Visto H1-B – O Processo

Morar nos EUA

Estamos indo para os Estados Unidos com o visto H1-B isto é, o meu marido irá trabalhar em uma empresa americana. Não estamos indo como expatriados, que é o caso de pessoas que vão para os EUA transferido dentro da mesma empresa (Visto tipo L). O requerente principal do H1-B pode levar o conjugue e filhos solteiros até 21 anos (neste caso visto H-4, o qual é uma variação do H1-B).

O visto H1-B permite que você trabalhe nos Estados Unidos pelo período de 3 anos, sendo que este pode ser renovado por mais três. Cabe lembrar que o visto H4 permite estudar nos EUA porém não permite trabalhar.

Todo o processo ocorreu lá nos EUA. Meu marido foi ate lá conhecer a empresa e fazer a entrevista para o emprego, como houve um acordo entre as partes a empresa entrou com um processo perante ao governo americano (USCIS

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“Loteria” do H1b VISA

No último ano muito se falou sobre a Loteria para o visto H1B isto é, mesmo tendo uma empresa como seu sponsor aqui  nos EUA, isto não será garantia de que voce será selecionado para receber o visto H1b.  Além de ter um currículo profissional muito bom, voce vai ter que contar com a sorte.

Não sei explicar com certeza como funciona todo esse processo (quando a nossa aplicação foi feita para o H1b em Abril de 2013, não teve essa “loteria”) estou pesquisando na internet para entender melhor o assunto e ai sim, escrever um post detalhado sobre o tema aqui no blog, mas vou deixar abaixo alguns links para sites que podem te ajudar a esclarecer algumas dúvidas sobre a temida “loteria”.

USCIS

H1B VISA Lottery Process

US Immigration News

Leia também: Visto H1b

Até mais!

Juliana

 

Compras nos EUA

Para quem está chegando aqui nos EUA, atualizei o post sobre onde fazer compras aqui em Michigan e coloquei mais algumas dicas!

É só clicar no link abaixo para ir para o post atualizado!

Compras nos EUA

Abraços

Juliana

 

 

Adaptação das Crianças `as Escolas Americanas

Quando uma família se muda para um outro país com filhos pequenos, a adaptação das crianças ao ambiente escolar é com certeza uma das maiores preocupações dos pais.

Perguntas como “Será que o meu filho (a) vai se adaptar?”, “Mas ele não fala nada de inglês, como vai ser na escola?”, Será que ele vai fazer amigos?”, “Vai sofrer preconceito na escola por ser estrangeiro?” estão entre as principais perguntas que recebo dos pais aqui no blog.

Vou falar aqui no post da minha experiência com o meu filho que na época tinha acabado de completar cinco anos e não falava nada em inglês quando chegamos aqui nos EUA. Claro que cada criança é única e o tempo de adaptação pode variar de criança para criança e principalmente com qual idade ela chega aqui nos EUA.

A adaptação do Theo aqui nos EUA me surpreendeu muito pois foi muito rápida para quem não falava nada de inglês. Eu estava muito ansiosa na época e preocupada pois foi uma mudança de rotina muito grande na vida dele. Mudamos para uma casa nova em um outro país, uma escola completamente nova, nova professora, novos amigos e principalmente uma nova língua. Se já é complicado mudar o seu filho de escola dentro do seu próprio país pois é difícil deixar os amiguinhos antigos, com os quais a criança já tem um vínculo de afeto, imaginem fazer novos amigos em uma escola nova quando a criança não fala o mesmo idioma dos colegas de classe? Comunicação é a base da rotina escolar.

O primeiro dia de aula do Theo aqui nos EUA foi um dia muito especial para nós e principalmente me mostrou que eu tenho um pequeno grande valente aqui em casa. O detalhe desse primeiro dia pode ser conferido clicando no post abaixo.

O primeiro dia de aula do Theo nos EUA

O Theo se adaptou muito rápido a escola mesmo sem falar inglês e eu acho que o grande sucesso deste desafio, além da própria coragem dele e do nosso incentivo positivo como pais, foi o suporte que ele teve por parte da escola aqui nos EUA.

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Cantinho da leitura dentro de sala de aula. Muitos livros, fora os que tem na biblioteca da escola.

Como os EUA recebem muitos estrangeiros de toda parte do mundo, as escolas públicas daqui estão acostumadas a receber estas crianças e possuem uma equipe de professores e um método de ensino especialmente voltado para elas que é o programa ESL (English Second Language) ou ELLs (English Language Learnings).

Quando você vai matricular o seu filho em uma escola aqui nos EUA, dentre os documentos necessários, tem um questionário onde você tem que preencher a nacionalidade da criança e o idioma falado em casa. Com base nestas informações o próprio sistema escolar já vai indicar se o seu filho está apto ao programa ESL/ELLs.

Praticamente todas as crianças e adolescentes estrangeiros matriculados em escolas públicas americanas entram neste programa no qual elas tem um suporte dentro de sala de aula que irá ajudá-los com o aprendizado da língua inglesa. A criança passa por avaliações semestrais e ela só sairá do programa quando o professor perceber que ela é capaz de acompanhar a sua turma sem dificuldades. Este programa é totalmente gratuíto.

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Tabela utilizada para avaliar o nível de inglês dos alunos

Esse programa é inserido na rotina escolar de diversas maneiras dependendo do distrito escolar que a criança frequenta. No caso do Theo nos primeiros dias ficava uma professora com ele em sala de aula dando suporte (ele entrou no Kindergarden o que seria o último ano da educação infantil no Brasil). Depois ele ficava em sala de aula com a professora da turma dele e em algum período do dia escolar a professora do ESL ia até a sala de aula buscá-lo para fazer as atividades do ESL em uma sala separada.

Tem distritos escolares que possuem escolas específicas para as crianças estrangeiras que não falam a língua inglesa. Depois que a criança passa a dominar e a compreender o idioma ela vai para a sua escola regular do bairro.

Os pais recebem este relatório do WIDA sempre que as crianças passam pela avaliação:

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Último relatório do WIDA do Theo que o liberou do ESL!

 

Link do  WIDA Federal Program (alguns Estados não estão no programa WIDA, neste caso é só entrar no distrito escolar da cidade em que voce irá morar e procurar informações sobre o programa ESL/ELLs utilizado).

A maioria das escolas aqui dos EUA, pelo o que eu leio a respeito e pela minha própria experiência com o meu filho, se mostram muito abertas a esta mistura de nacionalidades no ambiente escolar.

O Theo está em uma Elementary School, onde estudam crianças de 5 a 10 anos (do kinderganten até a quinta série). Nessa faixa de idade escolar a relação entre as crianças é muito tranquila e elas não se importam em qual país você nasceu, elas querem brincar juntas, conversar e dar risadas. Essas crianças não tem preconceito com relação as outras crianças. As escolas daqui também são muito rígidas com relação ao comportamento do aluno em sala de aula e qualquer tipo de bullying é inadmissível.

Não sei como funciona a adaptação do pré-adolescente e do adolescente nas escolas daqui (alunos da Middle School e da High School) pois sabemos que nessa fase o ambiente escolar é um lugar muito importante no desenvolvimento social dos nossos filhos. Nessa idade os grupos de amigos já estão formados pois como aqui as crianças do mesmo bairro estudam na mesmo escola eles já se conhecem há muito tempo, e para um adolescente que chega de um outro país sem falar o idioma, se inserir em grupos de amigos já formados não deve ser tarefa fácil. Mas isso vai depender da personalidade de cada criança ou adolescente.

Hoje, dois anos e dois meses depois de chegar aos EUA sem falar nada de inglês, o Theo já está fluente. Ele saiu do programa ESL há 1 ano atrás pois segundo a professora o inglês dele está no mesmo nível dos coleguinhas de sala americanos. Cabe lembrar que dentro de casa só conversamos em Português. Tomamos esta decisão pois a carga de inglês que ele tem por dia na escola já é grande (ele fica 7 horas por dia na escola) e achamos importante manter a língua do nosso país. Além disso o meu inglês é repleto de erros gramaticais e de sotaque tanto é que, hoje em dia, sou eu quem pergunto para o meu filho como que se pronuncia determinada palavra em inglês!

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Uma das paredes da sala de aula do Theo

Um fato interessante é que as crianças que chegam aqui muito novinhas, por volta de 1 e 2 anos (por elas estarem no processo de começar a falar e adquirir vocabulário), quando começam a frequentar as escolinhas daqui elas tendem a misturar os dois idiomas e acabam usando palavras em português e em inglês na mesma frase, por mais que os pais falem apenas em português com elas. Crianças maiores como o Theo que chegou aqui com 5 anos, portanto já com o português bem consolidado, tem uma facilidade muito grande em transitar entre os dois idiomas sem misturá-los. Parece que eles têm um botãozinho que muda de maneira automática do português para o inglês e vice-versa.

O inglês dele, segundo a professora não tem sotaque e por sua vez, como sempre o incentivamos a falar português em casa e corrigimos os erros gramaticais que ele comete as vezes (pois agora ele tende a traduzir do inglês para o português) o português dele continua muito bom.

Com base nestes dois anos que estou morando aqui e observando tanto a adaptação do meu filho como a de filhos de amigos mais novos ou mais velhos que o meu, e pelo depoimento de outras mães em comunidades e blogs de brasileiros que se mudaram para o exterior com crianças, a adaptação ocorre de uma maneira muito natural e elas aprendem a falar inglês com uma rapidez impressionante! Então se a sua preocupação em se mudar ou não para outro pais é se o seu filho (a) vai aprender a nova língua e se adaptar, pode riscar este item do seu caderninho!

