Preparar a mudança para os EUA

A data da viagem esta se aproximando então esta semana eu comecei a organizar a nossa mudança. Vamos viajar com seis malas de até 32 Kg cada, então temos que selecionar o que é prioridade. Estou separando as coisas em três departamentos: o que vamos levar para os EUA, o que vai ficar na casa dos nossos pais para eles levarem para a gente quando forem nos visitar e a coisas que ficarão guardadas no Brasil mesmo.

Todo este processo de mudança me faz ver como a gente junta tralha!! Tem coisas que a gente nem lembrava que tinha, isto é, não fizeram a menor falta até agora.
Entre os objetos pessoais que vamos levar, optamos por levar as coisas que tornam a nossa casa em um lar e que queremos transferir para a nossa futura casa nos EUA, entre estes objetos estão nossos porta retratos, os brinquedos preferidos do nosso filho, as nossas canecas preferidas do cafe da manhã, fotos da família e outras coisas importantes para nós.

Sobre as roupas, vamos morar no Estado de Michigan que nesta época do ano está entrando no inverno, então como vamos pegar muito frio nos próximos seis meses  vamos levar as roupas de inverno que temos  e o resto vamos comprar lá pois financeiramente não vale a pena levar. Daqui  alguns dias vamos ver como vai ser na hora de arrumar as malas !

Providências antes de deixar o País

 

 

A data para deixar o Brasil está se aproximando e temos inúmeras providencias a tomar. São tantas coisas que resolvi fazer um check-list para poder visualizar melhor, ai vai ele:

1- Notificar a escola do Theo que ele  vai sair antes do final do ano letivo;

2- Solicitar na escola uma carta de apresentação dele em inglês. Caso ele já estivesse no ensino fundamental seria necessário solicitar o histórico escolar;

3- Mandar fazer a tradução juramentada da carteira de vacinação do Theo, pois esta é obrigatória para fazer a matricula dele na escola americana;

4- Todos os membros da família devem realizar um check-up médico e odontológico além de exames laboratoriais;

5- Colocar a nossa residência do Brasil para locação; (atualização: conseguimos locar antes de deixarmos o Brasil, asssim nós mesmos assinamos os contratos)

6- Avisar os vizinhos que estamos de partida e a casa terá novos moradores;

7- Cancelar todos os débitos automáticos, luz, telefone, gás, TV por assinatura e internet (esta vamos deixar por último claro !)

8- Ir ao banco e notificar o gerente da viagem e ver se é possível manter a conta aberta no Brasil para recebimento de alugueis; (atualizando: mantivemos uma conta aberta para recebimento de aluguel  no Brasil)

9- Fazer a comunicação de saída do Pais no site da Receita Federal; (atualização: essa declaração só é necessária depois de 1 ano morando no exterior)

10- Como não vamos levar mudança, separar o que vamos vender no garage sale, o que vai ficar guardado na casa de familiares e o que vamos levar (desde que caiba nas malas !!!);

11- Emitir uma certidão negativas de débitos, para sair do pais sem dever nada para ninguém;

12- Escolher uma pessoa para ser o nosso procurador aqui no Brasil;

13- Tirar cópias de documentos pessoais, passaportes com o visto americano e deixar com um familiar aqui no Brasil (procurador);

14- Separar todos os documentos que deverão ir conosco como documentos pessoais, carteira de motorista, certidão de casamento e de nascimento com suas respectivas traduções juramentadas, carteira de vacinação do Theo, relatórios médicos se necessários, última declaração do imposto de renda (pois em 2014 teremos que declarar o ano calendário de 2013) e claro, os passaportes com o visto americano.

15- Vender os carros

16- Organizar um churrasco de despedida para os familiares e amigos claro !!!

Será que esqueci de alguma coisa? Se algo estiver faltando podem complementar este post! Com certeza vai ser de grande ajuda !

Visto americano – eles chegaram !

