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Enxoval de bebe – O que vale a pena comprar nos EUA

Quando engravidei do meu primeiro filho há 8 anos atrás, eu  ainda morava no Brasil e como qualquer mamãe eu ficava doida com preço das coisas nos Estados Unidos pois era muito mais barato que no Brasil. Por sorte, na época o meu marido viajava muito para os EUA a trabalho então consegui montar praticamente todo o enxoval do Theo lá e até mesmo, quando ele já estava maior, ainda trazíamos roupas, tênis e brinquedos tudo dos EUA quando viajávamos ou quando ele ia a trabalho.

Adiantando o tempo…

Em 2015, quando fiquei grávida do Thomas me senti realizada pois como já morava em terras americanas,  eu poderia comprar todas aquelas coisas lindas de bebe! Lojas como a BuyBuyBaby, BabyRUs e Carter’s praticamente na esquina de casa,  sem contar  a Amazon que entrega qualquer coisa que você imaginar em 2 dias na porta da sua casa!

Bom, como estávamos aqui nos EUA mesmo, não tínhamos porque ter pressa para comprar as coisas do bebe ou seja, entrar em uma loja e já comprar todo o enxoval para o primeiro ano de vida da criança. Resolvemos ir comprando aos poucos conforme fôssemos precisando, não tinha porque comprar um cadeirão se ele só ia começar a se alimentar por volta dos seis meses entendem?

Pois bem, agora vem a realidade difícil de se acreditar! Consegui fazer o enxoval de bebe  mais enxuto do mundo morando aqui nos EUA!! Acabei comprando apenas o que foi necessário e o que ele usou e usa realmente.  O que ajudou também a me controlar nos gastos foi que não  era o meu primeiro filho então, não cometi o erro de comprar coisas desnecessárias ou inúteis, normal com as mães de primeira viagem.

Resolvi escrever este post para colocar aqui o que eu comprei e que valeu a pena comprar pois sei que muitas mamães  ficam perdidas na hora de montar o enxoval do bebe pois é muita coisa!

Então vamos a lista!

1-Bebe-conforto e carrinho: Muitooooo mais barato que no Brasil! Mas vou dar uma dica,  o bebe conforto é muito prático no sentido de tirar o bebe do carro sem ter que acorda-lo e,  acoplar o bebe conforto no carrinho facilita a vida nos passeios mas…. usei o bebe conforto do Thomas até ele completar 9 meses, depois ele ficou apertado lá dentro e tivemos que comprar aquela cadeirinha que fica fixa no banco do carro (car-seat). Optamos pelo modelo que pode ser posicionado tanto virado para traz como para frente então a criança vai poder usar por muitos anos até praticamente ir para o booster dependendo do modelo, então vale a pena o investimento!

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Este modelo Gracco 4EVER é para crianças de 4 até 120lb (1.81kg até 54kg!)

2-Mamadeiras: Também tem um preço muito bom mesmo convertendo de dólares para Reais. Usei a da marca Dr Brown e gostei muito (tinha usado com o meu mais velho também), a parte de higienização das peças requer um pouco mais de tempo mas nada que de tanto mais trabalho assim. As da Avent também são muito boas!

4-Escorredor de mamadeira:  Esse eu não comprei (pois achava desnecessário) mas ganhei  de uma amiga e achei ótimo! E fica até que bonitinho na pia da cozinha.

5-Aspirador Nasal : Comprei o  da Safety 1st (clearway nasal)  e amei! (bem melhor que o da nosefrida pois a pontinha dele é de silicone), item indispensável, o único que realmente tira caca do nariz das crianças! Na época do Theo não conhecia esse tipo de aspirador nasal, então eu usava aqueles tipo “pera” e era um sofrimento para tirar as cacas. Uso junto o sorinho da marca  Boogie Saline.

Safety 1St Clearway nasal

Sorinho Boogie Mist

6-Pack and Play (o famoso chiqueirinho): Como a minha casa é sobrado deixo o pack&play no andar de baixo,  e como este modelo vem com trocador acoplado ajudava muito quando ele era mais novinho. É ótimo para levar nas viagens.