E para terminar o post segue duas frases clássicas que o Theo costuma falar em português pensando em inglês. A gente até acha graça, mas sempre fazemos questão de corrigir para o português dele ficar sempre bonitinho.

-“Posso ter água mamãe?” Normalmente ele perguntaria “Me dá água por favor mamãe?”  mas ele tende a traduzir do “Could I have water”.

-” Você sabe este desenho que está passando na TV?” Normalmente seria “Você conhece este desenho que está passando na TV?”, mas ele traduz do “Do you know this cartoon?”

Outros posts do blog relacionados a escola:

Escola nos EUA

Como é a escola pública nos EUA

Noite Multicultural na escola

Tem filhos em idade escolar aqui nos EUA? Deixe sua opinião aqui nos comentários!!

Abraços!

Juliana

 

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole

Festas de Final de Ano longe da Família

happy_new_year_2_1920O ano de 2016 chegou e estamos entrando no nosso terceiro ano de Estados Unidos. É sempre um momento em que paramos para repensar no ano que passou e nas expectativas para este novo ano que esta começando. Tivemos a sensação que este último ano (2015) passou muito mais rápido do que o nosso primeiro ano aqui nos EUA (2014), provavelmente por já termos estabelecido uma rotina no dia-a-dia e por não  ter mais tantas novidades assim. Ao contrário das festas de final de ano de 2014 que passamos no Brasil, este ano de 2015 passamos o Natal e o Ano Novo aqui em Michigan. Vou confessar que este ano senti mais falta do Brasil durante as comemorações Natalinas. O nosso primeiro Natal aqui foi no ano de 2013 e havíamos acabado de chegar aqui nos EUA, então tudo era novidade: a neve, o frio, novos amigos, casa nova, país novo, um sonho que estava se tornando realidade!! Passamos o Natal  e o Ano Novo com amigos e tudo foi muito divertido!

Clique no link para o post do Nosso primeiro Natal nos EUA

A decoração de Natal das casas aqui são lindas, de encher os olhos! O pessoal se empolga mesmo, enchem as fachadas de luzes coloridas e acessórios natalinos, igualzino aos filmes. As lojas, shoppings, ruas … tudo enfeitado!!! Cada ida ao supermercado ou as lojas é um teste de resistencia para não comprar mais um enfeite natalino para casa pois é tudo muito lindo e bem feito, ainda mais eu que adoro enfeitar a casa para o Natal!

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Casa decorada para o Natal (image:walldesk.com)

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Montamos a nossa Gingerbread house novamente este ano!

Porém este ano o Natal teve um ar mais melancólico para mim…Passamos o Natal e a noite de Ano Novo com nossos amigos daqui de Michigan, mas este ano senti mais falta da minha família que ficou no Brasil. Senti falta da bagunça da casa da minha mãe nestas datas festivas com gente entrando e saindo da casa a todo momento, do falatório alto e daquela movimentação de panelas, cheiros e temperos na cozinha. Por incrível que pareça, senti falta até do calor do Brasil! Aqui estava friozinho na noite de Natal porém não nevou, nem neve no chão tinha, o que fez o Natal daqui perder um pouco da graça. Também senti falta de amigos que foram passar as festas no Brasil e daqueles que voltaram em definitivo para o Brasil neste ano que passou…

Na noite de Ano Novo senti falta do barulho dos fogos de artifícios, de olhar para o céu e ver aquela explosão de luzes coloridas e da rolha da champanhe explodindo e sendo derramada para enchar as taças. Aqui como moramos no subúrbio (fora de um grande centro) as pessoas não tem o costume de soltar fogos para comemorar a virada do Ano pois esta muito frio lá fora e também ninguem sai abrindo garrafa de champanhe de qualquer jeito dentro de casa pois a rolha pode bater no teto e furá-lo (lembrem-se de que as casas aqui são de drywall) e não pode cair bebida no chão senão molha o carpete. Então podem esquecer aquela imagem daquele tio festeiro sacundindo a garrafa de champanhe enquanto faz a contagem regressiva para a entrada do Ano Novo.

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E a nossa árvore de Natal natural também não podia faltar!

Por isso, como já disse em post anterior, não se isole. É muito importante fazer amigos novos quando voce muda para um novo país, pois são eles que vão te dar um pouco de conforto nessas datas que remetem muito a família, e eles também estão na mesma situação que voce, com os mesmos sentimentos e com a mesma saudade.

Este ano de 2016 vai ser um ano muito especial para nós, pois a família aqui vai aumentar! Sei que será um desafio estar longe da família do Brasil neste momento, mas este vai ser mais um desafio que iremos passar juntos e com certeza vai inspirar novos tópicos de assunto para o blog.

Abraços!

Juliana

FELIZ NATAL!!

Feliz Natal a todos os seguidores do blog!!!

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Renovação do VISTO H1b/H4

O visto H1B é um visto de trabalho aqui nos EUA. No processo ele tem validade de 3 anos, mas a data de validade que vem impressa no passaporte é de 2 anos, o que gera muita confusão.

Na realidade os portadores do visto H1b estão autorizados a ficar legalmente nos EUA por até 3 anos (desde que estejam empregados claro!). Depois que o visto completa 2 anos (data impressa no visto, no seu passaporte), você ainda pode ficar nos EUA até a data em que  o agente da imigração carimbou no seu passaporte no dia em que você chegou nos EUA (normalmente 3 anos). Porém se depois da data de vencimento que está impressa no seu visto (2 anos) você sair do solo americano, você só poderá retornar aos EUA novamente com o visto H1b renovado (mesmo que tenha sido só um pulinho no Canadá ou México).

Para fazer a renovação você e os seus dependentes (portadores do visto H4) terão que deixar os EUA. Esta renovação normalmente é feita no seu país de origem, no nosso caso o Brasil. Mas pode ser feita também no Consulado Americano no Canadá (você e seus dependentes terão que ter visto canadense para entrar no Canadá e só poderão reentrar nos EUA com o novo visto).

O processo para renovação é o mesmo que foi feito na primeira vez lá no Brasil para tirar o seu primeiro H1b. Tem que entrar no site do Consulado Americano, preencher a DS-160 de todos os membros da família, realizar o agendamento no CASV e no Consulado para a entrevista, pagar a taxa consular e levar toda a documentação necessária como a petição do H1b e a “Notice of action” aprovada solicitada pela empresa na qual você trabalha pedindo a renovação do seu visto. Fique atento a data de validade do seu passaporte. Se o seu passaporte for novo, não se esqueça de levar o passaporte antigo com o seu primeiro H1b/H4.

Com o visto H1b novo em mãos, você  e seus dependentes (visto H4) poderão retornar para os EUA.

O ideal é deixar os EUA com toda a documentação e agendamentos já feitos no Consulado Americano no qual você vai fazer a solicitação.

O nosso processo para “renovar”o H1b/H4 foi o mesmo de quando tiramos o nosso visto pela primeira vez há 2 anos atrás. Depois de fazer todos os procedimentos iniciais aqui nos EUA agendamos a nossa viagem para o Brasil. Fomos primeiro no CASV para colher as digitais e tirar as fotos e no dia seguinte no Consulado Americano propriamente dito para entrega da documentação e passar pela entrevista. Tivemos que apresentar na hora da entrevista,além da DS-160, a Petição do H1b aprovada, certidão original de casamento nossa e a nascimento do nosso filho. Meu marido foi questionado novamente sobre em qual empresa ele estava trabalhando, cargo que ocupa e há quanto tempo estávamos morando nos EUA. Lembrando que depois da entrevista é necessário pagar a taxa de reciprocidade dentro do próprio Consulado.

O processo foi super rápido e surpreendentemente não havia fila nenhuma no consulado, pegamos apenas 2 pessoas na nossa frente na hora da entrevista. Tempo total dentro do Consulado Americano de São Paulo foi de 40 minutos!

Recebemos a notificação para retirar os nossos passaportes já com os vistos novos no dia seguinte da entrevista! Optamos em retirar no CASV pois estávamos com receio de demorar mais para os passaportes chegarem se optássemos pela entrega via Sedex, mas foi super rápido!

Cabe lembrar que o tempo máximo que o portador do visto H1b  e seus dependentes podem ficar nos EUA é de seis anos. Após este período não é permitido permanecer mais nos EUA e nem renovar o H1b. As opções serão retornar definitivamente para o Brasil ou dar entrada no Visto de residente permanente (Green Card).

Nossa primeira entrevista para o H1b/H4 em 2013

Renovação do passaporte brasileiro nos EUA

Abraços

Juliana

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Como é acampar nos EUA

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Quando morávamos no Brasil gostávamos de acampar, não íamos com muita frequência mas sempre que acampávamos era divertido, na maioria das vezes íamos para Ilha Bela/SP.

Quando nos mudamos para cá, ficamos impressionados com a quantidade de trailers e motorhomes com que cruzávamos pelas estradas durante o verão (entre os meses de maio a setembro) e de lojas especializadas na venda e aluguel de RVs (Recreational Vehicle – termo utilizado para descrever os trailers e motorhomes). Descobrimos que aqui em Michigan os americanos tem o hábito de acampar com a família durante os meses de verão e por causa disso a quantidade de áreas para campings e a infraestrutura toda envolvida é enorme!