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Agora esta confirmado! Os nossos vistos chegaram e agora podemos morar nos EUA! É uma mistura de sentimentos pois estamos muito felizes que deu certo mas ao mesmo tempo da um frio na barriga em imaginar que agora e pra valer, vamos ter que deixar tudo, casa, família,amigos e começar tudo de novo em um outro pais.

Vai ser uma grande loucura, uma experiencia única!! Estamos empolgados e ao mesmo tempo com medo do que nos espera , e se nao der certo? Agora já foi, como disse um amigo “quem mandou a gente procurar, agora que achamos temos que enfrentar!”

Escola Nos EUA – Morar nos Estates

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Temos um filho de quase cinco anos, então a nossa mudança para os EUA envolve também a procura de escola para ele.

O sistema de ensino americano é bem diferente do nosso. Nos Estados Unidos não é a gente que escolhe a escola dos nossos filhos, o que determina onde o seu filho vai estudar é o endereço da sua residência (distrito escolar). Então a nossa busca por casa para alugar nos EUA envolve em paralelo as opções das escolas daquela região isto é, onde as escolas são melhores o valor do aluguel é maior.

O Theo irá completar 5 anos em outubro então ele já esta apto a entrar no Kindergarten do ensino público americano pois, no estado de Michigan, a criança tem que ter 5 anos completos até 01 de novembro de 2013 para estar apta a entrar na escola pública, isto quer dizer que tivemoTs muita sorte pois, caso contrário ele só poderia começar a frequentar a escola nos EUA a partir de setembro de 2014 e se quiséssemos que ele fosse a escola teríamos que pagar um Day Care (escola particular) para ele.

A idade de corte varia de Estado para Estado, na grande maioria deles a criança tem que ter 5 anos completos até 01 de setembro.

O ensino nos EUA é dividido da seguinte forma:

– Kindergarten (5-6 anos)

– Elementary School : 1th grade (6-7 anos), 2th grade (7-8 anos),3th grade (8-9 anos), 4th grade (9-10 anos), 5th grade (10-11 anos)

– Middle School: 6th grade (11-12 anos), 7h grade (12-13 anos) 8th grade ( 13-14 anos)

– High School: 9th grade (14-15 anos), 10th grade (15-16 anos), 11th(16-17 anos), 12th grade (17-18 anos)

Um site que tem me ajudado muito a conhecer as escolas americanas é o Greatschools, nele é possível ver fotos da escola, estatísticas e o principal: a nota da escola, isto é se a escola é boa ou não.

Vou escrever mais sobre as escolas, aguardem novos posts !!!

Visto Americano – A Entrevista

Agendamento feito no site do consulado, chegou o dia. Primeiro fomos ao CASV (Central de atendimento ao solicitante de visto). Escolhemos a unidade do bairro da Lapa, pois para nos era a mais próxima. Foi tranqüilo chegar ao local e há vários estacionamentos próximos. Estacionamos no primeiro que a gente viu que cobrava R$ 20,00 como preço único. No fim perdemos dinheiro, pois havia outros na mesma rua que cobravam R$10,00 a primeira hora e R$ 5,00 as demais.

Fomos só eu e o Leo, pois menores de 18 anos não precisam acompanhar os pais. No local não é permitido entrar com eletrônicos.

Nosso agendamento era às 14:30hs, chegamos com uma hora de antecedência (estávamos com medo do trânsito de São Paulo) e fomos atendidos imediatamente. O processo foi super rápido, entregamos as DS-160 de nós três mais o documento com o número da petição do Leo, os passaportes novos e os antigos que já tinham  visto americano . A recepcionista analisou os papeis e nos devolveu os passaportes com as DS-160 carimbadas e o papel do agendamento e confirmou a nossa entrevista para o dia seguinte no Consulado Americano em São Paulo.

 Fomos direcionados para cabines individuais onde foi realizado o registro de nossas digitais e feita a foto. Como o Theo não estava presente tivemos que entregar uma foto 5X7 recente dele (a mesma enviada online durante o preenchimento da DS-160). O processo todo durou 10 minutos, muito rápido, organizado e atendentes bem humoradas.

