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Como é morar em Richmond na Virginia

E o post de hoje foi escrito pela Carol Mendes do blog Descobri a América que mora na cidade de Richmond, no estado da Virginia.

Obrigada Carol por colaborar com o blog!

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Meu nome é Carol Mendes, moro nos Estados Unidos há 4 anos, atualmente em Richmond, estado da Virginia. Mantenho um blog com dicas sobre a vida nos EUA chamado Descobri a América (www.descobriaamerica.com) e hoje vim contar pra vocês, leitores do blog Morar nos EUA, um pouquinho da minha vida aqui.

Sou de São Paulo, casada com um americano e mãe de dois garotinhos lindos. Nunca sonhei em morar na América, mas… “o amor não escolhe pátria” e isso resume bem como vim parar neste país.

Já morei em North Carolina, numa cidadezinha nas montanhas, fronteira com os estados de Tennessee e Georgia. Amo o sul dos Estados Unidos, principalmente os americanos sulistas!

Richmond não é uma cidade muito conhecida pelos brasileiros, mas é a capital do estado da Virginia e está situada a mais ou menos duas horas e meia ao sul de Washington, D.C. É uma das cidades mais antigas do país e muitos acontecimentos importantes na história americana aconteceram aqui. Prédios e bairros históricos, museus, monumentos e campos de batalha enriquecem e embelezam Richmond em toda a sua extensão. Até Pocahontas viveu aqui! J

Richmond City, em si, é relativamente pequena e contava com 220.289 habitantes em 2015, de acordo com o United States Census Bureau. Quando falamos sobre Richmond, geralmente nos referimos à Grande Richmond, ou seja, Richmond City e Condados de Chesterfield, Hanover e Henrico (subúrbios). A Grande Richmond conta com aproximadamente um milhão de habitantes.

Quem não mora em Richmond City, mora nos subúrbios (arredores) da cidade, por serem locais mais tranquilos (não confunda subúrbios com pobreza). Geralmente as famílias moram nos arredores porque a vida no centro é mais agitada, além dos preços dos imóveis do centro serem inacessíveis à maioria da população (entenda como milhões de dólares).

O que acho interessante nos arredores de Richmond City é que, em muitos lugares, não há calçadas. É chato porque, quando se você quer passear de carrinho com as crianças, é necessário ir pela rua (apesar dos carros trafegarem “devagar”).

Ter carro é algo essencial por aqui. Há transporte feito por ônibus (GRTC Transit System) mas a abrangência é limitada e não há linhas saindo de bairros residenciais.  Resumindo, sem carro você não vai a lugar algum.

Falando em carro, temos o sistema de trens da Amtrak que nos leva de Richmond a Washington em duas horas. Vale a pena para quem quer conhecer Washington mas não está a fim de dirigir e enfrentar o trânsito do caminho até lá, principalmente chegando na cidade.

 Sobre o clima, temos todas as estações do ano bem divididas: verão é quente (entre 28 e 40 graus Celsius, em média), inverno é frio mas na maioria das vezes não passa de zero graus Celsius, e primavera e outono são amenos. De janeiro a março é possível ter neve, mas é sempre pouca e derrete logo, às vezes até no mesmo dia.

 Para quem gosta de praia, estamos pertinho da costa leste! Virginia Beach, a mais famosa praia, fica a apenas 190 Km daqui.

 Há somente um mercadinho brasileiro, chamado Cantinho do Brasil. Quanto a restaurantes, há o Texas de Brazil e o Ipanema Cafe. A comunidade brasileira é bem pequena, o que pode ser ótimo para quem está querendo vir para uma cidade bacana aprender inglês e não ter contato com brasileiros (para evitar conversar em português).

De forma geral, adoro a minha vida nos Estados Unidos. Não pense que se trata de um país perfeito, pois não é; mas é onde me sinto em casa atualmente e onde posso preparar um futuro melhor para os meus filhos. Para quem sonha em vir pra cá, primeiramente é necessário ter em mente que morar e passar férias são universos bem diferentes. A decisão de morar aqui tem que ser tomada de forma consciente, após extensa pesquisa e planejamento. E é para ajudar nessa busca de informações que eu e a Juliana tentamos contar em nossos blogs sobre a vida nos EUA como ela realmente é. Viver num país diferente, viver uma cultura e valores diversos, exigem uma alta capacidade de adaptação e humildade e isso não é pra todo mundo. Será que é pra você? Se quiser saber a minha opinião e experiências, te convido a visitar o blog Descobri a América no link abaixo. See you soon!

Carol Mendes

Blog: www.descobriaamerica.com

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Rumo a UP North- Parte 2

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Depois de fazermos o passeio principal de Munising que é ver as Pictured Rocks passeando de barco pelo Lake Superior – Clique aqui para ver esta primeira parte da viagem – no dia seguinte fomos desbravar de carro a região.