7-Produtos da Marca Skip-Hop: Nao são super necessários mas são lindos e fofos! Comprei o jogo de pratinho,  e uma lancheira térmica! Se você gosta da marca  vale a pena comprar aqui nos EUA pois no Brasil custa um absurdo!

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mochila linha zoo da skiphop

8-Lixeira Genie – lixeiro aqui só passa  uma vez por semana, então só essa lixeira para segurar o cheiro de fralda suja!

9-Booster para alimentação: Com o Theo tive cadeirão e era aquele trambolho no meio da cozinha. Desta vez optei por esse booster da Fisher-price (tem de outras marcas também)  que é super prático de prender na cadeira, de por a criança dentro e de limpar (dá para lavar na pia da cozinha).  E dá para levar para restaurantes, cada da vó, da amiga que não tem filhos …

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Booster para alimentação uper pratico!

10-Roupinhas da Carters : Os produtos da Carters tem uma qualidade muito boa (vão da máquina de lavar para a secadora quase todos os dias aqui em casa), são fofos e tem preços muito bons, além de sempre ter promoção no site e cupom de desconto!! A dica que eu dou é comprar sempre uma numeração acima do seu bebe pois a confecção é pequena. O  meu com 6 meses usava a numeração de nove meses, com nove a de 1 ano e agora já compro 24 meses (fica meio grande mais assim dá para usar por mais tempo). A numeração newborn (nb) é bem pequeninha e eu só indicaria para quem teve bebes prematuros, para recém-nascido vá de numeração  3 meses.

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11- Carrinho do tipo guarda-chuva: Toda mãe vai querer ter aquele super carrinho, daquela super marca, com tração nas 4 rodas, ABS, air bag etc (rsrsrs), mas tenha também um simples que fecha no estilo guarda-chuva. Quebra um galhão nas viagens, principalmente no aeroporto (você pode despacho-la na porta do avião), facilita a vida no dia a dia pois ele é leve, fácil de abrir e fechar e cabe tranquilo no porta-malas do carro deixando sobrar espaço para outras coisas.

O meu escolhido foi este Summer Infant 3DLite

12-Protetor Solar: Depois dos 6 meses os médicos normalmente liberam os protetores solares para o bebe e aqui nos EUA eles são muito mais em conta que no Brasil, então vale muito a pena já fazer um estoque! Tem muitas marcas boas, eu gosto dos da Neutrogena mas íi vai de gosto e do que melhor se adapta na pele do seu bebe.

O que eu não comprei e nem senti falta:

-cadeirinhas que balançam com luzes e sons:  eu não usei com o Theo e não achei necessidade de comprar para o Thomas

-Aquecedor de mamadeira

-Aquecedor de lencinho umedecido

-Cadeira de amamentação (nada melhor que o meu sofá e Netflix durante as mamadas)

Acho que é isso,  seu eu lembrar de mais coisas eu atualizo o post.

Abraços

Juliana


Link das lojas:

BuyBuyBaby

Carter’s

Amazon

Baby RUs

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O Parto – Gravidez nos EUA

Foi Cesariana. Não foi dessa vez que passei pela experiência de ter um parto normal. Por razões médicas tive que fazer uma “C-Section” nove dias antes da minha “Due Date” como  chamam a data prevista do parto nos EUA (o que corresponde a 40 semanas de gestação). Mas o que realmente importa é que a cirurgia foi tranquila e o nosso bebe nasceu super saudável!

A minha C-section não estava agendada, então assim que eu sai do consultório da minha médica, depois de uma consulta de pré-natal de rotina, ela já notificou o Hospital que eu iria dar entrada na parte da tarde.

A Chegada no Hospital

Assim que chegamos no hospital demos entrada na parte burocrática que foi preencher e assinar alguns papeis, apresentar documento de identificação (driver license) e o cartão do plano de saúde. Sai da recepção já com uma pulseira de identificação no meu braço e fui encaminhada, junto com o meu esposo, para o nosso quarto no hospital. Uma funcionária do hospital nos acompanhou até o quarto.