 No dia seguinte pela manhã fomos ao Consulado Americano em São Paulo. Paramos o carro no estacionamento que cobrava R$15,00 e deixamos os celulares no porta luvas do carro trancado (NÃO pode entrar com celular, nem desligado).

Entramos naquela fila tradicional que se forma do lado de fora do Consulado e esperamos a nossa vez de entrar (o papel com a confirmação do horário do agendamento deve estar em mãos). Em um primeiro momento dentro da área externa do consulado o atendente solicita os passaportes e as DS-160. A maioria das pessoas tinham os seus passaportes recolhidos junto com a DS e eram orientados a entrar na fila e aguardar chamar pelo nome lá dentro do consulado. No nosso caso, como é um visto H1-B a atendente olhou e nos devolveu os passaportes com a DS e nos orientou a aguardar na fila e assim que entrássemos no consulado nos dirigir diretamente para a cabine 19 ou 20.

 Para entrar no consulado você passa por uma revista, até o cinto o Leo teve que tirar e todos os papeis devem estar dentro de uma pasta, não pode entrar com nada solto, pois tudo passa pelo RX.

 Dentro do Consulado nos dirigimos para a cabine especificada e a atendente nos solicitou os passaportes, a DS-160 e o recibo com o numero da petição. Ela perguntou qual era o motivo da viagem e pediu que nos aguardássemos sermos chamados pelo nome para fazer a entrevista. Quando fomos chamados (eles chamam pelo nome do requerente principal do visto) nos entregaram novamente os passaportes e nos dirigimos para a cabine da entrevista a qual é feita por um agente consular americano. A atendente era muito simpática, porem fez a entrevista toda em inglês com o Leo, para mim ela não perguntou nada. Tivemos que novamente registrar nossas digitais entregar os passaportes, a DS-160 e a petição completa. Ela perguntou o motivo da viagem, para qual empresa o meu marido esta indo trabalhar, qual a função que ele vai exercer na empresa, onde ele trabalha no momento e em que cargo, onde ele fez faculdade. Na verdade ela só estava checando dados, pois ela tinha todas estas informações na tela do computador a sua frente claro! Depois ela nos devolveu (de novo) os passaportes e pediu para irmos até o caixa para pagar a taxa de reciprocidade no valor de 300 dólares (são cem dólares por pessoa). Não precisa levar em dinheiro pois eles aceitam cartão de crédito. Depois de pagar a taxa, voltamos para a mesma cabine, entregamos o recibo de pagamento junto com os passaportes e as DS-160. Ela nos entregou um informativo com os direitos dos trabalhadores nos EUA e para aguardarmos a chegada dos passaportes pelos correios em até dez dias úteis. Pronto!! Ficamos dentro do consulado por uma hora, foi tranqüilo e organizado, agora é só esperar os passaportes chegarem!!!

 Renovando o H1b/H4 – post de novembro de 2015

Visto H1-B – O Processo

Estamos indo para os Estados Unidos com o visto H1-B isto é, o meu marido irá trabalhar em uma empresa americana. Não estamos indo como expatriados, que é o caso de pessoas que vão para os EUA transferido dentro da mesma empresa (Visto tipo L). O requerente principal do H1-B pode levar o conjugue e filhos solteiros até 21 anos (neste caso visto H-4, o qual é uma variação do H1-B).

O visto H1-B permite que você trabalhe nos Estados Unidos pelo período de 3 anos, sendo que este pode ser renovado por mais três. Cabe lembrar que o visto H4 permite estudar nos EUA porém não permite trabalhar.

Todo o processo ocorreu lá nos EUA. Meu marido foi ate lá conhecer a empresa e fazer a entrevista para o emprego, como houve um acordo entre as partes a empresa entrou com um processo perante ao governo americano (USCIS) para poder contrata-lo.