Como o tempo virou e começou a chover (não deu para fazer o passeio de caiaque pelas Pictured Rocks), resolvemos ir até a cidade de Marquette que fica  a  50 minutos de Munising. A estrada vai beirando o Lake Superior e se não fosse o tempo chuvoso teria rendido lindas fotos. A cidade de Marquete é a maior cidade da Upper Península com aproximadamente 22,000 habitantes. Marquette é uma cidade universitária pois abriga a Northern Michigan University com aproximadamente 10,000 estudantes. É uma cidade turística que assim como Munising atrai turistas na primavera, no verão por causa das praias, camping, pesca e caça, no outono por causa da paisagem deslumbrante e diversas trilhas para hiking e bike e no inverno por causa dos esportes de neve. Como tempo não ajudou muito fomos conhecer o Marquette Maritme Museum. É um museu pequeno mas bem montado e as crianças pequenas acabam gostando. Ao lado do Museu tem uma Lighthouse (farol) para visitar, mas como não vemos muita graça em visitar farol acabamos não indo até lá (Os moradores de Michigan tem uma atração por faróis, deve ser por aqui tem muitos, já que o estado é rodeado pelos grandes lagos)

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Museu Maritimo de Marquette. Opção para um dia de chuva.

Depois do museu fomos comer a famosa Pastie, que é tipo uma fogaça tradicional da região norte de Michigan. Comemos em uma pequena lanchonete chamada Jean Kay’s que é bem tradicional na região, estava muito bom e o próprio proprietário estava lá fazendo as pasties e foi super atencioso conosco.

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A famosa Pastie da Upper Peninsula.

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 Na volta para Munsing passamos por um parque repleto de esculturas gigantes feitas com sucata chamado Lakenenland, você não paga nada para entrar e nem precisa sair do carro para ver as esculturas, o que é bom em dias chuvosos e no inverno.

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Esculturas de sucata do Lakenenland

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Lakenenland

Esta região entre Munising e Marquette é repleta de trilhas para ATVs (jipes, quadriciclos, motos) e no inverno elas são usadas para andar Ski (Ski Trail) e de snowmobile, são mais de 300 milhas de trilhas para os aventureiros que gostam de se divertir na neve. Clique neste link para obter mais informações de como se divertir no inverno na Upper Península de Michigan! Dizem que ver as inúmeras cachoeiras da região congeladas é outra atração imperdível!

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Upper Península: Ótima opção para os esportes de inverno! (foto: http://www.munisingsnow.com)

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Eben Ice Caves (fotos do site munisingsnow)

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Munising Winter Waterfalls (fotos do site munisingsnow)

Mais informações sobre a cidade de Marquette aqui.

Marquette Visitor Guide

No dia seguinte o tempo melhorou e seguimos viagem de Munsing pela sentido Grand Marais pela estrada H-58. Esse passeio é lindo e eu só fiquei imaginando passar por esta estrada no outono, quando as folhas das árvores estão com aquele tom vermelho-alaranjado lindo!! Neste trajeto de 50 milhas existem vários pontos de paradas com mirantes, cachoeiras e praias. Um dos mirantes mais bonitos e de fácil acesso é o Minners Castle que oferece uma vista linda do alto das Pictured Rocks.

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H-58 – Considerada uma das estradas mais bonitas da Upper peninsula. Conseguem imaginar este lugar no outono?

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Mirante Maners Castle

Outro mirante bem procurado é o Chapel Rock, mas acabamos vendo ele apenas de longe pois a trilha requeria uma caminhada mais longa e com criança pequena complica um pouco. Paramos em algumas praias muito bonitas pela caminho e bem rústicas, porém sofremos um pouco com os mosquitos, passamos repelente mas mesmo assim eles estavam nos atacando (me lembrou meus passeios em Ilha Bela-SP), mas mesmo com  mosquitos vale a pena! Cabe lembrar que as praias formadas pelo Lake Superior são mais contemplativas pois a água, mesmo no verão, é gelada!

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Trilhas para os mirantes são bem acessiveis.

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Praias na H-58: Rústicas, lindas e geladas (no começo do verão)

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Praia formada pelo Lake Superior

Mais informações sobre os mirantes e praias na H-58 aqui.

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Grand Marais é uma vilinha de praia bem pequena mas charmosa, é conhecida pelas praias escondidas e pelas dunas de areias. Para quem não vai se aventurar pelas trilhas não tem muito o que se fazer por lá, paramos apenas para almoçar e continuamos a viagem para conhecer a mais famosa das cachoeiras de Michigan, a Tahquamenon Falls.

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Dunas de Grand Marais

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Vista do lake Superior do alto das dunas de Grand Marais

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Cidade de Grand Marais

Tahquamenon Falls é considerada a maior cachoeira de Michigan. Ela fica na cidade de  Newberry dentro de um parque estatual e o acesso é fácil, com boa sinalização e boa infra-estrutura ao redor com banheiros, lanchonetes e lojinhas de lembrancinhas. Não espere encontrar uma cachoeira gigante, para a gente que já esteve em Foz do Iguaçu ou até mesmo em cachoeiras menores espalhadas pelo Brasil, ela é pequeninha, mas a paisagem em que ela esta inserida é muito bonita e vale a pena o passeio.

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Tahquamenon Falls

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A famosa Tahquamenon Falls

Mais Informações sobre a Tahquamenon Falls aqui.

Atrações na região da Tahquamenon Falls.

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Tahquamenon Falls no outono, temos que voltar lá na estação mais bonita do ano de Michigan!!

Nesta região tem diversos passeios para fazer e locais para acampar. Tem o Oswald’s Bear Ranch que é um santuário de ursos (não é um zoológico) que parece ser uma passeio bem legal, mas acabamos não visitando, ficou para a próxima.