O quarto era igualzinho ao que vimos durante a visita no hospital. Logo depois de dominarmos o quarto com nossas coisas como mala da mamãe, do bebe e do papai (que mais tarde descobri que não usaria praticamente nada do que eu levei) a enfermeira responsável se apresentou e conferiu toda a minha ficha clinica que a minha médica já havia encaminhado para o hospital. Depois a médica que iria fazer o meu parto venho conversar comigo. Não foi a minha médica oficial do pré-natal e sim uma das médicas da clínica com quem eu já havia passado durante o “rodízio” de médicos durante as consultas de pré-natal, pois era ela quem estava de plantão no dia.

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Nosso quarto no hospital

Fiquei no quarto aproximadamente por cinco horas aguardando o momento do meu parto (eu e o bebe sendo monitorados durante todo esse tempo). Durante esse período fui medicada, apresentada para as outras enfermeiras, respondi a um questionário enorme pois optamos em doar o sangue do cordão umbilical do bebe para pesquisas com células tronco e aquelas coisas básicas de hospital. O anestesista venho se apresentar e fazer algumas perguntas e explicar o procedimento da eperidural antes de eu ser levada para o centro cirúrgico.

O Parto

Durante o parto, toda a equipe de dentro do centro cirúrgico foi ótima e atenciosa. A todo momento o auxiliar do anestesista ficou ao meu lado perguntando como eu estava me sentindo. O meu marido entrou no centro cirúrgico para assistir ao parto depois que eu já estava anestesiada. A cirurgia foi super rápida e o nosso bebe nasceu chorando a pleno pulmões!!

Assim que ele nasceu, a pediatra que estava presente no centro cirúrgico, realizou os primeiros cuidados com o bebe, logo em seguida ele foi entregue para o meu marido que ficou com ele nos braços ao meu lado. Diferente do Brasil o bebe não foi colocado sobre o meu peito logo após o nascimento.

Um fato que achei interessante foi que os instrumentistas cirúrgicos contaram todos os instrumentos cirúrgicos e o número de gazes que iriam ser usadas durante a cirurgia em voz alta antes da cirurgia começar, e assim que terminou o parto eles recontaram tudo novamente em voz alta (inclusive as gazes).

Outra coisa diferente foi que antes da cirurgia começar a médica pediu para eu responder algumas perguntas como qual era o meu nome completo, o porque que eu estava deitada naquela mesa cirúrgica e que tipo de cirurgia seria realizada em mim. Eu ali nervosa e ansiosa e meu cérebro tendo que processar e responder as perguntas em inglês, não gostei desse interrogatório bem ali na hora do parto.

Assim que a cirurgia terminou fui direto para o meu quarto. Meu marido na frente empurrando o bercinho com o bebe e eu atrás.  No Brasil eu fiquei duas horas sozinha em uma sala de recuperação antes de ir para o quarto e o bebe ficou no berçário durante todo esse tempo.

Quando entramos no quarto, os avós e o irmão mais velho já estavam lá ansiosos para conhecer o novo membro da família!

A estadia no Hospital

 Durante a minha estadia no hospital, que foi de 3 dias, o bebe ficou ao meu lado no quarto. Ele foi levado do quarto apenas três vezes: para fazer o teste de audição, o teste similar ao do pezinho que é feito no Brasil e no último dia o teste no bebe conforto (car seat), onde colocaram o bebe no car seat que vamos usar no carro e lá ele ficou por aproximadamente uma hora tendo os sinais vitais e respiração controlados para ver se o nosso bebe conforto era seguro para ele.

Outra coisa diferente do Brasil é que aqui o lema americano DIY (Do It Yourself) ocorre no hospital também. Durante toda a minha estadia no hospital foi o meu marido que fez as trocas de fraldas do bebe. As enfermeiras só trocavam a fralda dele quando vinham examiná-lo. Logo que chegamos no quarto a enfermeira já nos mostrou onde ficavam as fraldas, trocas de roupas e lencinhos para os cuidados com o bebe. E também deixou todos os itens de higiene para o meu uso no banheiro, incluindo uma cinta pós-parto. Lembro que no Brasil as enfermeiras me ajudaram bastante neste quesito “cuidados com a mamãe”. Também tinha que preencher uma tabela com a hora em que o bebe mamou, o tempo em que ele ficou mamando e de qual lado, além de ter que anotar as vezes em que ele fez xixi ou coco.

