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Como é Morar em Michigan

E hoje tem um pouquinho de como é morar aqui em Michigan na entrevista que dei para a Carol Mendes do blog www.descobriaamerica.com

“Michigan! Um estado com bastante história para a minha própria família (a parte americana dela, claro), e inclusive ainda temos diversos parentes por lá. Mas se tem uma brasileira que pode nos passar  informações super bacanas sobre o estado, e sobre Wixom (na região de Detroit), onde mora agora, ela é a Juliana Fontes, responsável pelo blog Morar nos EUA. Vamos à leitura? 🙂

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“Meu nome é Juliana, sou esposa do Léo e mãe do Theo e do Thomas! Era dentista no Brasil e aqui sou dona de casa e mãe 24 horas. Adoro mexer com fotos e fazer “scrapbook”. Também tenho um blog chamado Morar nos EUA. Estamos nos Estados Unidos desde novembro de 2013. No primeiro ano, moramos na cidade de Canton, no estado do Michigan, e depois nos mudamos para a cidade de Wixom, também em Michigan, onde já estamos há 2 anos. É uma cidade pequena, como a maioria das cidades de subúrbio, mas todas muito próximas umas das outras e com inúmeras opções de comércio e lazer. No Brasil morávamos no estado de de São Paulo.

Nos mudamos para os Estados Unidos porque apareceu uma oportunidade de trabalho aqui para o meu marido na área dele e, como sempre tivemos vontade de passar pela experiência de morar em outro país, resolvemos encarar esta aventura!

No Brasil eu era dentista especialista em Periodontia, formada há quase 15 anos e com meu próprio consultório. Não foi fácil abrir mão da minha carreira, pois sabia que aqui eu não poderia clinicar. Porém, não me arrependo; a experiência de vida é engrandecedora! Sou uma “stay-at-home mom” (mãe em tempo integral) feliz, mas tem horas que dá saudade de clinicar novamente.

Não tivemos muitos problemas com relação a adaptação à cultura daqui. Posso dizer que me adaptei mais rápido do que eu esperava. Claro que a língua é sempre uma barreira no início, mas isso nunca me impediu de me relacionar com as pessoas e explorar a nossa nova cidade. A presença de amigos brasileiros que já moravam aqui na região nos ajudou muito nessa adaptação. Além disso, o fato do meu filho frequentar a escola pública abriu uma oportunidade para eu ajudar como voluntária na escola dele, o que me ajudou a conhecer as mães americanas. Assim que chegamos aqui, tivemos que começar a vida novamente do zero e entender como o sistema funciona, mas depois dos três primeiros meses tudo entrou nos eixos e vida retomou sua rotina.

A maioria das pessoas que moram na nossa região são pessoas que trabalham na indústria automobilística. Por causa disso também tem muitos estrangeiros por aqui. Eu percebo que as pessoas são muito tranquilas e as famílias são bem grandes, com uma média de 3 a 4 filhos por casal. Os americanos são muito patriotas e adoram demonstrar o orgulho que tem pelo seu país, o que se pode ver pela quantidade de casas ostentando a bandeira dos Estados Unidos do lado de fora e pela participação ativa da população em datas comemorativas, como no feriado de 4 de julho. Me dou bem com os americanos; depois que te conhecem eles são pessoas bem receptivas. Mas cada um cuida da sua vida. Percebi que, desde a infância, os americanos aprendem a ser bem independentes. Ninguém te julga pela roupa que você veste ou pelo carro que você tem. Como qualquer país, aqui há alguns hábitos e costumes diferentes dos nossos brasileiros, mas essa é grande experiência de se morar em outro país: o contato com outras culturas e formas de pensar e olhar o Brasil e nós, brasileiros, por uma outra perspectiva.

Então os americanos são “na deles”; não são como a maioria dos brasileiros que já chega abraçando e beijando uma pessoa que acabou de conhecer e que em menos de meia hora de conversa já virou o seu melhor amigo de infância. Mas eles são muito, MUITO educados e adoram conversar com quem vem de outro país, principalmente do Brasil, que para eles é um destino exótico! E assim, aos pouquinhos eles vão se abrindo. Tenho amizade com duas americanas mães de amigos do meu filho, de frequentar a casa delas e elas a minha. Nossos maridos se tornaram amigos e sempre rola um churrasco aqui em casa ou um hambúrguer na casa deles! Tem que ter a mente aberta, sem preconceitos !