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Como aqui durante o verão fica claro até quase as 10 horas da noite, seguimos viagem ate chegar na cidade de Sault Saint Marie onde tinhamos hotel reservado. Eu particularmente não gostei dessa cidade, achei bem decadente. Sault Saint Marie faz divisa com o Canadá com uma cidade de mesmo nome e possui um porto muito grande pois o canal que passa pela cidade faz a comunicação entre os Lagos Superior e o Huron, então a cidade tem uma importância comercial e estratégica, mas de turística deixa a desejar. O único passeio que fizemos na cidade foi visitar um navio museu, o Museum Ship Valley Camp. É um passeio legal pois é um navio enorme que foi transformado em museu e você anda por ele inteiro. Demos uma volta na rua principal da cidade onde aproveitamos para comer o famoso Fudge da Upper Peninsula.

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Museum Ship Valley Camp em Sault Saint Marie

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Fudge em Saint Marie

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Preparando o Fudge

De Saint Marie seguimos caminho de volta para a Lower Peninsula cruzando novamente a Mackinac Bridge. Paramos na cidade de Mackinaw City, esta sim bem bonitinha, para apreciar a vista da  famosa ponte.

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Macknaw City

Pretendemos voltar novamente para Mackinaw City para conhecer mais a cidade e conhecer também Mackinac Island, que é um dos pontos turístico mais famosos de Michigan. Só não fomos desta vez pois não estávamos com tempo e tínhamos que voltar para casa.

Esse foi o nosso primeiro passeio na Upper Peninsula, claro que tem muito mais lugares para se conhecer por lá. A região é muito bonita e foge do padrão americano de viagem pois é um passeio para se curtir a natureza, sem pressa, sem outlets, sem vida noturna e  sem grupos de excursões pelo caminho.

Informações sobre Mackinaw City aqui

informações sobre Sault Saint Marie aqui

Abraços

Juliana

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole

Verão nos Estados Unidos – Morar nos EUA

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Noite musical no Heritage Park, Canton

Chegamos aqui em Michigan no início de novembro, então já estava aquele friozinho, as árvores já estavam sem suas folhas, apenas os galhos e não havia mais nada de canteiros floridos, estava tudo cinza. Depois venho a neve ….. muita neve, foi o inverno mais gelado dos últimos oitenta anos por aqui, então tudo ficou branco. Era branco para todos os lados. Em abril a neve foi embora e ficou aquela paisagem sem graça pois não tinha mais neve e nem verde ainda. Os meses foram passando, chegou maio e a paisagem começou a melhorar com a chegada da primavera. Foi uma explosão de verde e flores que eu retratei neste post aqui.

Agora estamos em Julho bem no meio do verão aqui em Michigan e está uma delícia! Quando me falaram que o verão daqui iria compensar todo aquele frio que passamos nos meses de janeiro e fevereiro eu tinha minhas dúvidas afinal, sou do Brasil onde é verão quase o ano inteiro. Pois bem, o verão aqui está me surpreendendo muito! Eu não sei se é por ter ficado 4 meses soterrada na neve e naquela paisagem toda branca mas, eu estou achando o verde daqui muito mais verde que o do Brasil!

Um fato que ajuda muito a ter essa sensação  pelo menos aqui na cidade em que moramos e nas cidades vizinhas é que tudo aqui é gramado. Não existe calçada de cimento igual no Brasil, todas as calçadas daqui são bem largas e gramadas e se fundem com o gramado da frente das casas já que aqui não tem muros. Tem apenas aquela passagem para pedestres cimentada. Outra coisa é que as pessoas aqui aproveitam o verão para plantar e florir o jardim agora,  já que no outono e inverno não é possível plantar nada do lado de fora. Então os jardins das casas estão todos floridos e coloridos, as jardineiras e os canteiros repletos de flores. As cidades estão super coloridas! Os parques daqui são um convite para passear de bicicleta, caminhar e fazer um pic-nic. Tudo esta verde, os lagos repletos de patos com seus filhotes e coelhos pulando pela mata.

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Esta tudo verde por aqui agora !

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Canteiros floridos para todos os lados !

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Flores, flores e mais flores !!! Adoro !

Nesta época esta tendo diversas atividades para as crianças e eventos ao ar livre. No inicio de Julho tivemos aqui em Canton, a Canton Liberty Fest. É uma festa típica de cidade pequena onde montaram no parque da cidade um parque de diversões enorme (que aqui eles chamam de Carnival), com barraquinhas de comidas, brincadeiras e queima de fogos a noite.

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Canton Libert Fest

Está tendo também várias feirinhas nas cidades vizinhas como feira de artes e festa italiana. Essa festas são bem similares as que a gente encontra pelo Brasil como a festa da uva e do morango.

Pra quem tem crianças o verão aqui é repleto de atividades para os pequenos. Todos os parques estão  em pleno funcionamento e com diversas opções de atividades. É possível andar de pedalinho, canoa, brincar nos “Splash Plagrounds” (parques molhados), temos diversos parquinhos espalhados pela cidade, quadras e campos de futebol, basebol, basquete, áreas para fazer um delicioso pic-nic , ciclovias em ótimo estado para pedalar com a criançada.  Nas bibliotecas tem diversas atividades direcionadas para as crianças  e tudo de graça. Também existem diversos “Summer Camps” que são os acampamentos de verão (pagos) no qual você inscreve o seu filho por semana e tem diversas atividades divididas por idade.