Foi necessário encaminhar vários documentos além dos pessoais como diplomas da faculdade, da pós-graduação, MBA, experiência profissional entre outros. Lembrando que tivemos que providenciar a tradução juramentada de todos estes documentos.

Todo ano o governo americano disponibiliza um número determinado de vistos H1-B e a empresa que tem interesse de contratar um estrangeiro tem até o dia 01 de abril de cada ano para dar entrada na petição do visto e o futuro funcionário (sendo a petição aprovada) só poderá começar a trabalhar nos EUA a partir de 01 de outubro. Foi uma loucura atrás de todos os documentos para dar tempo de dar entrada no processo.

Li que este ano houve 124 mil solicitações para este visto nos primeiros dias e que as 65 mil cotas foram preenchidas na primeira semana além das 20 mil cotas adicionais destinadas para profissionais estrangeiros que se formaram em universidades americanas.

No nosso caso, a empresa deu entrada na petição em abril deste ano e só ficamos sabendo da aprovação no final de Julho! Imagina a expectativa em que estávamos! Depois de receber a petição aprovada é necessário entrar no site do consulado americano no Brasil, preencher a famosa DS-160, pagar a taxa de emissão de visto e agendar a entrega da documentação no CASV e a entrevista no Consulado Americano. Como estamos tirando o visto de nos três juntos, fizemos o agendamento familiar e o nosso filho, por ser menor de idade, não precisa comparecer.

Todas estas informações eu encontrei no site do Consulado Ameicano.

Informações mais detalhadas sobre o visto H1B neste site, só que esta em ingles.

Requisitos para o Visto H1B

Informações sobre custos e taxas neste post.

Nossa entrevista no Consulado Americano

Renovando o H1b/H4 – post de 2015

Empresas que contratam através do Visto H1B

“Loteria” do visto H1b

Nota de atualização do post – Janeiro 2016: Quando a nossa aplicação para o H1B VISA foi feita em 2013 não teve a “loteria” para o H1B como ocorreu no ano passado (2015).

Outra novidade é que desde de Maio de 2015, o dependente do H1B isto é, o portador do Visto H4 poderá receber uma autorização de trabalho. Maiores detalhes no link abaixo:

Autorização de trabalho para portadores do visto H4 (dependentes do H1B)

Abraços

Juliana

Visto Americano

Se você tem a intenção de morar nos Estados Unidos, com certeza já deve ter pesquisado a respeito dos tipos de vistos existentes. Se ainda não começou a sua pesquisa o primeiro passo é entrar no site do Consulado Geral dos Estados Unidos  para obter todas as informações necessárias.

Podemos dividir os tipos de vistos em duas grandes categorias: os vistos temporários de viagens aos Estados Unidos e o visto de imigração para os Estados Unidos. A grande maioria dos vistos solicitados são os  vistos temporários ou de Não-Imigrantes, como foi o nosso caso. Na página do consulado americano e só clicar no ícone VISTOS em seguida em VISTOS TEMPORÁRIOS que você irá encontrar o link que vai te levar para a página referente aos tipos de vistos temporários.

VISTOS TEMPORARIOS (NÃO-IMIGRANTE)

VISTO DE TRABALHO

Se você pretende ir a os Estados Unidos com a intenção de trabalhar temporariamente em um emprego pré-combinado, você necessita de um visto H. Este trabalho precisa de aprovação prévia por parte do Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS), com base em uma petição de trabalho (Form I-129) submetida pelo empregador americano.

O Visto H-1B (ocupação de especialista) é requerido por funcionários que pretendem viajar aos Estados Unidos numa função profissional pré-contratada. Para qualificar-se, o estrangeiro precisa ter no mínimo formação universitária (graduação) em um programa de quatro anos, ou certificação profissional com habilidades diferenciadas. É responsabilidade do USCIS (Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos) determinar se o emprego se trata de uma ocupação de especialista e se o estrangeiro está qualificado para executar tal função. Antes de submeter a petição de trabalho (formulário I129-4) junto ao USCIS, o empregador deve apresentar um pedido de condição de trabalho junto ao Departamento do Trabalho, relativo aos termos e condições contratuais.