Agora sobre os pontos positivos e os pontos negativos de morar em Wixom, minha cidade atual:

  • Pontos positivos – Em primeiro lugar, a segurança. Mesmo estando a apenas meia hora de Detroit, que é considerada uma das cidades mais violentas dos Estados Unidos, nós nos sentimos muito seguros em Wixom. Poder entrar e sair de casa sem ter que procurar por algum “suspeito”, deixar o seu carro estacionado em qualquer lugar, sem medo de que ele possa ser roubado e ficar parada no semáforo com o vidro do carro totalmente aberto (no verão de Michigan claro!) para mim não tem preço. Em segundo lugar, é a presença de boas escolas. Meu filho adora a escola e já está fluente em inglês. Isso vai ser um diferencial no futuro dele. Além disso, a presença de muitas áreas verdes e inúmeros parques para recreação aos finais de semana. Uma outra coisa linda aqui de Michigan e que eu adoro é poder presenciar a mudança das estações do ano. Cada estação aqui é muito bem definida e tem a sua beleza particular. Mas a minha preferida é o outono! É lindo ver as folhas das árvores se tingindo de vermelho, laranja e amarelo! É uma paisagem que não temos no Brasil e acho que por isso me encanta tanto!
  • Pontos negativos – Os meses de inverno são os mais difíceis. No começo é legal, a neve é linda, brincamos na neve, fazemos “sledding” (tobogã na neve)… mas depois de dois meses de muito frio e neve, começa a baixar uma certa depressão. Um outro ponto negativo é falta de transporte público. Não existe linhas de ônibus, nem de trem, nem metro e táxi só o do aeroporto. Aqui você é obrigado a ter um carro.

Apenas complementando as informações sobre o clima em Wixom, em geral as estações são bem definidas no estado de Michigan. Temos um inverno bem gelado com muita neve, uma primavera chuvosa, um verão bem quente e úmido (aqui tem muitos lagos e muito verde!) e um outono lindo com temperaturas amenas.

Nos meses de primavera, verão e outono, as opções para relaxar nos finais de semana são ir aos parques, fazer pic-nic, andar de bicicleta, passear pela região norte do Estado. Durante o inverno acabamos ficando mais dentro de casa, mas gostamos de ir ao cinema, casa de amigos, praticar ice-skating. Quando a temperatura permite, gostamos de fazer “sledding” nos parques. Para quem gosta e sabe esquiar, tem algumas opções de estações de Ski no norte de Michigan.

A região em que moramos não é uma área turística. Dificilmente alguém do Brasil vai escolher Michigan como destino de férias nos Estados Unidos, ainda mais Wixom! A grande maioria das pessoas que vem para a região de Detroit é para negócios ou para participar de congressos, principalmente relacionados com a indústria automobilística. Mas Michigan tem várias boas surpresas! Existem diversos museus na região de Detroit, ainda não tive a oportunidade de ir, mas dizem que o Detroit Institute of Arts Museum é muito bom. Tem o Detroit Zooque fica em Royal Oak que é bem legal para passear com crianças. The Henry Ford é um museu que conta um pouco da história americana e da indústria automobilística. Passear no Riverfront em downtown Detroit e observar a cidade de Windsor, no Canadá ali do outro lado do Detroit River também é um ótimo passeio para os dias quentes de verão e, se você tiver visto canadense, é só cruzar a ponte que você já estará no Canadá. Tem também um museu a céu aberto chamado Greenfield Village que fica na cidade de Dearborn, bem próximo a Detroit, é um lugar muito legal, que reproduz uma vila americana do início do século dezenove, sempre tem atividades especiais em datas comemorativas e vale muito a pena a visita, um passeio para a família inteira! Durante os meses de verão, uma visita às praias da região norte de Michigan é passeio obrigatório. A região é muito verde, muito linda e a cor turquesa e a imensidão do lago Michigan no verão é uma surpresa indescritível! Se tiverem a oportunidade de ir para o norte de Michigan, não deixem de visitar as cidades de Traverse City,Sleeping Bear Dunes, Mackinac Island, Petroskey, Silver Lake Dunes. É muito comum, durante o verão, as famílias alugarem trailers e acamparem nos diversos parques da região norte. A Upper Peninsula de Michigan é linda também e tem lugares lindos e prais de lago inacreditáveis!

Quanto a ter contato com brasileiros, temos um grupo de amigos brasileiros, sim. Sempre que possível procuramos nos encontrar, mas não temos o hábito de frequentar encontros de brasileiros. Na nossa região há muitos brasileiros, portanto, diversos eventos da comunidade, mas não nos prendemos a isso. Temos a mente bem aberta e temos amizades com americanos também. Não nos fechamos em uma comunidade.

Já sobre mercados que vendam produtos brasileiros em Wixom, não temos. Tem um na cidade de Ann Arborchamado Tienda La Libertad, que na verdade é mexicano mas tem algumas coisas brasileiras. Brasileiro mesmo não tem!

A mesma coisa em relação  restaurantes: nenhum em Wixom! Tem a churrascaria Gaucho, em Northville, cujo dono e até alguns garçons são brasileiros. Também tem uma outra churrascaria em Detroit, a Texas de Brazil. O que tem aqui são brasileiras que cozinham comida caseira para fora como feijoada, moqueca, feijao e salgadinhos.

Quanto à saudade do Brasil, sentimos falta da nossa família! E das praias brasileiras.

Às vezes pensamos em voltar a residir no Brasil no futuro, por causa da saudade da família e para que os meninos possam conviver mais com os avós. Mas quando vemos a situação de violência e corrupção que se encontra o Brasil, a vontade passa.