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Os campings daqui são super estruturados, com sites na internet e associações. Aqui em Michigan os melhores locais para se acampar é no norte do estado e na costa oeste voltada para o lago Michigan. Muitos campings ficam lotados durante o período das férias escolares de verão americanas, então é necessário reservar com antecedência o seu “site” (espaço para colocar a sua barraca, trailer ou motorhome).

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Exemplo de distribuição das áreas em um campground.(Silver Lake resort and campground)

Existem praticamente dois tipos de campings aqui em Michigan: os que ficam dentro dos parques estaduais (State Parks) e os campings particulares. Ambos os campings tem ótima infraestrutura com banheiros/vestiários, sites (área para colocar a barraca ou RVs) demarcados com água e energia elétrica (com ponto de esgoto para o caso dos trailers/RVs), mesa de pic-nic e fire-pit (local próprio para fazer fogueira).

Tipos de Campground clique aqui!

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Exemplo de um RV campground (credit:http://copakekoa.com/)

Os campings aqui são ambientes bem familiar e seguros. As pessoas vem para curtir a natureza e os momentos em família e costuma ter muita criança. Tem lei do silencio (aparelho de som nem pensar), depois que escurece crianças não podem circular pelo camping desacompanhadas e na grande maioria dos campings é proibida a entrada de bebida alcoólica, principalmente se o camping pertencer a um parque estadual.

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Campground em Silver Lake, MI
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Nosso “site” (espaço) no camping (Silver Lake resort and campground).

Alguns campings particulares podem oferecer algumas opções a mais de lazer como piscina e playground. Como os Michiganders (moradores de Michigan) gostam de aproveitar o verão para curtir os inúmeros lagos que tem aqui na região, os campings que tem acesso aos lagos possuem rampa, píer e área de estacionamento para carretas para quem quiser levar o seu barco ou jet-ski.

Com relação ao preço, este varia entre $30,00 a $50,00 dólares a diária do site, o valor vai depender da época do ano ou se é feriado. Normalmente no site pode ficar um casal com a quantidade de filhos que tiver e amigos podem dividir o espaço também, pagando uma taxa extra por barraca. Aqui em Michigan, pelo menos, acampar além de ser divertido tem uma relação custo/benefício bem interessante já que os hotéis daqui são caros pelo que eles oferecem. Dificilmente você irá pagar menos de $100 dólares na diária de um hotel simples durante o verão. Cabe lembrar que os hotéis daqui perdem de longe para as pousadinhas charmosas que temos espalhadas pelo Brasil, e café da manhã incluso na diária igual tem no Brasil nem em sonho aqui em Michigan!

Normalmente os campings ficam em cidadezinhas turísticas pequenas, e vamos ser sinceros, as opções de restaurantes para almoço ou jantar são fracas, então o pessoal aqui quando vai acampar leva tudo, pois campista de verdade prepara comida no camping!

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Os campings possuem as fire-pits para fazer fogueira (você tem que comprar a lenha). A criançada adora fazer marshmallow!!
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Hideaway Campground em Silver Lake,MI

Existem também áreas dentro dos parques para quem curte um acampamento bem rústico, no meio do mato mesmo no melhor estilo sem energia elétrica e banho de rio. Estes campings são chamados de forest campings e é só chegar e montar a barraca, mas é proibido abrir clareiras por exemplo. Site dos Forest campgrounds aqui.

Existem diversos termos específicos de camping que você tem que saber na hora de reservar o seu site em um camping aqui. O básico do básico é que saber que se você for acampar com barraca (tent) você precisa de um “eletrical/water site” (espaço com água e energia elétrica. Se você estiver com um trailer ou motorhome (RV) você vai precisar de um “full hookup site” (espaço com água, energia e esgoto). Neste site você encontra explicação para vários termos de campistas.

Se interessou em acampar por estas bandas? É só nos sites abaixo onde você vai encontrar todas as informações necessárias sobre os campings aqui de Michigan!

Site dos campings dentro de parques estaduais de Michigan aqui.

Site de campings particulares de Michigan aqui.

Post sobre nossa primeira vez em Silver Lake

Nossa vontade para este verão que passou era ter alugado um trailer, mas o verão passou rápido demais e acabamos não tendo esta experiência… ficou para o próximo verão!

Abraços!

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O outono de Michigan

E já se passou 1 ano que escrevi este post !!! E a estação mais linda do ano está de Volta !!!!!

Morar nos EUA

E já  se passou 1 ano que escrevi este post !!! E a estação mais linda do ano está de Volta !!!!!

IMG_5956 Cores do outono, difícil escolher a mais bonita!!

Se há alguns meses atrás vocês me viram aqui no blog encantada com a primavera e o verão de Michigan, esperem para ler o meu relato sobre o outono!
Sei que vou ser repetitiva, mas quem já viu algumas das fotos que eu postei no facebook do blog e no Instagram vai entender o porquê.

Quando as  pessoas, que já moram aqui a mais tempo, me falavam  para esperar chegar o outono para eu eleger a estação mais bonita do ano de Michigan  (isso em pleno verão) eu ficava um pouco na dúvida, mas agora posso concluir: depois de passar as 4 estações do ano inteirinhas aqui nos EUA o outono é sem dúvida, a mais bela das estações! Pena que…

Ver o post original 489 mais palavras

Rumo a UP North- Parte 2

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Depois de fazermos o passeio principal de Munising que é ver as Pictured Rocks passeando de barco pelo Lake Superior – Clique aqui para ver esta primeira parte da viagem – no dia seguinte fomos desbravar de carro a região.

Como o tempo virou e começou a chover (não deu para fazer o passeio de caiaque pelas Pictured Rocks), resolvemos ir até a cidade de Marquette que fica  a  50 minutos de Munising. A estrada vai beirando o Lake Superior e se não fosse o tempo chuvoso teria rendido lindas fotos. A cidade de Marquete é a maior cidade da Upper Península com aproximadamente 22,000 habitantes. Marquette é uma cidade universitária pois abriga a Northern Michigan University com aproximadamente 10,000 estudantes. É uma cidade turística que assim como Munising atrai turistas na primavera, no verão por causa das praias, camping, pesca e caça, no outono por causa da paisagem deslumbrante e diversas trilhas para hiking e bike e no inverno por causa dos esportes de neve. Como tempo não ajudou muito fomos conhecer o Marquette Maritme Museum. É um museu pequeno mas bem montado e as crianças pequenas acabam gostando. Ao lado do Museu tem uma Lighthouse (farol) para visitar, mas como não vemos muita graça em visitar farol acabamos não indo até lá (Os moradores de Michigan tem uma atração por faróis, deve ser por aqui tem muitos, já que o estado é rodeado pelos grandes lagos)

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Museu Maritimo de Marquette. Opção para um dia de chuva.

Depois do museu fomos comer a famosa Pastie, que é tipo uma fogaça tradicional da região norte de Michigan. Comemos em uma pequena lanchonete chamada Jean Kay’s que é bem tradicional na região, estava muito bom e o próprio proprietário estava lá fazendo as pasties e foi super atencioso conosco.

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A famosa Pastie da Upper Peninsula.

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 Na volta para Munsing passamos por um parque repleto de esculturas gigantes feitas com sucata chamado Lakenenland, você não paga nada para entrar e nem precisa sair do carro para ver as esculturas, o que é bom em dias chuvosos e no inverno.

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Esculturas de sucata do Lakenenland
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Lakenenland

Esta região entre Munising e Marquette é repleta de trilhas para ATVs (jipes, quadriciclos, motos) e no inverno elas são usadas para andar Ski (Ski Trail) e de snowmobile, são mais de 300 milhas de trilhas para os aventureiros que gostam de se divertir na neve. Clique neste link para obter mais informações de como se divertir no inverno na Upper Península de Michigan! Dizem que ver as inúmeras cachoeiras da região congeladas é outra atração imperdível!

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Upper Península: Ótima opção para os esportes de inverno! (foto: http://www.munisingsnow.com)
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Eben Ice Caves (fotos do site munisingsnow)
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Munising Winter Waterfalls (fotos do site munisingsnow)

Mais informações sobre a cidade de Marquette aqui.

Marquette Visitor Guide

No dia seguinte o tempo melhorou e seguimos viagem de Munsing pela sentido Grand Marais pela estrada H-58. Esse passeio é lindo e eu só fiquei imaginando passar por esta estrada no outono, quando as folhas das árvores estão com aquele tom vermelho-alaranjado lindo!! Neste trajeto de 50 milhas existem vários pontos de paradas com mirantes, cachoeiras e praias. Um dos mirantes mais bonitos e de fácil acesso é o Minners Castle que oferece uma vista linda do alto das Pictured Rocks.

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H-58 – Considerada uma das estradas mais bonitas da Upper peninsula. Conseguem imaginar este lugar no outono?
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Mirante Maners Castle

Outro mirante bem procurado é o Chapel Rock, mas acabamos vendo ele apenas de longe pois a trilha requeria uma caminhada mais longa e com criança pequena complica um pouco. Paramos em algumas praias muito bonitas pela caminho e bem rústicas, porém sofremos um pouco com os mosquitos, passamos repelente mas mesmo assim eles estavam nos atacando (me lembrou meus passeios em Ilha Bela-SP), mas mesmo com  mosquitos vale a pena! Cabe lembrar que as praias formadas pelo Lake Superior são mais contemplativas pois a água, mesmo no verão, é gelada!

