aqui pode significar apenas que o hotel tem uma micro piscina aquecida.

Mas de vez em quando queremos fazer uma agrado para as crianças e para a gente também e ficar hospedados em um hotel mais bacana e family friend principalmente agora  que esta fazendo um frio danado lá fora e  as opções de atividades externas para quem tem uma criança de menos de 2 anos são poucas.

Dentro das poucas opções de hotéis family friend aqui em Michigan, temos os campings como o Yogi Bear Jellystone Park para ir durante os meses de verão, os hotéis em estações de Ski como o Boyne Mountain e o Crystal Mountain , o Kalahari (no estado vizinho de Ohio) e o Great Wolf Lodge  de onde acabamos de voltar.

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Parque aquático do hotel (foto: @morarnoseua)

O Great Wolf Logde é uma rede de hotéis com parque aquático presente em diversos estados americanos. Perto de onde moramos temos dois: o que fica localizado na cidade de Traverse City, aqui em Michigan  e o de Sandusky, em Ohio. Optamos por ir no de Ohio por ser mais perto (2 horas de viagem) e a diária ser mais em conta. Um fato que assusta quando você vai fazer reserva neste hotel é o valor da diária, uma média de $350 dólares por dia durante o fim de semana. É caro, principalmente quando você faz a conversão para Reais na sua cabeça brasileira. Conseguimos achar uma promoção de diária no Groupon onde pagamos $450 dólares por duas diárias incluso o pawpass (algumas atividades para crianças que você paga extra no hotel) e um upgrade para o quarto temático (tem as opções de quarto standard, temático e premium)

Outro fato legal do Great Wolf Lodge de Sandusky é que ele fica praticamente do lado do Cedar Point, que é um conjunto de parque temático e aquático bem legal que tem em Ohio para ir durante os meses de verão.

O quarto em que ficamos era bem espaçoso e acomoda bem uma família de 5 pessoas com uma cama queen de casal, uma bicama e mais um beliche. Tinha micro-ondas e frigobar no quarto o que é perfeito para famílias com crianças e também pia do lado de fora do banheiro o que é ótimo quando se tem que lavar mamadeiras.

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Nosso quarto temático (@morarnoseua)

O parque aquático do hotel é bem legal com opções de piscinas para todas as idades, e tem até uma hot-tub não muito quente onde as crianças também podem entrar. Tem vários salva-vidas pelo parque e funcionários controlando as crianças nos tobogãs para não ter o risco de uma cair em cima da outra. Tenho que admitir que eu achei a temperatura da água das piscinas um pouco fria e também tinha lugares do parque em que circulava uma corrente de ar frio. Cabe lembrar que estamos em dezembro e as temperatura lá foram estavam por volta dos zero graus. Também achei as partes comum do hotel meio frias. Levei bermuda e camiseta para circular pelo hotel  crente que estaria tudo quentinho lá dentro, mas passei os dias de calça jeans e moletom (ou eu que sou muito friorenta rsrsrs).

Na área das piscinas tem lanchonete e vestiário. Normalmente o check-in no hotel é as 4pm, mas a área das piscinas é liberada a partir  da 1pm, então dá para usar o vestiário para se trocar e já comecar a curtir as piscinas antes da liberação do quarto. Outra dica é solicitar o late check-out no momento da  reserva, assim voce pode ficar até as 2pm com o seu quarto do hotel e curtir mais a sua estadia (o check-out normal é as 11am).

Sobre o restaurante principal do hotel  este deixa a desejar pelo preço que cobra. No jantar até que o valor é meio padrão americano mas o café da manhã, que não esta incluso na diaria, é muito caro pelo o que oferece. Pagamos $15 dólares por adulto e $8,50 por criança por uma bandeja família com ovo mexido, panqueca, bacon e salsicha, 2 mini-muffins, uma fatia de bolo e um potinho com meia dúzias de frutas picadas Esta era a única opção de café da manhã e não dava para pedir apenas torradas com frutas, ou um waffle (como não gostamos de bacon e nem salsicha a comida ficou toda lá). Depois dessa, fomos no mercado do lado do hotel e na manhã seguinte tomamos o nosso café da manhã delícia no quarto com pãozinho, cream-cheese, queijo, frutas e chocolate quente.

ATUALIZACAO (Outubro de 2018): Acabamos de voltar do Great Wolf Lodge de Traverse City e o serviço do restaurante estava bem melhor! Com opção de buffet tipo self-service no café da manhã (não incluso na diária), além de opção de cardápio para quem não quiser utilizar o buffet.

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Opção de café da manhã (foto: @morarnoseua)

Tem outras opções de lanchonetes dentro do hotel para comer um lanche, pizza, donuts, sorvete…

No hotel tem uma atividade chamada MagicQuest que o meu mais velho de 9 anos amou!É como se fosse uma gincana do tipo Harry Potter (você tem que comprar o kit do jogo e escolher uma varinha na loja do hotel) onde a criança tem que desvendar pistas e achar “objetos mágicos ” espalhados pelo hotel para se tornar um grande Mago. A idéia é interessante pois mantém as crianças entretidas andando pelos corredores do hotel depois de brincarem no parque aquático,  e os adultos também.

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Lojinha do MagiQuest (@morarnoseua)

No hotel também tem um espaço chamado Cubclub onde tem atividades como pintura e crafts e como padrão aqui nos EUA, também tem um Arcade com jogos eletrônicos. Como é mês de Natal no saguão de Natal tinha uma Gingerbread house em tamanho real montada onde você podia reservar para fazer uma refeição em família lá dentro e também todas as noites tinha foto com o Papai Noel. A noite também teve apresentação de música no saguão principal, tipo um teatrinho feito com personagens mecânicos, além de  contação de história e neve artificial no final do dia.

ATUALIZAÇÃO (outubro 20018) – Estivemos hospedados novamente no final de semana antes do Halloween e teve várias atividades extras para as crianças como Treat or Treating pelo hotel para pegar docinhos (no site pedia para levar as fantasias das crianças), dance party a fantasia e sessão de cinema no hall principal a noite.

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Música e contação de historia no final do dia (@morarnoseua)

Senti falta de uma equipe de monitores mais ativos  com as crianças, que fizessem atividade mais direcionadas com elas, como tem nos resorts do Brasil. No Great Wolf Lodge só tinha monitores no cubclub e os pais tinham que ficar com as crianças.

Gostamos muito de ficar hospedados no Great Wolf Lodge de Sandusky. É um passeio perfeito para um fim de semana em família, sair um pouco da rotina, ainda mais agora nos meses de inverno onde não temos muitas opções ao ar livre com a criançada. Você já esteve lá? Deixe a sua opinião aqui nos comentários do blog!

Abraços

Juliana

4 anos nos EUA e o futuro do blog

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Outono de Michigan 2017 – foto @morarnoseua

 

Hoje, dia 10 de novembro de 2017 faz exatamente 4 anos que deixamos a nossa vida redondinha, casa legal, cidade bacana, emprego, familiares e amigos para começar tudo do zero em outro país. Olho para traz e parece que foi ontem, como passou rápido! Quanta coisa aconteceu, o quanto que aprendemos, desafios, saudades…e no meio disso tudo este blog que me colocou em contato com tanta gente na mesma situação que nós e que fez o meu caminho se cruzar com de pessoas novas (algumas que tive o prazer de conhecer pessoalmente e que se tornaram minhas amigas),  que chegaram aqui em Michigan alguns anos depois da gente mas que encontram aqui, algumas respostas e caminhos para as dúvidas tão frequentes durante este momento de mudança e adaptação.

Quatro anos se passaram desde que escrevi o primeiro post aqui e uma das perguntas que eu mais recebo hoje é: “Você ainda escreve o blog Juliana?” ” O blog acabou?” e a resposta é NÃO, o blog não acabou! O que acontece é que desde que o meu segundo filho nasceu eu não consegui ainda me organizar para reservar um tempo para sentar e compartilhar as nossas experiências aqui no blog e outra, eu acho que não tenho mais tanta novidades para escrever aqui, depois de 4 anos a vida já entrou em uma rotina. A finalidade principal quando iniciei o blog, era compartilhar a nossas experiência durante a fase desta grande mudança de vida que tivemos há quatro anos atrás. Escrevi muito sobre o nosso período de adaptação, as coisas novas que aprendemos, compartilhei dicas praticas  como tirar a carteira de motorista, locação de casa, as escolas nos EUA entre outras coisas. Todos essas informações estão aqui no blog e sei que continuam ajudando muitos recém chegados por aqui.

Ultimamente, o tempo que eu tenho para o blog esta sendo dedicado mais para a página do blog no Instagram. Lá eu consigo juntar duas coisas que eu gosto muito que é a fotografia e o escrever. Então para você que sente falta de posts mais frequentes por aqui ou que quer saber como anda a nossa rotina depois de 4 anos em terras americanas,  comece a nos seguir no Instagram @morarnoseua. Pelo menos 1 vez por semana eu posto alguma foto por lá!

Mas aproveitando que eu estou aqui, vou falar um pouquinho de como foram esses últimos meses. Durante o verão estivemos com a casa cheia! Recebi praticamente toda a minha família: mãe, pai, irmã, sobrinhas, irmão, cunhada e até o meu avô de 91 anos venho para cá!

Minha mãe e meu avô ficaram 2 meses aqui conosco durante o verão o que foi muito bom! Para nós que moramos longe de todos é uma delícia ter a família junto com a gente! Como estávamos com visita praticamente durante todo o verão não fomos viajar por Michigan como de costume. Acampamos apenas uma vez e fomos pela primeira vez no parque aquático Cedar Point que fica no estado vizinho de Ohio.

As aulas do Theo começaram em Setembro e agora ele é um 3th Grade! Ele já está bem adaptado na nova escola (mudamos de casa no ano passado, então ele teve que mudar de escola novamente) e  já tem vários amiguinhos. Brincou muito na rua durante o verão todo já que nesse novo bairro em que moramos tem muitas crianças e todas vão juntas no mesmo ônibus para escola.

Ahh! Teve show do Bon Jovi e U2 também!

Mal começaram as aulas e tivemos que ir para o Brasil renovar (de novo) o nosso visto H1b. Tem post no blog explicando como é a renovação. O Visto H1b pode ser renovado por no máximo 2 vezes pois a validade dele é no máximo de 6 anos. Aproveitamos a viagem  para ver a outra parte da família que não venho para os EUA este ano e finalmente conseguimos fazer uma viagem a dois depois de 4 anos (pois tinha as avós para cuidar das crianças).

Fomos comemorar os nosso 10 anos de casados em Fernando de Noronha! Que lugar lindo! Merece todos os clichês!! E olha que já viajamos para lugares lindíssimos! Sim, é um destino caro, por isso nunca fomos enquanto morávamos no Brasil. Sempre quando colocávamos na ponta do lápis os custos para se viajar para Noronha, optávamos em viajar para fora do Brasil. Valeu a pena? Sim, sim, sim!!! Cada centavo valeu a pena!

Depois de quase um mês no Brasil voltamos para a nossa vidinha a quatro aqui nos EUA. Chegamos junto com o Outono, época de mudança de estação, o frio esta chegando, os dias estão mais curtos. É um momento de curtir o nosso ninho, a nossa casa e uns aos outros.

Vocês leitores do blog, continuem por aqui! O blog não esta abandonado! (Acho que já escrevi isto antes, rs). Continuem enviando dúvidas e perguntas, vejo todas! As vezes demoro um pouco para responder mas um dia a sua resposta chega tá!

Um grande abraço

Juliana

 

DETROIT

 

Reinassence Center – Detroit (foto: @morarnoseua)

Depois de quase 4 anos morando aqui em Michigan e escrevendo o blog, me dei conta que escrevi muito pouco sobre a cidade de Detroit. Como neste verão recebemos bastante visitas do Brasil, acabamos indo mais vezes do que de costume para Detroit o que foi muito bom para rever a cidade e notar as boas mudanças que estão ocorrendo por lá.

Muitas pessoas torcem o nariz quando falamos de Detroit. Ainda se tem muito forte aquela imagem dos filmes da década de 80 de uma cidade caindo aos pedaços, feia e violenta. É claro que as sucessivas crises econômicas, que vem desde a década de 50 e que afetaram fortemente a indústria automobilística, castigaram muito a cidade. Detroit passou de uma cidade de quase 2 milhões de habitantes para pouco mais de 700 mil habitantes. Imaginem qualquer grande cidade como Chicago ou New York sem mais da metade da sua população. Ainda tem muitos bairros completamente abandonados, com moradores de rua (homeless) e áreas mal cuidadas, mas esse cenário aos poucos esta mudando.  A cidade tem recebido muitos investimentos privados e desde de que me mudei para Michigan, há quatro anos, eu vejo  downtown Detroit, que é o centro da cidade,  melhorar a cada ano.

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Jefferson Avenue – Detroit (foto: @morarnoseua)

O centro de Detroit, apesar de ser bem compacto, nos dá as vezes a sensação de uma cidade meio vazia, principalmente durante os meses de inverno. Porém durante os passeios que fiz pela cidade neste verão, tive a sensação de uma cidade mais viva com jovens e famílias caminhando pela recém remodelada Woodwoard  Avenue e pelo calçadão ao lado do Detroit river. Lojas e restaurantes novos abriram suas portas, os streets cars (Q-line) voltaram novinhos e até bicicletas disponíveis para locação (como vi em cidades como Montreal no Canadá e em Chicago) tem agora em Detroit.

