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Como é ter um filho bilingue

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Este ano irá fazer 4 anos que estamos morando aqui nos EUA. Quando chegamos aqui em 2013 o Theo tinha acabado de completar 5 anos e hoje ele já está com quase 9 anos, isto é,  ele mora aqui nos EUA quase a mesma quantidade de tempo em que ele morou no Brasil e está totalmente adaptado a cultura daqui e é fluente na língua inglesa.

Vocês que acompanham o meu blog desde de o inicio sabem que ele chegou aqui sem falar uma única palavra de inglês e acompanharam a minha ansiedade no primeiro dia de aula dele aqui. Ele se adaptou muito rápido a vida escolar nos EUA e nunca me deu trabalho ou preocupações neste quesito. Muitas mamães me escrevem com muitas dúvidas e preocupações sobre a adaptação das crianças nas escolas aqui nos EUA, o que é completamente normal pois eu também saí do Brasil com o coração na mão com relação a este assunto e chegando aqui percebi que a preocupação era mais minha do que dele. Claro que cada criança tem um ritmo, algumas vão se adaptar mais rápido outras vão precisar de mais um tempinho mas no final todas se adaptam, criança são como esponjas absorvem tudo muito rápido, principalmente se a família encarar todo este processo de maneira positiva, com calma e com muito amor!

Também recebo muitas perguntas com relação ao português do Theo e se ele está esquecendo ou misturando as palavras. Em casa conversamos apenas em português o que ajuda a manter a língua materna presente diariamente no cotidiano dele. Além disso, ele não gosta de conversar em inglês comigo ou com o pai, mesmo quando estamos em um ambiente onde todas as pessoas falam inglês como na escola ou na casa de amigos americanos. No meio de uma conversa onde todos estão falando  a língua inglesa ele sempre se dirige a mim e ao pai em português. As vezes isso é meio chato pois as outras pessoas não entendem o que estamos falando e sempre temos que lembrá-lo para falar em inglês nesses momentos mas ele diz que é estranho conversar em inglês comigo. Acho que porque o meu inglês não é tão bom quanto o dele rsrsrsr, mas eu também não me sinto natural quando converso com ele em inglês (na frente dos amigos dele por exemplo).

Mas isso também varia de criança para criança. Tem crianças brasileiras que gostam tanto de falar em inglês que acabam falando em casa com os pais também e se os pais não insistem em manter o português em casa o inglês vai dominado até chegar ao ponto da criança parar de falar em português totalmente e quanto se vê obrigada a falar, fala misturando as línguas pois ela acaba esquecendo algumas palavras do português por falta de uso.

O inglês do Theo é ótimo, ele já foi dispensado do programa ESL da escola há um bom tempo e segundo amigos americanos e a professora ele não tem sotaque nenhum do português, se comunica como qualquer criança americana. Ao vê-lo brincado com os amigos eu percebo que ele fala um inglês bem rápido e já usa várias gírias, o que me deixa perdida algumas vezes pois chega ao ponto de eu não entender o que a criançada esta falando dentro da minha própria casa! rsrs

Esta facilidade do Theo de transitar entre as duas línguas como se fosse a coisa  mais natural do mundo se deve ao fato de ele ter chegado aqui já falando português fluentemente. O que eu percebo é que filhos de brasileiros que nasceram aqui ou crianças que chegaram muito novinhas e que ainda não falavam português quando deixaram o Brasil tendem a tornar o inglês como sua língua principal, principalmente depois que entram na escolinha. Cabe aos pais se esforçarem ao máximo para manter o português em casa pois a tendência nestes casos é da língua portuguesa ficar meio de lado.

O Thomas nasceu aqui, então vou ter que ter essa dedicação de ensina-lo o português. Aqui em casa só conversamos em português com ele (inclusive o Theo), mas o  inglês já faz parte da audição dele, seja pelos desenhos da TV, música no  carro ou quando converso em inglês com as pessoas. Sei que as duas línguas já estão sendo assimiladas pelo cérebro dele. Ele começou a falar algumas palavrinhas bem básicas do português e li que crianças nascidas em um ambiente bilíngue tendem a demorar um pouquinho mais para falar pois o cérebro  esta assimilando toda essas informações novas. Vamos ver como vai ser.