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Splash Playground

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Remando no Kensigton Metro Park

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Há inúmeros campos espalhados pelos parques

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Passeando pelas feirinhas de artesanato e antiguidades

O Theo está frequentando um Summer Camp chamado “Canton Activit Palyground”, onde eu posso deixa-lo com os monitores em alguns parques aqui da nossa cidade  e depois ir buscá-lo. Ele está adorando, e o melhor é que ele continua tendo contato com as crianças americanas e praticando o inglês, já que são três meses fora da escola por causa das férias de verão.

Como aqui em Michigan tem muitos lagos, agora no verão eles viram verdadeiras praias de água doce, é uma delicia!

Também estamos aproveitando para andar muito de bicicleta pelos parques e pelas ruas aqui próximo de casa também. Fazia anos em que eu não pedalava, tinha até esquecido de como é gostoso! A gente vê a cidade por um outro ângulo, sente o vento bater no rosto, o cheiro do ar, além de ser uma ótima atividade física!

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Pedalando pelas trilhas de Canton

Aqui próximo de casa temos o Heritage Park, onde toda quinta-feira está tendo música ao vivo com bandas convidadas. Já fomos algumas vezes e é um programa muito legal. As noites musicais começam por volta das sete horas da noite, as pessoas chegam com as suas cadeiras de praia, suas toalhas ou edredons e todos se espalham pelo gramado para curtir uma boa música! O evento termina por volta das nove horas da noite que é quando começa escurecer por aqui.

Neste mesmo parque, tivemos o cinema ao ar livre. Foi montado um telão no parque e por volta das nove e meia da noite (quando começa a escurecer por aqui) começou o filme “Meu malvado favorito 2”. Foi um programa bem família e da mesma maneira das noites musicais, as pessoas trouxeram suas cadeiras e edredons para curtir este momento no parque. Antes do filme começar tinha pula-pula inflável para as crianças brincarem, pintura facial e venda de limonada. Na hora do filme todos prestaram atenção e respeitaram o espaço dos demais.

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Cinema ao ar livre, muito legal, e de graça !!!!

O que me deixou impressionada é que era um evento público, dentro de um parque, de graça e mesmo assim não havia bagunça, principalmente por parte dos jovens que estavam no local. As pessoas estavam ali para curtir este momento. É inevitável não comparar com o Brasil. Durante o filme ninguém falava alto e nem ficava se levantando para não atrapalhar as pessoas que estavam assistindo ao filme enfim, é outra realidade  é outra cultura.

Você poder andar de bicicleta em um parque, estacionar o seu carro sem ter que ficar olhando se tem algum suspeito por perto, assistir um filme a noite em um parque e no escuro sem nenhuma precupação em ser assaltado, é essa sensação de liberdade e de segurança que mais tem me impressionado aqui nos Estados Unidos.

E pra fechar o post: A foto abaixo mostra um carrão conversível. Duas meninas chegaram, estacionaram esse carro na beira da estrada que passa do lado do parque, sairam do carro e deixaram ele todo aberto, foram se refrescar em um riacho, depois estenderam suas toalhas de praia  no gramado e ficaram ali tomando sol, vocês acham que elas estavam preocupadas se poderiam ser assaltadas??????

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Segurança é liberdade!!!!

Podem falar o que for, sei que tem gente que diz que não gosta dos EUA (tenho minhas dúvidas se essas pessoas já estiveram aqui), mas o que mais me faz gostar cada dia mais daqui, ainda mais agora que é verão é essa sensação de segurança, isso não tem preço!!

Pronto, falei !

Abraços

Juliana

Traverse City, Michigan

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Glen Arbor

Como agora o calor chegou de vez por aqui, estamos aproveitando para conhecer o Estado de Michigan, o qual é muito pouco conhecido pelos brasileiros.  Dificilmente os brasileiros  escolhem Michigan como destino de viagem aos Estados Unidos. Pois bem, Michigan pode surpreender você! Nossa primeira grande viagem por Michigan foi com destino a Traverse City, cidade turística localizada ao norte do Estado de Michigan. A viagem de carro até Traverse durou quatro horas e vinte minutos. Como as estradas por aqui são muito boas, foi uma viagem super tranquila. Traverse City é uma típica cidade de “praia” (na verdade, a cidade é banhada pelo lago Michigan, que é enorme e parece um mar de água doce). Há inúmeros hotéis, campings, restaurantes e uma rua principal com lojinhas charmosas. Ficamos hospedados no Confort Inn, que é um Hotel do tipo bom, com preço justo e ótima localização. Fiz as reservas pela internet através do site Expedia.com que é muito utilizado pelo pessoal daqui. No verão Traverse City se resume a passeios de barco e praia. Há vários lugares para se locar lanchas, jet-Ski e caiaques. Também tem várias trilhas para se fazer de bike.Para os apreciadores de vinhos, Traverse City também é famosa pelos seus vinhedos e vinículas (região conhecida como Old Mission Peninsula) e pelo festival da cereja que acontece agora em Julho.  Mas como só tínhamos um final de semana para curtir a cidade e estávamos loucos para pegar uma praia, deixamos as vinículas para uma próxima visita.