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Downtown Detroit (foto: @morarnoseua)
Os novos streetcars de Detroit (Q-Line) (foto: @moraranoseua)

A região do Riverfront ou river walk está sendo toda revitalizada. O trecho que fica em frente a famosa torre da GM (Renaissance Center) já está todo pronto. Lá, além de poder almoçar ou jantar em um dos restaurantes que ficam dentro do complexo, você pode fazer caminhada, alugar bicicleta para rodar por downtown,  ter um jantar diferente no Detroit Princess Riverboat ou simplesmente apreciar a vista do Detroit river. Para quem tem crianças, as novas “fontes” com jatos de água que saem do chão, o carrossel e o novo playground fazem a alegria da criançada. (Dica: levem roupinhas extras pois não vi nenhuma criança resistir aos jatos de água, os meu saíram de lá ensopados)

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A nova River walk com os seus jatos de água que fazem a alegria da criançada nos meses de verão! (foto: @morarnoseua)

Recomendo deixarem o carro estacionado no public parking coberto (que é pago) que fica em frente a entrada do hotel do complexo da GM (414 Renaissance Dr W). Paguei 15 dólares por 4 horas de estacionamento. Você retira o ticket na máquina na hora em que entra com o carro, estaciona você mesmo em alguma vaga disponível e na hora de sair coloca novamente o ticket na máquina que vai calcular o valor que pode ser pago com dinheiro ou cartão de crédito na própria máquina. Da região do complexo da GM você pode circular por downtown a pé mesmo, de bicicleta, usar os novos streetscars ou ainda o trenzinho suspenso chamado People Mover que faz um “circulo” passando pelos principais pontos de interesse do centro de Detroit.

 

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Estações do trem suspenso do People Mover por downtown Detroit

Saindo do complexo da GM, se você caminhar pelo River Walk para o lado esquerdo você vai encontrar a fonte que a criançada adora que eu falei acima, o terminal de locar bike e um pouquinho mais para frente, o carrossel com o novo playground ao lado e o Outdoor Adventure Center, espaco inaugurado em 2015 e mantido pelo DNR com atividades educativas para as crianças e que explicam os recursos naturais de Michigan como seus lagos, rios, florestas e dunas (entrada de $5 para adultos e $3 para crianças). Este trecho da Atwater St onde está localizado o Outdoor Adventure Center acabou de ser revitalizado e tem vários apartamentos novinhos de frente para o Detroit river porém, como era uma região repleta de galpões que estavam abandonados (o próprio Outdoor Adventure Center foi construído em um destes galpões), você ainda verá ao fundo alguns desses galpões caindo aos pedaços por lá.

Outdoor Adventure Center

Caminhando para o lado direito (sentido Sul) você vai ver ao longe a Ambassador Bridge, ponte que liga Detroit a cidade de Windsor no Canadá.  Continuando você vai ver o Princess Riverboat e se seguir até o final a river walk termina bem em frente ao COBO Hall, centro de convenção e exposição onde é realizado o famoso salão do automóvel de Detroit. Ali também ainda está o Joe Louis Arena que até o meio deste ano era a casa do time de Hockey de Michigan, os Red Wings. O estádio será demolido e no lugar será construído um novo centro comercial e residencial além de prédios de estacionamento para dar suporte ao COBO.

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Região do river walk em frente ao Joe Luis Arena (foto: @morarnoseua)

Bem em frente ao Princess Riverboat, subindo a escada em direção a downtown vai  ter  uma praça chamada Hart Plaza. Não tem nada de interessante nela, a  não ser um escultura de aço enorme que era para ser uma fonte, mas que parece que não deu muito certo. Durante os meses de verão  costuma ter “feirinha” ou eventos especiais aos finais de semana. É comum você cruzar com algum homeless nesta praça. Não precisa ficar com medo ou apreensivo, eles não vão te assaltar, é o mesmo tipo de homeless com quem você cruza pelas ruas de New York ou qualquer outra grande cidade.

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Hart Plaza – Downtown Detroit (foto: @morarnoseua)

Passe pela a praça, cruze a Jefferson Avenue e você vai sair direto no começo da Woodward Ave. Agora sim você vai encontrar uma nova Detroit! Este trecho da Woodward avenue que vai até a região do Fox Theater e do Commerica Park (estádio dos Tigers) foi toda revitalizada e é  ali que você vai encontrar os principais ícones de Detroit e os novos streetcars. Poucas pessoas sabem mas esta avenida foi a primeira rua pavimentada dos Estados Unidos e o nome oficial dela é M-1(Michigan Highway 1) e ela divide a cidade de Detroit em leste e oeste indo até a  cidade de Pontiac.

A “prainha” do Campus Matius Park no coração de downtown (foto: @morarnoseua)

Caminhando pela Woodward  a gente chega no Campus Matius Park. É nesta praça que na época de Natal eles montam uma árvore de natal enorme com um ring de patinação no gelo bem em frente. Estivemos lá no nosso primeiro inverno aqui em Michigan em 2013.  Este ano no verão foi montada uma “prainha” com várias cadeiras sobre um chão de areia para as crianças brincarem (tinha baldinhos e pazinhas de praia a disposição da criançada) e também para o pessoal que trabalha nos escritórios ao redor relaxarem durante a hora de almoço (se bem que americano quase nunca faz hora de almoço). Neste trecho da avenida você vai encontrar várias opções de restaurantes como o Hard Rock Café Detroit, Shake-Shack, a churrascaria Texas de Brazil, Starbucks, restaurante mexicano, tailandês, bakerys, pubs entre outros.

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Apresentando Detroit para a familia (foto: @morarnoseua)

Ainda neste trecho da Woodward você vai encontrar a estatua “The Spirit of Detroit” e o monumento ao Joe Louis que sempre aparecem em fotos de Detroit. Para quem gosta de arquitetura tem vários edifícios históricos entre eles o Guardian Building que foi todo restaurado e hoje é sede do Bank of América. O saguão principal dele é aberto ao público e a entrada fica pela Congress Street. Assim que você cruzar o Campus Martius a Woodward Ave continua para a esquerda em direção ao Fox Theater, a Detroit Opera House, ao estádio do Tigers (Commerica), o Ford Field (estádio dos Lions – futebol americao) e ao futuro Little Cesar Arena que será o novo estádio dos Pistons (time de basquete) e dos Red Wings com inauguração prevista para o final do ano e com show da Lady Gaga.

Do campus Martius para a direita você vai cair na região da Greektown, lugar repleto de restaurantes e onde fica o Greektown cassino. Todos esses lugares tem estação do People Mover, que você pode utilizar caso não queira caminhar muito.

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Interior do Guardian Building – downtown Detroit (foto: @morarnoseua)
Wayne County Building – prédio histórico lindo, porém encontra-se completamente vazio (foto: @morarnsoeua)

Na região mais oeste na Woodward, região conhecida como Midtown, você irá encontrar o famoso Detroit Institute of Arts , um prédio muito bonito com um acervo riquíssimo de obras de arte. Ali do ladinho temos o Michigan Science Center para passar o dia com as crianças. Tem muitas atividades educativas e um cinema IMAX. Para quem gosta de visitar prédios públicos bem frente fica a Biblioteca Publica de Detroit. Nesta região recomendo deixar o carro estacionado no parking de um dos museus. Por ali também fica o Motor City Cassino Hotel que a noite chama atenção por suas luzes coloridas. É um cassino com hotel de luxo junto. O cassino em si é bacana mas a região ao redor ainda é feia e está com várias obras ao redor.

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Para quem gosta de restaurantes diferentes e com história, temos o The Whitney  também neste trecho da Woodward (4421 Woodward Avenue Detroit) . É uma mansão de 1894 que pertenceu ao homem mais rico de Detroit, o barão David Whitney Jr. Em 1986 ela virou um restaurante com uma arquitetura linda, uma escadaria principal que parece coisa de filme, muito mobiliário antigo e belos vitrais e é claro, muitas histórias de que a mansão é mal assombrada, o que dá todo um charme e mistério para o The Whitney. É um restaurante com um preço diferenciado (entende-se mais caro que o padrão) mas de segunda a sexta das 4-6pm e aos domingos eles tem o chamado Early Evening menu no valor de $40 dólares por pessoa onde esta incluso uma entrada, o prato principal e uma sobremesa (normalmente este é o valor de apenas um prato após as 6pm).

Para quem curte música, o museu da Motown  fica a pouco minutos de carro dessa região. O museu é bem pequeno e os tours (que são guiados) devem ser agendados com antecedência. A região onde fica a Motown é meio feia mas já tem um projeto de um novo museu  da Motown na região “nova” de Detroit.

Outra área de Detroit legal para passear em um sábado de manhã durante os meses mais quentes é no Eastern Market Detroit. É um mercadão com várias bancas de frutas, legumes, pães, flores. Nos galpões ao redor tem peixaria, mercearias, lojas especificas de café, queijos, geleias, mobiliário antigo, artesanatos e artistas de rua. Nesta última visita descobrimos um lugar que vende vários tipos de sucos naturais o que é difícil achar por aqui. Na região também tem vários grafites e a arquitetura do lugar rendem fotos muito bacanas. Na área ao redor do Eastern Market tem vários estacionamentos.

Eastern Market (foto: @morarnoseua)
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Região do Eastern Market Detroit (foto: @morarnoseua)

Outro lugar gostoso para passear nos meses quentes é na Belle Isle Park. É uma ilha que fica bem no meio do Detroit River. Quando estive lá pela primeira vez no final do inverno de 2014 eu a achei bem sem graça e mal cuidada. Na época, a estação do ano não ajudou muito nessa primeira impressão da ilha e ela ainda estava sob a administração da cidade que não tinha dinheiro para cuidar dela. Quatro anos se passaram e hoje a ilha esta sob administração do DNR, isto é, ela virou um parque do Estado. Muitas melhorias já foram feitas desde então,  como manutenção dos jardins e instalação de um novo playground ao lado do Nature Center (aprovado pelas crianças daqui de casa). Na ilha também tem um aquário, um conservatório e um museu mas ainda não entrei nesses lugares para dar a minha opinião.

Para entrar na ilha os carros tem que tem que ter o passe anual no valor de $11 (Recreation Passaport) que permite a entrada em qualquer um dos States Parks de Michigan.  A vista do skyline de Detroit de lá é bem bacana e vale a pena levar a bicicleta para pedalar pela ilha. Durante os meses de  verão é comum encontrar famílias que moram na região de Detroit fazendo churrascos e pic-nics nas áreas verdes. Também é possível locar caiaque e navegar pelo rio que corta a pequena ilha. Nesta ilha é onde ocorre anualmente o Detroit Grand Prix (Indycars series) e uma série de outros eventos ao ar livre.

Belle Isle (foto: google)

 

Agora a pergunta que não quer calar: É seguro passear em Detroit?

Na minha opinião, o perímetro de 2 quarteirões ao redor do Campus Martius Park é uma área super tranquila e segura para se passear por Detroit, assim como a região do Eastern Market e dos museus. Temos que ter em mente que a cidade está se reerguendo então, ainda tem muitas obras na região, como edifícios sendo restaurados, outros sendo demolidos, ruas fechadas em decorrência de novas construções e tapumes de obras em alguns lugares e ainda tem sim, prédios completamente vazios no centro. Quando viajamos, queremos ver lugares bonitos e charmosos e passar longe de lugares feios, porém Detroit tem estes dois lados.

A região de downtown é bem policiada e foram instaladas várias câmeras de segurança. Durante o nosso passeio pelo Riverfront cruzei com vários policiais fazendo a ronda de bicicleta e sempre tem viaturas passando pelas principais avenidas.  Eu passeio em Detroit com as nossas visitas e  com meus filhos pequenos sem neuras. Vou com a minha bolsa a tiracolo e quase sempre estou com o celular na mão tirando fotos. Não sinto medo e nem fico apreensiva em andar a pé pela cidade (diferente de quando estou em São Paulo, sorry São Paulo), mas é claro que como qualquer cidade grande você tem que estar atenta ao que acontece a sua volta.

Ninguém vai chegar em você e te assaltar enquanto você caminha pela cidade ou se estiver parado com o carro no farol (isso não existe aqui), o que a gente escuta as vezes, são casos de furto o que também ocorre em Paris, New York ou em Roma. O problema é que Detroit tem uma má fama que vem de décadas então, qualquer coisa que acontece aqui vira motivo para taxa-la como uma cidade violenta. Detroit requer mais de uma visita para que você consiga enchegar as suas peculiaridades, os seus detalhes e a sua história.

Mas daí você me pergunta: “Juliana, mas eu vejo no noticiário casos de assassinatos e de gangues em Detroit”. Sim, as vezes acontecem crimes feios em determinados bairros da cidade. Normalmente eles estão relacionados ao tráfico de drogas, richas entre gangues e por incrível que pareça, brigas de família. Por isso é sempre bom saber quais lugares são seguros de se visitar. Eu não seria louca de entrar em uma bairro conhecido por ser perigoso, nem em Detroit, nem em Los Angeles, nem em São Paulo e nem em nenhum outro lugar do mundo, é necessário ter bom senso.

Visitar Detroit requer mente aberta. Visitar Detroit é estar preparado para ver o novo de um lado da rua e o decadente do outro. É apreciar arranha-céus espelhados mas ter que passar por bairros mal cuidados para se chegar até eles. É dirigir por highways do primeiro mundo e ver casas abandonadas e queimadas as suas margens. Visitar Detroit é ver com os seus olhos a história de uma cidade que teve um passado rico e glorioso, seguido pela sua total decadência  e saber contemplar hoje, o seu renascimento.

Se você mora aqui perto de Detroit ou já visitou a cidade deixe aqui nos comentários a sua experiência na cidade e dicas de passeios por lá se você tiver!

Se você quiser ter mais opiniões sobre Detroit, tem um post bem bacana no Blog Colagem da Luciana Misura  (post escrito em 2013, um pouco antes de eu me mudar para Michigan) e no blog da  Gaby no Canada  que esteve recentemente na cidade.

No site VisitDetroit.com também tem muita informação sobre a cidade, sempre atualizado.

Está vindo com crianças? Clique no link abaixo para ver as opções de passeios com a criançada na região:

Detroit e arredores com crianças

Quer saber mais sobre a historia de Detroit? Entre no site do Detroit Historical Society

Grande Abraço!