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Cantinho do bebe dentro do nosso quarto

Outra coisa diferente foi o “banho” do bebe. Aqui eles deram um “banho” no bebe com toalhinhas umedecidas no segundo dia pós-parto. Um dos motivos é não molhar a região do umbigo para ele secar mais rápido. Eles não passam nada no umbigo, nem álcool 70 como me aconselharam passar no Brasil (o que fez sentido pois o umbigo caiu no 5 dia após nascimento, o do Theo demorou mais).

Tanto eu como o bebe éramos examinados várias vezes durante o dia. Perdi a conta de quantas vezes a minha temperatura e a pressão arterial foram  aferidas. Toda medicação administrada em mim ou no bebe tinha o código de barras escaneado e as nossas pulseiras de identificação também eram escaneadas antes do inicio de qualquer exame e tudo ia direto para o computador ou para o tablet da enfermeira. Também recebia medicação para dor de 6 em 6 horas e já sai do hospital com os meus remédios na bolsa para os próximos dias, o que evitou uma parada desnecessária na farmácia na saída do hospital.

Os cuidados da equipe médica

A atenção da equipe médica comigo e com o nosso bebe foi nota dez! Enfermeiras gentis e atenciosas. A única reclamação que fizemos foi com relação a pediatra que fez o exame do bebe no segundo dia. Achamos que ela não o examinou direito e ficou toda nervosa quando ele regurgitou nela (ela venho examina-lo na hora em que ele estava mamando). Reclamamos com a minha médica sobre o atendimento da pediatra e um pouco depois a enfermeira chefe venho ao nosso quarto pedir desculpas e disse que providencias seriam tomadas. No dia seguinte outra pediatra venho examiná-lo e ai sim foi feito um exame cuidadoso e minucioso no nosso bebe.

Também recebi duas vezes a visita no quarto de uma consultora em amamentação que me orientou e ficou ali do meu lado, na prática, me ensinando a maneira correta de amamentar  o bebe (tem coisas que a gente esquece depois de 7 anos).

Aqui ele tomou apenas a primeira dose da vacina para Hepatite B no hospital. Aqui não é dada a BCG, aquela que deixa a “marquinha” no braço.

Um fato curioso é que toda hora que uma pediatra ou enfermeira diferente vinham examinar o bebe, sempre me perguntavam se eu havia optado em fazer a circuncisão nele, até a consultora de amamentação perguntou. Falei que no Brasil esse procedimento não era comum (exceto por razões religiosas) e elas me disseram que aqui nos EUA é comum fazer a circuncisão nos bebes, que é tipo uma “tradição” de família onde se o pai foi circuncidado o filho provavelmente irá ser também. Mais uma diferença cultural entre os países.

Segurança

Tanto eu como o bebe recebemos uma pulseira com um chip. Caso o bebe se aproximasse de outra mãe (isto é, com um chip diferente) o chip iria disparar um alarme. Se por algum motivo o bebe saísse da área de controle da maternidade um alarme seria disparado, os elevadores do andar da maternidade iriam parar e a segurança do hospital seria acionada.

Alimentação no Hospital

No hospital em que eu fiquei as enfermeiras não eram responsáveis em trazer refeições para mim. Se eu tivesse fome eu era responsável pela minha alimentação. Tinha um frigobar no quarto para eu armazenar as comidinhas que eu trouxe de casa como iogurte e suco e tinha um cardápio do restaurante do hospital para eu solicitar refeição no quarto caso eu quisesse. Tinha uma pequena copa no corredor dos quartos com máquina de café, de refrigerante, microondas para esquentar comida  e alguns snacks para a gente se servir (no caso o papai).

Mala do bebe?