O Visto H-2B (trabalhador qualificado e não-qualificado) é requerido por um empregado que irá realizar um trabalho de natureza temporária ou sazonal para o qual há escassez de mão-de-obra entre os cidadãos americanos e residentes legais. Antes de submeter a petição (formulário 129H) junto ao USCIS, o empregador é obrigado a obter junto ao Departamento do Trabalho um certificado confirmando que não há trabalhadores americanos qualificados para as funções nas quais se baseia a petição.

O Visto H-3 (Estagiário) é o visto requerido para o estagiário que viajará aos Estados Unidos para receber treinamento de seu empregador em qualquer área que não seja a de graduação ou treinamento acadêmico. O treinamento não pode ser utilizado para prover emprego produtivo e não pode estar disponível no país de origem do solicitante. O empregador deverá submeter uma petição (formulário I-129), junto ao USCIS (Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos) para obter aprovação para o treinamento.

Estamos indo com o visto do tipo H1-B que é para as pessoas que irão trabalhar por um período de tempo determinado nos EUA.

O valor da taxa para solicitação de visto depende do tipo de visto. No nosso caso foi de 190 dólares para cada membro da família. Além disso, para solicitantes do visto H ainda é necessário pagar uma taxa adicional de reciprocidade no valor de 100 dólares no dia da entrevista no consulado (tambem para cada membro familiar). No total vamos desembolsar o valor de 870 dólares para termos o visto em nossos passaportes.

ESTUDANTES ACADEMICOS

Um estudante que pretenda frequentar uma universidade ou outra instituição acadêmica nos Estados Unidos deve requerer um visto de estudante (F-1); aqueles que desejam  cursar  uma instituição profissional ou não-acadêmica precisam solicitar o visto não-acadêmico (M-1). Os solicitantes do visto de turismo (B-2) ou as pessoas que viajarem aos Estados Unidos utilizando o Visa Waiver Program (Programa de Isenção de Visto) não podem estudar em cursos de período integral. Entre em contato com um dos escritórios EducationUSA mais próximo de você para obter informações sobre como estudar em faculdades e universidades nos Estados Unidos.

Para solicitar o visto de estudante, é necessário:

  • que a escola emita ao estudante o formulário designado de “I-20” – Certidão de Elegibilidade,
  • que a instituição educacional sponsor (patrocinador) registre o aluno no sistema SEVIS, e
  • que o solicitante traga para a entrevista: o documento original do formulário “I-20” e comprovante do pagamento do SEVIS.

Visto Acadêmico (F1)

Um estudante que pretenda frequentar uma universidade ou outra instituição acadêmica nos Estados Unidos, incluindo as escolas primárias e secundárias ou um programa de treinamento de idiomas, deve requerer um visto de estudante F-1. A Seção 214 da Lei de Imigração e Nacionalidade (INA) proíbe a emissão de vistos F-1 para os estudantes que pretendem viajar  para os Estados Unidos para estudar em escolas públicas de ensino fundamental (até a oitava série, aproximadamente entre 5 e 14 anos) e programas de educação de adultos com financiamento público, como aulas de língua estrangeira. Os estudantes solicitantes do visto F-1 que pretendem estudar em escolas públicas do ensino médio (1° ao 3° ano do segundo grau, com idades aproximadas de 14 a 18 anos) são limitados a um período máximo de 12 meses em escola pública com este visto e devem apresentar documentos comprovando já ter efetuado o pagamento do custo total do curso, sem subsídio. Esta regra não é utilizada para estudantes freqüentando escolas privadas de ensino médio e fundamental.

Visto M

O estudante que pretende frequentar um curso que não seja essencialmente de natureza acadêmica em uma instituicão vocacional estabelecida, ou outra instituição não-acadêmica reconhecida como uma escola vocacional ou profissionalizante pós-secundária, precisa solicitar um visto não-acadêmico M-1.