Juliana Fontes

“Todos os textos e fotos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos e fotos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole”

 

 

Termos escolares nos EUA

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Falta menos de 1 mes para o novo ano letivo 2017/2018 começar aqui em Michigan, então resolvi fazer uma lista com alguns termos escolares usados pelas escolas daqui para ajudar os pais cujos filhos irão ingressar no universo das escolas públicas americanas este ano.

Distrito escolar: conjunto de escolas (Elementary, Middle e High school) a qual a sua casa pertence. A escola em que o seu filho irá estudar depende do seu  endereço.

Pre-school: Escolas pagas para crianças menores de 5 anos. As escolas públicas também  oferecem pre-school a partir dos 3 anos de idade, porém tambem é um serviço pago mas com um valor mais acessível do que das escolas privadas.

Kindergarten: É quando começa o ensino público para crianças  a partir dos 5 anos completos. É quando a criança começa a ser alfabetizada.

Elementary School: de 1st a 5th grade (série)

Middle School: de  6th a 8th grade

High School: de 9th a 12th grade

K-12: Significa que o distrito escolar tem escolas desde do Kindergardem até a 12 grade que é o último ano da High school.

Enrollment: matricular a criança na escola

Prime Time Care: Serviço (pago) oferecido pelo distrito escolar para as crianças que precisam entrar mais cedo ou sair mais tarde da escola por causa do horário do  trabalho dos pais por exemplo

ESL (English Second Language): Programa oferecido para alunos estrangeiros que  ainda não falam ingles.

Lunch Menu: cardápio da escolar. As crianças tem a opção de levar comida de casa ou comprar o lanche da escola

Field Trip: excursão, passeio com a turma da escola.

Chaperone: São os pais que vão na excursão para ajudar a cuidar das crianças durante os passeios

Drop off/ pick up : deixar e buscar a criança

Dismissal: É a hora em que as crianças saem da escola

Sack Lunch: normalmente é pedido em dias de excursão. Significa que tem que ser um lanche que a criança consiga comer com as mãos, sem a necessidade de mesa, cadeiras e talheres. Normalmente mando um lachinho de pão de forma, um suco de caixinha e uma fruta como maca ou mini-cenourinhas na lancheira.

Field Day: é o dia em que tem várias atividades e gincanas na área externa da escola, normalmente ocorre nas últimas semanas  de aula e as crianças ganham a camiseta da escola. Muitos pais são voluntários neste dia na escola para ajudar nas atividades.

Winter Break: férias no meio do inverno (aqui em Michigan  é na semana entre Natal  e o Ano Novo e temos um Mid-winter-break em fevereiro)

Spring Break: férias na primavera (aqui em Michigan é em Abril)

Summer Break: As famosas férias de verão que duram aproximadamente 3 meses! Aqui em Michigan elas vão do meio de junho até o início de setembro

PTA (Parent Teacher Association): Toda escola tem associação formada por pais de alunos e professores  que visa principalmente a captação de recursos, planejamento e realização dos eventos escolares

Conference Day: Dia de reunião com a professor. Normalmente são dias pre-estabelecidos pela  escola com horários individuais para os pais conversarem a professor.

School Office: é a secretaria da escola

Principal: é a diretora da escola

Recess: hora do intervalo

Recess Lady: funcionária da escola que fica de olho na criançada durante o recess

Registration/ Enroll/ Sign up: Inscrever a criança em alguma atividade escolar

Assesments: São testes realizados para avaliar o aluno

Report Card: É o boletim do estudante. Vem descrito toda a evolução da criança durante o ano escolar e com comentários dos professores.

PJ day: dia do pijama

Picture Day: O famoso dia onde uma empresa de fotografia contratada pela escolar faz aquelas famosas fotos dos alunos e da turma da classe. Normalmente tem 2 picture days por ano letivo, um no outono e outro na primavera

Spring Fair: Evento escolar que ocorre nos meses de primavera com atividades ao ar livre na escola

Book Fair: Feira do livro, que normalmente dura uma semana onde uma editora, normalmente a Scholastic, monta uma como se fosse uma livraria na escola com vários títulos de livros expostos separados por temas e ano escolar onde  os estudantes podem comprar livros com bons preços. Tem um dia da semana em que a feira é aberta para a família.

PROM: famosa festa de encerramento da High School iguaiszinhas as que a gente assiste nos filmes.

Summer Camp: Atividades extracurriculares durante o período das férias de verão. Podem ser atividades esportivas,  de musica, acampamentos, passeios, teatro… inúmeras atividades algumas organizadas pelo próprio distrito escolar ou por empresas privadas.

Aqui nos EUA tanto as professoras como os funcionários da escola são chamados pelo sobrenome com o prefixo Mr. (para professor) ou Mrs. (professora casada) ou Ms (professora solteira). Então se o nome da professora do seu filho é Jenifer Parker ela será chamada de Mrs Parker por exemplo. Você também sera chamada pela professa pelo seu sobrenome e os pais dos colegas de classe do seu filho também. O fato engraçado é que as mães, quando se conhecem,  se tratam pelo primeiro nome daí quando a professora manda algum email com a lista das mães que irão ajudar por exemplo, na festa de Halloween da escola, você nunca sabe qual mãe que é, pois não temos o  habito de guardar o sobrenome das pessoas.

Outro fato curioso é que aqui é bem comum ter professor (homem) na educação infantil, o que é mais  raro de ver no Brasil.

Se você já tem filhos aqui que estudam em escolas públicas ou particulares aqui nos EUA e quiser complementar este post com termos novos, é só deixar nos comentários do post!

Abraços

Juliana

Escola nos EUA

Como é ter um filho Bilíngue

 

Todos os textos e fotos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos e fotos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole.

 

 

Mackinac Island -MI

IMG_1755Para muitas pessoas o estado de Michigan se resume a cidade de Detroit e a indústria automobilística, porém como já mencionei aqui no blog, Michigan é um estado repleto de belezas naturais e cidadezinhas encantadoras!

Neste verão, depois de quase quatro anos morando aqui, fomos conhecer a famosa Mackinac Island, uma pequena ilha que fica bem na divisa entre a Lower (LP) e a Uppper península (UP) de Michigan. Historicamente a ilha teve uma grande importância estratégica no passado por ficar localizada bem no estreito de Mackinac que liga o Lake Michigan com o Lake Huron, dois dos cinco grandes lagos americanos. Hoje a ilha é reconhecida como patrimônio histórico (muitas de suas casas foram construídas entre os anos de 1700 e 1800) e é sem dúvida um dos destinos de férias de verão mais conhecidos daqui. A população da ilha gira entorno de 500 habitantes, mas no verão chega a ter em média 15 mil visitantes por dia!

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Os casarões centenários da ilha! Lindos! A maioria deles hoje são hospedagens do tipo  Bed&Breakfast

Saímos no sábado pela manhã de casa e depois de quatro horas de estrada estávamos em Mackinaw City. A idéia era já fazer o check-in no hotel antes de pegar o ferry para a ilha mas como só poderíamos entrar depois da 3pm,  deixamos o carro no estacionamento do hotel, pegamos as nossas bikes, abastecemos as mochilas com comidinhas e trocas de roupa para as crianças e pedalamos até o píer de onde saem os ferrys, que era bem pertinho do hotel, bem no centrinho da cidade.

Optamos em ficar hospedados em Mackinaw City pois os preços são mais em conta do que na ilha, porém o hotel é aquele “padrão Michigan”, o que quer dizer que pagamos $170 a diária (Fairview Beachfront Inn) para ficar em um hotel antigo,  com café da manhã (bem fraquinho) compartilhado com o hotel do lado e cuja única infraestrutura que o hotel oferecia, que era a piscina (que eles chamavam de waterpark, mas que de waterpark não tem nada), não conseguimos usar pois só abria depois do meio-dia (no sábado quando chegamos estávamos na ilha nessa hora e no dia seguinte o nosso check-out era as 11 da manhã. Existem várias opções de hospedagem na cidade, acho que não tivemos sorte desta vez…pelo menos ele era pé na areia no Lake Huron.

Se o valor da diária não é problema para você, recomendo ficar hospedados na própria ilha que tem opções boas de hotel e de bed-and-breakfast, mas é bom fazer as reservas com antecedência durante os meses de verão em Michigan. E se for para gastar mesmo fiquem hospedados no Grand Hotel, um hotel de luxo histórico com diárias na casa dos $900 dólares na alta temporada (totalmente fora do nosso budget rsrsrs). Cabe lembrar que, infelizmente, não é permitido acampar na ilha, mesmo 80% dela ser um State Park.

Para se chegar na ilha é preciso pegar um ferry que sai da cidade de Macknaw City (LP)ou de Saint Ignace (UP), o trajeto dura em torno de 20 minutos e é feito por duas companhias, a Star Line Mackinac Island Ferry  e a Shepler’s Mackinac Island  Ferry. O serviço das duas companhias é praticamente o mesmo e no site você terá acesso a informações sobre preços e horários. Optamos pela Shepler’s pois estava com promoção de criança free na compra de adulto e compramos os tickets  on-line para aproveitar o desconto. Um fato curioso é que na ilha não entram carros, então você terá que deixar o seu carro nos estacionamentos que essas empresas oferecem. Para se locomover na ilha você terá a opção de andar a pé, alugar bicicleta ou de andar de charrete.  Optamos por levar as nossas bikes pois já temos a cadeirinha do bebe acoplada. Cabe lembrar que tivemos que pagar $10 dólares a mais por bike no ferry.

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Em Mackinaw City aguardando o Ferry

Um fato interessante é que durante o inverno de Michigan este trecho do lago fica completamente congelado, então os ferrys não funcionam. O único meio de acesso para ilha é através de snowmobiles que percorrem um trecho seguro do lago congelado chamado de “ice-bridge” que liga Mackinaw City a ilha. Os snowmobiles são os únicos veículos motorizados autorizados a chegar na ilha.

O passeio de ferry até a ilha  foi gostoso, ficamos na parte de cima que é aberta então tivemos uma vista privilegiada da Mackinac Bridge. Conforme o ferry se aproxima da ilha ele passa do lado de um farol e já dá para contemplar a fachada dos casarões históricos da ilha, muitos deles em estilo vitoriano, além do forte Holmes e do Grande hotel.

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No ferry a caminho de Mackinac Island com a famosa Mackinac Bridge ao fundo

Desembarcar em Mackinac Island é como voltar no tempo, a rua principal, que na verdade é uma estrada, a M-185 (única estrada dos Estados Unidos que não permite veículos motorizados) é margeada por casarões antigos que hoje são sede de diversos restaurantes, lojinhas, locadoras de bicicletas e hotéis. Ao invés de carros nas ruas temos charretes puxadas a cavalo e muitas, muitas bicicletas! Para manter a ordem, tem lugares demarcados para estacionar as bikes ao longo da rua, locais exclusivos para as charretes e guarda de transito para garantir a ordem. Por ser um sábado a ilha estava bem cheia e as calçadas estreitas  dominadas por pedestres que cruzavam a rua de um lado para o outro o que requeria muita atenção quando estavámos pilotando as bicicletas.

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Ao chegar em Mackinac Island voce já se da conta que a bicicleta é o principal meio de transporte local
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Depois das bikes, os cavalos são a outra opção de transporte na ilha.

Optamos em seguir a avenida sentido sul da ilha e conforme nos afastávamos do centro o tumulto foi diminuindo. Esta rua/ciclovia contorna toda a ilha e tem a extensão de aproximadamente 8 milhas (13 km de circunferência) e pode ser percorrida de bike ou a pé. Os passeios a cavalo ficam mais concentrados no centrinho. Também tem diversas trilhas pelo interior da ilha para quem gosta de hiking.

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A rua/estrada (M-185) que contorna Mackinac Island

Claro que tem pontos turísticos tradicionais na ilha como o Arch Rock, o Fort Holmes, boboletário, museu, igreja e o Grand hotel mas preferimos nos concentrar no passeio de bike contornando a ilha e apreciar a vista do alto da Arch Rock pois só tínhamos praticamente uma tarde na ilha. Para quem for passar o final de semana na ilha vai ter tempo suficiente para os programas turísticos.

Como estava um dia lindo de sol (mas com um ventinho típico do norte de Michigan claro) a água do lake Huron estava transparente  e com um tom azul lindo! As praias que se formam na ilha não tem areia e sim muitas pedras, então as pessoas constroem castelos de pedras ao longo da margem o que da um efeito visual super bonito e diferente! E é claro que os meninos adoraram brincar nas pedras. Ao longo do nosso trajeto paramos para um lanchinho e apreciar a vista que era linda! Depois estacionamos as bikes no acesso para o Arch Rock que é que uma formação rochosa em forma de arco no alto do morro com vista para o lago. A escadaria que leva até lá tem por volta de 200 degraus mas não é difícil de subir e lá fomos nos com as crianças. Lá em cima tinha bastante gente, muitas tinham chegado de charrete por uma trilha interna. Tem alguns bancos para descansar e um mirante com uma bela vista para o Lake Huron. Todo mundo (claro!) queria tirar uma foto com a Arch roch ao fundo então, tivemos que esperar um pouco para conseguir tirar as fotos e usar estratégias para não sair nenhum desconhecido de “papagaio de pirata” na mesma…fato típico de lugares turísticos.

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Escadaria que leva ate a Arch Rock
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A famosa Arch Rock. Lá embaixo a estrada na qual viemos pedalando!
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Vista do Lake Huron do mirante da Arch Rock
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Praia de Pedras de Mackinac Island
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Castelos/faróis de pedras!

Não demos a volta toda na ilha pois o Theo já estava cansado de pedalar (estávamos com a nossa bike dupla onde eu pedalava na frente e ele ia atrás ajudando a pedalar e o Leo em outra bike com o Thomas na cadeirinha), então demos meia volta e retornamos pelo mesmo trajeto. Já era por volta de 5 horas da tarde quando chegamos novamente no centrinho da ilha, estacionamos as bikes e fomos almoçar/jantar no restaurante Pink Pony, o qual eu tinha lido bons reviews na internet. Este restaurante fica dentro de um hotel e o ambiente é antigo e meio vintage. Com relação a comida esta estava boa  mas nada diferente do padrão americano de ser. O kids-menu tinha as opções de sempre dos restaurantes (tender fingers, hamburguinho, grilled-cheese ou macarrão com queijo).