Durante toda a estada no hospital (3 dias) O nosso bebe ficou o tempo inteiro com uma roupinha que foi fornecida pelo hospital. Ele ficava de fralda, uma camisetinha tipo pagão e era colocado dentro de um saquinho bem quentinho. Ele só usou a roupinha que eu levei para o hospital na hora de vir para casa. Eu também fiquei os dois primeiros dias com a camisola fornecida pelo hospital, apenas na última noite coloquei a que eu trouxe de casa. Resumindo: não precisa levar praticamente nada para o hospital para se ter um bebe por aqui. É tudo muito simples e prático.

Visitas no Hospital

O nascimento de um bebe aqui é um momento muito íntimo da família e reservado para as pessoas bem próximas dos pais do bebe. A sala de visitas da maternidade ficava praticamente vazia o tempo todo. No quarto, apenas as pessoas mais próximas como papai, e avós do bebe. O movimento nos corredores dos quartos era bem pequeno, diferente de quanto eu tive meu primeiro filho no Brasil onde os corredores da maternidade São Luiz pareciam uma festa! Aqui também não tem enfeite na porta do quarto da maternidade com o nome do bebe.

Zica Virus

Estivemos no Brasil no final do ano de 2015. Minha médica do pré-natal me liberou para a viagem desde que tomasse cuidados necessários e além disso a fama do Zica vírus ainda não havia chegado aqui nos EUA. Quando a médica que fez o meu parto (que como falei não foi a minha médica) viu no meu prontuário que eu havia estado no Brasil ela entrou no quarto assustada e quis saber detalhes sobre a minha estada no Brasil, se eu tinha tido sinais de gripe e coisa e tal, mas depois que explicamos toda situação ela se acalmou. Brinquei com o meu marido que mais um pouco eles iam colocar aquelas fitas amarelas de isolamento no nosso quarto rsrsrsrs.

Conclusão

Os meus dois partos foram lindos. Foram um pouco diferentes mas não posso dizer se aqui foi melhor que no Brasil ou vice-versa. Gostei do esquema mais intimista do parto aqui mas ao mesmo tempo senti falta de uma “festinha” a mais no quarto com a presença da família que infelizmente estava no Brasil neste momento tão especial.

Agora é só esperar chegar a conta do hospital ….aí  que medo! rsrsrsr …. o que será assunto para um outro post.

Visita ao Hospital

Pré-natal nos EUA

Grávida nos EUA

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar mas não copie e cole.

Visita ao Hospital nos EUA- Gravidez nos EUA

Como fizemos no Brasil na minha primeira gravidez, agendamos a visita para conhecer o Hospital onde o nosso segundo filho irá nascer. Optamos por um hospital próximo da nossa casa e onde a minha médica atendesse.

Estávamos em três casais no dia do tour nos hospital. Fomos acompanhados por uma senhora que nos apresentou desde a recepção até  a sala de parto do hospital. Cada hospital é de um jeito claro. Este que optamos é um hospital novo, moderno mas pequeno se comparado ao Hospital-Maternidade São Luiz em São Paulo onde foi feito o meu primeiro parto. Para  mim as duas grandes diferenças entre os hospitais são:

1- Ao ser admitida no hospital, a mão e acompanhante já são direcionados para um quarto privado onde ficarão até receber alta do hospital. É neste quarto que a mãe passa por todo o processo de trabalho de parto,  onde o bebe nasce, toma o primeiro banho, recebe a visita do pediatra, toma as vacinas e recebe o banho de luz se necessário até o dia da alta. A mãe só vai ser encaminhada para o centro cirúrgico se for necessário fazer uma cesariana e o bebe só ira sair do lado da mãe caso precise de algum tratamento especifico, tipo ficar na UTI neo-Natal, consequentemente….

2- Não tem berçário do tipo “aquário” com aquele monte de bebezinho que a gente adora ficar vendo quando vai fazer visita na maternidade. Ninguém fica vendo os filhos dos outros por aqui.

Outra coisa que fizemos esta semana foi uma vista na pediatra que atente neste mesmo hospital para entendermos como funciona os cuidados com o bebe por aqui (o nosso pediatra aqui dos EUA não realiza visita nos hospitais).  No Hospital o bebe irá receber apenas a vacina contra Hepatite B, injeção de vitamina K e aquele colírio nos olhos. Aqui não é administrada a vacina BCG.

