Arquivo da tag: escola-nos-eua

Como é ter um filho bilingue

th3LTHPYPE

Este ano irá fazer 4 anos que estamos morando aqui nos EUA. Quando chegamos aqui em 2013 o Theo tinha acabado de completar 5 anos e hoje ele já está com quase 9 anos, isto é,  ele mora aqui nos EUA quase a mesma quantidade de tempo em que ele morou no Brasil e está totalmente adaptado a cultura daqui e é fluente na língua inglesa.

Vocês que acompanham o meu blog desde de o inicio sabem que ele chegou aqui sem falar uma única palavra de inglês e acompanharam a minha ansiedade no primeiro dia de aula dele aqui. Ele se adaptou muito rápido a vida escolar nos EUA e nunca me deu trabalho ou preocupações neste quesito. Muitas mamães me escrevem com muitas dúvidas e preocupações sobre a adaptação das crianças nas escolas aqui nos EUA, o que é completamente normal pois eu também saí do Brasil com o coração na mão com relação a este assunto e chegando aqui percebi que a preocupação era mais minha do que dele. Claro que cada criança tem um ritmo, algumas vão se adaptar mais rápido outras vão precisar de mais um tempinho mas no final todas se adaptam, criança são como esponjas absorvem tudo muito rápido, principalmente se a família encarar todo este processo de maneira positiva, com calma e com muito amor!

Também recebo muitas perguntas com relação ao português do Theo e se ele está esquecendo ou misturando as palavras. Em casa conversamos apenas em português o que ajuda a manter a língua materna presente diariamente no cotidiano dele. Além disso, ele não gosta de conversar em inglês comigo ou com o pai, mesmo quando estamos em um ambiente onde todas as pessoas falam inglês como na escola ou na casa de amigos americanos. No meio de uma conversa onde todos estão falando  a língua inglesa ele sempre se dirige a mim e ao pai em português. As vezes isso é meio chato pois as outras pessoas não entendem o que estamos falando e sempre temos que lembrá-lo para falar em inglês nesses momentos mas ele diz que é estranho conversar em inglês comigo. Acho que porque o meu inglês não é tão bom quanto o dele rsrsrsr, mas eu também não me sinto natural quando converso com ele em inglês (na frente dos amigos dele por exemplo).

Mas isso também varia de criança para criança. Tem crianças brasileiras que gostam tanto de falar em inglês que acabam falando em casa com os pais também e se os pais não insistem em manter o português em casa o inglês vai dominado até chegar ao ponto da criança parar de falar em português totalmente e quanto se vê obrigada a falar, fala misturando as línguas pois ela acaba esquecendo algumas palavras do português por falta de uso.

O inglês do Theo é ótimo, ele já foi dispensado do programa ESL da escola há um bom tempo e segundo amigos americanos e a professora ele não tem sotaque nenhum do português, se comunica como qualquer criança americana. Ao vê-lo brincado com os amigos eu percebo que ele fala um inglês bem rápido e já usa várias gírias, o que me deixa perdida algumas vezes pois chega ao ponto de eu não entender o que a criançada esta falando dentro da minha própria casa! rsrs

Esta facilidade do Theo de transitar entre as duas línguas como se fosse a coisa  mais natural do mundo se deve ao fato de ele ter chegado aqui já falando português fluentemente. O que eu percebo é que filhos de brasileiros que nasceram aqui ou crianças que chegaram muito novinhas e que ainda não falavam português quando deixaram o Brasil tendem a tornar o inglês como sua língua principal, principalmente depois que entram na escolinha. Cabe aos pais se esforçarem ao máximo para manter o português em casa pois a tendência nestes casos é da língua portuguesa ficar meio de lado.

O Thomas nasceu aqui, então vou ter que ter essa dedicação de ensina-lo o português. Aqui em casa só conversamos em português com ele (inclusive o Theo), mas o  inglês já faz parte da audição dele, seja pelos desenhos da TV, música no  carro ou quando converso em inglês com as pessoas. Sei que as duas línguas já estão sendo assimiladas pelo cérebro dele. Ele começou a falar algumas palavrinhas bem básicas do português e li que crianças nascidas em um ambiente bilíngue tendem a demorar um pouquinho mais para falar pois o cérebro  esta assimilando toda essas informações novas. Vamos ver como vai ser.

Mas o principal conselho que eu posso dar para os pais que estão mudando de país é que preservem o português em casa, insistam, não deixem seu filhos perderem a língua materna, não converse com os seus filhos em inglês. Ser bilingue é  falar bem as duas línguas!! O português é importante para manter os laços com o seu país, para poder conversar com os avós, titios e primos do Brasil,  faz parte da história e da cultura da criança. Sei que tem gente  que acha o máximo chegar no Brasil e ver o filho falando em inglês com as pessoas, eu particularmente acho que isso não tem sentido e só serve para encher o ego dos pais, sinceramente falando.