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Centrinho de Mackinac Island

Ao saírmos do restaurante a ilha já estava mais vazia e o tempo estava começando a esfriar. Pedalamos um pouco no outro sentindo mas logo voltamos para pegar o ferry de volta para Macknaw City. Na volta viemos na parte de dentro do ferry pois o vento estava desagradável na parte externa. O interior do ferry é bem grande com bastante assentos e as janelas grande permitem um boa vista lá de fora, e a esta hora, as luzes da Mackinac Bridge já estavam acesas!

Quando voltamos para Mackinaw City pedalamos de volta para o hotel para ai sim, fazer o nosso check-in. No começo da noite demos uma volta pela cidade, tomamos um sorvete e fomos até  beira do lago ver o sol se por na Mackinac Bridge. Agora no verão o dia começa a escurecer  por volta das 9 e meia da noite apenas, o que faz o dia render bastante!

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Por-do-sol na Mackinac Bridge! Lindo!

Na manhã seguinte passeamos pela cidade, fizemos algumas fotos e antes de virmos embora almoçamos no Nonna Lisa’s Restaurant que tem uma decoração bem bacana em estilo cabana com animais empalhados e lareira (o Thomas ficou um pouco assustado com os bichos) e a comida estava muito boa, fugindo um pouco do cardápio típico americano.

Mackinaw city também é uma gracinha de cidade com varias opções de hotéis, restaurantes e lojinhas e passagem obrigatória para quem vai sentido upper península. Vale a penas dedicar um dia para passear e conhecer a cidade.

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Uma das paradas obrigatórias em Mackinaw City. Este é um dos melhores pontos para se ver a Mackinac Bridge!

Espero que tenham gostado de conhecer mais um pedacinho de Michigan aqui no blog! Visitem o perfil do blog no Instagram (@morarmoseua), tem sempre fotos novas por lá!

Abraços

Juliana

Todos os textos e fotos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
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Mais lugarzinhos de Michigan nos posts abaixo!

Fim de semana em Petoskey-MI

Upper Peninsula de Michigan

Praias de Michigan

Traverse City -MI

Como é ter um filho bilingue

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Este ano irá fazer 4 anos que estamos morando aqui nos EUA. Quando chegamos aqui em 2013 o Theo tinha acabado de completar 5 anos e hoje ele já está com quase 9 anos, isto é,  ele mora aqui nos EUA quase a mesma quantidade de tempo em que ele morou no Brasil e está totalmente adaptado a cultura daqui e é fluente na língua inglesa.

Vocês que acompanham o meu blog desde de o inicio sabem que ele chegou aqui sem falar uma única palavra de inglês e acompanharam a minha ansiedade no primeiro dia de aula dele aqui. Ele se adaptou muito rápido a vida escolar nos EUA e nunca me deu trabalho ou preocupações neste quesito. Muitas mamães me escrevem com muitas dúvidas e preocupações sobre a adaptação das crianças nas escolas aqui nos EUA, o que é completamente normal pois eu também saí do Brasil com o coração na mão com relação a este assunto e chegando aqui percebi que a preocupação era mais minha do que dele. Claro que cada criança tem um ritmo, algumas vão se adaptar mais rápido outras vão precisar de mais um tempinho mas no final todas se adaptam, criança são como esponjas absorvem tudo muito rápido, principalmente se a família encarar todo este processo de maneira positiva, com calma e com muito amor!

Também recebo muitas perguntas com relação ao português do Theo e se ele está esquecendo ou misturando as palavras. Em casa conversamos apenas em português o que ajuda a manter a língua materna presente diariamente no cotidiano dele. Além disso, ele não gosta de conversar em inglês comigo ou com o pai, mesmo quando estamos em um ambiente onde todas as pessoas falam inglês como na escola ou na casa de amigos americanos. No meio de uma conversa onde todos estão falando  a língua inglesa ele sempre se dirige a mim e ao pai em português. As vezes isso é meio chato pois as outras pessoas não entendem o que estamos falando e sempre temos que lembrá-lo para falar em inglês nesses momentos mas ele diz que é estranho conversar em inglês comigo. Acho que porque o meu inglês não é tão bom quanto o dele rsrsrsr, mas eu também não me sinto natural quando converso com ele em inglês (na frente dos amigos dele por exemplo).

Mas isso também varia de criança para criança. Tem crianças brasileiras que gostam tanto de falar em inglês que acabam falando em casa com os pais também e se os pais não insistem em manter o português em casa o inglês vai dominado até chegar ao ponto da criança parar de falar em português totalmente e quanto se vê obrigada a falar, fala misturando as línguas pois ela acaba esquecendo algumas palavras do português por falta de uso.

O inglês do Theo é ótimo, ele já foi dispensado do programa ESL da escola há um bom tempo e segundo amigos americanos e a professora ele não tem sotaque nenhum do português, se comunica como qualquer criança americana. Ao vê-lo brincado com os amigos eu percebo que ele fala um inglês bem rápido e já usa várias gírias, o que me deixa perdida algumas vezes pois chega ao ponto de eu não entender o que a criançada esta falando dentro da minha própria casa! rsrs

Esta facilidade do Theo de transitar entre as duas línguas como se fosse a coisa  mais natural do mundo se deve ao fato de ele ter chegado aqui já falando português fluentemente. O que eu percebo é que filhos de brasileiros que nasceram aqui ou crianças que chegaram muito novinhas e que ainda não falavam português quando deixaram o Brasil tendem a tornar o inglês como sua língua principal, principalmente depois que entram na escolinha. Cabe aos pais se esforçarem ao máximo para manter o português em casa pois a tendência nestes casos é da língua portuguesa ficar meio de lado.

O Thomas nasceu aqui, então vou ter que ter essa dedicação de ensina-lo o português. Aqui em casa só conversamos em português com ele (inclusive o Theo), mas o  inglês já faz parte da audição dele, seja pelos desenhos da TV, música no  carro ou quando converso em inglês com as pessoas. Sei que as duas línguas já estão sendo assimiladas pelo cérebro dele. Ele começou a falar algumas palavrinhas bem básicas do português e li que crianças nascidas em um ambiente bilíngue tendem a demorar um pouquinho mais para falar pois o cérebro  esta assimilando toda essas informações novas. Vamos ver como vai ser.

Mas o principal conselho que eu posso dar para os pais que estão mudando de país é que preservem o português em casa, insistam, não deixem seu filhos perderem a língua materna, não converse com os seus filhos em inglês. Ser bilingue é  falar bem as duas línguas!! O português é importante para manter os laços com o seu país, para poder conversar com os avós, titios e primos do Brasil,  faz parte da história e da cultura da criança. Sei que tem gente  que acha o máximo chegar no Brasil e ver o filho falando em inglês com as pessoas, eu particularmente acho que isso não tem sentido e só serve para encher o ego dos pais, sinceramente falando.

O meu desafio agora será alfabetiza-lo em português. Ele já lê e escreve em inglês e consegue ler um pouco em português (temos vários livrinhos e gibis em português aqui em casa) mas por ter aprendido a escrever em inglês através do som das palavras  ele não consegue escrever em português que é uma língua silábica. Mas eu sei que vai depender de mim incentiva-lo e arrumar um tempo para sentar junto com ele e praticar a escrita e a leitura em português. Eu até comprei uma cartilha na última vez que estivemos no Brasil, começamos a trabalhar com ela mas acabei parando pois achei melhor ele focar bem na leitura e escrita em inglês primeiro por causa da escola pois estava ficando meio confuso para ele, mas vou tentar começar a alfabetização dele em português novamente depois das férias de verão.

Espero que tenham gostado do post!

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Grande abraço

Juliana

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Feriado nos EUA – Memorial Day

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Hoje foi feriado de Memorial Day aqui nos EUA. Este feriado é uma homenagem aos militares que perderam a vida defendendo a bandeira americana na guerras e é um dos principais feriados americanos. É comemorado principalmente através das parades (desfiles) pelas cidades e é abertura oficial da temporada dos churrascos no quintal (barbecures) e das atividade de verão como piscinas e splashpads nos parques e clubes (pelo menos aqui em Michigan).

Neste final de semana a vizinhança caprichou na arrumação do quintal, cortaram a grama,  encheram as jardineiras de flores, tiraram as capas dos moveis do pátio (que protegiam contra a neve e chuva)  e  limparam a churrasqueira!  Todo mundo animado por aqui! Muita gente viajando para as “praias” de Michigan também,  já que o tempo colaborou com um sol lindo neste fim de semana prolongado. Ah, e lojas cheias também, já que feriado aqui é sinônimo de megapromoções e compras!

Nos ficamos por aqui mesmo pois resolvemos tirar o carpete da sala e colocar piso de madeira no estilo americano de faça você mesmo (DIY). O Theo participou também pela primeira vez do desfile de Memorial Day com a turma do karatê.

Já falei sobre o Memorial Day neste post aqui, vale a pena ler pois visitamos o Greenfield Village e foi muito legal!

Todo este clima de festa com churrascos, piscina, barcos nos lagos é concentrado entre os feriados de Memorial Day (última segunda-feira de Maio) e o Labor Day (segunda segunda-feira de Setembro) aqui em Michigan. Este período engloba as férias de verão da criançada que começa agora na segunda semana do mês de Junho (summer break) e termina na semana do Labor Day em Setembro (o início do ano escolar aqui é em Setembro, diferente do Brasil que é no final de Janeiro).

Enfim, já estamos todos ansiosos para os próximos meses de calor e vamos tentar aproveitar ao máximo pois aqui em Michigan ele dura pouco, infelizmente.

                                      ” The Summer is on the corner!”

Abraços

Juliana

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Enxoval de bebe – O que vale a pena comprar nos EUA

Quando engravidei do meu primeiro filho há 8 anos atrás, eu  ainda morava no Brasil e como qualquer mamãe eu ficava doida com preço das coisas nos Estados Unidos pois era muito mais barato que no Brasil. Por sorte, na época o meu marido viajava muito para os EUA a trabalho então consegui montar praticamente todo o enxoval do Theo lá e até mesmo, quando ele já estava maior, ainda trazíamos roupas, tênis e brinquedos tudo dos EUA quando viajávamos ou quando ele ia a trabalho.

Adiantando o tempo…

Em 2015, quando fiquei grávida do Thomas me senti realizada pois como já morava em terras americanas,  eu poderia comprar todas aquelas coisas lindas de bebe! Lojas como a BuyBuyBaby, BabyRUs e Carter’s praticamente na esquina de casa,  sem contar  a Amazon que entrega qualquer coisa que você imaginar em 2 dias na porta da sua casa!

Bom, como estávamos aqui nos EUA mesmo, não tínhamos porque ter pressa para comprar as coisas do bebe ou seja, entrar em uma loja e já comprar todo o enxoval para o primeiro ano de vida da criança. Resolvemos ir comprando aos poucos conforme fôssemos precisando, não tinha porque comprar um cadeirão se ele só ia começar a se alimentar por volta dos seis meses entendem?

Pois bem, agora vem a realidade difícil de se acreditar! Consegui fazer o enxoval de bebe  mais enxuto do mundo morando aqui nos EUA!! Acabei comprando apenas o que foi necessário e o que ele usou e usa realmente.  O que ajudou também a me controlar nos gastos foi que não  era o meu primeiro filho então, não cometi o erro de comprar coisas desnecessárias ou inúteis, normal com as mães de primeira viagem.

Resolvi escrever este post para colocar aqui o que eu comprei e que valeu a pena comprar pois sei que muitas mamães  ficam perdidas na hora de montar o enxoval do bebe pois é muita coisa!

Então vamos a lista!

1-Bebe-conforto e carrinho: Muitooooo mais barato que no Brasil! Mas vou dar uma dica,  o bebe conforto é muito prático no sentido de tirar o bebe do carro sem ter que acorda-lo e,  acoplar o bebe conforto no carrinho facilita a vida nos passeios mas…. usei o bebe conforto do Thomas até ele completar 9 meses, depois ele ficou apertado lá dentro e tivemos que comprar aquela cadeirinha que fica fixa no banco do carro (car-seat). Optamos pelo modelo que pode ser posicionado tanto virado para traz como para frente então a criança vai poder usar por muitos anos até praticamente ir para o booster dependendo do modelo, então vale a pena o investimento!

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Este modelo Gracco 4EVER é para crianças de 4 até 120lb (1.81kg até 54kg!)

2-Mamadeiras: Também tem um preço muito bom mesmo convertendo de dólares para Reais. Usei a da marca Dr Brown e gostei muito (tinha usado com o meu mais velho também), a parte de higienização das peças requer um pouco mais de tempo mas nada que de tanto mais trabalho assim. As da Avent também são muito boas!

4-Escorredor de mamadeira:  Esse eu não comprei (pois achava desnecessário) mas ganhei  de uma amiga e achei ótimo! E fica até que bonitinho na pia da cozinha.

5-Aspirador Nasal : Comprei o  da Safety 1st (clearway nasal)  e amei! (bem melhor que o da nosefrida pois a pontinha dele é de silicone), item indispensável, o único que realmente tira caca do nariz das crianças! Na época do Theo não conhecia esse tipo de aspirador nasal, então eu usava aqueles tipo “pera” e era um sofrimento para tirar as cacas. Uso junto o sorinho da marca  Boogie Saline.

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Sorinho Boogie Mist

6-Pack and Play (o famoso chiqueirinho): Como a minha casa é sobrado deixo o pack&play no andar de baixo,  e como este modelo vem com trocador acoplado ajudava muito quando ele era mais novinho. É ótimo para levar nas viagens.

7-Produtos da Marca Skip-Hop: Nao são super necessários mas são lindos e fofos! Comprei o jogo de pratinho,  e uma lancheira térmica! Se você gosta da marca  vale a pena comprar aqui nos EUA pois no Brasil custa um absurdo!