Trabalho

Em algumas circunstâncias, é possível obter permissão para exercer atividade remunerada utilizando o visto F-1. Os solicitantes do visto M-1 somente receberão autorização para exercer atividades profissionais remuneradas se, como exigência do curso, houver necessidade de formação prática, mas, para isso, deverá haver aprovação prévia pelo Serviço de Cidadânia e Imigração dos Estados Unidos (USCIS).

INTERCAMBISTA

Qualquer pessoa que pretenda ir aos Estados Unidos para exercer uma função pré-combinada, treinamento ou pesquisa no âmbito de um programa aprovado oficialmente e patrocinado por uma instituição de ensino ou outra instituição sem fins lucrativos, precisa de um visto de intercâmbista (J-1). Solicitantes deste visto incluem estudantes de pós-graduação, estrangeiros graduados em medicina buscando pós-graduação e especialização em medicina, acadêmicos estrangeiros patrocinados por universidades como docentes temporários, e alguns profissionais estagiários. Além disso, há vários programas de intercâmbio para jovens, como programas de emprego de verão, programas de estágio para universitários e programas au pair.

A categoria de visto temporário de intercambista (J) é para aqueles que obtiveram aprovação para participar em programas de intercâmbio nos Estados Unidos no âmbito da lei de imigração dos EUA. Isso quer dizer que antes de você solicitar um visto J junto à Embaixada ou Consulado, você precisa primeiro solicitar, preencher os requisitos e ser aceito para uma categoria de programas de intercâmbio de visitantes através de uma organização patrocinadora designada. Se você for aceito como participante num programa de intercâmbio, o patrocinador lhe informará sobre os procedimentos e documentos necessários para solicitar o visto J para entrar nos EUA.

Formados em Medicina

Para prestar serviço como membro da profissão médica ou receber educação de graduação em medicina nos Estados Unidos, certos médicos estrangeiros precisam submeter-se ao exame do Painel de Examinadores do Conselho Nacional de Medicina (National Board of Medical Examiners – NBME) partes I e II, ou a um exame determinado como equivalente. Mais informações estão disponíveis no site:  Educational Commission for Foreign Medical Graduates.

EMPREGADOS DOMESTICOS

Empregados domésticos ou pessoais que estão acompanhando ou indo se encontrar com seu empregador nos Estados Unidos são elegíveis para o visto B-1. Esta categoria de pessoas inclui, mas não se limita a cozinheiros, mordomos, motoristas, arrumadeiras, copeira, babás, au pairs, auxiliares, jardineiros e acompanhantes. Favor se referir a seção adequada para mais informações.

Accompanhando um portador de visto de não-imigrante

Empregados domésticos ou pessoais que estão acompanhando ou que irão acompanhar um empregador solicitante ou portador dos vistos B, E, F, H, I, J, L, M, O & P, Q, R , serão elegíveis para o visto B-1 desde que:

  • O empregado tenha sido contratado fora dos Estados Unidos pelo empregador pelo menos um ano antes da data de admissão do empregador nos EUA, ou, caso a relação empregador-empregado tenha se iniciado imediatamente antes do pedido do visto, que o empregador demonstre que tem empregado regularmente (anual ou sazonalmente) empregados domésticos por um periodo de anos antes da solicitação do visto.
  • O empregado tenha experiência de pelo menos um ano como empregado pessoal ou doméstico comprovada mediante apresentação de declarações de empregadores anteriores.
  • Que o empregado possui residência fixa em seu país de origem sem a intenção de imigrar para outros países.
  • Que o empregado e o empregador possuem um contrato de trabalho assinado por ambas as partes informando que ao empregado é garantido salário compatível a sua função (maiores informações disponíveis no site do Departamento de Trabaho Americano), que lhe será fornecida moradia e alimentação e que o empregador será a única fonte de emprego para o empregado.