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Praia de Traverse City,MI

No primeiro dia ficamos na praia que pertence ao Traverse City State Park. É uma praia bem legal para quem tem crianças pois tem uma faixa de areia boa e uma parte gramada com um playground de frente para o mar, com várias árvores, mesas de piquenique e até churrasqueira. Para estacionar o carro em frente a esta praia é necessario pagar uma taxa para o State Park, ou  você pode adquirir o passe anual, neste caso você recebe um adesivo para colar no vidro do carro e pode entrar em todos os States Parks.

Uma das coisas que mais me surpreendeu foi a cor da água do lago Michigan.  Quando saímos para fazer o passeio de barco, o céu estava meio nublado, dava para perceber que a água era cristalina, mas até aí nada fora do normal para nós brasileiros que somos cercados por praias lindas, mas quando o sol saiu e o barco parou, todo mundo ficou pasmo e encantado com a cor verde esmeralda do lago Michigan, dava para ver o fundo do lago! Lindo demais!

No dia seguinte, fomos para as famosas Dunas de Sleeping Bear (Sleeping Bear Dunes National Lakeshore). De Traverse City levamos 40 minutos até chegarmos na cidade de Glen Arbor, que na verdade é uma vilinha de praia muito charmosa, porta de entrada para as famosas dunas. O caminho para chegar em Glen Arbor é lindo! Mata e lagos verde esmeralda pelo caminho. Existem vários passeios para se fazer por esta região desde de canoagem em rios cristalinos, caminhadas na mata e trilhas de bike (existem vários locais que alugam bikes).

 A nossa primeira parada em Sleeping Bear foi na “Dune Climb” . Você paga uma taxa de entrada no parque, estaciona o carro em frente as dunas e sobe. É uma subida boa mas não difícil. O Theo subiu sem ajuda. Lá de cima é possível avistar o Glen Lake e uma parte do lago Michigan. Já estive em Natal, RN no Brasil duas vezes e em Florianópolis, SC , então escalar esta duna não foi muita novidade, porém cada lugar tem a sua própria beleza, e a vista lá de cima do Glen lake é linda. Descer as dunas foi tarefa fácil! Todo mundo desceu correndo, o que rendeu várias risadas! Na base das dunas (onde estacionamos o carro) exitem bebedouros e banheiros. A diferença do Brasil é que não existe quiosque vendendo absolutamente nada, não existe flanelinha querendo dinheiro para olhar o seu carro e nem musica tocando.

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Dune Climb. Olhando assim até parece fácil!

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Glen Lake visto das dunas que escalamos (Dunes Climb)

Depois de escalar as Dunas, seguimos para a maior atração do lugar que fica dentro deste mesmo parque, a famosa Scenic Drive do Sleeping Bear Dunes Park. Você vai seguindo as placas e vai passar por dentro de uma mata fechada (a estrada é asfaltada). Um lugar lindo cheio de subidas, descidas e curvas (coisa rara, já que Michigan é um Estado bem plano). Você vai chegar em uma área de estacionamento onde esta sinalizado “Scenic Drive”, deixar o seu carro e andar a pé uns 100 metros dentro da mata por uma trilha. Quando a trilha termina…. UAUUUUU! Sim, é essa a sensação que você vai ter! Olha a foto abaixo!!!

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Vista de tirar o fôlego do Lago Michigan ! Sleeping Bear Dunes National Lakeshore

Você vai estar no alto da Duna com o imenso lago Michigan bem na sua frente. A paisagem lá de cima é deslumbrante, não dá para descrever, só estando lá. Com certeza, a vista do lago Michigan do alto das dunas do Sleeping Bear, é uma das paisagens mais lindas que eu já vi. E olha que eu já tive a oportunidade de conhecer lugares lindos, com certeza este lugar entrou para os meus Top 5 ! Dá vontade de ficar o dia todo ali sentada no topo da Duna apreciando o lago Michigan! Em pensar que até o mês de março passado este lago estava todo congelado! A Natureza é impressionante!!! Segue mais  fotos do nosso passeio abaixo, afinal não tem como explicar com palavras ( e nem com fotos infelizmente) a beleza desse lugar!

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Lago Michigan!!

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Lago Michigan com vista para a Ilha South Manitou ao fundo

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Reparem nas pessoas pequenininhas lá embaixo!!!

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Com certeza uma das vistas mais lindas que já vimos !!!

Depois desse passeio, voltamos para Glen Arbor para tomar um sorvete e curtir uma praia antes de dizermos um “até breve” para este região lindíssima do Estado de Michigan. Com certeza vamos voltar ! Dizem que no outono, quando as folhas das árvores mudam de cor, fica mais lindo ainda!

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Praia em Glen Arbor as 7PM

Se virem para Michigan não deixem de conhecer este lugar, vale a pena a viagem !!

Se estiverem viajando com crianças tenham algumas comidinhas na mochila como biscoitos, frutas, água e sucos, já que não existem quiosques de praia igual tem no Brasil.

Abraços

Juliana

Para saber mais sobre Traverse City:  Traverse City Michigan

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole.