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mochila linha zoo da skiphop

8-Lixeira Genie – lixeiro aqui só passa  uma vez por semana, então só essa lixeira para segurar o cheiro de fralda suja!

9-Booster para alimentação: Com o Theo tive cadeirão e era aquele trambolho no meio da cozinha. Desta vez optei por esse booster da Fisher-price (tem de outras marcas também)  que é super prático de prender na cadeira, de por a criança dentro e de limpar (dá para lavar na pia da cozinha).  E dá para levar para restaurantes, cada da vó, da amiga que não tem filhos …

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Booster para alimentação uper pratico!

10-Roupinhas da Carters : Os produtos da Carters tem uma qualidade muito boa (vão da máquina de lavar para a secadora quase todos os dias aqui em casa), são fofos e tem preços muito bons, além de sempre ter promoção no site e cupom de desconto!! A dica que eu dou é comprar sempre uma numeração acima do seu bebe pois a confecção é pequena. O  meu com 6 meses usava a numeração de nove meses, com nove a de 1 ano e agora já compro 24 meses (fica meio grande mais assim dá para usar por mais tempo). A numeração newborn (nb) é bem pequeninha e eu só indicaria para quem teve bebes prematuros, para recém-nascido vá de numeração  3 meses.

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11- Carrinho do tipo guarda-chuva: Toda mãe vai querer ter aquele super carrinho, daquela super marca, com tração nas 4 rodas, ABS, air bag etc (rsrsrs), mas tenha também um simples que fecha no estilo guarda-chuva. Quebra um galhão nas viagens, principalmente no aeroporto (você pode despacho-la na porta do avião), facilita a vida no dia a dia pois ele é leve, fácil de abrir e fechar e cabe tranquilo no porta-malas do carro deixando sobrar espaço para outras coisas.

O meu escolhido foi este Summer Infant 3DLite

12-Protetor Solar: Depois dos 6 meses os médicos normalmente liberam os protetores solares para o bebe e aqui nos EUA eles são muito mais em conta que no Brasil, então vale muito a pena já fazer um estoque! Tem muitas marcas boas, eu gosto dos da Neutrogena mas íi vai de gosto e do que melhor se adapta na pele do seu bebe.

O que eu não comprei e nem senti falta:

-cadeirinhas que balançam com luzes e sons:  eu não usei com o Theo e não achei necessidade de comprar para o Thomas

-Aquecedor de mamadeira

-Aquecedor de lencinho umedecido

-Cadeira de amamentação (nada melhor que o meu sofá e Netflix durante as mamadas)

Acho que é isso,  seu eu lembrar de mais coisas eu atualizo o post.

Abraços

Juliana


Link das lojas:

BuyBuyBaby

Carter’s

Amazon

Baby RUs

Como é Morar em Michigan

Muita gente nova chegando em Michigan este ano ! Sejam bem Vindos!!

Morar nos EUA

E hoje tem um pouquinho de como é morar aqui em Michigan na entrevista que dei para a Carol Mendes do blog www.descobriaamerica.com

“Michigan! Um estado com bastante história para a minha própria família (a parte americana dela, claro), e inclusive ainda temos diversos parentes por lá. Mas se tem uma brasileira que pode nos passar  informações super bacanas sobre o estado, e sobre Wixom (na região de Detroit), onde mora agora, ela é a Juliana Fontes, responsável pelo blog Morar nos EUA. Vamos à leitura? 🙂

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“Meu nome é Juliana, sou esposa do Léo e mãe do Theo e do Thomas! Era dentista no Brasil e aqui sou dona de casa e mãe 24 horas. Adoro mexer com fotos e fazer “scrapbook”. Também tenho um blog chamado Morar nos EUA. Estamos nos Estados Unidos desde novembro de 2013. No primeiro ano, moramos na cidade de Canton, no estado do Michigan…

Ver o post original 1.738 mais palavras

Conhecendo o Texas

 

Dallas- Texas

Aproveitamos o feriado da Páscoa para conhecer o estado do Texas. Escolhemos esse destino pois era um lugar que nós ainda não conhecíamos, é quente e queríamos aproveitar a viagem para reencontrar duas famílias de amigos que não víamos há muito tempo e que moram por lá.

 Quero deixar aqui registrado que a minha idéia de um Texas com uma paisagem mais árida  tipo os filmes de cowboys que agente vê na TV ou de um lugar mais rústico foi por água abaixo quando desembarcamos em Dallas. Paisagem muito verde, cidade com avenidas largas, limpa, muita construção nova! Estradas para todos os lados e muito viadutos ligando todos os lugares. Na verdade, nós  que moramos em Michigan é que estamos no interior rsrs.

Uptown Dallas

Tiramos um dia para passear por Dallas e conhecer um pouco a região.   Estacionamos o nosso carro no subsolo do Museu de Artes de Dallas e pagamos $10 para deixar o carro lá o dia inteiro. Bem frente ao Museu de Arte tem um parque muito legal chamado Klyde Warren Park para ir com as crianças pois tem um splash playground onde as crianças podem brincar e se molhar. O dia estava quente por volta de uns  24°C o que para nós de Michigan é calor, então os meninos se divertiram bastante no parque. Na hora em que chegamos estava tendo aula de ioga no gramado do parque e tinham bastante gente participando e também estavam chegando vários foods trucks. Neste parque mesmo pegamos o bondinho/trolley (de graça) para ir até a região da uptown que é onde se concentra vários restaurantes.  Estes bondes  antigos que foram restaurados, fazem um trajeto bem legal pela uptown de Dallas e você pode descer e subir em qualquer ponto de parada que estão sinalizados nas ruas por onde ele passa e além do mais você não precisa pegar o carro e pagar outro estacionamento.

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Klyde Warren Park

Paramos para almoçar em um restaurante chamado Bread Winners Café&Backery, o restaurante é bem bacana as tem várias opções de comidas, lanches e cafés. O que eu gostei nesse restaurante foi o pátio interno com bastante plantas e com luz natural que foi onde ficamos para almoçar, outra coisa que eu achei  interessante foi o kids menu na contra capa de um livro infantil e a única falha do restaurante foi ausência de trocador infantil nos banheiros. Como precisava trocar a fralda do Thomas perguntei para o garçom se tinha algum lugar que eu poderia trocar-lo e ele me encaminhou para uma sala que não estava sendo usada no momento no restaurante onde havia vários sofás onde pude trocar.

Bread Winners Cafe
Trolley de Dallas

Não consigo entender qual a dificuldade dos estabelecimentos em colocar trocador nos banheiros, é uma coisa tão simples! É só fixar na parede o trocador inclusive, no banheiro masculino, deveria ser obrigado por Lei a ter.

Depois de almoço caminhamos um pouco a pé pela região da Uptown de Dallas e  encontramos uma cafeteria de chocolate chamada Sablon Chocolate Lounge e como não resistimos a um chocolate entramos lá para uma sobremesa.

No dia seguinte fomos conhecer o Distrito histórico Fort Worth Stockyard. É um quarteirão da cidade que reproduz o Texas antigo com a estação ferroviária, área de rodeio, desfiles de boi restaurantes especializados em carnes e as lojas que vendem artigos de couro como  botas e os chapéus de caubóis. Almocamos no H3 Ranch, um restaurante com estilo bem texano e comemos uma costela muito boa! Foi um passeio bem legal e o mais próximo que cheguei daquele Texas que aparece em Filmes.

Fort Worth Stockyards

Em Dallas ficamos hospedados na casa de amigos, então não tenho indicação de hotel por lá. Seguimos viagem de Dallas sentido Houston com um pequeno desvio no caminho na cidade de Waco pois o Leo descobriu um lugar para fazer wakeboard de cabo (Cable Park) e como em Michigan não tem e só faz calor três meses por ano ele quiser aproveitar a viagem pra matar a saudade de fazer wakeboard. O lugar é bem legal tem uma boa estrutura e os meninos se divertiram. Almoçamos em Waco mesmo em um restaurante de rede chamado Texas Roadhouse, surpreendentemente a carne e os acompanhamento que pedimos estavam muito bons! (Depois de mais de três anos morando nos EUA não  esperamos muita coisa de restaurantes de rede).

Cable park em Waco

Chegamos em Houston  já a noite em baixo de chuva! Como estávamos bem cansados da viagem fomos direto para o hotel. Ficamos hospedados no Sheraton Houston Brookhollow pois como deixamos para fazer a reserva em cima da hora era o com valor mais em conta, ficava um pouco afastado do centro mas para nos não tinha problema. O  hotel era bom mas já está pedindo uma renovação principalmente dos banheiros. Também não tinha frigobar no quarto o que para quem viaja com crianças faz falta (enchemos o balde de gelo que tinha no quarto com gelo para conservar o iogurte que tínhamos com a gente).

 Na manhã seguinte, tomamos café da manha no hotel e fomos direto para o Space Center da NASA . Passamos o dia todo lá e é um passeio bem legal para se fazer com crianças, principalmente meninos que tem essa afinidade com astronautas, foguetes e o espaço. Nossa ideia era fazer um almoço mais tarde em alguma churrascaria brasileira em Houston, mas saímos muito tarde da NASA e tínhamos combinado de jantar na casa de uma amiga brasileira que mora em Houston, então seguimos direto para a casa dela. Foi ótimo reencontra-la e para tornar a visita melhor ainda os pais dela estavam lá de visita e eles são uma família muito querida por nós, mesmo sem nos ver há muitos anos! Para quem mora longe da família e doa amigos esses reencontros aquecem o coração!

Nasa Space Center
Nasa Space Center

 

Por dentro do Space Center
Saturno V

No dia seguinte os nossos planos de passear na parte da manhã pelo centro de Houston furaram pois estava chovendo e tínhamos que voltar dirigindo até Dallas (4 horas) para pegar o nosso voo de volta para Michigan. Antes de sairmos de Houstom paramos em uma padaria Mexicana chamada El Bolillo Bakery que vende todos os tipos de pães gostosos que você pode imaginar, inclusive pão francês! O único problema é que não tinha mesinhas lá dentro para comer, mas enchemos a nossa bandeja de gordices e fizemos pic-nic de café da manha no carro mesmo.

Nossa bandeija de pãezinhos do El bolillo

A viagem foi corrida mais super legal! Com certeza Houston pede mais dias de visita porém deu pra conhecer um lugar novo e reencontramos amigos queridos!! Gostamos muito do Texas e recomendamos viajar para lá sim! Dizem que Austin e Santo Antonio são muito legais também!

Blogs com dicas ótimas sobre o Texas:

Aprendiz de Viajante

Alo Houston!

Abraços

Juliana

Todos os textos e fotos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole.

O nosso Instagram

Como vocês devem ter percebido não estou conseguindo manter o blog atualizado. Escrever no blog requer, além da inspiração, tempo para escrever, editar, colocar links, fotos….

Como alternativa, no último mês dei uma “turbinada” no meu Instagram. Lá consigo postar coisas do nosso dia-a-dia aqui de uma maneira mais rápida além de juntar com fotografia que eu adoro!!

Então sigam a gente lá no @morarnoseua !!!

E assim que a inspiração bater e sobrar um tempinho mais posts aqui no blog!

Abraços

Juliana

A página do facebook do blog está temporariamente desativada. Optei por me dedicar a apenas uma rede social no momento, o Instagram. O problema do facebook é que eu recebia muitas perguntas de pessoas que queriam saber como vir morar nos EUA e que nunca entraram para ler as informações que eu já tinha escrito no blog.

A função principal do blog é compartilhar a nossa experiência aqui nos EUA, as nossas viagens, servir como inspiração e como um guia de dicas para os recém chegados em terras americanas.

Não entendo de imigração, não trabalho com vistos, não tenho informações sobre vagas de emprego aqui e principalmente: NÃO aconselho ninguém a vir morar aqui sem o visto certo e de maneira ilegal.

Detroit e arredores com criancas

É isso mesmo! Tire da sua cabeça aquela imagem da cidade de Detroit que você vê nos filmes e aproveitem para desbravar lugares bem bacanas que tem por aqui com a criançada!

Para os dias frios:

Michigan Science Center Science 

Este é um passeio que agrada crianças de todas as idades e aos pais também já que dá para se divertir junto com elas! Tem o cinema IMAX e atrações especiais, é só ficar de olho na programação!

Detroit Institute of Arts

É um museu de arte, nem todo mundo gosta, mas tem obras de pintores mundialmente conhecidos como Van Gogh e Picasso o que pode agradar crianças maiores.

The Henry Ford Museum

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É um museu que conta a história da indústria  automobilística e da indústria aqui nos EUA. Não é um museu de “colocar a mão” como o Science e sim mais de olhar as máquinas e os automóveis expostos, mas vale a pena conhecer! A parte do trens é bem bacana e aqui fica uma dica: escondido atrás da área dos trens tem um espaço com poltronas e vários legos e trenzinhos para as crianças brincarem enquanto os pais dão uma descansada.

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O lugar escondido para os pais descansarem um pouco enquanto as crianças brincam.

Sea Life Michigan Aquarium

É um aquário pequeno que fica dentro de um shopping de Outlets mas é novinho,  muito bem dividido e agradou muito o meu filho de 8 anos! Os destaques são os tubarões, a moreia gigante , o polvo e as tartarugas marinhas.

Ann Arbor Hands On Museum

Um lugar para a criança colocar a mão na massa e se divertir com experiências e brincadeiras! Recomendo para crianças a partir  de 2 anos até 10 anos.

Mt Brighton Ski Resort

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Quem disse que não da para esquiar em Michigan!? Ta certo que não temos montanhas altas mas para quem não é um expert em Ski alpino da para se divertir bastante! Voce pode comprar o passe e locar os equipamentos para esquiar por conta própria ou se inscrever  online nas aulas de Ski para aprender o básico.

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Um galpão repleto de camas elásticas para a criançada pular e gastar todas as energias! E os papais podem pular junto também.