Acompanhando um cidadão americano

Empregados domésticos ou pessoais que estão acompanhando ou que irão acompanhar um cidadão americano, serão elegíveis ao visto B-1 se o empregador normalmente residir fora dos Estados Unidos e estiver viajando aos EUA temporariamente, ou se o empregador estiver sujeito a frequentes transferências internacionais com duração de dois anos ou mais e que, como condição contratual de trabalho, tenha que residir nos Estados Unidos por, no máximo, quatro anos.

VISTOS DE IMIGRANTES (PERMANENTE)

Pessoas que imigram para os Estados Unidos são classificadas pela lei de imigração dos Estados Unidos nas categorias gerais listadas abaixo.

Para mais informações sobre os tipos de vistos de imigrantes, clique aqui.

A. Os que podem obter status de residente legal permanente sem limitação numérica anual (Categorias que não possuem restrições do cota anual de visto e que somente precisam aguardar o tempo regular de processamento).

  1. Parentes imediatos de cidadãos dos EUA (IR1/IR2/IR5): 
    O cidadão americano deve entrar com um requerimento I-130 em nome de cada solicitante junto ao Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS), nos EUA.1.1. IR1: visto para cônjuge de cidadãos americanos.1.2. IR2: visto para filhos ou enteados solteiros com menos de 21 anos de idade de cidadãos americanos.1.3. IR3/IR4: visto para crianças adotadas por cidadãos americanos desde que a entrada da peticão I-600 tenha sido feita antes da ratificação da Convencão de Haia (site em inglês). Observe que estes casos são extremamente raros no Brasil. Para mais informações por favor, envie um e-mail para adoptionrio@state.gov.

    I.4. IR5: visto para pais de cidadãos americanos.

    1.5. IH3/IH4: visto para menores adotados por cidadãos americanos.  O cidadão americano tem que dar entrada na peticão I-800A/I-800, em nome de cada menor, junto ao “National Benefits Center” (NBC) nos Estados Unidos. Maiores informações sobre este processo podem ser obtidas em: adoptionrio@state.gov.

  2. Residentes de retorno (SB): visto para imigrantes que já moraram nos Estados Unidos como residentes permanentes que, após permanencia superior a um ano fora dos Estados Unidos por razões extremas, tiveram uma petição DS-117 aprovada e estão retornando para morar nos EUA após permanência temporária de mais de um ano no exterior. As pessoas que consideram ter direito à condição de imigrante nesta categoria podem entrar com o requerimento em seu próprio nome (Formulário DS-117) na Embaixada ou no Consulado dos EUA mais próximo.
  3. Viúvo ou viúva de cidadãos americanos (IW): visto para viúvo ou viúva e filhos menores de cidadãos americanos falecidos, com quem o viúvo(a) foi casado(a) por pelo menos dois anos. O falecimento do cidadão americano deverá ter ocorrido em no máximo dois anos antes da solicitação do visto. As pessoas que consideram ter direito à condição de imigrante nesta categoria podem entrar com o requerimento em seu próprio nome (Formulário I-360) no escritório do USCIS mais próximo, nos EUA, ou na Embaixada ou no Consulado dos EUA mais próximo.

VISTO DE NOIVO (A)  

Um visto de noiva(o) ou visto K1) é o visto para noivo(a) de cidadão americano, para que possa viajar para os Estados Unidos com a finalidade de se casar e morar no país. O cidadão americano (peticionario) deverá primeiramente dar entrada num pedido de visto de noivo(a) K1 junto ao USCIS, nos EUA. Para tal é necessário que preencha a peticão I-129. Saiba mais aqui.

Vistos de noivo(a) são diferentes dos outros visto de não-imigrantes, como os vistos de turista ou negócios. Embora os solicitantes de vistos de não-imigrantes prrecisem comprovar fortes vinculos com o Brasil e a intencão de regressar após uma visita temporária aos Estados Unidos, a lei de imigracão dos Estados Unidos assume que os solicitantes de visto de noivo(a) têm a intenção de imigrar.