Coisas dos EUA

Nesses seis meses em que estou morando aqui nos EUA, já deu para notar várias diferenças boas e ruins entre os EUA e o Brasil. Haviam pequenas coisas da na nossa rotina do dia-a-dia aí no Brasil, que a gente nem prestava muita atenção, mas quanto nos mudamos para cá passamos a reparar nestas  pequenas diferenças. Vou listar algumas abaixo:

– Nos restaurantes a host (aquela pessoa que te recebe na entrada do restaurante) sempre vai te levar até a sua mesa. Mesmo que o restaurante esteja vazio, você não pode ir entrando e sentando onde você quiser. Você sempre tem que parar no balcão na entrada do restaurante, informar quantas pessoas são e aí a host ou um garçom do restaurante (que não é a pessoa que vai te servir)  te leva até a sua mesa.

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Espere o atendente te levar até a sua mesa nos restaurantes

– “Kids Menu” nos restaurantes. Em 90% dos restaurantes americanos, se você está acompanhado de criança,  sempre irão te perguntar quantos “kids menus” você quer, o que nada mais é que um papel ou um livrinho com passatempos para as crianças o qual vem com as opçõess de cardápio infantil escrita,  mais uma caixinha de giz de cera  que a criança pode levar para casa depois,

– Água gelada a vontade.  Assim que você sentar na sua mesa no restaurante o garçom já vai trazer para todos um copo cheio de água gelada e cheio de cubos de gelo.

– Inexistência total de suco de frutas natural nos restaurantes.

– Sobrou comida? Leva pra casa. Todos os restaurantes oferecem  “marmitas” e sacolinhas para você levar o que sobrou para casa. Ninguém aqui tem vergonha de sair com a sacolinha com as sobras (Se for um almoço você não vai precisar fazer janta!!)

– Na grande maioria das vezes você não precisa pedir a conta. O garçom já traz quando você mal terminou de comer. Não fique constrangido, eles não estão te expulsando do restaurante, é simplesmente o costume deles.

– Não esqueça da gorjeta do garçom que te atendeu. A média é você deixar 20% do valor total da conta. Menos de 15% significa que você não gostou da comida ou o garçom te atendeu muito mal.

– Fora de grandes cidades os estacionamentos são gratuitos, inclusive os dos shoopings.

– Self check out nos supermercados.

– Aqui é você quem abastece o seu carro. Não tem frentista.

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Bora abastecer!

– No fundo da maioria dos supermercados você encontra as máquinas para reciclagem de garrafas de vidros e Pets. Você recebe 10 cents por garrafa devolvida.

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Máquinas para reciclagens de garrafas que tem nos supermercados

– Refil para refrigerantes. Na grande maioria dos restaurantes quando terminar o refrigerante do seu copo o garçom enche ele de novo e você não precisa pagar a mais por isso. As vezes se o garçom foi com a sua cara ele traz refil de suco também.

– Em lanchonetes fast food tipo MCDonalds, o atendente te entrega o copo e é você quem o abastece diretamente na máquina de refigerante. E pode encher o copo de novo quantas vezes você quiser.

– O horário de janta aqui começa às 5 horas da tarde. As seis horas os restaurantes estão lotados e às 10 da noite a cozinha já está fechando.

– Ninguém tem vergonha de vender ou comprar coisas usadas. Na primavera e verão é super comum cruzar com vários “garage sale” (vendas de garagem) e  não importa o seu nível social, todo mundo vende e compra coisas usadas por aqui. Tem um post sobre os Garage Sales aqui.

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Placas de “Garage Sales” espalhadas pela cidade.

– Cupons. Tem cupon de desconto para tudo aqui!

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Cupons de desconto, todo dia chega um!

– A sua caixa de correio é quase que diariamente abastecida de propagandas de supermercados e cupons de desconto. Tudo para te incentivar a comprar.

– Fazer o cartão de Rewards das lojas para acumular pontos e ter descontos.

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cartões Rewards das lojas

– Histórico de Crédito. Para nós que acabamos de mudar para os EUA  isso é um problema. Você vai formado o seu histórico de crédito conforme você vai pagando as sua contas em dia. Se você acabou de se mudar para cá, é óbvio que você não tem esse histórico então você acaba tendo dificuldades na hora de financiar um carro, solicitar cartão de crédito entre outras coisas. Resultado: você acaba tendo que deixar um valor em dinheiro como “calção” . Tivemos que deixar calção para comprar celulares e também na companhia de energia. Este dinheiro nos será devolvido depois de um ano, se estivermos pagando as nossas contas em dia. Além disso, sem este histórico a gente acaba pagando mais caro o seguro e o leasing do carro também.

-Quando você aluga ou compra uma casa ou apartamento aqui, na grande maioria das vezes, ele já vem com os eletrodomésticos (geladeira, fogão, microondas, lavadora de louças, máquina de lavar e secar roupas).

– O americano, de uma maneira geral, é muito desencanado com o visual, é claro que há excessões, mas aqui ninguém se produz para ir no mercado ou buscar o filho na escola. Ninguém repara em ninguém, você se veste do jeito que você quer.

– Varal para pedurar roupas por aqui é um artigo raro. A roupa vai da maquina de lavar direto para a secadora, mesmo que lá fora esteja um sol de 30 graus. E em algumas casas nem tanque tem. Passar roupa? Eu passo, mas a maioria das pessoas nem ferro de passar tem em casa. A roupa vai da secadora para o guarda-roupa.

– Diarista aqui é artigo de luxo. A não ser que você possa pagar $100 dolares por uma faxina muito mal feita, é você quem vai ter que cuidar da sua casa.