Mas o principal conselho que eu posso dar para os pais que estão mudando de país é que preservem o português em casa, insistam, não deixem seu filhos perderem a língua materna, não converse com os seus filhos em inglês. Ser bilingue é  falar bem as duas línguas!! O português é importante para manter os laços com o seu país, para poder conversar com os avós, titios e primos do Brasil,  faz parte da história e da cultura da criança. Sei que tem gente  que acha o máximo chegar no Brasil e ver o filho falando em inglês com as pessoas, eu particularmente acho que isso não tem sentido e só serve para encher o ego dos pais, sinceramente falando.

O meu desafio agora será alfabetiza-lo em português. Ele já lê e escreve em inglês e consegue ler um pouco em português (temos vários livrinhos e gibis em português aqui em casa) mas por ter aprendido a escrever em inglês através do som das palavras  ele não consegue escrever em português que é uma língua silábica. Mas eu sei que vai depender de mim incentiva-lo e arrumar um tempo para sentar junto com ele e praticar a escrita e a leitura em português. Eu até comprei uma cartilha na última vez que estivemos no Brasil, começamos a trabalhar com ela mas acabei parando pois achei melhor ele focar bem na leitura e escrita em inglês primeiro por causa da escola pois estava ficando meio confuso para ele, mas vou tentar começar a alfabetização dele em português novamente depois das férias de verão.

Espero que tenham gostado do post!

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Grande abraço

Juliana

Todos os textos e fotos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole.

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Detroit e arredores com criancas

É isso mesmo! Tire da sua cabeça aquela imagem da cidade de Detroit que você vê nos filmes e aproveitem para desbravar lugares bem bacanas que tem por aqui com a criançada!

Para os dias frios:

Michigan Science Center Science 

Este é um passeio que agrada crianças de todas as idades e aos pais também já que dá para se divertir junto com elas! Tem o cinema IMAX e atrações especiais, é só ficar de olho na programação!

Detroit Institute of Arts

É um museu de arte, nem todo mundo gosta, mas tem obras de pintores mundialmente conhecidos como Van Gogh e Picasso o que pode agradar crianças maiores.

The Henry Ford Museum

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É um museu que conta a história da indústria  automobilística e da indústria aqui nos EUA. Não é um museu de “colocar a mão” como o Science e sim mais de olhar as máquinas e os automóveis expostos, mas vale a pena conhecer! A parte do trens é bem bacana e aqui fica uma dica: escondido atrás da área dos trens tem um espaço com poltronas e vários legos e trenzinhos para as crianças brincarem enquanto os pais dão uma descansada.

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O lugar escondido para os pais descansarem um pouco enquanto as crianças brincam.

Sea Life Michigan Aquarium

É um aquário pequeno que fica dentro de um shopping de Outlets mas é novinho,  muito bem dividido e agradou muito o meu filho de 8 anos! Os destaques são os tubarões, a moreia gigante , o polvo e as tartarugas marinhas.

Ann Arbor Hands On Museum

Um lugar para a criança colocar a mão na massa e se divertir com experiências e brincadeiras! Recomendo para crianças a partir  de 2 anos até 10 anos.

Mt Brighton Ski Resort

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Quem disse que não da para esquiar em Michigan!? Ta certo que não temos montanhas altas mas para quem não é um expert em Ski alpino da para se divertir bastante! Voce pode comprar o passe e locar os equipamentos para esquiar por conta própria ou se inscrever  online nas aulas de Ski para aprender o básico.

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Um galpão repleto de camas elásticas para a criançada pular e gastar todas as energias! E os papais podem pular junto também.

Legoland Discovery Center

Fica dentro do mesmo outlet do Sealife Auarium e é um lugar bacana para crianças de 2 até uns 8 anos.

Para os dias quentes:

Greenfield Village

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Vila histórica linda que pertence ao complexo do Henry Ford Museum. Voce vai passar um dia inteiro la dentro! Fique de olho na programação do site para os dias que tem eventos especiais! Fomos no feriado de memorial Day e foi muito bacana ver toda a reprodução da Guerra Civil Americana!

Detroit Zoo

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Tem gente que gosta e tem gente que não de zoológicos. Eu morro de dó dos bichinhos ali presos e sendo exibidos mas…criança gosta de ver bichos e o zoológico de Detroit é bem legal! A aérea do urso polar é a mais concorrida com  certeza! A  área  nova dos pinguins acabou de ser inaugurada  também!

– Passear no Detroit River Front

DSC00187.JPGA região que beira o Detroit River em frente ao prédio da GM foi toda revitalizada e vale a pena o passeio! E o Canadá esta ali do outro lado do rio.