Muitas pessoas sonham em vir morar aqui nos Estados Unidos. O meu conselho é que se você quer mesmo vir pra cá, corra atrás, estude inglês e se especialize. Tem que ser uma decisão muito bem pensada. Aqui é um país seguro, com ótimas escolas, ótimas opções de lazer, mas também tem que se trabalhar muito e o custo de vida não é barato. Algumas pessoas se iludem achando que nos Estados Unidos tudo é mais barato que no Brasil, mas não é bem assim. Comprar um carro ou fazer compras nos outlets pode até ser mais barato que no Brasil, mas pagar aluguel de casa, arcar com um plano de saúde, contas de água, luz e gás pesam bastante no orçamento no final do mês, então tudo tem que ser levado em consideração. É uma mudança de vida muito grande, as culturas são diferentes e você sempre será um estrangeiro aqui.”

Juliana Fontes

A entrevista acima foi dada com exclusividade para o blog descobriaamerica, é proibido qualquer tipo de reprodução da mesma.

Abraços!

Juliana

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Sites e Canais legais para dar um UP no seu Ingles

Depois de 3 anos morando aqui nos EUA o meu falar em inglês está melhorzinho (ainda dá branco as vezes e o sotaque ainda é muito forte) diferente do meu ouvir e entender que  já melhoraram muito!!!  Como não estou mais frequentando as aulas de inglês por causa do bebe, eu  uso a internet para continuar treinando e aprender coisas novas. E o mais legal desses canais é que eles ensinam o inglês falado mesmo, sem focar apenas em gramática , o que  é muito chato.

Então segue abaixo os meus canais e sites preferidos para estudar inglês! É só clicar no link para ser direcionado direto para os sites.

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VOA – Este site é muito legal para treinar Listening. Tem várias matérias como se fosse um jornal e diferentes assuntos. Além disso tem dicas de pronúncia e dicas rápidas de gramática.

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Engvid – Canal do YOUTUBE  com vários professores. A minha preferida é a Ronnie, uma canadense muito engraçada.

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Cintia Disse – Tem várias dicas legais de inglês, mas o forte do Canal é a própria Cintia que é muito engraçada e aborda diversos assuntos além do inglês, então cuidado para não fugir do foco que é o inglês (eu sempre acabo me entretendo com outros assuntos do canal dela que não é o  inglês rsrsrs).

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English in Brazil – As dicas da Carina Fragozo são ótimas e ela é fera em ensinar  pronúncia.

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Ingles na ponta da Lingua – Site com várias dicas de expressões em inglês  que normalmente não estão nos livros e que são muito usadas pelos americanos.

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AJ Hoge – Na Verdade ele vende um curso de inglês (Effortless english), mas ele tem  alguns vídeos free no youtube com várias dicas de como estudar inglês de uma maneira eficiente que vale muito apena assistir.

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Ingles Online – Ouvia os podcasts deste site desde quando eu morava no Brasil. Os podcasts são ótimos e dá para salvar no celular e escutar repetidas vezes, o que te faz treinar o listening.

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Amigo Gringo – Adoro! Nem tanto para aprender inglês pois esse não é o foco do Canal mas os vídeos com dicas sobre os costumes dos americanos e o comportamento dos brasileiros aqui nos EUA são ótimos!

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Privite English Portal –  Os vídeos do Steve Ford são bem didáticos e é  bom para aprender um pouco de gramática de uma maneira mais light.

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SmallAdvantages – Descobri recentemente este canal do americano Gavin Roy que fala muito bem português e tem dicas muito legais de inglês falado do dia-a-dia! Já entrou na minha lista dos favoritos!

Espero que tenham gostado das dicas !

Abraços

Juliana

ESL nos EUA

10 Dicas que irão facilitar o seu dia-a-dia nos EUA

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar os posts do blog mas não copie e cole.

14 de fevereiro – Valentine’s Day!

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Diferentemente do Brasil, nos EUA  o dia de Valentine’s Day não é comemorado somente pelos casais de namorados. Aqui, amigos, familiares e as crianças também comemoram esta data, fazendo a famosa troca de cartões que aqui eles chamam de valentines.

No ano passado achei estranho a professora pedir para os alunos levarem cartões para trocarem entre si no dia de Valentine’s Day na escola, mas depois entendi como funciona esta data aqui. Na verdade é uma data onde a gente presenteia as pessoas pelas quais temos carinho, independente de ser namorado ou não. Se formos ver o lado comercial da coisa é uma maneira do comércio vender mais (minha opinião).

Como tudo aqui nos EUA, qualquer data vira motivo para as lojas e supermercados se “vestirem” com o tema do momento, então nestas duas últimas semanas as lojas e supermercados estava repletos de artigos vermelhos, rosas, bichinhos de pelúcia, bombons, flores e corações.

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Supermercado “vestido” de Valentine’s Day!

Este ano, na semana anterior ao do valentine’s day, as crianças enfeitam uma sacolinha na escola com o tema para receberem os cartões dos colegas de classe. Cada aluno teve que enviar para escola um cartão para cada amiguinho de classe com o seu nome escrito e na sexta-feira teve uma festinha (Valentine’s day Party) na sala de aula entre os alunos para a troca dos cartões, lanchinhos e algumas atividades com o tema.