– Aqui qualquer um pode comprar uma arma de fogo. É só você entrar na loja, mostrar a sua identidade e comprar.

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Sessão de armas dentro de uma loja de esportes. Me dá aflição só de olhar para elas.

– Comprou um presente? Providencie uma sacolinha bem bonita para colocá-lo dentro pois aqui as lojas não fazem embalagem para presente.

-Aqui ainda se usa muito o cheque. Iclusive quando chega uma conta para pagar vem junto um envelope para por o cheque com o valor dentro e enviar pelo correio o pagamento!

– Além disso você pode personalizar o seu cheque. Tem inúmeros temas como dos times de baseball até personagens da Disney!

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Sacolinhas para presentes a venda nos supermercados

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Cheques personalizados.

– A conta de água vem a cada 3 meses (pelo menos aqui em casa).

– Aqui você pode trocar ou devolver qualquer produto que você comprou sem burocracia nenhuma  (você recebe o dinheiro de volta na hora ou eles estornam no seu cartão, basta o produto estar na embalgem original, com etiqueta e apresentar o recibo de compra).

– Motociclistas não são obrigados por Lei a usar capacete, então é super comum cruzar com motociclistas pelas ruas e estradas com o vento batendo na cabeleira.

–  Pelo menos aqui em Michigan, não existem pedágios nas rodovias.

– Pelo menos na cidade onde eu moro (fora de um grande centro) não existe transporte público. Ou você tem carro ou você não sai de casa. Não existem linhas de ônibus (apenas os escolares amarelinhos), nem metro, nem trêm e nem taxi!

– Ao dirigir é pemitido fazer conversão á direita mesmo que o farol esteja vermelho para você e não tenha nenhuma placa escrito “NO TURN ON RED” na esquina (E desde que não esteja vindo nenhum carro claro!).

– Faixa central para conversão. Você para literalmente no meio da rua para virar á esquerda. Essa faixa é inteligentíssima, mas requer muita diciplina dos motoristas e não é uma faixa de rolamento, você entra nela, para e quando não estiver vindo nenhum carro você entra a esquerda. Nunca funcionaria no Brasil.

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Faixa central de conversão

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Faixa central para conversão

– Aqui você compra a grande maioria dos medicamentos  como antialérgicos, antiinflamatórios e analgésicos entre outros diretamente das prateleiras dos mercados sem precisar de receita. Apenas para comprar antibiótico e medicação controlada é necessário receita médica.

– Por falar em remédios, quando você vai ao médico aqui e ele te precreve um medicamento você não sai com a receita do consultório. O médico envia a receita via online diretamente para a farmácia que você preferir e você retira o remédio na farmácia apenas fornecendo o seu nome.

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sessão de remédios do mercardo.

– Não existe atendimento preferencial. Idosos, gestantes e deficientes ficam na fila como todo mundo. Claro que você pode usar o seu bom senso e deixar um velhinho passar na sua frente.

– Festa de criança aqui, na grande maioria das vezes é um evento super simples e sem exageiros. Normalmente tem apenas pizza, refrigerante e cupcakes para as crianças, e tem duração máxima de 2 horas. Não existem aquelas casas de festas infantis iguais as do Brasil. Ás vezes as mães reunem a criançada em uma casa de jogos infantis e olhe lá.

– Se você for trabalhar em empresas, se prepare para levar a sua marmita para o almoço de casa. Dificilmente você vai encontrar uma empresa que tenha um refeitório que sirva refeição. No máximo vai ter um microondas e uma máquina de café.

Acho que é isso. Se eu lembrar de mais coisas “de americano” eu atualizo o post. E você mora ou já morou aqui nos EUA ? Tem alguma coisa diferente no dia-a-dia que ficou faltando? Deixe nos comentários!

Grande Abraço Juliana

Primavera nos EUA !!

Até que enfim, depois de um longo e congelante inverno, a primavera deu as caras por aqui. Quando cheguei aqui em novembro passado, as árvores já estavam sem folhas e flor era uma espécie extinta. Logo em seguida nevou e ficamos quatro meses soterrados na neve aqui em Michigan. A paisagem, como mostrei em posts anteriores , era branca, branca, branca…. Porém agora, a mãe Natureza resolveu nos compensar e a cidade está explodindo em cores e vida!!! Hoje pela manhã, sai para pedalar e não pude deixar de registrar este lugar na primavera, está lindo de morrer!!! Segue abaixo as fotos  do meu passeio matinal! Curtam o blog na estrelinha que tem lá em baixo no final do post, deixem seus comentários.

Abraços

Juliana

Primavera em Canton, MI

Primavera em Canton, MI

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Griffin Park

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Pedalando pela Cherry Road

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Cherry Road

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Explosão de flores!!!

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Me sinto previlegiada e agradecida por ter esse parque a 10 minutos de casa pedalando!!!

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Heritage Park! Não tem como não se apaixonar por esse lugar!!!

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Heritage Park, Canton

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Heritage Park. Monumento em homenagem aos veteranos.

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Isso é Canton!!!!!

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Passando pelo Pheasant Run Golf Club.

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Não me lembro de ver essa placa no livro da auto-escola!

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Pedalando pela Glengarry Blvd.

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Ruas de Canton na Primavera.

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Lindo demais !!!

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Ciclovia para todos os lados, assim dá gosto pedalar!!

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No walls, No gates

 

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As flores voltaram !