O meu desafio agora será alfabetiza-lo em português. Ele já lê e escreve em inglês e consegue ler um pouco em português (temos vários livrinhos e gibis em português aqui em casa) mas por ter aprendido a escrever em inglês através do som das palavras  ele não consegue escrever em português que é uma língua silábica. Mas eu sei que vai depender de mim incentiva-lo e arrumar um tempo para sentar junto com ele e praticar a escrita e a leitura em português. Eu até comprei uma cartilha na última vez que estivemos no Brasil, começamos a trabalhar com ela mas acabei parando pois achei melhor ele focar bem na leitura e escrita em inglês primeiro por causa da escola pois estava ficando meio confuso para ele, mas vou tentar começar a alfabetização dele em português novamente depois das férias de verão.

Espero que tenham gostado do post!

Sigam a gente no Instagram, tem sempre fotos novas por lá!

 

Grande abraço

Juliana

Todos os textos e fotos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole.

Anúncios

Sites e Canais legais para dar um UP no seu Ingles

Depois de 3 anos morando aqui nos EUA o meu falar em inglês está melhorzinho (ainda dá branco as vezes e o sotaque ainda é muito forte) diferente do meu ouvir e entender que  já melhoraram muito!!!  Como não estou mais frequentando as aulas de inglês por causa do bebe, eu  uso a internet para continuar treinando e aprender coisas novas. E o mais legal desses canais é que eles ensinam o inglês falado mesmo, sem focar apenas em gramática , o que  é muito chato.

Então segue abaixo os meus canais e sites preferidos para estudar inglês! É só clicar no link para ser direcionado direto para os sites.

inverno (4 of 6)

VOA – Este site é muito legal para treinar Listening. Tem várias matérias como se fosse um jornal e diferentes assuntos. Além disso tem dicas de pronúncia e dicas rápidas de gramática.

inverno (5 of 6)

Engvid – Canal do YOUTUBE  com vários professores. A minha preferida é a Ronnie, uma canadense muito engraçada.

inverno (1 of 6)

Cintia Disse – Tem várias dicas legais de inglês, mas o forte do Canal é a própria Cintia que é muito engraçada e aborda diversos assuntos além do inglês, então cuidado para não fugir do foco que é o inglês (eu sempre acabo me entretendo com outros assuntos do canal dela que não é o  inglês rsrsrs).

inverno (2 of 6)

English in Brazil – As dicas da Carina Fragozo são ótimas e ela é fera em ensinar  pronúncia.

inverno (6 of 6)

Ingles na ponta da Lingua – Site com várias dicas de expressões em inglês  que normalmente não estão nos livros e que são muito usadas pelos americanos.

inverno (2 of 3)

AJ Hoge – Na Verdade ele vende um curso de inglês (Effortless english), mas ele tem  alguns vídeos free no youtube com várias dicas de como estudar inglês de uma maneira eficiente que vale muito apena assistir.

inverno (3 of 3)

Ingles Online – Ouvia os podcasts deste site desde quando eu morava no Brasil. Os podcasts são ótimos e dá para salvar no celular e escutar repetidas vezes, o que te faz treinar o listening.

inverno (1 of 3)

Amigo Gringo – Adoro! Nem tanto para aprender inglês pois esse não é o foco do Canal mas os vídeos com dicas sobre os costumes dos americanos e o comportamento dos brasileiros aqui nos EUA são ótimos!

inverno (3 of 6)

Privite English Portal –  Os vídeos do Steve Ford são bem didáticos e é  bom para aprender um pouco de gramática de uma maneira mais light.

hqdefault

SmallAdvantages – Descobri recentemente este canal do americano Gavin Roy que fala muito bem português e tem dicas muito legais de inglês falado do dia-a-dia! Já entrou na minha lista dos favoritos!

Espero que tenham gostado das dicas !

Abraços

Juliana

ESL nos EUA

10 Dicas que irão facilitar o seu dia-a-dia nos EUA

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar os posts do blog mas não copie e cole.

Uma adolescente brasileira em uma High School americana

Member_Schools

Nós brasileiros temos aquela idéia de escola americana baseado no que assistimos em filmes. Será que é daquele jeito mesmo?  Para matar a minha curiosidade e ajudar um pouco as famílias que estão vindo com filhos adolescentes para os EUA, conversei com a Gabi que tem 15 anos  e que se mudou do Brasil para os EUA há um ano com os seus pais e esta cursando o primeiro ano da High School aqui em Michigan.

Morarnoseua: Como você reagiu a notícia que iria mudar de país?

Gabi: Eu senti muitas emoções ao mesmo tempo. Eu fiquei animada pois sabia que iria ser uma experiência totalmente diferente daqui, fiquei nervosa pois o meu inglês não era muito bom e triste por causa da minha família e amigos que não viriam comigo.