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Sacolinhas com os cartoes recbidos no Valentine’s day na escola

Estes cartões são vendidos em caixas com quantidades que variam de 15 a 36 por caixa e podem ser do personagem preferido da criança (aqui em casa o escolhido foi o cartão do Big Hero 6″), a criança também pode fazer o seu próprio cartão em casa também.

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Cartoes escolhidos aqui em casa

Historicamente, pelo o que eu andei lendo, esta data é uma homenagem ao Santo São Valentim que foi um bispo que viveu na época do império Romano. Diz a historia que os soldados não queriam abandonar suas esposas, namoradas ou amantes para irem para a guerra, então o imperador de Roma proibiu os noivados e casamentos em Roma. Mesmo assim, o bispo Valentim, contrariando as ordens do imperador, continuou realizando os casamentos dos jovens apaixonados e quando foi descoberto, acabou sendo condenado a morte em 14 de fevereiro de 270. Depois de algum tempo ele foi declarado Santo e as festividades para homenagear São Valentim foram aos poucos substituindo as festas pagãs de fertilidade que ocorriam na Europa no mês de Fevereiro (Por que será que lembrei imediatamente do Carnaval no Brasil? hehehehe). Muitos anos depois, por volta de 1700, esta tradição chegou aqui nos EUA e é comemorada até os dias de hoje.

Happy Valentines Day!

Juliana

Alimentação nos EUA – Morar nos EUA

No Brasil, os EUA é conhecido como o país dos fast-foods, congelados e da comida enlatada. Muitas pessoas que vem à turismo para os EUA, ficam com a impressão de que aqui não tem nada de saudável para comer, apenas hamburguer, batata frita e refrigerante … mas não é bem assim.

Quando decidimos nos mudar para cá, ainda mais com um filho de 5 anos, as avós ficaram preocupadas se aqui teria frutas, legumes e arroz com feijão para ele comer e é claro que tem! A nossa alimentação aqui nos EUA é a mesma que tínhamos no Brasil. É claro que a opção de comida pronta á venda no mercado é enorme e os preços bem atrativos, mas aqui em casa impera o nosso famoso arroz com feijão acompanhado de carne e salada. Em qualquer supermercado você vai encontrar frutas e verduras independente da estação do ano. Aqui em casa sempre tem banana, maçã, uva e morango. Arroz e feijão também é fácil de achar em qualquer supermercado, normalmente eles ficam no setor das comidas mexicanas (mexican foods), é nesse corredor também onde eu encontro o creme-de-leite e o leite condensado da Nestlé.

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Sessão de comida mexicana onde eu encontro feijão em grão (aqui tem muito feijão enlatado) e produtos da Nestlé.

Nos Estados Unidos existem dezenas de redes de supermercados. Em Michigan os mais populares são o Meijer ( tipo um Carrefour), Kroger, Walmart e Target (vende alimentos também mas para mim o forte do Target é o setor de roupas e de brinquedos). Tem também grandes redes de atacado como o SamsClub e a rede Costco. Existem mercados mais especializados como o  Cantoro que é um mercado italiano (ótimo para comprar peixes, azeite, massas, temperos e coisinhas diferente), o Whole Foods Market (segue uma linha mais natural) e aqui em Canton tem o Holiday Market que é um mercado com várias coisas importadas, diversos tipos de queijos e vinhos e uma padaria ótima!

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Costco: muito parecido com o Makro do Brasil

Aqui você encontra uma variedade de legumes e verduras bem grande e de produtos orgânicos também. Aqui onde moro tem até um sacolão igual ao do Brasil, sempre com frutas, verduras e legumes frescos inclusive durante o inverno pois vem tudo da Costa Rica, México  e de outros países da América Latina. É claro que o preço destes alimentos é mais caro se comparado ao valor do Brasil, mas não é nada exagerado que torne inviável você comprar frutas e verduras para a sua casa (exceto a laranja que custa quase um dólar cada!).

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Sessão de legumes e verduras orgânicas do supermercado.

Carnes, queijos, presunto e peito de peru também tem de monte por aqui. O corte das carnes são diferentes do Brasil, mas com o tempo você aprende qual que é boa para carne de panela, para bife e para carne moida (ground beef). Eu compro muito um tipo de carne chamada por aqui de “sirlone” que é como se fosse o nosso cochão-mole. O preço das carnes varia muito, tem dia que vou no mercado e a libra do sirlone (mais ou menos meio quilo) está por $4.99 dólares, já no outro dia está $8.99 dólares, praticamente o dobro do preço! Tem que ficar de olho para comprar por um preço bom.  O frango aqui é bem mais barato que a carne e por incrível que pareça comer salmão e camarão aqui nos EUA sai mais barato do que comer carne de boi.

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Sessão de iogurtes do supermercado

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Sessão de frutas e verduras: em qualquer supermercado daqui vai ter.

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Aqui tem verdura sim !!!