Rua da escola do Theo

Rua da escola do Theo

Escola do Theo

Escola do Theo

 

Cleveland, Ohio

Cleveland

Cleveland

No início deste mês viajamos para o Estado de Ohio, que faz divisa aqui com Michigan. Agora que a neve foi embora de vez, chegou o momento de viajar e conhecer um pouco mais os Estados Unidos. Cleveland fica a duas horas e meia daqui de Canton, Michigan. A viagem é tranquila, pois as estradas daqui são muito boas, pegamos alguns pequenos trechos com obras (a maioria das estradas estão em obras para a recuperação do asfalto depois do inverno), mas nada que prejudicasse a fluidez do trânsito.

A geografia de Cleveland é típica de cidade que é beirada por um grande lago, tem várias pontes que cruzam a cidade e um porto bem grande. Cleveland tem muita tradição nos esportes como Baseball, futebol americano , Hóquei e Basquete. Tem estádios enormes espalhados pela cidade.

Cleveland vista do Pier

Cleveland vista do Pier

Uma novidade para quem sai de Michigan e entra no estado de Ohio, é que no estado de  Ohio tem pedágio (no estado de Michigan não tem pedágio). Quando você se aproxima da cabine do pedágio tem a opção de pegar a fila do ZPaass que é como se fosse um “Sem Parar” ou entrar na fila onde está  escrito “ticket”. Entramos na fila Ticket, não existe atendente, você aperta um botão e é emitido um papel que você tem que guardar para entregar na próxima praça de pedágio (no nosso caso próximo a entrada de Cleveland), onde aí sim tem um atendente que pega o seu ticket e calcula o valor que você tem que pagar de pedágio baseado na quilometragem que você andou.

A nossa programação para Cleveland , como temos um filho de cinco anos era levá-lo para conhecer o USS-submarine, o Science Museum e o Aquário da cidade.

Conhecer o USS-COD  Submarine vale à pena. É um submarino de verdade que esta ancorado próximo ao  píer principal de Cleveland. O mais legal é que a gente entra no submarino pela escotilha (tem que descer aquela escadinha) e tudo dentro do submarino esta conservado como era na época. Em cada sessão do submarino tem um botão que você aperta e ouve uma explicação gravada  de como era a vida dos militares lá dentro. Tem as camas, a cozinha, a sala de controle, a casa de máquinas, tudo original. Tem estacionamento gratuito em frente à entrada para visitar o submarino.

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USS-COD

Depois, aproveitamos que estava sol e demos uma volta pelo píer principal, deixamos o carro no estacionamentro no prório pier que custou $6.00 dólares. A região é muita bonita, aparenta ter sido renovada recentemente e a vista do lago Erie, dispensa comentários. Assim como o lago Michigan de Chicago, o lago Eire é um mar de água doce banhando Cleveland.

 Atualização de post em 2016: Se um residente de Michigan ler isso estou encrencada pois para eles o lago Erie não chega aos pés do lago Michigan, o que depois eu descobri ser verdade!

Seguimos a pé para o museu da Ciência de Cleveland (Great Lakes Science Center). Logo na entrada tem uma sessão da NASA chamada Nasa Glenn Visitor Center que o Theo curtiu bastante, depois tem aquelas sessões de experimentos químicos e físicos presentes nos museus de ciência. O Theo gostou bastante, vale à pena a visita, mas se você já esteve no Science Museum de Chicago, este de Cleveland é bem menor. Já que estávamos no clima de Espaço assistimos a um filme sobre o espaço no Imaxx do Museu. Ao lado tem o Museu do Rock  (Rock and Roll hall of Fame and Museum), não entramos para conhecer, mas fica a dica para quem curte.

A noite saímos para jantar e dar uma volta pela cidade. Achei a cidade bem vazia, pode ser que estava vazia por ser um domingo a noite. Jantamos em um restaurante chamado Chocolate Bar e gostamos bastante. Ele fica bem em frente a East 4th Street, que é uma rua fechada, tipo um calçadão com vários restaurantes e pubs.

No dia seguinte fomos visitar o Mercadão tradicional da cidade com suas bancas de carnes, Paes, queijos e frutas. A arquitetura do lugar é muito bonita. Aproveitamos e tomamos o café da manhã em uma lanchonete tradicional que tem lá dentro. Deixamos o carro estacionado na rua mesmo.

Mercado de Cleveland

Mercado de Cleveland

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Visitamos também o aquário de Cleveland. Ele fica na região portuária da cidade em um prédio histórico que foi restaurado. O aquário não é muito grande, mas é bem organizado, limpo e tem várias espécies interessantes. Foi possível tocar as arraias e o espaço das águas-vivas é bem interessante, mas a parte mais legal é o aquário dos tubarões! O aquário é bem grande e os tubarões são imensos! E tem um tubo de acrílico que você passa andando por dentro do aquário de onde é possível ver os tubarões passando por cima da gente. Eu gostei muito, em compensação, o Theo que estava todo empolgado em ver os tubarões, na hora ficou com medo e não quis passar pelo tudo de jeito nenhum.

Existem mais passeios para se fazer por Cleveland, mas não tivemos tempo. Quem quiser saber um pouco mais sobre Cleveland é só clicar aqui.

Estão gostando do Blog? Sigam e deixem cometários.

Até mais

Juliana