Morarnoseua: Em que ano da High School você está?

Gabi: Estou acabando o nono ano, mais conhecido como Freshman Year, que é o primeiro ano da High School entre os quatro.

Morarnoseua: Como foi o seu primeiro dia de aula aqui nos EUA?

Gabi: Com certeza não foi um dos melhores dias da minha vida. Eu só queria voltar para o Brasil e para a minha escola e amigos. Sinceramente eu me senti muito mal, mas depois do segundo dia eu percebi que não era tão ruim assim.

Morarnoseua: Você já falava inglês quando se mudou para cá?

Gabi:Eu fiz alguns cursos no Brasil que foram bons e que me ajudaram mas eu nunca tinha conversado realmente com alguem em inglês o que me deixou muito nervosa. Antes de me mudar para os EUA fiz aula particular com uma professora e foi o que realmente  me ajudou.

Morarnoseua: Você teve aulas de ESL (English Second Language) assim que começou na High School? Tem muitos estrangeiros na sua escola?

Gabi: Sim, eu tive ESL por alguns meses, mas eu não acho que ajudou em muita coisa, me ajudou mais com as lições de casa. Para você ter direito ao ESL tem que fazer uma prova uma vez por ano para avaliar o seu nível de inglês e se o seu nível for considerado “alto” o seu direito ao ESL acaba.

Na minha escola não tem muitos estrangeiros, tem mais na outra High School do distrito, que é onde tem o maior programa de ESL na qual eu estudaria se precisasse de uma ajuda maior com o inglês, mas não precisei. É difícil ver estrangeiro na minha escola, os que tem já estão aqui há muito tempo e nem no programa de ESL eles estão mais.

Morarnoseua: Você sentiu preconceito por parte dos colegas de classe por ser brasileira?

Gabi: Nenhum! O pessoal fica super animado em saber que você é de outro país e que fala outra língua. Mas também tem aquele pessoal que nem liga mas te tratam de uma maneira normal, como qualquer pessoa.

Panelinha em toda a escola tem, mas nunca vi muito, acho que é por eu estar no primeiro ano. Claro que tem as meninas mais populares, os meninos mais populares! Acho que eu estou na média. Conheço algumas pessoas que fazem parte dos grupos mais populares mas eu não faço parte do grupo.

Morarnoseua: Como são divididos os anos da High School?

Gabi: São 4 anos de High School (referente ao Colegial do Brasil). O nono ano (primeiro ano da High School) é  conhecido também como Freshmam. O Sophomore year é o décimo ano, Junior é o décimo primeiro e o Senior é o décimo segundo e último ano de High School.

Morarnoseua: Como é a rotina de aula em uma high School americana?

Gabi: Aqui, diferente do Brasil, os professores não trocam de sala de aula e sim os alunos. Cada professor tem a sua própria sala de aula. São seis aulas por dia e meia hora de intervalo. Os corredores da escola durante a troca de salas são exatamente iguais aos que a gente vê nos filmes americanos e como eu falo “a mochila é a sua arma” na High School. O melhor lanche que tem é pizza mas tem opções mais saudáveis também.

Morarnoseua: Quais as principais diferenças que você notou com relação a sua escola no Brasil?

Gabi: Minhas aulas começam as 7:15 da manhã e terminam as 2:30 da tarde. Cada professor tem a sua sala de aula então são os alunos que trocam de sala e não temos aula com as mesmas pessoas o dia inteiro, o que é diferente do Brasil.

Os professores aqui querem te ver sempre tirando boas notas então eles “não jogam” a matéria em cima de você, eles querem ter certeza de que você entendeu o que foi ensinado. Há alguns dias atrás eu pedi para a minha professora me ajudar com um problema de matemática, ela sentou do meu lado e fez comigo todos os problemas da minha revisão que eram parecidos com aquele que eu tinha dúvida junto comigo.

O ano escolar aqui também é diferente. Começa em Setembro e termina em Julho. Nós temos duas semanas de break entre o Natal e o Ano Novo, outro break em fevereiro (Winter Break) e mais uma semana de folga em Abril,  que é a tão conhecida Spring Break.

Morarnoseua: Quais são as matérias obrigatórias na High School?

Gabi: Vai depender do ano em que você está. Para o Freshmam (9 ano) são matemática, inglês e biologia durante o ano inteiro. Economia, Civics, educação física e Teen Health são apenas durante um semestre do ano (o ano escolar se baseia em dois semestres). Além dessas aulas eu faço Espanhol também.

Morarnoseua: Você pode optar por qual matéria fazer? Quais as opções de atividade extra-classe?

Gabi: Sim, você pode optar por matérias mas tem um número limite dentre varias opções. Eu não tive a oportunidade de escolher para o meu Freshmam Year, mas já escolhi para o meu Sophomore Year.