Kensington Metro Park

Adoramos este parque! Se você é residente vale a pena comprar o passe anual. Tem atrações para todas as estações do ano. No verão tem as “praias”, splash playground com toboagua, tem uma fazendinha, inúmeras áreas de picnic com playground, área de churrasqueira, trilhas para andar de bike, aluguel de caiaque, pedalinho e canoa. No inverno a área para fazer sled é bem bacana! Fique de olho na programação pois o parque tem vários eventos!

The Adventure Park

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Para que curte arvorismo este é o lugar! Um lugar super bem estruturado repleto de circuitos de arvorismo demarcados por grau de dificuldade e ziplines!

Heritage Park em Farmington Hills

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Um parque bem legal para levar a criançada  para brincar no verão e fazer um pic-nic.

Para crianças maiores que curtem esportes vale a pena levá-las assistir aos jogos dos times de Michigan:

Baseball (Tigers) –Commerica Park

Futebol Americano (Lions)

Basquete (Pistons)

Hockey (Red Wings) 

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Para levar a criançada para almoçar ou jantar:

Rain Forest Cafe

Hard Rock Cafe

Buddys Pizza

Mora aqui na região de Detroit? Tem alguma dica para dar? Deixe nos comentários!!

Bom divertimento!

Abracos

Juliana

Como vestir as crianças no inverno

 

14 de fevereiro – Valentine’s Day!

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Diferentemente do Brasil, nos EUA  o dia de Valentine’s Day não é comemorado somente pelos casais de namorados. Aqui, amigos, familiares e as crianças também comemoram esta data, fazendo a famosa troca de cartões que aqui eles chamam de valentines.

No ano passado achei estranho a professora pedir para os alunos levarem cartões para trocarem entre si no dia de Valentine’s Day na escola, mas depois entendi como funciona esta data aqui. Na verdade é uma data onde a gente presenteia as pessoas pelas quais temos carinho, independente de ser namorado ou não. Se formos ver o lado comercial da coisa é uma maneira do comércio vender mais (minha opinião).

Como tudo aqui nos EUA, qualquer data vira motivo para as lojas e supermercados se “vestirem” com o tema do momento, então nestas duas últimas semanas as lojas e supermercados estava repletos de artigos vermelhos, rosas, bichinhos de pelúcia, bombons, flores e corações.

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Supermercado “vestido” de Valentine’s Day!

Este ano, na semana anterior ao do valentine’s day, as crianças enfeitam uma sacolinha na escola com o tema para receberem os cartões dos colegas de classe. Cada aluno teve que enviar para escola um cartão para cada amiguinho de classe com o seu nome escrito e na sexta-feira teve uma festinha (Valentine’s day Party) na sala de aula entre os alunos para a troca dos cartões, lanchinhos e algumas atividades com o tema.

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Sacolinhas com os cartoes recbidos no Valentine’s day na escola

Estes cartões são vendidos em caixas com quantidades que variam de 15 a 36 por caixa e podem ser do personagem preferido da criança (aqui em casa o escolhido foi o cartão do Big Hero 6″), a criança também pode fazer o seu próprio cartão em casa também.

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Cartoes escolhidos aqui em casa

Historicamente, pelo o que eu andei lendo, esta data é uma homenagem ao Santo São Valentim que foi um bispo que viveu na época do império Romano. Diz a historia que os soldados não queriam abandonar suas esposas, namoradas ou amantes para irem para a guerra, então o imperador de Roma proibiu os noivados e casamentos em Roma. Mesmo assim, o bispo Valentim, contrariando as ordens do imperador, continuou realizando os casamentos dos jovens apaixonados e quando foi descoberto, acabou sendo condenado a morte em 14 de fevereiro de 270. Depois de algum tempo ele foi declarado Santo e as festividades para homenagear São Valentim foram aos poucos substituindo as festas pagãs de fertilidade que ocorriam na Europa no mês de Fevereiro (Por que será que lembrei imediatamente do Carnaval no Brasil? hehehehe). Muitos anos depois, por volta de 1700, esta tradição chegou aqui nos EUA e é comemorada até os dias de hoje.

Happy Valentines Day!