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Trilhas para os mirantes são bem acessiveis.
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Praias na H-58: Rústicas, lindas e geladas (no começo do verão)
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Praia formada pelo Lake Superior

Mais informações sobre os mirantes e praias na H-58 aqui.

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Grand Marais é uma vilinha de praia bem pequena mas charmosa, é conhecida pelas praias escondidas e pelas dunas de areias. Para quem não vai se aventurar pelas trilhas não tem muito o que se fazer por lá, paramos apenas para almoçar e continuamos a viagem para conhecer a mais famosa das cachoeiras de Michigan, a Tahquamenon Falls.

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Dunas de Grand Marais
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Vista do lake Superior do alto das dunas de Grand Marais
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Cidade de Grand Marais

Tahquamenon Falls é considerada a maior cachoeira de Michigan. Ela fica na cidade de  Newberry dentro de um parque estatual e o acesso é fácil, com boa sinalização e boa infra-estrutura ao redor com banheiros, lanchonetes e lojinhas de lembrancinhas. Não espere encontrar uma cachoeira gigante, para a gente que já esteve em Foz do Iguaçu ou até mesmo em cachoeiras menores espalhadas pelo Brasil, ela é pequeninha, mas a paisagem em que ela esta inserida é muito bonita e vale a pena o passeio.

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Tahquamenon Falls
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A famosa Tahquamenon Falls

Mais Informações sobre a Tahquamenon Falls aqui.

Atrações na região da Tahquamenon Falls.

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Tahquamenon Falls no outono, temos que voltar lá na estação mais bonita do ano de Michigan!!

Nesta região tem diversos passeios para fazer e locais para acampar. Tem o Oswald’s Bear Ranch que é um santuário de ursos (não é um zoológico) que parece ser uma passeio bem legal, mas acabamos não visitando, ficou para a próxima.

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Como aqui durante o verão fica claro até quase as 10 horas da noite, seguimos viagem ate chegar na cidade de Sault Saint Marie onde tinhamos hotel reservado. Eu particularmente não gostei dessa cidade, achei bem decadente. Sault Saint Marie faz divisa com o Canadá com uma cidade de mesmo nome e possui um porto muito grande pois o canal que passa pela cidade faz a comunicação entre os Lagos Superior e o Huron, então a cidade tem uma importância comercial e estratégica, mas de turística deixa a desejar. O único passeio que fizemos na cidade foi visitar um navio museu, o Museum Ship Valley Camp. É um passeio legal pois é um navio enorme que foi transformado em museu e você anda por ele inteiro. Demos uma volta na rua principal da cidade onde aproveitamos para comer o famoso Fudge da Upper Peninsula.

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Museum Ship Valley Camp em Sault Saint Marie

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Fudge em Saint Marie
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Preparando o Fudge

De Saint Marie seguimos caminho de volta para a Lower Peninsula cruzando novamente a Mackinac Bridge. Paramos na cidade de Mackinaw City, esta sim bem bonitinha, para apreciar a vista da  famosa ponte.

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Macknaw City

Pretendemos voltar novamente para Mackinaw City para conhecer mais a cidade e conhecer também Mackinac Island, que é um dos pontos turístico mais famosos de Michigan. Só não fomos desta vez pois não estávamos com tempo e tínhamos que voltar para casa.

Esse foi o nosso primeiro passeio na Upper Peninsula, claro que tem muito mais lugares para se conhecer por lá. A região é muito bonita e foge do padrão americano de viagem pois é um passeio para se curtir a natureza, sem pressa, sem outlets, sem vida noturna e  sem grupos de excursões pelo caminho.

Informações sobre Mackinaw City aqui

informações sobre Sault Saint Marie aqui

Abraços

Juliana

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole

Rumo a UP NORTH !!! Parte 1

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Para os que não sabem, o estado de Michigan é composto por duas penínsulas a Lower Península (carinhosamente apelidada de “mitten”, em referencia a um tipo de luva de inverno) e a Upper Península.

Na lower Península se concentra as principais cidades do estado como Detroit e a capital de Michigan que é a cidade de Lansing (não, Detroit não é a capital de Michigan).

A Upper Península de Michigan é a parte, vamos dizer, mais rústica do estado de Michigan, e desconhecida da grande maioria das pessoas que não são residentes de Michigan. Só tenho uma coisa a dizer sobre a Upper Península: foi uma surpresa !!!!

750x750_michigan_m As duas penínsulas que representam o estado de Michigan.
Gen-P-307-PM_1133G_L Maneira divertida de representar o estado de Michigan!

Para chegar na Upper Península é preciso atravessar a famosa Mackinac Bridge (apelidada pelos Michiganders de Big Mac) que liga a cidade de Mackinaw City na Lower península a cidade de St. Ignace na Upper Península (tem que pagar pedágio no valor de $4 dólares – único pedágico existente no estado de Michigan). Esta ponte pênsil  foi inaugurada em 1957 (antes a travessia era feita de balsa) e é a quinta ponte suspensa mais longa do mundo com aproximadamente 8 quilometros de comprimento.

97348-004-A38AB98B Mackinac Bridge photo: britannica.com

Mais informações sobre a Mackinac Bridge aqui.

E lá vamos nós fazer o nosso E lá vamos nós fazer o nosso “batismo” e atravessar a Mackinac Bridge rumo a Upper península.
IMG_0104 Pedágio na chegada na Upper Península.

O nosso objetivo nessa nossa primeira viagem para a Upper península era conhecer as famosas Pictured Rocks na cidade de Munising O tempo de viagem entre Detroit e Munising na Upper península é de aproximadamente 7 horas de carro. Cabe lembrar que depois que se cruza a Mackinac Bridge e pega a estrada em direção a Munising, a estrada é de mão simples mas bem conservada. É recomendado estar com o tanque do carro cheio e com comidinhas a disposição já que as opções de paradas neste trajeto são poucas.

Chegamos em Munising bem a noite e fomos direto para o hotel. Ficamos hospedados no Americiin de Munising, um hotel bom com uma boa relação custo/beneficio e tem a vantagem de ter piscina aquecida coberta, o que é uma boa opção para as crianças no final de um dia inteiro de passeio e que ainda tem energia demais para ficarem trancadas do quarto do hotel. Na alta temporada que vai do mês de maio ao inicio do mês de setembro é aconselhado fazer reservas antecipadas, pois os hotéis lotam. Existem também diversas opções de campingrounds para quem quiser entrar no clima rústico da região.

Campingrounds em Munising clique aqui.

IMG_0080 Centrinho de Munising

Munising é uma cidade pequenininha com aproximadamente 2,500 habitantes e que vive praticamente do turismo. A grande atração de Munising são as famosas Pictured Rocks, que são formações rochosas que beiram a costa voltada para o Lake Superior e as dezenas de cachoeiras espalhadas pela região.

IMG_0081 Munising com o Lake superior ao fundo.

No dia seguinte, após dar uma checada na previsão do tempo, resolvemos fazer o passeio para ver as Pictured Rocks logo pela manhã. Todo mundo fala que o passeio no final da tarde é muito mais bonito pois os raios do sol batem nas rochas enaltecendo as cores, mas como a previsão era de chuva para o fim do dia, resolvemos não arriscar. Bem no centro de Munising onde fica o píer com os barcos tem o local onde vende os tiquetes para o passeios e que também é uma loja de souviniers. Resolvemos fazer o passeio nos barcos tradicionais, os tiquetes para adultos custaram $37 dólares e para criança $10 dólares. Tem também passeios com jet-boats e de caiaque, que deve ser o máximo mas acabamos não fazendo pois choveu no dia seguinte.

IMG_0082

Vale muito a pena o passeio, ele dura cerca de 2 horas e a cor da água do Lake Superior e as formações rochosas são muito bonitas.

Pictured Rocks Cruises information

IMG_0087 Pictured Rocks
Pictured Rocks Pictured Rocks
Pictured Rocks Pictured Rocks
Pictured Rocks Pictured Rocks
DSCN0634 Passeio de caiaque
DSCN0660 Pictured Rocks
DCIM101GOPRO Quando o sol aparecia, a cor da água ficava em um tom verde-esmeralda lindo!!
DSCN0737 Pictured Rocks com o barco que fizemos o passeio vista do alto.

Mais informações sobre Pictured Rocks aqui.

Munising também é conhecida or inúmeras trilhas e cachoeiras. A grande maioria delas é de facil acesso e bem sinalizadas.

Para ver as cachoeiras de Munising, clique aqui.

DSCN0717 Uma das inúmeras cachoeiras de Munising

Este é um pedacinho da nossa viagem para a Upper Península, em breve mais posts sobre esta viagem!!

Rumo a UP North! Parte 2 clique aqui.

Mais informações sobre Munising aqui.

Gostou do post? Clica na estrelinha de curtir aqui em baixo, isso ajuda a divulgar o blog!

Abraços

Juliana

O que levar para os EUA – Morar Nos EUA

Repostando um post antigo, mas que pode ajudar quem vai começar a arrumar as malas para mudar de país!

O que levar para os EUA – Morar Nos EUA.

Custo de vida nos EUA (Post publicado em 2015)

Cost-of-Living-Graphic

Muitas pessoas acham que morar nos EUA é barato. Como já falei aqui no Blog, comprar eletrônicos e roupas nos Outlets é muito mais barato que no Brasil mas o custo de vida aqui é alto. Para morar bem aqui nos EUA você tem que ter uma renda mensal alta se comparada aos padrões brasileiros.