Normalmente eu compro carne no mercado mesmo, mas por aqui tem açougue também. Não é em toda cidade que você vai encontrar um açougue mas, se você pesquisar e pedir informação você acaba encontrando um. O que eu encontrei fica à 50 minutos de carro aqui de casa e lá é o único lugar onde eu encontro picanha para churrasco. Então quando vou lá  compro de bastante quantidade e congelo.

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Açougue nos EUA. Não é em toda a cidade que tem, mas se você pesquisar e pedir indicação você acaba encontrando um bom açougue.

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No verão fizemos bastante churrasco com “carne de verdade” e não de hamburguer!

Para quem tem criança, a variedade de leite aqui é bem grande. Tem também danoninho e vários tipos de iogurtes. Na verdade as únicas coisas que eu não acho por aqui e que sinto falta é a batata palha fininha igual a do Brasil, requeijão cremoso, catupiry, maracujá e polvilho para pão de queijo, mas é possível encontrar estes itens nos mercados brasileiros que tem em algumas cidades dos EUA (aqui perto da gente tem na cidade de Ann Arbor).

Na hora de almoçar ou jantar fora aqui você encontra diversas redes de restaurantes com boa opção de comida no cardápio como o “Olive Garden”, ” Outback”, “Papavinos”, “Mangiano’s”  entre muitos outros, você  só vai se alimentar de hamburger e batata frita se você quiser.

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Prato do restaurante “Olive Garden”

Para mim, a alimentação nas escolas é o que me incomoda aqui. Como as crianças passam o dia todo na escola, elas almoçam por lá. Por mais que a escola tente fazer um cardápio mais saudável sempre tem a opção de nuggets e pizza, então adivinha o quê a criançada acaba escolhendo para o almoço? O meu filho leva comida de casa todo o dia para almoçar na escola e eu sempre coloco na marmita dele (e na do meu marido também, já que na empresa não tem restaurante) o que jantamos na noite anterior. Ele sempre leva arroz, feijão, carne, tomate ou macarrão para a hora do almoço (Lunch Time) e frutas para a hora dos lanchinhos (“Snack Time”). Na escola não entra doces, bolos e absolutamente nada que contenha “Nuts” (castanha, amendoim e derivados) por causa do grande número de crianças alérgicas aqui nos EUA. Os amigos americanos do Theo costumam levar sanduíches para comer na hora do almoço e é claro que eles já comentaram com o Theo que a comida dele é estranha  (a nossa mistura de arroz com feijão não é comum para os americanos). Expliquei para o Theo que as pessoas tem cultura e alimentação diferentes e o que realmente importa, é que a comida que ele leva para a  escola é gostosa e acima de tudo saudável e para ele não dar importância para os comentários que as outras crianças fazem da comida dele (já conversei com a professora a respeito).

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Cardápio com as opções de almoço da escola americana

É possível se alimentar bem e de maneira saudável aqui nos EUA, e só querer cozinhar e não se deixar levar pela praticidade das comidas prontas.

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É claro que temos os nossos momentos “gordices” por aqui. Noite do hamburguer em casa !

Os famosos Ônibus escolares amarelinhos!!!

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O famoso “School Bus”americano

Quem nunca se imaginou em ir para a escola naqueles ônibus escolares americanos amarelos? Para nós brasileiros que assistimos à filmes americanos com bastante frequência, os ônibus escolares americanos  são clássicos de filmes do tipo “sessão da tarde”. Neste último mês de aulas antes das férias de verão, o Theo começou a ir para a escola de “School Bus” amarelinho.

Aqui nos Estados Unidos toda criança matriculada na escola tem direito ao transporte escolar de graça, desde que more a uma certa distância da escola (se a sua casa fica a poucos metros da escola não tem lógica ir de ônibus né?). Cada distrito escolar tem os seus ônibus escolares que servem as escolas do distrito. Os ônibus passam em ruas pré-determinadas dos bairros onde moram os alunos que frequentam a escola daquele bairro (aqui o seu filho vai estudar na escola do bairro onde você mora, não é você que escolhe a escola e sim o endereço da sua casa) . Então o seu filho sempre irá para a escola no mesmo ônibus e com o mesmo motorista, e o motorista sempre irá fazer o mesmo trajeto e parar nos mesmos pontos de parada para levar o seu filho até a  escola.

O processo para o Theo começar a ir de ônibus para a escola aqui nos EUA foi super simples, apenas tive que avisar na secretaria da escola que ele começaria a ir de ônibus. A secretária da escola, através do nosso endereço, me passou o   local onde o Theo iria pegar o ônibus  (na esquina de casa) e  pediu um dia de prazo para ela poder notificar a empresa responsável pelo trasporte que teria mais uma criança para pegar o ônibus naquele ponto.

As crianças do Kindergaten (equivalente ao último ano da educação infantil aí do Brasil), que é o caso do Theo, precisam que um adulto as leve e as busque nos pontos de paradas dos ônibus. Se a criança tiver um irmão mais velho que venha com ela no mesmo ônibus, você como pai pode deixar uma autorização para que ela venha para casa na companhia do irmão. A partir da “First Grade” o que seria aí no Brasil o equivalente ao primeiro ano do fundamental, a criança não precisa mais que um adulto a acompanhe. Os pontos de paradas são bem pertinho das casas. O nosso fica a menos de 50 metros, bem na esquina da nossa casa.