Juliana

Cleveland, Ohio

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Cleveland

No início deste mês viajamos para o Estado de Ohio, que faz divisa aqui com Michigan. Agora que a neve foi embora de vez, chegou o momento de viajar e conhecer um pouco mais os Estados Unidos. Cleveland fica a duas horas e meia daqui de Canton, Michigan. A viagem é tranquila, pois as estradas daqui são muito boas, pegamos alguns pequenos trechos com obras (a maioria das estradas estão em obras para a recuperação do asfalto depois do inverno), mas nada que prejudicasse a fluidez do trânsito.

A geografia de Cleveland é típica de cidade que é beirada por um grande lago, tem várias pontes que cruzam a cidade e um porto bem grande. Cleveland tem muita tradição nos esportes como Baseball, futebol americano , Hóquei e Basquete. Tem estádios enormes espalhados pela cidade.

Cleveland vista do Pier

Cleveland vista do Pier

Uma novidade para quem sai de Michigan e entra no estado de Ohio, é que no estado de  Ohio tem pedágio (no estado de Michigan não tem pedágio). Quando você se aproxima da cabine do pedágio tem a opção de pegar a fila do ZPaass que é como se fosse um “Sem Parar” ou entrar na fila onde está  escrito “ticket”. Entramos na fila Ticket, não existe atendente, você aperta um botão e é emitido um papel que você tem que guardar para entregar na próxima praça de pedágio (no nosso caso próximo a entrada de Cleveland), onde aí sim tem um atendente que pega o seu ticket e calcula o valor que você tem que pagar de pedágio baseado na quilometragem que você andou.

A nossa programação para Cleveland , como temos um filho de cinco anos era levá-lo para conhecer o USS-submarine, o Science Museum e o Aquário da cidade.

Conhecer o USS-COD  Submarine vale à pena. É um submarino de verdade que esta ancorado próximo ao  píer principal de Cleveland. O mais legal é que a gente entra no submarino pela escotilha (tem que descer aquela escadinha) e tudo dentro do submarino esta conservado como era na época. Em cada sessão do submarino tem um botão que você aperta e ouve uma explicação gravada  de como era a vida dos militares lá dentro. Tem as camas, a cozinha, a sala de controle, a casa de máquinas, tudo original. Tem estacionamento gratuito em frente à entrada para visitar o submarino.

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USS-COD

Depois, aproveitamos que estava sol e demos uma volta pelo píer principal, deixamos o carro no estacionamentro no prório pier que custou $6.00 dólares. A região é muita bonita, aparenta ter sido renovada recentemente e a vista do lago Erie, dispensa comentários. Assim como o lago Michigan de Chicago, o lago Eire é um mar de água doce banhando Cleveland.

 Atualização de post em 2016: Se um residente de Michigan ler isso estou encrencada pois para eles o lago Erie não chega aos pés do lago Michigan, o que depois eu descobri ser verdade!

Seguimos a pé para o museu da Ciência de Cleveland (Great Lakes Science Center). Logo na entrada tem uma sessão da NASA chamada Nasa Glenn Visitor Center que o Theo curtiu bastante, depois tem aquelas sessões de experimentos químicos e físicos presentes nos museus de ciência. O Theo gostou bastante, vale à pena a visita, mas se você já esteve no Science Museum de Chicago, este de Cleveland é bem menor. Já que estávamos no clima de Espaço assistimos a um filme sobre o espaço no Imaxx do Museu. Ao lado tem o Museu do Rock  (Rock and Roll hall of Fame and Museum), não entramos para conhecer, mas fica a dica para quem curte.

A noite saímos para jantar e dar uma volta pela cidade. Achei a cidade bem vazia, pode ser que estava vazia por ser um domingo a noite. Jantamos em um restaurante chamado Chocolate Bar e gostamos bastante. Ele fica bem em frente a East 4th Street, que é uma rua fechada, tipo um calçadão com vários restaurantes e pubs.

No dia seguinte fomos visitar o Mercadão tradicional da cidade com suas bancas de carnes, Paes, queijos e frutas. A arquitetura do lugar é muito bonita. Aproveitamos e tomamos o café da manhã em uma lanchonete tradicional que tem lá dentro. Deixamos o carro estacionado na rua mesmo.