Segue abaixo uma relação média de valores para vocês terem uma idéia do custo de vida aqui. Os valores estão em dólares e com base em uma família de 2 adultos e 1 criança no estado de Michigan.

ALUGUEL: de $1.200,00 a $2.500,00 – vai depender do estado, da localização do imóvel, distrito escolar, se é casa ou apartamento.

  Clique neste link para ter uma ideia do preço do aluguel nos EUA – Preço dos aluguéis nos EUA

CONTA DE ÁGUA: de $30,00 a $80,00 por trimestre

CONTA DE LUZ: de $40.00 a $60.00 por mês (depende da estação do ano)

CONTA DE GAS: de $50.00 a $250.00 por mês – vai variar de acordo com a estação do ano, do tamanho da casa que voce irá morar e com a qualidade do isolamento térmico da mesma. Em estados que nevam no inverno o consumo de gás é bem alto.

TV/INTERNET: de $80.00 a $120.00 por mês – vai depender do plano

PLANO DE SAÚDE:  entre $350,00-$500,00 por mês. Vai depender do plano da empresa e da quantidade de membros da família

SUPERMERCADO (alimentação, produtos de higiene pessoal e produtos de limpeza): de $700.00 a $1800.00 por mês. Depende do número de membros da família e dos hábitos alimentares. Para manter uma alimentação saudável com carne, frutas e verduras vai ter que deixar mais dólares nos supermercados.

PLANO DE CELULAR: de $120.00 a $180,00 por mês para dois aparelhos (depende do plano também)

SEGURO DE CARRO: $150.00 a $200.00 por mês.

ESCOLA : crianças a partir de 5 anos já são aptas a frequentar a escola pública americana, então a escola vai ser de graça. Menores de 5 anos  que precisarem ir para a escola vão para a Pre-School que é paga (em torno de $700 dólares por mês meio período).

– Cabe lembrar que para os recém-chegados como não temos histórico de crédito tudo fica mais caro desde o plano de celular ao seguro do carro.

– Ainda tem que considerar despesas médicas já que mesmo pagando plano de saúde ainda temos que pagar co-participação em consultas médicas e exames (em média a co-participção em consultas varia de $50,00 a 170,00 dólares dependendo do médico). Nunca mais vou reclamar do meu plano de saúde do Brasil!!

–  COMBUSTÍVEL: hoje o galão de gasolina esta custando em média $2,78 dólares aqui em Michigan. (1 Galão = 3.78 Litros). Se for morar fora de uma grande cidade, esqueça transporte público, vai ter que comprar um carro para se locomover.

Atualização: Hoje, Fevereiro de 2016 o galão de gasolina esta em média $1.58 dólares aqui em Michigan.

– Os valores acima são uma média, o custo de vida varia bastante de Estado para Estado e dos hábitos da família.

– Considerar também gastos com restaurantes, viagens e compras para a casa e vestuário.

photo: google
photo: google

Se você já mora aqui nos EUA pode complementar esse post nos comentários com os valores no seu Estado ou com alguma outra despesa que eu tenha esquecido. Se você mora no Brasil, deixe comentários também, de como está a situação por aí.

Abraços

Juliana

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole

Férias escolares = Mamãe sem tempo de escrever no blog!!

Estamos nos meio das férias de verão aqui nos EUA, que duram inacreditáveis 3 meses!  O ano letivo por aqui só começa em Setembro, depois do feriado de Labor Day, então haja criatividade para entreter a criançada!

Já tenho vários posts novos para escrever, o principal deles é sobre a viagem que fizemos para a Upper Península aqui de Michigan, um lugar lindo!  E quem segue o blog no facebook ou no instagran já pode ver algumas fotos que com certeza devem ter mudado a idéia de como é o Estado de Michigan!! Infelizmente a maioria das pessoas acham que Michigan se resume a cidade de Detroit (que por sinal não se resume apenas ao lugar detonado que aparece nos filmes).

Bom, tenham um pouquinho de paciência, o blog não esta abandonado não!!! kkkkkkk

Aos leitores do blog que receberam a aprovação do visto H1b: PARABÉNS !!!!!!!!!! É uma conquista, a realização de sonho!! Agora é só empacotar tudo e começar a contagem regressiva para Outubro!!!

Um grande abraço !!

Juliana

Canadá – Rumo a Montreal

Depois de passar a noite em Toronto, pegamos a estrada rumo a Montreal que fica na província de Quebec. Neste trecho da estrada o visual é mais agradável com a presença de mata no caminho ao invés de plantações e algumas curvas com subidas e descidas o que torna a viagem menos monótona, ao contrário do primeiro trecho da viagem.

No meio do caminho entre Toronto e Montreal paramos par conhecer o National Air Force museum of Canada na cidade de Treton, ON. Como de costume nas nossas viagens, esta visita não foi planejada, apenas vimos a placa na estrada do museu e resolvemos parar para conhecer já que o Theo adora aviões. O museu é pequeno mas bem arrumado, organizado e a entrada é Free.

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National air force Museum

Aproveitamos que estávamos em Trenton e seguimos em direção a Prince Edward Island. Um lugar lindo, com cara de cidade de praia misturada com área rural. Tem diversas vinícolas espalhadas pela região, praias formadas pelo Lake Ontário e vilinhas super charmosas  como cafés, lojinhas e pequenas farms (sítios) vendendo produtos orgânicos. O dia estava de sol mas o vento estava gelado e o local estava bem vazio, mas com certeza no verão deve ser o destino de férias de várias famílias canadenses.

Praias formadas pelo lake Ontario em Prince Edward island
Praias formadas pelo lake Ontário em Prince Edward Island
Prince Edward Island, ON
Prince Edward Island, ON
Prince Edward Island, ON
Prince Edward Island, ON

Paramos para almoçar em um restaurante bem pequeno mas cheio de charme que ficava dentro de uma vinícula. Vimos a placa do restaurante na estrada e resolvemos entrar para conhecer e por lá ficamos para almoçar. Sempre acabamos fazendo boas descobertas nessas nossas viagens sem planejamento!

Casa Dea - otimo restaurante em uma das viniculas de Prince Edward Island
Casa Dea – ótimo opção de restaurante em uma das vinícolas de Prince Edward Island

Chegamos em Montreal no final do dia e foi uma delícia rever nossos amigos brasileiros que estão morando por lá! Aproveitamos o fim de semana para “turistar” por Montreal. Conhecemos o Mont Royal, Vieux-Montreal (que é o bairro histórico da cidade), a região do porto, o Jardim Botânico e o L’Oratoire de Saint-Joseph.

L'Oratorie Saint-Joseph
L’Oratorie Saint-Joseph

Para mim o lado mais interessante de Montreal é a forte influencia francesa que a cidade tem. Por mais que a maioria dos  moradores Montreal falem tanto o inglês como o francês  a língua oficial da cidade é o francês e pelo o que deu para perceber eles não gostam de falar em inglês. Montreal é uma das mais populosas cidades francófonas do mundo! E segundo nossos amigos que estam vivendo lá, Montreal é a parte “rebelde” do Canadá. Parece que essa adversidade entre o lado francês e o lado inglês em Montreal começou lá na Primeira guerra Mundial, quando os habitantes anglófonos apoiaram e o governo e os  francófonos não, e é claro que teve um dedinho dos EUA envolvido nisso tudo. Para saber um pouco mais sobre a história de Montreal clique aqui.

Montreal é uma cidade grande e tem diversas coisa para se fazer e os blogs abaixo dão ótimas dicas sobre o que fazer em Montreal:

Montreal Oficial

Blog Colagen da Luciana Misura – Montreal

Blog Trilhas e Cantos – Montreal em 3 dias

Blog Descubra o Mundo- Montreal

Levamos nossas bicicletas para passear na região do porto em Montreal. Foi bem legal e tem diversos pontos para locar bikes por lá. Um fato curioso em Montreal é que, diferentemente daqui de Michigan onde moramos,  onde as bicicletas são usadas com a finalidade de lazer, em Montreal ela é considerada um meio de transporte propriamente dito. Tanto é que, onde não tem ciclovia, você tem que andar de bicicleta nas ruas e avenidas mesmo, junto com os carros (em algumas avenidas está demarcado no chão onde as bikes tem que circular mas em outras não) e para andar na calçada você tem que descer da bicicleta e empurrá-la. Tivemos que empurrar nossas bicicletas enquanto passávamos pelo calcadão da cidade histórica.

Bikes- ótima opção para passear pela região do Porto de Montreal.
Bikes- ótima opção para passear pela região do Porto de Montreal.
Bixi-in-Montreal-by-Adam-Fagen
Existem diversos pontos desses pela cidade para voce locar bikes em Montreal. foto: google images

Abaixo segue algumas fotos do nosso passeio por Montreal.

Vista do parque olimpico de Montreal
Vista do parque olímpico de Montreal
Jardim Botanico de Montreal
Jardim Botânico de Montreal
Vista da cidade de Montreal do Mont Royal
Vista da cidade de Montreal do Mont Royal
Basilica de Notre-Dame
Basílica de Notre-Dame
Regiao do Porto em Montreal
Região do Porto em Montreal
Vieux-Montreal- Cidade historica
Vieux-Montreal- Cidade histórica
Rua principal entre a regiao do Porto e a cidade historica
Rua principal entre a região do Porto e a cidade histórica

E para fechar esse post matei a minha vontade de comer coxinha e pão-de-queijo original de Minas em Montreal!! Nada como ter amigos espalhados pelo mundo!!