Obs: Filhos menores (K2) podem acompanhar o pai ou a mãe na viagem para os Estados Unidos ou podem solicitar um visto mais tarde, para se reunir a ele(a), depois que o pai ou a mãe tenha entrado nos Estados Unidos, casado e se tornado residente permanente. Se solicitado mais tarde, a solicitação de visto para filhos menores deve ser feita dentro de um ano a contar da data da entrevista ou quando o visto de noivo(a) do pai ou da mãe foi emitido.

Cônjuge de cidadão americano(K-3) e filhos menores (K4):

Os vistos de não imigrante K3 e K4 foram criados para reunir familiares que ficaram, ou poderão ficar, sujeitos a uma longa separação enquanto seus pedidos de visto de imigrante são processados. Eles permitem ao portador viajar para os Estados Unidos e esperar pela aprovação no país.

É importante notar que a petição para o visto de não-imigrante para cônjuge (K-3) que casou com cidadão americano dever ser protocolada nos Estados Unidos e o visto emitido no país onde ocorreu o casamento. Se o casamento ocorreu nos Estados Unidos, o visto deverá ser emitido na Embaixada ou Consulado do último país onde o requerente morou antes de ir para os Estados Unidos.  Depois que o processo estiver completo e o  visto aprovado, o cônjuge poderá viajar para os Estados Unidos  para aguardar o processo de imigração.

Valor da taxa para solicitação de vistos aqui. Cabe lembrar que dependendo do tipo de visto tem que pagar mais uma taxa de reciprocidade no dia da entrevista no consulado.

Todos os textos desta página são de direitos autorais da autora Juliana Fontes.
A cópia de tais textos é proibida por lei. Fique à vontade para compartilhar e divulgar os posts do blog mas não copie e cole.

O Inicio

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Aeroporto Brasil- Novembro de 2013

Sempre adorei viajar, me lembro de viagens inesquecíveis com meus pais e irmãos quando ainda era criança. Quando conheci o Leo juntamos o nosso gosto por viagens e conhecemos vários lugares do nosso Brasil.

O desejo de um dia morar em outro país surgiu quando o Leo foi estudar inglês por um mês no Canadá. Ah, o Canadá!!!!! Ele voltou apaixonado pelo país e eu me apaixonei mesmo sem ter ido com ele.

Os anos se passaram e chegou a minha vez de conhecer o país gelado. Amei!! Fiquei fascinada com o país, a cultura, a limpeza, a educação, a baixa criminalidade, o idioma diferente, as coisas diferentes, as idas ao supermercado, quantas novidades!!! Nossos cérebros se recheavam de informações novas!

Com isso venho a questão: “Nossa, seria o máximo morar aqui!!”

O Leo esteve no Canadá três vezes e eu duas vezes. Na última vez pegamos um frio de 26 graus negativos!!! Mas mesmo quase virando pingüins a experiência foi ótima e aquela viagem se tornou inesquecível.

Vieram outras viagens para a Europa e para os EUA e a vontade de morar fora do Brasil sempre ali presente.

Começamos a analisar as possibilidades de imigrar para Canadá, mas o processo é complexo e depois que o nosso filho nasceu não podíamos mais ir na loucura para outro país, começar a vida do zero com uma criança pequena.

Em 2010 apareceu a oportunidade de mudarmos de estado, saímos de São Paulo e fomos morar em uma cidadezinha em Santa Catarina. Foi uma experiência com lados positivos e negativos, vimos como é viver longe da família que tanto amamos e dos amigos. Não é fácil, ainda mais quando se tem filhos, mas a experiência foi válida. Ficamos por lá um ano e meio e retornamos para São Paulo, agora para o interior.

Dois anos se passaram, e como o Leo diz, contatos são tudo nesta vida, através de um amigo apareceu uma oportunidade de emprego nos EUA. Ir para lá com um emprego garantido e tudo dentro da lei seria a maneira ideal de ter esta experiência de morar no exterior.

Estamos a um passo de viver esta experiência, então resolvi compartilhar com vocês. Vamos ver no que vai dar!!!

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