Mercado de Cleveland

Mercado de Cleveland

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Visitamos também o aquário de Cleveland. Ele fica na região portuária da cidade em um prédio histórico que foi restaurado. O aquário não é muito grande, mas é bem organizado, limpo e tem várias espécies interessantes. Foi possível tocar as arraias e o espaço das águas-vivas é bem interessante, mas a parte mais legal é o aquário dos tubarões! O aquário é bem grande e os tubarões são imensos! E tem um tubo de acrílico que você passa andando por dentro do aquário de onde é possível ver os tubarões passando por cima da gente. Eu gostei muito, em compensação, o Theo que estava todo empolgado em ver os tubarões, na hora ficou com medo e não quis passar pelo tudo de jeito nenhum.

Existem mais passeios para se fazer por Cleveland, mas não tivemos tempo. Quem quiser saber um pouco mais sobre Cleveland é só clicar aqui.

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Até mais

Juliana

Páscoa nos EUA

Páscoa nos EUA

Páscoa nos EUA

Domingo passado foi o  nosso primeiro domingo de Páscoa aqui nos Estados Unidos. Foi a primeira Páscoa longe da nossa família e claro, sentimos muito a falta deles aqui com a gente. O que amenizou um pouco a saudade foi termos passado esta data rodeados pelos nossos novos e alguns velhos amigos que estão morando aqui nos EUA também. Juntamos a “brasileirada” e fizemos um churrasco típico brasileiro com direito a picanha e farofa, o único detalhe era que a churrasqueira era a gás, mas foi tudo ótimo e o churrasco estava uma delícia, principalmente porque fez um domingo lindo de Sol aqui em Michigan com temperaturas acima dos vinte graus !

Notei várias diferenças entre a Páscoa daqui e a do Brasil*. A primeira grande diferença é que aqui não tem aquele festival de ovos de Páscoa de chocolate pendurados pelos supermecados. O que eu encontrei muito por aqui foram os coelhinhos de chocolate e aqueles ovinhos pequenos de chocolates maciços, ovos de Páscoa similares aos do Brasil, só encontrei em alguns supermercados mais especializados, nos mais populares como Waltmart, Meijer e Target não tinha, pelo menos aqui na minha cidade.

"Egg Hunt"

“Egg Hunt”

Outra coisa que, para quem tem filhos, eu achei muito legal aqui foram as “Egg Hunts” ou caça aos ovos para as crianças. Fomos em uma aqui no parque que tem próximo da nossa casa no final de semana passado. A brincadeira consiste basicamente em sair correndo com uma cestinha pelo parque e pegar o maior número de ovinhos que conseguir. Nesta em que eu fui, os ovinhos (de plástico colorido) estavam espalhados por uma área delimitada do parque e as criancas foram separadas por idade (maiores e menores de cinco anos), depois de encher as cestas, elas trocavam os ovinhos de plástico por uma sacolinha com adesivos (aqui os famosos “stikers”), bolinhas de sabão e pirulitos. Em outras “egg hunts”  dentro dos ovinhos havia anéis de brinquedos, borrachas e adesivos. Acho que eles não colocam chocolate dentro dos ovinhos aqui por que existe uma precupação enorme com as crianças que são alérgicas aos  “nuts”(amendoim, castanhas e afins). Fizemos uma Egg Hunt no nosso churrasco brasileiro de Páscoa e colocamos chocolates sem “nuts” nos ovinhos, e as crianças se divertiram muito claro!

 

Outra coisa muito legal daqui, e que eu só tinha visto quando morei em Santa Catarina, é que as pessoas tem a tradição de decorar as suas casas para a Páscoa. Não chega a ser aquele exagero que é a decoração de Natal (exagero este que eu acho lindo!) mas é muito fofo ver as casas decoradas com guirlandas de ovinhos nas portas, com coelhinhos espalhados pelo jardim e coelhões dando boas-vindas na porta de entrada das residências. A quantidade de objetos de decoração aqui com o tema de  Páscoa é enorme, vai desde de quarda-napos e coelhos á panos-de-pratos e travessas.

Também pintamos os ovinhos. Aqui existem diversos kits para pinturas de ovos a venda no mercado. No Brasil não fazíanos isso, mas aqui resolvi fazer essa atividade diferente com o Theo e ele adorou.

Kit para colorir os ovos

Kit para colorir os ovos

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Ovos prontos

Balanço da nossa Páscoa nos EUA: Foi muito legal, o churrasco estava ótimo, as crianças se divertiram muito e muitas risadas com os amigos !

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Um grande Abraço

Juliana

*Quero esclarecer que não entrei no lado religioso da Páscoa, pois apesar de ser “teoricamente” católica não tenho o hábito de frequentar a igreja, porém respeito muito quem segue as tradições e sabe o verdadeiro significado do domingo de Páscoa.