Pão-de-queijo hummmmmm
Pão-de-queijo hummmmmm
Coxinha de frango quentinha, frita ma hora!!
Coxinha de frango quentinha, feita e frita na hora!!

Abraços

Juliana

Visitando o Canadá

download (4)

Aproveitamos o feriado de Memorial Day aqui nos EUA para visitar amigos que moram no Canadá e matar as saudades desse país que foi o motivo  que nos fez quer morar fora do Brasil.

O Estado de Michigan faz divisa com o Canadá através do Detroit River (que une o Lake Huron com o Lake Eire com o pequeno Lake St Clair ali no meio),  do Lake Huron e do Lake Superior. Atravessamos a fronteira dos EUA com o Canadá através do Detroit-Windsor Tunnel que interliga a cidade de Detroit com a cidade de Windsor-ON no Canadá. Essa travessia também pode ser feita pela ponte que une Detroit a Windsor (Ambassador Bridge).

Cabe lembrar que nós brasileiros precisamos de visto Canadense para entrar no Canadá, tem um post de como tirar o visto canadense aqui.

Na hora de passar pela fronteira foi bem tranquilo. Primeiro passamos por uma guarita de pedágio e pagamos a taxa de $4.25 dólares americanos. Depois passamos na guarita da imigração onde tivemos que apresentar os nossos passaportes com o visto canadense e responder algumas perguntas ao agente da imigração como para onde estávamos indo, quantos dias iríamos ficar e porque estávamos morando nos EUA. Foi bem rápido, pensamos que ele iria querer vistoriar o porta malas do carro mas não foi necessário (a volta foi mais rápido ainda, apenas apresentamos os passaportes e o guarda não perguntou nada).

Com o passaporte carimbado entramos em solo canadense com destino a cidade de Montreal que fica na província de Quebec, porém com uma parada estratégica em Toronto para passar a noite e visitar uma amiga canadense, que foi a “mãe” do meu marido quando ele fez intercâmbio no Canadá.

0427_windsor_map (photo by google)

Bom, assim que saímos do outro lado do Detroit River percebemos que a operadora do nosso celular não cobria o Canadá, então tivemos que ligar na operadora e fazer um plano de última hora para habilita-lo para usar no exterior para não termos que pagar fortunas de serviço ROAM. Outra coisa é que a partir do momento em que você entra no Canadá o limite de velocidade nas estradas é menor que nos EUA.

Enquanto nos EUA o limite de velocidade nas auto-estradas é de 70 milhas/hora (120km/h) no Canadá é de 60 milhas/hora  (100 km/h). Uma coisa boa, diferentemente dos EUA,  é que a velocidade é medida em kilometros no Canadá e não em milhas como nos EUA, o que eu achei ótimo! (Tenho que escrever um post sobre a loucura que é o padrão de medidas aqui nos Estados Unidos, tudo diferente).

Outra coisa para quem vai dirigindo dos EUA para o Canadá é que não é permitido o uso de anti-radar nos veículos (em Michigan pode). A condição da estrada estava muito boa, não pegamos nenhum trecho com pedágio e tem vários pontos de parada para abastecer, fazer um lanchinho e utilizar o banheiro como o ONroute.

O dólar americano é aceito no Canadá, porém eles não fazem a conversão, eles consideram $1 dólar americano igual a $1 dólar canadense, então  a gente acaba perdendo um pouco de dinheiro já que o dólar americano vale mais que o canadense e para aumentar o prejuízo quando você paga com dólar americano o troco vem em dólar canadense.

O tempo de viagem de Detroit até Toronto foi de aproximadamente 5 horas contando com as paradas. É uma viagem cansativa pois a estrada é uma linha reta sem grandes atrativos e sempre aquela mesma paisagem de plantações. Desta vez o ipad com alguns filmes da Disney baixados foi a salvação para distrair uma criança de 6 anos no carro.

toronto-3 Toronto (photo by google)

Desta vez não passeamos em Toronto pois não tínhamos tempo. Mas já estivemos três vezes lá antes de nos mudarmos para os EUA e é uma cidade muito legal para passear e com muita coisa para se fazer!

Passamos a noite no Park inn by Radisson que fica bem na saída para estrada que segue para Montreal (longe do centro de Toronto). O Hotel me agradou muito, foi todo reformado, o quarto era espaçoso com duas camas queens, frigobar  (o que foi ótimo para armazenar as bebidas que estavam com a gente no carro), banheiro com ducha ao invés de banheira (o que eu prefiro) e com direito a um patinho amarelo de borracha de mimo para as crianças. O único porém é que o café da manhã não estava incluso no preço da diária ($82,00/noite).

Toronto é uma cidade bem grande com quase 3 milhoes de habitantes, então fique atento aos horários de rush pois você pode pegar grandes congestionamentos nas estradas que passam pelo perímetro da cidade. Se você quiser aproveitar para ficar uns dias na cidade para conhecê-la, recomendo reservar um hotel no centro da cidade e se locomover de metrô ou ônibus e deixar o carro apenas para passeios mais distantes.

Clique no Link abaixo para ver as atrações de Toronto

Atrações imperdíveis em Toronto

Cabe lembrar que se você está indo a passeio do Brasil para outra cidade do Canadá, todos os voos fazem escalas em Toronto, então aproveite e reserve de 2 a 3 dias na ida ou na volta da sua viagem para conhecer essa cidade! Ah, e ela fica pertinho de Niagara Falls também!

No blog Gabi No Canadá também tem várias dicas legais de Toronto!

Aguardem mais posts sobre essa nossa viagem para o Canadá!

Se vocë tem interesse em imigrar para o Canadá, o site “Projeto Canadá” tem muitas informações sobre o assunto.

Abraços

Juliana

Tirando o Visto Canadense

USA Canada Puzzle Concept

Para quem nos conhece sabe que o nosso caso com o Canadá é paixão antiga…. já estivemos no Canadá a turismo algumas vezes, muito antes de pensar em morar aqui nos EUA, na verdade o nosso sonho sempre foi morar no Canadá.

Bom, mas já que não deu para morar no Canadá ficamos felizes em poder morar aqui no país vizinho! Para quem não sabe, Michigan é um dos estados americanos que faz divisa com o Canadá. Da cidade de Detroit basta atravessar a ponte sobre o Detroit River que você já está na cidade de Windsor no Canadá. Americanos e Canadenses tem trânsito livre na fronteira, porém nós brasileiros, precisamos ter o visto Canadense para entrar em solo canadense (mesmo tendo visto americano de trabalho).

O processo para tirar o visto canadense, estando aqui nos EUA, é simples apenas a parte de enviar os passaportes pelo correio que me deixou meio confusa. Como aqui em Michigan não temos um consulado canadense fizemos a solicitação dos vistos online. O primeiro passo é entrar no site do Consulado canadense e preencher todo aquele formulário padrão sobre toda a sua vida no qual você tem que anexar cópias digitais dos seus documentos, vistos, comprovantes de trabalho e de renda). Formulário preenchido você paga as taxas online ($100 dólares canadenses por visto) através do seu cartão de crédito e aguarda o recebimento de um email de confirmação.

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Michigan e Canadá, separados apenas pelos grandes lagos.

A partir daí você sempre receberá notificações sobre o andamento da sua aplicação através do próprio site do consulado (você terá que criar uma conta no site com login e senha). Após a sua documentação ser analisada você vai receber uma notificação para enviar os seus passaportes via correio para o Visa Application Center (VAC) que fica localizado em New York. Neste momento você tem que colocar os passaportes junto com o papel que tem o seu application number com o código de barras, mais um envelope pré-selado e registrado para o retorno dos passaportes dentro de um outro envelope, levar até a agência dos correios mais próxima, pagar uma taxa (VAC fees)  de $31,19 dólares por passaporte através de um money order (você paga diretamente nos correios) e rezar para o seu passaporte voltar para sua casa são e salvo! Importante guardar o trecking number dos dois envelopes para que você possa acompanhar onde estão os seus passaportes.

Fiquei super apreensiva em enviar os nossos passaportes com os nossos vistos americanos pelo correio, afinal os nossos passaportes com o visto americano são os únicos documentos oficiais que comprovam que podemos ficar aqui nos EUA legalmente, mas no fim deu tudo certo. Após enviados, os nossos passaportes retornaram para nós em 20 dias. Cabe lembrar que o visto canadense vai ter a validade baseada na data de vencimento do seu passaporte, isto é, se o seu passaporte é valido por  3 anos o seu visto canadense será valido por 3 anos, se ele é valido por apenas 1 ano o seu visto canadense será válido por apenas 1 ano. Então fiquem atentos a data de validade do seu passaporte antes de tirar o visto canadense.

Agora com visto em mãos, vamos aproveitar que o Canadá esta aqui do ladinho para visitar novamente esse país lindo que é o Canadá!

Site do Consulado Canadense

Abraços

Juliana

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole

Como são as casas americanas – Morar nos EUA

Repostanto este post que escrevi no ano passado sobre como são as casas aqui nos EUA.
Curiosamente um dos posts mais lidos do blog!!

Morar nos EUA

 Quando eu viajava a passeio para os EUA morria de curiosidade de entrar em uma casa típica americana, para ver como elas eram por dentro e conferir se elas eram iguais as dos filmes. Agora eu moro em uma e existe sim,  algumas diferenças com relação as residências do Brasil.