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Primeiro dia de School Bus !

Na verdade ele já poderia ter ido na escola de ônibus desde  o primeiro dia de aula, mas a mãe aqui ficou preocupada de deixar ele ir para a escola de ônibus, pois além de eu sempre levá-lo e busca-lo na escola quando morávamos no Brasil, ele ainda não falava inglês e eu achei que iria ser muita coisa nova ao mesmo tempo para ele. Os meses de aula foram passando e ele começou a perguntar se ele podia ir de ônibus igual aos amiguinhos de sala. Como ainda estava muito frio por aqui, eu  fui postergando a ida dele para a escola de ônibus. Porém o calor chegou e como ele já está se  comunicando bem em inglês não tive outra escolha a não ser deixa-lo a ir de ônibus para a escola.

Foi um grande passo de independência para o meu menino de 5 anos ! Ele ficou super empolgado e feliz. No dia tão esperado, ele apareceu no meu quarto pela manhã já trocado com a roupa para ir para a escola. Tomamos café da manhã e fomos caminhando até o ponto de parada. Quando o ônibus chegou, o motorista me entregou alguns papeis e confirmou se ele era o Theo (o motorista já sabia que naquele dia iria ter criança nova no ônibus). O Theo entrou todo feliz no ônibus escola, deu tchawzinho para mim e para o papai, sentou no banco em que o motorista indicou e o ônibus partiu….

Eu como mãe ansiosa, peguei o meu carro e fui até a escola para ver se ele ia chegar bem. Fiquei do carro observando se o ônibus chegava. Assim que o ônibus chegou fiquei observando de longe o Theo descer do ônibus e caminhar para dentro da escola (não deixei ele me ver e até hoje ele não sabe que eu estava lá observando).

A tarde, lá estava eu no ponto esperando ele chegar. Ele desceu do ônibus super feliz com a conquista do dia, foi um dia muito especial para ele! E desde de então, ele sempre vai de ônibus escolar amarelinho para a escola. Igual aos filmes em que eu via na sessão da tarde!

Mais sobre as escolas publicas americanas nos posts abaixo – Escola publica nos EUAO primeiro dia de aula do Theo nos EUAEscola nos EUA

Vendas de garagem nos EUA – Garage Sales !

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Que o americano gosta de consumir não é segredo para ninguém. Em consequência desse consumismo todo, as garagens das casas ficam entulhadas de coisas. É muito comum ver por aqui garagens lotadas de tranqueiras e os carros do lado de fora pois, a quantidade tralha já tomou conta de tudo. Outra característica das casas daqui, que contribuem para o acúmulo de objetos diversos é a presença de  “basements” (porões) nas casas. Já entrei em casas onde o “basement”estava tão cheio que não dava para andar lá embaixo!

Cheguei a conclusão que em um determinado momento, o quantidade de tralha acumulada na casa é tão grande que é preciso se desfazer de algumas coisas para poder comprar mais, daí vem a minha explicação para os famosos  “Garage Sales” ou vendas de garagem aqui nos EUA.

Agora que chegou o verão é super comum cruzar com placas que anunciam as de vendas de garagens pelos bairros da cidade. Aqui onde moramos normalmente elas começam de quinta-feira e vão até domingo.  Aqui as pessoas não tem preconceito em vender ou comprar coisas usadas, todo mundo faz “garage sale”. Você vai encontrar as plaquinhas de “garage sale” tanto em bairros mais simples como na frente de mansões com fundo para campos de golf. É igualzinho aqueles programas de vendas de garagem!

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Garage sale

O negócio é bem simples: você coloca tudo o que quer vender na frente da sua garagem, espalha plaquinhas em ruas estratégicas do bairro (vale até pendurar algumas bexigas), senta na cadeira e espera os futuros clientes pararem o carro na frente da sua casa para ver o que você está vendendo e comprar. O pessoal vende de tudo: roupas, brinquedos, livros, ferramentas, objetos de decoração de casa, enfeites temáticos (Natal, Hallowen), móveis, bicicletas, artigos esportivos, acessórios para jardim enfim, tudo o que você pode imaginar por um preço muito barato, verdadeiras pechinchas!! Tem que procurar bem pois tem muita tralha, mas é possível achar coisas novinhas também.

Não importa o nível social, todo mundo faz venda de garagem aqui

Não importa o nível social, todo mundo faz venda de garagem aqui

Não resistimos e já compramos algumas coisas nessas vendas de garagem. Os melhores achados sempre são os brinquedos e os livros infantis pois sempre estão em ótimo estado e custam muito pouco. Paguei dois dolares em brinquedos da FisherPrice que aí no Brasil custam uma fortuna e 50 cents em livros capa dura do Dr. Seuss. Já comprei bola de futebol, luva de baseball, tripé para a minha máquina fotográfica, capacetes para andarmos de bike e outras coisinhas, por menos de 5 doláres!