Legoland Discovery Center

Fica dentro do mesmo outlet do Sealife Auarium e é um lugar bacana para crianças de 2 até uns 8 anos.

Para os dias quentes:

Greenfield Village

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Vila histórica linda que pertence ao complexo do Henry Ford Museum. Voce vai passar um dia inteiro la dentro! Fique de olho na programação do site para os dias que tem eventos especiais! Fomos no feriado de memorial Day e foi muito bacana ver toda a reprodução da Guerra Civil Americana!

Detroit Zoo

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Tem gente que gosta e tem gente que não de zoológicos. Eu morro de dó dos bichinhos ali presos e sendo exibidos mas…criança gosta de ver bichos e o zoológico de Detroit é bem legal! A aérea do urso polar é a mais concorrida com  certeza! A  área  nova dos pinguins acabou de ser inaugurada  também!

– Passear no Detroit River Front

DSC00187.JPGA região que beira o Detroit River em frente ao prédio da GM foi toda revitalizada e vale a pena o passeio! E o Canadá esta ali do outro lado do rio.

Kensington Metro Park

Adoramos este parque! Se você é residente vale a pena comprar o passe anual. Tem atrações para todas as estações do ano. No verão tem as “praias”, splash playground com toboagua, tem uma fazendinha, inúmeras áreas de picnic com playground, área de churrasqueira, trilhas para andar de bike, aluguel de caiaque, pedalinho e canoa. No inverno a área para fazer sled é bem bacana! Fique de olho na programação pois o parque tem vários eventos!

The Adventure Park

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Para que curte arvorismo este é o lugar! Um lugar super bem estruturado repleto de circuitos de arvorismo demarcados por grau de dificuldade e ziplines!

Heritage Park em Farmington Hills

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Um parque bem legal para levar a criançada  para brincar no verão e fazer um pic-nic.

Para crianças maiores que curtem esportes vale a pena levá-las assistir aos jogos dos times de Michigan:

Baseball (Tigers) –Commerica Park

Futebol Americano (Lions)

Basquete (Pistons)

Hockey (Red Wings) 

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Para levar a criançada para almoçar ou jantar:

Rain Forest Cafe

Hard Rock Cafe

Buddys Pizza

Mora aqui na região de Detroit? Tem alguma dica para dar? Deixe nos comentários!!

Bom divertimento!

Abracos

Juliana

Como vestir as crianças no inverno

 

Visto brasileiro para crianças nascidas nos EUA

Leia mais

O cansativo voo de volta …

Saindo de GRU, mal sabia o que me esperava kkkkk!

Depois de três anos morando aqui em Michigan esta foi a primeira vez em que pegamos um voo com escala. Quando compramos os bilhetes para as nossa viagem para o Brasil não conseguimos comprar um voo direto de São Paulo para Michigan então, tivemos que fazer uma conexão em Atlanta.

Aproveito para lembrar que, para quem está viajando com crianças, para sair do Brasil se o passaporte não tem o nome dos pais você é obrigado a apresentar um documento que pode ser o RG da criança ou a certidão de nascimento com o nome de ambos os pais. Apresentei o RG do Theo junto com o passaporte dele e no caso do Thomas, como ele tem passaporte americano, não precisei apresentar outro documento, porém tive que entregar aquela guia branca que recebi no voo quando vim para o Brasil e que foi carimbada com a data de entrada dele no país (pois ele entrou como estrangeiro com visto de turista) e na hora de vir embora o passaporte dele foi carimbado de novo com a data de saída do país.

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Se estiver viajando com passaporte americano não se  esqueça de preencher o cartão de entrada/saída

Na hora de passar no raio X no Brasil foi bem mais tranquilo que nos Estados Unidos, não precisamos tirar os sapatos e quando eu avisei que tinha mamadeira com água dentro da mochila  a funcionária não fez questão de olhar e nem analisar a água da mamadeira como foi feito no aeroporto nos Estados Unidos.

O nosso voo teve um pequeno atraso para sair de São Paulo, ficamos em média uns 30 minutos parados no gate aguardando autorização para decolar.Diferente do voo de ida para o Brasil neste voo de volta o avião estava lotado então não conseguimos fazer um upgrade para classe economic confort da Delta. Para ajudar, os nossos assentos eram na fileira do meio quase no final do avião, por um lado foi bom pois se fosse um pouco mais para frente seriam 4 no meio então provavelmente teria uma pessoa sentada junto conosco (os últimos acentos do avião a invés de quatro são três assentos) então viemos nós três com o Thomas no colo. E claro desta vez não conseguimos bercinho. Nada contra viajar com um desconhecido ao nosso lado, mas com  criança junto coitada da pessoa, pois é pé para um lado, cabeça para o outro, senta-levanta, senta-levanta, na hora de comer então…não vou nem relatar aqui o caos que é, quem tem filhos pequenos vai me entender rsrsrsr.

O voo de São Paulo para Atlanta foi tranquilo, o Thomas conseguiu dar uma boa dormida no colo e o travesseiro que levamos ajudou muito pois coloquei o travesseiro no meu colo como apoio para ele dormir. O Theo, como de costume, assistiu aos filmes dele e depois do jantar também dormiu, foi um pouco mais apertado desta vez porque não tinha um assento vago entre nós. Bom eu…não dormi nada, assisti a uns quatro filmes durante o voo.

A canseira na verdade começou quando chegamos em Atlanta. O carrinho do Thomas que eu tinha despachado na porta do avião em Guarulhos não foi entregue na porta do avião quando desembarcamos e sim enviado direto para as esteiras junto com as malas então tivemos que andar com Thomas no colo desde o gate de desembarque até chegar na fila da imigração. Quando chegamos para fazer a imigração a fila estava bem grande e faltava apenas aproximadamente uma hora para o nosso voo de Atlanta para Detroit sair (parece muito tempo mas não é). Conversamos com uma funcionária se era possível fazer a nossa imigração mais rápida pois iríamos perder a conexão e estávamos com uma criança de colo e ela falou que como nosso voo era para Detroit não teria problema se o perdêssemos pois toda hora tinha voo para Detroit. Resumindo, ficamos aproximadamente 50 minutos em pé na fila da imigração com uma criança de 10 quilos no colo.

Depois que saímos da imigração corremos que nem loucos para pegar as bagagens na esteira para não perder o voo. Quando fomos checar no painel de qual gate nosso voo iria sair vimos que era praticamente do outro lado do aeroporto! Corremos com as malas até o setor de conecções, colocamos elas novamente nas esteiras  antes de passar novamente pelo RX. (como elas já estava etiquetadas para irem para Detroit não tivemos que fazer outro check-in). Passar novamente pelo raio X significa  tirar os sapatos, ter as mamadeiras analisadas, tirar a criança do carrinho para passar o carrinho  no raio X também, colocar a criança novamente no carrinho e sair correndo pelo aeroporto. Estávamos tão longe do gate que tivemos que pegar até um trem para chegar no local de destino e quando chegamos as portas já estavam fechadas e o nosso avião estava taxiando. Perdemos o voo para Detroit.

Perdemos o voo…paciência …aproveitamos para ir ao banheiro trocar o Thomas e dar a mamadeira dele enquanto isso o Léo foi até um guichê da Delta para ver quando seria o próximo voo para Detroit.

Finalmente a caminho de Detroit

Quando finalmente embarcamos para Detroit (duas horas depois) o Thomas que já estava bem cansado e resolveu começar a chorar. Dentro do avião não queria ficar sentado no meu colo, não queria ficar em pé, não queria nada, foi um voo bem cansativo e ele só conseguiu dormir um pouquinho quando já estávamos chegando em Detroit.

Pois é, este relato é para mostrar que nem tudo é perfeito e sai como o planejado como o nosso voo de ida para o Brasil que eu relatei aqui no blog.

Abraços

Juliana

Viagem de avião com um bebe

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole.

Como vestir as crianças no inverno.

img_8840Este é o nosso quarto inverno aqui em Michigan e me dei conta de que  nunca escrevi aqui no blog como eu visto o Theo para ir para a escola nestes dias congelantes. Diferentemente do Brasil  onde, quando faz frio, a gente agasalha a criançada com inúmeras camadas de roupas, aqui por incrível que pareça, o vestuário de inverno é mais enxuto.

Em primeiro lugar temos que lembrar que aqui por mais que faça um frio de menos 20 graus lá fora, as casas assim como as escolas, shoppings, supermercados, carros e ônibus escolares são todos aquecidos. Então se a criança não vai ficar brincando na neve ela não precisa estar cheia de roupa para ir para a escola pois a escola é quentinha.

O vestuário do Theo para os dias frios para ir para a escola consiste em uma camiseta por baixo de um conjunto de moletom (evite calça jeans pois congela). Por cima da blusa de moletom ele coloca uma jaqueta própria para a neve (vale a pena investir em marcas boas como Northface e Columbia). Como ele tem que esperar o ônibus escolar ao ar livre ele coloca touca e luvas. No pé um tênis ou se estiver neve acumulada na rua bota de neve.

Lembrar que quando a criança for com a bota de neve no pé tem que mandar um tênis dentro da mochila para usar na escola. Ele coloca a calça de neve por cima da calça de moletom apenas se está nevando ou se tem muita neve acumulada na rua  pois eu  sei que ele não resiste em brincar na neve enquanto espera ônibus. Se ele não vai com a tal calça ele leva na mochila para usar na hora do intervalo para brincar no playground  da escola.

Aqui as crianças brincam no lado de fora da escola até a sensação térmica de menos zero graus Fahrenheit ou aproximadamente -17 graus Celsius. Lembrem-se que sensação térmica é diferente da temperatura marcada no termômetro. Portanto não se esqueça de enviar toda a roupa apropriada para a criança brincar lá fora (se não estiver muito frio coloca toda a roupa de neve e botas em uma sacola para a criança levar)

Uma outra dica é hidratar bem as mãos, o rosto e os lábios que são as áreas do corpo que ficam mais expostas ao frio e portanto ressecam mais.

Evite também deixar a temperatura da sua casa e do carro muito quentes para evitar o choque de temperatura  todas as vezes em que você for sair de casa. Aqui em casa deixamos o aquecimento na casa dos 67F (20 graus Celsius aproximadamente) o que pede um  moletom leve dentro de casa além de ajudar a economizar na conta de gás.

É normal sentir mais frio nos primeiros anos depois o nosso corpo vai se acostumando com as temperaturas mais baixas. No nosso primeiro inverno aqui eu enchia o Theo de roupa comprei até aquelas roupas do tipo segunda pele térmicas para ele colocar por baixo do moletom, porém ele começou a reclamar que passava calor na escola. Nunca mais usei esse tipo de roupa.

Depois de três anos morando aqui eu acho que o nosso organismo se acostumou com frio tanto é que estamos no meio de Janeiro e eu ainda não coloquei nem touca e nem luva para sair de casa, coloco apenas uma jaqueta por cima da roupa que eu estou usando e as crianças a mesma coisa. Se bem que este mês de Janeiro está bem atípico, teve muita pouca neve e as temperaturas estão por volta de 3 e 5 °C então não neva, estamos tendo um mês de Janeiro bem úmido com bastante garoa, dias cinzentos e muita neblina.

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Janeiro de 2017- Cade a neve?

Nos mudamos para Michigan em novembro de 2013 então pegamos o famoso inverno de 2014 onde fez temperaturas muito baixas chegando fácil a -20°C e muita, muita neve acumulada. Os invernos seguintes tanto do ano de 2015 como do ano de 2016 foram bem tranquilos se comparados ao nosso primeiro inverno, então eu não sei se agora nossa resistência ao frio é maior e por isso a gente  usa menos roupas de inverno ou se é porque os invernos não estão tão frios.

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cade a neve?

 

 

Estamos com um bebe de 10 meses aqui em casa e ainda estou tentando achar a melhor maneira de sair com ele de casa no frio. É complicado colocar muita roupa de frio em um bebe pois eles são pequenininhos e gordinhos e ficam imobilizados quando a gente coloca muita roupa neles o que acaba os deixando irritados.

Quando ele pesada até 8 kilos ele cabia no bebe conforto então não tinha muito problema pois para sair era só colocá-lo no bebe conforto ainda dentro do quentinho de casa, acoplar o mesmo no carro e chegando no destino final era só jogar um cobertorzinho por cima e entrar rapidinho no ambiente quentinho ou se fosse o caso era só acoplar o bebe conforto no stroller e passear no shopping. Não precisava encher ele de roupa e se ele dormisse no carro ele podia continuar o soninho enquanto estivesse no bebe conforto.

 Mas agora o meu bebe cresceu e não cabe mais no bebe conforto então para sair de carro, temos que colocá-lo na cadeirinha que fica direto no carro. Por normas de segurança não é recomendado colocar as crianças nas cadeirinhas com jaquetas  grossas pois o cinto pode não reter a criança no caso de um acidente. O recomendado é prender a criança com o cinto da cadeirinha e depois, por cima do cinto você pode colocar a jaqueta de frio sobre a criança ou um cobertor para mantê-la quentinha até o carro esquentar.

Depois de algumas tentativas frustadas de tentar colocar a jaqueta ou o macacão de frio no Thomas ainda estando dentro do carro antes de sair (ele acordava e ficava irritado comigo tentando passar os braçinhos dele dentro da manga e eu toda torta tentando enfiar a jaqueta em um bebe que não para quieto dentro do carro), resolvi que o melhor mesmo é tirá-lo da cadeirinha, colocar uma touca nele e enrrola-lo no cobertor que já está no carro e correr com ele no colo até estar dentro de um lugar quentinho. Se tiver que colocá-lo no carrinho, tiro primeiro o carrinho do porta malas e já deixo aberto perto da porta do carro. Se não estiver muito frio tiro ele do carro e coloco no carrinho e ponho o cobertor por cima dele, se estiver muito frio não fico Passando frio no  estacionamento para colocá-lo no carrinho, é filho em um braço e com a outra mão eu empurro o carrinho até entrar no ambiente quentinho e daí eu vou colocá-lo com calma no carrinho. Enquanto isso o filho mais velho coitado, só escuta a doida da mãe gritando: “pega a jaqueta!”, “põe a touca!”, “olha pra atravessar a rua!”.