– O método de construção aqui é totalmente diferente. Em 90% das casas apenas a parte do basement (porão) é feita de alvenaria (tijolo+cimento), todo o resto da estrutura das casa é em madeira e drywall. Mesmo aquelas mansões enormes são feitas desse jeito. Em função disso a  construção de casas aqui é um processo bem rápido. E também em função disso elas saem voando quando tem tornado.

IMG_0931 Casa sendo construída nos EUA

– Como falado aqui, quase todas as casas tem os famosos porões (basements). Mas não fique com aquela idéia de porão como um lugar escuro e úmido…

Ver o post original 801 mais palavras

ESL- English Second Language: Estudando inglês nos EUA

ESL logo

Sempre frequentei escolas de línguas no Brasil, desde de criança até adulta. Fazia alguns anos de curso,  cansava e parava, depois voltava a estudar e boa parte do que eu tinha aprendido nos cursos anteriores eu já havia esquecido e o meu inglês não saia daquele nível intermediário. Quando viajava para o exterior, voltava decidida a por foco nas minhas aulas de inglês, pois nessas situações eu percebia o quanto o meu inglês estava ruim.

Quando surgiu a oportunidade de morar aqui nos EUA pensei comigo mesma: “AGORA VAI! Ou eu aprendo inglês ou eu aprendo inglês! Não tem como não aprender a FALAR em inglês morando em um lugar onde todas as pessoas falam inglês, a TV é em inglês, jornais, revistas e rádio tudo em inglês!!!”.

Assim que chegamos aqui, meu marido foi trabalhar (obrigado a falar, ler e escrever em inglês no ambiente  de trabalho diariamente), meu filho foi para a escola (inglês na orelha das 9 da manhã às 4 da tarde, aprender a se comunicar em inglês foi uma questão de “sobrevivência” para ele no ambiente escolar) e eu fiquei em casa … resultado: depois de um ano morando aqui, o meu inglês de “ouvir” e “entender” melhorou muito mas o meu “falar” em inglês continuava intermediário, travado. Frustante.

aprender-ingles

Comecei a ficar preocupada pois descobri que tem muitos brasileiros que moram aqui nos EUA há muitos anos e que não falam um inglês fluente. Um dos principais motivos é que eles acabam se fechando em comunidades de brasileiros e acabam não praticando o falar em inglês e também não se relacionam com os americanos (sei que não é facil fazer amizade com americanos, mas não é impossível, principalmente se você tem filhos em idade escolar). Minhas amigas aqui são todas brasileiras, algumas falam inglês super bem, mas quando estamos juntas a gente só conversa em português, porém não queria ver o tempo passar e não ver o meu inglês evoluir pois, um dos meus principais objetivos quando nos mudamos para cá era mudar o status do meu inglês de intermediário para FLUENTE!!!!

Comecei a procurar cursos de inglês, mas a maioria era no período da noite ou ficava longe da minha casa, o que tornava inviável. Procurei professores particulares de inglês mas a hora/aula era muito cara e eu não queria ficar restrita a conversar apenas com o professor. Foi então que em uma das reuniões da escola nova do meu filho, para os pais das crianças estrangeiras, uma professora nos indicou um curso de inglês para adultos (ESL) que era ministrado pelo próprio distrito escolar.

Foi perfeito! O horário batia com o período em que meu filho esta na escola e como ele é vinculado com o distrito escolar ele segue o mesmo calendário, então quando não tem aula na escola das crianças também não tem curso de inglês. O preço também era bem atrativo ($480.00 dólares por 16 semanas de curso, totalizando 120 horas de aula de inglês).

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Para se matricular no curso é necessário ter mais de 20 anos, fazer uma prova escrita em uma data pré-determinda, levar documento de identificação, comprovante de endereço e já pagar o valor total do curso. Cabe lembrar que para quem  é cidadão americano, residente permanente ou tem status de asilado o curso é gratuito.

Fiz a prova e para minha surpresa entrei no nível 6, que era o último nível do curso. Minhas aulas começaram em janeiro e vão até quase o final de maio deste ano, e um outro módulo se inicia em setembro. No primeiro dia de aula, eu fiquei um pouco perdida pois percebi que os outros alunos falavam inglês muito melhor do que eu. Como a prova foi só escrita, eu acabei indo bem pois consigo ler e escrever bem em inglês, o meu problema sempre foi falar, acho que se tivesse uma prova oral, tipo uma entrevista em inglês eu teria entrado em um nível anterior. Mas hoje eu vejo que foi ótimo eu ter entrado nessa turma pois isso tem me estimulado a “soltar a língua” na sala de aula.

Durante as duas horas e meia de curso que tenho por dia (tenho aulas as terça, quartas e quintas-feiras), o foco é na conversação, não tem quase nada de gramática,  a gente sempre discute temas do noticiário do dia anterior, fazemos palavras cruzadas em grupos, assistimos à vídeos para depois discutir sobre o tema abordado, aprendemos bastante “phrasal verbs”, “slangs” e “idioms”. Também jogamos jogos de tabuleiro e do tipo “Imagem e Ação” . O curso está respondendo bem as minhas expectativas e além de praticar o “falar” em inglês é muito interessante o mix de culturas que tem dentro da sala de aula. Na minha sala tenho colegas do Japão, China, Coreia do Sul, Vietnã, Alemanha, França, Iraque, Síria, Ucrania, Argentina e Peru. Sempre que surge algum assunto mais polêmicos cada um fala com o determinada situação seria abordada no seu país, também conversamos bastante sobre as diferenças culturais entre os países.

note

A minha sala é composta praticamente por mulheres que estão aqui por que os maridos  vieram para os EUA para trabalhar ou estudar (principalmente os orientais, que vem para os EUA fazer doutorado e obter o PhD).

Outro fato que tem ajudado a praticar  o meu inglês é que vou uma vez por semana como voluntária na escola e tenho amizade com mães americanas de coleguinhas de classe do meu filho, que me ajudam com algumas expressões em inglês que as vezes eu não entendo.

Hoje percebo que não dá para aprender a se comunicar fluentemente em inglês, mesmo morando nos EUA,  se você não estudar inglês. O fato de você morar em um país onde se fala a língua inglesa não vai fazer o seu inglês melhorar se você não se esforçar para falar a língua. Sotaque você sempre vai ter, e alguns erros gramaticais também, não tem jeito, mas o importante é você conseguir se comunicar com as pessoas de uma maneira clara, que ela te entenda, conseguir desenrolar uma conversa naturalmente, sem travar! Eu brinco aqui que o único que vai voltar para o Brasil falando  inglês igual a um americano aqui em casa é o nosso filho de 6 anos, mas eu continuo estudando em busca do meu inglês fluente!!

Contato da escola de inglês:

Walled Lake Consolidated Schools Adult Education

Segue abaixo o link de alguns sites que podem  ajudar a turbinar o seu inglês!

VOA- Voice of America

inglês na ponta da língua

EngVideos

inglês online

Abracos

Juliana

Canais e sites legais para dar um UP no seu Ingles

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar o blog mas não copie e cole

Como é morar em Michigan

Hoje saiu a entrevista que eu dei para a Lu lá do Blog Viver nos EUA. Segue abaixo o link!

Como é morar em Michigan

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1- Em que cidade e estado americano você mora? Há quanto tempo você vive nos Estados Unidos e em que parte do Brasil você morava antes de vir para cá? (pode falar um pouco sobre como veio para cá também)

 Estamos morando nos EUA  desde novembro de 2013. Primeiro moramos na cidade de Canton aqui em Michigan e agora estamos morando em Wixom, também em Michigan. É uma cidade pequena, como a maioria das cidades de subúrbio, mas todas muito próximas umas das outras e com inúmeras opções de comércio e lazer. No Brasil morávamos no estado de de São Paulo. Nos mudamos para os EUA pois apareceu uma oportunidade de trabalho para o meu marido na área dele aqui, e como sempre tivemos vontade de passar pela experiência de morar em outro país, resolvemos encarar esta aventura!

2- Como foi sua adaptação, tendo em mente as diferenças entre a cidade brasileira que você morava e sua vida aqui?

Não tivemos muito problemas com relação a adaptação, posso dizer que me adaptei mais rápido do que eu esperava. Claro que a língua é sempre uma barreira no início, mas isso nunca me impediu de me relacionar com as pessoas e explorar a nossa nova cidade.  A presença de amigos brasileiros que já moravam aqui na região nos ajudou muito nessa adaptação além disso, o fato do meu filho frequentar a escola pública aqui abriu uma oportunidade para eu ajudar como voluntária na escola o que me ajudou a conhecer as mães americanas. Assim que chegamos aqui, tivemos que começar a vida novamente do zero e entender como o sistema funciona, mas depois dos 3 primeiros meses tudo entrou nos eixos e vida entrou na rotina novamente.

3- O que você mais curte na sua área?

Em primeiro lugar a segurança. Mesmo estando a apenas meia hora de Detroit que é considerada uma das cidades mais violentas dos EUA, nós nos sentimos muito seguros aqui em Michigan. Poder entrar e sair de casa sem ter que procurar por algum “suspeito”, deixar o seu carro estacionado em qualquer lugar, sem medo de que ele possa ser roubado e ficar parada no semáforo com o vidro do carro totalmente aberto (no verão de Michigan claro!) para mim não tem preço. Em segundo, lugar é a presença de boas escolas, meu filho adora a escola, e já está fluente em inglês, isso vai ser um diferencial no futuro dele. Além disso a presença de muita áreas verdes e inúmeros parques para recreação aos finais de semana. Uma outra coisa linda aqui de Michigan e que eu adoro e poder presenciar a mudança das estações do ano, cada estação aqui e muito bem definida e cada uma tem a sua beleza, mas a minha preferida é o outono, é lindo ver as folhas das árvores se tingindo de vermelho, laranja e amarelo! É uma paisagem que não temos no Brasil e acho que por isso me encanta tanto!