Escola nos Estados Unidos – Multicultural Night

 

Esta semana tivemos a “Noite Multicultural” na escola do Theo aqui nos EUA.

Na verdade foi uma “tarde” multicultural pois o evento começou as cinco e meia da tarde e terminou pontualmente as sete e meia da noite.

Nesta noite, as famílias estrangeiras que tem filhos matriculados na escola, foram convidadas para montar um painel com imagens do seu país de origem, e falar um pouco sobre as tradições de seu país. Fui convidada para falar sobre o Brasil, e é claro que eu aceitei o convite, pois mesmo estando decepcionada com a situaçao política atual e a falta de segurança do nosso país, sou brasileira e é sempre gostoso falar sobre as coisas boas que o Brasil ainda tem.

A exposição dos painéis foi feita na área da quadra poliespotiva da escola (uma área coberta e aquecida claro!). Cada representante de cada país tinha uma mesa grande para colocar o seu painel  e outras coisas que representasem o seu país como roupas tradicionais, objetos ou comidas. Fiz um painel com fotos de diversas regiões do Brasil, pois eu queria mostrar que o Brasil não é somente o Rio de Janeiro, a floresta Amazônica e as praias do nordeste. Coloquei também algumas informações sobre a nossa localização, população, um pouco da nossa história e comidas. Levei mini porções de pão de queijo, cocada e brigadeiro para as pessoas experimentarem.

Os países representados pelas famílias foram o Brasil, Armênia, Canadá, Polonia, Inglaterra, India, Alemanha, Venezuela, Irlanda e Tunísia.

O nosso painel.

O nosso painel.

Os estudantes chegaram acompanhados dos pais e cada um recebeu um livrinho feito pela própria escola para ser usado como um passaporte no qual haviam perguntas sobre os países representados as quais  deveriam ser respondidas pelas crianças  que depois recebiam um carimbo ou adesivo do país que tinham “visitado”.

O evento foi bem legal, foi possível conhecer um pouco da história de cada país representado e provar comidas diferentes.

A cocada (receita da minha avó) e o pão de queijo fizeram muito sucesso entre os americanos. Eles gostaram muito do painel que fiz do Brasil,  principalmente por causa dos animais como o boto cor-de-rosa, a arara azul (por causa do filme “RIO”, as crianças logo identificavam a arara azul) e a onça pintada. Os adultos acharam linda a foto da  árvore Araucária, que coloquei para representar a região sul do Brasil e ficaram surpresos ao ver a foto da fruta caju, pois aqui eles comem muita castanha de caju, mas muitos não conheciam a fruta propriamente dita.

Americanos sendo apresentados ao nosso Brasil.

Americanos sendo apresentados ao nosso Brasil.

Fiquei impressionada com a falta de conhecimeto dos americanos sobre o nosso país, não apenas das crianças, mas como dos adultos também. Nós, brasileiros, sabemos  muito mais sobre os EUA do que os americanos sabem sobre o nosso país. Muitos ficaram surpresos ao saber o tamanho do nosso país, eles achavam que o Brasil era bem menor; que a nossa capital é a cidade de Brasília e que no Brasil a gente fala português e não espanhol também foi um fato novo para muitos.

Coloquei uma foto da selação brasileira de futebol e um logo da copa do mundo de 2014 no painel, e fomos vestidos com a camisa da selecao brasileira, mas ninguém demonstrou interesse  pelo futebol. Tudo bem que a seleção americana é ruim e eles preferem o futebol americano e o baseball, mas como o futebol brasileiro é bem conhecido no mundo e principalmente pela proximidade da copa do mundo,  eu pensei que eles iriam fazer alguma pergunta ou comentário sobre o assunto mas ninguém ligou.

Gostei de ter participado deste evento escolar e o Theo também. Ele ajudou a fazer o painel, e com isso aprendeu um pouco sobre o Brasil, e se sentiu todo importante me ajudando a montar a nossa mesa para a  exposição. Ele não teve muita paciência para aprender sobre os outros paises, estava mais interessado em provar as “comidinhas” e correr pelo ginásio da escola. O objetivo principal desse evento foi fazer uma integração da escola com as famílias dos alunos. Aqui, a escola é pública e eu já percebi que os pais são bastantes ativos dentro do ambiente escolar. Foi bom também para conhecer os familiares dos outros alunos e claro,  praticar o meu inglês.