Outra coisa que tem me ajudado muito com Thomas neste inverno é que ao invés de comprar aquelas bolsas de maternidade padrão eu comprei uma mochila para colocar as coisas dele dentro, então eu fico com as mãos livres e sem a preocupação da bolsa ficar caindo do ombro. A mochila não é tão bonita como aquelas bolsas lindas de maternidade que vendem aqui nos Estados Unidos mas é uma opção super prática para quem tem bebe.

Para quem tem bebe pequenininho uma boa opção também para andar com a criança durante inverno é colocar a criança no canguru ou sling porque ela fica bem quentinha, porém o Thomas já está com 10 quilos então eu prefiro colocar no carrinho para minha mais fácil mas isso depende de cada mamãe.

Em resumo: deixe as roupas pesadas de neve para quando a criançada for brincar do lado de fora. No dia a dia, uma corridinha do carro quentinho para dentro de um outro ambiente quentinho não vai matar ninguém de frio.

E vocês mamães e papais, tem alguma dica prática sobre o assunto para compartilhar aqui no blog? Deixe nos comentários!

Abraços

Juliana

O que fazer com as criancas em Detroit

Viagem de avião com um bebê

 Acabamos de chegar ao Brasil para as nossas férias de final de ano e esta foi a primeira viagem de avião do Thomas e já começamos com uma viagem longa de quase 11 horas!  Estava preocupada de como ele iria se comportar no avião e de como seria a nossa logística no aeroporto com malas, seat car para despachar, stroller, uma criança e um bebê. Li vários posts em diferentes blogs sobre viagem com bebês para ter uma idéia do que me esperava mas nada como vivenciar na prática!

O processo já se inicia na hora de reservar as passagens aéreas. Voamos pela Delta Airlines (única companhia aérea que tem vôo direto de Detroit para São Paulo). Crianças menores de 2 anos não precisam de assentos então para o Thomas só tivemos que pagar a taxa de embarque para ele viajar no colo. Pelo site não tem a opção de acrescentar o nome do bebê como passageiro, então depois que compramos os nossos bilhetes ligamos na Delta airlines com o número da nossa reserva e adicionamos o nome do Thomas como passageiro. Perguntamos também se tinha a possibilidade de reservar o bercinho (bassinet) para ele, mas recebemos a informação de que isso só poderia ser resolvido na hora do check-in pois teria que remanejar os  assentos. A principio havíamos conseguido reservar 3 assentos na fileira do meio na clásse econômica (pegamos os 2 assentos do corredor e um do meio, ficando um assento vago entre a gente na esperança de que ninguém fosse comprar aquele assento e assim ficaríamos com um assento vago para nós).

Para ter direito ao bercinho você tem que comprar os assentos que ficam de frente para a “parede” que separa as classes do avião pois só ali tem os ganchos necessários para prender  bercinho, porém quando fizemos as nossas reservas esses assentos já estavam ocupados. Cabe lembrar que o bercinho acomoda bebês de até 12 kilos.

Primeiro de tudo, viajar com um bebê requer toda uma preparação desde de antes de viajar com a montagem da mala de mão que vai com você no avião. É fralda, mamadeira, leite em pó, trocas de roupas, pomada para assadura, copinho de água, brinquedinho (não barulhento) para distrair a criança, papinha, babador, álcool em gel, trocador descartável e por aí vai.

No dia anterior da viagem verificamos os assentos no site da Delta e constatamos que a classe econômica estava lotada e o assento entre a gente na fileira do meio já havia sido ocupado. Vimos que na classe Confort plus havia uma fileira inteira do meio vazia (4 assentos) então optamos em fazer um upgrade para podermos viajar com mais conforto.

Ao chegarmos no aeroporto fomos informados que teríamos que solicitar o bercinho para a comissária de bordo dentro do avião e ela teria que conversar com as pessoas que estavam nos assentos de frente para a tal parede se  eles concordariam em trocar de lugar com a gente.

Depois de feito o Check-in, fomos passar pelo Rx. Este é um momento tumultuado para quem está com criança, principalmente com um bebê. É um tal de tirar sapato, casaco, celulares, computador … O Thomas estava no stroller, tivemos que pegá-lo no colo e colocar o carrinho dobrado para passar no RX. Me perguntaram se eu estava com mamadeira com água dentro e solicitaram para eu tirar as mamadeiras da mochila e colocá-las em uma bandeja em separado. Depois que elas passaram pelo RX um agente da polícia me avisou que levaria as mamadeiras para análise ali mesmo ao lado dos RX. Passei pelo RX com o Thomas no colo e pela primeira fez passei pelo teste de drogas. Eles passaram um papel específico na palma da minha mão e colocaram em uma máquina para análise, as pessoas são escolhidas aleatoriamente para este teste.

Passando pelo Rx foi hora de colocar sapato, pegar casaco, abrir  o stroller, colocar bebê no stroller, guardar as mamadeiras de novo na mochila e ficar de olho no filho mais velho para ele não se perder no meio dessa bagunça toda! Por sorte chegamos com antecedência para o vôo então não precisamos fazer tudo isso na correria e também não tinha muitas pessoas passando pelo Rx neste momento. Para quem tem bebês menores de 6 meses recomendo levarem o bebe no canguru ou sling, pois evita esse negócio de tira do carrinho, fecha carrinho, abre carrinho, coloca criança no carrinho. O Thomas está com quase 10 kilos então eu não aguento mais carregar ele por muito tempo no canguru por isso optamos em levá-lo no stroller.

Chegamos no nosso portão de embarque cedo então deu tempo de jantarmos  antes de embarcamos. Antes de embarcamos aproveitei para trocar a fralda do Thomas para ele entrar no avião com a fralda sequinha. Ele foi sentadinho no stroller até a porta do avião, lá colocamos o carrinho em uma sacola própria para ele para proteção (o mesmo tipo que usamos para despachar o car-seat).

Quando entramos no avião falamos com a  comissária de bordo se seria possível trocar de assento (três fileiras para frente) para conseguirmos pegar o berço. A fileira do meio em frente a “parede” do berço só tinha passageiros na ponta, as duas poltronas do centro estavam vazias. A aeromoça foi falar com os passageiros, explicou a situação e  por gentileza eles toparam em mudar de assento com conosco! Resultado: ficamos com quatro poltronas para nós mais o bercinho!

O bercinho só foi colocado no lugar depois que avião atingiu a altura de cruzeiro. Sobre o bercinho: o Thomas coube certinho no berço do avião (no momento ele esta com 10 kg) e ele conseguiu dormir algumas horas lá porém o bercinho tem suas desvantagens. Quando você coloca a criança no bercinho, por questão de segurança,  você tem que fechar uma tela por cima da criança, que fecha o berco todo, inclusive o rostinho dela, isso me deixou meio aflita pois a tela ficou a poucos centímetros do rostinho dele.  Outro problema: o Thomas está com 9 meses então ele se mexe muito enquanto dorme, principalmente os braços, então toda hora em que ele se mexia ele batia as mãozinhas na tela e chorava, daí eu tinha que pegar ele no colo. Outro ponto negativo: toda a vez em que a luz de apertar os cintos acende, você tem que tirar a criança do berço e segurá-la no seu colo, se o bebê está dormindo tem grande chance  dele acordar.

No nosso vôo, essa luz de apertar os cintos não apagava nunca mesmo o  vôo estando tranquilo sem turbulências ou trepidações. Depois que o bercinho foi instalado, fiquei um tempão com ele no colo e nada da luz apagar, ele dormiu e nada da luz apagar, venho o jantar e claro que ele acordou com aquela movimentação toda, acabou o jantar, todo mundo se ajeitou para assistir um filme ou dormir e nada da luz apagar, o Thomas dormiu de novo no meu colo e nada da luz apagar, foi ai que o comissário Gustavo (obrigada Gustavo do vôo DL53) teve a sensibilidade de ir falar comigo e dizer que iria pedir para o superior dele se ele autorizava apagar a luz de apertar os cintos. Cinco minutos depois a luz se apagou e finalmente consegui colocar o Thomas no bercinho.

Minha conclusão sobre o bercinho: Só vale a pena solicitar se o bebê for bem novinho, no máximo até uns 6 meses, mais do que isso, como foi o caso do Thomas, é muito trabalho para pouco uso.

Como ficamos com os 4 assentos do meio, eu vim em uma ponta, o Leo em outra e o Theo deitado nos dois bancos do meio. O Theo sempre amou viajar de avião, para ele é o máximo a hora do jantar, escolher filme e até ir naquele banheiro minúsculo. Por falar em banheiro, trocamos a fralda do Thomas duas vezes durante o vôo. Uma logo depois do jantar e outra um pouco antes do avião pousar. Pensei que ia ser mais complicado trocá-lo naquele banheiro minúsculo, mas não foi tão ruim, e o fato de eu ser pequena favoreceu. Montei 3  mini kits de troca de fraldas em um saquinho do tipo ziplock contendo 1 fralda, 1 trocador de papel descartável, pomada de assadura pequena, lenço umedecido embalagem pequena para viagem e uma troca de roupa, assim não precisei entrar no banheiro do avião com aquela mala enorme de bebê, foi só entrar com o ele e o saquinho ziplock.

Sobre comida para o bebê,  li que se você solicitar na reserva a companhia aérea disponibiliza comida para bebê, mas preferi levar a comida dele. Levei quatro mamadeiras e leite em pó suficiente para preparar 6 mamadeiras. Sei que foi meio exagerado, mas é melhor pecar pelo excesso do que pela falta.

No final ele mamou 3 mamadeiras ( uma antes de embarcar, outra antes de dormir e a última na hora do café da manhã do avião que foi a hora em que ele acordou). Não sou muito a favor de papinhas prontas mas neste caso levei papinha orgânica pronta em embalagem do tipo bisnaga pois daí não precisa de colherzinha para comer , mas no final ele acabou comendo um pouco da nossa comida na hora do jantar e não quis comer a papinha, ficou só na base do leite mesmo durante a viagem.

Mesmo sem ter conseguido dormir direito desta vez, o vôo foi tranquilo, sem turbulência e com decolagem e pouso bem suaves. Fiquei preocupada do Thomas sentir dor de ouvido por causa da pressurização da cabine mas ele não demonstrou ter sentido nada. Como ele não chupa chupeta ofereci água durante a decolagem e o pouso.

Ao descermos da aeronave tivemos que esperar pelo carrinho dele, então fomos praticamente os últimos a passar pela imigração. Como o Thomas só tem o passaporte americano com visto brasileiro (ainda não fiz o registro dele como brasileiro no Consulado geral do Brasil em Chicago, portanto ele ainda não tem passaporte brasileiro – depois em outro post eu explico o motivo), perguntei para uma funcionária se eu deveria passar com ele na fila de estrangeiros, mas como ele é bebê ela nos encaminhou para a fila de atendimento preferencial. A grande diferença aqui é que junto com o passaporte americano do Thomas tive que apresentar o formulário branco de entrada e saída para estrangeiros que os comissários de bordo entregam dentro do avião. A agente da imigração carimbou tanto o passaporte dele quanto o formulário branco o qual deve ser entregue quando ele deixar o país. Americanos com visto brasileiro de turista podem ficar no Brasil por no máximo 90 dias ou até a data que o agente carimbou no passaporte. Mamães sempre fiquem atentas se o passaporte americano das crianças foram carimbados para evitar problemas futuros com a imigração brasileira.

Depois de todo esse processo fomos pegar as malas.  Estávamos com 4 malas grandes, 2 malas pequenas de mão, mala do bebe, mala de mão do nosso filho mais velho com brinquedos e muda de roupa caso fosse necessário, o car seat para por no carro e o carrinho do bebe. Precisamos de 2 carrinhos para levar as bagagens. Eu levei um, o maridão outro e o Theo foi empurrando o Thomas no stroller. Fiquei só imaginando uma mãe ou pai viajando sozinhos com os filhos, deve ser uma loucura!

Depois de todo esse processo foi só correr para i abraço dos avós que estavam nos esperando no desembarque!!

Agora vamos curtir as nossas férias com a família aqui nesse calorão do Brasil pois quando voltarmos para Michigan vai estar a maior friaca!

 

Abracos

Juliana

 

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole.

Fim de semana em Petoskey-MI

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M119 – Harbor Springs

No final do mês de outubro fomos conhecer a região de Petoskey aqui  de Michigan que fica na  área conhecida como Little Traverse Bay. Petoskey é um destino de praia (praia formada pelo gigantesco lago Michigan) muito frequentado nas férias de verão aqui de Michigan entre os meses de Maio e Setembro. Porém no outono a região também faz sucesso devido a mudança nas cores das folhas das árvores que vão do tom vermelho, passando pelo laranja até chegar no amarelo ouro o que dá para a região um efeito visual lindo!

Saímos na sexta-feira a tarde e ao invés de ir direto para Petoskey desviamos para oeste sentido Traverse City. A viagem em si em direção ao norte de Michigan já é por si só um deleite para os olhos, ver todas aquelas árvores coloridas beirando as estradas é lindo demais! Já estivemos em Traverse duas vezes mas como desta vez estávamos com os meus pais queríamos que eles também conhecessem esta cidade que é um dos destinos turísticos mais famosos aqui de Michigan.

Chegamos quando já estava anoitecendo em Traverse e ficamos hospedados no Grand Beach Resort Hotel. O Hotel fica bem localizado, bem de frente para a praia. O tempo não ajudou muito, estava frio e com uma garôa fininha. O hotel tinha uma piscina indoor o que foi o ponto alto para o Theo nesse primeiro dia de viagem. Depois da piscina e de um banho saímos para jantar. Os restaurantes da rua principal do centro de Traverse City estavam bem cheios, acabamos jantando em um restaurante mais próximo do hotel, já que com um bebe não da para arriscar ficar em fila de espera em restaurante.