 Esportes é por temporadas, você tem que se registrar para entrar e depois você vai nos encontros que são semanais.

Aqui os times são normalmente divididos em varsity, que é um nível mais alto, Junior varsity  ou  JV que é um nível médio e as vezes tem um time de Freshmam. Tem os tryouts e pela a sua habilidade eles vêem em qual time você se encaixa.

Morarnoseua: Sei que você é uma cheerleader. Tem todo aquele status que a gente vê nos filmes?

Gabi: Eu achei que ia ser igual dos filmes, mas na verdade é como qualquer esporte, talvez por causa do Estado ou da escola. Algumas pessoas não consideram como um esporte e a gente fica brava, mas é um esporte como qualquer outro e não tem um status muito grande.

Morarnoseua: Como são os testes na High School?

Gabi: Aqui tem 3 tipos de testes. Os Quizzes que são pequenos testes que tem toda semana mas não para todas as aulas, os professores normalmente te avisam uns dois dias antes. Tem os testes que são mais importantes como os BA`S que acontecem no final do capítulo de cada matéria e as Provas finais que acontecem em Janeiro e em Junho.

Morarnoseua: Você acha o comportamento do adolescente americano diferente do brasileiro?

Gabi:  Sim, eu acho que eles são mais esforçados na escola e realmente se preocupam com a faculdade (College).

Morarnoseua: Com relação ao futuro. Você quer voltar para o Brasil ou gostaria de ficar por aqui?

Com certeza eu quero concluir a High School aqui e  o College também!

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar os posts do blog mas não copie e cole.

 

Adaptação das Crianças `as Escolas Americanas

Quando uma família se muda para um outro país com filhos pequenos, a adaptação das crianças ao ambiente escolar é com certeza uma das maiores preocupações dos pais.

Perguntas como “Será que o meu filho (a) vai se adaptar?”, “Mas ele não fala nada de inglês, como vai ser na escola?”, Será que ele vai fazer amigos?”, “Vai sofrer preconceito na escola por ser estrangeiro?” estão entre as principais perguntas que recebo dos pais aqui no blog.

Vou falar aqui no post da minha experiência com o meu filho que na época tinha acabado de completar cinco anos e não falava nada em inglês quando chegamos aqui nos EUA. Claro que cada criança é única e o tempo de adaptação pode variar de criança para criança e principalmente com qual idade ela chega aqui nos EUA.

A adaptação do Theo aqui nos EUA me surpreendeu muito pois foi muito rápida para quem não falava nada de inglês. Eu estava muito ansiosa na época e preocupada pois foi uma mudança de rotina muito grande na vida dele. Mudamos para uma casa nova em um outro país, uma escola completamente nova, nova professora, novos amigos e principalmente uma nova língua. Se já é complicado mudar o seu filho de escola dentro do seu próprio país pois é difícil deixar os amiguinhos antigos, com os quais a criança já tem um vínculo de afeto, imaginem fazer novos amigos em uma escola nova quando a criança não fala o mesmo idioma dos colegas de classe? Comunicação é a base da rotina escolar.

O primeiro dia de aula do Theo aqui nos EUA foi um dia muito especial para nós e principalmente me mostrou que eu tenho um pequeno grande valente aqui em casa. O detalhe desse primeiro dia pode ser conferido clicando no post abaixo.

O primeiro dia de aula do Theo nos EUA

O Theo se adaptou muito rápido a escola mesmo sem falar inglês e eu acho que o grande sucesso deste desafio, além da própria coragem dele e do nosso incentivo positivo como pais, foi o suporte que ele teve por parte da escola aqui nos EUA.

IMG_1662

Cantinho da leitura dentro de sala de aula. Muitos livros, fora os que tem na biblioteca da escola.

Como os EUA recebem muitos estrangeiros de toda parte do mundo, as escolas públicas daqui estão acostumadas a receber estas crianças e possuem uma equipe de professores e um método de ensino especialmente voltado para elas que é o programa ESL (English Second Language) ou ELLs (English Language Learnings).

Quando você vai matricular o seu filho em uma escola aqui nos EUA, dentre os documentos necessários, tem um questionário onde você tem que preencher a nacionalidade da criança e o idioma falado em casa. Com base nestas informações o próprio sistema escolar já vai indicar se o seu filho está apto ao programa ESL/ELLs.