 Eles estimulam o contato pele-a-pele da mãe com o bebe a partir do momento em que o bebe nasce. O bebe será “limpo” com paninhos sobre o colo da mãe assim que nascer, será examinado pelo pediatra e ficará em contato com a mãe por pelo menos 20 minutos e já será feita a primeira tentativa de amamentação, para só depois receber o primeiro “banho” (com paninhos úmidos) no próprio quarto e ser vestido com uma roupinha do hospital. O bebe só irá vestir a roupinha que a mãe escolheu no dia de ir para casa.

Como o meu primeiro parto foi cesariana, dentro de um centro cirúrgico e o meu primeiro contato com o Theo foi muito rápido. Logo depois do nascimento ele foi para o berçário e eu para a sala de recuperação onde fiquei por mais de duas horas, pois o hospital estava lotado e não tinha quarto disponível para mim. Todo mundo assistiu pelo “vidro aquário” o primeiro banho dele, menos eu.  Então estou com uma grande expectativa para ter o parto normal e conseguir desfrutar desse primeiro contato com o meu bebe.

A pediatra nos disse que se o parto for normal e bebe e mãe estiverem bem, a alta pode ser dada em 24 horas horas após o nascimento. Em caso em que o bebe tenha que ficar em observação ou cesariana a alta será data em 48 horas. Aqui ele recomendam ficar o menor tempo possível dentro do hospital para evitar o risco de contrair alguma infecção hospitalar. Após a alta, os pais devem retornar no prazo de dois dias  ao pediatra escolhido por eles para a primeira consulta do bebe.

Tem um vídeo no YOUTUBE do blog da Flavia Calina, que mostra bem como é um parto normal aqui nos EUA. O vídeo tem cerca de 30 minutos mas é bem legal, mostra desde o momento em que ela vai para a maternidade até o nascimento da bebe. Me ajudou a visualizar como pode ser o meu parto (para mim vai ser tudo novo pois quero tentar o parto normal desta vez) e dá para vocês terem uma idéia de como é um quarto de maternidade aqui nos EUA e o primeiro contato do bebe com a mãe.

Vídeo de parto normal nos EUA do blog da Flavia Calina.

Vamos ver como vai ser na prática, depois eu vou fazer um post contando como foi “realmente” a minha experiência em uma maternidade aqui nos EUA.

Abraços

Juliana

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Pré-Natal nos EUA

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Por indicação de amigos daqui, optei em ter o meu bebe em um hospital próximo de onde moramos e com uma equipe médica com boa referencia. Minha obstetra foi um tiro no escuro, não a conhecia mas desde de a primeira consulta gostei dela, principalmente pelo fato de ela entender que o inglês não é a minha língua natural e ter paciência para me ouvir, tentar me entender e falar comigo de maneira simples, clara e sem pressa.

Por mais que eu já consiga entender bem quando os americanos conversam comigo, as vezes na hora de eu falar em inglês, principalmente  com alguém que eu não conheço muito bem, acabo ficando um pouco nervosa e cometo erros gramaticais ou dá aquele branco, onde eu esqueço todas as palavras que eu sei.

Mas vamos ao que interessa, como são as consultas de pré-natal aqui nos EUA?

Assim que cheguei na clínica, preenchi toda aquela papelada padrão na recepção onde tive que colocar todo o meu histórico de saúde e assinar (maridão e google translator do lado para dar um help com o inglês). Aguardei um pouco na recepção e logo fui chamada por uma enfermeira que me pesou, mediu minha estatura e a minha pressão arterial. Depois foi feito um exame de sangue completo e de urina. Em seguida conheci a minha obstetra que conversou muito comigo (em um inglês bem pausado e sem pressa) e para quem passei todas as informações sobre a minha primeira gestação, do parto e da minha saúde. Em seguida realizei o primeiro ultrasom na própria clinica e pude ver o meu bebe pela primeira vez. Foi um atendimento rápido e profissional.