Quando nos mudamos para cá, estávamos no inverno, então não tinha as vendas de garagem por causa do frio. Se tivesse sido agora no verão teria dado para mobiliar quase a casa inteira só passeando pelos garages sales!! A gente se controla, pois não queremos a nossa casa entulhada de tranqueiras desnecessárias, mas é quase impossível não dar uma paradinha com o carro quando vemos uma placa de “garage sale” na frente de alguma casa. Na grande maioria das vezes não compramos nada, mas vai que em uma destas achamos algo que estamos precisando por um precinho camarada!

Se você estiver nos EUA nesta época do ano e cruzar com estas plaquinhas, siga-as e você poderá encontrar uma bela pechincha!!

Abraços

Juliana

Coisas dos EUA

Nesses seis meses em que estou morando aqui nos EUA, já deu para notar várias diferenças boas e ruins entre os EUA e o Brasil. Haviam pequenas coisas da na nossa rotina do dia-a-dia aí no Brasil, que a gente nem prestava muita atenção, mas quanto nos mudamos para cá passamos a reparar nestas  pequenas diferenças. Vou listar algumas abaixo:

– Nos restaurantes a host (aquela pessoa que te recebe na entrada do restaurante) sempre vai te levar até a sua mesa. Mesmo que o restaurante esteja vazio, você não pode ir entrando e sentando onde você quiser. Você sempre tem que parar no balcão na entrada do restaurante, informar quantas pessoas são e aí a host ou um garçom do restaurante (que não é a pessoa que vai te servir)  te leva até a sua mesa.

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Espere o atendente te levar até a sua mesa nos restaurantes

– “Kids Menu” nos restaurantes. Em 90% dos restaurantes americanos, se você está acompanhado de criança,  sempre irão te perguntar quantos “kids menus” você quer, o que nada mais é que um papel ou um livrinho com passatempos para as crianças o qual vem com as opçõess de cardápio infantil escrita,  mais uma caixinha de giz de cera  que a criança pode levar para casa depois,

– Água gelada a vontade.  Assim que você sentar na sua mesa no restaurante o garçom já vai trazer para todos um copo cheio de água gelada e cheio de cubos de gelo.

– Inexistência total de suco de frutas natural nos restaurantes.

– Sobrou comida? Leva pra casa. Todos os restaurantes oferecem  “marmitas” e sacolinhas para você levar o que sobrou para casa. Ninguém aqui tem vergonha de sair com a sacolinha com as sobras (Se for um almoço você não vai precisar fazer janta!!)

– Na grande maioria das vezes você não precisa pedir a conta. O garçom já traz quando você mal terminou de comer. Não fique constrangido, eles não estão te expulsando do restaurante, é simplesmente o costume deles.

– Não esqueça da gorjeta do garçom que te atendeu. A média é você deixar 20% do valor total da conta. Menos de 15% significa que você não gostou da comida ou o garçom te atendeu muito mal.

– Fora de grandes cidades os estacionamentos são gratuitos, inclusive os dos shoopings.

– Self check out nos supermercados.

– Aqui é você quem abastece o seu carro. Não tem frentista.

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Bora abastecer!

– No fundo da maioria dos supermercados você encontra as máquinas para reciclagem de garrafas de vidros e Pets. Você recebe 10 cents por garrafa devolvida.

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Máquinas para reciclagens de garrafas que tem nos supermercados

– Refil para refrigerantes. Na grande maioria dos restaurantes quando terminar o refrigerante do seu copo o garçom enche ele de novo e você não precisa pagar a mais por isso. As vezes se o garçom foi com a sua cara ele traz refil de suco também.

– Em lanchonetes fast food tipo MCDonalds, o atendente te entrega o copo e é você quem o abastece diretamente na máquina de refigerante. E pode encher o copo de novo quantas vezes você quiser.

– O horário de janta aqui começa às 5 horas da tarde. As seis horas os restaurantes estão lotados e às 10 da noite a cozinha já está fechando.

– Ninguém tem vergonha de vender ou comprar coisas usadas. Na primavera e verão é super comum cruzar com vários “garage sale” (vendas de garagem) e  não importa o seu nível social, todo mundo vende e compra coisas usadas por aqui. Tem um post sobre os Garage Sales aqui.

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Placas de “Garage Sales” espalhadas pela cidade.

– Cupons. Tem cupon de desconto para tudo aqui!

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Cupons de desconto, todo dia chega um!

– A sua caixa de correio é quase que diariamente abastecida de propagandas de supermercados e cupons de desconto. Tudo para te incentivar a comprar.

– Fazer o cartão de Rewards das lojas para acumular pontos e ter descontos.

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cartões Rewards das lojas

– Histórico de Crédito. Para nós que acabamos de mudar para os EUA  isso é um problema. Você vai formado o seu histórico de crédito conforme você vai pagando as sua contas em dia. Se você acabou de se mudar para cá, é óbvio que você não tem esse histórico então você acaba tendo dificuldades na hora de financiar um carro, solicitar cartão de crédito entre outras coisas. Resultado: você acaba tendo que deixar um valor em dinheiro como “calção” . Tivemos que deixar calção para comprar celulares e também na companhia de energia. Este dinheiro nos será devolvido depois de um ano, se estivermos pagando as nossas contas em dia. Além disso, sem este histórico a gente acaba pagando mais caro o seguro e o leasing do carro também.