Praticamente todas as crianças e adolescentes estrangeiros matriculados em escolas públicas americanas entram neste programa no qual elas tem um suporte dentro de sala de aula que irá ajudá-los com o aprendizado da língua inglesa. A criança passa por avaliações semestrais e ela só sairá do programa quando o professor perceber que ela é capaz de acompanhar a sua turma sem dificuldades. Este programa é totalmente gratuíto.

wida

Tabela utilizada para avaliar o nível de inglês dos alunos

Esse programa é inserido na rotina escolar de diversas maneiras dependendo do distrito escolar que a criança frequenta. No caso do Theo nos primeiros dias ficava uma professora com ele em sala de aula dando suporte (ele entrou no Kindergarden o que seria o último ano da educação infantil no Brasil). Depois ele ficava em sala de aula com a professora da turma dele e em algum período do dia escolar a professora do ESL ia até a sala de aula buscá-lo para fazer as atividades do ESL em uma sala separada.

Tem distritos escolares que possuem escolas específicas para as crianças estrangeiras que não falam a língua inglesa. Depois que a criança passa a dominar e a compreender o idioma ela vai para a sua escola regular do bairro.

Os pais recebem este relatório do WIDA sempre que as crianças passam pela avaliação:

wida Theo

Último relatório do WIDA do Theo que o liberou do ESL!

 

Link do  WIDA Federal Program (alguns Estados não estão no programa WIDA, neste caso é só entrar no distrito escolar da cidade em que voce irá morar e procurar informações sobre o programa ESL/ELLs utilizado).

A maioria das escolas aqui dos EUA, pelo o que eu leio a respeito e pela minha própria experiência com o meu filho, se mostram muito abertas a esta mistura de nacionalidades no ambiente escolar.

O Theo está em uma Elementary School, onde estudam crianças de 5 a 10 anos (do kinderganten até a quinta série). Nessa faixa de idade escolar a relação entre as crianças é muito tranquila e elas não se importam em qual país você nasceu, elas querem brincar juntas, conversar e dar risadas. Essas crianças não tem preconceito com relação as outras crianças. As escolas daqui também são muito rígidas com relação ao comportamento do aluno em sala de aula e qualquer tipo de bullying é inadmissível.

Não sei como funciona a adaptação do pré-adolescente e do adolescente nas escolas daqui (alunos da Middle School e da High School) pois sabemos que nessa fase o ambiente escolar é um lugar muito importante no desenvolvimento social dos nossos filhos. Nessa idade os grupos de amigos já estão formados pois como aqui as crianças do mesmo bairro estudam na mesmo escola eles já se conhecem há muito tempo, e para um adolescente que chega de um outro país sem falar o idioma, se inserir em grupos de amigos já formados não deve ser tarefa fácil. Mas isso vai depender da personalidade de cada criança ou adolescente.

Hoje, dois anos e dois meses depois de chegar aos EUA sem falar nada de inglês, o Theo já está fluente. Ele saiu do programa ESL há 1 ano atrás pois segundo a professora o inglês dele está no mesmo nível dos coleguinhas de sala americanos. Cabe lembrar que dentro de casa só conversamos em Português. Tomamos esta decisão pois a carga de inglês que ele tem por dia na escola já é grande (ele fica 7 horas por dia na escola) e achamos importante manter a língua do nosso país. Além disso o meu inglês é repleto de erros gramaticais e de sotaque tanto é que, hoje em dia, sou eu quem pergunto para o meu filho como que se pronuncia determinada palavra em inglês!

IMG_1656

Uma das paredes da sala de aula do Theo

Um fato interessante é que as crianças que chegam aqui muito novinhas, por volta de 1 e 2 anos (por elas estarem no processo de começar a falar e adquirir vocabulário), quando começam a frequentar as escolinhas daqui elas tendem a misturar os dois idiomas e acabam usando palavras em português e em inglês na mesma frase, por mais que os pais falem apenas em português com elas. Crianças maiores como o Theo que chegou aqui com 5 anos, portanto já com o português bem consolidado, tem uma facilidade muito grande em transitar entre os dois idiomas sem misturá-los. Parece que eles têm um botãozinho que muda de maneira automática do português para o inglês e vice-versa.

O inglês dele, segundo a professora não tem sotaque e por sua vez, como sempre o incentivamos a falar português em casa e corrigimos os erros gramaticais que ele comete as vezes (pois agora ele tende a traduzir do inglês para o português) o português dele continua muito bom.

Com base nestes dois anos que estou morando aqui e observando tanto a adaptação do meu filho como a de filhos de amigos mais novos ou mais velhos que o meu, e pelo depoimento de outras mães em comunidades e blogs de brasileiros que se mudaram para o exterior com crianças, a adaptação ocorre de uma maneira muito natural e elas aprendem a falar inglês com uma rapidez impressionante! Então se a sua preocupação em se mudar ou não para outro pais é se o seu filho (a) vai aprender a nova língua e se adaptar, pode riscar este item do seu caderninho!

E para terminar o post segue duas frases clássicas que o Theo costuma falar em português pensando em inglês. A gente até acha graça, mas sempre fazemos questão de corrigir para o português dele ficar sempre bonitinho.

-“Posso ter água mamãe?” Normalmente ele perguntaria “Me dá água por favor mamãe?”  mas ele tende a traduzir do “Could I have water”.