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Outono

4- O que você menos gosta dessa área?

Os meses de inverno em Michigan são os mais difíceis. No começo é legal, a neve é linda, brincamos na neve, fazemos sledding, mas depois de 2 meses de muito frio e neve, começa a baixar uma certa depressão. Um outro ponto negativo é falta de transporte público. Não existe linhas de ônibus, nem de trem, nem metro e táxi só o do aeroporto. Aqui você é obrigado a ter um carro.

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Inverno em Michigan

5- O que mais te surpreendeu nessa cidade/estado assim que você chegou aí?

O sistema aqui funciona. Não existe a burocracia enorme que tem no Brasil e nem o famoso “jeitinho”. Regra é regra para todo mundo. Outra coisa que me chamou a atenção foi a quantidade de áreas verdes, parques e as praias que tem na região norte de Michigan formadas pelos grandes lagos (Great Lakes).

6 – Como você descreveria sua a vida nessa cidade ?

Nossa vida aqui é muito tranquila. Não existe tränsito (a não ser quando tem algum acidente ou neva muito no inverno) e nem violência. Temos acesso fácil a vários supermercados, shoppings e opções de lazer. A única coisa de quem sentimos falta é da nossa família que ficou no Brasil, principalmente aos finais de semana.

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7-Quais atrações turísticas da sua área você já visitou e quais delas você ainda não visitou e por que?

A região em que moramos não é uma área turística. Dificilmente alguém do Brasil vai escolher Michigan como destino de férias nos EUA.  A grande maioria das pessoas que vem para a região de Detroit é para negócios ou para participar de congressos, principalmente relacionados com a indústria automobilística. Mas Michigan tem muitas boas surpresas! Existem diversos museus na região de Detroit, ainda não tive a oportunidade de ir, mas dizem que o Detroit Institute of Arts é muito bom, tem o Detroit Zoo que fica em Royal Oak que é bem legal para passear com crianças, o Henry Ford Museum que conta um pouco da história americana e da indústria automobilística. Passear no Riverfront em downtown Detroit e observar a cidade de Windsor no Canadá ali do outro lado do Detroit River também é um ótimo passeio para os dias quentes de verão, e se vocë tiver visto Canadense é só cruzar a ponte que vocë já esta no Canadá. Tem também um museu a céu aberto chamado Greenfield village que fica na cidade de Dearborn, bem próximo a Detroit, é um lugar muito legal, que reproduz uma vila americana do início do século dezenove, sempre tem atividades especiais em datas comemorativas e vale muito a pena a visita, um passeio para a família inteira!

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Institute of Arts

Durante os meses de verão uma visita as praias da região norte de Michigan é passeio obrigatório. A região é muito verde, muito linda e a cor turquesa e a imensidão do lago Michigan no verão é uma surpresa indescritível! Se tiverem a oportunidade de irem para o norte de Michigan não deixem de visitar as cidades de Traverse City, Sleeping Bear Dunes, Mackinac Island, Petroskey, Silver Lake dunes. E muito comum durante o verão as famílias locarem trailers e acamparem nos diversos parques que tem na região norte. Dizem que a Upper Peninsula de Michigan é linda também, estamos programando para conhecer esse ano.

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Praias de Michigan

8- Quando seus amigos e familiares brasileiros te visitam onde você os levam (algo imperdível para se fazer aí) e onde você jamais os levaria (algo que é uma perda de tempo ou uma tourist trap)?

Ainda não recebemos muitas visitas, apenas dos nossos pais, que quando chegaram aqui o que eles mais queriam era curtir o neto e além disso eles vieram nos meses frios, então não tinha muita coisa outdoor para fazer. Mas baseada na experiência de amigos que já receberam várias visitas, uma das primeiras coisas que todo mundo que fazer logo que chega aqui é compras. Então uma ida aos outltes é parada obrigatória para as visitas. Depois das compras acho interessante apresentar o lado legal de Michigan como os parques e praias como já falei (no verão claro!). Um dia de passeio em Detroit também tem que estar na programação, pois todos tem uma imagem muito errada desta cidade. É claro que tem bairros violentos nos quais não passamos nem perto, mas a região de Downtown Detroit está toda revitalizada, tem ótimos museus, estádios para assistir aos jogos e ótimas opções de restaurantes.

9- O que você faz nos fins de semana para relaxar e como é o lazer na sua cidade?

Nos meses de primavera, verão e outono, as opções para relaxar nos finais de semana são ir aos parques, fazer pic-nic, andar de bicicleta, passear para a região norte do Estado. Durante o inverno a gente acaba ficando mais dentro de casa, mas gostamos de ir ao cinema, casa de amigos, praticar ice-skating. Quando a temperatura permite gostamos de fazer sleeding nos parques. Para quem gosta e sabe esquiar, tem algumas opções de estações de Ski no norte de Michigan.

10- Há um perfil “típico” de pessoas que vivem onde você mora? Seja em personalidade, idade, nível educacional, aspirações ou qualquer outra coisa que você possa ter notado ao morar aí?

A maioria das pessoas que moram aqui na nossa região são pessoas que trabalham na indústria automobilística. Por causa disso também tem muitos estrangeiros por aqui. Eu percebo que as pessoas aqui são muito tranquilas, e as famílias são bem grandes, com uma média de 3 a 4 filhos por casal. Os americanos são também muito patriotas e adoram demonstrar o orgulho que tem pelo seu pais, isso e visto pela quantidade de casas com ostentam a bandeira dos EUA do lado de fora e pela participação ativa da população em datas comemorativas como no feriado de 4 de julho. Me dou bem com os americanos, depois que te conhecem eles são pessoas bem receptivas, mas aqui cada um cuida da sua vida, percebi que desde de crianças os americanos aprendem a ser bem independentes. Ninguém te julga pela roupa que você veste ou pelo carro que você tem. Como qualquer país, aqui eles tem alguns hábitos e costumes diferentes dos nossos brasileiros, mas essa é grande experiência de se morar em outro país, o contato com outras culturas e formas de pensar e olhar o Brasil e nós, brasileiros, por uma outra perspectiva.

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Patriotismo Americano

11- Você trocaria sua vida onde mora ou já pensou em se mudar para outra região/cidade dos EUA ? Por que sim? Por que não?

Por enquanto não pretendo sair aqui de Michigan, estou gostando de morar aqui e ainda temos muito o que explorar dessa região. Tem o problema do frio, mas eu costumo dizer que a beleza do verão e do outono compensa o inverno gelado. No futuro, se aparecer uma oportunidade de morar em um Estado mais quente ou até em outro país, estaríamos abertos a mais uma nova experiência.

12- Você já morou em outra parte/cidade dos EUA? Como você compararia ela a cidade onde você vive atualmente? 

Esta esta sendo a nosso primeira experiência em morar em outro pais

13- Com o que você se acostumou mais rápido?

Me acostumei rápido com a facilidade de ter tudo sempre perto de mim como grandes redes de supermercados, shoppings, lojas e não ter que enfrentar tränsito para me locomover entre os lugares.

14- Com o que você não se acostumou nos EUA até hoje?

Me acostumei com tudo aqui, é muito fácil se adaptar aos EUA, desde que você esteja aberto a novas experiências. Poderia falar da comida, mas não temos o hábito de comer muito fora de casa, em restaurantes, então acabo cozinhando as mesmas comidas que fazia no Brasil. As vezes não encontro um ou outro ingrediente, mas nada que se torne um problema.

15- Você já pensou em voltar para o Brasil? Quando isso aconteceu- caso tenha acontecido- e por quê?

O nosso visto aqui e temporário, pois é um visto de trabalho. Um dia teremos que voltar para o Brasil. A minha vontade é de ficar aqui, principalmente pela questão da segurança e pelo futuro do meu filho. Sentimos muita falta da nossa família que ficou no Brasil, mas se pudéssemos escolher ficaríamos morando aqui.

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Detroit

16- Você tem algum conselho que gostaria de dar para aqueles que desejam morar na sua cidade e/ou nos EUA?

Muitas pessoas sonham em vir morar aqui nos EUA.  O meu conselho é que se você quer vir morar aqui, corra atrás, estude inglês e se especialize. Tem que ser uma decisão muito bem pensada. Aqui é uns país seguro, com ótimas escolas, ótimas opções de lazer, mas também tem que se trabalhar muito e o custo de vida não é barato. Algumas pessoas se iludem achando que nos EUA tudo é mais barato que no Brasil mas não é bem assim. Comprar um carro ou fazer compras nos Outltes pode até ser mais barato que no Brasil, mas pagar aluguel de casa, arcar com um plano de saúde, contas de água, luz e gás pesam bastante no orçamento no final do mës, então tudo tem que ser levado em consideração. É uma mudança de vida muito grande, as culturas são diferentes e você sempre será um estrangeiro aqui.

Abraços !!

Juliana

Como é morar em Michigan – entrevista para o blog www.descobriaamerica.com.br

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