-Quando você aluga ou compra uma casa ou apartamento aqui, na grande maioria das vezes, ele já vem com os eletrodomésticos (geladeira, fogão, microondas, lavadora de louças, máquina de lavar e secar roupas).

– O americano, de uma maneira geral, é muito desencanado com o visual, é claro que há excessões, mas aqui ninguém se produz para ir no mercado ou buscar o filho na escola. Ninguém repara em ninguém, você se veste do jeito que você quer.

– Varal para pedurar roupas por aqui é um artigo raro. A roupa vai da maquina de lavar direto para a secadora, mesmo que lá fora esteja um sol de 30 graus. E em algumas casas nem tanque tem. Passar roupa? Eu passo, mas a maioria das pessoas nem ferro de passar tem em casa. A roupa vai da secadora para o guarda-roupa.

– Diarista aqui é artigo de luxo. A não ser que você possa pagar $100 dolares por uma faxina muito mal feita, é você quem vai ter que cuidar da sua casa.

– Aqui qualquer um pode comprar uma arma de fogo. É só você entrar na loja, mostrar a sua identidade e comprar.

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Sessão de armas dentro de uma loja de esportes. Me dá aflição só de olhar para elas.

– Comprou um presente? Providencie uma sacolinha bem bonita para colocá-lo dentro pois aqui as lojas não fazem embalagem para presente.

-Aqui ainda se usa muito o cheque. Iclusive quando chega uma conta para pagar vem junto um envelope para por o cheque com o valor dentro e enviar pelo correio o pagamento!

– Além disso você pode personalizar o seu cheque. Tem inúmeros temas como dos times de baseball até personagens da Disney!

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Sacolinhas para presentes a venda nos supermercados

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Cheques personalizados.

– A conta de água vem a cada 3 meses (pelo menos aqui em casa).

– Aqui você pode trocar ou devolver qualquer produto que você comprou sem burocracia nenhuma  (você recebe o dinheiro de volta na hora ou eles estornam no seu cartão, basta o produto estar na embalgem original, com etiqueta e apresentar o recibo de compra).

– Motociclistas não são obrigados por Lei a usar capacete, então é super comum cruzar com motociclistas pelas ruas e estradas com o vento batendo na cabeleira.

–  Pelo menos aqui em Michigan, não existem pedágios nas rodovias.

– Pelo menos na cidade onde eu moro (fora de um grande centro) não existe transporte público. Ou você tem carro ou você não sai de casa. Não existem linhas de ônibus (apenas os escolares amarelinhos), nem metro, nem trêm e nem taxi!

– Ao dirigir é pemitido fazer conversão á direita mesmo que o farol esteja vermelho para você e não tenha nenhuma placa escrito “NO TURN ON RED” na esquina (E desde que não esteja vindo nenhum carro claro!).

– Faixa central para conversão. Você para literalmente no meio da rua para virar á esquerda. Essa faixa é inteligentíssima, mas requer muita diciplina dos motoristas e não é uma faixa de rolamento, você entra nela, para e quando não estiver vindo nenhum carro você entra a esquerda. Nunca funcionaria no Brasil.

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Faixa central de conversão

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Faixa central para conversão

– Aqui você compra a grande maioria dos medicamentos  como antialérgicos, antiinflamatórios e analgésicos entre outros diretamente das prateleiras dos mercados sem precisar de receita. Apenas para comprar antibiótico e medicação controlada é necessário receita médica.

– Por falar em remédios, quando você vai ao médico aqui e ele te precreve um medicamento você não sai com a receita do consultório. O médico envia a receita via online diretamente para a farmácia que você preferir e você retira o remédio na farmácia apenas fornecendo o seu nome.

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sessão de remédios do mercardo.

– Não existe atendimento preferencial. Idosos, gestantes e deficientes ficam na fila como todo mundo. Claro que você pode usar o seu bom senso e deixar um velhinho passar na sua frente.

– Festa de criança aqui, na grande maioria das vezes é um evento super simples e sem exageiros. Normalmente tem apenas pizza, refrigerante e cupcakes para as crianças, e tem duração máxima de 2 horas. Não existem aquelas casas de festas infantis iguais as do Brasil. Ás vezes as mães reunem a criançada em uma casa de jogos infantis e olhe lá.

– Se você for trabalhar em empresas, se prepare para levar a sua marmita para o almoço de casa. Dificilmente você vai encontrar uma empresa que tenha um refeitório que sirva refeição. No máximo vai ter um microondas e uma máquina de café.

Acho que é isso. Se eu lembrar de mais coisas “de americano” eu atualizo o post. E você mora ou já morou aqui nos EUA ? Tem alguma coisa diferente no dia-a-dia que ficou faltando? Deixe nos comentários!

Grande Abraço Juliana