-” Você sabe este desenho que está passando na TV?” Normalmente seria “Você conhece este desenho que está passando na TV?”, mas ele traduz do “Do you know this cartoon?”

Outros posts do blog relacionados a escola:

Escola nos EUA

Como é a escola pública nos EUA

Noite Multicultural na escola

Tem filhos em idade escolar aqui nos EUA? Deixe sua opinião aqui nos comentários!!

Abraços!

Juliana

 

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole

Os famosos Ônibus escolares amarelinhos!!!

IMG_2906

O famoso “School Bus”americano

Quem nunca se imaginou em ir para a escola naqueles ônibus escolares americanos amarelos? Para nós brasileiros que assistimos à filmes americanos com bastante frequência, os ônibus escolares americanos  são clássicos de filmes do tipo “sessão da tarde”. Neste último mês de aulas antes das férias de verão, o Theo começou a ir para a escola de “School Bus” amarelinho.

Aqui nos Estados Unidos toda criança matriculada na escola tem direito ao transporte escolar de graça, desde que more a uma certa distância da escola (se a sua casa fica a poucos metros da escola não tem lógica ir de ônibus né?). Cada distrito escolar tem os seus ônibus escolares que servem as escolas do distrito. Os ônibus passam em ruas pré-determinadas dos bairros onde moram os alunos que frequentam a escola daquele bairro (aqui o seu filho vai estudar na escola do bairro onde você mora, não é você que escolhe a escola e sim o endereço da sua casa) . Então o seu filho sempre irá para a escola no mesmo ônibus e com o mesmo motorista, e o motorista sempre irá fazer o mesmo trajeto e parar nos mesmos pontos de parada para levar o seu filho até a  escola.

O processo para o Theo começar a ir de ônibus para a escola aqui nos EUA foi super simples, apenas tive que avisar na secretaria da escola que ele começaria a ir de ônibus. A secretária da escola, através do nosso endereço, me passou o   local onde o Theo iria pegar o ônibus  (na esquina de casa) e  pediu um dia de prazo para ela poder notificar a empresa responsável pelo trasporte que teria mais uma criança para pegar o ônibus naquele ponto.

As crianças do Kindergaten (equivalente ao último ano da educação infantil aí do Brasil), que é o caso do Theo, precisam que um adulto as leve e as busque nos pontos de paradas dos ônibus. Se a criança tiver um irmão mais velho que venha com ela no mesmo ônibus, você como pai pode deixar uma autorização para que ela venha para casa na companhia do irmão. A partir da “First Grade” o que seria aí no Brasil o equivalente ao primeiro ano do fundamental, a criança não precisa mais que um adulto a acompanhe. Os pontos de paradas são bem pertinho das casas. O nosso fica a menos de 50 metros, bem na esquina da nossa casa.

IMG_2904

Primeiro dia de School Bus !

Na verdade ele já poderia ter ido na escola de ônibus desde  o primeiro dia de aula, mas a mãe aqui ficou preocupada de deixar ele ir para a escola de ônibus, pois além de eu sempre levá-lo e busca-lo na escola quando morávamos no Brasil, ele ainda não falava inglês e eu achei que iria ser muita coisa nova ao mesmo tempo para ele. Os meses de aula foram passando e ele começou a perguntar se ele podia ir de ônibus igual aos amiguinhos de sala. Como ainda estava muito frio por aqui, eu  fui postergando a ida dele para a escola de ônibus. Porém o calor chegou e como ele já está se  comunicando bem em inglês não tive outra escolha a não ser deixa-lo a ir de ônibus para a escola.

Foi um grande passo de independência para o meu menino de 5 anos ! Ele ficou super empolgado e feliz. No dia tão esperado, ele apareceu no meu quarto pela manhã já trocado com a roupa para ir para a escola. Tomamos café da manhã e fomos caminhando até o ponto de parada. Quando o ônibus chegou, o motorista me entregou alguns papeis e confirmou se ele era o Theo (o motorista já sabia que naquele dia iria ter criança nova no ônibus). O Theo entrou todo feliz no ônibus escola, deu tchawzinho para mim e para o papai, sentou no banco em que o motorista indicou e o ônibus partiu….

Eu como mãe ansiosa, peguei o meu carro e fui até a escola para ver se ele ia chegar bem. Fiquei do carro observando se o ônibus chegava. Assim que o ônibus chegou fiquei observando de longe o Theo descer do ônibus e caminhar para dentro da escola (não deixei ele me ver e até hoje ele não sabe que eu estava lá observando).

A tarde, lá estava eu no ponto esperando ele chegar. Ele desceu do ônibus super feliz com a conquista do dia, foi um dia muito especial para ele! E desde de então, ele sempre vai de ônibus escolar amarelinho para a escola. Igual aos filmes em que eu via na sessão da tarde!