Foi oferecido diversos testes sanguíneos para detectar a probabilidade de eu ter filhos com algum tipo de deficiência. Como o meu primeiro filho nasceu saudável e não tenho histórico familiar de síndromes, optei em não fazer, para não ficar pensando em doenças e síndromes durante a gravidez.

No segundo ultrasom (12 semanas de gestação) foi oferecido fazer testes adicionais para checar possíveis anormalidades no bebe. Perguntei para a médica o porque de fazer esses exames já que eu vou ter o meu filho de qualquer maneira sendo ele perfeito ou não. A médica disse que aqui nos EUA, se for detectado algum tipo de síndrome ou anomalia a mãe tem a opção de interromper a gravidez se for da vontade dela (o aborto é legalizado aqui nos EUA).

Depois de 2 semanas dessa última consulta, chegaram os famosos boletos médicos de cobrança em casa. Mesmo tendo um bom plano de saúde aqui, temos que pagar co-participacao (co-pay) em praticamente todos os exames e consultas.

No terceiro ultrasom (20 semanas) foi feito o Ultra-som morfológico. Foi quando eu senti uma grande diferença com o atendimento do Brasil. Foi feito o exame completo, tudo direitinho, mas a grande diferença é que, na minha primeira gestação, esse exame foi mais explicativo para mim como mãe pois o médico na ocasião, depois de seguir o protocolo e fazer todas as analises e medições necessárias do bebe, mudou o ultrasom para o 3D, onde pudemos ver o nosso filho com maiores detalhes, ver o rostinho dele, as mãozinhas e ouvir o coraçãozinho, enfim , o médico do Brasil fez uma “sessão” para deixar os futuros papais felizes e saímos da clinica com o DVD com as fotos e os videos do bebe para mostrar para toda a família!

Aqui eles são mais diretos ao assunto, sem muito “mela-mela” se vocês me entendem, e no final do ultrasom eu recebi uma imagem impressa em preto e branco do nosso bebe. No final desta consulta a médica me perguntou se eu queria fazer o teste para detectar Síndrome de Down no nosso bebe e eu também me recusei a fazer o teste (eu já amo o meu filho do jeito que ele é). Cabe lembrar que tive que assinar documentos oficializando que foi opção minha em não realizar estes exames. Nesta consulta também tomei a vacina da gripe, tinha a opção de não tomar, mas a médica me convenceu desta vez.

Depois de uma tempo fui me acostumando com o estilo das consultas por aqui ( no início as consultas são mensais). Em cada retorno é sempre o mesmo procedimento: Você chega na clínica, escreve o seu nome, horário em que chegou, hora da consulta e o nome do seu médico em uma ficha que fica no balcão da recepção e aguarda ser chamada (depois da primeira consulta não precisa mais apresentar a identidade com o cartão do seguro saúde).

Assim que a enfermeira te chama e ela verifica o seu peso, a  sua pressão arterial e solicita para você ir até o banheiro para fazer a coleta da urina (em toda consulta é realizado exame de urina). Então você volta para a sala da médica e espera ela chegar. Quando ela chega são feitas as perguntas padrões de como você está se sentindo e se você tem alguma pergunta. Se você realizou exames na consulta anterior ela te passa os resultados dos exames e pergunta se você tem alguma dúvida. Depois ela te examina propriamente dito, faz a medição da barriga, apalpa para sentir a posição do bebe e usa um aparelho para ouvir os batimentos cardíacos do bebe. As consultas são bem rápidas, a médica não fica mais do que quinze minutos com você.

Em novembro, como estivemos no Brasil para renovar os nossos vistos, aproveitei para fazer um ultrasom a moda Brasil com tudo o que tenho direito! Como ainda tenho o meu plano de saúde do Brasil passei por uma super consulta em super hospital com direito a ver o meu pequeno em 3D, 4D , ouvir coração, ver todos os detalhes de mãozinhas, boquinha e tirar todas as dúvidas com o médico em português!!!!

Assim que retornei para os EUA, mostrei os exames do Brasil para a minha médica daqui e ela me dispensou de um novo ultrasom,  o que me fez economizar $190 dólares!!! Porém só iria ver o meu neném novamente no final da gestação.