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Praia em frente ao Grand Beach Resort Hotel. No verão deve ser ótimo!

Recomendo fortemente reservar os hotéis antes de ir para esta região. Mesmo não sendo alta temporada, a maioria dos hotéis estavam lotados! Se você também tem a intensão de jantar em algum restaurante em especial também recomendo ligar para o local durante o dia e fazer reserva se não quiser esperar mais de uma hora na fila por uma mesa.

O quarto do hotel era muito bom,  com duas camas queen-size, uma mini copa com microondas, frigobar e pia o que facilita a vida de quem esta com um bebe e precisa fazer papinhas e preparar mamadeiras. O ponto negativo do hotel foi a não disponibilidade de berço para bebe (esqueci de solicitar quando fiz a reserva), um cheiro (fraco) de cigarro no quarto, mesmo o hotel sendo smoky-free e a sala de café da manhã era muito pequena com relação ao tamanho do hotel, o que tornou a hora do café da manhã tumultuada.

No dia seguinte , o tempo estava um pouco melhor e passeamos um pouco pela cidade.  Fomos conhecer o The Village Grand Traverse Community. Para mim o mais legal do local é a área externa, o que rendeu bonitas fotos. Lá também tem restaurante e lojinhas.

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The Village Grand Traverse Community

Na saída paramos na Grand Traverse Pie Company, um lugar famoso pelos diversos tipos de tortas doces. O lugar é super gostosinho, paramos lá para tomar um chocolate quente e recomendo visitar o local. Além das tortas vi saindo vários sanduiches bem apetitosos!

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Pie Company em Traverse City

O centrinho de Traverse é cheio de restaurantes e lojinhas, super charmoso o que  pede uma caminhada a pé, mas desta vez o nosso destino era mais ao norte então só passamos de carro. Recomendo se tiver tempo de viagem, reservar um dia inteiro  para curtir a região central de Traverse City. Traverse também fica perto de Glen Arbor e de Sleeping Bear Sand Dunes, dois lugares que vale a pena a visita se você ainda não esteve lá.

Nossa viagem para Traverse City esta aqui.

E para quem gosta de cerveja existem várias cervejarias pela região além das vinícolas.

De Traverse City pegamos a estrada US-31 sentido Petoskey. O viagem durou em torno de uma hora e o trajeto beirando o lago Michigan é lindo! No caminho existem várias farms que vendem  maçãs na beira da estrada. Um pouco antes de chegar em Petoskey passamos por uma cidade chamada Charlevoix que fica situada entre o lago Michigan e o lago Charlovoix, só de passar por ela já me deu vontade de para e almoçar em algum restaurante de lá de frente para o lago, uma cidadezinha super charmosa.

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US-31 a caminho de Petoskey
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Charlevoix-MI

Chegamos em Petoskey no começo da tarde. Ficamos hospedados no Comfort Inn, um hotel padrão aqui nos EUA. A recepção era um pouco datada mas  o quarto e banheiros eram bons. Ficamos hospedados no segundo andar e como o hotel não tinha elevador tivemos que subir pelas escadas com as malas. O café da manhã, padrão americano, estava melhor que o do hotel de Traverse City.

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Petoskey-MI
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Bayfront Park em  Petoskey
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Lake Michigan – Bayfront Park Petoskey

Saímos do hotel e fomos conhecer a loja de chocolates Kilwins Chocolate Kitchen que fica bem na avenida principal que beira o lago. A loja é bem bacana e além dos chocolates e sorvetes, vende aqueles fudges típicos da região norte de Michigan e a pipoca caramelizada que o Theo adora. Se você se programar com antecedência dá para fazer um tour pela fábrica de chocolates. De lá paramos no Bayfront park que fica bem na beira do lago (na estrada um pouco mais ao norte desse park tem o Sunset Park, que fica na parte alta da estrada e é um ótimo local para tirar fotos). As árvores estavam lindas com as cores do outono! Tinha um playground bem bacana também mas como já era fim de tarde o vento frio encurtou o nosso tempo no parque.

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Petoskey-MI
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Kilwins chocolate kitchen em Petoskey

Quase em frente ao Bayfront park tem o Bear River Valley Recreation Area, um lugar bem tranquilo e gostoso para fazer caminhada. A ponte de arcos que tem logo na entrada é bem bonita, vale a pena o passeio se você gosta de caminhadas ao ar livre. A cidade em si é bem bonita e possui muitas casas em estilo vitoriano que dá todo um charme para o local. Por ficar em uma colina, Petoskey tem uma vista privilegiada do Lake Michigan.

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Petoskey- Bear River Valley
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Bear River Valley – este parque fica bem no centro de Petoskey

A noite, deixamos os meninos com os avós no hotel e saímos para um jantar a dois. Por coincidência estava tendo a Restaurant Week em Petoskey bem neste fim de semana. Escolhemos o restaurante Pallete Bistro para ir e acertamos na escolha, A comida estava muito boa, o lugar super aconchegante! Nossa passagem por Petoskey foi rápida, com certeza iremos voltar para desbravar mais a cidade.

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Centrinho de Petoskey-Mi

Mais sobre a cidade de Petoskey e o que fazer por lá clique aqui.

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M-119 Tunnel of Trees

No dia seguinte  deixamos o hotel para conhecer o famoso Tunnel of Trees. Tunnel of Trees Scenic Heritage Rte é como é conhecido o trecho da estrada M119 entre  as cidades de Harbor Springs e Cross Village ao norte de Petoskey. Esse trecho tem 20 milhas (aproximadamente 32 quilometros) e está entre uma das estradas mais bonitas de Michigan e é muito procurada nesta época do ano por causa das cores das folhas das árvores durante o outono.

O dia estava um pouco nublado mas a paisagem continuava  linda para o passeio! O nosso hotel estava localizado bem na saída para a M119. Logo no início da estrada tem a Cervejaria  Petoskey Brewing, que é parada obrigatória para os amantes de cerveja. A caminho de Harbor Springs do lado esquerdo da estrada vai estar o Petoskey State park. Se você estiver com tempo, vale parar e desbravar a região. O parque fica  em frente ao lago Michigan e deve ser lindo.

Continuando na M119, a próxima parada foi em Harbor Springs. Fiquei encantada com Harbor Springs! É uma cidadezinha bem pequena mas super charmosa. Na rua que beira a praia tem uns casarões lindos! No verão aquele lugar deve ser o máximo. É em Harbor Springs que o famoso Tunnel of Trees começa de verdade.

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Pond Hill Farm- Harbor Springs

Outra parada bacana, logo depois de Harbor Springs é a  Pond Hill Farm. É uma fazenda que nessa época do ano fica cheia de abóboras. Um lugar bacana para fotografar e para quem tem crianças tem uma fazendinha e algumas brincadeiras como boliche de abóboras. Eles vendem vários tipos de cervejas e vinhos da região e para quem quer entrar no clima do outono de Michigan tem para vender os famosos dunuts com açúcar e canela e suco de maçã tradicional e o quente que parece um chá de maçã, muito bom!

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Pond Hill Farm

 

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Pond Hill Farm

Continuamos na estrada sentido norte. A M-119 neste trecho é estreita então as árvores ficam bem próximas uma das outras formando um verdadeiro túnel de árvores. É uma estradinha cheia de curvas, subidas e descidas, uma delícia de ir passeando observando a paisagem, sem pressa, mas prestem atenção no trafego pois mesmo ela sendo estreita ela é de mãos dupla e não tem faixa separando as pistas (o asfalto era novo, pode ser por isso) então um olho nas árvores e outro na estrada. Em alguns trechos da estrada é possível ver o Lago Michigan a sua esquerda (para quem esta indo sentido Norte). Praticamente não existem pontos de parada, pois a área de acostamento é bem estreita mas em alguns lugares é possível dar uma parada rápida com o carro para fotografar.

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M-119
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M-119 Tunnel of Trees

Este ano, a mudança das cores das folhas das árvores atrasou. Dizem que foi porque o frio demorou para chegar por essas bandas este ano. Normalmente a mudança das folhas nesta região mais ao norte de Michigan começa no final de setembro tendo o seu ápice no meio do mês de Outubro. Estivemos na região no fim de semana do dia 22 de outubro e ainda tinha vários trechos onde as folhas ainda estavam verdes. Este ano, só conseguiu ver tudo amarelo cor de ouro quem esteve na região entre a última semana de outubro e a primeira de novembro, o que foi totalmente atípico.

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Este trecho da M119 ainda estava bem verde, mas mesmo assim lindo!
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No final da mudança das cores a M-119 fica assim! (photo M-119 facebook page)

Um pouco antes de chegar em Cross Village tem uma vilinha na beira da estrada chamada de Good Heart, onde tem opções charmosas para tomar um chocolate quente. Mas cuidado, se você piscar voce passa por ela sem perceber.

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Uma paradinha no meio da M-119

 

A estrada termina em Cross Village que é praticamente uma rua onde fica  o Legs Inn, famoso restaurante e ponto de parada obrigatória  da pequena comunidade mas para a nossa surpresa ele já estava fechado para a estação. Tentamos comer alguma coisa no Old World Cafe que fica do outro lado da rua mas estava impossível de entrar, lotado. Fomos então conhecer a praia de Cross Village. Muito bonita, pena que o tempo fechou e estava aquele vento frio vindo do lago Michigan.

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Praia em Cross Village-MI
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Praia de Cross Village-MI

De lá pegamos estrada de volta para casa. Esta região da M-119 dá para ser explorada com mais calma, principalmente no verão para curtir as praias e os parques. Infelizmente só tínhamos tempo para passar por ela. Voltamos pela I-75, se tivéssemos um dia a mais iríamos até Mackinaw City para os meus pais conhecerem pois estávamos bem pertinho, a menos de meia hora de carro. A volta foi bem puxada, paramos para almoçar na cidade de Gaylord em um restaurante tipo buffet chamado Ponderosa Steakhouse, o que é raro por aqui. Então seguimos direto para casa com duas crianças no carro. No final o Thomas já estava cansado e chorou bastante. O ideal seria ter dormido em algum hotel no caminho e voltado no dia seguinte pela manhã, fica então a dica para quem esta com criança pequena.

 

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Este mapa mostra um roteiro bem bacana de viagem para se fazer por Michigan

Mais informações:

Pagina da M-119 no facebook

Pure Michigan

MyNorth

Petoskey Area

Traverse City

Abraços

Juliana

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A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole.

3 anos morando nos EUA

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Aeroporto de Guarulhos – 10 de novembro de 2013

E hoje dia 11 de novembro de 2016 faz exatamente 3 anos que desembarcamos em terras americanas! Nossa como o tempo passa rápido!

Obrigada a todos vocês que acompanham o blog! Sempre leio TODOS os comentários que vocês deixam aqui e se eu não te respondi peço mil desculpas. Continuem participando ativamente do blog, deixem comentários, curtam a nossa página no Facebook e no Instagram. Compartilhem com os amigos!! Isso ajuda o blog a crescer!

Este post de hoje é para agradecer a essa oportunidade que tivemos há 3 anos atrás e fazer uma retrospectiva de algumas coisas que vivenciamos por aqui. Vou deixar abaixo o link para alguns posts que escrevi no blog ao longo desses 3 anos e  que tem tudo a ver com o dia de hoje!

Um grande abraço!!

Juliana

O dia em que chegamos aqui nos EUA 

O post que escrevi de dentro do avião

O primeiro post do blog

Aos recém-chegados nos EUA

O que levar para os EUA

Primeiras providencias ao chegar nos EUA

1 ano morando nos EUA

O que perdemos quando deixamos o Brasil

Bom, estes três anos foram bem vividos, muitas experiências novas e viagens!! O que amamos!!

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Inverno de 2014 – descobrimos como é morar em um lugar que neva! No nosso primeiro inverno fomos presenteados com  recordes de temperaturas baixas e quantidade de neve acumulada!
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Fevereiro de 2014 -Andamos sobre um lago congelado pela primeira vez!
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Aprendemos a fazer um boneco de neve (não é fácil como parece)

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Theo descobriu que brincar em um playground cheio de neve é bem divertido!
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Passamos a relacionar o mês de outubro com abóboras!!
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Descobrimos que Detroit é muito mais do que edifícios abandonados
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Descobrimos uma estação chamada Outono de Michigan e passamos a ama-la!!
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Assistimos a Nascar
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Aprendemos a curtir os fins de tarde de verão nos parques e aproveitar o calor ao máximo pois aqui ele dura pouco.
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Nos divertimos nas noites de Halloween!
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Segurei em uma arma pela primeira vez na vida! Nao gostei mas foi uma experiência nova dar uns tiros.
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Aprendemos a ter paciência para cultivar tulipas!, Plantar os bulbos em novembro antes da neve para ve-las florecer apenas em maio na primavera.
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Tentamos Esquiar
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Tentamos patinar
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Descobrimos uma nova gordice: Elephant ears
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Fomos para a Disney!
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Conhecemos New York
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Redescobrimos Chicago!
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O Canadá esta logo ali!
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Conhecemos Montreal no Canada e reencontramos amigos queridos por lá!
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Foi muito bom visitar Toronto de novo!
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Fomos para Indianapoles
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Descobrimos que acampar em Michigan é muito legal!
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Fui no show da Shania Twain

E podemos dizer que conhecemos o 5 grandes lagos (The Great Lakes)!

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Lake Superior em Munising na Upper Península de Michigan
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Lake Erie em Cleavelend-Ohio
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Lake Michigan em Sleeping Bear sand Dunes em Michigan
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Lake Ontário no Canadá
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Lake Huron
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Fiquei grávida!
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A familiar aumentou!!

Muita coisa aconteceu, aprendemos muitas coisas novas nessa vida fora do Brasil, muita saudade, muitas conquistas, fizemos amigos, algumas perdas, mas no final posso dizer que esses 3 anos foram muito bem vividos!!!

Mais abraços!

Juliana

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