Mais sobre as escolas publicas americanas nos posts abaixo – Escola publica nos EUAO primeiro dia de aula do Theo nos EUAEscola nos EUA

Convivendo com os americanos – Morar nos EUA

Este mês fez seis meses que nos mudamos para Michigan e muitas pessoas aí do Brasil me perguntam como esta sendo morar aqui, se a gente se adaptou e se a gente sofre algum tipo de preconceito por parte dos americanos por sermos extrangeiros.

Bom, vou falar particularmente sobre a minha experiência por aqui neste meio ano de vida nos Estados Unidos. Em nenhum momento, desde de que desembarquei  no aeroporto de Detroit eu senti preconceito por parte dos americanos por ser brasileira. Na verdade, quando os americanos descobrem que você é do Brasil, um sorriso imediatamente se abre no rosto deles e eles já veêm com várias perguntas e curiosidades sobre o nosso país.

Moro em Canton, que é uma cidade com uma média de 70 mil habitantes, que não é um lugar turístico e é bem residencial. Desde que me mudei para o meu bairro senti muita cordialidade por parte dos vizinhos.  Quatro vizinhos já vieram pessoalmente em minha casa se apresentar e dar boas vindas para a minha família, inclusive já ganhei bolo e docinhos de duas vizinhas. Agora que esta calor por aqui e, as pessoas ficam mais na area externa das casas (no inverno não se vê ninguem pelas ruas aqui), é super comum os moradores passarem na sua calçada e te comprimentarem ou te darem “thauzinho” pela janela do carro, ninguém finge que não te viu.

A minha vizinhança é muito simpática mas também cada um cuida da sua vida. Ainda não fui convidada para ir na casa de ninguém mas eu também não convidei ninguém para vir na minha. E no Brasil eu também não tinha o costume de frequentar casa de vizinha. Percebi que as pessoas respeitam muito a privaciade e o espaço do outro. Particularmente, aqui no bairro onde moro, não existe muro ou cercas separando as casas  em nenhum dos lados, é um gramadão só, então se a pessoa não tiver o bom senso de respeitar o espaco do outro, esse lugar vira uma feira.

Na escola do Theo fomos muito bem recebidos por todos e o Theo é muito querido no ambiente escolar. O melhor indicativo disso é que ele sempre esta feliz quando vou buscá-lo na escola. O Theo frequenta a escola pública aqui nos EUA e aqui  eles acham essa mistura de culturas diferentes no ambiente escolar muito positiva para todas as crianças, inclusive eles tem um projeto anti-bulling muito forte e sério na escola além disso, todos os anos eles fazem a “Noite Multicultural” na escola, evento este que participamos no começo do ano.

Sobre as mães dos amiguinhos do Theo. Na hora da saída, algumas crianças vão para casa de ônibus escolar e outras os pais vem buscar, então fica aquele monte de pais na frente da sala de aula esperando o seu filho sair. Sinceramente, a dinâmica com as mães na porta da escola é igual ao Brasil. A gente chega e fala um “oi” , comenta alguma coisa sobre o clima e não passa muito disso. Eu sei que eu tenho a barreira da língua, o meu inglês melhorou mas ainda esta londe de ser o ideal mas, observando as outras mães americanas notei que elas não conversam muito entre si também, então acho que o problema não é comigo. No Brasil mesmo eu só tinha amizade, de bater aquele papo gostoso, com apenas duas mães de amiguinhos do Theo.

Eu inclusive fiquei muito feliz no início do ano pois uma das mães de um colega de classe do Theo me entregou em mãos o convite para o  aniversario do filho dela. Diferente do Brasil, as festinhas de aniversários das crianças, quando feitas em casa, é uma coisa bem simples e familiar e apenas para os amiguinhos mais queridos do aniversariante. Não se convida a sala inteira, então eu me senti muito privilegiada e muito feliz pelo Theo estar entre os seis amiguinhos convidados, sendo que eles são em 23 na sala de aula.

De uma maneira geral, os americanos são bem simpáticos, uma vez ou outra você cruza com um atendente de mercado mal-humorado (igual no Brasil), mas tudo dentro da normalidade. Nunca fui ignorada ou desrespeitada por ser extrangeira, inclusive eu achei que eles tem até muita paciência em tentar entender o meu inglês que tem um sotaque latino muito forte. Se eu não entendo alguma coisa eles repetem ou refazem a pegunta de uma outra forma até que eu consiga entender.

Só mais  uma coisa, as pessoas aqui são muito educadas e atenciosas e isso vale para os motoristas também. A educação no trânsito aqui é uma coisa que me deixa espantada! Ninguém busina atrás de você se você demorou um pouco mais para sair no farol, ninguém dirige igual louco pelas ruas, os motoristas respeitam os pedestres e os ciclistas e os pedestres respeitam os motoristas atravessando apenas em locais permitidos. Palavras básicas como “por favor”, “com licensa”, “obrigada”e “desculpa” são usadas a todo o momento pelos americanos e a palavra de uma pessoa aqui ainda tem muito valor.