A partir do sétimo mês de gestação comecei a fazer um rodízio entre os médicos da clínica  isto é, em cada consulta de retorno eu passei a ser examinada por um médico diferente e as consultas passaram a ser quinzenais. Este rodízio tem a finalidade de você conhecer todos os profissionais da equipe  pois, na hora do parto, o médico que vai realizar o procedimento vai ser aquele que estiver de plantão na hora (na clínica em que eu vou são 6 obstetras).

A partir da 35 semana de gestação as consultas passaram a ser semanais. Foi realizado o exame para um tipo de bactéria chamado de Group B Strep (GBS), que não causa nenhum problema na mãe ou no bebe durante a gestação, porém se o resultado for positivo a mãe tem que tomar antibiótico 4 horas antes do parto para evitar passar infecção para o bebe.

Esta semana realizei a minha consulta de 36 semanas e tudo seguiu o mesmo protocolo que já descrevi acima. Passei com uma outra médica que não se conformou de eu ter feito cesariana no Brasil sem ao menos eu ter tentado o parto normal (ela perguntou quanto tempo eu fiquei em trabalho de parto antes de os médicos optarem em fazer a cesária e quando eu falei que a cesária foi agendada ela fez aquela cara de espanto). Aqui nos EUA, normalmente, não se faz cesariana (C-section) agendada. O procedimento cirúrgico só é indicado para casos em que a mãe ou o bebe tenha algum problema de saúde, onde o parto via vaginal pode colocar em risco a vida de ambos. A cesariana só realizada em último caso como uma cirurgia de emergência.

Nesta última semana também recebi as orientações de como proceder caso eu comece a sentir contrações e como saber qual é o momento de ir para o hospital.

Espero que tenham gostado do post!

No próximo post desta série vou falar como foi a  visita para conhecermos a Maternidade aqui nos EUA.

Abraços

Juliana

Atualização do post: o meu primeiro parto foi cesariana e ocorreu há 7 anos atrás. Na primeira consulta com a médica aqui nos EUA ela pediu para eu solicitar para o meu obstetra do Brasil uma carta explicando o tipo de incisão que havia sido feita e explicações de como foi o procedimento cirúrgico. Consegui a carta e como não houve nenhuma complicação e pelo tempo que a cirurgia havia sido feita, não havia nenhuma razão para eu não tentar o parto normal. Pode ser que em casos de uma cesariana recente seja indicado o agendamento de cesariana aqui também. Obrigada leitoras do blog por me lembrarem desse detalhe.

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
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Grávida nos EUA

Ficar grávida é uma das experiências mais extraordinárias que uma mulher pode ter. É uma mudança geral que acontece com você tanto do ponto de vista físico como do emocional. Todos da família ficam envolvidos com a sua gravidez, passam a se preocupar mais com você e com o bebe, principalmente as futuras vovós!

Mas como é ficar grávida morando em um país que não é o seu? Longe dos mimos e da ajuda da família, ter que usar um sistema de saúde que é diferente do que você estava habituado no Brasil e conversar sobre termos médicos, sintomas e sentimentos em outro idioma?

A partir de hoje começo uma série de posts sobre gravidez nos EUA, com a finalidade de ajudar as futuras mamães que estão de mudança para cá e por eu estar passando por esta experiência em “real time” já que estou na 35 semana de gestação!

Minha primeira gravidez foi há sete anos e ainda morávamos no Brasil. Estava perto da família que me ajudou bastante durante a gravidez (na época eu trabalha fora). Tinha um excelente plano de saúde, que cobriu todas as minhas consultas desde exames rotineiros, ultrasom e até parto em um excelente hospital em São Paulo.

Agora está sendo diferente…. a alegria de ser mãe novamente é imensa, ainda mais que agora tem um irmão mais velho todo feliz aqui em casa, mas a família está longe…. e o funcionamento dos planos de saúde aqui é um pouco diferente.

 No próximo post vou falar de como está sendo o meu pré-natal aqui nos EUA  e entrar em maiores detalhes sobre o funcionamento das consultas medicas por aqui.

Abraços

Juliana

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