Espero que tenham gostado do post. Você teve alguma experiência aqui nos EUA e quer compartlhar com a gente?  Siga o blog e comentários são sempre bem vindos!

Abraços

Juliana

Escola nos Estados Unidos – Multicultural Night

 

Esta semana tivemos a “Noite Multicultural” na escola do Theo aqui nos EUA.

Na verdade foi uma “tarde” multicultural pois o evento começou as cinco e meia da tarde e terminou pontualmente as sete e meia da noite.

Nesta noite, as famílias estrangeiras que tem filhos matriculados na escola, foram convidadas para montar um painel com imagens do seu país de origem, e falar um pouco sobre as tradições de seu país. Fui convidada para falar sobre o Brasil, e é claro que eu aceitei o convite, pois mesmo estando decepcionada com a situaçao política atual e a falta de segurança do nosso país, sou brasileira e é sempre gostoso falar sobre as coisas boas que o Brasil ainda tem.

A exposição dos painéis foi feita na área da quadra poliespotiva da escola (uma área coberta e aquecida claro!). Cada representante de cada país tinha uma mesa grande para colocar o seu painel  e outras coisas que representasem o seu país como roupas tradicionais, objetos ou comidas. Fiz um painel com fotos de diversas regiões do Brasil, pois eu queria mostrar que o Brasil não é somente o Rio de Janeiro, a floresta Amazônica e as praias do nordeste. Coloquei também algumas informações sobre a nossa localização, população, um pouco da nossa história e comidas. Levei mini porções de pão de queijo, cocada e brigadeiro para as pessoas experimentarem.

Os países representados pelas famílias foram o Brasil, Armênia, Canadá, Polonia, Inglaterra, India, Alemanha, Venezuela, Irlanda e Tunísia.

O nosso painel.

O nosso painel.

Os estudantes chegaram acompanhados dos pais e cada um recebeu um livrinho feito pela própria escola para ser usado como um passaporte no qual haviam perguntas sobre os países representados as quais  deveriam ser respondidas pelas crianças  que depois recebiam um carimbo ou adesivo do país que tinham “visitado”.

O evento foi bem legal, foi possível conhecer um pouco da história de cada país representado e provar comidas diferentes.

A cocada (receita da minha avó) e o pão de queijo fizeram muito sucesso entre os americanos. Eles gostaram muito do painel que fiz do Brasil,  principalmente por causa dos animais como o boto cor-de-rosa, a arara azul (por causa do filme “RIO”, as crianças logo identificavam a arara azul) e a onça pintada. Os adultos acharam linda a foto da  árvore Araucária, que coloquei para representar a região sul do Brasil e ficaram surpresos ao ver a foto da fruta caju, pois aqui eles comem muita castanha de caju, mas muitos não conheciam a fruta propriamente dita.

Americanos sendo apresentados ao nosso Brasil.

Americanos sendo apresentados ao nosso Brasil.

Fiquei impressionada com a falta de conhecimeto dos americanos sobre o nosso país, não apenas das crianças, mas como dos adultos também. Nós, brasileiros, sabemos  muito mais sobre os EUA do que os americanos sabem sobre o nosso país. Muitos ficaram surpresos ao saber o tamanho do nosso país, eles achavam que o Brasil era bem menor; que a nossa capital é a cidade de Brasília e que no Brasil a gente fala português e não espanhol também foi um fato novo para muitos.

Coloquei uma foto da selação brasileira de futebol e um logo da copa do mundo de 2014 no painel, e fomos vestidos com a camisa da selecao brasileira, mas ninguém demonstrou interesse  pelo futebol. Tudo bem que a seleção americana é ruim e eles preferem o futebol americano e o baseball, mas como o futebol brasileiro é bem conhecido no mundo e principalmente pela proximidade da copa do mundo,  eu pensei que eles iriam fazer alguma pergunta ou comentário sobre o assunto mas ninguém ligou.

Gostei de ter participado deste evento escolar e o Theo também. Ele ajudou a fazer o painel, e com isso aprendeu um pouco sobre o Brasil, e se sentiu todo importante me ajudando a montar a nossa mesa para a  exposição. Ele não teve muita paciência para aprender sobre os outros paises, estava mais interessado em provar as “comidinhas” e correr pelo ginásio da escola. O objetivo principal desse evento foi fazer uma integração da escola com as famílias dos alunos. Aqui, a escola é pública e eu já percebi que os pais são bastantes ativos dentro do ambiente escolar. Foi bom também para conhecer os familiares dos outros alunos e claro,  praticar o meu inglês.